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27/05 - Após prorrogação, novo prazo de inscrição no Enem 2020 termina nesta quarta-feira
As datas da prova ainda estão indefinidas e deverão ser escolhidas em uma enquete com os participantes a partir de junho. Enem 2020 será adiado por causa da pandemia no coronavírus André Melo Andrade/Myphoto Press/Estadão Conteúdo Após ter sido prorrogado na semana passada, o novo prazo de inscrição para as provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2020 termina às 23h59 desta quarta-feira (27). As datas da prova ainda estão indefinidas e deverão ser escolhidas em uma enquete com os participantes a partir de junho. Para se inscrever, o candidato deve acessar a página do participante no link https://enem.inep.gov.br/participante/# É preciso ficar atento ao prazo para o pagamento da taxa de inscrição, que não foi estendido: o boleto de R$ 85 deve ser pago até esta quinta-feira (28) em agências bancárias, casas lotéricas, correios ou pela Internet. Sem isso, a inscrição não será validada. Estudantes que tiveram a isenção da taxa também devem se inscrever no Enem. Confira o passo a passo para a inscrição no Enem Nesta quarta também se encerram os prazos para: Solicitar atendimento especializado do Enem impresso Alterar dados cadastrais, município de provas, e opção de língua estrangeira O dado mais recente do governo aponta que, até as 12h de sexta-feira (22), 5.151.868 pessoas haviam se inscrito no Enem 2020, sendo 5.050.768 na versão impressa e 101.100 na digital. Este ano será a primeira vez que o exame terá uma versão online. A estimativa do governo é que, até 2026, o Enem seja 100% digital. Enem em tempos de pandemia: o que muda na preparação dos jovens para a prova de 2020 Problemas na inscrição Na semana passada, candidatos relataram problemas durante o processo de inscrição. Entre eles, estavam tela travada em uma das etapas; a foto não era carregada; o boleto bancário não era gerado; ou, mesmo mais de uma semana após pagarem a taxa, a participação ainda não havia sido confirmada. O desempenho no Enem é critério para concorrer a uma vaga nas universidades públicas pelo Sistema de Seleção Unificado (Sisu). Além deste sistema, algumas instituições – inclusive universidades de Portugal – usam a nota em uma das etapas seletivas do vestibular. Prazo estendido Ministério da Educação prorroga prazo para inscrições no Enem O prazo de inscrição, que pelo cronograma inicial deveria ter sido encerrado na sexta-feira (22), foi estendido para esta quarta após apelo do Conselho Nacional dos Secretários Estaduais de Educação (Consed) devido ao impacto da pandemia do coronavírus. Com aulas suspensas em todos os estados, o Consed afirma que a maior parte das redes estaduais alcançaram um número inferior de inscrições no Enem, se comparado ao número de estudantes concluintes do ensino médio da rede pública. Isso porque, segundo a entidade, parte dos estudantes que deveriam se inscrever no Enem pertencem a famílias em situação de vulnerabilidade social, sem acesso regular à internet. "Tal situação, até o ano passado, era parcialmente contornada pela disponibilização dos computadores das escolas para apoio às inscrições", afirma o conselho. "Agora, mesmo quando a escola se mantém aberta para apoiar a inscrição, esta medida tem tido impacto reduzido, se considerarmos que muitos desses estudantes residem em locais de difícil acesso". Estudantes, pais e professores narram 'apagão' do ensino público na pandemia; em 7 estados e no DF, atividade remota não vai contar para o ano letivo 66% dos brasileiros de 9 a 17 anos não acessam a internet em casa; veja números que mostram dificuldades no ensino à distância Data da prova será escolhida em enquete Na última quarta-feira (20), Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pela prova, e o Ministério da Educação (MEC) informaram que a data do exame, marcada inicialmente para novembro, será estendida "de 30 a 60 dias em relação ao que foi previsto nos editais". A nova data será escolhida pelos candidatos em uma enquete na Página do Participante. A decisão ocorreu depois de o governo enfrentar questionamentos judicias cobrando o adiamento da prova por causa dos efeitos da pandemia da Covid-19, que levaram escolas a suspender as aulas presenciais. O debate sobre o adiamento da prova chegou ao Congresso: na terça-feira (19), o Senado aprovou projeto que adia Enem, e o texto seguiu para avaliação da Câmara dos Deputados. Cronograma do Enem Prazo de inscrição: 27 de maio Pagamento da taxa: 28 de maio Provas: datas indefinidas VÍDEO Enem 2020 será adiado e nova data será entre 30 e 60 dias depois do previsto PODCAST Initial plugin text
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27/05 - MPF pede explicações a Weintraub por críticas às expressões 'povos indígenas' e 'povo cigano'
Ministro da Educação afirmou, em reunião ministerial, que odiava o uso dos termos. Subprocurador quer que Weintraub explique o escopo das declarações sobre privilégios desses grupos. Abraham Weintraub em 2019 LUIS FORTES/MEC via BBC O Ministério Público Federal (MPF) pediu explicações ao ministro da Educação, Abraham Weintraub, pelas declarações dadas na reunião ministerial de 22 de abril com referências a povos indígenas e ciganos. Na ocasião, o ministro disse que odeia os termos "povos indígenas" e "povo cigano", porque entende só haver "um povo nesse país". Segundo Weintraub, seria preciso acabar "esse negócio de povos e privilégios". "Odeio o termo 'povos indígenas', odeio esse termo. Odeio. O 'povo cigano'. Só tem um povo nesse país. Quer, quer. Não quer, sai de ré. É povo brasileiro, só tem um povo. Pode ser preto, pode ser branco, pode ser japonês, pode ser descendente de índio, mas tem que ser brasileiro, pô! Acabar com esse negócio de povos e privilégios", disse o ministro. Weintraub também chamou os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) de "vagabundos", disse que queria prendê-los e classificou Brasília como "uma porcaria", "um cancro de corrupção, de privilégio". As declarações de Weintraub vieram a público porque o vídeo da reunião ministerial de 22 de abril foi divulgado um mês depois, em 22 de maio, por decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Celso de Mello. A gravação foi anexada ao inquérito que apura se o presidente Jair Bolsonaro tentou interferir na cúpula da Polícia Federal. A suposta interferência foi apontada pelo ex-ministro Sergio Moro, e o vídeo, indicado como prova da declaração. Íntegra: assista ao vídeo da reunião Íntegra: leia o que Bolsonaro e ministros disseram 'Colocava todos na cadeia, começando pelo STF', diz Weintraub Os esclarecimentos sobre a fala de Weintraub foram requeridos pela Câmara de Populações Indígenas e Comunidades Tradicionais do MPF . Segundo o ofício enviado nesta segunda-feira (25), a Constituição de 1988, inaugurou um novo ciclo de relação entre os indígenas, as comunidades tradicionais e o Estado brasileiro. O MPF ressalta que o Estado brasileiro deve garantir e proteger a diversidade cultural dos indígenas, afro-brasileiros e de outros grupos formadores da sociedade brasileira, como previsto nos artigos 215 e 216 da Constituição. Para o MPF, o respeito e o efetivo cumprimento da Constituição são deveres de todos os agentes públicos, de todas as esferas da federação, o que se coloca de maneira ainda mais severa e estrita em relação aos ministros de Estado, pela sua estatura institucional. “Não se trata de uma opção ideológica do agente público, mas de um dever jurídico funcional”, afirma o coordenador da câmara do MPF e subprocurador-geral da República Antônio Bigonha. Bigonha requereu que “em atenção aos deveres dos agentes públicos de honestidade, imparcialidade, legalidade e lealdade às instituições”, seja explicitado o contexto da manifestação sobre "povos indígenas" e "povos ciganos", e o efetivo respeito aos seus direitos assegurados pela Constituição, em contraste com os “privilégios” mencionados por Weintraub na reunião ministerial. Reação As declarações de Weintraub geraram uma série de reações desde a última sexta, quando o vídeo foi divulgado: Relator do inquérito, Celso de Mello viu possível crime de injúria nas declarações de Weintraub e enviou ofício aos demais ministros do Supremo – para que, caso queiram, adotem as medidas cabíveis. O ministro Alexandre de Moraes, relator de um inquérito sobre fake news e ameaças a ministros no STF, determinou que Abraham Weintraub seja ouvido pela Polícia Federal para explicar as falas. Em entrevista à GloboNews, o líder do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), defendeu a demissão do ministro da Educação. À TV Globo, o ministro do STF Marco Aurélio Mello classificou a fala sobre a prisão dos magistrados da Suprema Corte como "imprópria" e também defendeu a demissão de Weintraub. Ao tomar posse como presidente do TSE, o ministro Luís Roberto Barroso afirmou, sem citar Weintraub, que a educação não pode ser "capturada pela mediocridade". O Senado aprovou convocação para que Weintraub preste esclarecimentos sobre as declarações. Em plenário, parlamentares criticaram o posicionamento do ministro. Initial plugin text
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26/05 - Comitê da UFJF recomenda nova suspensão das atividades presenciais por causa da pandemia de Covid-19
Em abril, a instituição já havia prorrogado o adiamento dos trabalhos até o próximo sábado (30), mas agora, a medida segue até junho. Calendário acadêmico de 2020 já havia sido suspenso. Campus em Juiz de Fora da Universidade Federal de Juiz de Fora Carlos Mendonça/Prefeitura de Juiz de Fora O Comitê de Monitoramento e Orientação de Condutas sobre a Covid-19 da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) recomendou uma nova prorrogação da suspensão das atividades acadêmicas e administrativas nos campi de Juiz de Fora e de Governador Valadares até o dia 30 de junho. Em abril, o G1 mostrou que a instituição informou o adiamento dos trabalhos até o próximo sábado (30). Veja também: UFJF prorroga suspensão das atividades presenciais até 30 de maio As atividades na UFJF foram suspensas no dia 17 de março. No dia 18 do mesmo mês, o Conselho Superior da instituição aumentou o prazo por mais 15 dias. Já em abril, houve uma nova prorrogação, por mais 30 dias. A instituição também suspendeu o calendário acadêmico de 2020 por tempo indeterminado após o avanço do novo coronavírus. Recomendação A recomendação foi feita nesta terça-feira (26) e o grupo considerou alguns critérios. Veja abaixo quais: O cenário internacional de expansão da Covid-19; A situação de emergência em Minas Gerais; Os boletins epidemiológicos das cidades de Juiz de Fora e de Governador Valadares; Notas técnicas elaboradas por grupos e núcleos de pesquisa da UFJF que apontam o distanciamento social como medida necessária para o enfrentamento da epidemia. O Comitê enfatizou na nota que o prazo ou a suspensão das atividades podem ser alterados a qualquer momento. Initial plugin text
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26/05 - Inep divulga critérios para correção da redação do Enem; objetivo é ajudar estudantes a se prepararem para a prova
Aulas estão suspensas em todo o Brasil. Apesar da divulgação do material, parte dos candidatos pode não ter acesso à ele: 66% dos brasileiros de 9 a 17 anos não acessam a internet em casa. Estudantes se preparam para Enem 2020 por meio de atividades remotas; aulas estão suspensas em todo o país devido à pandemia do coronavírus. Agência Brasil O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) divulgou nesta terça-feira (26) as apostilas de capacitação dos corretores de redação, elaboradas para a edição de 2019. De acordo com o instituto, o objetivo é auxiliar os estudantes na preparação para a prova de 2020, dando acesso aos critérios de correção. Ao todo são seis apostilas que podem ser baixadas no site do Inep. Segundo o instituto, o material descreve as situações que levam à nota zero e traz detalhes das cinco competências avaliadas na redação do Enem. "Todas as provas do exame, inclusive as acessíveis, também estão disponíveis para download no portal, juntamente com o respectivo gabarito. Além disso, participantes surdos têm todas as questões das videoprovas à disposição na plataforma", informa o Inep. Aulas suspensas Com aulas suspensas em todo o Brasil devido à pandemia do coronavírus, estudantes dizem estar apreensivos sobre o exame. O desempenho no Enem conta como critério de seleção para a disputa em vagas de universidades federais pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu), e também é adotado por algumas instituições de ensino como parte do vestibular. Estudantes, pais e professores narram 'apagão' do ensino público na pandemia; em 7 estados e no DF, atividade remota não vai contar para o ano letivo Acesso à internet Apesar da divulgação do material, parte dos candidatos pode não ter acesso à ele: 66% dos brasileiros de 9 a 17 anos não acessam a internet em casa. Nas famílias cuja renda é de até um salário mínimo, 73% dos alunos de 9 a 17 anos não navegam na rede quando estão em casa. A partir de 3 salários mínimos, o índice é de 53%. O número é ainda maior na zona rural: 82% dos alunos não acessam a internet em ambientes privados. Entre as dificuldades, estão: casas sem espaço para estudar; falta de equipamentos como computadores e notebooks; problemas na conexão à internet; baixos índices de leitura Datas do Enem A situação dos estudantes foi critério para a decisão do Ministério da Educação (MEC) e Inep de prorrogar o prazo de inscrição para o exame. Pelo cronograma inicial, a inscrição poderia ser feita até sexta-feira (22). Agora, a inscrição vai até 23h59 desta quarta-feira (27). Em nota, o Inep afirmou que a mudança ocorre após uma reunião da instituição com o Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed). O conselho havia enviado um ofício ao Inep pedindo que as inscrições fossem prorrogadas até junho. Entre as justificativas, estava a dificuldade de acesso à internet de parte dos estudantes da rede pública de ensino, já que eles estão afastados das escolas devido à pandemia. A data do exame também está indefinida. Após pressão de entidades estudantis, campanhas de estudantes nas redes sociais e pressão do Senado, que aprovou um projeto de lei sobre a alteração no cronograma do exame, o governo decidiu suspender a prova, marcada inicialmente para novembro. As novas datas serão escolhidas por meio de uma enquete com os participantes. Initial plugin text
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26/05 - Mais grave que ataque ao STF é país não ter projeto adequado para educação, diz Barroso
Presidente recém-empossado do TSE fez referência à declaração do ministro da Educação, que defendeu prisão dos ministros do STF. O ministro Luís Roberto Barroso, novo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), afirmou nesta terça-feira (26) que mais grave do que ataques ao Supremo Tribunal Federal (STF) é a falta de projetos na área de educação. Barroso se referia à declaração do ministro da Educação, Abraham Weintraub, que defendeu a prisão dos ministros do STF. Barroso participou de uma entrevista coletiva, na qual foi questionado sobre a frase do ministro. Weintraub atacou o STF na reunião interministerial do dia 22 de abril, cuja gravação se tornou pública na semana passada, por decisão judicial. “O vídeo fala por si só e eu não gostaria de comentá-lo. Isso é o fato político do dia, portanto não é tema específico para um juiz se pronunciar. E uma coisa que eu aprendi na vida é que só a verdade ofende”, respondeu Barroso. "Porém, pensando do ponto de vista institucional, eu considero que mais grave do que o ataque ao Supremo é o país que não tem projeto adequado para a educação”, completou. O ministro Luís Roberto Barroso, do TSE e do STF, durante julgamento no dia 20 de maio Reprodução/TV Globo Na reunião, que teve a presença dos ministros do governo e do presidente Jair Bolsonaro, Weintraub ainda chamou os magistrados do STF de "vagabundos". "Eu, por mim, botava esses vagabundos todos na cadeia, começando no STF", afirmou na ocasião. O decano da Corte, ministro Celso de Mello, encaminhou esse trecho a todos os demais ministros para que, querendo, tomem as medidas cabíveis. Segundo Mello, a fala poderia configurar crime contra a honra. A divulgação do vídeo faz parte do inquérito que investiga a denúncia de que o Bolsonaro interferiu politicamente na PF. Senado convoca Weintraub para prestar esclarecimentos sobre ofensa aos ministros do STF
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26/05 - Pandemia de Covid-19 afeta gravemente direitos das crianças no mundo, diz ONG
Fechamento de escolas deixa menores ‘muito vulneráveis’ ao trabalho e ao casamento infantil e à gravidez precoce. Brasil aparece 102º lugar em ranking da KidsRights. Crianças em idade escolar sentam-se do lado de fora da sala de aula em uma escola primária em Attecoube, popular distrito de Abidjan, na Costa do Marfim, na segunda-feira (25), no 1º dia após o reinício das aulas após o bloqueio por causa da pandemia de Covid-19 Issouf Sanogo / AFP Os direitos das crianças são "gravemente afetados" pela crise da provocada pela pandemia de Covid-19 em quase todo o mundo, alertou nesta terça-feira (26) a KidsRights, uma ONG internacional ONG de defesa dos direitos infantis. As consequências econômicas da pandemia e as medidas impostas pelos governos para conter a propagação da doença "têm um impacto desastroso sobre muitas crianças", advertiu a ONG que tem sede em Amsterdã, na Holanda. O fechamento de escolas, que ocorreu em 188 países e afeta 1,5 bilhão de crianças e adolescentes, deixa menores "muito vulneráveis" ao trabalho e ao casamento infantil e à gravidez precoce. "Esta crise joga por terra anos de progresso no bem-estar das crianças", assinala em comunicado o fundador e presidente da ONG, Marc Dulleart. A pressão sobre o sistema de saúde também interrompeu alguns programas de imunização contra doenças como poliomielite e sarampo, e "provocará um aumento da mortalidade infantil, com centenas de milhares de mortes adicionais", afirma a KidsRights. A suspensão das campanhas de vacinação contra o sarampo em 23 países já afetou mais de 78 milhões de crianças menores de 9 anos, segundo a ONG. Citando uma estimativa da Organização das Nações Unidas (ONU), a ONG alerta que entre 42 e 66 milhões devem cair no patamar da pobreza extrema por causa da crise. Dulleart destaca que dispensar uma atenção especial aos direitos das crianças é “mais necessário do que nunca". “Enquanto os governos estiverem lutando para manter o sistema de saúde e a economia em funcionamento, é questionável até que ponto eles serão capazes de ter esse foco [de proteger os direitos das crianças]. Deixar de lado a proteção das crianças pode ser desastroso a curto prazo, mas, mais ainda a longo prazo, tanto para a geração atual quanto para a futura”, afirma. Brasil é 102º no ranking Relatório da ONG KidsRights aponta que pandemia de Covid-19 afeta gravemente direitos das crianças no mundo Reprodução/ G1 O KidsRights Index 2020 classifica 182 países segundo o respeito a direitos das crianças. A Islândia ocupa o 1º lugar na listagem anual, sobre a base de dados da Organização das Nações Unidas (ONU), seguida da Suíça e Finlândia. O Brasil aparece em 102º lugar, ficando atrás de países como o Irã (101º), Suriname (94º), Rússia (87º), Argentina (81º), Paraguai (66º). Chade (182º), Afeganistão (181º) e Serra Leoa (180º) ocupam os últimos lugares. O índice leva em consideração critérios como: direito à vida, à saúde, à educação, à proteção e se o país tem um ambiente favorável aos direitos da criança. Initial plugin text
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26/05 - 30% dos domicílios no Brasil não têm acesso à internet; veja números que mostram dificuldades no ensino à distância
Formação deficitária de professores, falta de equipamentos tecnológicos e condições precárias de saneamento básico são barreiras para educação remota durante a pandemia. Pesquisas do IBGE e do Cetic comprovam obstáculos. Acesso limitado à internet e falta de equipamentos dificultam ensino remoto no Brasil. Reprodução/Pixabay Desde que as aulas presenciais foram suspensas, por causa da pandemia do novo coronavírus (Sars-CoV-2), as redes de ensino buscam alternativas de educação remota. Pesquisas mostram, no entanto, que há obstáculos para o ensino à distância, principalmente pelas limitações de acesso a tecnologias. Segundo dados do levantamento "TIC Domicílios 2019", formulado pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic), aproximadamente 30% dos lares no Brasil não têm acesso à internet. O estudo mostra, inclusive, que há uma diferença significativa entre as classes sociais: em famílias cuja renda é de até um salário mínimo, metade não consegue navegar na rede em casa. Na classe A, apenas 1% não tem conexão. Sem internet, merenda e lugar para estudar: veja obstáculos do ensino à distância na rede pública durante a pandemia de Covid-19 Dois meses após a suspensão de aulas presenciais, alunos, pais e professores relatam como está a educação durante a pandemia (ATUALIZAÇÃO: O G1 havia informado que, pelo “TIC Kids Online Brasil 2018”, 66% das crianças e jovens não se conectam à internet em ambientes privados. Os organizadores da pesquisa esclarecem que o termo "ambiente privado" representa espaços em que as crianças ficam sozinhas.) As pesquisas evidenciam também outras dificuldades: casas sem espaço para estudar e sem saneamento básico; falta de equipamentos como computadores e notebooks; problemas na conexão à internet; falta de formação dos professores para usar tecnologia na educação; baixos índices de leitura. Gabriel Corrêa, gerente de políticas educacionais da ONG Todos Pela Educação, afirma que as desigualdades já existiam, mas estão acentuadas durante a pandemia. “Precisamos buscar estratégias diferentes, porque os cenários variam muito no país. O ensino à distância pode usar a internet para os grupos que têm acesso a ela. Mas outras alternativas devem existir, como aulas pela TV ou distribuição de cadernos impressos de exercício”, diz. Segundo ele, as atividades não vão substituir as aulas que estariam ocorrendo caso as escolas estivessem abertas, mas contribuirão para diminuir a defasagem de conteúdo e para evitar a evasão. “Os alunos não podem perder o engajamento com a educação. Precisam manter o vínculo com o conteúdo e com os professores”, afirma. Alunos da rede pública vivem a sensação de que 2020 será um ano letivo perdido Abaixo, veja outros números que evidenciam as dificuldades do ensino remoto no país: Crianças sem acesso a saneamento básico, em casas lotadas Antes de analisar questões tecnológicas, é preciso pensar em aspectos básicos das moradias. Em que condições os alunos ficarão em casa para estudar? Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua 2018 (Pnad), do IBGE, 17,3% das crianças de 0 a 14 anos moram em residências que não têm acesso à rede geral de abastecimento de água e 40,8%, em locais sem conexão com o sistema de esgoto. Nas casas em que não há internet, as condições de saneamento são ainda piores: 29,3% sem rede de água e 60%, sem a de esgoto. Esgoto a céu aberto na zona rural de Piracicaba, no interior de São Paulo Daiany Oliveira/EPTV Outro problema é o adensamento populacional. A Pnad mostra que 15,1% das residências em que há adultos e crianças abrigam seis ou mais pessoas. Em 40%, há mais de três moradores por dormitório. “Os problemas habitacionais também ficam mais evidentes. Temos domicílios com infraestrutura precária de iluminação e de saneamento. E há famílias de sete pessoas em imóveis pequenos, onde os alunos não terão silêncio para estudar”, explica Corrêa. Famílias, em geral, só têm TV e celular O equipamento que está mais presente nas residências brasileiras é o televisor (96%). Mesmo entre os mais pobres, das classes D e E, 92% têm o aparelho - mas apenas 9% com canais pagos da TV fechada. “O uso da TV para a educação básica pode ser ocorrer por meio de videoaulas. Alguns professores são selecionados para gravar o material. A família deve ser informada de que, em determinado horário, vai ser exibida a aula de matemática do sétimo ano, por exemplo”, diz Corrêa. Em segundo lugar, o equipamento mais comum é o celular, presente em 100% dos lares de classe A e em 84% nas camadas D e E. No entanto, é preciso fazer uma ressalva. “Não dá para achar que todos os alunos têm um celular à disposição deles. Há casas em que só existe um aparelho, usado pelo pai, por exemplo, que trabalha como motorista de aplicativo. O filho só vai poder acessar a internet à noite, depois do expediente”, afirma Corrêa. Segundo a pesquisa TIC Domicílios 2018, que avalia o uso de tecnologias de informação nos domicílios brasileiros, os computadores portáteis continuam concentrados nas famílias mais ricas: na classe A, 90% têm notebook e 49%, tablet. Nas camadas D e E, os índices são de 3% e 4%, respectivamente. Considerando o recorte regional, no Norte, apenas 19% dos lares têm ao menos um notebook. No Sudeste, que aparece em primeiro lugar, o índice é de 33%. Criança tem aulas on-line durante a pandemia Reprodução/ TV Gazeta Ao mensurar o acesso apenas das crianças e jovens de 9 a 17 anos, 71% dos mais pobres que usam internet só acessam a rede pelo celular. Na classe AB, apenas 26% têm essa restrição - é mais comum ter também notebooks ou computadores de mesa em casa. São números que devem ser levados em conta no ensino remoto. Os computadores ofereceriam condições de visualizar o conteúdo e os exercícios em uma tela maior. “Os celulares estão longe de ser o melhor recurso para ver vídeo ou estudar. Além da questão da tela, existe outro problema: são associados às redes sociais. É mais difícil manter o engajamento do jovem quando, para assistir às aulas, ele precisa do mesmo aparelho usado em atividades não-escolares”, afirma Gabriel. Segundo a pesquisa TIC Kids 2018, o WhatsApp é a rede social mais usada por crianças e jovens que têm acesso à internet - 70% dos que estão conectados têm conta no aplicativo. Em seguida, vêm Facebook (66%) e Instagram (45%). No recorte por classe social, considerando também só os que têm acesso à internet, 81% dos alunos mais ricos trocam mensagens no WhatsApp. Nas classes DE, a porcentagem cai para 63%. Acesso à internet é limitado Dados do IBGE mostram que o menor índice de lares conectados à internet está no Nordeste, com 69,1%. Ou seja: mais de 30% das residências da região estão off-line. Se considerarmos apenas a zona rural no país, o quadro é muito pior: menos de 50% das casas têm acesso à rede. No Norte, 77% das famílias fora da zona urbana estão desconectadas. Marcus Vinicius Maltempi, vice-coordenador do Instituto de Educação e Pesquisa em Práticas Pedagógicas da Unesp, afirma que as políticas públicas devem se voltar para as famílias que não têm acesso a tecnologias. "A solidariedade é fundamental - oferecer ajuda à comunidade, aos vizinhos -, mas não é suficiente. A ação governamental é essencial”, diz. “Podem ser feitas parcerias com empresas de telefonia, por exemplo, para melhorar a rede móvel.” Uso da internet para falar com professor é incomum Os números mostram que os alunos com acesso à internet tendem a usá-la, nas atividades escolares, para fazer trabalhos e estudar para a prova. Eles não têm o costume de usar a rede para falar com o professor, por exemplo - nas escolas públicas, apenas 24% têm esse hábito. É um desafio mudar a prática durante a quarentena e estimular que seja mantido um diálogo entre docentes e estudantes. “As escolas estão sofrendo porque, mesmo em momentos de normalidade, já não tinham um canal de conexão com as famílias. Agora, mais do que nunca, é importante fortalecer essa relação”, diz Gabriel Corrêa. “Não sabemos quanto tempo a pandemia vai durar. Manter o vínculo com os professores pode ajudar a evitar a perda de engajamento e a evasão", completa. Crianças não têm hábito de leitura Os sistemas de ensino precisam elaborar diferentes estratégias para promover o engajamento das famílias. Devem considerar que há pais com baixo nível de escolaridade ou com agendas atribuladas de trabalho. No período de alfabetização, segundo Corrêa, o papel dos familiares é ainda mais importante. Não se deve exigir que o processo de letramento seja feito em casa - mas os pais devem ser orientados a incentivar o contato com os livros. Crianças precisam ter contato com livros durante isolamento social Victor Vidigal/G1 "É importante em qualquer faixa etária, para a melhora do desempenho acadêmico. A gente foca muito no conteúdo, mas esquece que a literatura traz benefícios em todas as disciplinas. A habilidade de interpretar textos é essencial até mesmo em matemática, para entender os problemas”, diz. “Devemos orientar as famílias. No caso de pais analfabetos ou que não tenham livros em casa, a rede de ensino pode enviar as obras pelo correio”, sugere Gabriel. Mesmo que ninguém saiba ler em casa, os adultos podem mostrar as ilustrações para a criança e criar uma história com ela. O mais importante é ter o momento de contato com a literatura. Segundo a pesquisa Retratos da Leitura 2016, edição mais recente feita pelo Instituto Pró-Livro, entre os alunos do ensino fundamental I (1º ao 5º ano), metade afirma que não leu nenhum livro nos últimos três meses. Formação dos professores não abarca questões tecnológicas Uma pesquisa do Instituto Península, realizada entre os dias 13 de abril e 14 de maio de 2020, entrevistou 7.734 mil docentes de todo o país e concluiu que 83% ainda se sentem despreparados para ensinar à distância. Segundo Corrêa, os cursos de graduação não costumam abordar de forma aprofundada o uso de tecnologias no ensino. “Os professores têm o hábito de usar celular e computador na vida pessoal, mas não com fins pedagógicos”, afirma. Aluna escola a palavra 'professora' na lousa. Docentes não recebem formação adequada para usar tecnologias na educação. Reprodução EPTV De acordo com a pesquisa TIC Educação 2018, apenas 42% dos docentes, quando estavam na universidade, fizeram alguma atividade relacionada ao uso da internet na educação. O problema poderia ser reparado por programas de formação continuada. Mas, pelo que o levantamento mostra, a solução não está sendo adotada: 77% dos professores de escola pública e 81% dos docentes da rede privada não participaram de cursos sobre o uso de computadores nas atividades escolares. “Sem formação, o professor vai ter ainda mais obstáculos. Pode ser que filme as aulas e depois passe os vídeos para os alunos, mas vão ficar longos e cansativos. Como diversificar, pensar diferente?”, questiona Maltempi, da Unesp. “O docente já está sobrecarregado, usando recursos dele (computador dele, internet dele, casa dele), acumulando tudo com serviços domésticos. É um desafio muito grande”, completa. A pesquisa do Cetic também mostra quais são os principais problemas apontados pelos professores nas tentativas de adotar a tecnologia no dia a dia da escola. O número insuficiente de computadores conectados à internet é mencionado por 91% dos que trabalham na rede municipal e por 45% dos que estão em colégios particulares. A baixa velocidade de conexão é apontada por 85% dos docentes de escolas estaduais - na rede particular, é um índice bem menor, de 45%. Outras questões citadas são: equipamentos ultrapassados, falta de preparo para saber usar internet na educação e ausência de suporte técnico. “A escola precisa disponibilizar aos professores o acesso à tecnologia, além de dar maior tempo para elaborarem o material. Isso requer um processo de formação”, diz Maurício Canuto, professor do Instituto Singularidades.
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25/05 - Senado convoca ministro Abraham Weintraub para explicar falas em reunião com Bolsonaro
Ministro da Educação criticou Brasília, pediu a prisão de ministros do STF e disse que odeia os termos 'povos indígenas' e 'povo cigano'. Comparecimento é obrigatório. Weintraub chama ministros do STF de ‘vagabundos’ e defende mandá-los para prisão O Senado Federal aprovou nesta segunda-feira (25) a convocação do ministro da Educação, Abraham Weintraub, para esclarecer falas registradas na reunião ministerial do dia 22 de abril. O vídeo foi tornado público nesta sexta (22) pelo ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF). Na ocasião, Weintraub chamou os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) de "vagabundos" e disse que queria prendê-los. O ministro também disse que odeia os termos "povos indígenas" e "povo cigano" e classificou Brasília como "uma porcaria", "um cancro de corrupção, de privilégio". O pedido aprovado se baseou nessas três falas (veja vídeos ao longo desta reportagem). A votação foi simbólica, ou seja, sem a contagem de votos. ‘Brasília é muito pior do que eu podia imaginar’, diz Abraham Weintraub A Constituição Federal define que, quando há convocação, o comparecimento da autoridade é obrigatório. Se a ausência não for justificada, Weintraub pode responder por crime de responsabilidade. Por telefone, a assessoria do Ministério da Educação informou que Weintraub ainda tinha sido comunicado, mas que compareceria ao Senado para os esclarecimentos, "como das outras vezes". O requerimento não prevê data específica para que Weintraub seja ouvido. A decisão cabe à presidência do Senado, que deve combinar com o MEC a melhor data nos próximos dias. A senadora Rose de Freitas (Pode-ES) apresentou nesta segunda o requerimento solicitando a convocação. Rose argumentou que numa mesma reunião, o comandante da pasta da Educação "atentou contra a dignidade dos integrantes da mais alta Corte do Judiciário brasileiro, agrediu a Capital da República e desprezou os povos indígenas, cuja integridade e cultura devem ser preservadas por preceito constitucional". Ministros do STF avaliam processar Abraham Weintraub O pedido foi colocado em pauta pelo senador Weverton (PDT-MA), que presidiu parte da sessão em plenário nesta segunda. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), não participou das votações porque estava na cerimônia de posse do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Weverton diz que chegou a consultar Alcolumbre sobre a votação do requerimento mas, segundo o senador do PDT, a decisão final seria tomada por ele de qualquer forma. Declarações e repercussão As declarações de Weintraub vieram a público porque o vídeo da reunião ministerial de 22 de abril foi divulgado na última sexta (22), por decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Celso de Mello. A gravação foi anexada ao inquérito que apura se o presidente Jair Bolsonaro tentou interferir na cúpula da Polícia Federal. A suposta interferência foi apontada pelo ex-ministro Sergio Moro, e o vídeo, indicado como prova da declaração. O governo chegou a defender, junto ao STF, que apenas os trechos relacionados à Polícia Federal fossem tornados públicos. Mas, ao levantar o sigilo do vídeo, Celso de Mello excluiu apenas trechos em que as autoridades faziam referências a outros países. Relator do inquérito, Celso de Mello viu possível crime de injúria nas declarações de Weintraub e enviou ofício aos demais ministros do Supremo – para que, caso queiram, adotem as medidas cabíveis. Íntegra: assista ao vídeo da reunião Íntegra: leia o que Bolsonaro e ministros disseram As falas de Weintraub e de outros ministros repercutiram no fim de semana. Em entrevista à GloboNews, no sábado, o líder do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), defendeu a demissão do ministro da Educação. Ao ser questionado se demitiria o ministro caso fosse presidente da República, o senador Fernando Bezerra foi direto: "Sim, demitiria". Na avaliação do líder do governo, os comentários de Abraham Weintraub foram o pior momento da reunião ministerial que antecedeu a saída do ministro Sergio Moro do governo. À TV Globo, o ministro do STF Marco Aurélio Mello classificou a fala sobre a prisão dos magistrados da Suprema Corte como "imprópria" e também defendeu a demissão de Weintraub. "Eu só posso atribuir a um arroubo de retórica, né? E cabia ao dirigente da reunião exercer o poder de polícia, evidentemente cortando a palavra dele e dizendo que a palavra em si era imprópria", disse. "Se estivesse ocupando a cadeira de presidente da República, evidentemente não teria o estilo do presidente, eu pediria a ele pra pegar o boné e ir pra casa. Eu acho que, principalmente, como ministro da Educação, ele ficou numa situação muito ruim. Que educação é essa?" Nesta segunda (25), ao tomar posse como presidente do TSE, o ministro Luís Roberto Barroso afirmou, sem citar Weintraub, que a educação não pode ser "capturada pela mediocridade". "A falta de educação produz vidas menos iluminadas, trabalhadores menos produtivos e um número limitado de pessoas capazes de pensar criativamente um país melhor e maior. A educação, mais que tudo, não pode ser capturada pela mediocridade, pela grosseria e por visões pré-iluministas do mundo. Precisamos armar o povo com educação, cultura e ciência”, disse Barroso. Reações dos senadores A presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Simone Tebet (MDB-MS), ressaltou a unidade e a concordância, dentro do Senado, contra a fala do ministro. "No assunto da Educação e das defesas democráticas, não há situação ou oposição", disse. O líder do PT, Rogério Carvalho (SE), classificou as declarações como uma "absurdas e inaceitáveis", "um ataque direto à democracia". Para o líder da minoria, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), Weintraub "ofendeu a Constituição ao atacar os povos indígenas" e também insultou a separação dos Poderes quando desqualificou os ministros do Supremo. Eliziane Gama (MA), que lidera a bancada do Cidadania, disse que Weintraub "não é digno" de ocupar a pasta da Educação. Álvaro Dias (PR), líder do Podemos, argumentou que se os senadores ficassem "calados" diante da situação estariam sendo "coadjuvantes" num momento de escalada do retrocesso no país. Dias pediu a demissão do ministro e resumiu a reunião dos integrantes do governo como uma "assembleia do manicômio". O líder do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), que já havia defendido neste sábado (23) a demissão do ministro da Educação, reforçou que as falas de Weintraub "cruzam uma linha, a do respeito às instituições". Initial plugin text
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25/05 - Inadimplência do ensino superior privado em abril é 72% maior do que no mesmo mês do ano passado, aponta levantamento
Evasão teve aumento de 32,5% no mesmo período, segundo dados do Instituto Semesp, que reúne as empresas mantenedoras do ensino superior. Inadimplência e evasão crescem no ensino superior privado em abril de 2020. Alexas_Fotos / Pixabay A inadimplência no ensino superior privado do Brasil cresceu 72% em abril de 2020, se comparado ao mesmo mês do ano passado. No mesmo período, a evasão – quando o estudante desiste do curso ou tranca a matrícula – também teve aumento de 32,5%. Os dados fazem parte da Pesquisa Cenário Econômico Atual das IES Privadas, do Instituto Semesp, divulgados nesta segunda-feira (25). Segundo o Semesp, a inadimplência e a evasão são motivadas pela pandemia do coronavírus, que trouxe desemprego, redução de renda e incerteza sobre o cenário político-econômico do país. Em abril deste ano, 26,3% dos estudantes matriculados em 146 instituições de ensino privado não pagaram as mensalidades. Em abril de 2019, o número era de 15,3%. Sobre a evasão, 2,8% dos alunos matriculados desistiram de estudar em abril deste ano, contra 2,1% em abril de 2019. De acordo com o Semesp, a maior parte (47%) dos desistentes estavam matriculados em cursos presenciais que tiveram que suspender as aulas para conter a propagação do novo coronavírus. Em meio a este cenário, o Ministério da Educação (MEC) suspendeu nesta segunda-feira o pagamento de até quatro parcelas do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), um programa de financiamento para estudantes cursarem o ensino superior em universidades privadas. Segundo a pasta, o motivo também é a pandemia do novo coronavírus. Educação na pandemia Aulas remotas e dificuldades com a ‘nova educação’ durante a pandemia Laura Gianne/Arquivo pessoal Os dados do Semesp se somam a outros levantamentos que mostram o impacto da pandemia na educação do Brasil. De acordo com a Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (Abmes), 22% das faculdades particulares não adotaram o ensino remoto e pausaram atividades, deixando os alunos sem aulas – 9% dos estudantes indicaram a intenção de desistir dos estudos. Já mas instituições públicas de ensino superior, as aulas estão praticamente paradas. Só 6 das 69 universidades federais adotaram ensino a distância após paralisação por causa da Covid-19. Na educação básica (ensino infantil, fundamental e médio), o cenário também mostra desafios. As redes estaduais de ensino até conseguiram adotar algum tipo de atividade remota, mas a aprendizagem esbarra na falta de infraestrutura para os alunos estudarem: muitos não tem acesso a computadores ou internet de qualidade, por exemplo, conforme revelou um levantamento feito pelo G1 e divulgado na quinta-feira (21). Os estudantes também questionam a qualidade e continuidade das aulas remotas, além da dificuldade em acompanhar as aulas e tirar dúvidas com os professores. Estudantes, pais e professores narram dificuldades no ensino público durante a pandemia; em 7 estados e no DF, atividade remota não vai contar para o ano letivo Portal Estude em Casa, Sergipe, durante a pandemia Seduc/SE/Divulgação VÍDEO Professor e gerente no Todos pela Educação falam sobre ensino a distância na pandemia PODCAST
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25/05 - MEC muda portaria do Sisu para incluir vagas em cursos a distância
O Sisu é um sistema informatizado que une vagas em universidades federais a candidatos interessados em todo o país; disputa é feita pela nota do Enem. O Ministério da Educação (MEC) alterou a portaria com as regras do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) para incluir a oferta de vagas em cursos a distância. O documento foi publicado nesta segunda-feira (25) no "Diário Oficial da União". O Sisu é um sistema informatizado criado em 2012 que une vagas em universidades federais a candidatos interessados. A seleção é feita de acordo com o desempenho dos estudantes no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) – quanto maior a nota, mais alta a chance de ser classificado. É a primeira vez que as instituições interessadas poderão ofertar vagas em cursos não presenciais. A portaria também determina que as instituições ofereçam meios digitais para o estudante encaminhar os documentos necessários para matrícula, e que publiquem a lista de espera por curso, turno e modalidade de concorrência. As alterações passam a valer já para o processo seletivo do segundo semestre do programa. Prazo de adesão Nesta segunda-feira começa o prazo para que as instituições interessadas se cadastrem no Sisu e informem a quantidade de vagas que vão oferecer no sistema. O período de inscrição se encerra às 23h59 desta sexta-feira (29). Enem: inscrições até quarta-feira As inscrições para o Enem seguem abertas até as 23h59 desta quarta-feira (27). A princípio, pelo cronograma inicial, o processo terminaria às 23h59 de sexta (22). A prorrogação do prazo ocorreu após uma reunião do Inep, instituto responsável pela prova, com representantes do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed). "O Inep está atento a todas as manifestações da sociedade e do poder público", informou. Estudantes, pais e professores narram cenário de incertezas no ensino público na pandemia; em 7 estados e no DF, atividade remota não vai contar para o ano letivo O conselho havia enviado um ofício ao Inep pedindo que as inscrições fossem prorrogadas até junho. Entre as justificativas, estava a dificuldade de acesso à internet de parte dos estudantes da rede pública de ensino, já que eles estão afastados das escolas devido à pandemia do coronavírus. As datas de realização do exame, marcado inicialmente para novembro, também serão adiadas. Uma enquete com os participantes deverá definir quais serão os novos dias. VÍDEO Enem: abismo entre estudantes brasileiros evidencia necessidade de adiamento das provas PODCAST
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25/05 - MEC suspende pagamento de parcelas do Fies devido à pandemia do coronavírus
A decisão vale para contratos que estavam em dia quando foi declarado estado de calamidade pública em 20 de março. Site do Fies Reprodução site Fies O Ministério da Educação (MEC) suspendeu nesta segunda-feira (25) o pagamento de parcelas do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) por causa da pandemia do coronavírus. A decisão vale para contratos que estavam em dia quando foi declarado estado de calamidade pública em 20 de março. O prazo de adesão vai até 31 de dezembro de 2020. O Fies é um programa de financiamento para estudantes cursarem o ensino superior em universidades privadas. O interessado em suspender o pagamento deve entrar em contato com o agente financeiro do Fies, responsável pelo contrato. De acordo com a portaria, a suspensão abrange: 2 (duas) parcelas, para os contratos em fase de utilização ou carência; 4 (quatro) parcelas, para os contratos em fase de amortização. As parcelas na fase de utilização ou carência se referem ao valor pago pelo estudante financiado referente aos juros trimestrais para contratos formalizados até o 2º semestre de 2017. Já as parcelas de amortização são os valores da prestação a ser paga pelo estudante financiado após a conclusão do curso. A portaria define que não serão cobrados juros de mora ou multa por atraso de pagamento sobre as parcelas suspensas. As parcelas suspensas serão incorporadas ao saldo devedor do contrato do estudante financiado, nos termos e condições contratados, segundo o MEC. A decisão do MEC ocorre quase duas semanas após o Senado aprovar um projeto que suspendia o pagamento das parcelas do Fies até dezembro. VÍDEO Em 2017, a GloboNews fez um especial sobre o Fies. Confira no vídeo abaixo: Um retrato do Fies, o Fundo de Financiamento Estudantil PODCAST
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23/05 - UFJF terá Centro Integrado na Zona Norte de Juiz de Fora
Espaço será para o desenvolvimento de pesquisas, extensão, tecnologia e cultura. Propriedade, avaliada em mais de R$ 21 milhões, foi cedida pela União. Campus em Juiz de Fora da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) Carlos Mendonça/Prefeitura de Juiz de Fora A Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) terá um Centro Integrado na Zona Norte de Juiz de Fora. A informação foi divulgada nesta sexta-feira (23) pela instituição. O espaço será para o desenvolvimento de pesquisas, extensão, tecnologia e cultura. De acordo com a UFJF, o local, avaliado R$ 21 milhões, será instalado na antiga Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), no Bairro Distrito Industrial. A aquisição da propriedade foi feita pela União e publicada no Diário Oficial da União. Espaço Segundo o diretor de Inovação da UFJF, Ignacio Delgado, o espaço pode ter um aproveitamento favorável para o desenvolvimento de uma unidade do parque científico e tecnológico por estar próximo das principais empresas da cidade. "O imóvel estava para leilão, previsto para o início de 2020, mas a UFJF solicitou que o mesmo fosse sustado, para que avaliasse o interesse em adquiri-lo. A área permite diferentes usos, tais como o desenvolvimento de projetos de pesquisas e outros". O local pretende viabilizar e criar uma aproximação entre a UFJF e a Zona Norte do município, por meio do desenvolvimento de projetos e programas integrados de ensino. O objetivo é contribuir no desenvolvimento econômico e social da região. "Quando levamos a proposta ao Conselho Superior (Consu), outras unidades administrativas, pró-reitorias e diretorias agregaram contribuições às propostas originais, salientando a oportunidade da UFJF se instalar em uma região que é muito relevante, e possui grande participação no conjunto da população da cidade", explica Delgado. O diretor também ressalta inicialmente, a UFJF vai precisar arcar com custos como o de água, luz e vigilância. "Após o contato com as empresas, poderemos adquirir receitas para a manutenção e passaremos a receber uma quantia para que as elas usem os nossos espaços. Dessa forma, além de colaborarmos com a vida de uma parcela importante da população, futuramente, nosso gasto será praticamente zero". Centro Integrado da UFJF será na Zona Norte de Juiz de Fora UFJF/Google StreetView
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23/05 - Inscritos no Enem 2020 passam de 5,5 milhões, diz ministro
Nesta sexta-feira (22), o MEC anunciou a prorrogação das inscrições. Data da provas também foi adiada por causa da pandemia de coronavírus. O número de inscritos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2020 passou de 5,5 milhões na noite desta sexta-feira (22), segundo o ministro da Educação, Abraham Weintraub. As inscrições para a prova foram prorrogadas para até 23h59 de quarta-feira, 27 de maio. A princípio, pelo cronograma inicial, o processo terminaria às 23h59 desta sexta. Pouco antes do anúncio da prorrogação do prazo de inscrição, candidatos relataram problemas durante o processo como: tela travada em uma das etapas; boleto bancário não gerado; e pagamento da taxa de inscrição não confirmada. As datas de realização do exame, marcado inicialmente para novembro, também foram adiadas, "de 30 a 60 dias", por causa da pandemia do novo coronavírus. Uma enquete com os participantes deverá definir quais serão os novos dias. Em publicação feita em uma rede social neste sábado (23), Weintraub disse que 5.501.768 candidatos se inscreveram para a prova de 2020. Deste total, 5.400.668 optaram pela prova impressa; e 101.100, pela avaliação digital. O número parcial de inscritos para a avaliação de 2020 já é maior que o total de pessoas que se candidataram em 2019. No ano passado, o Enem registrou 5.095.308 de candidatos — menor número de inscritos desde 2010. Ministério da Educação prorroga prazo para inscrições no Enem Dificuldade de acesso à internet Segundo o Inep, a prorrogação das inscrições ocorre após uma reunião da instituição com o Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), na manhã desta sexta. "O Inep está atento a todas as manifestações da sociedade e do poder público", informou. Na quinta-feira (21), o conselho havia enviado um ofício ao Inep pedindo que as inscrições fossem prorrogadas até junho. Entre as justificativas, estava a dificuldade de acesso à internet de parte dos estudantes da rede pública de ensino, já que eles estão afastados das escolas devido à pandemia.
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22/05 - Filipinas tem 'ciberformatura', e alunos recebem diplomas via robôs
Transmitida por redes sociais, cerimônia em Manila teve 'presença' dos 179 formandos com imagens projetadas em tablets nos rostos dos robôs. Robô recebe diploma no lugar de uma estudante durante 'ciberformatura' em colégio de Manila, nas Filipinas Aaron Favila/AP Formandos do ensino médio de uma escola nas Filipinas tiveram uma festa de formatura curiosa e tecnológica nesta sexta-feira (22) para evitar aglomeração em tempos de pandemia. A "ciberformatura" teve entrega de diplomas para robôs, que no lugar do rosto tinham um tablet com a foto de cada aluno. Nas Filipinas, estudantes recebem diploma virtual através de um robô A cerimônia celebrou a conclusão do curso para 179 jovens e foi transmitida ao vivo por redes sociais. Ela aconteceu no Colégio Senador Renato "Compañero" Cayetano Memorial de Ciência e Tecnologia, em Taguig, na capital das Filipinas, Manila. VEJA MAIS FOTOS: Robô com tablet exibindo o rosto de um aluno recebe o diploma do ensino médio durante 'ciberformatura' em Manila, Filipinas Aaron Favila/AP Robôs vestidos com becas de formatura aguardam ve de entrar no palco representando alunos em 'ciberformatura' em Manila, nas Filipinas Aaron Favila/AP Professora prepara tablets em robôs com as imagens de alunos durante 'ciberformatura' em escola de Manila, Filipinas Aaron Favila/AP Robô adentra o palco representando um aluno durante cerimônia de 'ciberformatura' em Manila, Filipinas Aaron Favila/AP
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22/05 - MEC adia prazo de inscrição do Enem para 23h59 de quarta-feira, 27 de maio
Prazo deveria se encerrar nesta sexta, conforme cronograma inicial previa. Provas ainda não têm data definida. Ministério da Educação prorroga prazo para inscrições no Enem O ministro da Educação, Abraham Weintraub, anunciou nesta sexta-feira (22) que o prazo de inscrição do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2020 foi adiado até 23h59 de quarta-feira, 27 de maio. A princípio, pelo cronograma inicial, o processo terminaria às 23h59 desta sexta. "Decidimos prorrogar o prazo das inscrições do Enem até 23h59 de quarta-feira, 27 de maio. Os boletos da taxa da prova poderão ser pagos até 28/05. Os candidatos devem ficar atentos à confirmação da inscrição na Página do Participante, do @inep_oficial", afirmou Weintraub, em uma rede social. A mesma informação foi divulgada minutos depois pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), órgão responsável pela prova e ligado ao Ministério da Educação (MEC). Em nota, o instituto afirma que a mudança ocorre após uma reunião da instituição com o Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), na manhã desta sexta. "O Inep está atento a todas as manifestações da sociedade e do poder público", informou. Ontem, o conselho havia enviado um ofício ao Inep pedindo que as inscrições fossem prorrogadas até junho. Entre as justificativas, estava a dificuldade de acesso à internet de parte dos estudantes da rede pública de ensino, já que eles estão afastados das escolas devido à pandemia. As datas de realização do exame, marcado inicialmente para novembro, também serão adiadas por causa da pandemia do novo coronavírus. Uma enquete com os participantes deverá definir quais serão os novos dias. Problemas na inscrição Até as 12h desta sexta-feira, 5.151.868 pessoas já estavam inscritas, sendo 5.050.768 na versão impressa e 101.100 na digital, de acordo com o Inep. No entanto, outros candidatos relataram problemas durante o processo de inscrição, como: tela travada em uma das etapas boleto bancário não é gerado pagamento da taxa de inscrição não é confirmada. Abaixo, confira os detalhes de cada uma das queixas e o posicionamento Inep em relação a cada uma delas. Pagamento não é confirmado Candidatos afirmam que pagaram o boleto da taxa de inscrição há mais de uma semana, mas ainda não receberam o aviso de confirmação. Veja o passo a passo para se inscrever Segundo eles, na página do participante, o status ainda é de pagamento pendente. Em resposta ao G1, o Inep afirma que "os boletos que foram pagos estão em processamento no sistema" e que "os participantes receberão a confirmação até o dia 28 de maio". Abaixo, veja os posts dos candidatos nas redes sociais: Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Boleto não é gerado Outra reclamação dos candidatos é que o boleto de pagamento não está sendo gerado, mesmo dias após a inscrição. No dia 15 de maio, o ministro da Educação, Abraham Weintraub, afirmou que o problema foi causado pela sobrecarga no sistema. Ele orientou que os estudantes entrassem novamente na página do participante, porque o problema "já estava solucionado". Aqueles que não conseguissem, ainda assim, acessar o boleto deveriam ligar para 0800 616161 (chamadas de telefone fixo) ou entrar no site faleconosco-mec-cube.call.inf.br. Uma semana depois de o ministro afirmar que a falha estava solucionada, candidatos ainda se queixam nas redes sociais: Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Problema para carregar foto Nesta sexta, estudantes afirmam que a foto que cadastraram durante a inscrição para o Enem não está mais aparecendo na página do participante. A imagem é exigida como forma de segurança para que, no dia da aplicação do exame, o fiscal possa conferir a identidade do candidato. O G1 entrou em contato com o Inep para saber se o "desaparecimento" da foto de cadastro pode atrapalhar os candidatos. O órgão respondeu, em nota, que "os inscritos poderão inserir ou alterar a imagem posteriormente. A ausência de foto não irá prejudicar o processo de inscrição". Inscrição não é concluída Outro problema relatado por candidatos é no próprio ato de inscrição: segundo eles, mesmo tentando a partir de diferentes navegadores, o processo trava quando chegam à tela com os dados de contato (telefone, e-mail): Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text O G1 procurou o Inep para saber qual a orientação aos candidatos que não estão conseguindo se inscrever. O instituto não havia respondido, até a última atualização desta reportagem. Balanço de inscritos No último balanço, divulgado nesta manhã pelo ministro Weintraub, mais de 5 milhões de candidatos já haviam se inscrito para a prova: 4.926.368 na versão impressa e 101.100, na digital O pagamento da taxa de inscrição, de R$ 85, deve ser feito até o dia 28 de maio, em agências bancárias, casas lotéricas, correios ou pela Internet. Atenção: mesmo aqueles estudantes que obtiveram a isenção da taxa devem se inscrever no Enem. Isenção da taxa Segundo o Inep, os candidatos que não pediram a isenção, mas que se encaixam em um dos critérios para receber o benefício, terão direito a ele mesmo sem a solicitação formal. Outra mudança vale para aqueles que estavam isentos em 2019, mas que não compareceram aos dois dias de prova e não justificaram a ausência. A princípio, eles perderiam o direito à isenção neste ano. Mas, de acordo com o Inep, até mesmo esses estudantes poderão solicitar a gratuidade da taxa em 2020. "A regra vale tanto para os participantes que optarem pelo Enem impresso quanto para os que escolherem o Enem digital", informa o site da prova. Adiamento da prova O Enem será adiado "de 30 a 60 dias em relação ao que foi previsto nos editais", de acordo com decisão do Inep e do Ministério da Educação (MEC). Inscrições no Enem 2020 vão até sexta (22): veja o passo a passo de como fazer Candidatos que estiverem com Covid-19 nos dias da prova poderão fazê-la em outra data Bolsonaro foi aconselhado por Maia a adiar Enem para evitar derrota na Câmara A decisão ocorre depois de o governo enfrentar questionamentos judiciais cobrando o adiamento da prova por causa dos efeitos da pandemia da Covid-19. Segundo entidades estudantis, universidades e colégios federais, a suspensão das aulas presenciais aumentaria a desigualdade entre os candidatos. O debate sobre o adiamento da prova chegou ao Congresso: na terça-feira (19), o Senado aprovou projeto que adia Enem, e o texto seguiu para avaliação da Câmara dos Deputados. Enem 2020 será adiado e nova data será entre 30 e 60 dias depois do previsto Cronograma No mês passado, o Inep adiou apenas a versão digital, que seria realizada nos dias 11 e 18 de outubro e passou para os dias 22 e 29 de novembro. A aplicação da prova impressa estava prevista para 1º e 8 de novembro. As novas datas não foram divulgadas. Ministro cita líderes do Centro O ministro Weintraub adotou posição contrária ao adiamento desde que foi acionado por órgãos e entidades como a Defensoria Pública da União (DPU) e a União Nacional dos Estudantes (UNE). No começo do mês, chegou a afirmar para os senadores que reavaliaria a situação do Enem novamente apenas em agosto. Entretanto, na manhã de quarta-feira (20), Weintraub disse que considerou a movimentação no Congresso e ouviu os líderes do Centro para decidir pelo adiamento. "Diante dos recentes acontecimentos no Congresso e conversando com líderes do centro, sugiro que o ENEM seja adiado de 30 a 60 dias. Peço que escutem os mais de 4 milhões de estudantes já inscritos para a escolha da nova data de aplicação do exame" - Abraham Weintraub Na terça, o MEC disse que iria, em junho, consultar os inscritos para decidir se adiaria o exame. Agora, no novo posicionamento, o governo afirmou que vai fazer uma enquete com os participantes para definir as novas datas. Posicionamento do Inep e MEC Veja abaixo a íntegra da nota divulgada pelo Inep: "NOTA OFICIAL | Adiamento do Enem 2020 Atento às demandas da sociedade e às manifestações do Poder Legislativo em função do impacto da pandemia do coronavírus no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2020, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e o Ministério da Educação (MEC) decidiram pelo adiamento da aplicação dos exames nas versões impressa e digital. As datas serão adiadas de 30 a 60 dias em relação ao que foi previsto nos editais. Para tanto, o Inep promoverá uma enquete direcionada aos inscritos do Enem 2020, a ser realizada em junho, por meio da Página do Participante. As inscrições para o exame seguem abertas até as 23h59 desta sexta-feira, 22 de maio." Initial plugin text
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22/05 - Secretários estaduais de educação pedem prorrogação das inscrições do Enem até junho
Pedido se baseia na suspensão de aulas, devido à pandemia de Covid-19. Enem 2020 foi adiado por causa da pandemia do coronavírus Antonio Molina/Fotoarena/Estadão Conteúdo O Conselho Nacional dos Secretários Estaduais de Educação (Consed) solicitou ao governo que as inscrições para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) sejam prorrogadas até junho. Pelo calendário oficial, as inscrições se encerrariam nesta sexta-feira (22). O ofício do Consed foi enviado nesta quinta-feira (21) ao Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pela prova. Veja o passo a passo para se inscrever no Enem 2020 ATUALIZAÇÃO: às 13h26 desta sexta-feira, o ministro da Educação, Abraham Weintraub, anunciou que o prazo de inscrição do Enem será estendido e, agora, vai se encerrar às 23h59 de quarta-feira, 27 de maio. No balanço mais recente, divulgado na manhã desta sexta pelo ministro da Educação, Abraham Weintraub, mais de 5 milhões de candidatos já haviam se inscrito para a prova: 4.926.368 na versão impressa e 101.100, na digital. Em 2020 será a primeira vez que o exame terá uma versão digital. Nesta semana, o Inep confirmou que a data de realização do Enem será alterada "de 30 a 60 dias". Uma enquete com os participantes será feita para decidir as datas. Até então, as provas estavam marcadas para novembro. Suspensão de aulas e falta de acesso à internet De acordo com o Consed, "a solicitação se baseia nas consequências imediatas provocadas pela suspensão das aulas, em virtude da situação de emergência pública provocada pela pandemia da Covid-19". A ideia é ter mais tempo para dar apoio aos estudantes. Dois meses após início da suspensão das aulas, estudantes, pais e professores relatam a rotina do ensino público na pandemia O Consed afirma que a maior parte das redes estaduais alcançaram um número inferior de inscrições no Enem, se comparado ao número de estudantes concluintes do ensino médio da rede pública. Parte dos estudantes que deveriam se inscrever no Enem pertencem a famílias em situação de vulnerabilidade social, sem acesso regular à internet. "Tal situação, até o ano passado, era parcialmente contornada pela disponibilização dos computadores das escolas para apoio às inscrições", afirma o conselho. "Agora, mesmo quando a escola se mantém aberta para apoiar a inscrição, esta medida tem tido impacto reduzido, se considerarmos que muitos desses estudantes residem em locais de difícil acesso". Além disso, há dificuldades no processo de inscrição pela internet. Candidatos afirmam que pagaram o boleto da taxa de inscrição há mais de uma semana, mas ainda não receberam o aviso de confirmação. Candidatos do Enem 2020 afirmam que pagaram boleto, mas não receberam confirmação de inscrição Inscrição para o Enem O pagamento da taxa de inscrição, de R$ 85, deve ser feito até o dia 28 de maio, em agências bancárias, casas lotéricas, correios ou pela Internet. Mesmo aqueles estudantes que obtiveram a isenção da taxa devem se inscrever no Enem. Por enquanto, as datas da nova prova ainda não foram definidas. Termina nesta sexta-feira o prazo para inscrição no Enem Initial plugin text
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22/05 - Candidatos do Enem 2020 enfrentam problemas na inscrição, no recebimento do boleto e na confirmação de pagamento
Segundo o Inep, os pagamentos ainda estão sendo processados; confirmação deve ocorrer até 28 de maio. Há uma semana, participantes já reclamavam de instabilidade no site da prova. Enem 2020 será adiado por causa da pandemia no coronavírus André Melo Andrade/Myphoto Press/Estadão Conteúdo A poucas horas do encerramento do prazo de inscrição, nesta sexta-feira (22), candidatos do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) relatam os seguintes problemas: a tela trava em uma das etapas, o boleto bancário não é gerado ou, mesmo mais de uma semana após pagarem a taxa, a participação não é confirmada. ATUALIZAÇÃO: às 13h26 desta sexta-feira, o ministro da Educação, Abraham Weintraub, anunciou que o prazo de inscrição do Enem será estendido e, agora, vai se encerrar às 23h59 de quarta-feira, 27 de maio. Abaixo, confira os detalhes de cada uma das queixas e o posicionamento do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) em relação a cada uma delas. Pagamento não é confirmado Candidatos afirmam que pagaram o boleto da taxa de inscrição há mais de uma semana, mas ainda não receberam o aviso de confirmação. Veja o passo a passo para se inscrever Segundo eles, na página do participante, o status ainda é de pagamento pendente. Em resposta ao G1, o Inep afirma que "os boletos que foram pagos estão em processamento no sistema" e que "os participantes receberão a confirmação até o dia 28 de maio". Abaixo, veja os posts dos candidatos nas redes sociais: Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Boleto não é gerado Outra reclamação dos candidatos é que o boleto de pagamento não está sendo gerado, mesmo dias após a inscrição. No dia 15 de maio, o ministro da Educação, Abraham Weintraub, afirmou que o problema foi causado pela sobrecarga no sistema. Ele orientou que os estudantes entrassem novamente na página do participante, porque o problema "já estava solucionado". Aqueles que não conseguissem, ainda assim, acessar o boleto deveriam ligar para 0800 616161 (chamadas de telefone fixo) ou entrar no site faleconosco-mec-cube.call.inf.br. Uma semana depois de o ministro afirmar que a falha estava solucionada, candidatos ainda se queixam nas redes sociais: Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Problema para carregar foto Nesta sexta, estudantes afirmam que a foto que cadastraram durante a inscrição para o Enem não está mais aparecendo na página do participante. A imagem é exigida como forma de segurança para que, no dia da aplicação do exame, o fiscal possa conferir a identidade do candidato. O G1 entrou em contato com o Inep para saber se o "desaparecimento" da foto de cadastro pode atrapalhar os candidatos. O órgão respondeu, em nota, que "os inscritos poderão inserir ou alterar a imagem posteriormente. A ausência de foto não irá prejudicar o processo de inscrição". Inscrição não é concluída Outro problema relatado por candidatos é no próprio ato de inscrição: segundo eles, mesmo tentando a partir de diferentes navegadores, o processo trava quando chegam à tela com os dados de contato (telefone, e-mail): Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text O G1 procurou o Inep para saber qual a orientação aos candidatos que não estão conseguindo se inscrever. O instituto não havia respondido, até a última atualização desta reportagem. Balanço de inscritos No último balanço, divulgado nesta manhã pelo ministro Weintraub, mais de 5 milhões de candidatos já haviam se inscrito para a prova: 4.926.368 na versão impressa e 101.100, na digital O pagamento da taxa de inscrição, de R$ 85, deve ser feito até o dia 28 de maio, em agências bancárias, casas lotéricas, correios ou pela Internet. Atenção: mesmo aqueles estudantes que obtiveram a isenção da taxa devem se inscrever no Enem. Isenção da taxa Segundo o Inep, os candidatos que não pediram a isenção, mas que se encaixam em um dos critérios para receber o benefício, terão direito a ele mesmo sem a solicitação formal. Outra mudança vale para aqueles que estavam isentos em 2019, mas que não compareceram aos dois dias de prova e não justificaram a ausência. A princípio, eles perderiam o direito à isenção neste ano. Mas, de acordo com o Inep, até mesmo esses estudantes poderão solicitar a gratuidade da taxa em 2020. "A regra vale tanto para os participantes que optarem pelo Enem impresso quanto para os que escolherem o Enem digital", informa o site da prova. Adiamento da prova O Enem será adiado "de 30 a 60 dias em relação ao que foi previsto nos editais", de acordo com decisão do Inep e do Ministério da Educação (MEC). Inscrições no Enem 2020 vão até sexta (22): veja o passo a passo de como fazer Candidatos que estiverem com Covid-19 nos dias da prova poderão fazê-la em outra data Bolsonaro foi aconselhado por Maia a adiar Enem para evitar derrota na Câmara A decisão ocorre depois de o governo enfrentar questionamentos judiciais cobrando o adiamento da prova por causa dos efeitos da pandemia da Covid-19. Segundo entidades estudantis, universidades e colégios federais, a suspensão das aulas presenciais aumentaria a desigualdade entre os candidatos. O debate sobre o adiamento da prova chegou ao Congresso: na terça-feira (19), o Senado aprovou projeto que adia Enem, e o texto seguiu para avaliação da Câmara dos Deputados. Enem 2020 será adiado e nova data será entre 30 e 60 dias depois do previsto Cronograma No mês passado, o Inep adiou apenas a versão digital, que seria realizada nos dias 11 e 18 de outubro e passou para os dias 22 e 29 de novembro. A aplicação da prova impressa estava prevista para 1º e 8 de novembro. As novas datas não foram divulgadas. Ministro cita líderes do Centro O ministro Weintraub adotou posição contrária ao adiamento desde que foi acionado por órgãos e entidades como a Defensoria Pública da União (DPU) e a União Nacional dos Estudantes (UNE). No começo do mês, chegou a afirmar para os senadores que reavaliaria a situação do Enem novamente apenas em agosto. Entretanto, na manhã de quarta-feira (20), Weintraub disse que considerou a movimentação no Congresso e ouviu os líderes do Centro para decidir pelo adiamento. "Diante dos recentes acontecimentos no Congresso e conversando com líderes do centro, sugiro que o ENEM seja adiado de 30 a 60 dias. Peço que escutem os mais de 4 milhões de estudantes já inscritos para a escolha da nova data de aplicação do exame" - Abraham Weintraub Na terça, o MEC disse que iria, em junho, consultar os inscritos para decidir se adiaria o exame. Agora, no novo posicionamento, o governo afirmou que vai fazer uma enquete com os participantes para definir as novas datas. Posicionamento do Inep e MEC Veja abaixo a íntegra da nota divulgada pelo Inep: "NOTA OFICIAL | Adiamento do Enem 2020 Atento às demandas da sociedade e às manifestações do Poder Legislativo em função do impacto da pandemia do coronavírus no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2020, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e o Ministério da Educação (MEC) decidiram pelo adiamento da aplicação dos exames nas versões impressa e digital. As datas serão adiadas de 30 a 60 dias em relação ao que foi previsto nos editais. Para tanto, o Inep promoverá uma enquete direcionada aos inscritos do Enem 2020, a ser realizada em junho, por meio da Página do Participante. As inscrições para o exame seguem abertas até as 23h59 desta sexta-feira, 22 de maio." Initial plugin text
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22/05 - Dois meses após a suspensão de aulas presenciais, alunos, pais e professores relatam como está a educação durante a pandemia
Todas as redes estaduais conseguiram implementar algum tipo de atividade remota, mas estudantes e professores enfrentam dificuldades para se adaptar à nova realidade. Aulas a distância serão realizadas pela Secretaria Estadual de Educação do Paraná Divulgação/Seed Dois meses após o início da suspensão das aulas presenciais para conter a transmissão do coronavírus, um levantamento feito pelo G1 em todo o Brasil mostra o retrato da educação em tempos de pandemia. A reportagem, publicada nesta quinta-feira (21), ouviu estudantes, pais, professores, e consultou os governos locais. Os dados mostram que, embora todas as redes estaduais de ensino tenham adotado alguma forma de educação remota – como plataformas virtuais, sites, aulas pela TV aberta e até uso de redes sociais para transmitir o material de ensino –, ainda há muitas dificuldades a serem vencidas. Confira abaixo os principais pontos do levantamento: Resposta inicial em março: A decisão de suspender as aulas presenciais foi tomada pelas redes de ensino entre 11 e 23 de março. Parte dos estados (15) decretou férias ou recesso escolar para ter tempo de avaliar a situação. Outros (11) e o DF apenas suspenderam as aulas. Não houve resposta coordenada das redes, e cada uma adotou uma forma de repassar o conteúdo; Aulas remotas e carga horária: não há padrão sobre o que as aulas remotas vão representar na avaliação escolar: 16 estados planejam considerar as atividades a distancia como carga horária do ano letivo, equivalendo-as às aulas presenciais; especialistas criticam porque nem todos os alunos têm acesso à internet e a qualidade da aprendizagem não é a mesma das aulas presenciais: "Não sou contrário ao uso de tecnologia, mas não dá para contabilizar como ano letivo. Sou favorável ao uso da tecnologia e das ferramentas de educação a distância para manter o contato com alunos, e de ter instrumentos de equidade, como a distribuição de equipamentos eletrônicos, para todos terem acesso à educação, mas não dá para validar como 'ano letivo'", afirma Daniel Cara, professor da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP) e membro da Campanha Nacional pelo Direito à Educação. Falta de acesso ao conteúdo remoto: embora todas as redes tenham adotado soluções para o período de suspensão de aulas presenciais, nem todos os alunos têm acesso a elas, como relata José Miguel Canuto, de 12 anos, estudante de Pernambuco. "Não tive, até agora, nenhuma aula on-line, e o pessoal da escola também não falou nada com a gente sobre alguma atividade fora da escola. A única coisa que eu recebi foi um livro de português, quando minha mãe foi buscar a cesta básica da prefeitura", disse o estudante. Falta de continuidade: Com soluções adotadas às pressas, estudantes relatam que os conteúdos passados nem sempre encontram relação com o que estava sendo ensinado antes da pandemia, como afirma o estudante de SC Guilherme Soares Machado, de 14 anos: "Estou passando por três situações: tem matéria em que o professor criou até um canal no YouTube para melhorar a explicação; com outras, o conteúdo passado não está relacionado com a matéria diretamente; e, em outras, para obter ajuda, tenho que enviar e-mail para o professor, que em alguns casos não é correspondido. Do meu ponto de vista, o ensino público não está preparado para o EAD [ensino à distância]", afirma; Falta de estrutura pedagógica: Há inúmeros relatos pelo país de situações improvisadas para (tentar) transmitir aos alunos o conteúdo das matérias. No RS, educadores de uma escola relatam que enviam as atividades semanais por WhatsApp a duas pessoas da vice-direção – e elas encaminham aos pais e alunos. Se houver dúvidas, o caminho percorrido é o inverso. Em outro caso, um professor relata que foram entregues materiais físicos aos alunos, como apostilas, mas como nem todos conseguiram buscar na escola, a solução foi publicar o conteúdo na página do Facebook. Falta de preparo dos professores: não houve tempo de treinar os docentes para a situação atual. "O professor não estava preparado para aquilo tão repentinamente. Alguns tiveram problemas, assistiram vídeos para aprender a dar videoaulas e tudo mais. Mas 40% é a preparação da aula e estudo do professor. Os outros 60%, é feedback do aluno, e aí que fica puxado de saber", afirma Cristiane Zorzatto, professora de biologia da rede estadual do MS. Falta de preparo dos alunos: a educação remota requer maturidade, envolvimento e uma nova dinâmica de estudos que os alunos não estão acostumados. Há alunos que não querem, têm os que participam e têm aqueles que não têm condições nem de ir pegar o material impresso nas escolas, segundo Laura Geane Lopes de Oliveira, gestora de escola. Já Caio Rogério, de 17 anos, morador da Rocinha, reclama da quantidade de conteúdo: "A maior dificuldade que eu estou tendo é que as matérias são excessivas, são gigantes. Quando você vai tirar uma dúvida com o professor, até ele responder, a nossa dúvida já passou. Isso é cansativo, até para os professores”, afirma. Para o professor de artes do Paraná Jean Carlos Franzoi Dernis, falta "alfabetização digital". Desigualdade social escancarada: estudantes não tem acesso a tecnologias que são comuns do dia a dia, como computador pessoal e smartphone. "Eles [alunos] não têm celular da forma como as pessoas pensam – como um celular para cada um. Às vezes, tem um celular compartilhado para cada casa", afirma a professora do Rio, Renata Rosseo, de 39 anos. Preparação para o Enem comprometida: a situação aumenta a ansiedade daquele que estão se preparando para exames seletivos. Sem computador, celular e internet para buscar o conteúdo, o estudante que já foi medalhista das olimpíadas de matemática duas vezes teme pelo futuro: “Sinto que estou andando para trás em relação ao Enem”, afirma Túlio Salvador Morais Novaes, de 19 anos, aluno da rede estadual do RJ; Baixa adesão: No estado de SP, apenas 1,6 milhão dos 3,6 milhões de estudantes da rede estadual acessou a plataforma de conteúdo. No Paraná, professores estimam que só 30% dos estudantes estão assistindo às videoaulas e entregando as atividades propostas pelo aplicativo. Apoio familiar: a educação remota esbarra na realidade de cada moradia e precisa do apoio familiar, como relata Tassiane Barreto, professora de português de SE: "Cada casa é uma realidade e os pais estão tendo que rebolar para dar conta de tudo também (...) não é o momento de criar paranoias, grandes expectativas. Respeitar os limites de todos: alunos, pais, professores, escola, até porque o objetivo é o mesmo, né? Empatia, acho que seja a palavra que veio para ficar", afirma. Incerteza sobre a retomada: Nenhuma rede estadual de ensino sabe como será a retomada. Questionadas, elas afirmaram não saber se haverá aulas aos sábados para repor possíveis conteúdos ou se pretendem adotar carga horária estendida. Em geral, elas afirmam que avaliam as alternativas. Conteúdo perdido e readaptação: a pedagoga Evelise Maria Labatut Portilho, pós-doutora em Educação, afirma que esta não é hora de pensar em perdas de conteúdo, mas, sim, na formação das crianças. Já a pedagoga Ana Paula Mehre avalia que será preciso readaptar currículos escolares após o fim do isolamento. “Vejo que os alunos vão sentir muito esse período, muito conteúdo será perdido, mesmo com o esforço de todos. Vai faltar base para a construção de conteúdos futuros. Alunos de todas as séries serão prejudicados. Depois desse período de pandemia será necessária uma readaptação do currículo, o currículo escolar terá que ser flexibilizado”, afirma. “Se a gente tiver de abrir mão do ano letivo para isso [garantir formação adequada], é o que deveríamos fazer. O ano letivo não deveria ser prioridade”, explica o professor da Universidade Federal do ABC e especialista em educação Fernando Cássio. Professor e gerente no Todos pela Educação falam sobre ensino a distância na pandemia Initial plugin text
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22/05 - Inscrições do Enem 2020 terminam nesta sexta-feira; mais de 5 milhões já se cadastraram
Inep e MEC adiaram aplicação do exame. Novas datas serão decididas em enquete com os participantes. Enem 2020 será adiado por causa da pandemia no coronavírus André Melo Andrade/Myphoto Press/Estadão Conteúdo As inscrições para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) serão aceitas até as 23h59 desta sexta-feira, pela página do participante. Veja o passo a passo. ATUALIZAÇÃO: às 13h26 desta sexta-feira, o ministro da Educação, Abraham Weintraub, anunciou que o prazo de inscrição do Enem será estendido e, agora, vai se encerrar às 23h59 de quarta-feira, 27 de maio. No último balanço, divulgado nesta manhã pelo ministro da Educação, Abraham Weintraub, mais de 5 milhões de candidatos já haviam se inscrito para a prova: 4.926.368 na versão impressa e 101.100, na digital O pagamento da taxa de inscrição, de R$ 85, deve ser feito até o dia 28 de maio, em agências bancárias, casas lotéricas, correios ou pela Internet. Atenção: mesmo aqueles estudantes que obtiveram a isenção da taxa devem se inscrever no Enem. Isenção da taxa Segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), os candidatos que não pediram a isenção, mas que se encaixam em um dos critérios para receber o benefício, terão direito a ele mesmo sem a solicitação formal. Outra mudança vale para aqueles que estavam isentos em 2019, mas que não compareceram aos dois dias de prova e não justificaram a ausência. A princípio, eles perderiam o direito à isenção neste ano. Mas, de acordo com o Inep, até mesmo esses estudantes poderão solicitar a gratuidade da taxa em 2020. "A regra vale tanto para os participantes que optarem pelo Enem impresso quanto para os que escolherem o Enem digital", informa o site da prova. Adiamento da prova O Enem será adiado "de 30 a 60 dias em relação ao que foi previsto nos editais", de acordo com decisão do Inep e do Ministério da Educação (MEC). Inscrições no Enem 2020 vão até sexta (22): veja o passo a passo de como fazer Candidatos que estiverem com Covid-19 nos dias da prova poderão fazê-la em outra data Bolsonaro foi aconselhado por Maia a adiar Enem para evitar derrota na Câmara A decisão ocorre depois de o governo enfrentar questionamentos judiciais cobrando o adiamento da prova por causa dos efeitos da pandemia da Covid-19. Segundo entidades estudantis, universidades e colégios federais, a suspensão das aulas presenciais aumentaria a desigualdade entre os candidatos. O debate sobre o adiamento da prova chegou ao Congresso: na terça-feira (19), o Senado aprovou projeto que adia Enem, e o texto seguiu para avaliação da Câmara dos Deputados. Enem 2020 será adiado e nova data será entre 30 e 60 dias depois do previsto Cronograma No mês passado, o Inep adiou apenas a versão digital, que seria realizada nos dias 11 e 18 de outubro e passou para os dias 22 e 29 de novembro. A aplicação da prova impressa estava prevista para 1º e 8 de novembro. As novas datas não foram divulgadas. Ministro cita líderes do Centro O ministro Weintraub adotou posição contrária ao adiamento desde que foi acionado por órgãos e entidades como a Defensoria Pública da União (DPU) e a União Nacional dos Estudantes (UNE). No começo do mês, chegou a afirmar para os senadores que reavaliaria a situação do Enem novamente apenas em agosto. Entretanto, na manhã de quarta-feira (20), Weintraub disse que considerou a movimentação no Congresso e ouviu os líderes do Centro para decidir pelo adiamento. "Diante dos recentes acontecimentos no Congresso e conversando com líderes do centro, sugiro que o ENEM seja adiado de 30 a 60 dias. Peço que escutem os mais de 4 milhões de estudantes já inscritos para a escolha da nova data de aplicação do exame" - Abraham Weintraub Na terça, o MEC disse que iria, em junho, consultar os inscritos para decidir se adiaria o exame. Agora, no novo posicionamento, o governo afirmou que vai fazer uma enquete com os participantes para definir as novas datas. Posicionamento do Inep e MEC Veja abaixo a íntegra da nota divulgada pelo Inep: "NOTA OFICIAL | Adiamento do Enem 2020 Atento às demandas da sociedade e às manifestações do Poder Legislativo em função do impacto da pandemia do coronavírus no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2020, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e o Ministério da Educação (MEC) decidiram pelo adiamento da aplicação dos exames nas versões impressa e digital. As datas serão adiadas de 30 a 60 dias em relação ao que foi previsto nos editais. Para tanto, o Inep promoverá uma enquete direcionada aos inscritos do Enem 2020, a ser realizada em junho, por meio da Página do Participante. As inscrições para o exame seguem abertas até as 23h59 desta sexta-feira, 22 de maio." Initial plugin text
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22/05 - Lacalle Pou anuncia volta às aulas presenciais no Uruguai após melhora nos índices do novo coronavírus
Escolas reabrirão progressivamente a partir de 1º de junho. País estabilizou número de casos de Covid-19. Escola rural aberta em San Jose, no Uruguai, em 22 de abril Mariana Greif/Reuters O presidente do Uruguai, Luis Lacalle Pou, anunciou nesta quinta-feira (21) a volta às aulas presenciais nas escolas a partir de 1º de junho. A decisão foi tomada após a estabilização no número de casos do novo coronavírus no país. Em entrevista coletiva, Lacalle Pou disse que a retomada das aulas nas escolas será progressiva, de acordo com o perfil dos alunos ou da localização das cidades. A capital, Montevidéu, só começa a reabrir em 15 de junho. "Estamos dando esse passo porque estamos convencidos de que o risco é mínimo", disse Lacalle Pou, segundo o jornal "El País". Presidente do Uruguai, Luis Lacalle Pou, anuncia medidas para frear transmissão do novo coronavírus AFP PHOTO / URUGUAYAN PRESIDENCY/ ALVARO SALAS Haverá, no entanto, algumas regras para evitar a disseminação do novo coronavírus pelas escolas, de acordo com o "El País". Veja abaixo. Jornadas escolares não podem ultrapassar quatro horas diárias Entradas e saídas devem ser escalonadas para não causar aglomerações Recreios e intervalos ocorrerão em turnos diferentes Escolas para crianças pequenas ou alunos especiais terão condições diferenciadas de retorno Férias de julho serão movidas para outra data Caso de sucesso Homem e menina passeiam pela Rambla, o calçadão da orla de Montevidéu Eitan Abramovich/AFP Segundo monitoramento da Universidade Johns Hopkins, o Uruguai tinha até esta quinta 749 casos de Covid-19. A doença matou 20 pessoas no país. É o único país da região que figura entre os 42 no mundo que vêm conseguindo vencer a doença, segundo o portal Endcoronavirus.org, um ranking realizado pelo New England Complex Systems Institute. Lacalle Pou se viu diante do desafio da pandemia e, para não transformá-lo em pesadelo, optou por uma estratégia diferente dos demais vizinhos. Declarou emergência sanitária no país, mas evitou tratar o confinamento como obrigatório. Em vez disso, apelou à responsabilidade dos uruguaios lançando a "Operação Todos em Casa". Traduza-se por isso a recomendação para que cada cidadão limitasse suas saídas e respeitasse o distanciamento social. O governo suspendeu as aulas, fechou fronteiras e proibiu eventos de massa, mas não reprimiu quem precisasse trabalhar fora de casa. “Não está desaconselhado sair, desde que a pessoa mantenha distância de outras e use máscaras”, orientou o presidente. ANÁLISE: Uruguai é oásis da pandemia na América do Sul Initial plugin text
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21/05 - DPU solicita e Inep retira obrigatoriedade do RG para inscrição no Enem 2020
Liberação vale para candidatos de todo o Brasil. Exame foi adiado, mas inscrições continuam até sexta-feira. Inep encaminhou ofício à DPU em Alagoas comunicando que vai adotar o pedido para retirar a obrigatoriedade do RG para a inscrição no Enem 2020 Reprodução Em resposta a um ofício da Defensoria Pública da União (DPU) em Maceió, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) liberou nesta quinta-feira (21) que estudantes sem RG façam a inscrição do Enem 2020 somente com outros documentos de identificação, como CPF. A retirada da obrigatoriedade vale para candidatos de todos os estados. O Enem 2020 vai ser adiado, mas mesmo sem data determinada das provas, inscrições para o exame precisam ser feitas até as 23h59 de sexta (22). “É possível retirar a obrigatoriedade de preenchimento do RG no sistema de inscrição do Enem 2020, a partir das 14h do dia 21 de maio de 2020, não solicitando este dado posteriormente nesta edição do Enem”, diz trecho do ofício do Inep. No dia 19 de maio, a DPU em Maceió, por meio do defensor público federal Diego Alves, enviou um ofício ao Inep requisitando informações a respeito da viabilidade de estudantes com problemas de emissão do Registro Geral (RG), por causa da suspensão das atividades presenciais nos institutos de identificação durante a pandemia de Covid-19, realizarem a inscrição no Enem 2020 sem a identificação do número do RG, mas incluindo os demais dados e documentos pessoais, inclusive o CPF. A DPU pediu que a comprovação com RG fosse realizada depois da flexibilização do distanciamento social, com reabertura dos institutos de identificação, e antes da aplicação das provas. O pedido ao Inep foi feito pela DPU em paralelo a uma ação judicial individual, em que a Justiça Federal determinou a inscrição de um candidato inserindo apenas sequência de zeros no campo destinado para o número do RG. "Fizemos a atuação individual e já saiu a liminar. Em outra via, abrimos procedimento coletivo para que não houvesse prejuízo a quem não compareceu aos órgãos de controle. Daí, o ofício ao Inep e posterior resposta", disse o defensor público federal Diego Alves. Ele explicou que, caso a exigência do RG ainda esteja inviabilizando a inscrição do candidato, o estudante deve procurar a DPU, que durante a pandemia está atendendo pelos seguintes telefones: Atendimento de Maceió: (82) 3194-2300 Atendimento de Arapiraca: (82) 99910-0297 Plantão: (82) 99986-0280 - das 17:00h às 07:59h em dias úteis e 24 horas em feriados e finais de semana. Destina-se exclusivamente ao exame das matérias urgentes, assim consideradas aquelas em que há risco à vida, à liberdade, ou outras em que possa ocorrer perecimento de direito, a critério do Defensor Público Federal plantonista Enem 2020 será adiado e nova data será entre 30 e 60 dias depois do previsto G1 em 1 Minuto: Enem 2020 é adiado; nova data ainda não foi definida Initial plugin text
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21/05 - Enem 2020 tem mais de 4,6 milhões de inscritos; prazo termina na sexta (22)
No cronograma antigo, versão digital seria em 22 e 29 de novembro e a prova tradicional estava prevista para 1º e 8 de novembro. Novas datas serão decididas em enquete com os participantes. O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) recebeu, até as 14h desta quinta-feira (21), 4.536.701 de inscrições para a versão impressa e 101.100 para a digital, segundo o ministro da Educação, Abraham Weintraub. O prazo para se inscrever termina às 23h59 de sexta-feira (22). Veja o passo a passo de como participar. Adiamento da prova O Enem será adiado "de 30 a 60 dias em relação ao que foi previsto nos editais", de acordo com decisão do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e do Ministério da Educação (MEC). Inscrições no Enem 2020 vão até sexta (22): veja o passo a passo de como fazer Candidatos que estiverem com Covid-19 nos dias da prova poderão fazê-la em outra data Bolsonaro foi aconselhado por Maia a adiar Enem para evitar derrota na Câmara A decisão ocorre depois de o governo enfrentar questionamentos judiciais cobrando o adiamento da prova por causa dos efeitos da pandemia da Covid-19. Segundo entidades estudantis, universidades e colégios federais, a suspensão das aulas presenciais aumentaria a desigualdade entre os candidatos. O debate sobre o adiamento da prova chegou ao Congresso: na terça-feira (19), o Senado aprovou projeto que adia Enem, e o texto seguiu para avaliação da Câmara dos Deputados. Enem 2020 será adiado e nova data será entre 30 e 60 dias depois do previsto Cronograma No mês passado, o Inep adiou apenas a versão digital, que seria realizada nos dias 11 e 18 de outubro e passou para os dias 22 e 29 de novembro. A aplicação da prova impressa estava prevista para 1º e 8 de novembro. As novas datas não foram divulgadas. Ministro cita líderes do Centro O ministro Weintraub adotou posição contrária ao adiamento desde que foi acionado por órgãos e entidades como a Defensoria Pública da União (DPU) e a União Nacional dos Estudantes (UNE). No começo do mês, chegou a afirmar para os senadores que reavaliaria a situação do Enem novamente apenas em agosto. Entretanto, na manhã de quarta-feira (20), Weintraub disse que considerou a movimentação no Congresso e ouviu os líderes do Centro para decidir pelo adiamento. "Diante dos recentes acontecimentos no Congresso e conversando com líderes do centro, sugiro que o ENEM seja adiado de 30 a 60 dias. Peço que escutem os mais de 4 milhões de estudantes já inscritos para a escolha da nova data de aplicação do exame" - Abraham Weintraub Na terça, o MEC disse que iria, em junho, consultar os inscritos para decidir se adiaria o exame. Agora, no novo posicionamento, o governo afirmou que vai fazer uma enquete com os participantes para definir as novas datas. Posicionamento do Inep e MEC Veja abaixo a íntegra da nota divulgada pelo Inep: "NOTA OFICIAL | Adiamento do Enem 2020 Atento às demandas da sociedade e às manifestações do Poder Legislativo em função do impacto da pandemia do coronavírus no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2020, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e o Ministério da Educação (MEC) decidiram pelo adiamento da aplicação dos exames nas versões impressa e digital. As datas serão adiadas de 30 a 60 dias em relação ao que foi previsto nos editais. Para tanto, o Inep promoverá uma enquete direcionada aos inscritos do Enem 2020, a ser realizada em junho, por meio da Página do Participante. As inscrições para o exame seguem abertas até as 23h59 desta sexta-feira, 22 de maio." Initial plugin text
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21/05 - Alunos da rede pública do Ceará têm ensino domiciliar durante pandemia, mas relatam dificuldade de estudar
Com acesso restrito à internet ou sem o recurso, alunos da rede pública afirmam que têm desvantagem a estudantes da rede privada que podem manter as aulas pela internet. Alunos com acesso à internet usam computador e celular para manter estudo durante pandemia de coronavírus Divulgação/Seed O cronograma letivo das escolas precisou ser realinhado a partir da rápida propagação da Covid-19. Com a orientação de isolamento social, as unidades de ensino suspenderam as atividades presenciais, mas traçaram estratégias de ensino domiciliar, como o uso de aplicativos para aulas virtuais. Alunos da rede pública do Ceará dizem aprovaram o adiamento do Enem e citam dificuldade em competir com estudantes da rede privada que mantêm as aulas por meio de educação a distância. Em todo país, estudantes, pais e professores narram 'apagão' do ensino público durante a pandemia. Um levantamento realizado pelo G1 mostrou que em 7 estados e no DF as atividades remotas não vão contar para o ano letivo. No Ceará, a suspensão das aulas presenciais entrou em vigor no dia 19 de março após a publicação de um decreto estadual. Entre os recursos utilizados pelas secretarias de Educação do Estado e Município de Fortaleza para fornecer as aulas pela internet estão ferramentas como Aluno Online, Professor Online e o Google Classroom. Para o estudante do 3º ano do Ensino Médio Lázaro Pereira, de 20 anos, os dispositivos são adequados diante do atual cenário. Ele acessa as aulas através do próprio celular que está “meio ruim”. O aparelho, inclusive, é o único de sua casa. Da tela pequena do telefone, o aluno que pretende cursar Geografia ou Engenharia de Pesca, cumpre as atividades, já como preparação para o Enem. Contudo, Lázaro acredita que não tem condições estruturais iguais às de pré-vestibulandos da rede privada. “Problemas básicos, como a falta de internet e até um simples cantinho de estudo faz muita diferença para os alunos de escola pública”, avalia. Apesar da “desigualdade social”, ele encontrou outras formas de reforçar o repertório para a prova. “Estudo mais ou menos três horas por dia o que mais caiu no Enem de outros períodos e acesso plataformas digitais gratuitas que ajudam muito.” O estudante Artur Menezes, que pretende ingressar em uma faculdade de veterinária, divide o único computador da casa com dois irmãos, que também tentam manter os estudos durante a quarentena. Ele comemorou o adiamento da prova do Enem e aguarda a retomada das aulas presenciais para ter mais chances de obter a aprovação, conforme ele. "Os alunos das escolas privadas continuam com aula pela internet, eles têm o mesmo conteúdo, só que de casa, a gente não, a gente tem tarefa de casa. Sem aula presencial pra todo mundo a diferença fica maior ainda, a chance de a gente, que é de escola pública, entrar na faculdade fica mais difícil ainda", afirma. O Ceará é um dos estados mais afetados pela pandemia no Brasil. São mais de 30 mil pessoas infectadas e 1,9 mil óbitos, conforme dados atualizados na noite de quarta-feira (20). Por conta do avanço da doença, foi decretado um lockdown em Fortaleza, epicentro da Covid-19 no Ceará. Educação a distância Em meio à pandemia de coronavírus, salas de aula ficam vazias no Ceará Reprodução/TV Anhanguera Dessa forma, as aulas presenciais foram suspensas, o que obrigou professores e alunos a migrarem para a educação a distância. Na rede estadual, a Secretaria da Educação (Seduc) informa que o processo de aprendizagem em casa começou no dia 26 de março, após a elaboração de diretrizes junto ao Conselho Estadual de Educação (CEE-CE). A pasta determinou que os educadores de todas as áreas do conhecimento usem aparatos tecnológicos para o repasse de conteúdos e tarefas. Entres os recursos utilizados estão o Aluno Online, Professor Online e o Google Classroom. "As diretrizes da Seduc apontam o livro didático como principal ferramenta para as aulas remotas. Para os alunos que não têm acesso à internet, professores estão elaborando atividades impressas, de forma que todos possam acompanhar os conteúdos. Há ainda uma parceria com a TV Ceará, do Governo do Estado, para a transmissão de aulas das diversas disciplinas, de segunda a sexta-feira, às 14h", explica a secretaria. Escolas da rede pública adotam medidas de prevenção ao coronavírus Ensino básico As escolas públicas de ensino infantil e fundamental de Fortaleza seguem a mesma estratégia de ensino domiciliar, embora a didática seja diferente. Conforme a Secretaria Municipal da Educação (SME), não há aulas ao vivo, mas os professores utilizam aplicativos de conversa para a explicação de matérias e o envio de atividades. Na impossibilidade de o estudante acessá-las, a coordenação envia as atividades para as residências dos matriculados. É o caso do professor Renan Dantas, que ministra aulas de inglês para 13 turmas de 8º e 9º anos. Ele afirma que na rede municipal "ainda não houve a padronização de qual aplicativo ser usado", por isso, adotou grupos em aplicativos de conversas. "Eu pensei que o Classroom seria adotado pela Prefeitura, mas como até agora não chegou nada oficial, a gente está fazendo dessa forma", justifica. Depois de gravar áudios com as explicações das regras da língua estrangeira, Renan direciona a atividade no livro e fica de "plantão" para tirar dúvidas durante o expediente. Contudo, ele menciona que a escola também criou uma página nas redes sociais que auxilia a divulgação das aulas. "Eu já fiz alguns vídeos para o perfil no Instagram, e os alunos adoram, mas a principal ferramenta pedagógica tem sido mesmo o WhatsApp". De acordo com a SME, as ações serão computadas nas 800 horas de aulas que os alunos devem cumprir no calendário escolar anual, cuja reorganização “está em discussão e será executada com base nos dias letivos e conteúdos obrigatórios”. Já a Seduc comunicou que estuda as experiências de outros países para tomar decisões sobre o retorno das aulas presenciais. Initial plugin text
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21/05 - Estudantes, pais e professores narram 'apagão' do ensino público na pandemia; em 7 estados e no DF, atividade remota não vai contar para o ano letivo
Redes estaduais e municipais relatam improviso com aulas via WhatsApp e outras ferramentas; alunos sofrem com falta de internet e equipamentos. Mãe de SC define o cenário como um quadro de "educação de faz de conta". Alunos da rede pública de todo o Brasil vivem a sensação de que 2020 será um ano perdido em suas trajetórias escolares. Já os professores relatam o drama de não terem a formação e a estrutura necessárias para oferecer o conteúdo remoto. Quando não estão totalmente sem conexão, estudantes e mestres recorrem ao improviso de aulas via redes sociais, por exemplo. O retrato da desigualdade na educação pública do Brasil durante a pandemia de Covid-19 é desanimador, como contam também os pais. "Está sendo uma educação de faz de conta", afirma Graciela Fell, que tem uma filha matriculada na rede estadual de Santa Catarina. Já a professora Tassiane Barreto, de Sergipe, avalia: "A rede pública parou”. O cenário de incertezas apontado pela comunidade escolar se reflete nos números de um levantamento nacional do G1 junto aos estados ao Distrito Federal. São soluções adotadas apenas localmente, diante de realidades muitos distintas entre si. O balanço mostra que: A decisão de suspender as aulas presenciais foi tomada pelas redes de ensino entre 11 e 23 de março. Desde então, 15 estados decretaram recesso ou férias para ganhar tempo e encontrar alternativas: Alagoas, Amapá, Espírito Santo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins. Além do Distrito Federal, apenas 11 estados suspenderam as aulas: Acre, Amazonas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rondônia e Roraima. 16 estados planejam considerar atividades remotas como carga horária do ano letivo – equivalendo-as às aulas presenciais: AC, AP, AM, CE, GO, MA, MG, MS, PB, PR, PI, RN, RS, RR, SP e SC. Além do DF, 7 estados declararam que não vão usar a educação remota como carga horária do ano letivo: AL, BA, DF, ES, MT, PA, SE e TO. PE não decidiu ainda; RO e RJ não responderam. MG foi último estado a adotar alguma atividade; o conteúdo passou a ser transmitido nesta segunda-feira (18). A suspensão de aulas não encontrou uma resposta coordenada: todos os estados e o DF adotaram atividades remotas, mas cada estado adotou uma maneira de repassar o conteúdo – plataformas virtuais, sites, TV aberta e até por meio do WhatsApp. Nas redes municipais, não ocorreu o mesmo movimento: ao menos sete capitais não adotaram nenhuma atividade remota. O levantamento do G1 aponta que nenhuma rede estadual de ensino sabe como será a retomada. Questionadas, elas afirmaram não saber se haverá aulas aos sábados para repor possíveis conteúdos ou se pretendem adotar carga horária estendida. Em geral, elas afirmam que avaliam as alternativas. Professores de SC tem usado criatividade para gravar aulas durante pandemia NSC TV/Reprodução A pedagoga Evelise Maria Labatut Portilho, pós-doutora em Educação e professora da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR), avalia que não é hora de pensar em perdas de conteúdo, mas, sim, na formação das crianças. “Eu não me preocuparia com o conteúdo. Peço que conversem sobre esse momento histórico com as crianças, mostrem o que é o ser humano, a questão da solidariedade, do respeito, o que é ficar em isolamento, o que é o vírus, a higiene. Tudo é conteúdo.” Queixas de alunos e professores Nesta quarta-feira (20), o Ministério da Educação (MEC) e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) anunciaram que o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) será adiado "de 30 a 60 dias em relação ao que foi previsto nos editais". A prova, originalmente, ocorreria em novembro. Alunos tirados da rotina e deixados em casa lamentam não só a falta de planos pedagógicos estruturados, mas também a ausência de estrutura. “Sinto que estou andando para trás em relação ao Enem”, afirma Túlio Salvador Morais Novaes, de 19 anos, aluno da rede estadual do RJ, sem computador, celular e internet para buscar o conteúdo. É uma realidade que não depende do CEP ou do engajamento pessoal de cada estudante. Estudantes de escolas públicas relatam dificuldades para acessar aulas online Morador de Mogi da Cruzes (SP) e medalhista em olimpíadas de matemática, Rauny Lucas de Siqueira e Silva, de 15 anos, diz: "As pessoas que têm internet e estão estudando para fazer vestibular vão sobressair em relação a mim". O estudante Rauny durante competição de xadrex Arquivo Pessoal/Divulgação Para os professores, a oferta não atende ao que se espera, sobretudo nos anos finais da educação básica, já que há problemas de acesso às plataformas. "O ensino remoto não está estão preparando ninguém para o Enem”, diz Renata Rosseo, de 39 anos, professora no Rio. "Eles [alunos] não têm celular da forma como as pessoas pensam – como um celular para cada um. Às vezes, tem um celular compartilhado para cada casa." Para o professor de filosofia e história da rede estadual de Mogi das Cruzes Álvaro Dias, a procura pelas aulas vêm diminuindo. No estado de SP, dos 3,6 milhões de estudantes da rede estadual, 1,6 milhão acessou a plataforma criada durante o recesso. "As redes podem fingir que estão ensinado, mas os alunos não vão fingir que estão aprendendo", analisa Daniel Cara, professor da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP) e membro da Campanha Nacional pelo Direito à Educação. No PR, professores estimam que só 30% dos estudantes estão assistindo às videoaulas e entregando as atividades propostas pelo aplicativo. Professor de Arte no PR, Jean Carlos Franzoi Dernis diz que ensino remoto não foi planejado adequadamente O relato é semelhante em Mato Grosso do Sul. "O professor não estava preparado totalmente para aquilo tão repentinamente. Alguns tiveram problemas, assistiram vídeos para aprender a dar videoaulas e tudo mais. Mas 40% é a preparação da aula, estudo do professor e tal. Os outros 60%, é do feedback do aluno e aí que fica puxado de saber", afirma Cristiane Zorzatto, professora de biologia. Em PE, profissionais que trabalham na rede municipal do Recife e que não quiseram se identificar, disseram que não há sequer orientações aos trabalhadores sobre como ocorrerá o esquema de reposição de aulas. E o relato do jovem José Miguel Canuto, de 12 anos, demonstra esse cenário. "Desde o começo da pandemia, estou sem aulas. Não tive, até agora, nenhuma aula on-line, e o pessoal da escola também não falou nada com a gente sobre alguma atividade fora da escola. A única coisa que eu recebi foi um livro de português, quando minha mãe foi buscar a cesta básica da prefeitura", disse o estudante. José Miguel Canuto, de 12 anos, recebeu um livro de português da prefeitura para estudar na pandemia Reprodução/WhatsApp Falta de estrutura pedagógica Há inúmeros relatos pelo país de situações improvisadas para (tentar) transmitir aos alunos o conteúdo das matérias. No RS, a professora Fabiane Maciel Viecilli, que dá aulas de história, filosofia e sociologia em uma escola estadual de Porto Alegre, conta que os educadores enviam as atividades semanais por WhatsApp a duas pessoas da vice-direção – e elas encaminham aos pais e alunos. "Foi definido, pela escola, que as atividades valerão também como presença, mas só serão entregues no retorno das aulas. As dúvidas fazem o caminho inverso. Aluno não entendeu, passa para as vices e elas nos repassam. Trem complicado", afirma a professora. Alunos da rede pública do RS têm dificuldades de manter estudos online durante pandemia Em outro caso, a rede social virou alternativa. O professor de história Rafael Gonçalves, que dá aula para o ensino fundamental em Porto Alegre, disse que, no início, foram entregues aos alunos materiais físicos, como apostilas. Mas nem todos conseguiram buscar na escola. “[Colocamos o conteúdo] na página do Facebook.” A falta de padrão se verifica até mesmo em relação a um mesmo aluno. "Estou passando por três situações: tem matéria em que o professor criou até um canal no YouTube para melhorar a explicação; com outras, o conteúdo passado não está relacionado com a matéria diretamente; e, em outras, para obter ajuda, tenho que enviar e-mail para o professor, que em alguns casos não é correspondido. Do meu ponto de vista, o ensino público não está preparado para o EAD [ensino à distância]", afirma Guilherme Soares Machado, de 14 anos, estudante de SC. A dinâmica das aulas remotas causou estranheza em Caio Rogério, de 17 anos, morador da Rocinha, no Rio. “A maior dificuldade que eu estou tendo é que as matérias são excessivas, são gigantes. Quando você vai tirar uma dúvida com o professor, até ele responder, a nossa dúvida já passou. Isso é cansativo, até para os professores”, afirma. Em MG, após ficarem dois meses sem aula ou qualquer atividade, os cerca de 380 mil estudantes da rede pública estadual começaram nesta semana o ensino remoto. "Eu não gostei das aulas. Achei muito superficial. E o material escrito, então, é uma vergonha", disse Fernando Alves, de 17 anos, que acompanhou as aulas desta segunda pelo canal da Rede Minas no YouTube. "É uma questão de alfabetização digital. Muitos dos nossos alunos nunca passaram por isso de verdade", analisa o professor de arte Jean Carlos Franzoi Dernis, que dá aula em duas escolas estaduais no PR. Para os professores, a sensação não é diferente. “Estou em um grupo de teletrabalho. Estamos perdidos", disse a professora Diliana de Barros Lisboa, da rede estadual de MG. "Nós somos carentes de papel, de impressora, de salário. Como organizar aulas remotas em ambiente que já é precário?”, argumenta ela. No AC, a gestora Laura Geane Lopes de Oliveira fala que ainda é um desafio colocar em prática as atividades porque têm alunos que não querem, têm os que participam e têm aqueles que não têm condições nem de ir pegar o material disponibilizado para quem não tem acesso à internet na escola. “Estamos em processo de entrega do material, porque dá trabalho, tem que fazer levantamento, entregar com cuidado, saber quantos alunos vão precisar do material, tudo de forma segura. Hoje o nosso alcance do conteúdo de estudo e entrega de material está em 80% dos alunos, nós não temos 100% de alcance porque tem estudante que simplesmente não quer ou não tem como ir pegar o material”, lamenta Laura. Ociosidade e falta de recursos Em SC, a aluna Eduarda Martins Schmidt, de 17 anos, que está no 3º ano do ensino médio na rede estadual, acredita que os trabalhos poderiam ser solicitados com mais frequência, ocupando mais dias de semana com as demandas curriculares. “Fora o Classroom [aplicativo do Google], nada de 'live', material gravado, auxílio no WhatsApp, somente resumo de textos, atividades de assinalar e outras com perguntas simples. Temos tarefas duas vezes por semana, no máximo, que são as entregas de trabalhos, dois ou três no mesmo dia”, diz a aluna. No PR, a professora Cinthya Carvalho, que dá aula para os alunos do 2º e 4º ano, relata a falta do contato e da rotina é uma dificuldade – e ela se impõe a despeito da qualidade dos materiais ou do acesso fácil a eles. “Ainda temos um olhar distante, porque muitas [crianças] estão sendo auxiliadas pelos pais, então a gente não sabe o quanto elas realmente aprenderam.” Graciela Fell, também de SC, tem a filha de 11 anos matriculada em uma escola da rede estadual. "Vejo a dificuldade de fazer o papel de professora, ao mesmo tempo percebo que minha filha vai chegar ao próximo ano sem entender de fato algumas disciplinas, principalmente as exatas. Ela estuda numa escola pública, com colegas carentes, certamente muitos pais não conseguem ajudar os filhos. Está sendo uma educação de faz de conta", diz. Valentina Fell está estudando em casa em SC e relata dificuldades de entender disciplinas exatas sem presença de professores Graciela Fell/Arquivo pessoal Diferença clara entre rede pública e privada A professora de português Tassiane Barreto, de Aracaju, diz que é clara a diferença entre a estrutura acessível aos alunos da rede pública e a da rede privada – ela leciona em ambas. Atualmente em período de férias antecipadas, ela conta que, logo no começo da quarentena, tentou manter contato com os alunos. "Mas esbarramos na falta de estrutura. Uns cinco alunos conseguiram acompanhar, o resto não tinha internet, nada. A rede pública parou”, lamenta. "Cada casa é uma realidade e os pais estão tendo de rebolar para dar conta de tudo também, tendo em vista o contexto atual. Portanto, apesar de ter me surpreendido com a devolutiva dos alunos em relação às aulas on-line, não é momento de criar paranoias, grandes expectativas. [É preciso] Respeitar os limites de todos: alunos, pais, professores, escola...", diz a professora. Educação remota como carga horária Em abril, uma portaria publicada pelo governo federal retirou a obrigatoriedade de dias letivos, mas manteve as horas mínimas em 2020. No AC, AP, AM, CE, GO, MG, MA, MS, PB, PR, PI, RN, RS, RR, SP e SC, as aulas remotas vão equivaler às presenciais. AL, BA, DF, ES, MT, PA, SE e TO decidiram não adotar as atividades remotas como carga horária. PE está em situação indefinida. E RO e RJ não responderam até a publicação desta reportagem. A organização às pressas da educação remota e a incerteza sobre como os alunos estão sendo atendidos coloca em dúvidas o real aproveitamento do ano letivo. Aulas remotas e dificuldades com a ‘nova educação’ durante a pandemia no AC Laura Gianne/Arquivo pessoal Daniel Cara, membro da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, é crítico à medida. "Não sou contrário ao uso de tecnologia, mas não dá para contabilizar como ano letivo. Sou favorável ao uso da tecnologia e das ferramentas de educação a distância para manter o contato com alunos, e de ter instrumentos de equidade, como a distribuição de equipamentos eletrônicos, para todos terem acesso à educação, mas não dá para validar como 'ano letivo'", afirma o educador. Para o professor da Universidade Federal do ABC e especialista em educação Fernando Cássio, é preciso haver um debate sobre o aproveitamento do atual ano. “Se a gente tiver de abrir mão do ano letivo para isso [garantir formação adequada], é o que deveríamos fazer. O ano letivo não deveria ser prioridade”, explica Cássio. “A pandemia exibe em praça pública a desigualdade, pobre morre mais do que rico, mas mostra também a desigualdade na educação.” Empenho pessoal para contornar desafios Apesar de PE ter criado uma plataforma com aulas remotas, Rosemere Medeiros, gestora de uma escola estadual, manda ela mesma mensagens pelo WhatsApp aos alunos para avisar quando há conteúdo novo na plataforma. Ela conta que chegou a acionar um representante de turma para que tentasse incentivar o colega a participar mais da aula. "Vimos estudantes que não estavam interagindo nas aulas e pegamos o representante de turma para conversar com o colega. É um jovem sensibilizando o outro para o quanto é importante [estudar]", afirma. Em SC, o professor de educação física Luis Hellmann, por exemplo, usa vassouras e materiais recicláveis para gravar vídeos explicando aos alunos como praticar exercícios em casa. "As dificuldades foram: conhecer as ferramentas e as possibilidades que elas nos dão; e o distanciamento com os alunos." Profissionais da educação, alunos e mães de Curitiba relatam como é o aprendizado com novos métodos em meio à pandemia Arquivo pessoal/Pâmela Kosowski Sapala *Colaboraram Ardilhes Moreira, Elida Oliveira, Megui Donadoni e as equipes de reportagem do G1 AC, AL, AP, AM, BA, CE, DF, ES, GO, MA, MT, MS, MG, PA, PB, PR, PE, PI, RJ, RN, RS, RO, RR, SC, SP, SE e TO
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21/05 - Depois de dois meses de aulas suspensas, alunos de escolas públicas do RS têm problemas para manter estudos online
Mesmo com as iniciativas das escolas para que estudantes não fiquem sem atividades, muitos ainda não conseguem acompanhar os conteúdos por falta de acesso à internet. Alunos da rede pública do RS têm dificuldades de manter estudos online durante pandemia Sem aulas presenciais há dois meses no Rio Grande do Sul devido à pandemia do novo coronavírus, as escolas tiveram que desenvolver iniciativas para que os alunos não fiquem sem atividades. Mesmo assim, muitos estudantes não conseguem acompanhar os conteúdos por falta de acesso à internet. O G1 conversou com professores, pais e alunos que relatam incertezas sobre como serão as avaliações e a recuperação dos conteúdos. As aulas na rede estadual foram suspensas no dia 19 de março. A partir da data da suspensão, até o dia 30 de abril, a Secretaria Estadual de Educação promoveu aulas programadas. Segundo a Seduc, diversos recursos foram utilizados pelos professores, desde a distribuição presencial de tarefas e materiais didáticos aos pais ou responsáveis, para quem não tem acesso à internet, até a utilização de plataformas digitais e rede sociais, como Facebook e WhatsApp, aplicativos, blogs e jogos interativos. O recesso escolar, que estava previsto para o mês de julho, foi antecipado para a primeira quinzena de maio. As férias chegaram ao fim na terça-feira (19), e as aulas online permanecem suspensas até o dia 29 de maio, sem previsão de envio de atividades aos alunos. A Secretaria Estadual de Educação informou que protocolos estão sendo criados e devem ser implementados nas escolas quando as aulas voltarem a acontecer presencialmente, mas ainda não há uma data para isso acontecer. Professora Nádila Albuquerque Luchini com os alunos antes da pandemia Aline Pozzer/arquivo pessoal Conteúdos pelo Whatsapp A professora Fabiane Maciel Viecilli, que trabalha dando aulas de história, filosofia e sociologia no Colégio Estadual Carlos Fagundes de Mello, na Zona Norte de Porto Alegre, conta que os educadores enviam as atividades semanais por WhatsApp para duas pessoas da vice-direção e elas encaminham para os pais e alunos. "Foi definido, pela escola, que as atividades valerão também como presença, mas só serão entregues no retorno das aulas. As dúvidas fazem o caminho inverso. Aluno não entendeu, passa para as vices e elas nos repassam. Trem complicado", afirma Fabiane. Professora Fabiane Maciel Viecilli trabalha dando aulas de história, filosofia e sociologia no Colégio Estadual Carlos Fagundes de Mello Arquivo pessoal Fabiane, que leciona numa região bastante carente da Capital, conta que a escola sofre de problemas de infraestrutura. "Tem o problema da violência, ligada diretamente ao tráfico de drogas. Naquele contexto, a escola serve também para sociabilidade, visto que não tem locais para os jovens se encontrarem em segurança". "Nossos alunos têm pouco ou nenhum acesso à internet fora dos celulares pré-pagos. E a nossa escola é a única da Vila Farrapos com ensino médio", afirma a professora. O professor de história Rafael Gonçalves, que dá aula para o ensino fundamental no Colégio Estadual Francisco Antônio Vieira Caldas Júnior, na Zona Leste da Capital, disse que, no início, foram entregues materiais físicos, tipo apostilas, aos alunos. Mas nem todos conseguiram buscar na escola. "Naquela primeira segunda-feira de suspensão, muitos pais foram buscar na escola, mas aí os pais que não pegaram na segunda, na terça a escola já estava fechada. [Colocamos] na página do Facebook. Provavelmente, a maioria tem rede social, muitos baixam as atividade para o próprio celular. Poucos têm computador, impressora nem se fala, mas a gente conta com aquela coisa, de quem tem ajudar quem não tem", explica Rafael. Professor Rafael Gonçalves dá aula de história para o ensino fundamental no Colégio Estadual Francisco Antônio Vieira Caldas Júnior Arquivo pessoal Segundo o professor, em abril um novo bloco de material foi feito e disponibilizado no Facebook da escola. "Quem tem oportunidade, possibilidade, baixa o material, lê, vê, faz [as atividades]. Quem não tem a oportunidade, vai ficar para o retorno. Na verdade, tudo vai ficar para o retorno. Era uma medida porque a gente não sabia quanto tempo ia durar, para evitar de entrar o ano de 2021 com calendário de 2020 ainda", conta. A professora Tatiane Ricaldi, que dá aulas na Estadual de Ensino Fundamental Alfredo Clemente Pinto, em Novo Hamburgo, na Região Metropolitana de Porto Alegre, conta que a maioria dos alunos é carente, não tem acesso à internet e nem material tecnológico para fazer as atividades remotas. "Os recursos que foram utilizados são ensino remoto, para quem tem internet, e entrega de material físico na escola, ligando para a casa dos pais dos alunos. A escola não utiliza a plataforma Classroom". "Para a realidade dos nossos alunos, a maioria não tem acesso à internet e muito menos um celular para fazer as suas atividades", conta. A professora relatou que, por enquanto, o estado não adotou nenhuma plataforma. A correção das tarefas seria realizada na volta às aulas. Mas, como foi prorrogada a suspensão das aulas presenciais, os educadores estão aguardando as orientações da Seduc. A estudante Luísa Netto, de 17 anos, que cursa o 3º ano do ensino médio na Escola Estadual de Educação Básica Presidente Roosevelt, em Porto Alegre, tem tido acesso aos conteúdos pelo aplicativo Classroom. Segundo a aluna, o conteúdo é passado em forma de PDF ou até mesmo em vídeo aulas. São enviadas de cinco a 10 atividades, normalmente. "Eu não tive nenhuma dificuldade para realizar as atividades, porque tenho acesso à internet, impressora, enfim, todos os meios que me auxiliam na realização delas. Sei que essa não é uma realidade da maioria dos meus colegas. Inclusive, um deles tem deficiência, e quando entrei em contato com ele, ele me disse que não estava tendo acesso aos códigos para entrar no ClassRoom porque não tinha WhatsApp", conta. Luísa Netto, de 17 anos, cursa o 3º ano do ensino médio Arquivo pessoal Luísa relatou ainda que os trabalhos que valem nota só devem ser entregues quando as aulas retornarem. E não foi informado nada quanto ao controle de presença. A bióloga Amanda Domingues é mãe da Alice, de 6 anos, e do Ignácio, de 5. Segundo ela, a escola pública estadual em que a menina estuda oferece material impresso e um blog, onde são disponibilizadas as atividades. No entanto, os pais optaram por um método que denominado “educação afetiva”. “Compramos um caderno e estamos desenvolvendo as letras, o alfabeto, a leitura. Compramos livros, ensinamos as sílabas, os números, caça às letras. Ela tem que ler a palavra e fazer o desenho relacionado. Tem sido uma maneira interessante de realizar uma troca”, destaca. Como os irmãos têm uma diferença pequena de idade, um auxilia o outro. Ignácio corre com a irmã e faz as “aulas” de Educação Física no terraço do prédio onde moram. Ao mesmo tempo, ele tem a curiosidade estimulada por Alice a perguntar sobre números e letras. “É importante que a gente não pressione mais. Se a gente já se sente pressionado com o trabalho em casa, que não se sinta, como pais, pressionados em ser responsáveis por cuidar da casa, do almoço e da educação das crianças”, relata. Amanda Domingues é mãe da Alice, de 6 anos, e do Ignácio, de 5 Arquivo pessoal Rede municipal de Porto Alegre A Prefeitura de Porto Alegre informou que a rede municipal ainda não tem atividades remotas para o ensino fundamental, e nem para a educação infantil. E não há previsão para aulas EAD. O município acrescentou que não tem previsão de retorno das aulas, e não sabe como será a reposição de carga horária. A professora Nádila Albuquerque Luchini, dá aula para o 3º ano do ensino fundamental na EMEF Nossa Senhora De Fátima. Todos os recursos utilizados pela instituição são tecnológicos. Ela criou um grupo no Facebook para passar as atividades aos alunos. "Não há aulas transmitidas ao vivo. Alguns professores gravam vídeos diversos, com contação de histórias, explicações dos conteúdos, ou até mesmo, usam vídeos já existentes no Youtube. Não há plataformas indicadas pela Secretaria Municipal de Educação. Ela conta que as atividades tentam contemplar a carga horária presencial. "Enviamos atividades calculando o tempo de realização para as mesmas. Além das atividades, enviamos material de apoio e vídeos para assistirem na complementação dos estudos. No município, as aulas hora são divididas em períodos, eu como professora referência tenho 17 períodos de aula semanais. Então público pelo menos 5 atividades, sendo uma por dia. Para controlar a presença, pedimos nos grupo do Facebook, que ao entrar, os pais/alunos se identifiquem. E também pedimos para postar as atividades realizadas nos comentários, assim verificamos quem está acessando", afirma. A professora relata que, para os alunos que não tem acesso à internet, infelizmente, a escola não tem dado atendimento, no momento, porque está fechada. "Então não há como buscar material físico, pelo menos na nossa escola está funcionando assim. Não estamos realizando provas, nem oral, nem escrita. Nenhuma forma de avaliação está sendo aplicada no momento".
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20/05 - Após publicação de Bolsonaro, Maia decide não pautar votação de projeto que adia Enem
Ministro da Educação divulgou nota sobre adiamento. Mas presidente da Câmara disse que não confia em Weintraub. Segundo Maia, se governo não cumprir prometido, matéria vai a voto. Enem 2020 será adiado e nova data será entre 30 e 60 dias depois do previsto Após o presidente Jair Bolsonaro ter publicado em uma rede social que a prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) será adiada, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), decidiu não colocar em votação um projeto que adia as provas. Nesta terça-feira (19), o Senado aprovou projeto que adia automaticamente as provas que dão acesso aos cursos de graduação, entre as quais as do Enem. Pelo texto, o adiamento vale enquanto durar a calamidade pública. A expectativa é que os deputados pudessem votar a matéria na sessão desta quarta-feira. Maia, no entanto, tem defendido desde a semana passada que a decisão deve partir do Poder Executivo. À tarde, em uma rede social, Bolsonaro escreveu que, em razão dos efeitos da pandemia do novo coronavírus e para que os alunos não sejam prejudicados, decidiu adiar a realização do Enem, “juntamente com o Presidente da Câmara dos Deputados”. A data, segundo Bolsonaro, ainda será definida. Questionado por parlamentares se, mesmo na falta de um documento oficial do governo que comprove o adiamento, o projeto não seria pautado, Maia disse que não pode "desconfiar da palavra do presidente da República”. “Se o presidente deu a palavra e não cumprir a palavra, daí para frente eu acho até que com os deputados que são da base do governo as relações estarão completamente inviabilizadas”, afirmou. Ainda segundo o presidente da Câmara, a matéria vai a voto “a qualquer momento” se a decisão de Bolsonaro não for confirmada nos próximos dias por meio deportaria ou decreto. O líder do governo na Câmara, deputado Major Vitor Hugo (PSL-GO), disse que conversou mais cedo com o ministro da Educação, Abraham Weintraub, que já estaria elaborando a portaria. Inep adia o Enem 2020 Nota do Inep Antes da sessão da Câmara começar, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) divulgou nota informando que, junto do Ministério da Educação, decidiu pelo adiamento dos exames por 30 a 60 dias, a depender de uma enquete feita com os inscritos em junho. Contudo, mesmo diante da sinalização do Inep, Maia disse que aguardaria a formalização por parte do presidente Jair Bolsonaro até o fim da sessão porque não pode “acreditar nesse ministro”, em referência ao ministro da Educação, Abraham Weintraub. “Eu tinha combinado de votar duas urgências. Uma das duas ainda não tem o acordo com o governo e a outra é a urgência do Enem, da qual o presidente da República ficou de sinalizar ou não pelo seu adiamento. O ministro, desculpa, eu não posso acreditar nesse ministro.” Após a declaração de Maia, o deputado Arthur Lira (PP-AL) chegou a dizer que, com a nota oficial do Inep, a votação da matéria “perderia objeto”. “Vamos começar com a pauta normal e, se não tiver nenhuma posição oficial até o fim da sessão, votamos a urgência. Não tem problema nenhum, até porque esse tema é sensível a todos”, disse Lira. Perícias Nesta quarta-feira, os deputados também aprovaram projeto que suspende, durante a pandemia do novo coronavírus, a realização de perícias para revisão de concessão de benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) para pacientes com doenças degenerativas. O texto segue agora para o Senado. Pela lei, quem recebe aposentadoria, auxílio-doença ou pensão por invalidez passa por exames periódicos no INSS para justificar a continuidade do pagamento do benefício. O INSS pode pedir revisão do benefício a qualquer momento no caso de pensionistas e aposentados. Em relação ao auxílio-doença, quem recebe o dinheiro deve passar por uma reavaliação para continuar tendo direito ao benefício. Segundo o relatório do deputado Fred Costa, líder do Patriota, os portadores de fibromialgia, doenças crônicas progressivas degenerativas ou que reduzam a imunidade não poderão ser convocados para passar por perícia enquanto vigorar o decreto de calamidade pública em razão da pandemia do novo coronavírus. Em relação ao auxílio-doença, o texto estabelece ainda que, durante o período de calamidade, os pedidos de renovação feitos por portadores de doenças degenerativas deverão ser concedidos independentemente de perícia médica realizada pelo INSS. Na sessão desta quarta-feira, estava prevista a votação de um projeto de lei que altera regras para a regularização de terras ocupadas da União. Mas, por falta de acordo, a votação foi adiada. Recursos financeiros a asilos Na mesma sessão, a Câmara aprovou um projeto que determina o repasse de R$ 160 milhões para instituições de longa permanência para idosos, isto é, os asilos, para o combate ao coronavírus. Para custear as despesas, o governo pode usar os recursos financeiros do Fundo Nacional do Idoso, inclusive de saldos de exercícios anteriores. Segundo o texto, os critérios para a distribuição do valor será definida pelo Ministério da Mulher, da Família, e dos Direitos Humanos, considerando o número de idosos atendidos em cada instituição. Os recursos devem ser transferidos para as entidades em até 30 dias, a partir da publicação da lei. Podem receber o auxílio as instituições sem fins lucrativos inscritas nos conselhos municipais do Idoso ou de Assistência Social. Se não houver, as entidades podem estar inscritas nos conselhos estaduais. As instituições devem prestar contas da aplicação dos recursos e os valores devem ser usados exclusivamente no atendimento aos idosos, de preferência para: ações de prevenção e controle da infecção dentro das instituições; compra de insumos e equipamentos básicos para segurança e higiene dos residentes e funcionários; compra de medicamentos; adequação dos espaços para isolamento dos casos suspeitos e leves.
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20/05 - Enem 2020 será adiado e enquete deve escolher datas entre 30 a 60 dias depois do previsto, diz Inep
No cronograma antigo, versão digital seria em 22 e 29 de novembro e a prova tradicional estava prevista para 1º e 8 de novembro. Novas datas serão decididas em enquete com os participantes. O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) será adiado "de 30 a 60 dias em relação ao que foi previsto nos editais", de acordo com decisão do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e do Ministério da Educação (MEC). Inscrições no Enem 2020 vão até sexta (22): veja o passo a passo de como fazer Candidatos que estiverem com Covid-19 nos dias da prova poderão fazê-la em outra data Bolsonaro foi aconselhado por Maia a adiar Enem para evitar derrota na Câmara A decisão ocorre depois de o governo enfrentar questionamentos judicias cobrando o adiamento da prova por causa dos efeitos da pandemia da Covid-19, que levaram escolas a suspender as aulas presenciais. O debate sobre o adiamento da prova chegou ao Congresso: na terça-feira (19), o Senado aprovou projeto que adia Enem, e o texto seguiu para avaliação da Câmara dos Deputados. Enem 2020 será adiado e nova data será entre 30 e 60 dias depois do previsto Cronograma No mês passado, o Inep adiou apenas a versão digital, que seria realizada nos dias 11 e 18 de outubro e passou para os dias 22 e 29 de novembro. A aplicação da prova impressa estava prevista para 1º e 8 de novembro. As novas datas não foram divulgadas. Ministro cita líderes do Centro O ministro da Educação, Abraham Weintraub, adotou posição contrária ao adiamento desde que foi acionado por órgãos e entidades como a Defensoria Pública da União (DPU) e a União Nacional dos Estudantes (UNE). No começo do mês, chegou a afirmar para os senadores que reavaliaria a situação do Enem novamente apenas em agosto. Entretanto, nesta manhã, Weintraub disse que considerou a movimentação no Congresso e ouviu os líderes do Centro para decidir pelo adiamento. "Diante dos recentes acontecimentos no Congresso e conversando com líderes do centro, sugiro que o ENEM seja adiado de 30 a 60 dias. Peço que escutem os mais de 4 milhões de estudantes já inscritos para a escolha da nova data de aplicação do exame" - Abraham Weintraub Na terça, o MEC disse que iria, em junho, consultar os inscritos para decidir se adiaria o exame. Agora, no novo posicionamento, o governo afirmou que vai fazer uma enquete com os participantes para definir as novas datas. Posicionamento do Inep e MEC Veja abaixo a íntegra da nota divulgada pelo Inep: "NOTA OFICIAL | Adiamento do Enem 2020 Atento às demandas da sociedade e às manifestações do Poder Legislativo em função do impacto da pandemia do coronavírus no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2020, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e o Ministério da Educação (MEC) decidiram pelo adiamento da aplicação dos exames nas versões impressa e digital. As datas serão adiadas de 30 a 60 dias em relação ao que foi previsto nos editais. Para tanto, o Inep promoverá uma enquete direcionada aos inscritos do Enem 2020, a ser realizada em junho, por meio da Página do Participante. As inscrições para o exame seguem abertas até as 23h59 desta sexta-feira, 22 de maio." Initial plugin text
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20/05 - Ministro da Educação 'sugere' adiar Enem 'de 30 a 60 dias'
Senado aprovou projeto que adia as provas que dão acesso aos cursos de graduação, entre as quais o Enem. Medida não vale imediatamente, e texto segue para análise na Câmara. Ministro da Educação sugere o adiamento do Enem 2020, em rede social O ministro da Educação, Abraham Weintraub, afirmou nesta quarta-feira (20) que "sugere" que a data do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), marcada para novembro, seja adiada "de 30 a 60 dias". "Diante dos recentes acontecimentos no Congresso e conversando com líderes do centro, sugiro que o Enem seja adiado de 30 a 60 dias", afirmou. "Peço que escutem os mais de 4 milhões de estudantes já inscritos para a escolha da nova data de aplicação do exame", escreveu Weintraub em uma rede social. A declaração do ministro ocorre um dia após o Senado aprovar o adiamento de exames de acesso ao ensino superior, entre eles o Enem. O projeto ainda precisa passar pela Câmara e, depois, ser encaminhado para sanção ou veto presidencial. Entidades estudantis, universidades e colégios federais pedem o adiamento da avaliação, argumentando que os alunos mais pobres não têm acesso ao ensino remoto durante o período de suspensão das aulas presenciais. Consequentemente, haverá uma ampliação das desigualdades sociais se o calendário inicial não for alterado. Há pouco mais de uma semana, a União Nacional dos Estudantes (UNE) e a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes) entraram com um mandado de segurança no Superior Tribunal de Justiça (STJ), pedindo que o Enem fosse adiado. Segundo a Ubes, um abaixo-assinado já reuniu 350 mil assinaturas pedindo o adiamento da prova. O ministro da Educação, Abraham Weintraub, em foto de arquivo. Wilson Dias/Agência Brasil Bolsonaro diz que candidatos precisam ser ouvidos Na manhã desta quarta, o presidente Jair Bolsonaro afirmou em frente ao Palácio do Alvorada que será preciso ouvir os candidatos sobre a mudança da data. "Prova do Enem, acho que temos que ouvir os que vão fazer a prova", afirmou. Nesta terça-feira (19), Weintrab já havia afirmado que vai abrir uma consulta aos estudantes que se inscreveram no Enem para saber o que eles pensam sobre a data do exame. A consulta será feita por meio da página do participante. "O MEC fará uma consulta, na última semana de junho, a todos os inscritos, através da “Página do Participante”, do @inep_oficial. Vamos manter a data? Adiar por 30 dias? Suspender até o fim da pandemia?", escreveu o ministro. Há uma semana, Bolsonaro afirmou que o Enem pode ser adiado “um pouco”, mas que precisa ser realizado ainda em 2020. Cronograma do Enem Por enquanto, a aplicação do Enem está mantida para novembro. Pelo cronograma inicial, a avaliação ocorrerá em: 1º e 8 de novembro: versão presencial 22 e 29 de novembro: versão digital (inédita) Em nota, o Inep ressalta que, como "ainda estamos enfrentando a situação de emergência de saúde pública", por causa da pandemia do novo coronavírus, não é possível tomar decisões por ora. O órgão diz também que "está buscando garantir a execução adequada (do Enem), não apenas para cumprir com seu dever institucional, mas, principalmente, para não prejudicar mais ainda a sociedade brasileira". O Enem recebeu, até domingo (17), 3.548.099 inscrições. Senado aprova texto-base que adia a aplicação do Enem e outros vestibulares Initial plugin text
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20/05 - Coreia do Sul reabre parte das escolas sob rigorosas medidas de segurança sanitária
Cerca de 440 mil estudantes do último ano do ensino médio são os primeiros a voltar para a escola. Eles farão o vestibular em dezembro. Alunos retomam aulas na Coreia do Sul; em algumas escolas, carteiras têm divisórias Yonhap / AFP Photo Após mais de dois meses com as escolas fechadas para tentar conter a transmissão do novo coronavírus, a Coreia do Sul reabriu parcialmente as instituições de ensino nesta quarta-feira (20), com rigorosas medidas de segurança sanitárias. Coreia do Sul começa a reabrir escolas Cerca de 440 mil estudantes do último ano do ensino médio são os primeiros a voltar para a sala de aula. Eles farão o vestibular em dezembro. Ao chegar na escola, os estudantes precisam passar por uma inspeção de temperatura corporal – o que ajuda a identificar se há alguém com sintomas da Covid-19, doença provocada pelo novo coronavírus. Esta medida não impede que assintomáticos transmitam o vírus, mas ajuda a identificar quem está com sintomas leves. Para evitar contato próximo, professores acenavam com toques no cotovelo. Os estudantes receberam material desinfetante para higienizar as mãos e mesas – algumas receberam divisões de acrílico. Em geral, os estudantes estão sentando separados, de acordo com as diretrizes de distanciamento social, informou a France Presse. "É realmente emocionante conhecer meus amigos e professores pessoalmente, mas precisamos seguir estritamente as diretrizes de desinfecção. Estou muito preocupado, mas ainda é bom vê-los novamente", disse Oh Chang-hwa, presidente do centro estudantil da Kyungbock High School, em Seul. Monitores medem temperatura corporal de estudantes Ed Jones / AFP Photo A Coreia do Sul sofreu um dos piores surtos iniciais do novo vírus e, a certa altura, foi o segundo país mais afetado depois da China continental, levando as autoridades a adiar a reabertura das escolas no início de março. O país conseguiu controlar a doença após um extenso programa de "rastreamento, teste e tratamento". "As preocupações com pequenos grupos de infecção ainda persistem e ninguém pode prever que tipo de situação surgirá nas escolas", disse o ministro da Educação, Yoo Eun-hae. O ministério começou a operar uma sala de emergência 24 horas nesta semana, disse Yoo, acrescentando que todas as escolas que reportarem novas infecções serão fechadas imediatamente. Enquanto os alunos do último ano devem frequentar a escola todos os dias, os mais novos alternam aulas presenciais e on-line para garantir que os prédios da escola não estejam superlotados. Volta às aulas em outros países A China decretou a volta às aulas no fim de abril, após 4 meses de suspensão. Em Pequim, apenas os alunos do ensino médio tiveram permissão para voltar à escola para se prepararem para o "gaokao", o vestibular mais importante na educação chinesa. Em Xangai, os alunos do ensino médio também retornaram para as salas de aula. A data da prova para entrada nas universidades foi adiada por um mês, para o início de julho, devido à pandemia. Na França, 40 mil escolas reabriram em 11 de maio. Uma semana depois, nesta segunda-feira (18), 70 escolas precisaram ser fechadas novamente devido ao surgimento de novos casos. Em Portugal, cerca de 200 mil estudantes dos últimos dois anos do ensino médio (16 e 17 anos), voltaram às aulas nesta segunda-feira (18). Eles também seguem uma série de medidas de proteção, como o uso obrigatório de máscaras, lavagem das mãos ao entrar e sair da escola, e a reorganização de horários e espaços para garantir a distância entre os alunos, informou a agência. VÍDEO No Brasil, as escolas seguem fechadas. O Senado aprovou nesta terça-feira (19) um texto-base do projeto que adia as provas que dão acesso aos cursos de graduação, entre as quais o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). O texto segue para a Câmara. Confira no vídeo abaixo: Senado aprova texto-base que adia a aplicação do Enem e outros vestibulares PODCAST Initial plugin text
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20/05 - Brasileiro que divide alojamento com 60 estudantes relata apreensão na quarentena na Rússia: 'Estou isolado'
Fronteiras russas estão fechadas desde 30 de março e ainda não há previsão de reabertura. Universitário Mateus Oliveira de Andrade aguarda a reabertura das fronteiras russas para voltar ao Brasil Arquivo pessoal O fechamento das fronteiras russas desde 30 de março por causa da pandemia do novo coronavírus está deixando turistas e brasileiros que moram no país apreensivos. É o caso do universitário Mateus Oliveira de Andrade, de 22 anos, que está em Moscou, principal foco da Covid-19 na Rússia. O estudante de direito paulista conta que o alojamento de seis andares da universidade está vazio. Dos 200 estudantes de vários países que estavam lá até o início da crise, restam cerca de 60. Mateus conseguiu um quarto só para ele, mas ainda assim se sente vulnerável. “Tenho a sensação é de que estou isolado na Rússia. Não tenho para onde ir. A gente se sente vulnerável, porque precisa de 60 pessoas para garantir sua segurança. O isolamento não depende tanto de você”, conta. Mateus conta que os estudantes procuram ficar o dia todo no alojamento e só saem para comprar comida. “Mas todos os ambientes são compartilhados: cozinha, banheiro. Se alguém se infectar vai infectar o alojamento todo. Não tem espaço de manobra”. Corredores de alojamento estudantil em Moscou, na Rússia, passaram a ficar vazios por causa da pandemia de Covid-19 Mateus Oliveira de Andrade/Arquivo pessoal A pandemia na Rússia começou a ser agravar em meados do mês de março. O país já registra quase 300 mil infectados e 2,8 mil mortes por causa do novo coronavírus, de acordo com a universidade americana Johns Hopkins, que acompanha a evolução da pandemia no mundo todo. Atualmente, é o segundo país em número de infectados, mas o relativo baixo número de mortos desperta suspeita de subnotificação. (leia mais abaixo) No início, “ninguém levou muito a sério” a pandemia, mas depois a situação mudou. No alojamento onde está o brasileiro, os estudantes passaram a ficar mais nos seus quartos e já não se reúnem para as refeições. “No começo, a gente ainda tentava manter o espírito mais para cima no alojamento. O pessoal se juntava toda a noite para beber e jantar, mas, nas últimas semanas, está mais abatido”, afirma Mateus. Militares do Ministério de Emergências da Rússia, usando equipamento de proteção, desinfetam a estação ferroviária de Leningradsky, em Moscou, nesta terça-feira (19) Kirill Kudryavtsev / AFP Com aulas online desde o início de abril, a rotina dos estudantes foi aos poucos se alterando. “Os horários no alojamento são bem malucos. Agora é normal ir todo mundo dormir umas 4h ou 5h e acordar meio dia. O momento mais movimentado é a partir das 20h, mas fora isso tende a ser mais quieto.” O intercâmbio, que terminaria em julho, perdeu um pouco do encanto depois que a universidade fechou. “Eu não tenho mais por que ficar aqui. Como aconteceu com estudantes do mundo inteiro, as aulas online prejudicaram os alunos, porque você perde muito o ambiente da universidade, a interação com os outros alunos e professores. A única vantagem é que eu não vou perder o semestre mesmo se eu conseguir voltar ao Brasil”. 'Cada dia é um desespero aqui' Paulo Renato Dias Bittencourt ainda não conseguiu voltar ao Brasil após um seminário que participou sobre adestramento de cães na Rússia Arquivo Pessoal A falta de uma previsão para a reabertura das fronteiras deixa turistas brasileiros aflitos. O paranaense Paulo Renato Dias Bittencourt, de 42 anos, não conseguiu voltar após um seminário que participou sobre adestramento de cães. O adestrador de cães, que era para ter voltado para Curitiba em 21 de abril, ficou quase três meses de favor na casa de um amigo em uma chácara em uma cidade a cerca de 100 km de Moscou. “Só tinha bode, cabra, vaca. Na cidade só tem um mercado e uma farmácia. No começo ainda fui lá, depois acabei nem indo mais”, conta. Para piorar a situação, Paulo teve um agravamento da crise de alergia respiratória. “Eu trouxe o remédio para o período em que ia ficar, mas acabou. A embaixada mandou remédio para mim, mas não está funcionando.” Na sexta-feira (15), ele foi para um albergue em Moscou onde está dividindo o quarto com quatro estrangeiros. “Estou com pouco dinheiro. Cada dia é um desespero aqui. Tenho muita saudade da minha família, do meu filho.” “Está muito difícil ficar aqui. Estou no aguardo de aparecer um voo de repatriação, mas, até agora, não tem nenhuma previsão. Isso me preocupa muito”. A embaixada do Brasil em Moscou informou o G1 que está organizando um segundo voo de repatriação. Até a publicação dessa matéria, não havia uma data acertada para esse voo. Rigor no controle e incentivo pra ficar em casa ‘Quem sobreviveu ao mês de isolamento sem violação....mais um mês de presente’ diz meme com fotos do presidente Vladimir Putin que circulou na Rússia Reprodução G1 Uma veterinária gaúcha que mora há três anos com os dois filhos em Moscou também espera com ansiedade a abertura das fronteiras. A família estava com tudo pronto para voltar ao Brasil: a passagens estavam compradas para quinta-feira (14). Como seus dois filhos, uma adolescente de 15 anos e um menino de 10, estavam na escola em Moscou, ela aguardava o fim do ano letivo para deixar o país. Com o avanço da pandemia, as aulas passaram a ser online no fim de março. Com o medo de que decretassem um lockdown, a brasileira formalizou a retirada dos filhos do sistema de ensino. “Com medo da documentação deles ficar retida na escola por causa da quarentena, eu acabei retirando-os do sistema de ensino russo, que é centralizado e controlado pelo governo. No fim, não consegui embarcar, eles não vão concluir o ano letivo e estão em casa sem poder sair”, conta. A gaúcha elogia a condução do governo russo no combate à disseminação do novo vírus no país. “Apesar do mundo falar que o [Vladimir] Putin controla muito as notícias, claro que tem muita verdade sobre isso, a gente tem informações sobre a pandemia desde janeiro. Sabia que tinha fechado fronteira com a China, por exemplo. Mas as medidas de segurança foram tomadas em março”. Os idosos com mais de 65 anos, por exemplo, são proibidos de deixar suas residências. “Minha vizinha já está há 2 meses sem sair. O governo vai dar uma bonificação na aposentadoria se o idoso não for pego na rua durante a quarentena. Famílias que têm crianças também receberão um incentivo fiscal.” A veterinária lembra que no início era mais fácil monitorar porque eram poucos os casos da doença e “existem câmeras em todo lugar”. “Estrangeiros foram deportados porque não respeitaram quarentena”, afirma. A veterinária diz que os russos não se mostram “extremamente preocupados” com a situação. “Para eles, o país tem um grande problema de alcoolismo e tuberculose. Eles acham que essas doenças matam muito mais, por isso, não se vê uma movimentação como se fosse um caos”. Suspeita de subnotificação Funcionários do Hospital Clínico da Cidade Vinogradov, em Moscou, atendem paciente na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) no domingo (17) Dimitar Dilkoff / AFP A Rússia foi um dos primeiros países a anunciar o fechamento das fronteiras com a China, em 30 de janeiro, quando casos de Covid-19 começaram a se espalhar pelo mundo. Dois meses depois, todos os voos foram suspensos – menos aqueles que levassem russos repatriados- e todas as fronteiras foram fechadas. A primeira morte por causa do coronavírus foi registrada em 19 de março. Em maio, a Rússia se tornou o país onde o novo coronavírus se expandiu mais rapidamente e chegou ao 2º lugar no ranking feito pela universidade Jonhs Hopkins, mas o baixo número de mortes intriga especialistas e geram suspeita de subnotificação. “Tem até memes que questionam se a imunidade dos russos é tão boa”, conta a veterinária gaúcha. O Kremlin atribui a cifra elevada de casos e o menor número de mortes a um vasto programa de testes, que teria permitido aos médicos identificarem os casos mais graves e tratá-los rapidamente. A agência russa Tass informou, na segunda-feira (18), que mais de 7,5 milhões de testes tinham sido feitos no país. No entanto, reportagem do jornal “New York Times”, de segunda (11), mostra que dados divulgados pela administração da cidade de Moscou, que é o epicentro da Covid-19 no país, indicam subnotificação dos casos de infecção. Até sexta-feira (8), o número total de mortes na capital russa em abril excedeu a média de cinco anos para o mesmo período em mais de 1.700. Nesse período, apenas 642 de mortes provocadas pela Covid-19 foram registradas na cidade. No entanto, para a brasileira a percepção é de que pandemia está sob controle. Ela afirma que jornais locais mostram hospitais preparados para receber doentes. “Um pavilhão foi montado em um parque, outro em um espaço de eventos. Outro dia, a TV mostrou a chegada do 1º paciente em um deles, o que mostra que a pública ainda não está superlotada”. Segundo ela, existe uma imprensa local que faz críticas ao governo. “Se tivesse uma mortalidade muito alta, não teria como a imprensa local não noticiar.” Flexibiliza o isolamento Russos usam luvas e máscaras enquanto andam de escadas rolantes que dão acesso ao metrô de Moscou, na Rússia, na terça-feira (12) Alexander Zemlianichenko/AP Enquanto o país ainda liderava as estatísticas mundiais de novas infecções, o presidente Vladimir Putin anunciou que os governadores poderiam optar pelo relaxamento gradual nas restrições impostas para combater a disseminação do coronavírus. No discurso, Putin reconheceu que a pandemia não tinha sido derrotada e não escondeu que o desemprego é uma preocupação. Em um único mês, mais de 1,6 milhão se registaram em busca de auxílio social ou trabalho, segundo a agência Deutsche Welle. Como o coronavírus está colocando à prova a hegemonia de Putin na Rússia Na segunda-feira (18), o primeiro-ministro russo, Mikhail Michustin, anunciou que a Rússia "interrompeu o crescimento" de infecções depois de o país registrar pelo quarto dia consecutivo menos de 10 mil casos de novas infecções. Moscou, o epicentro da doença no país, dever manter as suas próprias medidas de confinamento até 31 de maio. Enquanto isso, após um longo inverno, os russos aguardam ansiosos a chegada do bom tempo. Incêndio em hospital para pacientes com Covid-19 mata cinco na Rússia Initial plugin text
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20/05 - Senado aprova projeto que adia Enem
Texto ainda precisa ser aprovado pela Câmara antes de seguir para sanção. Enem está marcado para 1º e 8 de novembro; proposta não define nova data para provas. Senadores participam de sessão remota nesta terça (19) Waldemir Barreto/Agência Senado O Senado aprovou nesta terça-feira (19) o projeto que adia automaticamente as provas que dão acesso aos cursos de graduação, entre as quais o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A aprovação não resulta automaticamente no adiamento do Enem. Isso porque o texto ainda precisa ser analisado pela Câmara dos Deputados para, então, ser enviado para a sanção do presidente Jair Bolsonaro. O presidente poderá sancionar o texto, integral ou parcialmente, ou vetar. Em um primeiro momento da sessão, os senadores aprovaram o chamado texto-base. O texto foi aprovado por 75 votos a 1. O único senador que votou contra o texto foi Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), filho de Jair Bolsonaro. Depois, os parlamentares passaram à análise dos destaques, isto é, propostas que visavam modificar a redação original. Com a conclusão desta etapa, o texto seguirá para a Câmara. O calendário do Enem prevê as provas presenciais nos dias 1º e 8 de novembro, e o exame no meio digital, nos dias 22 e 29 (leia detalhes mais abaixo). O texto do Senado não define uma nova data para as provas. O que diz o texto Pelo texto, o adiamento vale em cenário de calamidade pública. O decreto de calamidade pública, reconhecido em razão da pandemia do novo coronavírus, começou a valer em 20 de março e irá vigorar até 31 de dezembro deste ano. A proposta, de autoria da senadora Daniella Ribeiro (PP-PB), prevê o adiamento de todas as provas para todas as instituições de ensino do país, inclusive universidades privadas. O projeto altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, de 1996, para estabelecer que os vestibulares serão prorrogados automaticamente até que o ano letivo do ensino médico seja concluído. Os senadores aprovaram ainda uma emenda, sugestão de mudança ao texto, do senador Romário (Podemos-RJ). O Enem, em suas versões impressa e digital, terá de disponibilizar "a acessibilidade necessária de todos os instrumentos utilizados no exame, às pessoas com deficiência", diz a proposta. Natuza Nery: governo pode mudar de opinião sobre adiamento do Enem Enem 2020 O calendário do Enem prevê a aplicação das provas presencialmente nos dias 1º e 8 de novembro enquanto a realização do exame no meio digital seria nos dias 22 e 29 do mesmo mês. Estudantes tiveram até o dia 2 de maio para pedir isenção da taxa de inscrição. No início deste mês, o ministro da Educação, Abraham Weintraub, chegou a participar de uma reunião com os senadores. Na ocasião, ele defendeu a manutenção das datas originais do exame e disse que reavaliaria a situação do Enem novamente apenas em agosto. Os senadores, contudo, decidiram nesta segunda-feira (18) pautar o projeto mesmo assim. O ministro disse nesta terça, após a ação dos parlamentares, que vai abrir uma consulta pública, no próximo mês, entre os inscritos do Enem, com o objetivo de definir se a avaliação deve ou não ser prorrogada. Segundo o ministro, os participantes poderão escolher, por meio da página do candidato, entre três opções: adiar por 30 dias, suspender até o fim da pandemia ou manter o Enem nas datas já definidas. “Vamos perguntar para a parte interessada, quem se inscreveu. Se a maioria topar adiar, a gente adia. Vamos escutar os brasileiros. Essa é a minha proposta”, disse Weintraub em uma live. De acordo com o ministro, mais de 4 milhões de pessoas já se inscreveram para o Enem. Ele apontou ainda que 70% dos inscritos informaram que têm acesso à internet. Alunos inscritos no Enem vão participar de consulta do MEC sobre a data das provas 'Justiça social' Weintraub afirmou em entrevistas que o Enem não serve para promover "justiça social". Ele foi duramente criticado pelos senadores na sessão desta terça. O líder do PDT no Senado, Weverton (MA), disse que repudia o comportamento de Weintraub. Para o parlamentar, o ministro não tem "um pingo de sensibilidade" em relação à realidade atual dos estudantes brasileiros. "Para ele [Weintraub], quem não concorda com as loucuras que ele pensa é comunista, é esquerdista, não presta. Ministro, a educação é sim um instrumento de justiça social, o Enem é sim um instrumento de justiça social. O que não é instrumento de justiça social é a cadeira que o senhor está sentado, que, infelizmente, não é por competência. Infelizmente, na guerra contra o coronavírus, temos que ouvir as asneiras que o senhor profere", afirmou. O PDT entrou com uma ação no Tribunal de Contas da União (TCU) para pedir a suspensão do exame. O senador Fabiano Contarato (Rede-ES) também criticou o ministro. "Se fosse para selecionar os melhores, ele não seria ministro da Educação porque, por incompetência dele, ele deixou um apossamento de R$ 4,3 bilhões no Ministério da Educação. Por incompetência dele, o orçamento do MEC caiu de R$ 128 bilhões para R$ 123 bilhões", avaliou. Initial plugin text
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19/05 - Coronavírus: Unicamp diz que primeira fase do vestibular 2021 'provavelmente' será adiada
Prova está prevista para 22 de novembro, mas diretor de comissão organizadora fala em preocupações com reflexos de pandemia do novo coronavírus e possível alteração do Enem. Estudantes durante a 2ª fase do vestibular 2020 da Unicamp Antoninho Perri/SEC Unicamp A primeira fase do vestibular 2021 da Unicamp "provavelmente" será adiada, segundo a comissão organizadora (Comvest). A prova está marcada para 22 de novembro e a universidade estadual já divulgou um calendário oficial para o processo seletivo, mas sinaliza preocupações com os reflexos da pandemia do novo coronavírus e eventual mudança na data do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) já sinalizou que a data prevista "não é imutável". Veja abaixo calendários dos processos seletivos. O diretor da Comvest, José Alves de Freitas Neto, tratou do assunto inicialmente por meio de uma live em rede social, nesta terça-feira (19). Ao G1, ele reiterou que o planejamento de um novo calendário é condizente com "demandas da sociedade em um contexto desafiador". Além disso, ressalta que a universidade é reconhecida não somente pela qualidade das provas, mas pelas políticas de inclusão. "O motivo mais preocupante é o cenário da pandemia e a preocupação da Unicamp diante das condições sanitárias e, não menos importante, da realidade escolar que impacta a vida dos vestibulandos. É claro que a possível mudança do Enem também pesa na decisão. Mas já estávamos discutindo a mudança antes e tomando medidas para adequar a prova de seleção ao atual contexto", afirma Freitas Neto. Ele lembra que a universidade já decidiu por reduzir a lista de obras literárias obrigatórias, mas, em contrapartida, terá uma prova com ênfase nas competências e habilidades. De acordo com Freitas Neto, a definição de uma possível nova data depende de um acerto com as outras universidades paulistas, além do Enem. Questionado sobre um prazo para definições, ele afirmou que a Unicamp precisa de um período de 60 dias, geralmente, entre o término do período de inscrições e realização das provas. "Porém, as inscrições podem ser feitas antes e esperarmos o principal. condições minimamente seguras para realizar a prova do ponto de vista sanitário. O diretor da Comvest, José Alves de Freitas Neto Antoninho Perri/SEC Unicamp Unicamp: coronavírus e queixas fazem Comvest reduzir lista de livros Unicamp 2021: veja dicas para estudar Data do Enem 2020 'não é imutável', diz Inep Ministro diz que, em junho, vai consultar inscritos no Enem sobre adiamento Entidades estudantis, universidades e colégios federais reivindicam o adiamento do Enem, com o argumento de que os alunos mais pobres não têm acesso ao ensino remoto durante o período de suspensão das aulas presenciais. Consequentemente, eles alegam que haverá uma ampliação das desigualdades sociais se o calendário inicial não for alterado. O ministro da Educação, Abraham Weintraub, disse nesta terça-feira que, na última semana de junho, vai abrir uma consulta aos estudantes que se inscreveram no Enem sobre a data do exame. Lista para o Vestibular Unicamp 2021 Sonetos escolhidos, de Camões; Sobrevivendo no Inferno, do grupo Racionais Mc’s; O Espelho, de Machado de Assis; O Marinheiro, de Fernando Pessoa; A Falência, de Júlia Lopes de Almeida; O Ateneu, de Raul Pompeia; Sermões, de Antonio Vieira. *Foram excluídas desta edição as seguintes obras literárias: A teus pés; O seminário dos ratos; História do cerco de Lisboa; Quarto de despejo; A cabra vadia. Coronavírus: como manter a saúde mental em períodos de isolamento? Calendário do Vestibular 2021 da Unicamp Inscrições e pagamento da taxa de inscrição: 31/7 a 8/9/2020. Pagamento até 10/9 Provas de Habilidades Específicas de Música: Etapa I (envio de vídeos) – 14 a 21/9/2020 e Etapa II – 18 e 19/10/2020 1ª fase: 22/11/2020 2ª fase: 10 e 11/1/2021 Provas de Habilidades Específicas: 14 a 16/1/2021 Divulgação da primeira chamada: a definir Matrícula (não presencial) da primeira chamada: a definir Outras modalidades Vestibular Indígena Inscrições: 20 de agosto a 21 de setembro de 2020 Enem-Unicamp Inscrições: 15 de outubro a 16 de novembro de 2020 Vagas Olímpicas Inscrições: 17 de novembro de 2020 a 8 de janeiro de 2021 Vagas Remanescentes (transferências) 24 de agosto a 11 de setembro de 2020 Enem Pelo cronograma inicial, a avaliação ocorrerá em: 1º e 8 de novembro: versão presencial 22 e 29 de novembro: versão digital (inédita) Formas erradas e corretas de usar máscara de proteção contra o coronavírus Arte/G1 Initial plugin text Veja mais notícias da região no G1 Campinas.
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19/05 - Justiça aceita pedido do MP e manda Unicamp substituir 50 professores no Cotuca
Decisão diz que profissionais contratados sem concurso entre 1988 e 2007 devem ser desligados e universidade deve abrir processo seletivo em 60 dias. Instituição diz que vai recorrer. Cotuca mantém atividades em prédio na região do Taquaral, em Campinas Felipe Boldrini/EPTV A Justiça de Campinas (SP) aceitou um pedido do Ministério Público e determinou que a Unicamp abra um concurso para substituir 50 professores do Colégio Técnico (Cotuca), em Campinas (SP). A decisão do juiz da 2ª Vara da Fazenda Pública, Luis Mario Mori Domingues, afirma que a instituição deve desligar os profissionais que ingressaram entre 1988 e 2007 sem concurso público regular, e iniciar nova seleção em 60 dias com objetivo de admitir os aprovados em oito meses. Cabe recurso. A ação civil pública foi ajuizada pelo promotor de Justiça Angelo de Carvalhaes e refere-se aos cargos de professor do magistério secundário técnico. O total representa quase metade dos docentes do Cotuca e, de acordo com o MP, ao longo da investigação foi verificado que parte dos contratados ao longo de 19 anos têm documentação incompleta referente à admissão, ou não possui. "Há ainda os que foram contratados por processo seletivo temporário por tempo indeterminado. E mesmo os que possuem documentação completa foram aprovados em concursos que não contaram com a devida publicidade, sequer tendo edital publicado no Diário Oficial", diz nota do MP. Na sentença, o magistrado considerou que houve inconstitucionalidade na conduta da Unicamp. "Só pode conduzir à interpretação de que o preenchimento dos cargos é usado para contratar pessoas de forma pessoal, posto que ausente os regramentos constitucional da publicidade, impessoalidade e legalidade", destaca Domingues. Ainda segundo o magistrado, a inconstitucionalidade verificada na conduta da Unicamp só pode conduzir à interpretação de que o preenchimento dos cargos é usado para contratar funcionários de forma pessoal, em desrespeito aos regramentos da publicidade, impessoalidade e legalidade. O que diz a Unicamp? Em nota, a Unicamp informou por meio da assessoria que tomou conhecimento da decisão e recorrerá perante o Tribunal de Justiça do Estado (TJ-SP) para alterá-la. Veja mais notícias da região no G1 Campinas.
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19/05 - Pesquisadores da UFJF participam de projeto para produção de respiradores
O ‘Inspirar’ tem o objetivo desenvolver e disponibilizar ventiladores pulmonares inteligentes, em larga escala no menor prazo possível. Pesquisador da UFJF, Bruno Pinheiro, em projeto para produção de respiradores Divulgação Pesquisadores da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) estão participando do “Projeto Inspirar”, idealizado pela empresa belo-horizontina Tacom. O objetivo é a produção de ventiladores pulmonares inteligentes, em larga escala no menor prazo possível. Os respiradores são utilizados para o tratamento de uma das complicações mais preocupantes da Covid-19, a insuficiência respiratória. Em alguns casos a inflamação pulmonar não permite que a pessoa consiga respirar sozinha, necessitando de ventilação mecânica para sobreviver. O grupo do Núcleo de Pesquisa em Pneumologia e Terapia Intensiva da Faculdade de Medicina da UFJF, é coordenado por Bruno Pinheiro, que aponta que as parcerias foram instituídas em função das necessidades para a idealização da confecção dos ventiladores mecânicos. Com a alta demanda por respiradores por causa da pandemia do novo coronavírus, profissionais de saúde e empresários mineiros se uniram no projeto para suprir Unidades de Tratamento Intensivo (UTIs) com esses equipamentos. A ação conta com a participação de diferentes empresas mineiras, cada uma com as competências próprias e com apoio da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg). De acordo com Bruno Pinheiro, o RI-C19, modelo do respirador desenvolvido especialmente para a Covid-19, tem sistema de exaustão a vácuo, o que isola o ambiente do ar expirado pelo paciente, reduzindo o risco de contaminação dos profissionais da saúde. “O baixo preço do produto em questão é decorrente do uso de produtos nacionais e por se tratar de um projeto que não visa lucro, com grande parte dos envolvidos trabalhando como voluntários, o que reduz os custos”, explicou. “A participação nesse projeto vem solidificar posição de nosso Núcleo, na medida em que alia a pesquisa à atividade prática, com retorno direto à sociedade”, completou Pinheiro. A produção e posterior distribuição dos ventiladores ainda depende da aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Para que os respiradores sejam aprovados como ventiladores convencionais, testes prolongados serão necessários. Initial plugin text
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19/05 - Ministro da Educação diz que, em junho, vai consultar inscritos no Enem sobre adiamento do exame
Abraham Weintraub diz que 4 milhões já se inscreveram no Enem. Enem Reprodução O ministro da Educação, Abraham Weintraub, disse nesta terça-feira (19) que, na última semana de junho, vai abrir uma consulta aos estudantes que se inscreveram no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) sobre a data do exame. "O MEC fará uma consulta, na última semana de junho, a todos os inscritos, através da “Página do Participante”, do @inep_oficial. Vamos manter a data? Adiar por 30 dias? Suspender até o fim da pandemia?", escreveu o ministro. O ministro inicialmente não deu mais detalhes sobre a medida, mas afirmou que a futura abertura de consulta é o posicionamento da pasta diante dos questionamentos sobre a manutenção do cronograma mesmo com a rotina dos estudantes alterada pela pandemia da Covid-19. "Neste momento, 4.000.000 de brasileiros já se inscreveram no #ENEM2020. As inscrições vão até sexta-feira. Há um debate sobre seu adiamento. Nosso posicionamento é saber a opinião dos principais interessados, perguntando diretamente aos estudantes inscritos." - Abraham Weintraub No fim da tarde, o ministro fez uma transmissão ao vivo em sua conta no Instagram e falou um pouco mais sobre a decisão. Weintraub afirmou que, de acordo com dados do ministério, cerca de 85% dos estudantes inscritos afirmam ter acesso à internet, e por isso poderão opinar na enquete. Disse ainda que o resultado vai ser auditado por órgãos como a CGU (Controladoria-Geral da União) e que "vai ter muita transparência". Segundo ele, o ministério vai ter acesso aos resultados por estado. O ministro também explicou que a pasta prepara medidas sanitárias para a aplicação das provas, com espaçamento maior entre as carteiras, o que deve aumentar o custo já que para isso serão necessárias mais salas de aula. Também falou que o ministério vai fornecer água sanitária, papel toalha, álcool-gel, sabonete para os locais de provas. Votação no Senado O Senado pode votar, nesta terça, o adiamento do Enem 2020 e de vestibulares. O projeto de lei nº 1.277, da senadora Daniela Ribeiro (PP-PB), prevê a prorrogação de "provas, exames e demais atividades para o acesso ao ensino superior ", por causa da pandemia do novo coronavírus. Na segunda-feira (18), o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), que organiza a aplicação do Enem, afirmou que as datas da prova não são "imutáveis", mas estão mantidas, a princípio, para novembro: 1º e 8 de novembro: versão presencial 22 e 29 de novembro: versão digital (inédita) Pedidos de adiamento do Enem Entidades estudantis, universidades e colégios federais pedem o adiamento do Enem, argumentando que os alunos mais pobres não têm acesso ao ensino remoto durante o período de suspensão das aulas presenciais. Afirmam que, se o calendário inicial não for alterado, haverá uma ampliação das desigualdades sociais. Em nota, o Inep ressalta que, como "ainda estamos enfrentando a situação de emergência de saúde pública", por causa da pandemia do novo coronavírus, não é possível tomar decisões por ora. O órgão diz também que "está buscando garantir a execução adequada (do Enem), não apenas para cumprir com seu dever institucional, mas, principalmente, para não prejudicar mais ainda a sociedade brasileira". Defensoria Pública entra com recurso A Defensoria Pública da União (DPU) entrou com recurso, na segunda-feira, para que o Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3) reveja decisão tomada em abril e adie a aplicação do Enem. Ao pedir a mudança do cronograma, a DPU diz que, com a suspensão das aulas presenciais durante a pandemia do novo coronavírus, o preparo dos alunos para o Enem é prejudicado. O órgão apresenta os seguintes argumentos: as condições de acesso à Internet são desiguais entre os estudantes, especialmente na zona rural; alunos mais pobres não têm materiais didáticos em casa; bibliotecas estão fechadas, por causa das medidas de isolamento social; estudantes de escolas particulares têm programas de educação remota superiores aos de escolas públicas. O pedido da DPU é apoiado pela União Nacional dos Estudantes (UNE), pela Campanha Nacional pelo Direito à Educação e pelo Centro de Assistência Jurídica Saracura (Caju). Natuza Nery: governo pode mudar de opinião sobre adiamento do Enem Inscrições Para participar do Enem, os alunos devem entrar no site no site https://enem.inep.gov.br/ até o dia 22 de maio e informar o número do CPF e do RG. Será criada uma senha de acesso que também permitirá verificar o cartão de confirmação e os resultados do candidato. Saiba como se inscrever no Enem, passo a passo Além disso, é preciso ter um número de celular e um e-mail válidos para receber os comunicados do Inep. Taxas de inscrição A taxa de inscrição custa R$ 85 e deve ser paga entre 11 e 28 de maio, em agências bancárias, casas lotéricas, correios ou pela Internet. Atenção: mesmo aqueles estudantes que obtiveram a isenção da taxa devem se inscrever no Enem. Segundo o Inep, os candidatos que não pediram a isenção, mas que se encaixam em um dos critérios para receber o benefício, terão direito a ele mesmo sem a solicitação formal. Outra mudança vale para aqueles que estavam isentos em 2019, mas que não compareceram aos dois dias de prova e não justificaram a ausência. A princípio, eles perderiam o direito à isenção neste ano. Mas, de acordo com o Inep, até mesmo esses estudantes poderão solicitar a gratuidade da taxa em 2020. "A regra vale tanto para os participantes que optarem pelo Enem impresso quanto para os que escolherem o Enem digital", informa o site da prova. Estrutura da prova presencial Datas: 1º e 8 de novembro 1º de novembro 45 questões de linguagens, códigos e suas tecnologias 45 questões de ciências humanas e suas tecnologias redação duração: 5h30 8 de novembro 45 questões de ciências da natureza e suas tecnologias 45 questões de de matemática e suas tecnologias duração: 5h Estrutura da prova digital Datas: 22 e 29 de novembro. 22 de novembro 45 questões de linguagens, códigos e suas tecnologias 45 questões de ciências humanas e suas tecnologias redação (em papel) duração de 5h30 29 de novembro 45 questões de ciências da natureza e suas tecnologias 45 questões de matemática e suas tecnologias duração: 5h Cronograma do Enem Inscrições: 11 a 22 de maio Pagamento da taxa de inscrição: 11 a 28 de maio Solicitação de atendimento especializado do Enem impresso: 11 a 22 de maio Solicitação para tratamento pelo nome social: 25 de maio a 1 de junho Divulgação do cartão de confirmação da inscrição, com os locais de prova: A definir data em outubro Provas presenciais: 1 e 8 de novembro Gabarito e divulgação dos cadernos de questões: 11 de novembro Provas do Enem digital: 22 e 29 de novembro Divulgação do gabarito do Enem digital: 2 de dezembro Resultado individual: janeiro de 2021 Initial plugin text
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19/05 - Mais de 100 mil estudantes se cadastraram para ajudar no combate ao coronavírus
Objetivo do cadastro é realizar o encontro dos estudantes com a demanda dos estados e municípios por profissionais para atuar no SUS. Uma profissional de saúde mede a pressão arterial de uma mulher com suspeita de Covid-19 na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Marechal Hermes, no Rio de Janeiro, em 6 de maio Silvia Izquierdo/AP/Arquivo Mais de 100 mil alunos da área de saúde se cadastraram no Ministério da Saúde para suprir demandas do Sistema Único de Saúde (SUS) e atuar no combate ao novo coronavírus. São 106.667 estudantes de Medicina, Enfermagem, Fisioterapia e Farmácia que estarão disponíveis para ajudar gestores federais, estaduais e municipais. O objetivo do cadastro é realizar o encontro da demanda dos estados e municípios por serviços de saúde com a oferta de estudantes no sistema, segundo o Ministério. Até o fim da tarde desta segunda (18), 1.428 estudantes haviam sido recrutados por gestores através do sistema. Os alunos convocados podem trabalham em unidades básicas de saúde, unidades de pronto atendimento, rede hospitalar e comunidades. Eles passam por uma capacitação e recebem uma bolsa de acordo com a carga horária a ser cumprida: R$ 1.045,00, para 40 horas semanais, e R$ 522,50, para 20 horas semanais. As horas trabalhadas podem ser contabilizadas como horas de estágio obrigatório pelas instituições de ensino. Para se cadastrar, os alunos de Medicina devem estar cursando os últimos dois anos da graduação e os de Enfermagem, Farmácia e Fisioterapia, o último ano do curso. A permissão de trabalho é temporária e vai durar apenas durante o período emergencial na saúde pública. Initial plugin text
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19/05 - Servidores do MEC atuaram como advogados de defesa do ministro Abraham Weintraub na Justiça
Advogados foram nomeados como assessores especiais do ministro, informou 'O Globo'. Em nota, Ministério da Educação diz que não há impedimento e que ministro pagou honorários. Servidores do MEC atuaram como advogados de defesa do ministro Weintraub na Justiça O ministro da Educação, Abraham Weintraub, usou os serviços de dois advogados, depois de nomeá-los assessores da pasta, em ações de interesse privado na Justiça, informou o jornal "O Globo". Os advogados Auro Hadano Tanaka e Victor Sarfatis Metta foram nomeados como assessores especiais de Weintraub em abril e maio de 2019, respectivamente, com vencimentos de R$ 13,6 mil cada um. Em nota, o Ministério da Educação afirma que não há impedimento para que os escritórios de ambos os advogados atuem na defesa particular de Weintraub, que os profissionais não trabalham no ministério em regime de dedicação exclusiva, e que os honorários advocatícios foram pagos particularmente pelo ministro. O G1 enviou e-mail e ligou para os escritórios Rosenthal Sarfatis Metta e Hadano Tanaka Advogados por volta do meio-dia desta terça-feira. Os telefonemas não foram atendidos, e os e-mails não foram respondidos até a publicação desta reportagem. Ações ajuizadas após nomeações Segundo o jornal "O Globo", as quatro ações tiveram início entre outubro e novembro de 2019 – depois, portanto, das nomeações de Victor Metta e Auro Tanaka, que ocorreram no primeiro semestre daquele ano. No dia 3 de outubro, ainda de acordo com o jornal, Victor e seu escritório, Rosenthal Sarfatis Metta, entraram com uma ação contra o site Brasil 247. No dia 28, Victor entrou com outra ação contra a revista Fórum. No dia seguinte, 29, Victor e seu escritório protocolaram uma terceira ação, desta vez pedindo danos morais ao escritor Paulo Ghiraldelli Júnior, informa o "Globo". Em novembro, Auro e o escritório Rosenthal Sarfatis entraram com uma ação contra uma jornalista do Valor Econômico a acusando de difamação. Nesta ação, embora o escritório seja o autor da ação, Victor não é elencado como representante de Weintraub.
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19/05 - Adiamento do Enem 2020 pode ser votado no Senado nesta terça (19)
Projeto de lei, de autoria da senadora Daniela Ribeiro (PP-PB), prevê prorrogação da avaliação e de vestibulares, por causa da pandemia do novo coronavírus. Enem Reprodução O Senado pode votar, nesta terça-feira (19), o adiamento do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2020 e de vestibulares. O projeto de lei nº 1.277, da senadora Daniela Ribeiro (PP-PB), prevê a prorrogação de "provas, exames e demais atividades para o acesso ao ensino superior ", por causa da pandemia do novo coronavírus. Na segunda-feira (18), o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), que organiza a aplicação do Enem, afirmou que as datas da prova não são "imutáveis", mas estão mantidas, a princípio, para novembro: 1º e 8 de novembro: versão presencial 22 e 29 de novembro: versão digital (inédita) Pedidos de adiamento do Enem Entidades estudantis, universidades e colégios federais pedem o adiamento do Enem, argumentando que os alunos mais pobres não têm acesso ao ensino remoto durante o período de suspensão das aulas presenciais. Afirmam que, se o calendário inicial não for alterado, haverá uma ampliação das desigualdades sociais. Em nota, o Inep ressalta que, como "ainda estamos enfrentando a situação de emergência de saúde pública", por causa da pandemia do novo coronavírus, não é possível tomar decisões por ora. O órgão diz também que "está buscando garantir a execução adequada (do Enem), não apenas para cumprir com seu dever institucional, mas, principalmente, para não prejudicar mais ainda a sociedade brasileira". Defensoria Pública entra com recurso A Defensoria Pública da União (DPU) entrou com recurso, na segunda-feira, para que o Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3) reveja decisão tomada em abril e adie a aplicação do Enem. Ao pedir a mudança do cronograma, a DPU diz que, com a suspensão das aulas presenciais durante a pandemia do novo coronavírus, o preparo dos alunos para o Enem é prejudicado. O órgão apresenta os seguintes argumentos: as condições de acesso à Internet são desiguais entre os estudantes, especialmente na zona rural; alunos mais pobres não têm materiais didáticos em casa; bibliotecas estão fechadas, por causa das medidas de isolamento social; estudantes de escolas particulares têm programas de educação remota superiores aos de escolas públicas. O pedido da DPU é apoiado pela União Nacional dos Estudantes (UNE), pela Campanha Nacional pelo Direito à Educação e pelo Centro de Assistência Jurídica Saracura (Caju). Natuza Nery: governo pode mudar de opinião sobre adiamento do Enem Inscrições Para participar do Enem, os alunos devem entrar no site no site https://enem.inep.gov.br/ até o dia 22 de maio e informar o número do CPF e do RG. Será criada uma senha de acesso que também permitirá verificar o cartão de confirmação e os resultados do candidato. Saiba como se inscrever no Enem, passo a passo Além disso, é preciso ter um número de celular e um e-mail válidos para receber os comunicados do Inep. Taxas de inscrição A taxa de inscrição custa R$ 85 e deve ser paga entre 11 e 28 de maio, em agências bancárias, casas lotéricas, correios ou pela Internet. Atenção: mesmo aqueles estudantes que obtiveram a isenção da taxa devem se inscrever no Enem. Segundo o Inep, os candidatos que não pediram a isenção, mas que se encaixam em um dos critérios para receber o benefício, terão direito a ele mesmo sem a solicitação formal. Outra mudança vale para aqueles que estavam isentos em 2019, mas que não compareceram aos dois dias de prova e não justificaram a ausência. A princípio, eles perderiam o direito à isenção neste ano. Mas, de acordo com o Inep, até mesmo esses estudantes poderão solicitar a gratuidade da taxa em 2020. "A regra vale tanto para os participantes que optarem pelo Enem impresso quanto para os que escolherem o Enem digital", informa o site da prova. Estrutura da prova presencial Datas: 1º e 8 de novembro 1º de novembro 45 questões de linguagens, códigos e suas tecnologias 45 questões de ciências humanas e suas tecnologias redação duração: 5h30 8 de novembro 45 questões de ciências da natureza e suas tecnologias 45 questões de de matemática e suas tecnologias duração: 5h Estrutura da prova digital Datas: 22 e 29 de novembro. 22 de novembro 45 questões de linguagens, códigos e suas tecnologias 45 questões de ciências humanas e suas tecnologias redação (em papel) duração de 5h30 29 de novembro 45 questões de ciências da natureza e suas tecnologias 45 questões de matemática e suas tecnologias duração: 5h Cronograma do Enem Inscrições: 11 a 22 de maio Pagamento da taxa de inscrição: 11 a 28 de maio Solicitação de atendimento especializado do Enem impresso: 11 a 22 de maio Solicitação para tratamento pelo nome social: 25 de maio a 1 de junho Divulgação do cartão de confirmação da inscrição, com os locais de prova: A definir data em outubro Provas presenciais: 1 e 8 de novembro Gabarito e divulgação dos cadernos de questões: 11 de novembro Provas do Enem digital: 22 e 29 de novembro Divulgação do gabarito do Enem digital: 2 de dezembro Resultado individual: janeiro de 2021 Initial plugin text
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19/05 - França fecha 70 escolas uma semana após a volta às aulas devido a novos casos de Covid-19
Aulas foram retomadas em 11 de maio no país. Segundo o ministro da Educação 70 escolas entre as 40 mil da França, foram fechadas. Coronavírus nas escolas: estudante francês assiste aulas em Mulhouse, na França. Governo fechou escolas uma semana após a volta às aulas devido ao surgimento de novos casos de coronavírus. Sebastien Bozon / AFP O ministro da Educação da França, Jean-Michel Blanquer, confirmou na segunda-feira (18) que 70 escolas do país fecharam uma semana após a volta às aulas, devido ao surgimento de casos confirmados e suspeitos de Covid-19, a doença provocada pelo novo coronavírus. Ao todo, 40 mil escolas voltaram às aulas na França em 11 de maio. Segundo ele, a maior parte dos casos foi identificada fora das escolas, mas envolvia a comunidade escolar, como estudantes, professores ou autoridades municipais em contato com crianças. Blanquer disse que havia "necessidade de ser rigoroso", mas que "o fato de ter que fechar uma escola não [deveria] trazer preocupação". Portugal tem volta às aulas parcial nesta segunda-feira, com medidas de proteção e distanciamento Coronavírus na educação: na França, professora leciona com máscara nesta segunda-feira (18). Sebastien Bozon/AFP De acordo com o jornal francês Le Monde, há casos de escolas fechadas que eram as únicas da região, como em Nice, onde um aluno da escola particular Nazareth deu positivo. Em Roubaix, sete escolas foram fechadas "por precaução" devido a um caso "confirmado" de Covid-19 entre os estudantes. As autoridades de saúde estão rastreando os contatos das pessoas infectadas para tentar conter o avanço de casos. Segundo o Le Monde, não há uma regra que deva ser adotada quando um caso de Covid-19 é detectado. O protocolo de saúde escolar indica que "decisões de quinzena, fechamento de turma ou escola podem ser tomadas". Na prática, as “suspeitas” do Covid-19 geram preocupações na comunidade educacional, instando os municípios a serem cautelosos. Entenda algumas das expressões mais usadas na pandemia do covid-19 Initial plugin text
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18/05 - Vestibular 2020.2 da Ibmec Rio está com inscrições abertas
Taxa de inscrição é R$ 100 e deve ser realizada pelo site. A IBMEC informou que, por ora, ela será aplicada de forma presencial com a aplicação das orientações de órgãos de saúde. Fotografia da Ibmec de dezembro de 2015 Reprodução/Ibmec/Facebook As inscrições para o vestibular do segundo semestre da Ibmec Rio estão abertas até 24 de junho. A taxa de inscrição é R$ 100 e deve ser realizada pelo site. Como fazer a inscrição no Enem 2020: veja o passo a passo Enem 2020 – o que vai acontecer com a prova? O processo seletivo é composto por duas etapas: uma prova técnica mais redação e uma dinâmica em grupo. De acordo com a universidade, a atividade é feita para que o candidato, desde a primeira interação, tenha experiência com práticas de mercado de trabalho. Conforme o agendamento, as dinâmicas acontecem online a partir de 1º de junho. A prova objetiva, composta por redação e questões de Português, Literatura, Inglês, Matemática, História e Geografia, está marcada para 3 de julho. A IBMEC informou que, por ora, ela será aplicada de forma presencial com a aplicação das orientações de órgãos de saúde. A prova tem peso de 70% e a dinâmica de 30%. O resultado será divulgado no dia 7 de julho. Outras formas de ingresso Candidatos que participaram de processos internacionais ou o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) podem usar a nota para ingressar na universidade. Ela é somada à performance na dinâmica de grupo. A taxa de inscrição para essa categoria é R$ 50. Para candidatos que desejarem fazer transferência ou segunda graduação, o processo seletivo é composto por entrevista com o coordenador do curso e avaliação da grade curricular anterior. Não há taxa de inscrição.
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