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23/04 - Ensino superior tem 2,22% de instituições com nota máxima em avaliação do MEC
O Índice Geral de Cursos (IGC) permite ao governo avaliar a qualidade da educação no país e a participação das faculdades e universidades em programas do governo. Das instituições de ensino superior avaliadas pelo Ministério da Educação (MEC), 2,2% obtiveram nota máxima no Índice Geral de Cursos (IGC) 2019, divulgado nesta sexta-feira (23). Apesar da porcentagem baixa, houve uma leve melhora em relação à avaliação anterior, quando 2% das instituições garantiram a melhor nota. O IGC é uma média ponderada da avaliação da graduação por meio do Conceito Preliminar de Curso (CPC) e dos cursos de pós-graduação (mestrado e doutorado). A escala vai de 1 a 5. Nela, 1 e 2 são avaliações consideradas insatisfatórias, 3 é regular, e 4 e 5 são satisfatórias. Os índices determinam parâmetros para o MEC definir, por exemplo, a participação das instituições de ensino superior em programas do governo. Em caso de sucessivas notas insatisfatórias, pode haver sanções. "Analisando proporcionalmente, os estados do Espírito Santo (9,2%), Rio de Janeiro (6,7%) e Rio Grande do Norte (4,2%) são os que apresentam maior número de instituições com faixa 5 no IGC", afirma Luis Felipe Grochocki, diretor de avaliação da educação superior do Inep. Segundo especialistas, a metodologia faz com que a maioria das instituições seja classificada como "regular", porque é uma média de avaliação. Se todas forem "boas", a média será "regular". Só as excelentes vão ter nota máxima. Assim, o IGC não determina a baixa qualidade das instituições, mas as classifica em relação às demais. Para compor a média desta edição, foram consideradas 2.070 instituições de ensino superior; o CPC (notas de cursos) de 2017, 2018 e 2019 de 24.145 cursos; e 4.679 programas de mestrado e doutorado da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). Universidades públicas lideram lista das melhores Entre as 2.070 instituições analisadas, somente 46 tiveram nota máxima (5). Entre as instituições que se destacam, 28 são privadas (16 sem fins lucrativos e 12 com fins lucrativos) e 18 são públicas: 14 federais e 4 estaduais (três de SP e uma do Rio). Na outra ponta, 256 tiveram notas entre 1 e 2. Entre elas, 232 são privadas e 12 são públicas municipais ou estaduais. Nenhuma universidade federal teve baixa avaliação. Em números absolutos, a avaliação das instituições ficou assim: Nota 1: 6 Nota 2: 250 Nota 3: 1.320 Nota 4: 448 Nota 5: 46 Confira abaixo a lista das melhores públicas e privadas: Instituições públicas com nota máxima no MEC Instituições privadas com nota máxima no MEC VÍDEOS: Saiba mais sobre Educação
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22/04 - Ministro da Educação diz que 'falha de TI' gerou ausência de 1,4 milhão de matrículas para cálculo do repasse de verbas do Fundeb
Na última terça, a Confederação Nacional dos Municípios (CNM) encaminhou um ofício a Milton Ribeiro relatando que faltavam ao menos 1.447.065 alunos para a base que serve para estimar recursos às escolas, pré-escolas e creches. O ministro da Educação, Milton Ribeiro, no Fórum Estadual do Ceará da Undime, que reúne dirigentes municipais da educação Reprodução O ministro da Educação, Milton Ribeiro, disse em evento on-line nesta quinta (22) que foi identificada "uma falha de TI [tecnologia da informação]" no cálculo do número de alunos que serve de base para o repasse de recursos do Fundeb, responsável em 2019, por R$ 6,5 de cada R$ 10 investidos na educação básica brasileira. "Nós identificamos a tempo uma falha exatamente nessa questão da filtragem das matrículas. E se for de fato constatado essa identificação, se for preciso, publicaremos uma nova portaria corrigindo aquilo que está errado. Foi uma falha da TI do FNDE [órgão do MEC responsável pela gestão dos recursos]. Mas nós vamos consertar e vamos conseguir restaurar isso que nós eventualmente fizemos", disse Ribeiro em evento dos dirigentes municipais da educação do Ceará. Na última terça (20), a Confederação Nacional dos Municípios (CNM) encaminhou um ofício ao ministro relatando o "sumiço" de ao menos 1.447.065 alunos dos cálculos feitos para repassar recursos às escolas, pré-escolas e creches. A entidade afirma que os números de alunos do Fundeb não batem com o total de matrículas apontadas no Censo Escolar 2020. Com isso, as cidades não estariam recebendo os valores mínimos previstos na legislação. A CNM enviou o ofício após receber "inúmeros questionamentos" das prefeituras. O Ministério da Educação (MEC) afirmou na manhã desta quinta que iria "apurar" eventuais "equívocos" nos cálculos de repasses. A pasta não havia informado o motivo do equívoco e nem se há previsão de colocar mais servidores para atuar na gestão dos recursos, já que esta não é a primeira vez que os municípios apontam erros nos cálculos do Fundeb. Em janeiro, o governo federal transferiu de forma equivocada R$ 766 milhões a nove estados e seus municípios. O valor representa 64% do R$ 1,18 bilhão que deveriam chegar às redes públicas de ensino naquele mês (leia mais abaixo). Diferenças por etapas A maior diferença apontada pela CNM está entre alunos matriculados em escolas de ensino fundamental em tempo integral. São 695.090 matrículas a menos na comparação entre o Censo Escolar 2020, feito pelo próprio MEC, e os cálculos do governo. De acordo com o CNM, as diferenças por etapas de ensino são: - 233.323 nos anos iniciais (1º ao 5º ano) do ensino fundamental urbano - 165.905 nos anos iniciais (1º ao 5º ano) do ensino fundamental rural - 122.924 nos anos finais (6º ao 9º ano) do ensino fundamental urbano - 92.916 nos anos finais (6º ao 9º ano) do ensino fundamental rural - 695.090 no ensino fundamental integral - 25.679 nas creches - 111.228 nas pré-escolas "O quantitativo de matrículas apresenta diferenças significativas e preocupantes quando comparado às matrículas apuradas e divulgadas nos resultados finais do Censo Escolar/2020", afirma a CNM em ofício. "Tais incongruências representam impactos significativos na redistribuição intraestadual das receitas do Fundeb", diz a entidade, que pede ao MEC que informe a metodologia do cálculo usada. Erro em cálculos Em janeiro, seis estados receberam dinheiro a menos, e três a mais, nos repasses do Fundeb. A União precisou complementar com R$ 1,3 milhão para que os aportes fossem feitos a quem ficou em déficit. Ao identificar o erro, o FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação) solicitou ao Banco do Brasil, que opera as transferências bancárias, que bloqueasse os recursos para futura devolução. No entanto, alguns estados e municípios já haviam movimentado os recursos. Até fevereiro, haviam sido devolvidos R$ 30,3 milhões. Saiba mais: Governo erra e R$ 766 milhões do Fundeb são distribuídos de forma equivocada pelo país, aponta documento Íntegra da nota do MEC "Nota de esclarecimento O FNDE informou ao Ministério da Educação que, após questionamentos enviados pela CNM e Undime, foi realizada uma análise prévia, no âmbito da Diretoria de Gestão de Fundos e Benefícios, acerca dos apontamentos relacionados às matrículas que compuseram os parâmetros operacionais do Fundeb-2021. A fim de apurar a eventual existência de equívocos na filtragem dos dados do Censo Escolar, foram solicitadas providências no âmbito da Diretoria de Tecnologia do FNDE, as quais ainda se encontram em curso. Caso sejam constatadas imprecisões nos dados, será providenciada a publicação de nova Portaria Interministerial, em retificação à Portaria Interministerial nº 1, de 31 de março de 2021, com a posterior realização dos acertos financeiros devidos, a fim de que nenhum ente governamental reste prejudicado." VÍDEOS: Saiba mais sobre Educação
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22/04 - CCJ da Câmara dá aval a projeto que fixa estratégia nacional para volta às aulas presenciais
Texto estabelece criação de comissões em cada escola para discutir viabilidade da retomada dos trabalhos. Proposta ainda passará por dois colegiados antes de ir ao Senado. A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) da Câmara deu aval nesta quinta-feira (22) à tramitação de um projeto que estabelece uma estratégia nacional, com participação da União, estados e municípios, para o retorno às aulas presenciais. Pela proposta, a estratégia para o retorno às aulas deve respeitar as orientações da Organização Mundial de Saúde (OMS) e das autoridades sanitárias brasileiras. A partir das diretrizes, estados e municípios devem criar seus protocolos para o retorno. Volta às aulas presenciais exige cuidados UM ANO DEPOIS: Estudantes e famílias ainda enfrentam incertezas com reabertura das escolas na pandemia BANCO MUNDIAL: Escolas fechadas poderão afetar leitura de 7 em cada 10 estudantes do Brasil ÁPICE DA PANDEMIA: 'Não é seguro reabrir escolas em meio à catástrofe no Brasil', diz pesquisador A comissão não analisa o mérito da proposta, mas sim se o texto está de acordo com a Constituição e respeita as leis que já existem no país. O conteúdo será analisado pelas comissões de Educação e Seguridade Social e Família. O texto tramita em regime conclusivo nas comissões e, por isso, não precisa ser votado em plenário. Se for aprovado pelos colegiados de Educação e Seguridade Social, o projeto segue para análise do Senado. Na madrugada desta quarta-feira (21), o plenário da Câmara votou outro projeto sobre o assunto – que proíbe a suspensão das aulas presenciais, ao tornar a educação atividade essencial, e estabelece diretrizes para o retorno. O texto foi criticado por deputados da oposição e por entidades do setor. Câmara aprova projeto que proíbe suspensão de aulas presenciais na pandemia O que diz o projeto Segundo a proposta aprovada nesta quinta na comissão, o retorno às aulas deverá observar sete critérios: atenção à saúde física e mental de profissionais de educação e estudantes; prevenção ao contágio de estudantes, profissionais e familiares por coronavírus; atuação intersetorial, envolvendo saúde, educação e assistência social; igualdade e equidade de condições de acesso ao aprendizado; equidade para o estabelecimento de prioridades na alocação de recursos e ações voltadas ao retorno às aulas; participação das famílias; valorização e desenvolvimento dos profissionais de educação, saúde e assistência social. O texto estabelece a criação de uma comissão nacional de retorno às aulas, com representação da União, estados e municípios. Volta às aulas: programa do G1 tira dúvidas sobre o tema O colegiado será composto por sete integrantes, indicados pelos ministérios da Saúde e da Educação, além de órgão ligados ao setor, como o Conselho Nacional da Educação, a União dos Dirigentes Municipais de Educação e o Conselho Nacional de Secretários de Educação. Profissionais da área e estudantes da educação básica também terão um representante cada. O grupo deve elaborar em 15 dias as diretrizes que vão subsidiar estados e municípios para criarem seus protocolos, incluindo: critérios epidemiológicos para a decisão sobre o funcionamento das escolas; parâmetros de distanciamento social e ações de prevenção; diretrizes para o acolhimento de estudantes, profissionais de educação e familiares, incluindo avaliação socioeconômica, psicossocial e de saúde; diretrizes para a avaliação diagnóstica de aprendizado e para ações de recuperação. A proposta também prevê a criação de comissões estaduais, locais e em cada escola para viabilizar o retorno às aulas. Initial plugin text
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22/04 - Após denúncia de prefeitos, MEC afirma que irá apurar como 'sumiram' 1,4 milhão de alunos nos cálculos de repasse do Fundeb
Prefeituras dizem que os cálculos para distribuir recursos para escolas, pré-escolas e creches não batem com número de alunos apontados no Censo Escolar 2020. O Ministério da Educação (MEC) afirmou nesta quinta-feira (22) que irá "apurar" eventuais "equívocos" nos cálculos de repasse do Fundeb, o fundo que financia a educação básica. Na última terça-feira (20), a Confederação Nacional dos Municípios (CNM) encaminhou um ofício ao ministro da Educação, Milton Ribeiro, relatando o "sumiço" de ao menos 1.447.065 alunos dos cálculos feitos para repassar recursos às escolas, pré-escolas e creches. A entidade afirma que os números de alunos do Fundeb não batem com o total de matrículas apontadas no Censo Escolar 2020. Com isso, as cidades não estariam recebendo os valores mínimos previstos na legislação. Em 2019, a cada R$ 10 investidos na educação básica, cerca de R$ 6,5 eram do Fundeb. A CNM enviou o ofício após receber "inúmeros questionamentos" das prefeituras. O MEC informou que, caso sejam constatadas irregularidades, os recursos serão repostos. A pasta não informou o motivo do equívoco e nem se há previsão de colocar mais servidores para atuar na gestão dos recursos, já que esta não é a primeira vez que os municípios apontam erros nos cálculos do Fundeb. Em janeiro, o governo federal transferiu de forma equivocada R$ 766 milhões a nove estados e seus municípios. O valor representa 64% do R$ 1,18 bilhão que deveriam chegar às redes públicas de ensino naquele mês (leia mais abaixo). Diferenças por etapas A maior diferença apontava pela CNM está entre alunos matriculados em escolas de ensino fundamental em tempo integral. São 695.090 matrículas a menos na comparação entre o Censo Escolar 2020, feito pelo próprio MEC, e os cálculos do governo. De acordo com o CNM, as diferenças por etapas de ensino são: - 233.323 nos anos iniciais (1º ao 5º ano) do ensino fundamental urbano - 165.905 nos anos iniciais (1º ao 5º ano) do ensino fundamental rural - 122.924 nos anos finais (6º ao 9º ano) do ensino fundamental urbano - 92.916 nos anos finais (6º ao 9º ano) do ensino fundamental rural - 695.090 no ensino fundamental integral - 25.679 nas creches - 111.228 nas pré-escolas "O quantitativo de matrículas apresenta diferenças significativas e preocupantes quando comparado às matrículas apuradas e divulgadas nos resultados finais do Censo Escolar/2020", afirma a CNM em ofício. "Tais incongruências representam impactos significativos na redistribuição intraestadual das receitas do Fundeb", diz a entidade, que pede ao MEC que informe a metodologia do cálculo usada. Erro em cálculos Em janeiro, seis estados receberam dinheiro a menos, e três a mais, nos repasses do Fundeb. A União precisou complementar com R$ 1,3 milhão para que os aportes fossem feitos a quem ficou em déficit. Ao identificar o erro, o FNDE, órgão do MEC responsável pela gestão dos recursos, solicitou ao Banco do Brasil, que opera as transferências bancárias, que bloqueasse os recursos para futura devolução. No entanto, alguns estados e municípios já haviam movimentado os recursos. Até fevereiro, haviam sido devolvidos R$ 30,3 milhões. Saiba mais: Governo erra e R$ 766 milhões do Fundeb são distribuídos de forma equivocada pelo país, aponta documento O que é o Fundeb? O Fundeb é o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério. Ele é operado pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), autarquia ligada ao Ministério da Educação (MEC). Em 2020, a regra em vigência expirou e o Congresso aprovou uma nova redação, que tornou o Fundeb permanente (sem prazo de validade) e acrescentou variáveis nos cálculos de distribuição de recursos. Íntegra da nota do MEC "Nota de esclarecimento O FNDE informou ao Ministério da Educação que, após questionamentos enviados pela CNM e Undime, foi realizada uma análise prévia, no âmbito da Diretoria de Gestão de Fundos e Benefícios, acerca dos apontamentos relacionados às matrículas que compuseram os parâmetros operacionais do Fundeb-2021. A fim de apurar a eventual existência de equívocos na filtragem dos dados do Censo Escolar, foram solicitadas providências no âmbito da Diretoria de Tecnologia do FNDE, as quais ainda se encontram em curso. Caso sejam constatadas imprecisões nos dados, será providenciada a publicação de nova Portaria Interministerial, em retificação à Portaria Interministerial nº 1, de 31 de março de 2021, com a posterior realização dos acertos financeiros devidos, a fim de que nenhum ente governamental reste prejudicado." VÍDEOS: Saiba mais sobre Educação
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22/04 - MPF denuncia Abraham Weintraub por improbidade administrativa
Denúncia cita divulgação de “fake news” contra universidades pelo ex-ministro da Educação. Abraham Weintraub desce uma rampa no Palácio do Planalto, em Brasília, em foto de outubro de 2019 Adriano Machado/Reuters/Arquivo O Ministério Público Federal (MPF) denunciou o ex-ministro da Educação Abraham Weintraub por improbidade administrativa, apontando uma série de afirmações "dolosamente incorretas ou distorcidas" sobre as universidades públicas brasileiras, feitas quando ele ainda chefiava a pasta. Para a procuradora Luciana Loureiro Oliveira, Weintraub atentou contra princípios da administração pública como os da moralidade, da honestidade e da lealdade às instituições. Segundo ela, as "fake news" foram proferidas com "o claro propósito de desacreditar" as instituições de ensino. A ação foi enviada à 3ª Vara Federal do Distrito Federal, a quem cabe decidir se o ex-ministro será réu. Em caso de abertura de processo e eventual condenação, Weintraub pode ter seus direitos políticos suspensos, além de ser obrigado ao pagamento de multa. Estão no escopo da investigação falas do ex-ministro como aquela em que afirmou haver "plantações extensivas de maconha" nas universidades públicas, "a ponto de precisar de borrifador de agrotóxico". Ele disse isso em entrevista ao portal Jornal da Cidade Online, mas jamais apresentou provas. O MPF afirma que Weintraub se baseou em casos isolados de consumo de drogas em ambientes universitários, inclusive recriminados pela polícia, para fazer uma "suposição genérica", posteriormente repedida em audiência pública na Câmara dos Deputados. "O aporte de recursos, investimentos em pesquisas e oferta de bolsas por parte de organismos internacionais ou instituições congêneres estrangeiras depende sobretudo da boa imagem das instituições de ensino, o que deve ser objeto de defesa pelo Ministério da Educação (MEC)", diz a ação. De acordo com a procuradora, "quando um Ministro de Estado ataca deliberadamente as instituições públicas que ele deveria representar, depreende-se de sua conduta claro dano à imagem e à dignidade das comunidades que as compõem". A petição aponta que Weintraub nunca se retratou – ao contrário, fez outras declarações no sentido de desacreditar as universidades públicas, classificando-as, por exemplo, como locais de "balbúrdia" ou atribuindo a alunos e professores conivência com uma suposta "cracolândia". Tais declarações, segundo o MPF, extrapolam os limites da liberdade de expressão e têm potencial de causar "danos à honra coletiva e à imagem das instituições de ensino superior brasileiras, bem assim daqueles que delas fazem parte". "As declarações de um ministro de Estado sobre questões afetas à sua competência possuem um peso muito relevante, já que se presume que a mais alta autoridade nacional na área (educação) tenha pleno conhecimento e suficiência de informações técnicas sobre os assuntos que coordena", diz a procuradora. O MPF também alerta para os impactos das "fake news": "Em razão do trânsito instantâneo com que as mensagens são veiculadas na sociedade atual, qualquer lesão derivada de uma declaração falsa ou ofensiva tem potencial de disseminação ilimitado e de atingir proporções inimagináveis". O Valor ainda não conseguiu contato com a defesa de Abraham Weintraub. Veja vídeos de Educação
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22/04 - Aos 18 anos, 1º lugar em medicina da USP quer ser neurologista porque perdeu parente com Alzheimer
Felipe Amendola, primeiro colocado pelo Sisu, tentará evitar que outras famílias passem pelo mesmo sofrimento que a dele. “É como se a pessoa morresse aos poucos”, diz. Felipe passou a se dedicar mais aos estudos no último ano do ensino médio Arquivo pessoal Aos 18 anos, Felipe Amendola foi aprovado em 1º lugar no curso de medicina da Universidade de São Paulo (USP) pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu). Recém-formado em um colégio particular do Rio, ele sequer fez cursinho pré-vestibular: estudou em casa, gabaritou matemática no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2020 e tirou 853.4 na nota final. O sonho do jovem é concluir a graduação e se especializar em neurologia, para evitar que outras famílias passem pelo mesmo sofrimento vivido por ele na perda de sua tia-avó. “Ela teve Mal de Alzheimer recentemente, e foi muito difícil ver a doença acontecer. É como se a pessoa fosse morrendo aos poucos”, conta. Felipe já almejava seguir a carreira de medicina, mas ainda não havia escolhido uma especialidade. Agora, ele quer desenvolver pesquisas sobre prevenção e tratamento da doença. “O que aconteceu com a minha tia-avó me despertou um interesse muito grande para essa área, como se fosse um chamado mesmo”, afirma. As aulas ainda não começaram, mas ele já tem planos. “Quero fazer um pós-doutorado em Harvard. Preciso pensar longe, né?”, diz. 1º lugar geral do vestibular da UFPA diz que chave para a aprovação está em ter 'foco e determinação' Filho de lavadeira passa em 1º lugar no curso de medicina da UFRN Bullying e saúde emocional No ensino fundamental, Felipe sofreu bullying dos colegas na escola onde estudava. Fez terapia, procurou ajuda da família e dos amigos, e decidiu que o melhor seria mudar de instituição — em 2016, matriculou-se no Colégio pH (RJ), onde “passou a se sentir motivado”. Ele já era um aluno dedicado, mas foi só no último ano do ensino médio que, com o objetivo claro de cursar medicina, resolveu, nas palavras dele, “meter a cara nos estudos”. Felipe decidiu ser neurologista depois de perder a tia-avó com Alzheimer Arquivo pessoal “Eu tinha aula das 7h às 13h45, aí almoçava e descansava um pouco. Depois, fazia bastante simulado e testava estratégias que poderiam me ajudar no dia da prova”, conta. Felipe foi o primeiro colocado do curso de medicina na USP Reprodução Mesmo morando no Rio, Felipe queria estudar na Universidade de São Paulo, por causa da infraestrutura, das possibilidades de pesquisa e dos hospitais universitários. Ele sabia que, com a alta concorrência, precisaria montar uma rotina rígida de preparo para a Fuvest e para o Enem. Mas nada que pudesse abalar novamente sua saúde emocional. “Mesmo em casa, por causa da pandemia, eu fiz ioga e meditação. Ah, e dormir é sagrado, né? Ninguém mexe nas minhas oito horinhas de sono, nem que eu precise deixar de entregar um trabalho”, brinca.
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21/04 - UFV adota medidas após cortes orçamentários previstos pelo MEC para 2021
Verba deve ser reduzida em cerca de 18% neste ano. Desde 2020, instituição realiza adequação do quantitativo de servidores terceirizados e outros. Veja mais informações. Universidade Federal de Viçosa UFV/Divulgação A Universidade Federal de Viçosa (UFV) divulgou, nesta semana, medidas para minimizar os cortes orçamentários previstos em 2021. Conforme a instituição, a verba deve ser reduzida em cerca de 18%. Desde o ano passado, a instituição realiza adequações do quantitativo de servidores terceirizados e outros. Veja abaixo outras soluções implantadas. Leia mais: Corte de mais de 18% no orçamento das universidades federais em 2021 poderá inviabilizar ensino, diz entidade UFV e UFSJ esperam orçamento menor em 2021 O comunicado da UFV ocorreu após o Congresso aprovar a Lei Orçamentária Anual (LOA), que ainda não foi sancionada pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido). O prazo para isso termina nesta quinta-feira (22). Conforme a instituição, comparada com a LOA de 2020, este ano haverá uma diminuição de 18,6% nos valores orçamentários previstos, com uma perda estimada de R$ 15,988 milhões no orçamento de custeio e de R$ 638 mil no de capital, que é destinado à aquisição de equipamentos e realização de novas obras. "Os cortes também incidem sobre o Programa Nacional de Assistência Estudantil (PNAES): a UFV deixará de receber algo em torno de R$ 3 milhões", informou em nota divulgada na segunda-feira (19). Medidas tomadas Em pronunciamento, a UFV explicou que desde o ano passado toma medidas para minimizar os cortes previstos em 2021. Confira abaixo quais são elas: Adequação do quantitativo de servidores terceirizados, temporariamente, à redução de atividades presenciais; Redução do número de bolsas de monitoria e estágio; Reavaliação nos contratos continuados; Adoção de ações para reduzir as despesas com energia elétrica - aquisição de usinas fotovoltaicas e instalação de geradores nos horários de ultrapassagem da demanda contratada, para evitar multas com a concessionária. A instituição também explicou que em outros anos planejou soluções que visaram uma adaptação às restrições e cortes orçamentários. O G1 entrou em contato com a UFV para saber quantas bolsas de monitoria e estágio foram cortadas, mas não houve retorno até a última atualização desta matéria. VÍDEOS: veja tudo sobre a Zona da Mata e o Campo das Vertentes
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21/04 - A polêmica sobre a lei que torna escolas 'essenciais' para abrirem mesmo no auge da pandemia
Grupos temem que projeto aprovado na Câmara force uma reabertura 'a qualquer custo', mesmo em momento de descontrole do contágio pelo coronavírus; defensores da medida citam enormes prejuízos sentidos pelas crianças após um ano de escolas fechadas. Câmara aprovou texto que proíbe a suspensão de aulas presenciais durante pandemias e calamidades públicas; texto segue para o Senadp. Divulgação/Seed-PR Escolas devem ficar abertas para o ensino presencial mesmo nos piores momentos da pandemia? Esse é o cerne de um debate em torno de um projeto de lei que classifica escolas como "atividades essenciais" e foi aprovado na noite de terça (20) na Câmara dos Deputados. O texto, que proíbe a suspensão de aulas presenciais durante pandemias e calamidades públicas, segue agora para o Senado. Embora sejam enormes os prejuízos à educação e ao desenvolvimento infantil depois de um ano de escolas fechadas, o projeto de lei enfrenta resistência entre muitos especialistas em educação, inclusive entre os defensores da volta às aulas presenciais, por não levar em consideração parâmetros epidemiológicos ao definir a reabertura das escolas - o que poderia, em tese, piorar a situação pandêmica do país. Entre 1,5 bilhão de crianças do mundo que tiveram seu ensino presencial de alguma forma interrompido pela pandemia, as brasileiras estão entre as que enfrentam mais tempo de escolas, em sua maioria, fechadas. Uma projeção de março do Banco Mundial apontou que pode aumentar de 50% para 70% a proporção de alunos brasileiros no ensino fundamental que não conseguem ler ou compreender textos simples. O Unicef, braço da ONU para a infância, calcula que mais de 5,5 milhões de crianças e adolescentes brasileiros tiveram seu direito à educação negado em 2020, pelas dificuldades de implementação do ensino remoto. LEIA TAMBÉM: UM ANO DEPOIS: Estudantes e famílias ainda enfrentam incertezas com reabertura das escolas na pandemia BANCO MUNDIAL: Escolas fechadas poderão afetar leitura de 7 em cada 10 estudantes do Brasil ÁPICE DA PANDEMIA: 'Não é seguro reabrir escolas em meio à catástrofe no Brasil', diz pesquisador "Devemos ter a educação como serviço e atividade essenciais, não podendo ser renegada em face de problemas momentâneos que a sociedade esteja enfrentando", afirmaram as deputadas Paula Belmonte (Cidadania-DF) e Adriana Ventura (Novo-SP), duas das autoras do projeto de lei 5595/2020. "Absurdo é quando presenciamos diariamente governantes locais - governadores e prefeitos - elencando as mais diversas e variadas atividades como essenciais, mas não a educação", declararam, segundo a Agência Câmara. O projeto aprovado só prevê a suspensão de aulas "se houver critérios técnicos e científicos justificados pelo Poder Executivo quanto às condições sanitárias do Estado ou município", embora esses critérios não estejam detalhados. 'Reabertura não pode ser a qualquer custo' No entanto, essa reabertura "a qualquer custo", no momento em que o Brasil vivencia os números mais altos de mortes por Covid-19 e colapso nos sistemas de saúde, também é vista como um risco para a comunidade escolar e para a sociedade como um todo. Na ausência de critérios específicos para as "situações excepcionais" de fechamento das escolas, "pese a boa intenção, nosso entendimento é de que (o projeto), sendo apresentado no pior momento da pandemia, está descompassado do contexto maior do Brasil", diz à BBC News Brasil Olavo Nogueira, diretor-executivo da organização Todos Pela Educação. Nogueira argumenta que o Todos Pela Educação tem sido "vocal em favor da reabertura das escolas" - por conta do impacto brutal que a situação atual tem tido sobre as crianças -, mas só se houver critérios e condições adequados. "O risco é forçar uma reabertura em locais onde os indicadores de saúde não permitem", prossegue Nogueira. "Os países que conseguiram reabrir suas escolas com segurança o fizeram em um cenário de razoável controle (da situação epidemiológica)." Um fator complicador, diz Nogueira, é a ausência de parâmetros e coordenação nacionais por parte do governo federal, que ajudassem a balizar estratégias de abertura e fechamento de escolas a depender das circunstâncias em cada local. "Os EUA, por exemplo, usam os CDCs (centros de controle de doenças), que definem as etapas e marcadores para avaliar quando é muito arriscado reabrir as escolas. Aqui, alguns Estados tentam por si próprios (...), mas mesmo neles existe uma ausência de indicadores e de comunicação transparente de quando (a reabertura) passa a ser perigosa ou não." "O país errou muito no último ano", opina Nogueira. "Quando houve espaço para reabrir as escolas (no ano passado), priorizou-se reabrir comércios e serviços não essenciais. Poderia ter havido a reabertura, e isso não foi feito. Agora, tenta-se recuperar o atraso no pior momento da pandemia. É um descompasso entre o que as evidências mostram e o poder público." Escolas com protocolos costumam ser ambientes seguros O debate é, de fato, um dos mais relevantes e urgentes a serem feitos pelo país. Muitos pediatras, por exemplo, se mobilizaram em defesa da reabertura das escolas, ressaltando os impactos sofridos pelas crianças em seu desenvolvimento cognitivo e socialização - e apontando, também, a falta que tem feito a escola em prover segurança física e alimentar no caso dos estudantes mais vulneráveis. Estudos feitos em ambientes escolares ao redor do mundo apontam que escolas que seguem protocolos sanitários rígidos - com ampla ventilação natural dos ambientes, uso de máscaras, distanciamento social e restrições à capacidade máxima de cada espaço - são ambientes de relativa segurança contra a propagação de vírus entre crianças e professores. Um estudo feito na França, por exemplo, identificou que infecções diversas entre crianças se mantiveram em níveis muito mais baixos do que o normal durante o fechamento das escolas, mas se mantiveram baixos quando essas reabriram ao mesmo tempo em que o restante da sociedade se manteve sob rígidas normas de lockdown promovidas pelo governo. Isso levanta ao menos três questões importantes: primeiro, que a segurança dentro da escola depende também da circulação do vírus fora dela - e, portanto, oscila conforme os índices de transmissão comunitária e o comportamento dos adultos na sociedade como um todo. Segundo levantamento de outubro de 2020 da Organização Mundial da Saúde (OMS), os estudos feitos até então apontavam que, nos surtos de identificados dentro de escolas, "na maioria dos casos de Covid-19 em crianças a infecção foi adquirida dentro de casa", e não na escola em si. "Nos surtos escolares, a probabilidade maior era de que o vírus tivesse sido introduzido por adultos", prossegue o documento. Em segundo lugar, o exemplo de países que conseguiram manter suas escolas reabertas indica que é necessário haver um programa constante de testagem e rastreamento de casos ativos de Covid-19, para evitar que eles se convertam em surtos, além de condições adequadas para a implementação de medidas sanitárias nas escolas. São pontos em que o Brasil patina, apontam três pesquisadores do Departamento de Ciência Política da USP, Lorena Barberia, Luiz Cantarelli e Pedro Schmalz, que estão monitorando as políticas de educação implementadas pelas redes públicas estaduais e municipais durante a pandemia. "A volta às aulas presenciais foi vendida como tendo sido cercada de protocolos e cuidados, mas olhando para as políticas de distanciamento nas capitais e nos Estados, a gente percebeu que a fiscalização sempre foi muito ruim, e decisões nem sempre foram pautadas por questões científicas e pelo melhores protocolos, e sim por interesses econômicos", diz Cantarelli à BBC News Brasil. "A retórica de que os retornos (na rede pública) estão cercados pelos melhores protocolos não se sustenta." BARREIRA DE INFRAESTRUTURA: Cresce número de escolas públicas sem banheiro e internet banda larga; 35,8 mil não têm coleta de esgoto Sobre a testagem, uma questão que preocupa Lorena Barberia é que, em locais como a cidade de São Paulo, o teste sorológico é o que tem sido mais usado nos inquéritos de situação epidemiológica escolar. Esse teste - ao medir a presença de anticorpos no sangue - avalia se as pessoas tiveram ou não contato com a Covid-19 e produziram resposta imunológica, mas não necessariamente identifica casos ativos de Covid-19, como faria o exame PCR. "Com (tantos casos de) reinfecção, variantes e vacinas sendo aplicadas, cada vez mais esses testes sorológicos não são passaporte para a tranquilidade", argumenta Barberia à BBC News Brasil. Um terceiro ponto ressaltado por muitos especialistas é que, mesmo que o ambiente escolar esteja seguro, a reabertura das escolas provoca um maior deslocamento de pessoas pelas ruas e dentro do transporte público, o que também aumenta as chances de contágio em momentos de descontrole sobre o vírus. "Ainda que seja fundamental reconhecer as atividades escolares como serviços essenciais à sociedade, no atual momento os indicadores da transmissão comunitária expressam a necessidade urgente de tomar medidas mais efetivas de lockdown ou restrições. Isso permitirá que o distanciamento físico seja capaz de 'achatar a curva', com redução de casos e mortes e garantia de leitos hospitalares para todos, ou seja, reduzir a transmissão o máximo possível para garantir que os hospitais não sejam sobrecarregados", afirmou a Fiocruz em nota técnica divulgada em março. Como reabrir escolas Isso nos leva a outra parte do debate: os critérios técnicos para a reabertura de escolas. Em guia de dezembro sobre o assunto, a OMS reconhece que "o timing e a abordagem da reabertura são tão complexos quanto sensíveis; devem ser movidos por dados e pelas medidas de segurança em curso, bem como pelas preocupações de estudantes, pais, cuidadores e professores". Além disso, "todos os planos e medidas de reabertura segura devem almejar a redução de desigualdades e a melhora das condições educacionais e de saúde para a população mais vulnerável e marginalizada". No guia, a entidade lista mais de 30 medidas a serem adotadas por países que estejam reabrindo suas escolas, desde as tradicionais precauções de higiene e mudanças na configuração das salas de aula, até, por exemplo: Adoção de diretrizes nacionais constantemente atualizadas com os dados epidemiológicos mais recentes do país; Avaliação da capacidade das escolas de operarem em segurança; Criação de um comitê de monitoramento da situação escolar; Manutenção de planos de educação remota, para serem acionados caso haja casos de covid-19 no ambiente escolar; Distribuição de comida aos alunos vulneráveis caso as escolas tenham de fechar novamente. A Fiocruz também elaborou critérios específicos para as circunstâncias brasileiras, sugerindo a volta às aulas em contexto de baixo número de novos casos por 100 mil habitantes e redução na taxa de contágio, disponibilidade de leitos clínicos e de UTI e aumento na capacidade de testagem e rastreamento de casos, entre outras medidas. "O Brasil não tem feito sequer o mínimo para aferir e implementar cada um (desses critérios), como testagem, rastreamento, distribuição de equipamentos de proteção individual (EPIs) eficazes e reorganização do espaço e do cotidiano escolar com adaptações arquitetônicas para melhorar a circulação de ar nas escolas, o distanciamento nos ambientes escolares e a higiene respiratória", diz nota técnica assinada por três grupos de educação e saúde: a Campanha Nacional Pelo Direito à Educação, a Rede Análise Covid e o Observatório Covid-19 BR. 'Direito constitucional à educação' De volta ao projeto de lei 5595 aprovado na Câmara, a relatora Joice Hasselmann (PSL-SP) incorporou emendas para criar protocolos do retorno escolar e argumentou que as crianças mais carentes não vivem em boas condições sanitárias. "Alguém realmente acha que a escola é um local menos adequado que essas comunidades, onde as crianças, muitas vezes, passam os dias empilhadas, ou em creches e escolinhas clandestinas? Porque os pais têm que trabalhar de alguma forma. Então, se nós queremos cuidar das nossas crianças, elas têm que estar na escola", afirmou, segundo a Agência Câmara. Foi rebatida pela presidente da Comissão de Educação da Câmara, a deputada Dorinha Seabra Rezende (DEM-TO), que lembrou que crianças mais velhas podem transmitir vírus em quantidades parecidas às de adultos. "É indiscutível o prejuízo para a educação com a pandemia, mas 49% das escolas não têm saneamento básico, não têm água, não têm ventilação", declarou. "A nossa preocupação é que a educação seja prioridade de investimento, de política, de formação. Não é este projeto, no formato em que ele está." O projeto de lei ganhou a defesa da Secretaria Estadual de Educação de São Paulo, que desde dezembro considera a educação serviço essencial nos Estado, podendo reabrir mesmo na fase vermelha da pandemia - embora com restrições durante a chamada fase emergencial. Em nota emitida antes da aprovação do texto, a secretaria paulista exaltou o projeto e discordou que ele promova a reabertura indiscriminada. "Não se trata de abrir a escola de qualquer jeito. É um caminho construído juntos: governo, ciência e, principalmente, profissionais da saúde e da educação, desde o início da pandemia", disse. "O próprio artigo 2° da Constituição reforça a ideia de que há situações extremas em que o fechamento de escolas deve ser considerado. (...) Trata-se de exigir que a postura de Estados e municípios em relação à educação seja respaldado em critérios científicos, e não de impor a abertura a qualquer custo. Isso é o mínimo que qualquer gestor público deveria exigir. Se posicionar contra o projeto de lei é escolher o caminho fácil." No entanto, para os três grupos que assinam a nota técnica citada mais acima, "diante dos indicadores da Fiocruz e tendo em vista os dados acima apresentados sobre a situação epidemiológica e sanitária no país, consideramos que o retorno ao atendimento presencial nas escolas traz um elevadíssimo risco de contágio aos membros da comunidade escolar e seus familiares e colabora para o recrudescimento da pandemia de covid-19 em todo país - sobretudo em São Paulo, que além de ser a unidade da Federação que concentra o maior número de estudantes, detém também o maior número de casos de contaminação e mortes diária". "O país precisa compreender o que ainda não foi capaz de assimilar com a urgência necessária: a prioridade absoluta é salvar vidas", prossegue o texto, pedindo que se invista, também, nas medidas sanitárias e arquitetônicas que podem facilitar o retorno seguro. O peso sobre os pais - e sobre as crianças Na ausência de consenso e de critérios claros em torno da reabertura, alguns especialistas lembram que o peso da decisão final sobre mandar ou não as crianças à escola, bem como as consequências disso, acabam recaindo sobre as famílias. "O descompasso entre as evidências e o poder público torna um processo que já é complexo em algo ainda mais confuso, e as famílias ficam com medo", ressalta Olavo Nogueira, do Todos Pela Educação. Para Lorena Barberia, da USP, o contexto atual vai se refletir também na construção da cidadania das crianças. "A pandemia que elas vivem vai definir o tipo de confiança que elas vão ter nas instituições", defende ela. "Se você promete algo seguro que não tem como garantir, está fechando um vínculo futuro importante para essas crianças participarem da sociedade. O fato de estarmos politizando (a reabertura das escolas) cria um problema muito grande. E as crianças não vão se esquecer do que estão vivendo." VÍDEOS: Saiba mais sobre Educação
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21/04 - Ao menos 1,4 milhão de alunos 'somem' dos cálculos do MEC para repassar recursos a escolas, e prefeitos cobram explicações do governo
Cálculos para distribuir recursos do Fundeb, fundo que financia a educação básica do país, não batem com número de alunos apontados no Censo Escolar 2020, afirmam prefeituras. Ao menos 1.447.065 alunos "sumiram" dos cálculos do Ministério da Educação (MEC) feito para repassar recursos às escolas, pré-escolas e creches, de acordo com a Confederação Nacional dos Municípios (CNM). A entidade afirma que os cálculos para distribuir recursos do Fundeb, fundo que financia a educação básica do país, não batem com número de alunos apontados no Censo Escolar 2020. Com isso, as cidades não estão recebendo os valores mínimos previstos na legislação. O G1 entrou em contato com o MEC e o FNDE, órgão responsável pelos cálculos do repasse, mas não recebeu retorno até a publicação desta reportagem. A CNM diz estar recebendo "inúmeros questionamentos" das prefeituras. Nesta terça-feira (20), a entidade enviou um ofício ao ministro da Educação, Milton Ribeiro, relatando o caso e pedindo esclarecimentos. Diferenças por etapas A maior diferença está entre alunos matriculados em escolas de ensino fundamental em tempo integral. São 695.090 matrículas a menos na comparação entre o Censo Escolar 2020, feito pelo próprio MEC, e os cálculos do governo. De acordo com o CNM, as diferenças por etapas de ensino são: - 233.323 nos anos iniciais (1º ao 5º ano) do ensino fundamental urbano - 165.905 nos anos iniciais (1º ao 5º ano) do ensino fundamental rural - 122.924 nos anos finais (6º ao 9º ano) do ensino fundamental urbano - 92.916 nos anos finais (6º ao 9º ano) do ensino fundamental rural - 695.090 no ensino fundamental integral - 25.679 nas creches - 111.228 nas pré-escolas "O quantitativo de matrículas apresenta diferenças significativas e preocupantes quando comparado às matrículas apuradas e divulgadas nos resultados finais do Censo Escolar/2020", afirma a CNM em ofício. "Tais incongruências representam impactos significativos na redistribuição intraestadual das receitas do Fundeb", diz a entidade, que pede ao MEC que informe a metodologia do cálculo usada. Erro em cálculos Esta não é a primeira vez que os municípios apontam erros nos cálculos do Fundeb. Em janeiro, o governo federal transferiu de forma equivocada R$ 766 milhões a nove estados e seus municípios. O valor representa 64% do R$ 1,18 bilhão que deveriam chegar às redes públicas de ensino naquele mês. Seis estados receberam dinheiro a menos, e três a mais. A União precisou complementar com R$ 1,3 milhão para que os aportes fossem feitos a quem ficou em déficit. Ao identificar o erro, o FNDE solicitou que o Banco do Brasil, que opera as transferências bancárias, que bloqueasse os recursos para futura devolução. No entanto, alguns estados e municípios já haviam movimentado os recursos. Até fevereiro, haviam sido devolvidos R$ 30,3 milhões. Saiba mais: Governo erra e R$ 766 milhões do Fundeb são distribuídos de forma equivocada pelo país, aponta documento O que é o Fundeb? O Fundeb é o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério. Ele é operado pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), autarquia ligada ao Ministério da Educação (MEC). Em 2020, a regra em vigência expirou e o Congresso aprovou uma nova redação, que tornou o Fundeb permanente (sem prazo de validade) e acrescentou variáveis nos cálculos de distribuição de recursos. VÍDEOS: Saiba mais sobre Educação
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21/04 - Câmara aprova projeto que proíbe suspensão de aulas presenciais na pandemia
Texto abre exceção para quando 'condições sanitárias' de estados e municípios impedirem retorno às salas de aula. Texto segue para o Senado. A Câmara dos Deputados aprovou na madrugada desta quarta-feira (21) o texto-base de um projeto que proíbe a suspensão das aulas presenciais durante a pandemia de Covid. O texto torna as aulas presenciais "atividades essenciais", mas abre exceção para quando as condições sanitárias de estados e municípios não permitirem o retorno, "com base em critérios técnicos e científicos devidamente publicizados". A proposta segue, agora, para o Senado. Leia mais abaixo detalhes sobre o texto. Segundo o projeto, a situação sanitária que impeça aula presencial deve ser explicitada em ato do poder Executivo local. A proposta não deixa claro quais seriam esses critérios técnicos e científicos. Opositores afirmam que o texto é "subjetivo" e fere a autonomia de estados e municípios. Já os que defendem a proposta dizem que há dispositivos que garantem a independência nas decisões dos entes federados. Câmara aprova projeto que proíbe suspensão de aulas presenciais na pandemia Pelo projeto, a educação básica e de ensino superior em formato presencial, nas redes públicas e privadas de ensino, serão consideradas serviços e atividades essenciais mesmo durante enfrentamento de pandemia, emergência e calamidade pública. LEIA TAMBÉM: UM ANO DEPOIS: Estudantes e famílias ainda enfrentam incertezas com reabertura das escolas na pandemia BANCO MUNDIAL: Escolas fechadas poderão afetar leitura de 7 em cada 10 estudantes do Brasil ÁPICE DA PANDEMIA: 'Não é seguro reabrir escolas em meio à catástrofe no Brasil', diz pesquisador Volta às aulas: programa do G1 tira dúvidas sobre o tema Secretários de educação contra o projeto Na semana passada, o Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) emitiu posicionamento contrário à proposta, em que defende que "cada gestor estadual ou municipal possa avaliar com as autoridades sanitárias locais a situação epidemiológica na tomada da decisão de manter ou não as aulas presenciais". “Não é o momento de obrigar estados e municípios a abrirem suas escolas, numa decisão única para todo o país”, diz a nota do conselho de secretários. Mesmo com alterações feitas pela deputada relatora Joice Hasselmann (PSL-SP) – que incluiu no parecer diretrizes para o retorno presencial –, o Consed manteve a posição contrária ao texto. O projeto Segundo a proposta, a estratégia para o retorno às aulas presenciais deve ser elaborada em colaboração entre os entes federados, que devem respeitar as orientações do Ministério da Saúde. O texto prevê que os sistemas de ensino podem adotar estratégias como rodízio de turmas e adoção de sistema híbrido, com atividades pedagógicas presenciais e não presenciais. VÍDEO: Entenda o que é o ensino híbrido Também está prevista a possibilidade de os profissionais do grupo de risco para a Covid ou que morem com pessoas do grupo de risco serem liberados das atividades presenciais. Para isso, as escolas devem definir "formas pactuadas de trabalho". Ainda segundo a proposta, os pais ou responsáveis pelos alunos de quatro a 17 anos podem optar “excepcionalmente” pelo não comparecimento nas aulas presenciais enquanto durar a pandemia e se os alunos ou familiares estiverem no grupo de risco, "desde que devidamente comprovado". Neste caso, as escolas devem proporcionar atividades não presenciais para o acompanhamento do currículo escolar. O projeto diz, ainda, que o calendário de retorno às aulas não precisa ser unificado, o que permite datas e ritmos diferentes para cada uma das escolas, a depender do local. Diretrizes para o retorno O parecer aprovado pelos deputados também prevê que o retorno às aulas presenciais deve seguir algumas diretrizes: critérios epidemiológicos para a decisão sobre o funcionamento das escolas; prioridade na vacinação de professores e funcionários das escolas; prevenção ao contágio de estudantes, profissionais e familiares pelo novo coronavírus; igualdade de condições de acesso ao aprendizado; equidade para o estabelecimento de prioridades na alocação de recursos e ações voltadas ao retorno às aulas; participação das famílias e dos profissionais da educação; parâmetros de infraestrutura sanitária e disponibilização de equipamentos de higiene e proteção, como máscaras, álcool em gel, água e sabão; parâmetros de distanciamento social e prevenção; avaliação diagnóstica de aprendizado e ações de recuperação; critérios para validar atividades não presenciais quando as aulas presenciais forem suspensas, sem prejudicar os alunos que não tiverem acesso frequente aos meios tecnológicos de comunicação. Volta às aulas presenciais exige cuidados Discussão Algumas das diretrizes para o retorno às aulas presenciais, incorporadas no relatório de Joice Hasselmann, eram listadas em outro projeto de autoria do deputado Idilvan Alencar (PDT-CE), que tramita na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara. A oposição e a bancada da educação na Casa defendiam a votação deste outro projeto, que tem a relatoria dos deputados Orlando Silva (PCdoB-SP) e Professora Dorinha Seabra (DEM-TO). A principal diferença entre eles é que o outro projeto, que tramita na CCJ, não fala em proibição da suspensão das aulas presenciais. “Reconheço que é um tema difícil, que envolve até mesmo segurança alimentar das crianças e saúde mental. Mas é preciso muito cuidado diante da realidade que vivemos”, diz Orlando Silva. “[O projeto aprovado] Fere, inclusive, a autonomia dos entes da federação, quando deveria ter um esforço ao contrário.” Parlamentares críticos à matéria argumentam que o texto coloca professores e alunos em risco no pior momento da pandemia. Além disso, na avaliação desses deputados, o trecho que define a essencialidade da educação pode retirar o direito dos professores de fazer greve. “Este não é o 'projeto escola aberta, é 'escola contaminada'. Esse projeto não trata da educação como essencial. Esse é um argumento enganoso, uma falácia, um sofisma”, disse a deputada Alice Portugal (PCdoB-BA). O líder da Minoria na Casa, Marcelo Freixo (PSOL-RJ), disse que a Constituição já define a educação como essencial e que, para isso, deveria ser garantido às escolas serviços como internet, água potável, condições sanitárias, vacinação e testagem dos profissionais. “A essencialidade tem que ser dada com direitos, com condições sanitárias adequadas, que não estão garantidos na prática”, disse. A oposição também argumenta que o texto tira o direito dos professores de fazer greve, o que a relatora nega. Já os que defendem a matéria dizem que colocar a essencialidade da educação em lei nacional garante um direito aos alunos. “O que queremos com este projeto é simplesmente que o direito à educação das nossas crianças, dos nossos adolescentes, seja respeitado”, argumenta a deputada Adriana Ventura (NOVO-SP), uma das autoras do projeto. Segundo o líder do PV, Enrico Misasi (SP), o projeto não obriga o retorno às aulas, já que é necessário seguir critérios científicos para a educação presencial. "[O projeto] É prudente ao dar uma válvula de escape para, em caso excepcionalíssimo, suspender a aula presencial", diz. A deputada Aline Sleutjes (PSL-PR) disse que “professores que colocarem em discussão o fato de não quererem voltar [às aulas] porque não chegou ainda a sua vez na vacina estão negando a sua essência enquanto defensores da educação”. “Professores já estão qualificados para receber a vacina, mas não podem associar esse motivo para voltar ou não às escolas”, disse. Initial plugin text
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19/04 - Deputados pedem que MEC explique notas máximas diferentes no Enem impresso e no digital
Provas com todas as respostas corretas tiveram pontuações diferentes nas duas versões do exame. Consultados pelo G1, professores explicam que não há erro porque é impossível elaborar duas provas exatamente com o mesmo nível de dificuldade. Enem é corrigido pela Teoria de Resposta ao Item (TRI) Arquivo / G1 Os deputados Tabata Amaral (PDT-SP) e Felipe Rigoni (PSB-ES) pediram, nesta segunda-feira (19), que o Ministério da Educação (MEC) explique por que o candidato que acertou todas as perguntas de matemática da 1ª prova impressa do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) tirou uma nota maior do que quem também gabaritou a disciplina, mas na versão digital. No requerimento de informação apresentado, os parlamentares dizem que "os estudantes que realizaram a edição tradicional foram beneficiados pela metodologia de Teoria de Resposta ao Item (TRI), em detrimento dos que realizaram o Enem Digital, afetando o acesso ao ensino superior". Candidatos das três edições do Enem 2020 (duas impressas e uma digital) concorrem às mesmas vagas em universidades por programas como o Sistema de Seleção Unificada (Sisu). Segundo os deputados, notas máximas diferentes em cada uma das provas levam a um processo seletivo desigual. Em números, o que aconteceu foi o seguinte: no Enem impresso, quem acertou as 45 perguntas de matemática tirou 975 pontos nesta parte da prova. No digital, candidatos que também acertaram todas afirmam que chegaram a uma nota menor —945 pontos. Houve erro do Inep? Especialistas no modo de correção do Enem entrevistados pelo G1 afirmam que, de fato, alguns candidatos podem ter sido prejudicados. No entanto, esclarecem que este problema ocorre todo ano e em todas as disciplinas, já que, no Sisu, há sempre participantes de pelo menos duas provas diferentes do Enem (uma versão para a maioria, e outra para jovens privados de liberdade ou que tiveram problemas logísticos na data original da avaliação). Pelo modo de formular as questões, é impossível elaborar duas provas com o exato mesmo nível de dificuldade. Em 2020, portanto, não houve um erro do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) ao formular o Enem digital. O que se viu foi o mesmo problema observado em todas as últimas edições: colocar concorrentes de um mesmo processo seletivo resolvendo testes diferentes. Como o Enem é corrigido? A Teoria de Resposta ao Item (TRI) é uma forma de correção diferente da que é usada na Fuvest, por exemplo, em que o número de acertos corresponde à nota final. No Enem, cinco candidatos podem acertar exatamente a mesma quantidade de questões, mas tirarem notas bem diferentes. Isso porque a TRI busca detectar a coerência no desempenho dos candidatos - ela é programada para dar uma nota menor a quem “chutar” as respostas. Entenda mais aqui. Por que as notas máximas foram diferentes para quem acertou todas? Com base nos acertos de um estudante na prova, ele é colocado em uma espécie de "régua" que mede suas habilidades. E esta escala não vai de 0 a 1.000: dependendo do nível de dificuldade das perguntas, mesmo quem acerte todas pode chegar "só" a 975, por exemplo, como aconteceu no Enem 2020. Tadeu da Ponte, coordenador do Insper (SP) e fundador da empresa de avaliações educacionais Primeira Escolha, explica que, pela TRI, a nota máxima de uma prova é o valor da questão considerada "mais difícil". Ele faz uma analogia: imagine uma competição de levantamento de peso. O maior desafio do duelo entre João e José será erguer 95 quilos. Isso significa que, se os dois conseguirem cumprir a prova, ambos tirarão 95. Como nenhum deles precisou tentar levantar 100 kg, a "nota máxima" que poderiam alcançar não chegaria a 100. Só a 95. Pensando agora na avaliação do Inep: quanto mais alta a pontuação de uma pergunta, mais "pesada" era a "carga" que o aluno teria de levantar. No Enem impresso, a pergunta mais difícil exigiu que o candidato tivesse 975 pontos na régua de proficiência. Já no Enem digital, quem gabaritou matemática precisou ter menos trabalho: "levantar 945 pontos" já era suficiente. Mas será que, se você desse uma pergunta (ou um "peso") de 975 pontos, estes alunos do Enem digital também teriam concluído a prova com 100% de aproveitamento? Não sabemos. Por isso, há a tal "injustiça". Estes estudantes não tiveram a chance de mostrar se também conseguiriam cumprir os 975 pontos conquistados pelos adversários. Na nota final, ficaram com 30 pontos a menos. Não dá para evitar que o problema ocorra? No Enem, há sempre o objetivo de elaborar uma prova com uma quantidade equilibrada de questões fáceis, médias e difíceis. Para classificar o nível de dificuldade de cada uma, o Inep aplica pré-testes para grupos semelhantes aos que vão prestar o exame, anos antes. Com base no número de pessoas que acertaram aquela resposta, é possível mensurar a dificuldade dela e montar um banco de perguntas amplo. "É quase impossível fazer duas provas que tenham a questão mais difícil no mesmo valor. O Inep busca ter questões em toda a escala, com boa variabilidade, mas é complicado ser numericamente igual. Tecnicamente, não houve nada de errado em 2020", diz Tadeu da Ponte. "Essas diferenças de uma prova para a outra são normais. A injustiça está no Sisu." Filipe Couto, diretor pedagógico do Colégio pH, concorda. "Você vai ter sempre notas máximas diferentes em provas diferentes. O problema é que elas não poderiam ser usadas na mesma seleção. Se o aluno pega uma prova mais fácil, sua nota máxima será menor, e ele não terá culpa disso", explica. "É algo que ocorre todo ano, mas que ficou acentuado em 2020, com mais pessoas fazendo as outras versões da prova. Será um problema sério se o MEC implementar várias edições do Enem digital por ano [para um mesmo Sisu]." Retorno do Inep Até a última atualização desta reportagem, o Inep havia informado apenas que a nota máxima do Enem 2020, em matemática, havia sido de 975. O G1 pediu para que a autarquia confirmasse que a versão digital teve o teto de 945 pontos, mas não obteve resposta. Sobre as possíveis injustiças no processo seletivo do Sisu, o Inep também não se pronunciou. Pelo requerimento dos deputados, o ministro Milton Ribeiro deverá responder às seguintes perguntas: 1. Quais as explicações do Inep para as denúncias de existência de discrepâncias nas notas máximas do Enem tradicional e do Enem digital? Quais ações o Inep adotará para resolução das denúncias? 2. De que forma a metodologia de avaliação de Teoria de Resposta ao Item (TRI) foi abarcada no Enem Digital 2020 e no Enem Tradicional 2020? 3. Houve diferenças no planejamento de itens e na metodologia do Enem Digital para o Enem tradicional? Caso sim, quais foram essas diferenças? 4. Segundo planejamento do próprio MEC, o Enem digital terá continuidade na edição de 2021. Quais ações o Ministério irá adotar para reorganizar as metodologias, a fim de evitar novas discrepâncias de notas? O pedido aguarda o parecer do relator na Mesa Diretora da Câmara dos Deputados.
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19/04 - Tom Zé toma posse como reitor da Unicamp para mandato até 2024
Engenheiro de alimentos Antonio José de Almeida Meirelles foi nomeado por Doria e é o 13º da história da universidade. Em discurso, afirmou que prioridade é ampliar suporte contra Covid-19. Marcelo Knobel e Tom Zé durante cerimônia na Unicamp Antonio Scarpinetti / Unicamp O engenheiro de alimentos Antonio José de Almeida Meirelles, o Tom Zé, tomou posse como 13º reitor da história da Unicamp, na tarde desta segunda-feira (19), para mandato até dezembro de 2024. No primeiro discurso, ele destacou como prioridade inicial o fortalecimento de ações contra a Covid-19. "O mais importante no primeiro momento é manter e ampliar o suporte no combate à pandemia", falou ao sinalizar que buscará estreitar ligações da universidade com poderes municipais e estadual, e valorizar o conhecimento científico acumulado para próximos desafios. Tom Zé chega ao cargo após vencer a consulta acadêmica e ser nomeado pelo governador de São Paulo, João Doria (PSDB). Em entrevista ao G1, ele defendeu mudanças na gestão do setor de saúde, destacou que a Unicamp deve ter aproximação com o mercado e colocou a promoção interna como uma das metas durante a gestão que conduzirá ao lado da médica e vice-reitora Maria Luiza Moretti. Durante a cerimônia que durou 1h30 e foi encerrada às 17h35, o engenheiro frisou que é "uma realização pessoal" chegar à reitoria. Ao fazer agradecimentos, se emocionou ao falar da mãe, que o alfabetizou e, segundo ele, permitiu também aos irmãos o acesso ao ensino público de qualidade. O novo reitor da Unicamp, Tom Zé Antonio Scarpinetti / Unicamp Parcerias e expectativas A solenidade para sucessão do físico Marcelo Knobel foi realizada na sala do Conselho Universitário de maneira restrita, em virtude da pandemia, mas reuniu, de forma on-line, autoridades como o prefeito de Campinas, Dário Saadi (Republicanos), a secretária de Desenvolvimento Econômico do estado, Patrícia Ellen, e ex-reitores da Unicamp, incluindo José Tadeu Jorge, secretário municipal de Educação. Dário destacou o papel da universidade no enfrentamento contra a Covid-19. "É um orgulho para a cidade de Campinas e tenho certeza que ampliaremos as parcerias entre Unicamp e prefeitura", ressaltou. Patrícia Ellen, ao representar Doria na cerimônia, salientou a importância da universidade para fortalecimento da ciência, tecnologia, inovação e humanidade. "A autonomia é uma conquista", frisou a secretária ao mencionar sobre o papel democrático e a relevância de uma gestão responsável. Mudanças na saúde, foco em mercado e valorização interna; veja propostas de Tom Zé Já Marcelo Knobel lembrou de uma série de avanços conquistados na gestão que chega ao fim, apesar de uma série de dificuldades econômicas e cenário político turbulento nos quatro anos. Durante a fala, ele ressaltou ações que contribuíram para tornar a Unicamp mais inclusiva, como a implementação das cotas étnico-raciais no vestibular, a busca por transparência e aproximação com a sociedade externa; e a relevância das medidas de austeridade que foram alvo de críticas de parte da comunidade, mas reduziram o déficit orçamentário e permitiram recomposição parcial das finanças. Além disso, foi categórico ao mencionar que o pilar da administração buscou o fortalecimento da tríade que orienta o propósito da universidade - pública, gratuita e de qualidade - e o papel dela na crise sanitária. "Se mostrou mais humana, solidária, digna e consciente do papel social." Cerimônia para sucessão na reitoria da Unicamp foi restrita Antonio Scarpinetti / Unicamp Perfil Tom Zé é graduado em engenharia de alimentos pela Unicamp (1980), fez mestrado na mesma área e universidade (1984), e tem doutorados em engenharia de processos térmicos pela Martin Luther Universität, na Alemanha (1987) e em ciências econômicas pela Unicamp (1997). Ele tornou-se professor da Faculdade de Engenharia de Alimentos da Unicamp em (1987), e é docente titular da instituição desde 2007. Pesquisador do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Tom Zé já publicou três livros, 235 artigos em revistas e tem nove solicitações de patentes junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). Os prêmios da carreira do engenheiro são: 1º lugar no Prêmio Jovem Cientista de 1989, que teve como tema "Conservar energia: um desafio de todos", Prêmio de Reconhecimento Acadêmico "Zeferino Vaz" (2001 e 2010), e 1º lugar do Prêmio Jabuti de 2016, na categoria "Engenharias, tecnologias e informática", como coautor do livro didático "Operações unitárias na indústria de alimentos". Tom Zé será reitor da Unicamp até 2024 Antonio Scarpinetti / Unicamp A Unicamp em números A universidade tem orçamento estimado em R$ 2,84 bilhões, incluindo R$ 208,6 milhões de uma reserva financeira com objetivo de cobrir déficit de anos anteriores e o total previsto neste exercício. Atualmente, ela é responsável por 8% da pesquisa acadêmica no país e tem 37 mil alunos matriculados em 65 cursos de graduação e 158 de pós. Já o quadro de funcionários ativos é formado por aproximadamente 2 mil professores e 7,1 mil servidores técnico-administrativos. Além dos campi instalados em Campinas (SP), Limeira (SP) e Piracicaba (SP), a universidade estadual também contabiliza as áreas de dois colégios técnicos - Cotuca (Campinas) e Cotil (Limeira) - além do Centro Pluridisciplinar de Pesquisas Químicas, Biológicas e Agrícolas, em Paulínia (SP). Mudança em mandato Embora esteja previsto no Estatuto da Unicamp que o mandato do reitor é de quatro anos, o Consu aprovou em agosto de 2020 uma redução excepcional de aproximadamente quatro meses no período da próxima gestão. Por isso, ela vai de 19 de abril deste ano até 31 de dezembro de 2024. O objetivo é fazer com que a administração posterior tenha início em janeiro de 2025 e, portanto, seja encerrada em dezembro de 2028. A universidade estadual sustenta que a mudança implicará em ter somente uma gestão a cada ano fiscal, sem transição de reitores em abril, e para que o processo de consulta acadêmica não seja interrompido em anos posteriores por festas do fim de ano e Carnaval. Playlist: tudo sobre Campinas e região Veja mais notícias da região no G1 Campinas.
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19/04 - Olimpíada de matemática das escolas públicas reabre inscrições e muda cronograma devido à pandemia
Pandemia alterou calendário do evento. Nesta edição, escolas aplicarão a primeira fase das provas e poderão decidir se serão presenciais ou remotas. Segunda fase está prevista para 6 de novembro e será presencial. Na última edição da OBMEP, em 2019, questão sobre ordem de chegada viralizou nas redes sociais. Reprodução/Twitter A Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP) reabriu as inscrições nesta segunda-feira (19), após ser adiada devido ao risco de transmissão de coronavírus. Os interessados devem ficar atentos: haverá novidades por causa da pandemia. As escolas interessadas terão até 30 de abril para se inscreverem e, aquelas que já estavam inscritas poderão atualizar o cadastro até esta mesma data. Caso não tenha nada a ser alterado, a inscrição feita no período anterior (10 de fevereiro a 20 de março) continua válida. Nesta edição, as provas da primeira fase ficarão disponíveis no site da OBMEP em 30 de junho e as escolas terão até 3 de agosto para aplicar os exames. Serão as instituições de ensino que deverão definir como as provas serão disponibilizadas, se haverá grupos e se serão presenciais ou remotas, de acordo com a situação local da pandemia. As respostas dos alunos classificados para a segunda fase deverão ser enviadas pelos Correios ou por aplicativo entre 1º de julho e 11 de agosto. O nome dos classificados para a próxima etapa será divulgado em 9 de setembro. A segunda fase da OBMEP será presencial, em 6 de novembro. A última edição, aplicada em 2019, teve uma questão que viralizou, com o desafio de descobrir a ordem de chegada de cinco participantes de uma corrida. Veja no vídeo abaixo a resolução: Professor de cursinho ensina a resolver questão da OBMEP que viralizou A OBMEP é a maior olimpíada científica do país. Na edição de 2019, foram 18,2 milhões de estudantes, abrangendo 99,17% dos municípios do país, segundo os organizadores. O objetivo é identificar jovens talentos e promover a inclusão social, já que os medalhistas participam do Programa de Iniciação Científica Júnior, com direito a bolsas de estudos. Ao todo, serão distribuídas 575 medalhas de ouro, 1.725 de prata e 5.175 de bronze. Haverá também 51.900 menções honrosas. A OBMEP foi criada em 2005 pelo Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa), e é feita com o apoio da Sociedade Brasileira de Matemática (SBM), com recursos do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) e do Ministério da Educação (MEC). Novo cronograma da 16ª OBMEP Novo período de inscrições: 19 a 30 de abril Alteração/atualização da inscrição anterior: 19 a 30 de abril Disponibilização das provas da 1ª fase: 30 de junho Aplicação das provas da 1ª fase: 30 de junho a 3 de agosto Envio das respostas da 1ª fase: 1º de julho e 11 de agosto Divulgação dos classificados: 9 de setembro 2ª fase: 6 de novembro VÍDEOS: Saiba mais sobre Educação
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19/04 - Reitores da USP, Unicamp e Unesp criticam nomeação de nova presidente da Capes
Cláudia Mansani Queda de Toledo coordenou curso de mestrado com nota 2 em avaliação da própria Capes. Em nota, faculdade da qual ela é reitora diz que "inconformada com o resultado da mesma, recorreu ao Conselho Superior da CAPES e teve o seu recurso provido". O ministro Milton Ribeiro e a nova presidente da Capes, Cláudia Mansani Queda de Toledo Twitter do ministro Milton Ribeiro Os reitores da Universidade São Paulo (USP), da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) publicaram um manifesto no último sábado (17) contra a nomeação da nova presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), Cláudia Mansani Queda de Toledo. A Capes é responsável por avaliar os cursos de pós-graduação, divulgar produções científicas, promover a cooperação internacional e atuar na formação de professores da educação básica. Segundo os reitores das três universidades estaduais paulistas, Queda de Toledo não tem a formação e a experiência exigidas para o cargo. "A qualificação técnica, o abrangente conhecimento sobre a pós-graduação e sobre o sistema de educação e o currículo acadêmico devem ser os critérios predominantes na escolha de dirigentes deste tipo de órgão", afirma o manifesto. "Sem estes, como é o caso da presente nomeação, antevemos enormes dificuldades na gestão futura da Capes." Queda de Toledo é reitora do Centro Universitário de Bauru, faculdade particular que antes tinha o nome de Instituto Toledo de Ensino (ITE), no interior paulista. Foi no antigo ITE que o ministro da Educação, Milton Ribeiro, se formou em direito em 1990. Sob a coordenação dela, o curso de mestrado "Sistema Constitucional de Garantias de Direitos" recebeu nota 2 na avaliação quadrienal da Capes, que considera a proposta do programa, os corpos docente e discente, e as teses e dissertações produzidas. Com este desempenho, pelas regras, o curso teve recomendação para descredenciamento. Após revisão, no ano de 2020, a nota foi elevada para 4 e o curso voltou ao sistema. No último sábado, a ITE enviou a seguinte nota ao G1: "A Instituição Toledo de Ensino (ITE), fundada há 70 anos, mantenedora do Centro Universitário de Bauru, possuiu um programa de pós-graduação em Direito com os cursos de mestrado e doutorado. O PPGD iniciou o Mestrado em 1998 e o Doutorado em 2007. Portanto, o Programa conta com mais de 20 anos (mestrado) e 13 anos (doutorado), sendo os dois credenciados pela CAPES. Na última avaliação quadrienal, vários programas, como a USP, Universidade Federal da Bahia, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, PUC de Minas, entre tantos outros, tiveram a sua nota rebaixada. A ITE, inconformada com o resultado da mesma, recorreu ao Conselho Superior da CAPES e teve o seu recurso provido, assim como várias outras dezenas de programas. A nota do programa passou a ser 4. Esse é o resultado final da última avaliação quadrienal. A homologação se deu através da Portaria MEC nº 543 de 16/6/2020." Queda de Toledo também é advogada e sócia do escritório Tortoro, Madureira e Ragazzi. Ela concluiu o doutorado em direito constitucional em 2012 pela instituição da qual hoje é reitora. A nova presidente entra no lugar de Benedito Guimarães Aguiar Neto, exonerado na última segunda (12). Ele havia sido nomeado na gestão Abraham Weintraub e era defensor do criacionismo (teoria segundo a qual o mundo foi criado por Deus). "Causa-nos preocupação as frequentes modificações na estrutura da Capes, em especial, as trocas de dirigente máximo desta instituição. Consideramos que esta função não pode estar subordinada às diretivas de alinhamento político", afirma outro trecho do manifesto dos reitores da USP, da Unicamp e da Unesp. Entidades científicas se pronunciam Outras entidades científicas também se pronunciaram contra a nomeação de Queda de Toledo. A Sociedade Brasileira de Física, por exemplo, afirmou que "uma análise de seu currículo disponível na Plataforma Lattes mostra que a indicada não possui as qualidades esperadas para o cargo". "Não consta em seu Curriculum Lattes onde obteve sua graduação, também não apresenta nenhuma experiência internacional, sua produção acadêmica é escassa e tem pouquíssima experiência com formação de recursos humanos - de fato sequer concluiu uma orientação de doutorado", diz o texto. A Sociedade Brasileira de Química endossou a crítica. "Solicitamos que o Ministro da Educação prontamente reveja essa nomeação e escolha alguém com perfil profissional adequado para presidir a Capes." Nas redes sociais, o ministro Milton Ribeiro havia dito que a pessoa escolhida para o cargo teria "perfil técnico e acadêmico". Texto completo do manifesto dos reitores Leia a íntegra do documento assinado pelos reitores das universidades estaduais paulistas: Manifestação dos reitores das Universidades Estaduais Paulistas São Paulo, 17 de abril de 2021. O Brasil é um dos poucos países latino-americanos com uma pós-graduação consolidada e com padrões internacionais de qualidade. As razões para isto são muitas, com especial destaque para duas iniciativas importantes e complementares que estruturaram a pesquisa no país: a criação do CNPq, como agência de fomento, e da Capes, como organizadora e avaliadora do sistema de Pós-Graduação brasileiro. A Capes – Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal do Nível Superior, que iniciou suas atividades em 1952, tendo como seu primeiro presidente o professor Anísio Teixeira, tem um papel fulcral na pós-graduação brasileira. Mais especificamente, a partir da década de 1970, a Capes foi responsável por alavancar a pós-graduação, estimulando-a com fomento e bolsas, com a criação de cursos de mestrado e de doutorado e com a implantação de programas de formação de mestres e doutores nas Universidades Federais e Estaduais e, mais recentemente, contribuindo, também, para a formação de professores do ensino básico. Esse ambicioso projeto consolidou a pós-graduação nas universidades brasileiras, levando o país a ser uma referência internacional na formação qualificada de mestres e doutores. Portanto, podemos afirmar, com certeza, que a Capes é a guardiã da qualidade da nossa pós-graduação. Se a Capes é a responsável pela consolidação da pós-graduação, o CNPq a complementa na pesquisa, com uma sinergia virtuosa que levou à consolidação da pesquisa nas universidades brasileiras e nos institutos de pesquisa, tornando este sistema mais preparado para a formação de profissionais competentes. É justamente por isto que, no momento atual, as universidades brasileiras estão sendo capazes de aportar soluções para os problemas causados pela pandemia da covid-19 e, para estas soluções, os pesquisadores têm papel fundamental, dentre eles, os alunos de mestrado e de doutorado vinculados aos programas de pós-graduação das universidades e dos institutos de pesquisa brasileiros. Grandes nomes da ciência brasileira, conhecedores do sistema brasileiro de pós-graduação e do sistema brasileiro de ensino superior, público e privado, foram responsáveis pela elaboração de programas e projetos que buscam aperfeiçoar cada vez mais a pós-graduação. Conhecer em profundidade a realidade do ensino superior em nível nacional e internacional é o critério que qualifica o presidente da Capes, que gerencia ou irá gerenciar no futuro o amplo, complexo e diverso sistema de pós-graduação brasileiro. Um dirigente da Capes dialoga com os mais variados órgãos acadêmicos e da administração pública, diálogo este que se insere no contexto da busca de soluções para problemas complexos, principalmente neste momento crítico pelo qual passa o desenvolvimento científico e tecnológico do país. Liderar este diálogo exige preparo, conhecimento profundo sobre o sistema e sobre o estágio da ciência brasileira, para que, a partir da complexidade do cenário atual, se definam as estratégias de futuro. O desenvolvimento científico e tecnológico do país não permite improvisações e não admite mais descontinuidades, sob pena de enorme retrocesso que comprometerá seu futuro. As universidades estaduais paulistas têm uma atuação marcante na pós-graduação e, em 2019, responderam por 23% dos títulos de doutor outorgados no país. Mais ainda, são responsáveis pelo maior número de publicações per capita do país e por grande parte da ciência que o Brasil realiza. Estão entre as 1% das melhores universidades do mundo. Elas alimentam com pessoas bem formadas não somente institutos de pesquisa, universidades públicas e privadas, órgãos públicos, como também o setor privado, desenvolvendo a indústria, o agronegócio e o setor de comércio. Seus egressos criam empresas e contribuem para a formação da riqueza do país. A pesquisa e a pós-graduação são partes integrantes das suas atividades, que são nacional e internacionalmente reconhecidas. Por tudo isso, causa-nos preocupação as frequentes modificações na estrutura da Capes, em especial, as trocas de dirigente máximo desta instituição. Consideramos que esta função não pode estar subordinada às diretivas de alinhamento político. Sua qualificação técnica, seu abrangente conhecimento sobre a pós-graduação e sobre o sistema de educação e seu currículo acadêmico devem ser os critérios predominantes na escolha de dirigentes deste tipo de órgão. A legitimidade para o diálogo institucional é pré-requisito para o sucesso das estratégias a serem definidas para qualificar e consolidar cada vez mais o sistema existente. Sem estes, como é o caso da presente nomeação, antevemos enormes dificuldades na gestão futura da Capes. E lamentamos profundamente que isto ocorra. Vahan Agopyan, reitor da USP (presidente do Cruesp) Marcelo Knobel, reitor da Unicamp Pasqual Barretti, reitor da Unesp Antônio J. A Meirelles, reitor nomeado da Unicamp
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19/04 - Jovem de SC gabarita matemática no Enem, tira 980 na redação e é aprovada em medicina na UFSC: 'Estou sonhando acordada'
Desejo por ser médica surgiu durante a pandemia para 'poder ajudar'. Moradora de Criciúma teve aulas à distância, estudava 8h diárias e ficou em 5º lugar. Estudante catarinense gabaritou a prova de matemática do Enem Luiza Schneider Casagrande/Arquivo Pessoal Uma jovem de 17 anos de Criciúma, no Sul catarinense, que gabaritou a prova de matemática do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) foi aprovada no curso de medicina na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Carolina Casagrande ficou em 5º lugar. Além de acertar todas as questões em uma das matérias mais temidas pelos estudantes, ela alcançou 980 pontos em redação. "Nem estou acreditando, me esforcei tanto para isso e agora que consegui, parece que estou sonhando acordada", disse Carolina. Foi com a nota, desta que foi a sua terceira prova do Enem, que a jovem conseguiu obter a aprovação no curso sonhado. O processo seletivo da instituição em 2021 disponibilizou 2.516 vagas, em que os estudantes tiveram que optar por serem selecionados via nota do Enem ou de provas de vestibulares da UFSC de anos anteriores. "Eu já tinha uma noção que eu ia acertar, pelo menos, 40 questões de matemática. Mas quando eu vi que realmente tinha sido as 45, conferi aquele gabarito umas três, quatro vezes, porque não conseguia acreditar. Sempre tive facilidade [com a disciplina], desde pequena, quando não via um 10 sabia que podia ter feito melhor ", afirma a estudante. Estudante também obteve a segunda melhor nota em redação Luiza Schneider Casagrande/Arquivo Pessoal O ano que passou, segundo ela, foi desafiador por ter que conviver com uma nova rotina de estudos diferente e ter que se adaptar às aulas a distância. Os erros e acertos das provas anteriores também colaboraram para atingir o resultado adquirido. Foram pelo menos oito horas de estudo por dia. "Eu sempre me preocupei muito com os meus estudos. Lembro de ter sete anos e não querer tirar um 8 em matemática. Eu sabia que o estudo era a ponte para conquistar o meu sonho, então tive que superar as adversidades, mesmo com a pandemia que deixou tudo mais difícil", explica. Carolina conta que a escolha por cursar medicina surgiu no último ano do Ensino Médio, quando, com a pandemia, aumentou o desejo de "poder ajudar na prática” as pessoas. "A pandemia me assusta um pouco, mas saber que vou poder contribuir positivamente motivou ainda mais minha escolha. Não tenho muita noção da área, mas tenho certeza que a área de pesquisa me encanta", conclui. Rotina intensa de estudos e aulas à distância foram obstáculo enfrentados pela estudante Luiza Schneider Casagrande/Arquivo Pessoal Lista de aprovados No sábado (17), A Comissão Permanente do Vestibular (Coperve) da UFSC publicou as listas de aprovados no primeiro processo seletivo 2021 do Sistema de Seleção Unificada (Sisu). A etapa online da matrícula para todos os candidatos classificados dentro do número de vagas começa na terça-feira (20) e vai até o dia 23 de abril. As vagas remanescentes de matrículas não confirmadas serão oferecidas em segunda chamada. A Coperve publicou também uma relação com as notas máximas e mínimas dos classificados em cada curso, separadas por categoria, para orientar os candidatos interessados em figurar em lista de espera. Estudante de SC gabarita matemática no Enem e passa em medicina na UFSC Confira as reportagens mais assistidas da NSC TV nesta semana no G1 Veja mais notícias do estado no G1 SC
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19/04 - Novo reitor da Unicamp defende mudanças em gestão da saúde, mira mercado e valorização interna: 'Riqueza são pessoas'
Engenheiro de alimentos Tom Zé toma posse como 13º reitor da Unicamp nesta segunda. Ele descarta ampliar vagas no vestibular e destaca preocupação com saúde mental de estudantes. Tom Zé foi nomeado reitor pelo governador de SP, João Doria Imprensa/Governo estadual "A riqueza são as pessoas". O engenheiro de alimentos Antonio José de Almeida Meirelles, o Tom Zé, toma posse como novo reitor da Unicamp, na tarde desta segunda-feira (19), com uma retórica que busca contemplar professores, alunos e funcionários ao defender cada proposta da gestão que vai até 2024, e enfrentará desafios em meio à pandemia e limitações econômicas. Entre elas, discute sobre mudanças na gestão de hospitais, valorização do pessoal e zelo com a saúde mental dos estudantes. Antes da solenidade que marcará a transferência do cargo mais elevado da universidade estadual, ocupado desde 2017 pelo físico Marcelo Knobel, às 16h, Tom Zé conversou com o G1 para descortinar ações prioritárias, definidas a partir das premissas de "reafirmação da ciência e do conhecimento", e de "reiterar a democracia com um dos elementos constitutivos das relações humanas na modernidade". Ele venceu a consulta acadêmica e, depois disso, foi nomeado pelo governador, João Doria (PSDB). Um dos sete filhos de uma professora primária com quem foi alfabetizado, o engenheiro que perdeu o pai aos 9 anos será reitor após construir trajetória em que já foi estudante, professor e coordenador na Unicamp (veja abaixo perfil). A formalidade acadêmica, contudo, é desfeita ao explicar o nome mais conhecido pela comunidade acadêmica, e sem qualquer elo com um dos expoentes do tropicalismo. "Era conhecido como Meirelles quando fiz colégio. Como tinha duas irmãs na Unicamp, dois, três anos à frente, meu apelido de família veio junto, nunca me desconectei. É engraçado, junta formal e popular, mas não tenho habilidade musical", ressalta Tom Zé sobre a ligação com a universidade desde 1.976. A formação em diferentes áreas, perfil e experiência são sublinhados como motivações para o cargo." "Sensação de poder contribuir para a universidade melhorar. É uma situação particularmente difícil, no contexto de uma pandemia agravada e de dificuldades econômicas no país, mas, por outro lado, há convicção da importância para o sistema de saúde [...] Não é só um papel na assistência, que é essencial, mas também futura, porque é mais ou menos consensual entre os pesquisadores a repetição de eventos deste tipo. A Unicamp está acumulando estruturas de aprendizado, monitoramento, o que vai permitir melhor preparação para um desafio próximo", destaca. Chapa formada por Tom Zé e Luiza venceu consulta na Unicamp Reprodução / Instagram Gestão da saúde Um dos itens destacados no programa estabelecido por ele, com a médica e nova vice-reitora Maria Luiza Moretti, é a defesa de uma nova forma para gestão da área de saúde na Unicamp, que abrange estruturas do Hospital de Clínicas (HC) e o Centro de Atenção Integral à Saúde da Mulher (Caism). No documento, é mencionada "inclusive a opção de autarquização", para desvincular o setor da Secretaria de Ensino Superior e transferir para a Secretaria Estadual da Saúde, o que implicaria, por exemplo, na transferência direta de recursos do estado, em vez de ser custeio a partir de orçamento da Unicamp; e alteração da autonomia, mesmo associada à formação de novos profissionais da saúde. O orçamento previsto para o setor no atual exercício é de R$ 506,9 milhões, o equivalente a 19,5% entre os R$ 2,84 bilhões estimados pela universidade estadual, incluindo neste total uso de R$ 208,6 milhões de uma reserva para cobrir déficit de anos anteriores e o total previsto durante este ano. Tom Zé avalia que o diálogo está aberto e menciona como um exemplo positivo a experiência do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu, que antes era custeado pela Unesp. Porém, ele enfatiza que este direcionamento é "delicado" e permeado de dificuldades, sobretudo porque as negociações políticas precisam preservar orçamento da Unicamp e direitos trabalhistas. A busca por novos modelos, diz o programa da nova reitoria, ocorre diante de uma série de dificuldades. Ele indica subfinanciamento do estado em convênios administrados pela Unicamp. "Existem perspectivas diferentes, está longe de ser monolítico [...] É difícil para o reitor, assim como para o governo do estado, aceitar sem recursos. O HC da Unesp era 2,5% do orçamento, a nossa gira em torno de 20%", pondera o novo reitor ao salientar que novas discussões internas teriam de ser realizadas, uma vez que o assunto surgiu há quase uma década e não foi levado adiante. O programa da reitoria diz que uma proposta foi enviada para análise do estado, mas a assessoria do governo, embora tenha sido procurada por e-mail, não respondeu se ela foi avaliada e prazo para isso. Em nota, a Secretaria da Saúde alega que está "à disposição para dialogar', que repassou ao HC R$ 676,4 milhões desde o ano passado para aprimorar assistência aos pacientes, e que, diante da pandemia, todos os serviços fizeram ajustes para priorizar atendimento às urgências e salvar vidas. Uma das entradas do Hospital de Clínicas da Unicamp Reprodução/EPTV Tom Zé adianta que vai buscar diálogo com as prefeituras que integram o Departamento Regional de Saúde (DRS VII), que contempla 42 municípios, com propósito de tentar reduzir a sobrecarga na saúde da Unicamp. De acordo com ele, o atendimento deveria ser voltado principalmente para casos de urgência e emergência, mas absorve demandas menos complexas que poderiam ser remanejadas. "Precisamos conversar sobre a integração. Queremos ter ações para melhorar gestão, aprimorar, buscar outras formas de financiamento", destaca o novo reitor. Segundo ele, o HC já está em processo de implementação da metodologia "lean healthcare", que foi desenvolvido pela Toyota e visa aprimorar eficiência, e a Unicamp ainda estuda formas para gerir o Instituto de Otorrinolaringologia e Cirurgia de Cabeça e Pescoço, que deve ser inaugurado em dois meses. Neste caso, a universidade cedeu um terreno, a construção é viabilizada pela Fundação da Área da Saúde (Fascamp) e conta com verbas direcionadas após fim do caso Shell/Basf. Valorização interna Tom Zé é categórico ao colocar entre as prioridades da reitoria a busca por responder, de forma progressiva, às "demandas represadas da comunidade acadêmica" como retorno das políticas de progressão na carreira profissional, contratação de pessoal e reajuste salarial. Neste caso, os investimentos são previstos para o triênio 2022-2024, segundo ele, uma vez que a lei complementar 173/2020, que instituiu uma espécie de "regime fiscal provisório", impõe restrições neste ano. Viabilizar a progressão em pelo menos um nível da carreira de todos os docentes no período 2022-2024 (investimentos estimados em R$ 25 milhões); Destinar igual volume de recursos para a progressão de servidores técnico-administrativos; Contratar de 150 a 200 docentes e pesquisadores para repor parcialmente as aposentadorias (investimento estimado de R$ 25 milhões); Destinar igual volume de recursos para a contratação de servidores técnico-administrativos; Promover uma política de reposição salarial frente à inflação (acréscimo de despesas de R$ 86 milhões anuais); Reajustar o auxílio-alimentação (acréscimo de despesas anuais de R$ 5 milhões no ano); Clique para ler as propostas da gestão As seis metas têm como referência a situação da Unicamp entre 2017 e 2019. O novo reitor diz que começará pelas progressões e mantém cautela sobre valores e prazos, ao lembrar de variáveis que influenciam o financiamento da universidade, que tem maior parcela de receita calculada a partir de percentual do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) arrecadado pelo estado. "O represamento desestimula, perde-se horizonte da carreira. Vamos lidar por etapas", avalia ao ponderar sobre a contrapartida frente aos esforços dos profissionais com metas e desempenho. Mais do que esperar um cenário positivo, a nova gestão sinaliza no programa que deve usar parte da reserva estratégica da universidade, estimada em R$ 400 milhões até dezembro, para viabilizar estas ações. Ainda de acordo com Tom Zé, discussões sobre implementação de cotas em concursos para docentes devem ser contempladas ao longo da gestão - a universidade aprovou para funcionários neste mês. Atualmente, a Unicamp é responsável por 8% da pesquisa acadêmica no país e tem 37 mil alunos matriculados em 65 cursos de graduação e 158 de pós. Já o quadro de funcionários ativos é formado por aproximadamente 2 mil professores e 7,1 mil servidores técnico-administrativos. Interação com mercado Ao reforçar que a universidade precisa buscar novas formas de custear atividades e fortalecer as interações com o mercado, o novo reitor diz que já dialogou com o estado sobre incentivo à inovação, políticas que aproximem a universidade de empresas, desenvolvimento de tecnologias, além de valorização da economia solidária por meio contatos com movimentos sociais e cooperativas. "Precisamos ter uma agenda que vá ao encontro dos problemas, não só . Isso pode ajudar na formação, traz benefícios nas políticas públicas. A Unicamp teve papel importante no início de programas como álcool, soluções de problemas econômicos, e precisamos retomar essa tradição tendo mais contatos com governos e prefeituras para formular projetos para o país." Tom Zé, entretanto, afirmou que ainda não fez contatos a nível federal, mas defendeu diálogos. Praça em frente ao prédio da reitoria da Unicamp Fernando Pacífico / G1 Campinas Vestibular, saúde mental e ensino remoto Tom Zé diz que "não há no horizonte" perspectiva para ampliar o número de vagas disponíveis no vestibular. O total na edição mais recente teve 3,2 mil oportunidades, e a possibilidade é descartada diante do quadro financeiro, assim como ainda não há perspectiva para efetivar o projeto do curso de fisioterapia, que já foi aprovado, e a criação de um curso de medicina em Piracicaba (SP), onde há um hospital sob gestão da Unicamp. "Impossível neste contexto", ressalta. O novo reitor, quando questionado sobre políticas voltadas aos alunos, garante que terá um olhar cuidadoso sobre a qualidade da moradia estudantil, incluindo reformas e ampliação. Além disso, ressalta que é preciso contemplar a diversidade da comunidade, sobretudo ao ponderar sobre ingresso de estudantes pelo vestibular indígena, e manifesta preocupação com a necessidade de garantir apoio à saúde mental dos estudantes, sobretudo diante das consequências da pandemia da Covid-19. "No caso dos ingressantes pelo vestibular indígena, eles chegam de um ambiente muito diferente, não é simples a ambientação, é um universo inóspito e é preciso suporte psicológico. Mas há impacto também sobre as outras pessoas, a universidade é um ambiente competitivo, a pessoa tem muita autonomia, mas é muito exigida e isso gera ansiedade. Temos uma estrutura que precisamos fortalecer. Os alunos ingressantes do ano passado não se conheceram presencialmente ainda, não tiveram essa vivência de descortinar um mundo novo de oportunidades. Vai ter um impacto e vamos precisar ter atenção. O espírito tem que ser de garantir um bom desenvolvimento, exigir para garantir a qualidade, e ao mesmo tempo oferecer suporte para vencer os desafios", salienta Tom Zé. Nomeado como 13º reitor da história da Unicamp, o novo reitor avalia que a crise sanitária pode ser ponto de partida para uma análise sobre uma combinação entre aulas presenciais e remotas, quando houver possibilidade da retomada. "Acho que é possível combinar as plataformas e permitir um aprendizado melhor. Como fazer isso é algo que não está claro, vamos ter que experimentar." Estudantes no campus da Unicamp, antes da pandemia da Covid-19 Antonio Scarpinetti / Unicamp Perfil Tom Zé é graduado em engenharia de alimentos pela Unicamp (1980), fez mestrado na mesma área e universidade (1984), e tem doutorados em engenharia de processos térmicos pela Martin Luther Universität, na Alemanha (1987) e em ciências econômicas pela Unicamp (1997). Ele tornou-se professor da Faculdade de Engenharia de Alimentos da Unicamp em (1987), e é docente titular da instituição desde 2007. Pesquisador do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Tom Zé já publicou três livros, 235 artigos em revistas e tem nove solicitações de patentes junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). Os prêmios da carreira do engenheiro são: 1º lugar no Prêmio Jovem Cientista de 1989, que teve como tema "Conservar energia: um desafio de todos", Prêmio de Reconhecimento Acadêmico "Zeferino Vaz" (2001 e 2010), e 1º lugar do Prêmio Jabuti de 2016, na categoria "Engenharias, tecnologias e informática", como coautor do livro didático "Operações unitárias na indústria de alimentos". Mudança em mandato Embora esteja previsto no Estatuto da Unicamp que o mandato do reitor é de quatro anos, o Consu aprovou em agosto de 2020 uma redução excepcional de aproximadamente quatro meses no período da próxima gestão. Por isso, ela vai de 19 de abril deste ano até 31 de dezembro de 2024. O objetivo é fazer com que a administração posterior tenha início em janeiro de 2025 e, portanto, seja encerrada em dezembro de 2028. A universidade estadual sustenta que a mudança implicará em ter somente uma gestão a cada ano fiscal, sem transição de reitores em abril, e para que o processo de consulta acadêmica não seja interrompido em anos posteriores por festas do fim de ano e Carnaval. VÍDEOS: veja notícias de Campinas e região Veja mais informações no G1 Campinas.
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19/04 - Aprovados na UFSCar devem fazer matrícula online a partir desta segunda-feira; veja a lista
Convocados deverão confirmar a vaga até 23 de abril. Segunda chamada será em maio. Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) Fabio Rodrigues/G1 A Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) realiza a partir desta segunda (19) até sexta-feira (23) a matrícula online dos aprovados para ingresso nos cursos de graduação por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu). A lista dos candidatos convocados na primeira chamada foi divulgada na sexta-feira (16). A universidade oferecerá, ao todo, 2.893 vagas para os mais de 64 cursos de graduação presencial distribuídos entre os 4 campi da UFSCar: Araras; Lagoa do Sino; São Carlos e Sorocaba. Para a primeira chamada, foram convocados 2.878 candidatos. As vagas remanescentes serão preenchidas pelos alunos convocados em outras duas listas que a universidade pretende realizar. Estudantes aprovados na UFSCar devem fazer matrícula online a partir desta segunda-feira Matrículas Em razão da pandemia da Covid-19, o envio da documentação para a matrícula será feito por meio do site de sistemas da UFSCar. O candidato deverá acessar a plataforma utilizando o e-mail cadastrado no momento de inscrição no Sisu. Sisu divulga resultado para vagas em universidades públicas e abre lista de espera Caso o estudante tenha perdido o e-mail de acesso, deverá solicitar até quinta-feira (22) a alteração dos dados de login, seguindo as orientações presentes na folha de rosto da publicação de convocação. A UFSCar recomenda que os convocados se atentem aos prazos, pois a solicitação de matrícula fora do prazo poderá resultar na exclusão dos ingressantes do processo, fazendo-os perder a vaga. Além disso, é necessário que os alunos preencham corretamente todos os formulários contidos na página do candidato no sistema da UFSCar, incluindo o questionário socioeconômico e os formulários de declaração de cor/raça e de pessoas com deficiência. Cronograma: Matrícula da 1ª chamada - de 19 a 23 de abril; Divulgação da 2ª chamada - 4 de maio; Matrícula da 2ª chamada - 5 e 6 de maio; Divulgação da 3ª chamada - 24 de maio. Matrícula da 3ª chamada - 25 e 26 de maio Os candidatos também poderão obter mais informações no site da Pró-Reitoria de Graduação (ProGrad), da UFSCar e por meio do e-mail da Coordenação de Ingresso na Graduação: ingresso@ufscar.br . Veja mais notícias da região no G1 São Carlos e Araraquara.
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18/04 - Fã de capoeira, estudante japonesa se destaca em concurso de oratória em português
Ruri Kawamura defendeu a integração de imigrantes brasileiros no Japão a partir de suas raízes culturais. Ela foi uma das três melhores estrangeiras em competição organizada pelo consulado brasileiro em Nagoia. Universitária japonesa Ruri Kawamura ficou no top 3 da competição cultural organizada pelo consulado brasileiro Reprodução/Consulado-Geral do Brasil em Nagoia A universitária japonesa Ruri Kawamura ficou no top 3 da competição cultural organizada pelo Consulado-Geral do Brasil em Nagoia, discursando sobre a integração de imigrantes brasileiros no Japão. “A capoeira me ensinou a gingar na vida”, diz a estudante de 22 anos com um sotaque singular e um sorriso de orelha a orelha. “É um modo de aprender várias lições de vida. Em particular, pode ser uma ótima oportunidade para as crianças brasileiras [radicadas no Japão] entrarem em contato com a língua portuguesa e conhecer um pedaço da história do Brasil”, diz a jovem universitária, que cursa Letras na Universidade de Aichi. LEIA TAMBÉM: Acadêmica brasileira viraliza unindo kimono e cabelo afro no Japão Foi com um discurso apaixonado pela capoeira que Ruri se destacou no concurso de oratória organizado pelo Consulado-Geral do Brasil em Nagoia, cujo resultado foi divulgado em dezembro. Ruri ficou no top 3 na categoria “não-brasileiros” da competição cultural, que teve mais de 40 inscritos. Initial plugin text Ruri é natural da cidade de Toyokawa, no sul de Aichi, província que concentra mais de 60 mil brasileiros, segundo dados do Ministério da Justiça do Japão. Na infância, ela teve amigos brasileiros, filhos de imigrantes "dekasseguis", como são chamados os trabalhadores temporários que vêm migrando do Brasil ao Japão desde a década de 1990. Foi com eles que Ruri conheceu símbolos da cultura brasileira, como a capoeira. A jovem também domina o espanhol e o inglês. Nos últimos dois anos, ela decidiu estudar português para aproveitar melhor as rodas de capoeira angola que integra no campus. “A capoeira é uma arte”, diz ela. Ruri lembra que a capoeira, antes marginalizada, é atualmente considerada Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade. Também é um esporte e uma expressão da cultura popular brasileira que mistura arte marcial, música e dança. A capoeira floresceu no Brasil por iniciativa de descendentes de africanos escravizados na época colonial. Graças a ela, muitos deles conseguiram fugir para os quilombos, locais de resistência. Pessoas praticam Capoeira em foto sem data Matheus Nathan/Pexels Nos últimos dez anos, a capoeira passou a despertar interesse de jovens japoneses. Ruri diz que gostaria de inspirar a prática entre jovens e crianças brasileiras radicadas no Japão. Especialmente entre filhos de brasileiros que nasceram e cresceram no Japão. Muitos deles nunca visitaram o Brasil, não tiveram ou não têm muito contato com a cultura brasileira e nem com a língua portuguesa. Neste mês, Ruri pretende iniciar um projeto sociocultural junto a organizações não-governamentais atuantes na província de Aichi, para levar oficinas de capoeira para crianças nos "danchis", conjuntos habitacionais onde vivem muitos imigrantes. “A capoeira me ensinou a importância da continuidade, de continuar, seguir, treinar todos os dias. Resistir”, diz a jovem. Língua de herança A energia da estudante atraiu atenções no consulado. Para a vice-cônsul Elisa Maia, a responsável pela organização de concursos culturais, o discurso de Ruri se destacou por inspirar esse olhar à capoeira como “oportunidade de integração entre as pessoas, independentemente do idioma e da nacionalidade”. “Dá muita alegria ouvir as palavras dela”, diz Elisa.   Atualmente, há cerca de 210 mil brasileiros vivendo no arquipélago, segundo dados do Consulado-Geral do Brasil em Tóquio. Unidades consulares vêm promovendo ações para divulgar a cultura brasileira e a língua portuguesa tanto para jovens japoneses quanto para jovens brasileiros nascidos no Brasil ou no Japão. A imigração brasileira ao Japão se iniciou em 1990. Por isso, na edição de 2020 do concurso de oratória, digital por conta da pandemia de Covid-19, a proposta para os discursos dos candidatos foi “30 anos depois: meu sonho para o futuro da comunidade brasileira no Japão”.  A ideia, diz a vice-cônsul, é difundir a língua portuguesa como um modo de preservar um elo cultural no contexto da imigração e da identidade dos imigrantes. Pessoas com máscaras de proteção saem às ruas em Tóquio, capital do Japão, para apreciar a florada das cerejeiras em 26 de março de 2021, em plena pandemia do novo coronavírus Eugene Hoshiko/AP Para muitos dos filhos de brasileiros nascidos no Japão, o português é uma “língua de herança”. Isto é, eles foram alfabetizados na língua japonesa e, muitas vezes, só têm contato com a língua portuguesa dentro de casa, no contexto da família. “É a língua herdada dos pais”, define Elisa. Além de jovens japoneses como Ruri, instituições japonesas estão interessadas na língua portuguesa. Nos últimos tempos, por exemplo, bibliotecas buscaram unidades consulares para pedir livros em português devido à alta demanda de certas cidades, onde há muitos residentes estrangeiros. O concurso de oratória também inspirou as Olimpíadas de Português como Língua de Herança, organizadas junto ao Ministério das Relações Exteriores do Brasil, o Itamaraty. Um dos objetivos, segundo o edital, é contribuir para a valorização da língua portuguesa no Japão. As regras estão disponíveis no site oficial do consulado e as inscrições estão abertas até 30 de abril. VÍDEOS mais vistos do G1
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18/04 - Com pandemia, dinâmica de grupo para estágio migra para a internet; G1 acompanhou processo
Com menos candidatos e etapas mais enxutas, processo da Sanofi desafiou jovens a apresentarem competências e resolverem desafio sobre vacinação em app de videoconferência. Líderes da dinâmica em grupo da Sanofi: Maria Motta e Bruna Martins, da Sanoffi, e Natália Moreira, da Companhia de Estágios. Reprodução Na sala da reunião, os participantes aguardavam ansiosos em seus assentos. A seleção teve início com a apresentação da empresa e da vaga de estágio aberta. Em seguida, os candidatos se apresentaram aos recrutadores e aos concorrentes. Só então, o grupo se uniu para resolver atividades e desafios. A dinâmica de grupo teria sido igual às que sempre aconteceram em processos seletivos para estágio, não fosse por um motivo: ocorreu pelo aplicativo Zoom. Ou seja, foi 100% à distância. Com pandemia, vagas de estágio recuam 37% no país; confira lista com mais de 480 oportunidades Com pandemia, videoentrevista ganha destaque nas seleções de emprego; veja dicas Veja dicas para se sair bem nas seleções para vagas em home office Na quarta-feira (14), o G1 acompanhou um processo da Sanofi, organizado pela Companhia de Estágios. Participaram cinco universitárias, duas profissionais da farmacêutica francesa e uma recrutadora. Agendado para às 14h, o processo seletivo não atrasou. Ninguém precisou se deslocar até a empresa. Em menos de cinco minutos, a recrutadora Natália Moreira deu as boas-vindas às candidatas e apresentou as profissionais da farmacêutica Bruna Martins (gerente de produtos sênior) e Maria Motta (atual estagiária). Como as reuniões de trabalho atualmente, o primeiro desafio das universitárias foi escolher o local adequado para participar da dinâmica: tranquilo, com boa iluminação e sem grandes interferências visuais. Apresentação Elas também tiveram que testar câmera, microfone e, acima de tudo, pesquisar sobre a unidade de imunização da Sanofi (à qual estavam pleiteando) e se preparar para apresentar as próprias competências e histórico profissional. Com três minutos cronometrados para cada candidata, as apresentações tiveram foco na experiência que cada uma teve na faculdade, pesquisas científicas realizadas fora de horário de aula e diferenciais competitivos. Um ponto de inflexão chamou atenção: projetos realizados durante a pandemia. Todas as participantes destacaram trabalhos voluntários e aprendizados conquistados durante o tempo livre da quarentena — desde curso de coreano a cuidados com idosos. Tiago Mavichian, CEO e fundador da Companhia de Estágios, afirma que essas iniciativas realmente chamam a atenção das empresas, principalmente em processos de estágio, em que os candidatos geralmente não têm experiência. "A pergunta de 2021 vai ser: o que você fez durante a pandemia? O trabalho voluntário é muito melhor do que um curso porque nele você desenvolve soft skills. Não é esperado trabalho para estagiários, mas sim, atitude", disse. Desafio Por volta das 15h, a parte prática da dinâmica teve início. As cinco candidatas se reuniram para solucionar um desafio que a Companhia de Estágios havia enviado na semana passada a elas por e-mail: "Criar estratégias para aumentar a cobertura vacinal no mercado público". Para discutir o caso, as jovens tiveram 25 minutos. Enquanto isso, as líderes do processo seletivo ativaram o mudo e acompanharam o desempenho das candidatas na discussão. É importante destacar a importância das universitárias terem respeitado a vez de cada uma expor sua ideia e argumentar. Em um grupo de cinco garotas, se todas tivessem falado ao mesmo tempo, teria sido difícil para as líderes entendê-las — o que causaria uma enorme confusão. Após o debate, restaram cinco minutos para apresentação dos resultados e minutos adicionais para as profissionais da Sanofi realizarem perguntas para as candidatas. Gabriella Yukie Araujo, de 21 anos, da Unesp, foi a candidata selecionada para a vaga da Sanofi. Arquivo Pessoal Seleção das finalistas Diferente dos processos seletivos mais antigos — que demoravam um semestre e reuniam até 10 candidatos em uma dinâmica — nos atuais, as etapas são mais enxutas e poucos jovens são reunidos virtualmente. Segundo Mavichian, antes da pandemia, as dinâmicas eram organizadas em grupos de 40 candidatos e as etapas eram agendadas para dias diferentes. Hoje, são reunidos no máximo 10 profissionais e a dinâmica de grupo ocorre na mesma data que a entrevista com os finalistas. Com isso, o processo seletivo completo passou de seis meses para pouco menos de três. "Fazemos um alinhamento com o gestor para dizer o papel a responsabilidade dele no processo. Ele realmente precisa sair dali com a decisão tomada. Demos objetividade ao processo", disse. Duas horas após o início da dinâmica da Sanofi, por exemplo, as líderes se reuniram virtualmente para definir as duas finalistas, enquanto as candidatas aguardaram no link da reunião anterior para receber os resultados — bastante ansiosas. O que acham os participantes? A estudante do último semestre de farmácia e bioquímica Gabriella Yukie Araújo, de 21 anos, foi selecionada para a vaga da Sanofi. Estudante da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em Araraquara, interior de São Paulo, foi o segundo processo seletivo à distância do qual participou — o anterior foi para a General Electric. A jovem participou apenas de processo seletivo presencial na empresa júnior da faculdade, mas já consegue avaliar os prós e contras de dinâmicas virtuais: "O legal de ficar em casa é que não há o imprevisto de chegar atrasada e dá para fazer uma colinha. Eu deixei minha folha sulfite ao lado do computador. Estava preparada para a apresentação. No entanto, ficamos presos numa tela. Não tem mais o olho no olho", avaliou a universitária. Apesar de distante fisicamente das demais candidatas, Gabriella afirma ter trocado contatos com a segunda colocada no processo seletivo, que também é estudante da Unesp. "Trocamos nossas contas de redes sociais porque tivemos mais tempo juntas na etapa de entrevista. O networking é fundamental para meu futuro profissional e, principalmente, de fazer novas amizades", comemorou a nova estagiária.
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16/04 - Nova presidente da Capes coordena curso de mestrado que tirou nota 2 e teve descredenciamento recomendado pela própria Capes em 2017
Advogada e reitora da faculdade particular Centro Universitário de Bauru, Cláudia Mansani Queda de Toledo, foi nomeada para o cargo nesta quinta (15). O ministro Milton Ribeiro e a nova presidente da Capes, Cláudia Mansani Queda de Toledo Twitter do ministro Milton Ribeiro A nova presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), Cláudia Mansani Queda de Toledo, nomeada nesta quinta (15) pelo governo, teve um curso de pós-graduação com recomendação de descredenciamento pela própria Capes em 2017 por não ter atingido a nota mínima para continuar em funcionamento. O curso de mestrado "Sistema Constitucional de Garantias de Direitos", coordenado por Queda de Toledo, recebeu nota 2 no geral. A avaliação quadrienal da Capes compreende cinco seções: "proposta do programa", "corpo docente", "corpo discente", "teses e dissertações", "produção intelectual" e "inserção social". Em outro pedido de reavaliação, a nota 2 foi mantida. Após revisão pelo Conselho Superior da Capes, no ano de 2020, a nota foi elevada para 4 e o curso voltou ao sistema. Em nota, faculdade da qual ela é reitora diz que "inconformada com o resultado da mesma, recorreu ao Conselho Superior da CAPES e teve o seu recurso provido" (ver comunicado ao final). A Capes é responsável por avaliar os cursos de pós-graduação, divulgar as informações científicas, promover a cooperação internacional e atuar na formação de professores da educação básica. Queda de Toledo obteve doutorado em direito constitucional em 2012 justamente pela faculdade onde coordena esse curso de mestrado, o Centro Universitário de Bauru - e da qual hoje é reitora. A entidade tinha antes o nome de Instituto Toledo de Ensino (ITE) e foi fundada no interior paulista por Antônio Eufrásio de Toledo nos anos 1950. Milton Ribeiro e André Mendonça Foi no antigo ITE que o ministro da Educação, Milton Ribeiro, se formou em direito em 1990. Outro integrante do governo Jair Bolsonaro que se graduou no curso da instituição é o advogado-geral da União e ex-ministro da Justiça André Mendonça, em 1993. O relatório da Plataforma Sucupira diz que, no curso coordenado por Queda de Toledo no Centro Universitário de Bauru, "35% dos docentes não ofereceram disciplinas, 20% não participou em projetos de pesquisa e 23% não orientou discentes". Quesitos da avaliação sobre corpo docente e produção intelectual receberam conceito fraco. A nota 2 foi mantida mesmo após pedido de reconsideração meses depois. "Mantém-se a nota considerando os critérios mínimos estabelecidos no documento de área. Embora se considere a importância e a história do curso para a região, não se observou um crescimento do programa em relação à área." Notas "0", "1" e "2" na avaliação quadrienal da Capes descredenciam um curso e têm recomendação para fechar. Desempenho com avaliação "3" ou "4" é considerado como médio e o curso pode funcionar. A nota máxima é 7. A nova presidente da Capes, Cláudia Mansani Queda de Toledo Twitter do ministro Milton Ribeiro Em publicação no "Diário Oficial da União" de 17 de junho de 2020, um dia antes da saída de Abraham Weintraub do Ministério da Educação, o curso "Sistema Constitucional de Garantias de Direitos" no Centro Universitário de Bauru constou com novo parecer pelo Conselho Superior da Capes, nota 4, e apto para voltar ao sistema. Queda de Toledo também é advogada, sócia do escritório Tortoro, Madureira e Ragazzi. O G1 enviou mensagem no e-mail que consta em sua página de apresentação no site do escritório solicitando comentários sobre a avaliação na plataforma Sucupira para o curso coordenado por ela. O ministro Ribeiro havia dito que o próximo presidente da Capes seria "um profissional de perfil técnico e acadêmico". Ele fez postagem no Twitter na quinta (15) para anunciar a escolha de Queda de Toledo: Initial plugin text Ela entra no lugar de Benedito Guimarães Aguiar Neto, exonerado na última segunda. Aguiar, nomeado na gestão Abraham Weintraub, provocou grandes críticas por ser defensor do criacionismo, teoria que se baseia na fé na criação divina, ou seja, que Deus criou a vida. Na carta de intenções como nova presidente da Capes, Queda de Toledo diz que um dos objetivos é a manutenção quadrienal como instrumento de qualificação da instituição. A ITE enviou a seguinte nota ao G1: "A Instituição Toledo de Ensino (ITE), fundada há 70 anos, mantenedora do Centro Universitário de Bauru, possuiu um programa de pós-graduação em Direito com os cursos de mestrado e doutorado. O PPGD iniciou o Mestrado em 1998 e o Doutorado em 2007. Portanto, o Programa conta com mais de 20 anos (mestrado) e 13 anos (doutorado), sendo os dois credenciados pela CAPES. Na última avaliação quadrienal, vários programas, como a USP, Universidade Federal da Bahia, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, PUC de Minas, entre tantos outros, tiveram a sua nota rebaixada. A ITE, inconformada com o resultado da mesma, recorreu ao Conselho Superior da CAPES e teve o seu recurso provido, assim como várias outras dezenas de programas. A nota do programa passou a ser 4. Esse é o resultado final da última avaliação quadrienal. A homologação se deu através da Portaria MEC nº 543 de 16/6/2020." Veja mais vídeos de Educação
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16/04 - Sisu divulga resultado para vagas em universidades públicas e abre lista de espera
Classificação na chamada regular está disponível no site. Na quinta, estudantes disseram que brecha via QR Code possibilitou ver resultado antecipadamente. Selecionados do Sisu foram anunciados na manhã desta sexta (16) Reprodução O Ministério da Educação divulgou os resultados do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) para vagas em universidades e instituições de ensino públicas de todo o país. Veja o site. Neste ano foram ofertadas 209.190 mil vagas, distribuídas em 5.685 mil cursos de graduação. Candidatos que não forem chamados nesta etapa poderão entrar em uma lista de espera que abre também nesta sexta: a lista aceita inscrições até o próximo dia 23 (sexta da próxima semana) no sistema, o candidato deve clicar no botão que corresponde à confirmação de interesse em participar da lista de espera o aluno poderá manifestar interesse para a lista da primeira ou da segunda opção de curso escolhida em sua inscrição importante: confirme a solicitação. Ao finalizar a manifestação, o sistema emitirá uma mensagem de confirmação o anúncio dos aprovados na lista é feito diretamente pelas instituições de ensino que ofertam as vagas As matrículas serão realizadas entre a próxima segunda (19) e 23 de abril. A documentação necessária é informada pela instituição de ensino. O MEC disponibiliza o telefone 0800-616161 para dúvidas dos candidatos. Estudantes comemoraram a aprovação nas redes: Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Brecha pelo QR Code Na véspera do anúncio, candidatos disseram nas redes sociais que conseguiram visualizar antecipadamente os resultados via uma brecha no QR Code. Contatado pelo G1, o Ministério da Educação (MEC) não respondeu se houve uma falha e se os resultados visualizados representavam a classificação real dos estudantes. Segundo os relatos, a brecha era explorada da seguinte forma: no site do Sisu, o candidato logado tinha uma opção para imprimir seu comprovante de inscrição ao clicar nesse botão, aparecia uma opção de QR Code tanto para primeira quanto para a segunda opção de curso + universidade usando um leitor de QR Code, o candidato visualizava o que seria sua classificação na chamada regular do Sisu A estudante Anna Rosa Barbosa, 20 anos, de Macapá (AP), disse que descobriu por acaso a possibilidade de acesso ao ver uma postagem no Twitter. Ela conta que concorre a uma vaga em ciências biológicas (primeira opção) e gastronomia (segunda), ambos os cursos na Universidade Federal da Paraíba (UFPB). De acordo com o que apareceu para a candidata, ela teria sido aprovada na segunda opção. Resultados de classificação do Sisu que aparecem para candidata antecipadamente Arquivo pessoal Turbulências no Sisu 2021 Em menos de uma semana, o MEC prorrogou o prazo final de inscrições e derrubou o sistema que foi chamado de "nota fantasma" ou "dupla classificação". Na prática, a pasta anunciou a retomada do formato que era adotado até 2019. O MEC declarou que a mudança atende a "apelos contrários" ao sistema usado em 2020 e mantido inicialmente neste ano – mas nega que o cálculo diferente tenha levado a alguma ocupação indevida de vagas no ensino superior. Antes de ser encerrada pelo MEC, a "nota fantasma" chegou a ser alvo de representações de deputados federais e de uma ação conjunta movida por entidades estudantis. Nota do Enem serve como vestibular em universidades públicas e privadas, além de dar acesso a bolsas e financiamentos Inep afirma que não há irregularidades nas notas da redação do Enem 2020 O método de "dupla classificação" ou "nota fantasma" funcionava da seguinte forma: O Sisu é um sistema que usa as notas do Enem para que candidatos tentem uma vaga nas universidades públicas brasileiras Durante os 4 dias em que o Sisu fica aberto para inscrições, os estudantes podem mudar livremente as duas opções de curso + universidade que indicam em seu perfil (embora, ao final, a matrícula será feita em apenas uma delas) O sistema é frequentemente comparado a um leilão. A pontuação dos candidatos que se inscrevem em um curso vai determinar a nota de corte Ou seja, nesse período de 4 dias, a entrada de candidatos com pontuações altas pode alterar a lista de aprovados de uma hora para outra e, consequentemente, a nota de corte Até 2020, a concorrência pelas vagas só levava em conta a primeira opção assinalada pelo candidato. Mas, no Sisu passado, o MEC introduziu sem aviso um novo modelo em que as duas opções são computadas na disputa por vagas Como a matrícula só será feita em apenas uma opção de curso + universidade, o desempenho no Enem de um candidato podia inflar artificialmente as notas de corte já que a outra escolha do aluno não valerá após o fechamento do sistema Veja vídeos de Educação
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15/04 - Cláudia Mansani Queda de Toledo é nomeada a nova presidente da Capes
Advogada e reitora da faculdade particular Centro Universitário de Bauru substitui Benedito Guimarães Aguiar Neto. Sede da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) em Brasília TV Globo/Reprodução Foi publicada nesta quinta (15), em edição extra do Diário Oficial da União, a nomeação de Cláudia Mansani Queda de Toledo como nova presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). Ela entra no lugar de Benedito Guimarães Aguiar Neto, exonerado na última segunda. A Capes é responsável por avaliar os cursos de pós-graduação, divulgar as informações científicas, promover a cooperação internacional e atuar na formação de professores da educação básica. Queda de Toledo é reitora do Centro Universitário de Bauru, faculdade particular que antes tinha o nome de Instituto Toledo de Ensino (ITE), no interior paulista, fundado por Antônio Eufrásio de Toledo nos anos 1950. Foi no antigo ITE que o ministro Milton Ribeiro se formou em direito em 1990. Ela também é advogada, sócia do escritório Tortoro, Madureira e Ragazzi. Queda de Toledo obteve doutorado em direito constitucional em 2012 pela instituição da qual hoje é reitora. Cláudia Mansani Queda de Toledo em visita ao ex-secretário de Educação do Estado de SP José Renato Nalini em 2016 Secretaria de Educação do Estado de SP O ministro Ribeiro havia dito que o próximo presidente "será um profissional de perfil técnico e acadêmico, cujo nome será divulgado oportunamente". A nomeação do antecessor Bernardo Aguiar, ainda na gestão Abraham Weintraub, provocou grandes críticas por ele ser defensor do criacionismo, teoria que se baseia na fé na criação divina, ou seja, que Deus criou a vida. Carta à Capes Na semana passada, a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e a Academia Brasileira de Ciências (ABC) mandaram uma carta ao antigo presidente em que pedem informações sobre a recomposição do Conselho Superior da Capes. O texto diz que "a última reunião desse conselho ocorreu no dia 28 de novembro, quando foi anunciada a futura recomposição" e cobra uma definição. "Diante da discussão orçamentária atual, onde há restrição de recursos, e da grave crise sanitária e econômica que assola o país com sérios impactos para a pós-graduação (...), torna-se imperiosa a recomposição e a nomeação do novo Conselho Superior, para o exercício pleno de suas estratégicas e importantes obrigações." A carta cita que é necessário "estabelecer prioridades e linhas orientadoras das atividades da entidade" e "apreciar a proposta do Plano Nacional de Pós-Graduação, para encaminhamento ao Ministro de Estado da Educação". Veja mais vídeos de Educação
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15/04 - Sisu: candidatos dizem que brecha via QR Code possibilitou ver resultado antecipado
Próximo das 17h, site ficou indisponível para login no sistema. MEC ainda não comentou sobre relatos dos estudantes. Divulgação de aprovação para cursos em universidades públicas está marcada para as 8h desta sexta (16). Site do Sisu apareceu próximo das 17h com indisponibilidade para login Reprodução Candidatos relataram na tarde desta quinta (15) que conseguiram acessar os resultados do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) já na véspera da data programada para a divulgação - esta sexta (16), às 8h da manhã. Contatado pelo G1, o Ministério da Educação (MEC) ainda não respondeu se houve uma falha e se os resultados visualizados representam a classificação real dos estudantes. Próximo das 17h, o site do Sisu apareceu com a seguinte mensagem: "Fique tranquilo. Em breve você poderá acessar a plataforma do Sisu". O login do candidato já estava indisponível (ver imagem acima). Segundo os relatos, a brecha era explorada da seguinte forma: no site do Sisu, o candidato logado tem uma opção para imprimir seu comprovante de inscrição ao clicar nesse botão, aparecia uma opção de QR Code tanto para primeira quanto para a segunda opção de curso + universidade ao usar um leitor de QR Code, o candidato visualiza o que seria sua classificação na chamada regular do Sisu Brecha pode ter possibilitado ver resultados do Sisu antecipadamente Arquivo pessoal Initial plugin text Initial plugin text A estudante Anna Rosa Barbosa, 20 anos, de Macapá (AP), disse que descobriu por acaso a possibilidade de acesso ao ver uma postagem no Twitter. Ela conta que concorre a uma vaga em ciências biológicas (primeira opção) e gastronomia (segunda), ambos os cursos na Universidade Federal da Paraíba (UFPB). De acordo com o que apareceu para a candidata, ela teria sido aprovada na segunda opção. Resultados de classificação do Sisu que aparecem para candidata antecipadamente Arquivo pessoal Turbulências no Sisu 2021 Em menos de uma semana, o MEC prorrogou o prazo final de inscrições e derrubou o sistema que foi chamado de "nota fantasma" ou "dupla classificação". Na prática, a pasta anunciou a retomada do formato que era adotado até 2019. O MEC declarou que a mudança atende a "apelos contrários" ao sistema usado em 2020 e mantido inicialmente neste ano – mas nega que o cálculo diferente tenha levado a alguma ocupação indevida de vagas no ensino superior. Antes de ser encerrada pelo MEC, a "nota fantasma" chegou a ser alvo de representações de deputados federais e de uma ação conjunta movida por entidades estudantis. Nota do Enem serve como vestibular em universidades públicas e privadas, além de dar acesso a bolsas e financiamentos Inep afirma que não há irregularidades nas notas da redação do Enem 2020 O método de "dupla classificação" ou "nota fantasma" funcionava da seguinte forma: O Sisu é um sistema que usa as notas do Enem para que candidatos tentem uma vaga nas universidades públicas brasileiras Durante os 4 dias em que o Sisu fica aberto para inscrições, os estudantes podem mudar livremente as duas opções de curso + universidade que indicam em seu perfil (embora, ao final, a matrícula será feita em apenas uma delas) O sistema é frequentemente comparado a um leilão. A pontuação dos candidatos que se inscrevem em um curso vai determinar a nota de corte Ou seja, nesse período de 4 dias, a entrada de candidatos com pontuações altas pode alterar a lista de aprovados de uma hora para outra e, consequentemente, a nota de corte Até 2020, a concorrência pelas vagas só levava em conta a primeira opção assinalada pelo candidato. Mas, no Sisu passado, o MEC introduziu sem aviso um novo modelo em que as duas opções são computadas na disputa por vagas Como a matrícula só será feita em apenas uma opção de curso + universidade, o desempenho no Enem de um candidato podia inflar artificialmente as notas de corte já que a outra escolha do aluno não valerá após o fechamento do sistema Neste ano serão ofertadas 209.190 mil vagas, distribuídas em 5.685 mil cursos de graduação. Datas do cronograma o resultado sai na sexta (16) as matrículas nas instituições de ensino serão realizadas no período entre 19 e 23 de abril. A documentação necessária é informada pela instituição de ensino estudantes que não forem chamados para uma vaga nesta etapa poderão entrar em uma lista de espera que estará aberta entre 16 e 23 de abril. O MEC disponibiliza o telefone 0800-616161 para dúvidas dos candidatos. Veja vídeos de Educação
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15/04 - Doria nomeia Tom Zé como novo reitor da Unicamp; posse será em 19 de abril
Relação liderada pelo engenheiro de alimentos, vencedor da consulta acadêmica, foi mantida pelo Consu e enviada para o governador. Mandato vai até dezembro de 2024. Governador João Doria recebeu o novo reitor da Unicamp na quarta-feira Imprensa/Governo estadual Tom Zé é escolhido para ser o décimo terceiro reitor da Unicamp O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), nomeou, na quarta-feira (14), o engenheiro de alimentos Tom Zé como novo reitor de Unicamp. O docente ficará à frente da instituição no mandato 2021-2024 e a posse acontece na próxima segunda-feira (19). Ele venceu a consulta acadêmica após receber 51,97% dos votos válidos ponderados no 2º turno. A lista tríplice de candidatos a reitor, com Tom Zé à frente, foi formalizada em reunião do Conselho Universitário (Consu) da Unicamp no dia 6 de abril, órgão máximo de deliberação, que manteve o resultado da votação feita por alunos de graduação e pós, docentes e funcionários técnico-administrativos. Depois disso, a relação foi encaminhada a Doria para que ele formalizasse o resultado. O governador recebeu o novo reitor na quarta-feira, no Palácio dos Bandeirantes, junto com a secretária estadual de Desenvolvimento Econômico, Patrícia Ellen. Tom Zé será o 13º na linha de sucessão de Zeferino Vaz (1966-1978), fundador da Unicamp. A médica Maria Luiza Moretti ocupará o cargo de vice-reitora. A nomeação saiu no Diário Oficial do Estado nesta quinta-feira (15). Completavam a lista tríplice o médico Mario Saad, que foi superado no 2º turno; e o engenheiro agrônomo Sérgio Salles-Filho, que teve menor percentual de votos ponderados no 1º turno. O novo reitor afirmou ao G1 que destaca três compromissos na nova gestão: apoio no combate à pandemia, fortalecer a formação de pessoas e a geração de ciência e tecnologia. "Vamos valorizar também as carreiras dos nossos docentes, funcionários e pesquisadores e fortalecer as políticas de inclusão estudantil", disse Tom Zé. Como foi a votação? Durante o 2º turno da votação remota, com e-voto, participaram 12,6 mil integrantes da comunidade acadêmica da Unicamp. Tom Zé foi o mais apoiado por docentes e alunos de graduação e pós; enquanto Saad foi o preferido entre funcionários. O mesmo perfil já havia sido registrado no 1º turno. Votos por categoria no 2º turno da consulta para reitor Perfil de Tom Zé Chapa formada por Tom Zé e Luiza venceu consulta na Unicamp Reprodução / Instagram O vencedor da consulta é graduado em engenharia de alimentos pela Unicamp (1980), fez mestrado na mesma área e universidade (1984), e tem doutorados em engenharia de processos térmicos pela Martin Luther Universität, na Alemanha (1987) e em ciências econômicas pela Unicamp (1997). Tom Zé tornou-se professor da Faculdade de Engenharia de Alimentos da Unicamp em (1987), e é docente titular da instituição desde 2007. Pesquisador do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Tom Zé já publicou três livros, 235 artigos em revistas e tem nove solicitações de patentes junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). Os prêmios da carreira do engenheiro são: 1º lugar no Prêmio Jovem Cientista de 1989, que teve como tema "Conservar energia: um desafio de todos", Prêmio de Reconhecimento Acadêmico "Zeferino Vaz" (2001 e 2010), e 1º lugar do Prêmio Jabuti de 2016, na categoria "Engenharias, tecnologias e informática", como coautor do livro didático "Operações unitárias na indústria de alimentos". Clique para ler as propostas previstas pela chapa. Orçamento de R$ 2,4 bilhões A universidade tem orçamento estimado em R$ 2,84 bilhões, incluindo R$ 208,6 milhões de uma reserva financeira com objetivo de cobrir déficit de anos anteriores e o total previsto neste exercício. Atualmente, ela é responsável por 8% da pesquisa acadêmica no país e tem 37 mil alunos matriculados em 65 cursos de graduação e 158 de pós. Já o quadro de funcionários ativos é formado por aproximadamente 2 mil professores e 7,1 mil servidores técnico-administrativos. Além dos campi instalados em Campinas (SP), Limeira (SP) e Piracicaba (SP), a universidade estadual também contabiliza as áreas de dois colégios técnicos - Cotuca (Campinas) e Cotil (Limeira) - além do Centro Pluridisciplinar de Pesquisas Químicas, Biológicas e Agrícolas, em Paulínia (SP). Mudança em mandato Embora esteja previsto no Estatuto da Unicamp que o mandato do reitor é de quatro anos, o Consu aprovou em agosto de 2020 uma redução excepcional de aproximadamente quatro meses no período da próxima gestão. Por isso, ela vai de 19 de abril deste ano até 31 de dezembro de 2024. O objetivo é fazer com que a administração posterior tenha início em janeiro de 2025 e, portanto, seja encerrada em dezembro de 2028. A universidade estadual sustenta que a mudança implicará em ter somente uma gestão a cada ano fiscal, sem transição de reitores em abril, e para que o processo de consulta acadêmica não seja interrompido em anos posteriores por festas do fim de ano e Carnaval. VÍDEOS: veja notícias de Campinas e região Veja mais informações no G1 Campinas.
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14/04 - UFJF anuncia corte de 307 postos de trabalho em Juiz de Fora
Medida foi tomada pelo Consu após análise do orçamento previsto para a Instituição em 2021. Bolsas de estudo também sofrerão alterações de valores e número de vagas. Pism III foi realizado neste sábado (27) na UFJF Gustavo Tempone/UFJF A Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) anunciou nesta quarta-feira (14), durante coletiva de imprensa online, uma série de medidas tomadas pelo Conselho Superior (Consu), após análise do orçamento previsto para a Instituição em 2021. Entre as definições, estão a redução de 307 postos de trabalho, além de corte nos valores e número de bolsas oferecidas pela Universidade. O orçamento previsto para 2021 apresenta uma redução de mais de 18%, o que poderá inviabilizar o ensino superior neste ano em todo o país. O projeto ainda aguarda sanção presidencial. Desde 2017, as instituições de ensino sofrem com uma sistemática redução no orçamento por causa da Emenda Constitucional nº 95, do Teto de Gastos, que limita o crescimento das despesas do governo brasileiro durante 20 anos. Segundo o reitor Marcus David, o orçamento deste ano é 20% menor do que o liberado em 2020, o que faz com que a UFJF tenha que realizar ajustes internos, que impactam diretamente a estrutura de manutenção e atividades econômicas e de pesquisa da Instituição. "Durante todo o período em que começamos a observar cortes expressivos, a UFJF trabalhou de forma intensa para, apesar das reduções, conseguir manter suas atividades com padrão de excelência e com políticas de permanência estudantil, mas chegamos a um ponto em que nós não temos como administrar sem realizar cortes. Por isso, o Consu realizou uma série de reuniões entre os dias 9 e 12 de abril, onde vários cortes foram definidos. Ao longo de cinco anos, nossa captação de recurso própria também foi diminuindo, tanto que fechamos o ano de 2020 com um capital de R$ 8 milhões", explica Marcus David. Veja a relação dos cortes realizados desde 2016 na Instituição: Lei Orçamentária - Comparativo 2016-2021 Segundo os dados apresentados pela UFJF, a perda total de investimentos foi de R$ 75.626.172,00 entre 2016 e 2021. Cortes Bolsas: No que se refere às medidas acadêmicas, como bolsas de treinamento profissional, de projetos de extensão e bolsas de iniciação artística o corte será 35% no número de bolsas ofertadas e de 25% nos valores, que foram de R$ 400 para R$300. Foram 870 bolsas retiradas do programa da UFJF, segundo Marcus David; Pós-Graduação: Para manter os programas de Mestrado e Doutorado, a instituição informou um corte de 75% dos recursos; Demissões: Corte de 307 contratos de trabalho terceirizados que prestavam serviços de manutenção do campi, Jardim Botânico, Museus, Teatros e Centro de Ciência, além de serviço de limpeza e higienização. Auxílio Moradia: Redução de R$ 370 mensais para R$ 340. Ainda segundo o reitor da UFJF, todos os cortes impactam fortemente a passagem de conhecimento para formação de novos profissionais, além de impactar diretamente a economia regional. "O ano de 2016 foi quando começamos a nossa gestão na UFJF, sendo também o ano em que foi aprovada a emenda de tetos. Em função da emenda, o orçamento aprovado pelo congresso não comporta gastos com educação e vai na contramão de outros países, que continuam investindo na educação, na ciência e tecnologia e na saúde", conclui. Para o pró reitor de Planejamento, Orçamento e Finanças, Eduardo Condé, os cortes geram graves consequências, uma vez que impactam a relação da UFJF com a comunidade de Juiz de Fora e Governador Valadares. "A UFJF é basicamente financiada pelo tesouro federal e os recursos são liberados de acordo com o capital da União. O projeto orçamentário deste ano só tem autorização para uso de 40% do total que foi liberado e isso faz com que a gente não consiga honrar nossos compromissos, gerando dificuldade na liquidação de pagamentos. É importante deixar claro que a responsabilidade é do Governo Federal", explicou Condé. Sobre o prazo de implantação das medidas, a instituição informou que cada contrato já está em processo de análise e cada um terá um prazo específico. Já os novos valores de bolsas passarão a valer a partir de maio, com pagamento em junho. Sobre o número de bolsas ofertadas, Marcus David informou que será reduzido conforme divulgação dos novos editais. VÍDEOS: veja tudo sobre a Zona da Mata e Campos das Vertentes
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14/04 - Sem 'nota fantasma', Sisu tem nesta quarta o último dia de inscrição após prazo ser estendido
Método que também foi chamado de 'dupla classificação' inflava temporariamente as notas de corte dos cursos. Lista de espera para vagas remanescentes abre na sexta (16). Veja cronograma. Processo pelo Sisu da Federal de Campina Grande Ascom UFCG/Divulgação Depois da montanha-russa de emoções dos últimos dias, os candidatos do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) têm até as 23h59 desta quarta (14) para confirmar sua inscrição e uma possível vaga em uma universidade pública do país. O sistema já não utiliza a chamada "dupla classificação" ou "nota fantasma", que gerou grande volume de reclamações dos estudantes por elevar temporariamente as notas de corte - o que tirava a referência sobre chances de classificação. Nota do Enem serve como vestibular em universidades públicas e privadas, além de dar acesso a bolsas e financiamentos Inep afirma que não há irregularidades nas notas da redação do Enem 2020 Na prática, o Ministério da Educação anunciou no último domingo a retomada do formato que era adotado até 2019. O MEC declarou que a mudança atende a "apelos contrários" ao sistema usado em 2020 e mantido inicialmente neste ano – mas nega que o cálculo diferente tenha levado a alguma ocupação indevida de vagas no ensino superior. Antes disso, o MEC estendeu o prazo de encerramento do Sisu horas antes do encerramento que estava programado para a última sexta-feira. Segundo o ministro Milton Ribeiro, por serem "sensíveis às demandas dos estudantes". O método de "dupla classificação" ou "nota fantasma" funcionava da seguinte forma: O Sisu é um sistema que usa as notas do Enem para que candidatos tentem uma vaga nas universidades públicas brasileiras Durante os 4 dias em que o Sisu fica aberto para inscrições, os estudantes podem mudar livremente as duas opções de curso + universidade que indicam em seu perfil (embora, ao final, a matrícula será feita em apenas uma delas) O sistema é frequentemente comparado a um leilão. A pontuação dos candidatos que se inscrevem em um curso vai determinar a nota de corte Ou seja, nesse período de 4 dias, a entrada de candidatos com pontuações altas pode alterar a lista de aprovados de uma hora para outra e, consequentemente, a nota de corte Até 2020, a concorrência pelas vagas só levava em conta a primeira opção assinalada pelo candidato. Mas, no Sisu passado, o MEC introduziu sem aviso um novo modelo em que as duas opções são computadas na disputa por vagas Como a matrícula só será feita em apenas uma opção de curso + universidade, o desempenho no Enem de um candidato podia inflar artificialmente as notas de corte já que a outra escolha do aluno não valerá após o fechamento do sistema Antes de ser derrubada pelo MEC, a "nota fantasma" chegou a ser alvo de representações de deputados federais e de uma ação conjunta movida por entidades estudantis. Neste ano serão ofertadas 209.190 mil vagas, distribuídas em 5.685 mil cursos de graduação. Veja o site do Sisu. Datas do cronograma o resultado sai na sexta (16) as matrículas nas instituições de ensino serão realizadas no período entre 19 e 23 de abril. A documentação necessária é informada pela instituição de ensino estudantes que não forem chamados para uma vaga nesta etapa poderão entrar em uma lista de espera que estará aberta entre 16 e 23 de abril. Para concorrer às vagas do Sisu, o candidato não pode ter zerado na redação do Enem e não pode ter prestado o exame na condição de treineiro. O MEC disponibiliza o telefone 0800-616161 para dúvidas dos candidatos. Veja vídeos de Educação
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14/04 - Conselho de secretários estaduais critica em nota projeto de lei para incluir aulas presenciais como atividade essencial
Consed afirma que "na prática, isso significa que, mesmo em situação de alto risco na pandemia, os estados e municípios serão obrigados a manter as aulas presenciais". Escola de educação infantil em Manaus Eliana Nascimento/G1 O Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) divulgou nota criticando projeto de lei que inclui as aulas presenciais como atividade essencial durante a pandemia. Por 307 votos a favor e 131 contrários, a Câmara dos Deputados aprovou na terça (13) o caráter de urgência da proposta. Com isso, o projeto terá tramitação acelerada. Poderá ser aprovado diretamente no plenário, sem precisar passar pelas comissões. Se passar na Câmara, o texto ainda terá de ser aprovado pelo Senado e sancionado pelo presidente da República antes de entrar em vigor. Segundo o comunicado do Consed, "na prática, isso significa que, mesmo em situação de alto risco na pandemia, os estados e municípios serão obrigados a manter as aulas presenciais". Na proposta, aulas presenciais na educação básica e no ensino superior, tanto na rede pública como na privada, são consideradas serviços e atividades essenciais. Só seriam suspensas "em situações excepcionais cujas restrições sejam fundamentadas em critérios técnicos e científicos devidamente comprovados". A carta defende que "cada gestor estadual ou municipal possa avaliar com as autoridades sanitárias locais a situação epidemiológica na tomada da decisão de manter ou não as aulas presenciais". A suspensão das atividades escolares tem sido uma das medidas tomadas por governadores e prefeitos para conter a propagação do coronavírus, desde o início da pandemia. Em março, o governo estadual de São Paulo incluiu a educação como serviço essencial e liberou a abertura das escolas nas fases mais restritivas do plano de flexibilização econômica. Contudo, as prefeituras têm autonomia para decidir se as escolas podem ou não voltar a receber alunos presencialmente. Aulas presenciais na rede estadual de educação podem voltar amanhã Posições na Câmara Presidente da Comissão de Educação da Câmara e relatora da emenda constitucional que tornou o Fundeb permanente, a deputada Professora Dorinha Seabra (DEM-TO) disse que o projeto “retira a autonomia de prefeitos e governadores”. Ela defendeu que o retorno às aulas seja debatido, mas com definição de critérios a partir das escolas, municípios e estados. "Esse projeto que foi apresentado, na minha opinião, atrapalha muito o funcionamento e a garantia da vida”, disse. “As nossas escolas não têm condição de funcionamento. Mais de 49% delas sequer têm saneamento básico”, complementou. A deputada Alice Portugal (PCdoB-BA) argumenta que o projeto coloca em risco a vida dos educadores e transforma a escola "em um espaço vulnerável”. A deputada Joenia Wapichana (Rede-RR) lembrou que o país passa pelo pior momento da pandemia. “Nem todos receberam ainda a vacina. Nós precisamos justamente proteger os nossos alunos, os nossos acadêmicos. Precisamos ver a autonomia das universidades para analisar a situação da pandemia naquele local”, disse. Escolhida como relatora da matéria, a deputada Joice Hasselmann (PSL-SP) negou que o texto atinja a autonomia dos entes federados e disse que irá construir o texto com a maioria dos deputados. A deputada diz que trabalha para que o texto seja votado já nesta quarta-feira (14). “O que nós temos que entender é que infelizmente não temos vacina para todos. Teremos? Teremos. Quando? Ainda não sabemos”, disse. “Mas, enquanto isso, vamos fazer o quê? Vamos deixar essas crianças da rede pública amontoadas em creches clandestinas, como tem acontecido?” Uma das autoras da proposta, a deputada Adriana Ventura (Novo-SP) argumentou que a educação é um direito básico previsto na Constituição. “As crianças foram privadas da educação. As escolas têm que ser as últimas a fechar, as primeiras a abrir”, disse. Paula Belmonte (Cidadania-DF), também autora do projeto, diz que a proposta faz com que o “protagonismo da educação seja visto por todos os governadores”. “Principalmente, traz para nós todos uma responsabilidade de crescimento, inclusive econômico, para o nosso país, trazendo os nossos alunos para a sala de aula, os quais muitas vezes estão passando dificuldades, abusos sexuais, violência doméstica e principalmente, infelizmente, alimentação faltando.” Veja mais vídeos de Educação
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13/04 - Câmara aprova urgência para tramitação de projeto que proíbe suspensão de aula presencial
Proposta define como atividade essencial educação básica e de ensino superior nas redes pública e privada. Para críticos, texto tira autonomia de estados e municípios e põe profissionais em risco. Por 307 votos a favor e 131 contrários, a Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (13) a urgência de um projeto que proíbe a suspensão de aulas presenciais durante a pandemia. Com a aprovação da urgência, a proposta terá tramitação acelerada. Poderá ser aprovada diretamente no plenário, sem precisar passar pelas comissões. Os deputados ainda não analisaram o conteúdo, mas o projeto já sofreu críticas de parlamentares para os quais a medida aumenta o risco de contaminação pelo novo coronavírus (veja mais abaixo). A proposta consta na pauta da sessão desta quarta-feira (14). Se passar na Câmara, o texto ainda terá de ser aprovado pelo Senado e sancionado pelo presidente da República antes de entrar em vigor. Pela proposta, a educação básica e de ensino superior em formato presencial, nas redes públicas e privadas de ensino, são consideradas serviços e atividades essenciais. O texto prevê que as atividades presenciais só podem ser suspensas "em situações excepcionais cujas restrições sejam fundamentadas em critérios técnicos e científicos devidamente comprovados". O Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) emitiu posicionamento público contrário ao projeto. "O Consed acredita que não é o momento de obrigar estados e municípios a abrirem suas escolas, numa decisão única para todo o país. É preciso considerar ainda que as medidas de prevenção adotadas por meio dos protocolos foram pensadas para uma situação controlada e não para um momento de risco extremo, como o que vivemos", diz a nota. Segundo o documento, os secretários "entendem não ser o momento para essa discussão genérica, que desconsidera as diferentes situações locais." Em março, o governo estadual de São Paulo incluiu a educação como serviço essencial e liberou a abertura das escolas nas fases mais restritivas do plano de flexibilização econômica. Aulas presenciais na rede estadual de educação podem voltar amanhã Contudo, as prefeituras têm autonomia para decidir se as escolas podem ou não voltar a receber alunos presencialmente. A suspensão das atividades escolares tem sido uma das medidas tomadas por governadores e prefeitos para conter a propagação do coronavírus, desde o início da pandemia. Pró e contra Presidente da Comissão de Educação da Câmara e relatora da emenda constitucional que tornou o Fundeb permanente, a deputada Professora Dorinha Seabra (DEM-TO) disse que o projeto “retira a autonomia de prefeitos e governadores”. Ela defendeu que o retorno às aulas seja debatido, mas com definição de critérios a partir das escolas, municípios e estados. "Esse projeto que foi apresentado, na minha opinião, atrapalha muito o funcionamento e a garantia da vida”, disse. “As nossas escolas não têm condição de funcionamento. Mais de 49% delas sequer têm saneamento básico”, complementou. A deputada Alice Portugal (PCdoB-BA) argumenta que o projeto coloca em risco a vida dos educadores e transforma a escola "em um espaço vulnerável”. A deputada Joenia Wapichana (Rede-RR) lembrou que o país passa pelo pior momento da pandemia. “Nem todos receberam ainda a vacina. Nós precisamos justamente proteger os nossos alunos, os nossos acadêmicos. Precisamos ver a autonomia das universidades para analisar a situação da pandemia naquele local”, disse. Escolhida como relatora da matéria, a deputada Joice Hasselmann (PSL-SP) negou que o texto atinja a autonomia dos entes federados e disse que irá construir o texto com a maioria dos deputados. A deputada diz que trabalha para que o texto seja votado já nesta quarta-feira (14). “O que nós temos que entender é que infelizmente não temos vacina para todos. Teremos? Teremos. Quando? Ainda não sabemos”, disse. “Mas, enquanto isso, vamos fazer o quê? Vamos deixar essas crianças da rede pública amontoadas em creches clandestinas, como tem acontecido?” Uma das autoras da proposta, a deputada Adriana Ventura (Novo-SP) argumentou que a educação é um direito básico previsto na Constituição. “As crianças foram privadas da educação. As escolas têm que ser as últimas a fechar, as primeiras a abrir”, disse. Paula Belmonte (Cidadania-DF), também autora do projeto, diz que a proposta faz com que o “protagonismo da educação seja visto por todos os governadores”. “Principalmente, traz para nós todos uma responsabilidade de crescimento, inclusive econômico, para o nosso país, trazendo os nossos alunos para a sala de aula, os quais muitas vezes estão passando dificuldades, abusos sexuais, violência doméstica e principalmente, infelizmente, alimentação faltando.”
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13/04 - Ex-reitor entra com ação judicial para reverter indicação de Bolsonaro para gestão da UFRGS
Presidente nomeou professor Carlos Bulhões, último colocado na consulta à comunidade acadêmica, como reitor da instituição no lugar de Rui Oppermann, que tentava reeleição. Ex-reitor Rui Oppermann e ex-vice-reitora Jane Tutikian entraram com ação judicial contra nomeação na UFRGS Cesar Lopes/UFRGS/Divulgação O ex-reitor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) Rui Oppermann ingressou com uma ação judicial buscando reverter a indicação do professor Carlos Bulhões para o comando da instituição. O processo tramita na 10ª Vara Federal de Porto Alegre desde o dia 7 de abril. A chapa de Oppermann, que concorria à reeleição, foi a primeira colocada na consulta feita à comunidade acadêmica (entre alunos, professores e funcionários) e na votação do Conselho Universitário (Consun) em julho de 2020. Entretanto, a nominata liderada por Bulhões, que ficou em último lugar em ambos os pleitos, acabou nomeada por Bolsonaro, em setembro, para um mandato de quatro anos. Por ser uma universidade federal, a Constituição prevê que o Presidente da República escolha o nome de quem vai ocupar o cargo. A União é a ré do processo. O G1 solicitou, à Advocacia-Geral da União (AGU), um posicionamento sobre o assunto, mas ainda não obteve retorno. A UFRGS disse, em nota, não ter recebido nenhuma demanda judicial sobre o tema (leia abaixo). A ex-vice-reitora Jane Tutikian, companheira de chapa de Rui Oppermann, também é representada na ação. Para o professor, a decisão do presidente Jair Bolsonaro feriu a autonomia universitária. "As universidades não são do presidente da República. As universidades são um patrimônio da sociedade e, como tal, elas se alimentam da autonomia e a autonomia se alimenta da democracia", disse Oppermann. Argumentação Uma lei de 1995 e um decreto de 1996 preveem que a escolha de reitores de universidades federais cabe ao presidente da República, que pode escolher qualquer nome entre os apresentados pelas instituições em uma lista tríplice. Até o final de 2020, Bolsonaro não havia nomeado o mais votado em 16 instituições federais de ensino superior. Em fevereiro deste ano, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que o presidente não precisa nomear primeiro da lista tríplice. Todavia, para o advogado do ex-reitor, Francis Bordas, a medida não está prevista na Constituição e as normas vigentes sobre o tema são infraconstitucionais. "Se o presidente tem essa prerrogativa de não obedecer o resultado de uma consulta, qual a razão de ser da consulta?", questionou. O advogado ainda ressalta que a nomeação de um reitor não pode ser comparada com outras decisões do presidente, para cargos políticos. "É preciso que a gente enxergue a Universidade, não só como um posto de trabalho para que o reitor seja escolhido, como se fosse um gerente de um banco ou alguém da confiança do presidente da República. Uma universidade é muito mais do que isso. É preciso conciliar a autonomia enquanto um local de liberdade de ensino, de manifestação, de escolha de seus gestores", sustentou. Na visão de Oppermann, a decisão de Bolsonaro ignorou os avanços conquistados pela UFRGS nas áreas de ensino, pesquisa e extensão, além do reconhecimento de eficiência da gestão. "Nós entendemos que, ao longo dos quatro anos em que fomos reitor e vice-reitora, nós fizemos um trabalho exemplar com a universidade e isso foi reconhecido pela comunidade. Portanto, a minha não nomeação é inexplicável", comentou. O ex-reitor ainda denunciou riscos envolvendo a perda de espaços e de recursos, como no corte de 18% das verbas para as instituições de ensino superior, e negou críticas de doutrinação ideológica na UFRGS, usada por aliados do presidente como argumento em favor da nomeação de Bulhões. Rui Oppermann é professor de Odontologia, foi reitor entre 2016 e 2020 e, vice-reitor entre 2008 e 2016. Sua vice, Jane Tutikian, é professora de Letras. Já o atual reitor, Carlos Bulhões, é docente da área de Engenharia Hidráulica. Carlos Bulhões assumiu como reitor da UFRGS em setembro de 2020 UFRGS/Divulgação Outros casos A escolha de Bolsonaro por um candidato menos votado pelo Conselho Universirtário também ocorreu na Universidade Federal de Pelotas (UFPel), em janeiro. Na instituição do Sul do RS, a professora Isabela Fernandes Andrade foi nomeada reitora. Em uma manobra da chapa vencedora, da qual a docente também fazia parte, o professor Paulo Ferreira Jr, que foi mais votado, passou a dividir a gestão com Isabela. Ex-reitor da UFPel é alvo de processo por criticar Bolsonaro Na Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA), o presidente nomeou a mais votada pela comunidade acadêmica, reconduzindo a reitora Lúcia Pellanda ao cargo, em março de 2021. Nota da UFRGS: "A Secretaria de Comunicação da UFRGS informa que a Instituição não tem como manifestar-se sobre o assunto de uma ação judicial que estaria questionando a nomeação da atual Gestão uma vez que, verificadas as instâncias competentes, não foi realizado o recebimento de nenhuma demanda judicial sobre o tema na Universidade. Assina a nota André Luis Prytoluk, Secretário de Comunicação." VÍDEOS: Tudo sobre o RS
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13/04 - Secretaria de Educação faz eleição para integrantes do Conselho de Alimentação Escolar em Juiz de Fora
Assembleia ocorre nesta quarta-feira (14), com participação de pais de alunos da rede municipal de ensino e entidades civis. Eleição para Conselho de Alimentação Escolar (CAE) ocorre nesta quarta-feira (14) em Juiz de Fora. TV Globo/ Reprodução A Prefeitura de Juiz de Fora, por meio da Secretaria de Educação (SE), realiza nesta quarta-feira (14) de forma online, as eleições para escolher 11 representantes que irão integrar o Conselho de Alimentação Escolar (CAE), no quadriênio 2021-2025. As votações, por meio do voto direto, vão eleger pais de alunos, da rede municipal de ensino, e entidades civis. Os interessados em participar das assembleias precisarão ter uma conta de e-mail no Gmail e acessar o link da assembleia virtual de eleição, referente ao segmento ao qual pretende concorrer. Os links estão disponibilizados no site do Executivo. Confira as datas e horários: Quarta-feira (14), às 14h30: Assembleia para eleição virtual do segmento representantes de pais de alunos da rede municipal de ensino, dois titulares e quatro suplentes; Quarta-feira (14), às 15h30: Assembleia para eleição virtual do segmento representantes entidades civis organizadas. VÍDEOS: veja tudo sobre a Zona da Mata e Campo das Vertentes
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13/04 - Prefeitura de Ubá convoca profissionais de educação aprovados em processo seletivo
Chamamento, que será realizado de forma online apenas nesta terça-feira (13), vai preencher as vagas para o quinto ano do Ensino Fundamental, na Escola Municipal Professora Conceição Gomes Caputo – Curimim I. Município de Ubá Prefeitura de Ubá/Divulgação A Prefeitura de Ubá realiza nesta terça-feira (13), a convocação dos 255 professores aprovados no processo seletivo Edital nº 03/2018. O chamamento ocorre para garantir a continuidade das atividades letivas em decorrência do agravo dos casos de Covid-19 na cidade, que está na Onda Roxa do Programa Minas Consciente. As vagas são para o quinto ano do Ensino Fundamental, na Escola Municipal Professora Conceição Gomes Caputo – Curimim I. Os interessados na convocação deverão participar de uma videochamada, com início previsto para às 13h30 neste link. Os candidatos deverão apresentar durante a reunião online histórico escolar e/ou diploma que comprovem a escolaridade exigida, além de documento de identificação com foto. Esta é a nona contratação de professores para atuarem no ensino remoto da cidade. De acordo com a Prefeitura, dos 255 candidatos convocados, 178 classificados já assumiram turmas para o ano de 2021. VÍDEOS: veja tudo sobre a Zona da Mata e Campo das Vertentes
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12/04 - Ministro da Educação anuncia exoneração do presidente da Capes
Substituto ainda não foi informado. Milton Ribeiro disse que próximo escolhido terá "profissional de perfil técnico e acadêmico". Benedito Guimarães Aguiar Neto deixou o cargo de presidente da Capes Divulgação/Mackenzie O ministro da Educação, Milton Ribeiro, anunciou nesta segunda-feira (12) a exoneração do presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), Benedito Guimarães Aguiar Neto. Ribeiro disse que o próximo presidente "será um profissional de perfil técnico e acadêmico, cujo nome será divulgado oportunamente". Ele não explicou a razão para a mudança. A Capes é responsável por avaliar os cursos de pós-graduação, divulgar as informações científicas, promover a cooperação internacional e atuar na formação de professores da educação básica. A exoneração de Aguiar foi publicada em uma edição extra do Diário Oficial da União nesta segunda (12). Antes de assumir a Capes, Aguiar foi reitor da Universidade Presbiteriana Mackenzie, onde também atuou o ministro Milton Ribeiro. Criacionista Nomeação do novo presidente da Capes recebe críticas A nomeação de Aguiar, ainda na gestão Abraham Weintraub, provocou grandes críticas por ele ser defensor do criacionismo, teoria que se baseia na fé na criação divina, ou seja, que Deus criou a vida (veja acima reportagem do Jornal Nacional à época da nomeação). À frente da universidade, ele promoveu eventos para defender a teoria. A comunidade científica refuta o criacionismo. À época, a “Science”, uma das revistas acadêmicas mais prestigiadas do mundo, disse que a nomeação de um defensor do criacionismo para comandar a agência que avalia os programas de estudo de graduação no Brasil “deixou cientistas preocupados sobre a interferência da religião na ciência e na política educacional”. Carta à Capes Antes da demissão, a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e a Academia Brasileira de Ciências (ABC) mandaram uma carta a Aguiar Neto em que pedem informações sobre a recomposição do Conselho Superior da Capes. O texto diz que "a última reunião desse conselho ocorreu no dia 28 de novembro, quando foi anunciada a futura recomposição" e cobra uma definição. "Diante da discussão orçamentária atual, onde há restrição de recursos, e da grave crise sanitária e econômica que assola o país com sérios impactos para a pós-graduação (...), torna-se imperiosa a recomposição e a nomeação do novo Conselho Superior, para o exercício pleno de suas estratégicas e importantes obrigações." A carta cita que é necessário "estabelecer prioridades e linhas orientadoras das atividades da entidade" e "apreciar a proposta do Plano Nacional de Pós-Graduação, para encaminhamento ao Ministro de Estado da Educação". Veja mais vídeos de Educação
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12/04 - MEC anuncia Mauro Luiz Rabelo para comandar a Secretaria de Educação Básica
Ele entra no lugar de Izabel Lima Pessoa, que pediu demissão no final de março. Mauro Luiz Rabelo assume a Secretaria de Educação Básica do MEC Mariana Costa/Secom UnB Mauro Luiz Rabelo foi anunciado pelo Ministério da Educação como o novo chefe da Secretaria de Educação Básica, uma das mais importantes da pasta. Ele entra no lugar de Izabel Lima Pessoa, de quem era adjunto e que pediu demissão no final de março. A secretaria é responsável por ações como a articulação e o apoio às redes de ensino, primordial na retomada das aulas presenciais. Rabelo é professor da Universidade de Brasília (UnB), onde também se graduou e fez mestrado e doutorado em matemática. Tem pós-doutorado na Universidade de Stanford, nos EUA. Segundo o MEC, ele tem experiência na área de avaliação educacional e construção e análise de itens de provas de larga escala como Enem, Enad e Saeb (que pode ser cancelado neste ano). Rabelo também foi diretor de Desenvolvimento da Rede de Institutos Federais de Ensino Superior, ainda no governo Michel Temer, e secretário de Educação Superior já na gestão Jair Bolsonaro. VÍDEOS: Educação
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11/04 - Sisu: MEC anuncia retorno ao sistema de notas de corte usado até 2019; entenda o que muda
Nota tirada por aluno pré-classificado para sua primeira opção de curso não vai mais influenciar a nota de corte da segunda opção. Candidatos terão terça e quarta para confirmar escolhas. O Ministério da Educação anunciou neste domingo (11) uma mudança no cálculo das notas de corte usadas para as inscrições do Sistema de Seleção Unificada (Sisu). Na prática, será retomado o formato que era adotado até 2019. Com a mudança, a nota do aluno que estiver pré-classificado para a sua primeira opção de curso não será mais contabilizada na nota de corte da segunda opção. Nas duas edições do Sisu em 2020, a nota foi contada nos dois cálculos ao mesmo tempo – o que pode ter elevado artificialmente as notas mínimas para a classificação. As inscrições do Sisu vão até as 23h59 da próxima quarta-feira (14), e o sistema será atualizado na madrugada de segunda (12) para terça (13). Assim, segundo o MEC, os alunos terão a terça e a quarta-feira para confirmar suas inscrições com base na metodologia corrigida. O período de inscrição do Sisu já havia sido prorrogado até a próxima quarta. Ao anunciar a mudança de metodologia, o MEC não alterou esse prazo limite, que vai até as 23h59 do dia 14. Neste ano serão ofertadas 209.190 mil vagas, distribuídas em 5.685 mil cursos de graduação. Veja o site do Sisu. Os resultados do sistema de seleção devem ser divulgados na próxima sexta (16). As matrículas deverão ser feitas entre os dias 19 e 23 de abril, e a lista de espera funcionará de 16 a 23 de abril. Veja no vídeo abaixo reportagem sobre a abertura das inscrições para o Sisu, na última semana. O fim do prazo foi alterado após a exibição da reportagem: Começam as inscrições para o Sisu Na nota divulgada neste domingo, o MEC afirma que a mudança atende a "apelos contrários" ao sistema usado em 2020 – mas nega que o cálculo diferente tenha levado a alguma ocupação indevida de vagas no ensino superior. "Como o Sisu considera, para efeito do resultado, a ordem de classificação, o candidato classificado para a sua primeira opção de curso não é selecionado para a sua segunda opção de curso, mesmo tendo obtido pontuação suficiente também na sua última opção. Portanto, nenhum dos formatos adotados para divulgação da nota de corte promoveria ocupação indevida de vagas no Sisu", diz o ministério. Entenda a chamada "dupla classificação" ou "nota fantasma" no Sisu: O Sisu é um sistema que usa as notas do Enem para que candidatos tentem uma vaga nas universidades públicas brasileiras Durante os 4 dias em que o Sisu fica aberto para inscrições, os estudantes podem mudar livremente as duas opções de curso + universidade que indicam em seu perfil (embora, ao final, a matrícula será feita em apenas uma delas) O sistema é frequentemente comparado a um leilão. A pontuação dos candidatos que se inscrevem em um curso vai determinar a nota de corte Ou seja, nesse período de 4 dias, a entrada de candidatos com pontuações altas pode alterar a lista de aprovados de uma hora para outra e, consequentemente, a nota de corte Até 2020, a concorrência pelas vagas só levava em conta a primeira opção assinalada pelo candidato. Mas no Sisu passado, o MEC introduziu sem aviso um novo modelo em que as duas opções são computadas na disputa por vagas Como a matrícula só será feita em apenas uma opção de curso + universidade, o desempenho no Enem de um candidato pode inflar artificialmente as notas de corte já que uma das escolhas do aluno não valerá com o fechamento do sistema Questionamento no MP Na sexta (9), os deputados federais Bohn Gass (PT-RS) e Paulo Teixeira (PT-SP) enviaram uma representação ao Ministério Público Federal no Distrito Federal para pedir a suspensão do uso da "dupla classificação" nas tabelas do Sisu. Os parlamentares afirmam que o modelo "infla artificialmente as notas de corte" e "ganha ares de crueldade contra os estudantes". Como a decisão do MEC já atende ao pedido dos parlamentares na prática, a representação deve ser arquivada pelo MP nos próximos dias. O mesmo deve acontecer com o pedido de ação civil pública enviado pela União Nacional dos Estudantes (UNE) e pela União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES) à Defensoria Pública da União (DPU) na sexta. Também na sexta, o deputado federal Ivan Valente (PSOL-SP) enviou ofício ao ministro da Educação, Milton Ribeiro, para pedir a alteração no cálculo.
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10/04 - Com pandemia, vagas de estágio recuam 37% no país; confira lista com mais de 480 oportunidades
No ano passado, 191.500 vagas foram abertas contra 303 mil oportunidades em 2019. Por conta da crise, especialista aconselha jovem a aproveitar inscrições. Universitários sentem os impactos da crise econômica da Covid-19 Divulgação Um ano depois da Covid-19 chegar ao Brasil, os universitários ainda sentem os impactos da crise econômica na hora de buscar estágio e ingressar no mercado de trabalho. Levantamento realizado pelo Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE) aponta que foram abertas cerca de 26 mil vagas ao mês de janeiro a fevereiro de 2021. O patamar é o mais alto desde o início da pandemia, mas ainda é 37,1% menor em comparação com os dois primeiros meses de 2020, quando a Covid-19 ainda não havia chegado ao país. O percentual é semelhante ao enxugamento de vagas em 2020. No ano passado, 191.500 vagas foram abertas para jovens estudantes — 36,7% a menos que em 2019, quando 303 mil oportunidades foram ofertadas aos universitários. "A gente estava conseguindo ver uma melhora no mercado de estágios de dezembro a janeiro, mas com o recente pico da Covid-19, as empresas começaram a retrair novamente. Tudo tem sintonia com a economia", disse Mônica Vargas, gerente de operações do CIEE. No Núcleo Brasileiro de Estágios (Nube), foi registrada queda de 8,5% no saldo de vagas ofertadas em janeiro, 8% em fevereiro e 7% em março, em relação aos mesmos meses de 2020. Segundo Yolanda Brandão, coordenadora de treinamento da empresa, o setor de estágios não deve se recuperar totalmente este ano, mas as empresas devem voltar a abrir vagas conforme a vacinação avançar pelo país. "Os jovens são a parcela dos jovens mais vulneráveis. Em abril do ano passado, com o impacto da pandemia no mercado, tivemos um redução de vagas de quase 90%", relembrou Yolanda. Impacto da pandemia nos estágios G1 Por conta desta instabilidade, Mônica, do CIEE, afirma que os jovens devem aproveitar para se inscrever nos processos seletivos que já estão com inscrições abertas e têm previsão para início no segundo semestre. "A fila de estudantes é muito maior do que o número de vagas, já que eles estão se lançando cada vez mais cedo no mercado porque os pais estão perdendo o emprego", acrescentou Mônica. Confira as vagas de estágio com inscrições abertas em todo país: Facebook (internacional) Abriu mais de 40 vagas para latino-americanos em seu programa de estágio internacional em tecnologia. As posições são para futuros engenheiros de software e engenheiros de front-end, nos escritórios dos Estados Unidos e do Reino Unido. É exigido um ou mais anos de experiência com Perl, Java, Php, Python ou C++ e matrícula em um programa de graduação ou mestrado em ciências da computação ou área relacionada. Remuneração: Salário, acomodação, custos dos trâmites de visto, viagem de ida e volta, transporte no país, academia, plano de saúde, eventos, mentoria, equipamentos (celular e computador). Inscrições: abertas até as vagas se esgotarem (por volta de junho) em www.facebook.com/careers/v2/jobs/1716969328451048/ (Inglaterra) e www.facebook.com/careers/v2/jobs/654496918442526/ (EUA). Americanas Podem se candidatar alunos de qualquer curso de graduação, com previsão de formatura de julho a dezembro de 2021 e disponibilidade para estagiar por 30 horas semanais flexíveis. Remuneração: Bolsa-auxílio compatível com o mercado, descontos em instituições de ensino, academias e em compras. Inscrições: até 25 de abril em http://estagioemlojalasa.gupy.io/. Cargill Anunciou a abertura de 200 vagas para estudantes de qualquer área de ensino superior com formação entre dezembro de 2021 a dezembro de 2022. A carga horária pode variar entre 30 e 40 horas semanais. Remuneração: Bolsa-auxílio, assistência médica e odontológica, seguro de vida, auxílio transporte, auxílio academia, cartão alimentação de Natal e vale-refeição ou refeitório no local de trabalho. Inscrições: até 4 de maio em http://novostalentoscargill.com.br/site/. Suzano São disponibilizadas 60 vagas para estudantes de diversas áreas com graduação prevista entre junho de 2022 e junho de 2023. Não é exigido um segundo idioma. Remuneração: Bolsa-auxílio, carga horária flexível (entre 30 e 40 horas semanais), assistência médica, seguro de vida, vale-refeição ou refeitório, vale-transporte ou fretado, auxílio academia e bolsa adicional vinculada ao desempenho e ao projeto do estagiário. Inscrições: até 27 de abril em www.grupociadetalentos.com.br/estagiosuzano20212. Ingredion Oferece 23 vagas em diferentes cidades para estudantes de nível superior em comércio exterior, engenharia, logística, marketing, recursos humanos, saúde, entre outras áreas, com formação prevista para agosto de 2022 a agosto de 2023. Remuneração: Bolsa-auxílio, vale-transporte, vale-refeição, auxílio academia, convênio farmácia, plano de saúde, plano odontológico e seguro de vida. Inscrições: até 17 de maio em https://ingredion.across.jobs/. Votorantim O Centro de Excelência da Votorantim, em Curitiba, tem 20 vagas para estudantes dos cursos (bacharel ou tecnólogo) de ciências contábeis, administração, ciências econômicas, gestão financeira, engenharia de produção e automação e tecnologia da informação. Remuneração: Bolsa-auxílio, assistência médica e seguro de vida, telemedicina, café da manhã e almoço no refeitório, fretado, dress-code flexível, open office e auxílio academia. Inscrições: Até 30 de abril em jobs.kenoby.com/estagiocoe. Genomma Lab Brasil Oferece seis vagas para estudantes matriculados em cursos superiores, como administração, economia, engenharia, química, marketing, com previsão de conclusão entre dezembro de 2022 e julho de 2023. Remuneração: Bolsa-auxílio de R$ 1.700, plano de saúde e dental, vale-refeição, seguro de vida, recesso remunerado, auxílio academia e trabalho remoto. Inscrições: até 12 de abril em www.ciadeestagios.com.br/vagas/genomma/. Paraná Banco Possui mais de dez vagas para mulheres que estejam cursando ensino superior ou tecnológico em tecnologia e morem em Curitiba (PR) ou região metropolitana do Paraná. Remuneração: Bolsa-auxílio com reajuste semestral, vale-refeição, vale transporte e atendimento psicológico sem custo. Inscrições: Até 12 de abril em jobs.quickin.io/paranabanco/pages/programa_estagio_pb_mulheres_tecnologia BP Bunge Bioenergia Reúne 124 oportunidades em suas 11 unidades distribuídas pelo país para estudantes de ensino superior em áreas como química, administração, ciências contábeis, economia e engenharia, com formação prevista entre julho de 2022 e julho de 2023. Remuneração: Bolsa-auxílio e benefícios. Inscrições: Até 16 de abril em https://linktr.ee/estagiobpbunge. Ambev Possui vagas abertas para universitários de diversas áreas com previsão de formação entre dezembro de 2021 e julho de 2023. Remuneração: Bolsa-auxílio, vale-refeição ou refeitório no local, vale-transporte ou fretado, auxílio academia, seguro de vida, desconto em farmácias, férias remuneradas, clube de benefícios e suporte social, financeiro, jurídico e psicológico. Inscrições: Até 12 de abril em www.ambev.com.br/carreiras/trabalhe-conosco/estagio/. VR Benefícios Tem vagas para estudantes do segundo ano de qualquer curso de ensino superior. O escritório está localizado em São Paulo (SP) e há possibilidade de trabalho 100% remoto após a pandemia. Remuneração: Bolsa-auxílio, fretado, vale-refeição, vale-refeição, assistência médica, academia e práticas esportivas e seguro de vida. Inscrições: Até 19 de abril em www.99jobs.com/vr-beneficios/jobs/128750-programa-de-estagio-vr-beneficios-2021.
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10/04 - MEC anuncia prorrogação das inscrições do Sisu até a próxima quarta-feira
Encerramento do sistema seria às 23h59 desta sexta (9). Ministro disse que prazo foi estendido para atender demandas dos estudantes. Pelo segundo ano consecutivo, processo do Sisu é alvo de reclamações por "dupla classificação". Processo seletivo da Federal de Campina Grande (PB) pelo Sisu Ascom UFCG/Divulgação O Ministério da Educação anunciou a prorrogação das inscrições do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) para a próxima quarta-feira (14). O sistema se encerraria às 23h59 (horário de Brasília) desta sexta (9). A data de divulgação dos resultados também foi transferida da próxima terça (13) para a sexta (16). Initial plugin text Na edição extra do Diário Oficial da União constava domingo (11) como prazo final. O G1 entrou em contato com o MEC, que esclareceu ter havido um erro na publicação do DOU. Neste ano serão ofertadas 209.190 mil vagas, distribuídas em 5.685 mil cursos de graduação. Veja o site do Sisu. Assim, o cronograma ficará da seguinte forma: encerramento das inscrições: quarta (14) resultados: sexta (16) matrículas: de 19 a 23 de abril lista de espera: de 16 a 23 de abril Dupla classificação ou nota fantasma A pasta não explicou o motivo para a extensão do prazo em nota divulgada no site, mas post do ministro no Twitter (ver acima) menciona que foram "sensíveis às demandas dos estudantes". Pelo segundo ano consecutivo, candidatos reclamaram de um sistema introduzido pelo MEC que infla temporariamente as notas de corte e foi chamado de "dupla classificação" ou "nota fantasma". Nesta sexta, dois deputados federais entraram com representação no Ministério Público Federal contra esse modelo. Funciona da seguinte forma: O Sisu é um sistema que usa as notas do Enem para que candidatos tentem uma vaga nas universidades públicas brasileiras Durante os 4 dias em que o Sisu fica aberto para inscrições, os estudantes podem mudar livremente as duas opções de curso + universidade que indicam em seu perfil (embora, ao final, a matrícula será feita em apenas uma delas) O sistema é frequentemente comparado a um leilão. A pontuação dos candidatos que se inscrevem em um curso vai determinar a nota de corte Ou seja, nesse período de 4 dias, a entrada de candidatos com pontuações altas pode alterar a lista de aprovados de uma hora para outra e, consequentemente, a nota de corte Até 2020, a concorrência pelas vagas só levava em conta a primeira opção assinalada pelo candidato. No Sisu passado, um novo modelo começou a computar na disputa por vagas as duas opções indicadas Mas, como explicado antes, a matrícula só pode ser feita em apenas uma opção de curso + universidade. Dessa forma, o desempenho no Enem de um candidato pode inflar artificial e temporariamente as notas de corte - já que uma das escolhas do aluno não valerá com o fechamento do sistema A manutenção do sistema de "dupla classificação" fez com que as queixas se repetissem neste ano. Candidatos questionaram se a nota de corte visualizada era "real". Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text O G1 entrou em contato há alguns dias com o MEC para obter informações e posicionamento sobre o sistema de "dupla classificação", mas não obteve resposta. A alteração foi feita no ano passado, ainda na gestão Abraham Weintraub, sem que os candidatos fossem avisados previamente. No começo, suspeitava-se de uma falha, o que motivou nas redes sociais a hashtag #erronosisu. Inep: servidores divulgam carta em que pedem proteção contra 'tensões políticas' e fim de trocas sucessivas de comando Mais tarde o ministério disse que se tratava da introdução de uma nova "metodologia [que] dá mais transparência ao processo, auxiliando os participantes em sua decisão", segundo nota divulgada à época. 'Ansiedade' O modelo "gera uma ansiedade nos alunos", diz Alexandre Pereira, professor de biologia e tutor do colégio e curso pH. "O candidato pode não ler corretamente a situação sobre a vaga desejada e acaba fazendo outras opções de universidades e até mesmo de curso." Para Madson Molina, coordenador do curso Anglo, "essa dúvida faz parte do jogo, é a regra". Ele compara com o mercado de ações as flutuações e as incertezas envolvidas. Assim como fazem investidores, afirma Molina, um dos caminhos é analisar dados anteriores para fazer suas apostas. Pereira vai na mesma direção e indica simuladores disponíveis na internet que levam em conta a nota de corte do ano passado da chamada regular do Sisu no curso desejado. É apenas uma estimativa, mas que pode servir como um referencial melhor. Ele também recomenda entrar nos editais do ano passado de universidades que estão sendo consideradas pelo candidato para observar a lista de espera e a nota da última pessoa chamada. Assim, pode se ter um panorama mais completo de suas chances e assim balizar suas chances no Sisu. Fique atento aos pesos atribuídos à nota do Enem pela instituição de ensino pesquisada - cada uma pode adotar critérios próprios na disputa pela vaga. O sistema faz o cálculo automaticamente. O candidato pode observar se tem direito ao sistema de cotas e informar na inscrição. Para concorrer às vagas do Sisu, o candidato não pode ter zerado na redação do Enem e não pode ter prestado o exame na condição de treineiro. O MEC disponibiliza o telefone 0800-616161 para dúvidas dos candidatos. Por causa da pandemia, o Enem 2020 foi adiado de novembro para janeiro, e as notas foram divulgadas no final de março último. Isso fez com que o governo também adiasse o período de inscrições do Sisu para que a nota do Enem da edição mais recente pudesse ser usada. O Sisu foi aberto em março para consulta. O candidato podia saber o número de vagas por curso e as regras de cada universidade — como as notas mínimas exigidas ou o regulamento para cotas sociais. Outros programas de acesso ao ensino superior, como o de bolsas em universidades privadas (Prouni) e o de financiamento de mensalidades (Fies), abriram inscrições em janeiro e a seleção ocorre por meio da nota de edições anteriores do Enem. As inscrições para o Prouni e para o Fies já foram encerradas. VÍDEOS: Educação
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09/04 - Sisu: deputados federais entram com representação no MPF contra sistema de 'dupla classificação'
Segundo parlamentares, mudança aplicada pelo MEC ainda em 2020 causa uma falsa impressão sobre as notas de corte e prejudica principalmente os estudantes mais vulneráveis. Página do Sisu Reprodução / Sisu Os deputados federais Bohn Gass (PT-RS) e Paulo Teixeira (PT-SP) pedem em representação enviada nesta sexta-feira (9) ao Ministério Público Federal (MPF) no Distrito Federal a suspensão da chamada "dupla classificação" no Sistema de Seleção Unificada (Sisu). Os parlamentares afirmam que o modelo "infla artificialmente as notas de corte" e "ganha ares de crueldade contra os estudantes". O Sisu abriu na última terça suas inscrições e se encerra às 23h59 desta sexta. "Com as notas de corte infladas, os candidatos pelo país ficam sem referências para saber onde colocar sua nota. A simulação de lugares onde estudar com base na sua nota do Enem é um direito adquirido dos alunos brasileiros desde 2010, quando tivemos o primeiro Sisu", afirma o documento. Entenda a chamada "dupla classificação" ou "nota fantasma" no Sisu: O Sisu é um sistema que usa as notas do Enem para que candidatos tentem uma vaga nas universidades públicas brasileiras Durante os 4 dias em que o Sisu fica aberto para inscrições, os estudantes podem mudar livremente as duas opções de curso + universidade que indicam em seu perfil (embora, ao final, a matrícula será feita em apenas uma delas) O sistema é frequentemente comparado a um leilão. A pontuação dos candidatos que se inscrevem em um curso vai determinar a nota de corte Ou seja, nesse período de 4 dias, a entrada de candidatos com pontuações altas pode alterar a lista de aprovados de uma hora para outra e, consequentemente, a nota de corte Até 2020, a concorrência pelas vagas só levava em conta a primeira opção assinalada pelo candidato. Mas no Sisu passado, o MEC introduziu sem aviso um novo modelo em que as duas opções são computadas na disputa por vagas Como a matrícula só será feita em apenas uma opção de curso + universidade, o desempenho no Enem de um candidato pode inflar artificialmente as notas de corte já que uma das escolhas do aluno não valerá com o fechamento do sistema O texto enviado ao MPF também classifica a atual situação com "loteria seletiva" para a escolha das universidades e que incentiva "que pessoas que não tiraram notas não tão altas (mas mesmo assim altas), que se concentram entre as populações de menor renda, saiam do processo mesmo tendo aproveitamento suficiente". O G1 entrou em contato com o Ministério da Educação para posicionamento a respeito da representação e aguarda resposta. Ofício ao ministro O deputado federal Ivan Valente (PSOL-SP) também enviou nesta sexta-feira um ofício direcionado ao ministro da Educação, Milton Ribeiro. Ele pede "providências para garantir o direito de estudantes afetados pela mudança nas regras do Sisu" e a suspensão do prazo para inscrições em 2021 e o fim da chamada "dupla classificação". Em seu documento, Valente também argumenta que a duplicação "infla as notas artificialmente, fazendo com que as notas de corte simuladas sejam, em muitos casos, maiores do que realmente serão quando o sistema for fechado". Ele diz que a mudança aplicada pelo MEC causa uma "classificação fantasma" que prejudica sobretudo os estudantes mais vulneráveis. UNE e UBES A União Nacional dos Estudantes (UNE) e a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES) também entraram com um pedido de ação civil pública na Defensoria Pública da União sobre o mesmo tema. As duas organizações estudantis argumentam, assim como os deputados, que "a dupla classificação de um mesmo candidato faz com que sua nota seja concomitantemente considerada na definição da nota de corte em dois cursos". "Verifica-se, assim, que os parâmetros utilizados pelo Sisu para definição da nota de corte são irreais, pois pressupõem a possibilidade de uma mesma pessoa estar na lista de concorrência de dois cursos, quando, na verdade, sua nota ao final necessariamente impactará apenas uma das listas" Veja mais vídeos de Educação
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09/04 - Inep: servidores divulgam carta em que pedem proteção contra 'tensões políticas' e fim de trocas sucessivas de comando
Assinep diz que configuração atual do instituto que organiza o Enem prejudica o planejamento de longo prazo da educação brasileira. Fachada da sede do Inep, em Brasília Google/Reprodução A Associação de Servidores do Inep (Assinep) divulgou nesta sexta (9) uma carta em que pede "maior eficiência, eficácia e efetividade" dentro do instituto que organiza o Enem e diz que a autarquia precisa ter proteção contra as "tensões políticas intrínsecas às alternâncias de poder no governo federal". No final de fevereiro foi nomeado o quinto nome a comandar o Inep somente no governo Jair Bolsonaro. Danilo Dupas Ribeiro substituiu Alexandre Lopes, demitido logo ao final da realização das provas do Enem Digital. Nesta sexta foi exonerado o diretor de tecnologia do Inep, Camilo Mussi, que estava na instituição desde 2016. Na nota, a Assinep afirma que "nos últimos 20 anos, foram nomeados 15 presidentes para o Inep, de alinhamentos políticos, ideológicos e de formação acadêmica distintos, nem sempre compatíveis com um perfil adequado para a tomada de decisões inerentes ao cargo". Além do Enem, a maior prova do país, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira é o responsável por estatísticas, avaliações e provas como o Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) e o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes). O MEC cogita cancelar neste ano o Saeb, que avalia aprendizado de alunos do 2º, 5º e 9º ano do ensino fundamental e do 3º ano do ensino médio. A partir de 2021, ele seria usado como nova forma de ingresso no ensino superior no Enem seriado, que seria inviabilizado a princípio. A associação de servidores pede uma lei orgânica que invista o Inep de mandatos específicos e "critérios claros e técnicos" para escolha de gestores. "Essa proposição é compatível com a importância, a magnitude e o impacto das ações do Inep para o Brasil – trabalho altamente especializado e que demanda qualificação técnica sólida, domínio científico e experiência pregressa com o universo das avaliações e pesquisas estatísticas", diz a nota. Em outro trecho, a carta enumera o que considera obstáculos para o seu trabalho: "Além de lidar com os desafios inerentes à natureza do trabalho do Inep, os seus servidores enfrentam dificuldades para levar a cabo as atribuições legais do instituto. Dentre essas, se destacam três de maior gravidade e perenidade, que afetam negativamente sua dinâmica interna e que se arrastam por diversos governos: a) sucessivas trocas de comando da autarquia; b) estrutura de gestão fragilizada; e c) perda permanente de profissionais qualificados do quadro de servidores efetivos". O G1 entrou em contato com o Inep sobre a carta divulgada pelos servidores e aguarda resposta. 'Não é assim que acontece' Em reunião da Comissão de Educação na Câmara dos Deputados no dia 31 de março, o ministro da Educação, Milton Ribeiro, disse que o "Inep estava tendo uma independência, querendo ser protagonista das políticas públicas da educação no Brasil. Não é assim que acontece, não comigo". O ministro respondia um questionamento da deputada federal Tabata Amaral (PDT-SP) sobre o possível cancelamento do Saeb. Ribeiro falou em maior controle sobre o Inep: "Eu não abro mão de que o formulador de políticas públicas, que no fundo sou eu, que respondo por elas, tem que ser aqui do MEC. As vinculadas [refere-se aos órgãos ligados ao ministério] são assessoras das políticas que nascem no gabinete. O Inep estava tendo uma independência, querendo ser protagonista das políticas públicas da educação no Brasil. Não é assim que acontece, não comigo. Eu quero participar da gestão. Se existe alguém mais interessado em ter bons resultados sou eu. Eu trouxe um pouco pra perto pra que nós pudéssemos avaliar". Veja mais vídeos de Educação
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09/04 - Inep exonera Camilo Mussi, diretor de tecnologia que participou da organização do 1º Enem digital
Entra no lugar Daniel Miranda Pontes Rogério, que ocupou cargos no Ministério da Economia, das Comunicações e no próprio MEC. Camilo Mussi, que ocupava o cargo de diretor de tecnologia no Inep Reila Maria/Câmara dos Deputados Foi publicada na quinta (8) a exoneração de Camilo Mussi da diretoria de Tecnologia e Disseminação de Informações Educacionais no Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), que organiza o Enem. No lugar foi nomeado Daniel Miranda Pontes Rogério, que ocupou diversos cargos relacionados à tecnologia da informação no governo em ministérios como Economia, Comunicações e no próprio Ministério da Educação. Mussi estava na instituição desde 2016, quando Michel Temer era presidente interino. Ele participou da organização da primeira versão do Enem digital da história e chegou a ser presidente-substituto do Inep. Há pouco mais de um mês, a autarquia destacou nas redes um prêmio recebido por Mussi. Initial plugin text A primeira experiência de um Enem digital, que tem prazo de 5 anos para atingir 100% dos estudantes, teve menos de 30 mil participantes e problemas técnicos que deixaram candidatos sem prova em alguns locais. A abstenção foi de 68% entre os 96 mil candidatos confirmados. O G1 entrou em contato com o Inep para obter mais informações sobre a troca, mas não obteve resposta. Neste ano, também foi exonerado Alexandre Lopes do cargo de presidente do Inep. Foi nomeado Danilo Dupas Ribeiro para a vaga. VÍDEOS: Educação
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09/04 - UFJF divulga notas do Pism III com atraso
Anúncio inicial estava previsto para ocorrer às 15h da quinta-feira (8), mas instituição verificou erros no documento final do programa de ingresso. Previsão é que a correção seja feita nesta sexta-feira (9); confira o resultado. Campus em Juiz de Fora da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) Carlos Mendonça/Prefeitura de Juiz de Fora A Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) divulgou por volta das 21h de quinta-feira (8), as notas das provas do módulo III do Programa de Ingresso Seletivo Misto (Pism). Houve atraso de seis horas, já que a liberação dos dados estava marcada para às 15h da quinta. A Coordenação Geral de Processos Seletivos (Copese) da UFJF chegou a informar na quinta-feira que verificou incorreções na divulgação das notas do módulo III do Pism e que o problema deve ser solucionado ainda nesta sexta-feira (9). Alteração anterior O processo já tinha alterado a divulgação das notas uma vez nesta edição de 2021. Na segunda-feira (5), a UFJF informou que transferiu de quarta-feira (7) para a quinta (8), a liberação das informações, alegando que "o adiamento ocorreu devido às restrições da Onda Roxa do 'Minas Consciente' na cidade de Juiz de Fora". Leia mais: Divulgação das notas do Pism III da UFJF é adiada em um dia A partir de agora Após a divulgação na noite de quinta, os candidatos que desejarem entrar com recursos relativos às notas poderão requerer o formulário nesta sexta-feira, das 9h às 16h. O gabarito e as notas oficiais dos estudantes está prevista para divulgação no próximo dia 16 de abril. Com relação às matrículas dos estudantes aprovados pelo Pism III, ainda não há previsão de quando serão efetuadas. Confira o resultado divulgado pela universidade. VÍDEOS: veja tudo sobre a Zona da Mata e Campo das Vertentes
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