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25/02 - Greta Thunberg e Malala Yousafzai se encontram na universidade de Oxford
Ativistas pelo meio ambiente e educação posaram juntas para foto. Thunberg está no Reino Unido para participar de greve de estudantes e visitou faculdade onde Malala estuda política, filosofia e economia. Greta Thunberg e Malala Yousafzai se encontraram na Lady Margaret Hall, na universidade de Oxford Reprodução/Twitter/Malala Yousafzai A ativista sueca Greta Thunberg se encontrou com a vencedora do prêmio Nobel da Paz Malala Yousafzai durante uma visita à Universidade de Oxford. Uma foto das duas juntas foi postada por Yousafzai nesta terça-feira (25). Thunberg está no Reino Unido para participar de uma greve de estudantes em Bristol, e foi convidada a visitar a Universidade de Oxford, onde Malala estuda política, filosofia e economia na faculdade Lady Margaret Hall. No Instagram, a foto foi acompanhada apenas pela legenda “Obrigada, @gretathunberg” e o emoji de um coração. Já no Twitter, a ativista paquistanesa escreveu “ela é a única amiga pela qual eu faltaria à escola”. Initial plugin text Em 2014, Malala Yousafzai, atualmente com 22 anos, se tornou a pessoa mais jovem a receber um prêmio Nobel da Paz, por sua luta pelo acesso das meninas à educação. Ela se tornou mundialmente conhecida após sobreviver a um ataque do Talibã, no qual foi baleada na cabeça por se recusar a abandonar os estudos. Já Greta Thunberg, de 17 anos, se destacou por seu ativismo ambiental, e foi indicada ao prêmio Nobel da mesma categoria em 2019.
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25/02 - Escola cívico-militar: MP contesta consulta a conselho que Campinas incluiu em novo cronograma
Campinas disse ter feito consulta a Conselho Escolar em 5 de dezembro de 2019, mas promotoria afirma que evento serviu apenas para informar como funciona o modelo de gestão. Escola em Campinas deve ser a primeira de São Paulo a adotar modelo cívico-militar Arthur Menicucci/G1 O Ministério Público (MP-SP) contestou, em manifestação enviada à Justiça, a informação da Prefeitura de Campinas (SP) de que houve uma consulta ao Conselho Escolar da unidade indicada para receber o modelo cívico-militar em 5 de dezembro do ano passado. O Executivo incluiu a data no novo cronograma para tentar destravar a implantação do modelo e realizar a votação na unidade em 7 de março. A manifestação, assinada por três promotores em 21 de fevereiro, aponta que a reunião com o conselho da Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) Professora Odila Maia Rocha Brito, serviu apenas para passar uma "breve exposição" do modelo cívico-militar e não deu espaço para que o grupo analisasse a possível adesão ao programa. Militares atuarão em administração e monitoria Conheça escola que pode ser a primeira do estado com modelo "Não houve, pelo que se observa, um debate sobre o tema no âmbito do Conselho da Escola, o qual sequer expressou sua opinião sobre a eventual implantação do modelo de escola cívico-militar", argumentou o MP. O Conselho Escolar é um dos três que o MP listou como necessários para que a prefeitura faça consultas antes da implantação do programa. Os demais são Conselho Municipal de Educação e Conselho das Escolas. No ofício enviado à Justiça com novo cronograma, a prefeitura afirmava que foram superadas todas as condicionantes apontadas pelo MP, "pelo o que requer-se a imediata intimação do autor da ação para, havendo concordância, autorizar a retomada da consulta popular". Em nota, a Secretaria de Educação de Campinas informou que "foram cumpridos todos os requisitos solicitados pela Justiça e pelo Ministério Público. Agora, a Secretaria aguarda a manifestação da Justiça". Prefeitura promete nova audiência na escola indicada para receber modelo cívico-militar em Campinas Arthur Menicucci/G1 A manifestação do MP também traça orientações sobre os outros eventos do cronograma apresentado pela prefeitura. Uma delas é que o plantão de dúvidas deva ser feito com isenção para não se tornar uma propaganda pela aprovação ou não do modelo. O cronograma A programação da prefeitura inclui uma consulta ao Conselhos das Escolas em 2 de março, uma audiência pública na escola Odila Maia em 5 de março, plantão de dúvidas no dia seguinte e, por fim, a votação com a comunidade escolar em 7 de março, um sábado. A prefeitura também afirma que haverá a consulta com o Conselho Municipal de Educação em 5 de março. A reunião estava prevista para 6 de fevereiro, mas não ocorreu por falta de quórum. 29/02/2020 - Consulta ao Conselho das Escolas Municipais; 02/03/2020 - Divulgação na mídia social e na comunidade escolar da audiência de esclarecimentos e da consulta popular, com a instalação de faixa publicitária na frente da unidade escolar e envio de bilhetes aos responsáveis pelos alunos; 05/03/2020 - Audiência pública na Unidade Escolar às 18h; 06/03/2020 - Plantão para eventuais esclarecimentos e dúvidas na unidade escolar a partir das 14h; 07/03/2020 - Consulta formal à comunidade escolar a partir das 9h até 12h. Apuração a partir de 13h e divulgação dos resultados a partir das 15h. Votação interrompida A votação na unidade no bairro São Domingos chegou a ocorrer por 30 minutos, no dia 18 de dezembro, quando foi interrompida após a Secretaria de Educação ser comunicada sobre a liminar judicial. Poderiam participar professores, funcionários, alunos maiores de 16 anos e pais. A unidade não possui estudantes de 6º a 9º ano do ensino médio maiores de 16 anos. Ao todo são 771 alunos, dos quais 304 de 6º ao 9º ano; e 361 de 1º ao 5º anos do ensino médio. A reportagem do G1 visitou a escola e constatou que ela tem biblioteca, sala de computação com cerca de 20 equipamentos, salas de aula com carteiras em bom estado, uma quadra coberta, campo e parquinho. O modelo proposto pelo governo federal é diferente das escolas militares mantidas pelas Forças Armadas. Na prática, os professores vão cuidar da parte pedagógica e os oficiais ficariam responsáveis pela administração. A meta, segundo o Ministério da Educação, é construir 216 escolas no país até 2023. Initial plugin text Veja mais notícias da região no G1 Campinas
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23/02 - UFJS divulga lista de espera para chamada presencial do Sisu em Divinópolis
Os candidatos do campus Dona Lindu deverão ir até a unidade em março. Confira as informações necessárias para o processo. Campus Dona Lindu da Universidade de São João del Rei (UFSJ) em Divinópolis Reprodução/TV Integração Os candidatos ao Sistema de Seleção Unificada (Sisu) para o Campus Centro-Oeste Dona Lindu (CCO), da Universidade Federal de São João del Rei, que não foram convocados em outras chamadas do processo 2020/1, terão mais uma chance. UFSJ tem 170 vagas disponíveis para o Sisu no campus Divinópolis De acordo com publicação da universidade, saiu a lista de espera que relaciona os que estão aptos por concorrer às vagas remanescentes na chamada presencial. Esta chamada presencial é a última em que o candidato deverá estar presente e já com a documentação da matrícula em mãos. Conforme a UFSJ, podem participar somente os candidatos da lista de espera específica da chamada presencial, composta de no máximo 100 candidatos por tipo de vaga por curso, ou seja, os 100 primeiros colocados, em sequência após o último já convocado na chamada anterior por tipo de vaga. No campus Dona Lindu, em Divinópolis, os candidatos aos cursos de Bioquímica, Enfermagem, Farmácia e Medicina devem comparecer presencialmente no dia 03 de março, às 13h. A UFJS também informou que os candidatos precisam ficar atentos as principais informações sobre o processo. Veja mais abaixo: Portões fechados após o horário - a chamada presencial é realizada em local, data e horário relacionados no Edital. Após o horário programado os portões serão fechados. O candidato que chegar após esse horário estará eliminado da chamada. Como funciona - na chamada presencial é lida a listagem nome a nome em voz alta, seguindo a ordem de reclassificação, até o preenchimento das vagas ainda existentes entre os candidatos presentes para cada tipo de vaga (AC, AF1A1/L1, AF1A2/L9, AF1B1/L2, AF1B2/L10, AF2A1/L5, AF2A2/L13, AF2B1/L6 e AF2B2/L14). Documentação - os candidatos deverão levar os documentos necessários para matrícula. Os candidatos que estão concorrendo às Ações Afirmativas também devem apresentar documentos que comprovem renda familiar e deficiência, conforme o caso. Assim, aqueles que forem convocados para o preenchimento das vagas existentes serão encaminhados para o setor de matrículas. Caso o candidato tenha alguma dúvida, a UFJS disponibilizou, ainda, contato Divisão de Controle Acadêmico (Dicon) pelo e-mail dicon@ufsj.edu.br ou pelo telefone (32) 3379-5459 (das 8h às 14h).
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23/02 - A luta contra os fraudadores de cotas raciais nas universidades públicas
"A gente pega casos muito óbvios, que compravam que não é uma questão de dúvida sobre a identidade de uma pessoa parda, mas de abuso mesmo. Não é à toa que, de longe, o curso com mais fraudes foi medicina, o mais difícil de entrar", afirma a coordenadora do comitê de apuração de denúncias da UFRJ. O movimento negro tem se mobilizado para combater as fraudes nas autodeclarações para buscar cotas na universidade BBC Loira, de cabelos lisos, com a pele branca e os olhos verdes, uma das estudantes aprovadas no curso de Química da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) justificou sua entrada pelo sistema de cotas raciais dizendo "se considerar parda" e ser de uma família de negros. Outros alunos brancos, já avançados no curso de Medicina da Unicamp, faziam até deboche e contavam piadas para colegas sobre o fato de terem passado no vestibular se valendo das cotas — cujo objetivo é reduzir a desigualdade racial. Negros ainda são sub-representados nas universidades públicas brasileiras, compondo 50,3% dos alunos, apesar de corresponderem a 55,8% da população, segundo dados do IBGE em 2018. Diversas universidades públicas estão recebendo e investigando denúncias sobre alunos que tentaram driblar o sistema. Só na UFRJ já foram 280 denúncias de possíveis fraudes nas cotas raciais desde a implantação do sistema. Segundo a universidade, dos 186 já analisados, 96 foram considerados aptos a ocuparem as vagas reservadas para pretos, pardos e indígenas (PPI). Na Universidade Estadual da Bahia, um aluno branco de cabelo ruivo entrou no curso de Medicina neste ano através das cotas — o que está sendo investigado. A USP investiga 41 denúncias. A Unicamp desligou nove alunos e a Unesp expulsou 30 que tiveram as autodeclarações consideradas inválidas. As denúncias são resultado de uma grande mobilização do movimento negro para identificar e combater fraudes nas cotas e evitar que haja abusos no direito, conquistado após anos de luta. "A gente não queria estar discutindo isso, queria que existisse um bom senso e um respeito à lei. Mas, como não existe, temos que recorrer a métodos mais eficazes", diz o advogado Lucas Módolo, que criou com colegas um grupo de combate à fraudes quando ainda era aluno de Direito da USP. "Quantos alunos negros tiveram o direito de estudar tolhido por culpa desses fraudadores?", questiona frei Davi, da ONG Educafro, que fez denúncias de fraudes em cotas para mais de 20 universidades. As reclamações chegaram até a entidade de diversas formas. "A gente garante total tranquilidade e anonimato para quem faz", diz Davi. "Aconteceu muito de alunos da Educafro e outros alunos solidários, dentro de sala de aula, ouvirem comentários e deboches sobre pessoas fraudando as cotas", conta. Módolo explica que o Comitê Antifraude da USP, criado por alunos e com caráter extraoficial, não tem o objetivo de avaliar se alguém pode ou não ser considerado pardo. "Somos um canal de recepção de denúncias que depois repassamos para as faculdades", afirma. "Não temos como finalidade fazer essa avaliação, nem temos competência. O objetivo é pressionar para que essa avaliação aconteça." "Na USP nenhum fraudador foi expulso", diz Módolo. "Por causa da inércia da universidade, as fraudes têm sido usadas como argumento por grupos revisionistas para defender que não existam cotas." "Ainda existe a necessidade de reconhecer que a desigualdade racial é um problema de racismo, não só um problema socioeconômico." Nas redes sociais, a hashtag #afroconveniência tem sua sido usada para denúnciar a prática de brancos se dizerem afrodescendentes quando convém — para abusar de cotas, por exemplo —, mas usarem os privilégios de ser branco durante todo o resto do tempo. Diversos ativistas negros postaram fotos dizendo "Meu avô é branco, logo sou branco. Estranhou?" para reforçar essa ideia. "O argumento do 'tenho um avô pardo' não faz sentido no Brasil, onde você é julgado e sofre preconceito pelo fenótipo", diz à BBC News Gislaine Silva, que também faz parte do Comitê Antifraude da USP. "Nós negros não vamos deixar que se use a universidade para beneficiar pessoas brancas desonestas", diz Frei Davi. Combate e prevenção A USP foi uma das últimas universidades públicas a implementar o sistema de cotas, em 2018. Para participar, é preciso se declarar preto, pardo ou indígena e optar pela opção de concorrer pelas cotas. A universidade não faz análise das autodeclarações feitas no vestibular, e não existe um grupo específico só para analisar denúncias de fraude à cotas raciais. Elas são avaliadas pela Comissão de Acompanhamento da Política de Inclusão da USP, a mesma que avalia questões socioeconômicas. O movimento negro defende que deveria existir um grupo para analisar as denúncias e que haja não apenas combate, mas prevenção às fraudes. "A universidade já tinha que, desde o início, ter reconhecido a necessidade da prevenção na entrada, de avaliar as declarações após o vestibular", diz Módolo. Isso normalmente é feito através da chamada heteroidentificação, quando uma comissão avalia se a autodeclaração racial feita pela pessoa é autêntica. Frei Davi defende que o processo seja sempre no ingresso, o que é muito menos traumático para a pessoa e muito mais simples de ser resolvido do que desligar um aluno que já faz o curso há anos. "Todas as universidades justas, éticas e responsáveis têm comitê preventivo", afirma. Além do desligamento de 30 pessoas, a Unesp implantou um comitê de heteroidentificação em 2017. A Unicamp também implantou um comitê de verificação no ingresso. A hashtag #afroconveniência tem sua sido usada para denunciar a prática de brancos se dizerem afrodescendentes quando convém Reprodução/Twitter O pró-reitor de graduação da USP, Edmund Chada Baracat, diz que a questão é de extrema importância para a universidade, mas que o processo de avaliação das denúncias leva tempo e que é preciso "uma averiguação que seja respeitosa". "Esse processo é um processo muito delicado, porque lida com pessoas, portanto temos que ser muito sensatos na avaliação", diz Baracat. Ele afirma que, devido ao tamanho da universidade e ao grande número de ingressos, fazer uma avaliação das declarações no vestibular seria inviável. "Esse ano foram pouco mais de 2 mil alunos pretos, pardos e indígenas. Se a gente chamar 2 mil estudantes, demorando 15 ou 20 minutos cada um, quanto tempo vai levar? Isso seria inviável", afirma. O Comitê Antifraude recebeu mais de 450 de vários cursos da USP e elaborou três dossiês: um para a faculdade de Direito, um para a de Medicina e um terceiro para os outros cursos. Baracat diz que 41 denúncias "com indícios mínimos de materialidade" estão sendo avaliadas pela universidade. Também há dois processos administrativos em andamento contra estudantes que, segundo a sindicância feita pela USP, podem ter fraudado suas declarações. O movimento negro criticou uma recomendação da USP de que fossem feitos boletins de ocorrência em casos de suspeitas de fraudes. "Apesar de muitas pessoas falarem que isso é um crime e pode ser resolvido no Ministério Público, a USP tem a competência para fazer isso por si própria e evitar uma judicialização difícil e custosa", afirma Lucas Módolo. Mas Baracat diz que os BOs não são uma exigência, mas uma das modalidades em que a universidade aceita denúncias. "Pode fazer uma denúncia sem ter um boletim, mas precisa ter indícios de que a denúncia é verdadeira. Ou seja, fotos, perfis da pessoa nas redes sociais, algum tipo de prova. Isso elimina o denuncismo irresponsável", afirma. A questão da miscigenação Além de analisar as denúncias de fraudes, a UFRJ implantou neste ano um comitê de 54 pessoas para fazer a heteroidentificação para todos os ingressantes pelo sistema de cotas no vestibular. Foram cerca de 1,5 mil alunos ingressantes avaliados nas duas primeiras chamadas, em um processo que durou uma semana. Diversos não foram considerados aptos para ingressar pelas cotas — o número exato ainda não foi consolidado porque o processo acabou de terminar. Mas afinal, como é feita essa avaliação e como lidar com as sutilezas de identificar a identidade racial de alguém em um país miscigenado como o Brasil? "A miscigenação sempre foi usada no Brasil para alimentar o mito da democracia racial, ou seja, de que no Brasil haveria uma categoria homogênea de mestiços que seriam tratados de forma igual", diz a especialista em História dos negros no Brasil Denise Goés, que coordena o comitê de avaliação de denúncias da UFRJ. "Isso só serve para perpetuar a desigualdade em um país que não trata todos como iguais", diz ela. "Historicamente o racismo no Brasil é baseado no fenótipo, ou seja, nas características aparentes das pessoas, como cor de pele, traços e cabelo", afirma Marcelo Pádula, que coordena o comitê de heteroidentificação da UFRJ. "Quanto mais características que identificam uma pessoa como negra, mais chances de sofrer com o racismo. Quanto mais características brancas, maiores as chances de inclusão social." Como é feita a identificação racial Denise Goes afirma que autodeclaração foi uma vitória no fortalecimento do movimento, porque muitas pessoas não conseguiam nem se ver como negras devido ao mito da democracia racial. "Por um lado, foi vitória da afirmação da identidade negra. Mas, do ponto de vista de política pública, ela não é suficiente." Por causa da forma como o racismo funciona no país, diz, a identificação para avaliar se alguém está apto para ocupar as vagas destinadas aos negros é feita com base no fenótipo, não com base em questões culturais ou ancestralidade. Isso significa que ser filho ou neto de negros não é suficiente para garantir o acesso às cotas raciais se a pessoa é lida pela sociedade como branca, ou seja, se não sofre preconceito racial. "As cotas são uma política de reparação para quem sofre racismo", diz Pádula. Na prática, a heteroidentificação na UFRJ é feita por uma comissão avaliadora, formada por alunos, docentes e funcionários que passaram por uma capacitação de 60 a 90 horas. A capacitação inclui a história da constituição do racismo no Brasil, tem um contraponto com o racismo norte-americano (mais baseado em origem e questões culturais) e em outros países, e há exercícios práticos de heteroidentificação. No total são 54 pessoas, mas cada ingressante é avaliado por uma subcomissão de 5 pessoas. Cada ingressante comparece pessoalmente a uma entrevista, no qual os avaliadores observam se a pessoa tem fenótipos negros, ou seja, características físicas — cor de pele, cabelo, traços do rosto — que as identificam como negros. "Não é só uma única característica, é o conjunto da percepção e integração de todos esses sinais", explica Pádula. Ter a pele mais escura nem sempre é suficiente. "Há uma série de pessoas que tem tons de pele não-brancos, como descendentes de árabes ou japoneses de okinawa, mas que não são vítimas do racismo", diz Lucas Módolo. Pádula afirma que a comissão não é um 'tribunal racial' para definir a identidade das pessoas, mas apenas uma avaliação sobre se ela está apta ou não para ter acesso às vagas de cotas. Além disso, quem discorda do resultado tem a possibilidade de recorrer. "A gente pega casos muito óbvios, que comprovam que não é uma questão de dúvida sobre a identidade de uma pessoa parda, mas de abuso mesmo. Não é à toa que, de longe, o curso com mais fraudes foi medicina, o mais difícil de entrar", afirma Goés.
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23/02 - Um mês após ataque hacker, Unicamp 'corrige fragilidades' de sistemas e polícia mantém sigilo
Universidade Estadual de Campinas informa que colabora com investigações e que analisará outras medidas assim que inquérito for concluído. Entrada principal do campus de Campinas da Unicamp Lucas Jerônimo/G1 Um mês após anunciar que foi alvo de um ataque hacker que violou dados privados, a Unicamp afirma que os sistemas alvos de invasão foram reconfigurados e que "fragilidades estão sendo corrigidas". Já a Polícia Civil mantém o sigilo sobre as investigações. Ninguém foi preso ou tratado como suspeito pelo crime. A Universidade Estadual de Campinas anunciou no dia 23 de janeiro que tinha identificado a invasão de seus sistemas computacionais, com "consequente vazamento de dados privados". Procurada para comentar as medidas adotadas um mês após o caso vir à tona, a Unicamp informou, em nota, que a investigação segue no âmbito policial e que "vem colaborando em tudo que é demandada". Em nota, a reitoria da Unicamp disse que autorizou a quebra do sigilo de contas de e-mails demandadas pela polícia - a equipe do 7º Distrito Policial, que cuida do caso, pediu à Justiça quebra do sigilo de dados dos IPs (identificação) de computadores. "Tão logo seja concluído o inquérito, a Unicamp analisará outras medidas que se fizerem necessárias", informa a universidade. Também por meio de nota, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) de São Paulo disse que laudos periciais foram solicitados e estão em andamento para serem inseridos no inquérito. "Detalhes não podem ser divulgados porque as investigações demandam sigilo nas informações", destaca a pasta. Violação de dados é investigada pelo 7º DP de Campinas Reprodução / EPTV O caso A violação de dados em sistemas computacionais foi confirmada pela Unicamp em 23 de janeiro. Na ocasião, a assessoria da universidade informou que o ataque foi detectado pela Diretoria Acadêmica, reportado às autoridades, e que a Coordenadoria Geral de Tecnologia de Informação e Comunicação (CITIC) designou uma equipe para identificar o que provocou o incidente e qual a extensão dos danos. "Não podemos divulgar que tipo de dados foram vazados, mas são bastante limitados e se referem única e exclusivamente a privacidade desses indivíduos afetados. Esses dados foram sequestrados e agora estão nas mãos de terceiros", informou a universidade à época. A Unicamp limitou-se a informar que os dados que foram vazados são privados e que não afetam as pesquisas acadêmicas. Veja mais notícias da região no G1 Campinas
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22/02 - Menino vítima de bullying na Austrália participa do jogo das estrelas de rugby do país
Quaden Bayles ficou conhecido depois que um vídeo dele chorando por ter sido vítima de piadas na escola causar comoção. Mãe afirma que menino sai "do pior dia de sua vida para o melhor dia de sua vida". Quaden Bayles entra em campo com o time indígena no jogo das estrelas do rugby da Austrália Reprodução/NRL O australiano Quaden Bayles, de 9 anos, está vivendo dias melhores após um vídeo dele causar comoção em todo o mundo. O jovem, que foi vítima de bullying na escola por seu nanismo, teve a oportunidade de estar bem perto das estrelas da liga nacional de rugby, que é um dos principais esportes do país. Quaden foi o convidado especial do jogo dos astros da NRL, campeonato que reúne times da Austrália e Nova Zelândia, que ocorreu neste sábado (22). Vestindo a camisa de uma das equipes, o jovem entrou com os jogadores em campo e foi saudado pela torcida. Em entrevista aos canais oficiais da liga, a mãe do garoto, Yarraka Bayles, disse que o convite fez com que o filho saísse "do pior dia de sua vida para o melhor dia de sua vida". Initial plugin text "Nunca poderíamos sonhar em nossos sonhos mais loucos que isso tivesse acontecido em todo o mundo e criado um frenesi da mídia", afirmou Yarraka ao canal britânico Sky News. "Há muitas pessoas sofrendo em silêncio e meu coração se dirige àquelas famílias que já perderam seus filhos por bullying. É uma crise internacional e exige atenção urgente”, completou a mãe de Quaden. Vídeo comoveu o mundo Mãe posta vídeo do filho de 9 anos chorando por bullying e comove celebridades Pessoas de todo o mundo se uniram em apoio ao menino australiano depois que um vídeo mostrando sua profunda angústia por ter sofrido bullying viralizou nas redes sociais. A mãe de Quaden publicou um vídeo da criança chorando após ser vítima de piadas na escola por seu nanismo. "É isso que o bullying faz", diz ela no vídeo, no qual o menino também afirma que quer se matar. O vídeo, visto mais de 14 milhões de vezes, gerou uma série de mensagens de apoio nas redes sociais e a hashtag #WeStandWithQuaden. Celebridades como o ator Hugh Jackman e o jogador de basquete Enes Kanter se pronunciaram, enquanto pais de outros países compartilharam mensagens de vídeo de seus filhos. No vídeo de 6 minutos, a mãe de Quaden descreve o bullying recorrente que o filho sofre todos os dias. A família, que é de origem aborígene, vive em Queensland, na Austrália. "Acabei de pegar meu filho na escola, presenciei um episódio de bullying, liguei para o diretor e quero que as pessoas saibam — pais, educadores, professores — esse é o efeito que o bullying tem", diz Yarraka, enquanto o menino soluça. "Todo dia... acontece alguma coisa. Outro episódio, outro bullying, outra provocação, outro xingamento." "Vocês podem, por favor, educar seus filhos, suas famílias, seus amigos?"
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21/02 - Doria diz que 'São Paulo não remunera professores para ficarem em casa tomando suco de laranja e sendo preguiçosos'
Assessoria do governador disse que declaração, dada em Presidente Prudente, foi tirada de contexto. Governo anunciou nesta sexta-feira reajuste a professores que equipara salário a piso nacional da categoria. Doria fala sobre professores em Presidente Prudente O governador João Doria (PSDB) disse na quinta-feira (20) em Presidente Prudente que "São Paulo não remunera professores para ficarem em casa tomando suco de laranja e sendo preguiçosos". A declaração foi dada em meio a um protesto de professores ligados ao Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) em razão da visita de Doria à cidade do oeste paulista. Nesta sexta-feira (21), o governo anunciou reajuste salarial de até 12,84% nos salários dos professores da rede estadual por meio de abono --com o que atinge o piso nacional da categoria, estabelecido pelo governo federal, de R$ 2.886,24 para uma jornada de 40 horas. A Apeoesp entende que abono não é reajuste, pois não conta, por exemplo, para o cálculo de aposentadoria. Em Prudente, Doria disse que os professores são bem remunerados: "Os professores estão sendo, sim, bem remunerados, mas remunerados de acordo com a sua produtividade. São Paulo não remunera professores para ficarem em casa tomando suco de laranja e sendo preguiçosos. São Paulo remunera professores que trabalham, esses merecem remuneração, atenção e respeito". A assessoria do governador informou que "a reportagem do G1 tira do contexto a fala do governador João Doria, que foi dirigida especificamente a cerca de 10 sindicalistas que diziam representar os docentes em pleno horário escolar, enquanto os professores de verdade, a quem o governador tem profundo respeito, estavam trabalhando". Disse ainda que o governo está "sempre empenhado em valorizar o professor" (veja nota completa mais abaixo). William Hugo Correia dos Santos, coordenador regional da Apeoesp na região de Presidente Prudente, disse que falta comprometimento do governador com a educação, e que os professores trabalham com compromisso com os alunos." Nota da assessoria do governador João Doria: "A reportagem do G1 tira do contexto a fala do Governador João Doria, que foi dirigida especificamente a cerca de 10 sindicalistas que diziam representar os docentes em pleno horário escolar, enquanto os professores de verdade, a quem o governador tem profundo respeito, estavam trabalhando. Na ocasião, Doria entregava novos serviços e equipamentos no Hospital Regional de Presidente Prudente, com investimentos de R$ 7 milhões, e liberava R$ 1 milhão para a instalação do primeiro restaurante do programa Bom Prato na cidade. O Governo de SP está sempre empenhado em valorizar o professor, pois entende que assim valoriza o profissional responsável por educar e proporcionar um futuro melhor para nossa juventude. Mostra disso é o anúncio realizado nesta sexta-feira sobre a recomposição salarial dos professores. Prometida no início da gestão, a recomposição de 12,8% vai beneficiar 260 mil professores entre ativos e inativos, que receberão já a partir de março. Além do aumento de hoje, será enviada à Assembleia Legislativa de SP a proposta de reestruturação da carreira de professor, que prevê um salário inicial de R$ 3.500,00 após a aprovação e R$ 4.000,00 a partir de 2022."
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21/02 - Governo de SP reajusta em até 12,84% salário de professores estaduais
Remuneração dos professores da rede pública de São Paulo passa a respeitar o piso nacional. O governador João Doria (PSDB) anunciou nesta sexta-feira (21) um abono salarial que reajusta em até 12,84% os salários dos professores da rede estadual de São Paulo. Com o reajuste, a remuneração dos professores estaduais passa a respeitar o piso nacional dos professores, determinado pela Lei do Piso. O aumento vale também para professores aposentados. Em novembro do ano passado o governo estadual lançou um plano para elevar o salário inicial dos professores da rede pública. Na época a gestão Doria anunciou que o projeto custaria R$ 1 bilhão em 2020 e, no total, R$ 4 bilhões nos próximos três anos. O piso dos professores que lecionam para os alunos do 1º ao 5º ano do ensino fundamental vai passar a R$ 2.886,24; antes, o valor era de R$ 2.577,74. Já o salário dos docentes que atendem alunos dos anos finais do ensino fundamental e ensino médio vai passar de R$ 2.585,01 para os mesmos R$ 2.886,24, previstos por lei. O impacto no orçamento será de R$ 560 milhões. Os novos valores passam a valer a partir de março, com pagamento retroativo desde janeiro. Em janeiro o governo federal elevou o piso salarial dos professores da educação básica em início de carreira, de R$ 2.557,74 para R$ 2.888,24. O reajuste já estava previsto na Lei do Piso, de 2008, que estabelece aumento anual no mês de janeiro. "Abono não é salário" A deputada estadual Professora Bebel (PT), que preside o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), reclamou do anúncio nas redes sociais. "Abono não é salário", disse Bebel. "O que nós, professores, queremos, é carreira digna, progressiva, que permita fixarmo-nos na escola, e não esses remendos que não podem ser contados nem na aposentadoria nem na licença. Salário, sim, é dignidade."
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21/02 - Medalhista de Olimpíada de Matemática garante vaga na USP sem vestibular: 'chorei de alegria'
Monick Pereira Zeitounian, de 17 anos, foi selecionada em matemática aplicada e computação científica. Foram 113 vagas adicionais em 60 cursos para premiados em competições. Monick Pereira Zeitounian entrou na USP sem precisar fazer a Fuvest Geovana Alves/G1 Medalhista da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP), a estudante Monick Pereira Zeitounian, de 17 anos, conseguiu realizar o sonho de se matricular na Universidade de São Paulo (USP), em São Carlos, sem precisar fazer o temido e concorrido vestibular da Fuvest. Desde 2019, a universidade começou a reservar 113 vagas adicionais em 60 cursos de graduação para estudantes classificados em olimpíadas acadêmicas nacionais e internacionais. Moradora de Itapevi, Monick já está morando em São Carlos para cursar matemática aplicada e computação científica, do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC). No campus são 24 vagas em 10 cursos nesta modalidade. Neste ano, 4.490 candidatos disputaram vagas na USP sem fazer vestibular. Seleção Monick participou durante sete anos da OBMEP, mas foi a medalha de prata conquistada em 2018 que garantiu a pontuação necessária para a seleção. Medalhista da OBMEP garante vaga na USP de São Carlos sem prestar vestibular. Arquivo pessoal Ela não acreditava que seria possível conseguir a classificação até o resultado ser divulgado. A aprovação foi motivo de orgulho para a família. "Estava sendo um dia péssimo, porque eu estava no dentista colocando aparelho. Quando publicaram a convocação, eu chorei de alegria e falei que passei para as pessoas que estavam no consultório. Todo mundo sabia que eu ia conseguir, mas eu não tinha certeza, já que muita gente se inscreveu", relembrou a estudante. Melhor forma de ingresso A jovem chegou a prestar o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), mas não utilizou as notas para nenhuma universidade, porque já tinha passado pelo sistema da olimpíada. Para ela, a nova forma de ingresso é melhor do que os vestibulares tradicionais. "As olimpíadas são bem mais tranquilas, porque é um conhecimento específico de cada área. É preciso desenvolver bem a resposta igual no vestibular, mas não é necessário lembrar de algo que aprendemos na aula de biologia do 5º ano. O vestibular acaba sendo muito engessado e pessoas que seriam boas naquela área perdem a chance porque não sabiam outras coisas", argumentou Monick. Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP de São Carlos Nilton Junior/ArtyPhotos Olimpíadas aceitas pela USP Com o programa, o candidato não precisa escolher apenas uma área, pois são aceitas 21 competições de conhecimento, sendo nove nacionais e 12 internacionais. Nos cursos do ICMC, por exemplo, podem concorrer estudantes classificados nas seguintes competições: Olimpíada Internacional de Matemática Olimpíada Internacional de Informática Competição Ibero-americana de Informática e Computação Olimpíada Brasileira de Matemática Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas Olimpíada Brasileira de Informática Olimpíada Brasileira de Robótica - Teórica Medalhista da OBMEP, que ingressou na USP sem vestibular, participou da semana de recepção em São Carlos. Geovana Alves/G1 As 113 vagas adicionais são oferecidas por 20 diferentes unidades de ensino e pesquisa, localizadas em São Paulo, Ribeirão Preto, Piracicaba, Lorena e São Carlos. A seleção foi realizada por meio da análise do boletim escolar do ensino médio e de acordo com um sistema de pontuação (veja tabela abaixo). Cada unidade da USP definiu quais competições aceitaria na seleção e qual pontuação mínima seria exigida em cada curso. Saiba mais no edital. Quadro de pontução das olimpíadas de conhecimento *Sob supervisão de Fernando Bertolini, do G1 São Carlos e Araraquara. Veja mais notícias da região no G1 São Carlos e Araraquara.
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21/02 - UFSC suspende temporariamente contratação de profissionais após ofício do MEC
Já IFSC e IFC devem analisar contratações serão avaliadas por cada instituição. Benefícios de servidores serão mantidos. UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina) suspendeu contratações de profissionais Henrique Almeida A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) anunciou na quinta-feira (21) que vai suspender temporariamente a contratação de profissionais aprovados nos últimos processos seletivos e concursos. A decisão foi tomada depois que o Ministério da Educação (MEC) enviou um ofício que veda o aumento de despesas com pessoal ativo e inativo que não estejam previstas no orçamento de 2020. Segundo a UFSC, os cronogramas dos certames em andamento serão mantidos, mas, por enquanto, professores e também técnicos que seriam contratados para este ano letivo não devem ser nomeados, pois o orçamento pode ser insuficiente. Com isso, segundo a UFSC, alguns cursos podem ser afetados. No entanto, até esta sexta-feira (14) não haviam sido contabilizado quantos cursos e também concursos com aprovados seriam atingidos diretamente. Os departamentos da universidade devem enviar até semana que vem para a pró-reitoria de Graduação (Prograd) as próprias necessidades de contratações. "A Administração Central da Universidade Federal de Santa Catarina esclarece que a Lei Orçamentária Anual (LOA) apresenta-se em 2020 com uma previsão ainda menor que o orçamento de 2019. O orçamento destinado às despesas com pessoal ativo será R$ 40 milhões menor que o previsto em 2019. Vale lembrar que os recursos para gestão de pessoal são geridos diretamente pelo Ministério da Economia, e não pela instituição", informou a UFSC em posicionamento. De acordo com a assessoria de comunicação da UFSC, em 2019 foram gastos R$ 708.873.280 com os servidores ativos e o previsto em orçamento para 2020 é de R$ 667.887.778. Autorização para concurso, mas sem orçamento Em 10 de fevereiro, a UFSC recebeu outro ofício do MEC autorizando concurso para 120 professores de nível superior, oito de ensino básico, técnico e tecnológico além de 87 técnicos administrativos. No entanto, não é previsto orçamento e com isso, se os funcionários forem nomeados, os recursos podem ser insuficientes. Entre os concursos em andamento que devem ser afetados estão o processo seletivo para contratar 27 professores substitutos por tempo determinado, publicado no início de fevereiro, e um concurso para contratação de 36 professores de carreira de novembro do ano passado e que está em andamento. Outras instituições Já o Instituto Federal Catarinense (IFC) e o Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC) emitiram notas informando que a contratação de profissionais será avaliada por cada instituição para não afetar as atividades acadêmicas. O G1 aguardava posicionamento da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) até 13h30. Em 4 de fevereiro, o MEC enviou a essas instituições de ensino um documento no qual cita a obrigatoriedade de não gastar mais que o previsto. E orçamento em 2020 é menor que o previsto em 2019, quando as universidades já passaram por contingenciamentos. Caso descumpra a norma, o reitor poderá ser enquadrado na Lei de Responsabilidade Fiscal. A Reitoria da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) disse em nota nesta sexta-feira (21) que "está avaliando com cautela os possíveis efeitos das orientações do Ministério da Educação sobre as despesas com pessoal". Ofício do MEC veda contratação de professores Reprodução/G1 Benefícios Benefícios como auxílio-natalidade ou retribuição por titulação serão mantidos pela UFSC, assim como IFSC e IFC. Algumas instituições federais do país anunciaram cortes nesses benefícios, além de suspender contratação de profissionais. Segundo as instituições catarinenses, apesar do ofício, a lei será respeitada. “A entidade considera que não houve alteração na legislação das carreiras que compõem o quadro de servidores, de modo que não se pode incorrer em atos que resultem em perda ou suspensão desses direitos, mesmo que por limitação de orçamento de despesa obrigatória”, informa a nota Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica. Veja outras notícias do estado do G1 SC
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21/02 - Escola cívico-militar: Campinas quer votação com comunidade escolar em 7 de março
Executivo enviou pedido para Justiça e incluiu nova audiência pública no colégio dois dias antes da votação. Processo foi suspenso por falta de debate em dezembro de 2019. Escola em Campinas pode ser a primeira de São Paulo a adotar modelo cívico-militar Arthur Menicucci/G1 A Prefeitura de Campinas (SP) quer aval da Justiça para realizar em 7 de março a consulta pública com a comunidade da Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) Professora Odila Maia Rocha Brito, indicada como a primeira do estado para aderir ao programa cívico-militar. A votação chegou a ser iniciada, mas foi suspensa pela Justiça em dezembro do ano passado após pedido do Ministério Público (MP-SP), que argumentou que houve pouco debate com a população. O MP-SP requer que três conselhos municipais sejam consultados sobre a adesão ao programa proposto pelo governo federal. Devem ser ouvidos, a partir de edital, o Conselho Municipal de Educação, o Conselho das Escolas e o próprio grupo de conselheiros do colégio indicado, que fica no bairro São Domingos. Já a prefeitura argumentou à Justiça que fez consulta ao Conselho da Escola em 5 de dezembro de 2019 e que se reuniria com Conselho Municipal de Educação no dia 6 de fevereiro deste ano. No entanto, o encontro não ocorreu por falta de quórum. O Executivo afirma que ela ocorrerá em 5 de março. Além disso, que convocou o Conselho das Escolas Municipais para reunião que deve ocorrer em 29 de fevereiro. Com isso, argumentou que os questionamentos do MP-SP foram atendidos e pede que a Justiça aceite o novo cronograma, que inclui nova audiência pública na escola em 5 de março -- mesma data da nova audiência pública. Oficiais atuarão na administração e monitoria se escola cívico-militar passar Conheça escola que pode ser a primeira do estado a se tornar cívico-militar "Pelo o que requer-se a imediata intimação do autor da ação para, havendo concordância, autorizar a retomada da consulta popular", pede a prefeitura. O promotor de Infância e Juventude de Campinas, Rodrigo Augusto de Oliveira, informou que o MP-SP está analisando o ofício da prefeitura. A Justiça também não deu retorno para a administração municipal. Se a Justiça liberar a consulta em 7 de março, um sábado, a votação será entre 9h e 12h, com apuração em seguida e divulgação do resultado a partir das 15h. Fachada da escola Professora Odila Maia Rocha Brito Arthur Menicucci/G1 Votação interrompida A votação na unidade no bairro São Domingos chegou a ocorrer por 30 minutos, no dia 18 de dezembro, quando foi interrompida após a Secretaria de Educação ser comunicada sobre a liminar judicial. Poderiam participar professores, funcionários, alunos maiores de 16 anos e pais. A unidade não possui estudantes de 6º a 9º ano do ensino médio maiores de 16 anos. Ao todo são 771 alunos, dos quais 304 de 6º ao 9º ano; e 361 de 1º ao 5º anos do ensino médio. A reportagem do G1 visitou a escola e constatou que ela tem biblioteca, sala de computação com cerca de 20 equipamentos, salas de aula com carteiras em bom estado, uma quadra coberta, campo e parquinho. O modelo proposto pelo governo federal é diferente das escolas militares mantidas pelas Forças Armadas. Na prática, os professores vão cuidar da parte pedagógica e os oficiais ficariam responsáveis pela administração. A meta, segundo o Ministério da Educação, é construir 216 escolas no país até 2023. Veja mais notícias da região no G1 Campinas
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21/02 - Vídeo viral de menino que sofre bullying gera onda de comoção e apoio global
Mãe postou o vídeo do filho chorando após o menino ser vítima de bullying na escola por seu nanismo. Mãe posta vídeo do filho de 9 anos chorando por bullying e comove celebridades Pessoas de todo o mundo se uniram em apoio a um menino australiano de nove anos depois que um vídeo mostrando sua profunda angústia por ter sofrido bullying viralizou nas redes sociais. Yarraka Bayle postou o vídeo do filho, Quaden, chorando após ser vítima de bullying na escola por seu nanismo. "É isso que o bullying faz", diz ela no vídeo, no qual o menino também afirma que quer se matar. O vídeo, visto mais de 14 milhões de vezes, gerou uma série de mensagens de apoio nas redes sociais e a hashtag #WeStandWithQuaden. Celebridades como o ator Hugh Jackman e o jogador de basquete Enes Kanter se pronunciaram, enquanto pais de outros países compartilharam mensagens de vídeo de seus filhos. Jackman disse a Quaden: "Você é mais forte do que imagina, companheiro" e pediu a todos que "sejam gentis". Initial plugin text No vídeo de seis minutos, publicado na terça-feira, a mãe de Quaden descreve o bullying recorrente que o filho sofre todos os dias. A família, que é de origem aborígene, vive em Queensland, na Austrália. "Acabei de pegar meu filho na escola, presenciei um episódio de bullying, liguei para o diretor e quero que as pessoas saibam — pais, educadores, professores — esse é o efeito que o bullying tem", diz Bayle, enquanto o menino soluça. "Todo dia... acontece alguma coisa. Outro episódio, outro bullying, outra provocação, outro xingamento." "Vocês podem, por favor, educar seus filhos, suas famílias, seus amigos?" Qual foi a reação? A hashtag #StopBullying estava entre as mais citadas no Twitter nesta sexta-feira, enquanto as pessoas descreviam suas próprias experiências e pediam para Quaden "aguentar firme". Crianças de diferentes países também postaram mensagens em solidariedade. Initial plugin text Initial plugin text O comediante americano Brad Williams, que tem o mesmo tipo de nanismo, chamado acondroplasia, afirmou que arrecadou mais de US$ 130 mil em menos de um dia para levar a família para a Disney. "Isso não é apenas para Quaden, é para quem sofreu bullying na vida e ouviu que não era bom o suficiente", escreveu ele na página de arrecadação de fundos. "Vamos mostrar a Quaden e aos demais que há coisas boas no mundo e que eles são dignas delas". Eric Trump, filho do presidente dos EUA, descreveu o vídeo como "absolutamente comovente". Enquanto isso, o astro do basquete Enes Kanter tuitou: "O mundo está com você" e convidou a família para um jogo da NBA, liga de basquete americana. As equipes esportivas da Austrália também demonstraram seu apoio a Quaden — o time da liga de rúgbi indígena convidou o menino a liderar a equipe em uma partida neste fim de semana. Initial plugin text
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21/02 - Jovem aprovado em medicina lembra dos desafios para conseguir ir à escola na zona rural do Norte de Minas
Luiz Fernando Alves Ribeiro conta que 'fingia que não escutava' ao ser desencorajado por amigos a seguir sonho de ser cardiologista; mãe Maria Cleonice se formou em 2007 e deixou o trabalho na roça para dar aulas. Luiz foi aprovado em 1º lugar em medicina na Unimontes Arquivo pessoal “Damos mais valor quando é suado”. Essa certeza impulsionou cada passo dado pelo estudante de escola pública da zona rural, Luiz Fernando Alves Ribeiro, que conseguiu realizar um grande sonho: ser aprovado em medicina na Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes). Ele somou 732,89 pontos e conseguiu o primeiro lugar nas vagas reservadas para candidatos negros, de baixa renda e egressos de escola pública pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu). Luiz conseguiu o primeiro lugar com 732,89 pontos Divulgação Luiz é filho de produtores rurais e nasceu em São Francisco, no Norte de Minas. Ele sempre gostou de estudar e enfrentava cerca de 6km de estrada de terra todos os dias para chegar até a escola e conseguir concluir o ensino médio. O trajeto começou a ser feito pé, depois ele ganhou uma bicicleta e, por fim, chegou o transporte escolar na comunidade. O estudante conta que se inspirou na mãe Maria Cleonice, que conseguiu realizar o sonho de se tornar professora depois do nascimento dele e de uma das irmãs. A bicicleta que Luiz usou para frequentar a escola foi a mesma que a mãe pedalou nos primeiros anos para lecionar em uma comunidade rural. “Ela comprou essa bicicleta com muita dificuldade para ir dar aula. Depois conseguiu adquirir uma moto e passou a bicicleta pra mim”, relembra. Após concluir o ensino médio, Luiz passou três anos da sua vida se dedicando aos estudos por, pelo menos, 10h por dia até ser aprovado em medicina. “Temos que buscar nosso sonho, mesmo se for difícil, porque um dia acontece”, comemora o estudante. Trajetória escolar Luiz na escola municipal ao lado da primeira professora das séries iniciais Arquivo pessoal Aos 6 anos, Luiz foi matriculado na Escola Municipal José Vieira Raposo, na zona rural de São Francisco. O trajeto de 6 km da casa até a instituição sempre foi feito a pé. “Eu estudava de manhã e demorava para chegar na escola porque ficava cansado, e ia andando devagarzinho com meus primos”, relembra. Depois de concluir a quarta série, ele continuou os estudos na Escola Estadual José Francisco Guimarães, que fica em uma outra comunidade rural de São Francisco. Foi nessa época, que o estudante ganhou a bicicleta de presente da mãe. “O trajeto mesmo de bicicleta continuava cansativo porque a estrada era ruim e bem precária, mas nunca pensei em desistir. Saía de casa por volta das 11h no sol quente e retornava às 19h. A partir da sétima série, chegou ônibus escolar na comunidade”. Luiz durante apresentação de química na Escola Estadual José Francisco Guimarães Arquivo pessoal Considerado pelos ex-professores como um aluno exemplar, o filho de produtores rurais tinha outras obrigações, além de estudar. Antes de pegar a bicicleta e seguir rumo ao sonho, Luiz conta que ajudava o pai na ordenha das vacas. “Eu gostava de ajudá-lo e só não ia para a roça nos dias de prova ou quando tinha algum trabalho da escola para fazer”. O futuro como médico passou a ser vislumbrado pelo estudante a partir do ensino médio e ele sempre comentava com os colegas sobre o desejo. “Pesquisei muito sobre o assunto e já sabia que queria me especializar em cardiologia. Quando alguns amigos ouviam isso, diziam que eu deveria ficar na roça ajudando meus pais, mas eu fingia que não estava escutando e só pensava no que eu queria”, diz. Luiz estudou cerca de 10h por dia durante três anos Arquivo pessoal Depois de terminar o ensino médio, em 2016, o estudante deixou a zona rural e foi morar com uma tia em Montes Claros, na maior cidade do Norte de Minas. Durante três anos, ele fez um cursinho particular com ajuda dos pais e passava cerca de dez horas por dia focado nos estudos. “A primeira vez que fiz o Enem, a nota foi muito ruim. Mas não pensei em desistir e continuei persistindo. Eu fazia simulados, resolvia questões e treinei bastante para a redação. A minha nota foi boa nesse ano e obtive 940 pontos na redação. Agora, vou efetivar minha matrícula e me dedicar bastante aos estudos”. Além da gratidão pelo incentivo recebido da mãe, Luiz também é grato por todos os ensinamentos dos professores do cursinho e das duas escolas públicas por onde passou. Ao ser questionado sobre um professor que marcou sua vida, ele não teve dúvidas ao responder: “A área que mais gosto é biologia e a professora Meire, da Escola Estadual José Francisco Guimarães, me incentivou bastante. Aprendi muito com ela e, com certeza, esse aprendizado foi importante para minha aprovação. Pretendo retornar na escola para agradecer a todos”. O G1 entrou em contato com a professora Meire de Fátima Gomes Pereira e ela ficou 'sem palavras' ao saber que foi lembrada pelo ex-aluno dessa forma tão especial. “Estou simplesmente radiante, muito feliz e sem palavras mesmo. Esse sempre foi o sonho dele e saber que incentivei, é muito gratificante”, emociona-se. “Estudo é o que ninguém tira da gente” Maria Cleonice sempre incentivou o filho nos estudos Arquivo pessoal O exemplo e a força de vontade para estudar desde sempre vieram da mãe. A produtora rural realizou o sonho de concluir um curso superior em 2007 e deixou o trabalho na roça para se tornar professora. Maria Cleonice Alves Queiroz nasceu na zona rural de São Francisco e teve uma infância bem difícil. O pai faleceu cedo, e ela e os oito irmãos trabalhavam na roça com a mãe plantando milho, arroz e feijão. “Foram essas dificuldades que me fizeram querer e batalhar por um futuro melhor”. Depois de concluir a quarta série, ela ficou anos sem estudar porque não tinha condições de frequentar uma escola na área urbana, único local onde tinha ensino fundamental. Aos 17 anos, Maria Cleonice conseguiu um trabalho como empregada doméstica em São Francisco e continuou os estudos. “Eu trabalhava o dia inteiro e a patroa me liberava para estudar a noite. Foi assim que consegui formar no terceiro ano científico. Foi muito difícil, mas não desisti porque o estudo é a coisa mais importante na vida da gente. Sempre falo para os meus filhos que estudo é o que ninguém tira da gente”. Maria Cleonice conseguiu concluir o curso superior e realizou o sonho de ser professora Arquivo pessoal A produtora rural concluiu o ensino médio e retornou para a roça, porém, o sonho de criança permanecia vivo e ela conseguiu ingressar em uma faculdade à distância e se formar no Normal Superior. “Esse sempre foi meu sonho, desde criança gostava de brincar de dar aula. Quando entrei na faculdade, já tinha meus dois filhos e estava grávida do terceiro. Assim que me formei, prestei concurso público e fui aprovada. Hoje sou professora na rede municipal”, comemora. Para ajudar nas despesas do filho com cursinho pré-vestibular, Cleonice conta que se dedicou ainda mais aos estudos e conseguiu ser efetivada em um segundo cargo pelo município. “O salário básico de professor é R$ 1.300 e eu busquei esse cargo para ajudá-lo. Hoje dou aula no período da manhã na zona rural e durante a tarde, na cidade. É difícil, mas tudo vale a pena pelos filhos”. “Meu filho sempre gostou de estudar e foi persistente. Quando recebi a notícia da aprovação, fiquei paralisada e tem hora que eu penso que estou sonhando. Nunca devemos desistir dos nossos sonhos porque com esforço conseguimos tudo”, disse a mãe. Incentivo na escola Estudante concluiu o ensino médio na Escola Estadual José Francisco Guimarães Arquivo pessoal A Escola Estadual José Francisco Guimarães, onde o Luiz concluiu o ensino médio, fica na Comunidade do Retiro e recebe alunos de 19 comunidades rurais, com educação básica, integral e educação especial. A diretora Jeane Ferreira de Souza diz que a instituição procura fazer um trabalho motivacional e, além do Luiz, outros ex-alunos já conseguiram aprovação em faculdades públicas. “Eu sempre falo com nossos alunos que eles têm o mesmo potencial de um estudante de escola particular. Basta sonhar, querer e lutar. Sonhar é primordial. Muitos trabalham ajudando os pais na roça e eles precisam ter uma expectativa melhor de vida, por isso, buscamos ampliar os horizontes deles para que enxerguem que são capazes”. A professora de biologia Meire de Fátima, que marcou a trajetória escolar do Luiz, leciona na instituição há 12 anos e conta que sempre busca trabalhar a autoestima dos alunos. “As vezes alguns se sentem discriminados por ser da zona rural, mas tentamos mostrar que eles podem chegar onde quiserem e, graças a Deus, temos retorno de muitos sonhos concretizados”, comemora a professora. Veja mais notícias da região no G1 Grande Minas.
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20/02 - Institutos federais vão manter pagamento de benefícios e progressões de carreira após MEC vedar gastos com pessoal
Novas contratações de professores deverão ser analisadas caso a caso, afirma Conif. MEC diz que universidades não devem aumentar gasto com pessoal Os institutos federais de ensino vão manter os pagamentos de progressões de carreira e benefícios dados a professores e servidores, mesmo após o Ministério da Educação (MEC) encaminhar um ofício vedando gastos com pessoal que não estejam previstos no orçamento. Já as contratações de novos professores deverão ser analisadas caso a caso. A informação é de Jadir José Pela, presidente do Conif, entidade que representa 38 institutos federais, dois Cefets e o Colégio Pedro II, no Rio de Janeiro, em entrevista ao G1 nesta quinta-feira (20). O grupo não reúne reitores de universidades federais, que são representados por outra entidade, a Andifes. "Nosso olhar é evitar, de forma clara, o prejuízo irreparável na formação dos estudantes", afirmou. UFRJ diz que continuará contratando professores e pagando benefícios após ofício do MEC vedar gastos com pessoal Corte de novos professores, de auxílios e aulas ameaçadas: os impactos nas universidades e institutos federais após MEC vedar gastos com pessoal Segundo Pela, os reitores dos institutos federais entraram em acordo após passarem dois dias em reunião tentando esclarecer as dúvidas a respeito do ofício do MEC. A conclusão foi de que o pagamento de despesas de pessoal é uma obrigação do Ministério da Economia e não uma escolha do reitor. O documento do MEC foi enviado no dia 4 de fevereiro e alertava sobre gastos com pessoal da ativa e inativos. O texto dizia que as instituição deveriam "observar a legislação" ao promover "novos atos que aumentem as despesas com pessoal ativo e inativo", incluindo "benefícios e encargos à servidores e empregados públicos" e "abster-se de realizá-las em montantes cujos totais não estejam devidamente autorizados". Ofício do MEC veda contratação de professores Reprodução/G1 Entretanto, há diversos benefícios e casos de progressão de carreiras que ocorrem ao longo do ano e que podem não estar incluídos no orçamento já aprovado, como quando um professor conclui um doutorado ou quando há licenças natalidade. Já a contratação de novos professores, como quando alguém precisa ser substituído por um problema de saúde, será analisada caso a caso. Pela, que é reitor do Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes), afirma que os reitores têm autonomia para decidir sobre os pagamentos da instituição que gerencia e não será preciso submeter cada contratação ao MEC. Em nota, o MEC afirma que "a pasta trabalha para ajustar, o mais breve possível, as dotações de modo a atender todas as projeções." Um levantamento feito pelo G1 nesta quarta-feira (19) apontou que ao menos sete instituições federais de ensino, entre universidades e institutos, suspenderam a contratação de profissionais após o ofício do MEC. Especialistas afirmam que os gastos com pessoal podem e foram cobertos em anos anteriores por meio de suplementação orçamentária – que é a aprovação, pelo Congresso, de crédito extra.
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20/02 - UFRJ diz que continuará contratando professores e pagando benefícios após ofício do MEC vedar gastos com pessoal
Para a UFRJ, as contratações e promoções estão previstas em lei e somente mudanças na legislação poderiam levar à perda ou suspensão de direitos. O MEC diz que "a pasta trabalha para ajustar, o mais breve possível, as dotações de modo a atender todas as projeções." Prédio da UFRJ em foto de 2015; em 2019, contingenciamento de verbas afetou funcionamento das universidades federais FERNANDO FRAZÃO/AGÊNCIA BRASIL via BBC A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) afirmou em nota nesta quarta-feira (19) que continuará contratando professores – efetivos e substitutos – e manterá os benefícios e concessões mesmo após o Ministério da Educação (MEC) enviar um ofício a todas as instituições de ensino federais vedando gastos com pessoal que não estejam previstos no orçamento. Um levantamento feito pelo G1 nesta quarta-feira apontou que ao menos sete instituições federais de ensino, entre universidades e institutos, suspenderam a contratação de profissionais após o ofício do MEC. Para a UFRJ, no entanto, as contratações e promoções estão previstas em lei. "Assim, somente mudanças na legislação atual poderão ocasionar perda ou suspensão desses direitos", afirma a UFRJ em nota. "A Pró-Reitoria de Pessoal (PR-4) seguirá com as nomeações de docentes, efetivos e substitutos, e de técnicos-administrativos, dando sequência ao calendário letivo e às atividades planejadas para este ano. Também manterá os benefícios e as concessões aos servidores, conforme legislação vigente", diz o documento. O MEC diz que "a pasta trabalha para ajustar, o mais breve possível, as dotações de modo a atender todas as projeções." Aumento de despesas O ofício do MEC que deixou a gestão das universidades e institutos federais em suspenso é de 4 de fevereiro. De acordo com ele, as instituição devem "observar a legislação" ao promover "novos atos que aumentem as despesas com pessoal ativo e inativo", incluindo "benefícios e encargos à servidores e empregados públicos" e "abster-se de realizá-las em montantes cujos totais não estejam devidamente autorizados". Ofício do MEC veda contratação de professores Reprodução/G1 Entretanto, o orçamento do MEC para 2020 está inferior ao anterior – que já foi insuficiente e teve que ser contingenciado em 2019 – e ainda menor do que o previsto. UFRJ estuda ceder prédios à iniciativa privada para conseguir recursos adicionais ao orçamento Pesquisas na UFRJ estão ameaçadas por causa da falta de verba após cortes do Governo Federal Neste ano, foram aprovados R$ 103 bilhões para a pasta. A previsão era que fossem aprovados R$ 149,4 bilhões. Especialistas ouvidos pelo G1 afirmam que os gastos com pessoal podem e foram cobertos em anos anteriores por meio de suplementação orçamentária – que é a aprovação, pelo Congresso, de crédito extra. Esta é a primeira vez que o MEC se antecipa a essas aprovações e veda despesas não previstas – não houve determinação semelhante nem no primeiro ano do governo Bolsonaro. Segundo o especialista em finanças públicas, o advogado Gladimir Chiele, o ofício tira do MEC a responsabilidade pagar essas despesas futuras. Para ele, caso algum reitor vá contra o ofício e contrate novos professores, quem responderá dentro da Lei de Responsabilidade Fiscal será o reitor. Mas, no entendimento da UFRJ, as contratações, promoções e demais atos que poderiam ver vedados pelo ofício do MEC estão garantidos por lei. "O pagamento da folha de pessoal é responsabilidade do Ministério da Economia e seu descumprimento importará, entre outras consequências, a violação à Lei de Responsabilidade Fiscal", diz a nota. A UFRJ em números Em 2020, a UFRJ completa 100 anos de existência. Foi a primeira universidade criada pelo governo federal no país e tem, atualmente, 5 áreas de estudo entre as 100 melhores do mundo. A universidade tem 53.482 estudantes de graduação, 176 cursos e 4.218 professores. VÍDEO MEC determina às universidades federais que não paguem horas extras aos professores
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19/02 - UFSCar divulga lista de convocados para manifestação de interesse na segunda chamada
Candidato deve registrar presencialmente o interesse pela vaga no dia 28 de fevereiro. Campus da UFSCar em São Carlos Felipe Lazzarotto/ EPTV A Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) divulgou, nesta quarta-feira (19), os nomes dos convocados da lista de espera para manifestação de interesse na segunda chamada do processo de seleção para cursos de graduação presenciais. Confira a lista de convocados O candidato deve registrar presencialmente o interesse pela vaga no dia 28 de fevereiro, das 9h às 11h, no campus onde é oferecido o curso escolhido. As pessoas que forem convocadas e que comparecerem para manifestar o interesse saberão se conseguiram a vaga na tarde desse mesmo dia e deverão requerer a matrícula das 15h às 17h. Lista de espera A partir dos nomes contidos na lista de espera fornecida pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu), está sendo convocada agora pela UFSCar uma quantidade de estudantes na proporção estimada suficiente para o preenchimento da quantidade atual de vagas disponíveis, com base na combinação de índices de comparecimento nas chamadas de anos anteriores. As pessoas da lista de espera que não foram convocadas nesta segunda chamada devem aguardar a divulgação da próxima lista, no dia 11 de março. Nas páginas iniciais da lista de manifestação de interesse da segunda chamada, a Coordenadoria de Ingresso na Graduação (CIG) da UFSCar apresenta respostas para as principais dúvidas sobre essa etapa. Outras informações podem ser obtidas por meio de consulta ao edital ou em contato por meio do Fale Conosco, no site da CIG. Veja mais notícias da região no G1 São Carlos e Araraquara.
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19/02 - Universidades federais da Zona da Mata e Vertentes analisam ofício do MEC contra aumento de gastos
Documento veda aumento de despesas com pessoal ativo e inativo que não estejam previstas no orçamento de 2020. Veja o que disseram a UFJF, UFV e UFSJ. Campus em Juiz de Fora da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) Carlos Mendonça/Prefeitura de Juiz de Fora O Ministério da Educação (MEC) enviou no dia 4 de fevereiro um ofício às universidades federais vedando o aumento de despesas com pessoal ativo e inativo que não estejam previstas no orçamento de 2020. Após o anúncio, a TV Integração entrou em contato a Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), a Universidade Federal de Viçosa (UFV) e a Universidade Federal de São João del Rei (UFSJ) para saber quais medidas serão tomadas pelas instituições. No documento, o MEC alega que o pedido é o resultado da perda de R$ 2,7 bilhões para pagamento de despesas que estavam previstos no orçamento do Ministério da Educação. A verba foi retirada durante a aprovação da Lei Orçamentária Anual (LOA) 2020 no Congresso Nacional. Ofício do MEC veda despesas G1 Ainda conforme o ofício do MEC, as instituição devem "observar a legislação" ao promover "novos atos que aumentem as despesas com pessoal ativo e inativo", incluindo "benefícios e encargos à servidores e empregados públicos" e "abster-se de realizá-las em montantes cujos totais não estejam devidamente autorizados". MEC envia ofício às universidades com alerta sobre aumento de gastos; instituições suspendem contratações No dia 7 de fevereiro, o G1 mostrou que a previsão orçamentária das universidades federais da Zona da Mata e Vertentes é a menor em 2020. O que dizem as universidades UFJF Universidade Federal de Juiz de Fora Clara Downey/UFJF Em nota, a UFJF informou que o Conselho Superior (Consu) vai se reunir nesta quinta-feira (20) para debater o assunto e só depois a instituição poderá tomar alguma decisão. UFSJ Campus Tancredo Neves da Universidade Federal de São João del Rei (UFSJ) UFSJ/Divulgação Segundo a UFSJ, a universidade vai seguir normalmente com promoções, progressões e concessão de auxílios. "Estamos considerando a contratação de servidores, diante do reduzido número de provimentos autorizados", diz a nota. UFV Universidade Federal de Viçosa UFV/Divulgação Conforme a UFV, a Administração Superior deu início a estudos internos para avaliar o impacto dessas medidas em conjunto com os Diretores dos Centros de Ciências, de Campi e CAP-Coluni e tem participado de reuniões na Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes). Confira abaixo trecho do posicionamento da instituição: "Informamos igualmente que, no presente momento, nossos esforços se mostram eficientes para garantir os direitos legais dos servidores, priorizando o seu desenvolvimento na carreira, conforme estabelecido no Plano de Carreira do Magistério Federal e no Plano de Carreira dos Cargos Técnico-Administrativos em Educação, estruturados, respectivamente, pelas Leis nº 12.772, de 28 de dezembro de 2012, e nº 11.091, de 12 de janeiro de 2005". A UFV ainda reafirmou o compromisso com a "plena transparência na gestão e solicita a todos, colaboradores e organizadores que representam a comunidade universitária, que mantenham a firme disposição para o diálogo ante as adversidades vigentes".
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19/02 - Coronavírus: estudantes brasileiros na China ficam no 'limbo' em meio ao surto
Com reinício das aulas suspenso por tempo indeterminado, alguns passam os dias sem poder sair do alojamento estudantil e sem saber quando o ano letivo vai recomeçar. Bruna Sebastiany e o namorado usando máscaras; ela precisou ficar em quarentena e agora não sabe quando suas aulas de mandarim vão recomeçar Arquivo Pessoal Ao retornar ao alojamento estudantil do Instituto Politécnico de Macau (IPM) no dia 31 de janeiro, depois de passar o feriado do Ano Novo chinês em Hong Kong, a brasileira Bruna Sebastiany, de 24 anos, de Cruzeiro do Sul (RS), foi avisada de que não poderia entrar no local em razão da epidemia do novo coronavírus. Cientistas decifram estrutura no novo coronavírus que pode ajudar na fabricação de vacinas Irã anuncia que duas pessoas morreram por causa do novo coronavírus no país "Por determinação da administração da universidade, os estudantes que saíssem de Macau teriam de ficar em quarentena em um outro dormitório. Tive 15 minutos para pegar roupas e pertences e sair sem falar com ninguém", relata por telefone a brasileira de 24 anos, que estuda mandarim na China há três anos. O episódio ilustra a realidade dos estudantes em toda a China, que a Organização Mundial da Saúde (OMS) ainda considera como local de alto risco para a transmissão do coronavírus, oficialmente chamado de Covid-19. Foram registrados, no país, 73,3 mil casos da doença até 18 de fevereiro, com 1.870 mortes. No restante do mundo, o total de casos confirmados é de 804 (por enquanto, nenhum no Brasil), com três mortes até agora. Inicialmente previstas para iniciarem em fevereiro, as aulas presenciais do primeiro semestre letivo estão suspensas por tempo indeterminado na China. Alunos que aproveitaram o feriado para viajar pelo país ou para o exterior enfrentaram restrições ao voltar ou preferiram aguardar a normalização da situação para retornar. Alguns voltaram para seus países de origem. Os que ficaram nas moradias estudantis relatam um cotidiano de tédio e incerteza. Por duas semanas, Bruna permaneceu em alojamento universitário na ilha de Taipa. Em razão das férias escolares, o local estava quase deserto. Duas vezes por dia, às 9h30min e às 21h30min, seguranças mediam sua temperatura. Na manhã do dia 4, ela foi notificada de que não poderia sair do prédio. Por e-mail, os estudantes protestaram dizendo que precisavam comprar mantimentos e se exercitar. A universidade acabou permitindo saídas por uma hora diária, mediante pedido por escrito no qual o estudante informava o motivo do deslocamento. Stéfani Kummer resolveu voltar para o Brasil e agora espera para saber se vai ter aulas à distância Arquivo Pessoal Embora soubesse da epidemia desde o dia 22 de janeiro, Bruna não havia notado alterações na rotina do país até chegar a Hong Kong. No dia 25, as comemorações públicas do Ano Novo foram canceladas em Hong Kong e Macau para evitar aglomerações. "No domingo, meu namorado e eu fomos a um templo budista, como é costume. O local estava lotado, e os chineses, que eram a imensa maioria, usavam máscaras. Os que não usavam eram estrangeiros", relembra. O uso de máscaras ajuda, segundo a OMS, a limitar o avanço de algumas doenças respiratórias, embora seja, por si só, uma medida insuficiente. A organização recomenda também lavar as mãos, cobrir a boca e nariz ao tossir e espirrar e manter uma distância mínima (1m) das demais pessoas, sobretudo se elas tiverem sintomas de doenças respiratórias. O Covid-19 pode causar desde sintomas leves, como coriza, dor de garganta, tosse e febre, até problemas mais graves em alguns pacientes (particularmente idosos e pessoas com problemas médicos anteriores), como pneumonia e dificuldade em respirar. Em alguns casos extremos, a doença pode ser fatal. A cerca de 3 mil quilômetros de distância dali, os estudantes Wesley Ranier Pereira Flores, 26 anos, e Bruno Farias, de 23, que cursam mandarim na Universidade de Línguas e Cultura de Pequim, também têm passado os dias com apreensão e pouco o que fazer. Eles têm de ficar o tempo todo no dormitório do campus, sem uma definição sobre o início do semestre. "Lemos e navegamos na internet para passar o tempo, porque o alojamento está praticamente vazio", afirma Wesley. Viagem cancelada Bruno Locatelli, 22 anos, de Bom Retiro do Sul (RS), que também estuda mandarim no IPM, aguarda em Bali, na Indonésia, um momento propício para voltar à China. Ele passava férias com a namorada em outros países da Ásia quando ficou sabendo, pela internet, da epidemia do coronavírus. O casal decidiu cancelar o voo de volta a Pequim, inicialmente previsto para 18 de fevereiro. "Pretendemos ficar na Indonésia até receber de nossa universidade a notificação de volta às aulas presenciais. Cada um tem de se manter por conta própria. Nossos familiares e amigos estão naturalmente apreensivos com a situação. Embora estejamos numa área de baixa risco, ainda assim ficam preocupados", afirma Bruno por e-mail. O novo coronavírus fez Stéfani Kummer, 22 anos, tomar uma medida mais radical: retornar ao Brasil. "Comprei minha passagem à tarde e fui embora à noite", relata a estudante de mandarim do IPM, de Roca Sales (RS), por telefone. Ela embarcou em Pequim no dia 29 de janeiro e chegou a São Paulo no dia seguinte. No aeroporto, na capital chinesa, ficou preocupada ao ver estrangeiros sem máscara facial. O namorado de Stéfani, português, também retornou para seu país. A perspectiva de aulas online preocupa Stéfani. "Estou esperando uma posição da universidade. Se isso se confirmar, terei aulas de madrugada. Tenho saudade da rotina na China", afirma. Na pequena Roca Sales, de 12 mil habitantes, o retorno da estudante não passou despercebido. "Fiquei sabendo que alguns ligaram para a Secretaria Municipal de Saúde perguntando como permitiam a vinda de alguém que estava na China. Mesmo alguns parentes evitaram ter contato comigo", conta. Vídeos Veja abaixo vídeos sobre o tema: Coronavírus: sintomas, risco no Brasil e tudo o que se sabe até agora Novo coronavírus: termina quarentena de navio com mais de 600 infectados no Japão
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19/02 - Corte de novos professores, de auxílios e aulas ameaçadas: os impactos nas universidades e institutos federais após MEC vedar gastos com pessoal
Ao menos 7 instituições federais de ensino suspenderam a contratação de profissionais: IFRN; IFRO; IFSP; UFAC; UFOB; UFTO; UTFPR. MEC determina às universidades federais que não paguem horas extras aos professores Universidades e institutos federais do país passaram a suspender a contratação de novos profissionais depois de o Ministério da Educação (MEC) enviar um ofício que veda o aumento de despesas com pessoal ativo e inativo que não estejam previstos no orçamento de 2020. As instituições federais afirmam que haverá cortes de benefícios, como auxílio-natalidade ou retribuição por titulação, e avaliam de que forma poderão enfrentar a situação neste ano. Ao menos duas universidade estimam que a medida poderá ter impacto no início das aulas, em março. Em 4 de fevereiro, o MEC enviou a essas instituições de ensino um documento no qual cita a Regra de Ouro, ou seja, a obrigatoriedade de não gastar mais que o previsto. Caso descumpra a norma, o reitor poderá ser enquadrado na Lei de Responsabilidade Fiscal. Ao menos 7 instituições federais de ensino, entre universidades e institutos, suspenderam a contratação de profissionais: Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN) Instituto Federal de Rondônia (IFRO) Instituto Federal de São Paulo (IFSP) Universidade Federal do Acre (Ufac) Universidade Federal do Oeste da Bahia (Ufob) Universidade Federal do Tocantins (UFT) Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) À TV Globo, o reitor da UFSM, Paulo Burmann, afirmou nesta terça-feira (18) que há 40 servidores aprovados em concursos que aguardam nomeação e que, sem a autorização do MEC para fazer as reposições, não poderia contratá-los, o que afetaria as aulas em março. Nesta quarta, a instituição encaminhou nota ao G1 afirmando que "seguirá com as nomeações previstas, com o calendário letivo e as atividades planejadas para este ano" e que "também manterá os benefícios e concessões aos servidores, conforme previsão legal". A Universidade Federal de Pelotas (UFPel) afirma que deverá decidir sobre o tema após uma reunião, marcada para 14h desta quarta-feira (19). O Instituto Federal do Amapá (Ifap) estima que a medida pode impactar no ano letivo de 2021, já que o orçamento deste ano já está fechado e não poderá ser revisto para o ano seguinte. Há ainda 22 instituições que disseram que vão avaliar o impacto da medida: Instituto Federal da Paraíba (IFPB) Instituto Federal do Acre (Ifac) Instituto Federal Catarinense (IFC) Instituto Federal de Brasília (IFB) Instituto Federal da Paraíba (IFPB) Instituto Federal de Roraima (IFRR) Universidade de Brasília (UnB) Universidade Federal do Rio Grande (Furg) Universidade Federal de Alagoas (Ufal) Universidade Federal de Roraima (UFRR) Universidade Federal do Rio Grande (FURG) Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) Universidade Federal de Sergipe (UFS) Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM) Universidade Federal de Uberlândia (UFU) Universidade Federal do Amapá (Unifap) Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila) Universidade Federal do Piauí (UFPI) Universidade Federal de Uberlândia (UFU) Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) A Universidade Federal do Ceará (UFC) e o Instituto Federal de Alagoas (UFAL) informaram que não receberam o ofício. Ao menos sete instituições disseram que não farão cortes ou que o ofício não trará impactos: Instituto Federal do Acre (IFAC) Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS) Instituto Federal de Pernambuco (IFPE) Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC) Universidade Federal de Goiás (UFG) Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) O G1 não conseguiu contato com as demais instituições ou não recebeu resposta até a última atualização desta reportagem. A UFRJ afirmou, em nota, que continuará fazendo as contratações e promoções porque constam em lei. "Somente mudanças na legislação atual poderão ocasionar perda ou suspensão desses direitos", diz o texto. Para a UFSCar, "há muitas questões em aberto". Em nota, a UTFPR classificou a situação como de "extrema gravidade". O problema ocorre quando as leis são sobrepostas – como a Lei de Responsabilidade Fiscal e a Lei Trabalhista, no caso de as universidades não poderem pagar benefícios adquiridos. A situação poderá levar à judicialização de casos – quando professores e servidores entram na Justiça para fazer valer seus direitos. O MEC diz que "a pasta trabalha para ajustar, o mais breve possível, as dotações de modo a atender todas as projeções." A Andifes, entidade que representa os reitores das universidades federais, prepara uma representação para apresentar ao Tribunal de Contas da União (TCU) sobre o caso. O Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior, a Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnicos em Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil e o Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica enviaram uma nota conjunta dizendo que repudiam a medida do MEC, que viola os direitos de professores e técnicos garantidos na Constituição Federal, e que estão tomando medidas políticas e jurídicas cabíveis, exigindo a imediata revogação dessas ações. Ofício do MEC veda gastos com pessoal Ofício do MEC veda contratação de professores Reprodução/G1 De acordo com o ofício do MEC, as instituição devem "observar a legislação" ao promover "novos atos que aumentem as despesas com pessoal ativo e inativo", incluindo "benefícios e encargos à servidores e empregados públicos" e "abster-se de realizá-las em montantes cujos totais não estejam devidamente autorizados". Isso ocorre em um cenário em que as universidades já passaram por dois contingenciamentos em 2019, além de pesquisadores enfrentarem cortes em bolsas de estudo que afetaram pesquisas e compras de insumos. Além disso, o orçamento aprovado para o MEC em 2020 teve redução de 16%, se comparado ao ano anterior, fechando em R$ 103 bilhões – a proposta encaminhada ao Congresso pelo governo era ainda pior, com corte de 17%. De acordo com o ofício do MEC, o projeto de lei orçamentária para a educação previa R$ 74,6 bilhões para as "programações condicionadas à aprovação legislativa", mas foram aprovados R$ 71,9 bilhões – corte de R$ 2,7 bilhões. Lei de Responsabilidade Fiscal Segundo o especialista em finanças públicas, o advogado Gladimir Chiele, o ofício tira do MEC a responsabilidade de cobrir despesas futuras, com suplementação orçamentária. Caso algum reitor vá contra o ofício e contrate novos professores, quem responderá criminalmente dentro da Lei de Responsabilidade Fiscal será o reitor. Entretanto, ele alerta que o MEC usa um dispositivo errado no ofício. A medida afeta "frontalmente" a autonomia das universidades, afirma Gustavo Balduino, secretário-executivo da associação de reitores das universidades federais, a Andifes. Ofícios colocam gestão em suspenso Em 8 de janeiro, o MEC enviou uma circular às universidades e institutos federais informando que elas não poderiam contratar professores substitutos até que a Lei Orçamentária Anual (LOA) fosse sancionada – o que ocorreu em 20 de janeiro. A circular do MEC citava uma portaria publicada em agosto de 2019 que estabelece que os secretários da Secretaria de Educação Superior e da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica são quem vão informar as universidades sobre "os limites de provimentos de cargos" – ou seja, se poderão ou não contratar os professores. "Embora seja do conhecimento de todos, cumpre-nos reiterar que não estão autorizados, até a presente data, provimentos de cargos de docentes e técnicos nas universidades federais para o ano de 2020", diz o texto da circular. "Serão considerados nulos de pleno direito os atos referentes às despesas de pessoal e encargos sociais que forem autorizados", diz outro trecho. A situação também não era comum em anos anteriores e deixou os professores aprovados em concursos apreensivos. Em 10 de fevereiro, a Secretaria de Ensino Superior (Sesu) encaminhou outro ofício informando os limites de provimento de cargos para os professores substitutos (equivalentes) e servidores técnicos-administrativos, também condicionando à liberação de recursos. Agora, o recente ofício do MEC traz ainda mais incerteza para a gestão universitária. Nelson Cardoso Amaral, professor de pós-graduação na Universidade Federal de Goiás (UFG), afirma que o orçamento do MEC deste ano "não dá para pagar todas as despesas", incluindo a folha de pagamento, que é despesa obrigatória. "É mais um ataque ás universidades, fazer este tipo de terros. Em geral, se você analisar, nenhum orçamento vai até o fim do ano. Basicamente todos os ministérios estão nesta condição", afirma. VÍDEOS Nesta terça-feira, o Jornal Hoje tratou do assunto, confira no vídeo abaixo: MEC diz que universidades não devem aumentar gasto com pessoal Matéria de setembro mostra a previsão de redução de orçamento para o MEC; reveja: Verba para infraestrutura na educação vai sofrer corte de 54% Em dezembro, o Congresso aprovou o Orçamento de 2020, que depois foi sancionado sem vetos em janeiro. Reveja no vídeo: Congresso aprova o orçamento da União para 2020 *Colaboraram: Carolina Cattaneo (G1 RS), Ana Kézia Gomes (G1 RO), Carlos Brito (G1 RJ), Janine Brasil (G1 AC), Pedro Alves (G1 PE), Lívia Machado (G1 SP), Igor Jácome (G1 RN), Valéria Martins (G1 SC), Joelma Gonçalves (G1 SE), Vilma Nascimento (G1 TO), John Pacheco (G1 AP).
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19/02 - Vestibular 2020 da Unicamp tem 160 candidatos com nota máxima em redação; veja relatos e dicas
Comissão diz que 11 participantes tiveram nota zero na produção de texto e destaca orientações. Estudantes relatam o que fizeram de diferente para ter melhor pontuação; confira calendário. Candidatos durante a 2ª fase do vestibular 2020 da Unicamp Antoninho Perri/SEC Unicamp O vestibular 2020 da Unicamp teve 160 candidatos que alcançaram nota máxima na prova de redação e 11 que zeraram, segundo dados obtidos pelo G1 com a comissão organizadora do exame (Comvest). Três convocações já foram realizadas e a matrícula presencial deve ser feita em 2 de março. Veja abaixo relatos de estudantes aprovados que conseguiram pontuação máxima na redação. Aprovados Lista da 1ª chamada Lista da 2ª chamada Lista da 3ª chamada A avaliação aplicada em janeiro teve dois temas e o candidato precisava escolher um para desenvolver. Um era a crônica sobre micromachismos na sociedade - opção de 62% - e o outro foi a elaboração de um texto para a plataforma podcast com objetivo de relacionar biodiversidade e sociodiversidade no Brasil. O total de pessoas que tirou nota mais elevada corresponde a 1,3% dos 12,2 mil participantes da prova. "É uma prova de produção textual, significa que os candidatos devem seguir as orientações e demonstrar domínio de leitura e escrita. Isso é averiguado pela compreensão da proposta do gênero textual, a leitura e apropriação dos textos disponibilizados para os candidatos e, por fim, a escrita", avalia o diretor da Comvest, José Alves de Freitas Neto. 'Choque' A estudante de Marina de Mello Naresse, de 18 anos, foi aprovada para cursar medicina na universidade. Ela explica que o resultado foi uma surpresa e que, durante o cursinho pré-vestibular, fez uma preparação exclusiva para a redação. "Foi um choque para mim, minha família e amigos. Não esperava nem passar e foi um diferencial para aprovação", explica a jovem que também tentou a USP, mas não passou. Ao lembrar que começou a pensar na carreira ainda adolescente, quando também pensava nos cursos de biologia e medicina veterinária, ela diz que optou por desenvolver a proposta de crônica na prova. Eu escolhi a crônica porque tenho mais afinidade com este gênero e o tema me atraiu mais", destacou. Sem surpresa À espera de conseguir uma vaga na carreira de arquitetura e urbanismo na segunda chamada do vestibular, a estudante Debora Bonvecchio de Lima, de 23 anos, já conquistou uma cadeira em ciências sociais - curso indicado como segunda opção. Para ela, o diferencial na preparação foi conhecer diferentes tipos de gêneros textuais para evitar surpresas durante o exame da Unicamp. "Não esperava nota máxima. Ajuda muito saber a estrutura de cada tipo de texto porque quando cai você já sabe como funciona", explica a jovem ao lembrar que assistiu vídeos e também fez leituras sobre artigos, cartas, entre outros tipos de texto. Para ela, as leituras obrigatórias também contribuíram. "As crônicas do Nelson Rodrigues [A cabra vadia] contribuíram muito. É preciso também ter repertório cultural, não dá para estudar um dia antes. Ler notícias, estar por dentro das discussões, a Unicamp cobra um senso crítico do aluno", destaca a estudante. Unicamp 2020: Estudantes fazem redação e provas de português e inglês na segunda fase Bruna Ferreira/G1 Como funciona a correção Cada prova passa separadamente por dois corretores. Eles têm identidades mantidas sob sigilo, conforme cláusula estipulada em contrato com a universidade estadual para evitar interferências. O índice de concordância entre a primeira e a segunda correção gira em torno de 90%, segundo o diretor. "Ajuda a compreender que produção textual não é aleatória, nem subjetiva como o senso comum atribui, afirma Alves. Veja abaixo tabela como é feita a análise das redações. Itens avaliados em redações no vestibular da Unicamp Reprodução / Comvest Dicas Alves destaca que a universidade oferece cursos aos professores do ensino médio para que orientem os estudantes sobre os critérios de correção. Ao ponderar sobre os candidatos que zeraram no exame, ele salienta que eles cometem erros considerados básicos, como fugir da proposta/gênero solicitado ou do tema apresentado. A proposta é avaliar a habilidade do estudante em associar leitura e escrita. "Não adianta eu ter um bom texto sobre crise econômica se a proposta não demandava isso. Aliás, o que a Unicamp espera com as suas redações é não termos candidatos com fórmulas prévias, como ocorre em outros modelos que cobram um único tipo de texto", destaca. Calendário Quarta chamada de aprovados - 21/02 Matrícula presencial - 02/03 Outras informações - site da Comvest Initial plugin text Veja mais notícias da região no G1 Campinas.
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18/02 - Unicamp perde 22 posições em dois anos em ranking internacional
Universidade Estadual de Campinas aparece na 55ª posição entre as melhores universidades dos países de economia emergente da Times Higher Education (THE). Vista aérea do campus da Unicamp, em Campinas (SP) Reprodução/EPTV A Unicamp perdeu 22 posições em dois anos, mas manteve-se no ranking das 100 melhores universidades dos países de economia emergente da revista britânica Times Higher Education (THE), divulgado nesta terça-feira (18). 2020: 55ª colocação 2019: 40ª colocação 2018: 33ª colocação De 33ª em 2018 para 55ª neste ano, a universidade de Campinas (SP) manteve-se como a segunda melhor do Brasil, atrás da Universidade de São Paulo (USP), que ocupa a 14ª colocação. Foram classificadas 533 instituições de ensino de 45 países, e de acordo com a revista foram utilizados como parâmetro de análise índices como ensino, pesquisa, transferência de conhecimento e internacionalização. Em nota, o reitor da Unicamp, Marcelo Knobel, avaliou a classificação como positiva. “É importante uma posição de destaque entre as 100 melhores universidades de economias emergentes. Há milhares de universidades no mundo, e estar entre as 100 melhores é motivo de orgulho, junto com outras universidades públicas brasileiras", disse. Veja mais notícias da região no G1 Campinas
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18/02 - Novo programa de alfabetização do MEC prevê curso online para professor, teste de fluência para aluno e intercâmbio com Portugal
Adesão das redes municipais e estaduais à iniciativa batizada de Tempo de Aprender será voluntária. Ministro pede 'gesto de boa vontade' e fim de pré-conceito contra abordagem defendida pelo governo federal. O Ministério da Educação (MEC) divulgou nesta terça-feira (18) um programa de alfabetização chamado Tempo de Aprender. Ele é voltado para formação de professores, reestruturação de material didático e aplicação de um teste nacional em alunos em fase de alfabetização, entre outras medidas. De um modo geral, a adesão às iniciativas do Tempo de Aprender serão voluntárias: cada rede municipal ou estadual poderá decidir se vai oferecer as ações do programa em suas escolas. Na apresentação do programa, que não contou com a abertura de perguntas feitas pelos jornalistas, o secretário de Alfabetização do MEC, Carlos Nadalim, disse que o foco do programa são os professores do último ano do ensino infantil e dos primeiros anos do ensino fundamental. O Tempo de Aprender é segunda ação da Política Nacional de Alfabetização, que já tinha lançado o “Conta pra mim”, que incentiva pais a lerem para os filhos. Lacunas da Política Nacional de Alfabetização fazem especialistas acenderem 'luz amarela' de alerta MEC diz que política de alfabetização vai seguir meta de alfabetizar crianças até 3º ano do fundamental Durante a apresentação do programa, em Brasília, o Ministro da Educação, Abraham Weintraub, afirmou que os resultados da alfabetização no Brasil não são bons e que o ministério tem sentido "preconceito" sobre os novos métodos adotados pelo governo. "Estamos trazendo técnica de uma forma aberta. Não estamos impondo nada, mas sentimos um preconceito. Eu peço um gesto de boa vontade a todos para estarem abertos a ouvirem técnicas que trouxemos lá de fora, para melhorar a alfabetização no Brasil" - Abraham Weintraub, ministro da Educação Fachada do Ministério da Educação, em Brasília Marcos Oliveira/Agência Senado O Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) divulgou nota na qual afirma receber com "cautela e preocupação" as ações propostas no programa. "Além das incertezas geradas pelo caráter ainda genérico das informações apresentadas, o Consed avalia que a alfabetização tem sido, até aqui, o principal fator impulsionador do regime de colaboração construído entre estados e municípios" - Consed O Conselho propõe que o programa seja mais debatido com os Estados e municípios, "que o papel de articulador dos estados seja valorizado e potencializado; que eventuais adesões ao programa sejam feitas primeiramente pelos sistemas, sem limitações à prerrogativa dos estados e municípios escolherem ações que possam complementar políticas já em curso em seus respectivos territórios; e, sobretudo, que as políticas já implementadas não sofram reveses ou concorrências de qualquer natureza", conclui a nota. João Marcelo Borges, diretor de Estratégia Política do Todos Pela Educação, afirmou ao G1 que houve demora na apresentação da política, mas a considera como um passo positivo. "O programa 'Tempo de Aprender' e a Política Nacional de Educação são embasados em evidências científicas robustas, alinhadas às melhores práticas adotadas em boa parte de sistemas educativos de alto desempenho" - João Marcelo Borges, diretor de Estratégia Política do Todos Pela Educação Borges ressaltou, porém, que o Todos pela Educação expressa a mesma cautela mencionada pelo Consed "relativa à necessidade de integrar melhor a iniciativa federal com os esforços que já vêm sendo feitos nos âmbitos dos Estados, sobretudo aqueles que iniciaram ou já têm desenvolvido, há muitos anos, estratégias em regime de colaboração para a alfabetização." 4 eixos do programa O programa está construído em 4 eixos: formação continuada de profissionais da alfabetização; apoio pedagógico para a alfabetização; aprimoramento das avaliações da alfabetização e valorização dos profissionais de alfabetização. Veja o que se sabe sobre cada um dos pontos: 1. Formação continuada de profissionais da alfabetização O projeto do MEC prevê, neste eixo, três focos: Formação prática para professores alfabetizadores: O MEC espera atender cerca de 300 mil professores em cursos on-line que começam no 1º semestre de 2020. O investimento previsto nesta ação é de R$ 3 milhões; Formação prática para gestores educacionais: diretores escolares e coordenadores pedagógicos de alfabetização também poderão participar de cursos on-line. O investimento previsto é de R$ 1,5 milhão; Intercâmbio de professores alfabetizadores: 50 professores participarão de curso na Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto (FPCEUP) e no Instituto Politécnico do Porto (IPP); 2 . Apoio pedagógico para a alfabetização Neste eixo, três ações foram apresentadas: Sistema On-line de Recursos para Alfabetização — Sora: É um sistema de plano de aulas desenvolvido pelo Laboratório de Tecnologia da Informação e Mídias Educacionais — LabTIME, da Universidade Federal de Goiás (UFG). Segundo o ministério, o Sora vai oferecer "recursos pedagógicos, como estratégias de ensino, atividades e avaliações formativas, com respaldo em práticas de alfabetização". Apoio financeiro para assistentes de alfabetização e custeio para escolas: segundo o MEC, o programa vai fornecer recursos financeiros às redes de educação para apoiar a atuação dos assistentes de alfabetização, que auxiliam os professores no manejo da sala e para custear as despesas das escolas. Reformulação do Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) para educação infantil e anos iniciais do ensino fundamental, segundo o MEC, objetivo vai ser adequar as obras literárias do Programa aos novos métodos e fundamentos adotados pelo Programa 3. Aprimoramento das avaliações da alfabetização Neste eixo, o MEC afirmou que destinará um orçamento de R$ 20 milhões. Apesar de ter um orçamento, ainda não há explicações de como essas avaliações vão ser desenvolvidas e aplicadas. Estudo Nacional de Fluência: o MEC propõe realizar um teste da fluência em leitura oral nas escolas que participarem do programa. A estimativa é avaliar 2 milhões de estudantes do 2º ano do ensino fundamental, ao custo de R$ 20 milhões. O objetivo, segundo o ministério, é oferecer às redes estaduais, municipais e distrital um indicador de desempenho em alfabetização e verificação da aprendizagem da leitura. Aperfeiçoamento das provas do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) voltadas à alfabetização: o objetivo do MEC é que as provas do Saeb sejam capazes de avaliar os seguintes tópicos de avaliação da alfabetização dos alunos: aprender a ouvir, conhecimento alfabético, fluência em leitura oral, desenvolvimento de vocabulário, compreensão de textos e produção de escrita. 4. Valorização dos profissionais de alfabetização No último eixo, o foco se baseia em premiar os profissionais da educação: Prêmio por desempenho para professores, diretores e coordenadores pedagógicos: o objetivo, segundo o MEC, é estabelecer prêmios para reconhecer profissionais da educação que tiverem bom desempenho em alfabetização. A metodologia utilizada para avaliar qualitativamente estes profissionais não foi definida no documento apresentado. O texto diz, apenas, que: "O desempenho dos alunos do 2º ano do ensino fundamental será a principal métrica para a distribuição do prêmio, que será destinado a professores do 1º e 2º ano, diretores e coordenadores pedagógicos das escolas". O que é a Política Nacional de Alfabetização? A Política Nacional de Alfabetização é um decreto publicado em abril que prevê, entre outras mudanças, que o ensino infantil reforce as atividades de pré-alfabetização, e que haja esforço extra para concluir o ensino da leitura já no primeiro ano do ensino fundamental. Entre os objetivos do decreto publicado está cumprir a meta 5 do Plano Nacional de Educação (PNE). A meta, que entrou em vigor em 2014 e tem vigência até 2024, diz que todas as crianças devem ser alfabetizadas até no máximo o final do 3º ano do fundamental, ou seja, aos 8 anos de idade. A política também prioriza um método de ensino sobre os demais: o chamado método fônico, classificado no decreto como uma lista de "seis componentes essenciais para a alfabetização". Segundo especialistas ouvidos pelo G1, a criação de uma política nacional de alfabetização é positiva, mas a priorização de um único método pode levar à padronização do ensino, e o risco disso é limitar tanto as possibilidades de os professores ensinarem, quanto as possibilidades de os alunos aprenderem. Alfabetização: saiba as diferenças entre método fônico e método global
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18/02 - Jovens de vários estados encaram vida longe de casa por sonho de estudar na USP de São Carlos
Estudantes do Amazonas, Minas Gerais, Bahia e outras regiões se reuniram nesta terça-feira (18), primeiro dia de matrícula presencial. 1.010 calouros vão ingressar neste ano no município. Estudantes mudam de estado para estudar na USP São Carlos Gabrielle Chagas/G1 Estudantes do Amazonas, Minas Gerais, Bahia e outras regiões do país se encontraram nesta terça-feira (18), em São Carlos (SP), para o primeiro passo na realização do sonho de estudar na Universidade de São Paulo (USP), superando os desafios de viver a centenas de quilômetros de casa. Até a quarta-feira (19), a instituição faz as matrículas de 1.010 calouros de cinco unidades do município. A universidade também tem a Semana de Recepção aos Calouros com oficinas, palestras, bate-papos e almoço com veteranos estão entre as atrações até sexta-feira (21). Veja aqui a programação. 2.454 quilômetros O estudante Daniel Martins Arrais, de 18 anos, e a amiga Leticia Mendes Costa, de 17, saíram de Teresina (PI) e viajaram cerca de 2.454 quilômetros para começar uma das fases mais esperadas de suas vidas: cursar engenharia da computação. Matrículas na USP São Carlos Gabrielle Chagas/G1 Arrais e Letícia estudaram juntos no mesmo colégio em Teresina. “No meu caso foi mais por indicação de amigos, porque muitos amigos meus já vieram para cá e eu queria uma cidade tranquila, além de ser um polo de tecnologia”, contou Arrais ao G1. O estudante contou que já escolheu uma república que fica próxima ao campus e se adaptou com o clima da cidade. Letícia preferiu um apartamento no mesmo quarteirão, onde uma amiga também do Piauí mora. Agora, a estudante tenta equilibrar a empolgação com as novidades da vida acadêmica com a saudade da mãe. “Eu já estou com saudades, mas a gente tenta resolver com celular, WhatsApp, ligação, a minha mãe manda mensagem toda hora e eu também tenho uma amiga próxima a mim que está morando no mesmo prédio que eu, então é mais tranquilo”, contou Letícia. Estudantes mudam de estado para estudar na USP São Carlos Gabrielle Chagas/G1 Apoio da família O advogado Jorge Luiz Gioia e a professora Christina Gioia saíram de Manaus (AM) e viajaram quase 3 mil quilômetros para acompanhar o filho Christian durante a matrícula em ciência da computação. De avião, os três demoraram quase 14 horas contando a escala em Campinas. “O Christian não nasceu em berço de ouro e quando você não nasce as coisas se tornam dez vezes mais difíceis. Foi um investimento, foi tudo parcelado, porque nós somos uma família de classe média, não é fácil, mas era importante vir os três para participar desse desenvolvimento, do ‘voo da águia’, como eu chamo”, disse o pai. Depois de fazer a matrícula, o estudante fez um passeio guiados pelos veteranos para conhecer os outros alunos e as instalações do campus. Para o pai, a nova vida do filho é motivo de orgulho. “Eu sempre procurei formar ele no sentido de desenvolvimento do raciocínio. Mas é claro que o Christian não é perfeito, ele tem suas qualidades, mas também tem defeitos e a gente corrige com o nosso amor”, disse. Estudantes mudam de estado para estudar na USP São Carlos Gabrielle Chagas/G1 Só volta na Páscoa Por causa da fama de ser a melhor universidade do Brasil e estar entre as melhores da América Latina várias vezes, a estudante Letícia Hupsel, de 18 anos, se mudou de Salvador (BA) para São Carlos. Caloura de química, ela veio com o namorado que passou em engenharia mecânica e só voltará para visitar os pais no feriado de Páscoa. “Eu estou animada, porque sempre gostei de exatas, de química, física, sempre gostei de pesquisa e quero me aprofundar e também quero aproveitar o leque de possibilidades que a USP abre para a gente”, disse. Estudantes mudam de estado para estudar na USP São Carlos Gabrielle Chagas/G1 Já a estudante Ana Elisa Pereira, de 17 anos, fez sua matrícula em química, realizando o primeiro sonho profissional. Natural de Santa Rita do Sapucaí (MG), ela viajou mais de 300 km de carro com os pais para chegar a São Carlos. Atraída pela grade curricular do curso, a estudante vai dividir apartamento com uma veterana. “Eu já morei sozinha para fazer o ensino médio, então estou um pouco acostumada, mas espero que eu consiga excelência de ensino, quero fazer projetos de iniciação científica, quero ser uma futura pesquisadora, então vou batalhar para isso”, contou. Estudantes mudam de estado para estudar na USP São Carlos Gabrielle Chagas/G1 Moradora da cidade vizinha Araraquara, a estudante Ana Julia Gonzalez, de 17 anos, passou no vestibular em outras universidades, mas escolheu cursar Ciências Físicas e Biomoleculares na USP São Carlos. A mãe Fabiola Gonzalez fez questão de acompanhar a matrícula nesta terça-feira (18). “Ela tem um amigo de Araraquara que já está no 3º ano na USP, então ele foi o guia e o anjo da guarda dela. No ano passado, ela foi aprovada, mas ainda estava no segundo ano. Ela é meu orgulho”, disse. Os pais do estudante Pedro Teixeira, de 19 anos, também vieram de Jacareí a São Carlos para acompanhar o filho, que é calouro de engenharia de produção. Ano passado ele também passou em universidades federais, mas resolveu tentar de novo a USP. “Estudei em escola pública a vida inteira, meu colégio era integral e depois eu chegava e estudava um pouco em casa. Ano passado eu não quis ir para outra universidade, aí fiz cursinho e passei aqui”, contou o estudante. Estudantes mudam de estado para estudar na USP São Carlos Gabrielle Chagas/G1 A USP de São Carlos tem 5 unidades: Escola de Engenharia de São Carlos (EESC), Instituto de Arquitetura e Urbanismo (IAU), Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC), Instituto de Física de São Carlos (IFSC) e Instituto de Química de São Carlos (IQSC). Disque-Trote Na semana, a USP também promove o Disque-Trote, canal para o calouro denunciar agressões ou constrangimentos que ocorrerem no ambiente universitário. O trote, proibido na USP desde 1999, pode ser comunicado pelo telefone 0800-012-1090 até o dia 6 de março, de segunda a sexta-feira, das 9h às 21h. Também é possível fazer a denúncia por aplicativos nas plataformas Apple e Android. Manual do Calouro A USP também desenvolveu o Manual do Calouro, um portal que reúne as informações sobre os auxílios disponibilizados, como moradia, alimentação, transporte e livros, além de baixar diversos aplicativos desenvolvidos pela USP para facilitar a vida universitária. Matrícula A matrícula ocorrerá de forma unificada nos campi de São Paulo, Ribeirão Preto e São Carlos, o que significa que haverá um único local para a matrícula de todos os cursos nesses campi. Em São Carlos, a matrícula será realizada no Anfiteatro de Convenções Jorge Caron. Em Pirassununga, a matrícula será no Anfiteatro do Prédio Central do campus Fernando Costa. Veja mais notícias da região no G1 São Carlos e Araraquara.
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18/02 - Ex-professor da UFV é condenado a quase 80 anos por desvio de dinheiro público
De acordo com o MPF, Jorge Colodette criou uma empresa de fachada para receber pagamentos por serviços prestados quando trabalhava no Departamento de Engenharia Florestal. Os citados foram procurados; da decisão ainda cabe recurso. Professor aposentado é condenado por crimes quando trabalhava no Departamento de Engenharia Florestal da UFV UFV/Divulgação O ex-professor Jorge Luiz Colodette, que trabalhava no Departamento de Engenharia Florestal da Universidade Federal de Viçosa (UFV), foi condenado a 79 anos de prisão por praticar crimes de peculato - desvio de dinheiro público. A decisão foi divulgada nesta terça-feira (18) pelo Ministério Público Federal (MPF) e ainda cabe recurso. Segundo o órgão, Jorge Colodette firmava contratos em nome do Laboratório de Celulose e Papel para a prestação de serviços a empresas do setor privado. E embora as atividades fossem executadas com recursos da universidade, os pagamentos eram feitos em favor da Celulose Consultoria e Serviços Ltda, uma empresa de fachada criada por ele. No dia 28 de fevereiro de 2019, o G1 mostrou que o docente havia sido preso após denúncias. Entretanto, ele foi solto em março, após um habeas corpus e segue em liberdade. Nesta terça-feira, a produção da TV Integração voltou a entrar em contato com o advogado de defesa do ex-professor, Vinicius Ibrahim Silva, que informou que está avaliando a sentença para entrar com um recurso da decisão. O G1 entrou em contato com a UFV para saber se a universidade gostaria de se pronunciar sobre o assunto. Em nota, a instituição disse que "esta é uma decisão da Justiça e que não cabe pronunciamento". Além disso, informou que o professor se aposentou em 2019 e não tem mais vínculo com a instituição. Investigação Durante as investigações, o MPF encontrou vários trabalhos com timbre da UFV feitos por alunos de graduação e pós-graduação e funcionários do laboratório, cujos pagamentos foram direcionados ao indiciado. Além disso, foram encontradas provas que o ex-professor da UFV colocava servidores para trabalhar além do expediente para atendar demandas. Atos que configuram o crime de peculato. ‘Empresa fachada’ Também foi descoberto durante a operação, que o professor representava o Laboratório de Celulose e Papel perante as empresas que contratavam a UFV para esses serviços. Foram encontrados pagamentos oriundos de 32 empresas e duas pessoas físicas por serviços do laboratório, além de R$ 784 mil em pagamentos não identificados, na maioria da parte, decorrentes de créditos de contrato de câmbio, indicando o recebimento por serviços prestados a empresas sediadas no exterior. Por causa dessas ações, o denunciado criou uma empresa de papel, com o objetivo de ter uma conta bancária para receber os pagamentos. Os próprios telefones de contato informados nos documentos eram os números do laboratório da universidade. A empresa foi aberta em janeiro de 2008 e encerrada em outubro de 2014, quando as investigações já estavam em andamento. Ainda conforme a denúncia, o professor investigado foi sócio em todo o período de vigência da sociedade, inicialmente ao lado de um funcionário do LCP e, depois, ao lado dos filhos.
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18/02 - Após ofício do MEC, Ifro suspende nomeações de servidores e contratações de professores substitutos
Reunião entre representantes de institutos federais tentar reivindicar a revogação do ofício. Em documento, MEC cita regra que impede aumento de despesa sem a fonte de pagamento prevista. Campus do Instituto Federal de Rondônia em Porto Velho Ifro/Divulgação O Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Rondônia (Ifro) informou nesta terça-feira (18) que suspendeu a nomeação de servidores efetivos, a contratação de professores substitutos e o quantitativo definido na última reunião do Colégio de Dirigentes. A ação é reflexo do ofício do Ministério da Educação (MEC) que veda o aumento de despesas com pessoal ativo e inativo que não estejam previstos no orçamento de 2020. O documento foi enviado à universidades e institutos federais do país. Em nota, o Ifro informou que todos os representantes de institutos federais estão em Brasília nesta terça-feira (18) para reunião ordinária do Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional Científica e Tecnológica (Conif). Uma das pautas do encontro é tentar reivindicar a revogação do ofício publicado pelo Governo Federal. O G1 entrou em contato com a assessoria do Ifro solicitando detalhes do quantitativo definido na reunião do colégio de dirigentes. Conforme a pasta, os limites para vagas autorizadas pelo MEC em 2020, são de 24 para docentes, 37 técnicos administrativos (nível D) e 10 técnicos administrativos (nível E). Leia a íntegra da nota do Ifro: "As instituições federais de ensino foram notificadas por meio do Ofício Circular nº 8/2020/GAB/SPO/SPO-MEC da Subsecretaria de Planejamento e Orçamento, de 4/2/2020, que determina: “Posto isso, as Unidades Orçamentárias vinculadas ao Ministério da Educação, ao promover novos atos que aumentem as despesas com pessoal ativo e inativo, benefícios e encargos à servidores e empregados públicos, devem observar as legislações pertinentes e abster-se de realizá-las em montantes cujos totais não estejam devidamente autorizados.” Desta forma, ao primar pelos direitos dos servidores, no IFRO será mantido o pagamento de benefícios, conforme legislação pertinente. Estando suspensas, no entanto, nomeação de servidores efetivos e contratação de Professor Substituto além do quantitativo definido na última reunião do Colégio de Dirigentes. Todos os representantes de Institutos Federais estão em Brasília nesta terça-feira (18/02/2020). Nesta Reunião Ordinária do CONIF (Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional Científica e Tecnológica) está na pauta o Ofício Circular, visando obter encaminhamentos para uma ação conjunta da Rede Federal no sentido de reivindicar a revogação dos atos publicados pelo governo federal e que levaram a essa situação." O documento Ofício do MEC veda contratação de professores Reprodução/G1 De acordo com o ofício do MEC, as instituição devem "observar a legislação" ao promover "novos atos que aumentem as despesas com pessoal ativo e inativo", incluindo "benefícios e encargos à servidores e empregados públicos" e "abster-se de realizá-las em montantes cujos totais não estejam devidamente autorizados". Com isso, além da contratação de novos professores, poderão ser vedados pagamentos como a promoção por especialização (como quando os professores obtêm título de doutorado), adicional por insalubridade ou periculosidade, substituições de chefia, auxílios maternidade e pré-escolar, entre outros. O problema ocorre quando as leis são sobrepostas – como a Lei de Responsabilidade Fiscal sobre a trabalhista.
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18/02 - Três universidades suspendem contratações e promoções após ofício do MEC contra aumento de gastos
MEC cita regra que impede aumento de despesa sem a fonte de pagamento prevista; especialistas afirmam que em anos anteriores foram feitas aprovações de créditos extras para cobrir os gastos. MEC diz que universidades não devem aumentar gasto com pessoal O Ministério da Educação (MEC) enviou um ofício às universidades e institutos federais de ensino vedando o aumento de despesas com pessoal ativo e inativo que não estejam previstos no orçamento de 2020. Com isso, ao menos três instituições (UTFPR, UFOB e IFSP) suspenderam a contratação de novos profissionais. A UFAC diz que a medida poderá afetar as aulas em março. A Unila e a UFTM avaliam o impacto da medida (leia mais abaixo). Fundeb: relatora propõe aumentar participação da União e tornar fundo permanente MP da ID Estudantil perde validade; mais de 300 mil estudantes vão poder usar o documento até dezembro Esta é a primeira vez que o MEC se antecipa e veda despesas não previstas – não houve determinação semelhante nem no primeiro ano do governo Bolsonaro. Isso ocorre em um cenário em que as universidades já passaram por dois contingenciamentos em 2019. Além disso, o orçamento aprovado para o MEC em 2020 teve redução de 16%, se comparado ao ano anterior, fechando em R$ 103 bilhões. O MEC diz que "a pasta trabalha para ajustar, o mais breve possível, as dotações de modo a atender todas as projeções." Ofício do MEC veda contratação de professores Reprodução/G1 De acordo com o ofício do MEC, as instituição devem "observar a legislação" ao promover "novos atos que aumentem as despesas com pessoal ativo e inativo", incluindo "benefícios e encargos à servidores e empregados públicos" e "abster-se de realizá-las em montantes cujos totais não estejam devidamente autorizados". Com isso, além da contratação de novos professores, poderão ser vedados pagamentos como a promoção por especialização (como quando os professores obtêm título de doutorado), adicional por insalubridade ou periculosidade, substituições de chefia, auxílios maternidade e pré-escolar, entre outros. O problema ocorre quando as leis são sobrepostas – como a Lei de Responsabilidade Fiscal sobre a trabalhista. Lei de Responsabilidade Fiscal Segundo o especialista em finanças públicas, o advogado Gladimir Chiele, o ofício tira do MEC a responsabilidade de cobrir despesas futuras, com suplementação orçamentária. Caso algum reitor vá contra o ofício e contrate novos professores, quem responderá criminalmente dentro da Lei de Responsabilidade Fiscal será o reitor. Entretanto, ele alerta que o MEC usa um dispositivo errado no ofício. "O fato principal é não realizar despesas de pessoal sem autorização legal. Perfeito. No entanto, o ofício utiliza o disposto no artigo 167 da Constituição Federal, inciso III, quando deveria utilizar o inciso II", afirma. O inciso III trata da "realização de operações de créditos que excedam o montante das despesas de capital". "A dotação de pessoal não diz respeito à operação de crédito e sim à despesa corrente, de custeio", afirma. Já o inciso II trata da "realização de despesas ou a assunção de obrigações diretas que excedam os créditos orçamentários ou adicionais". A medida afeta "frontalmente" a autonomia das universidades, afirma Gustavo Balduino, secretário-executivo da associação de reitores das universidades federais, a Andifes. A associação está buscando esclarecimentos técnicos junto ao governo federal. Nesta segunda-feira (17), a Andifes esteve em reunião com o Tribunal de Contas da União (TCU) para saber que medidas poderia tomar. Em nota, a Universidade Federal Tecnológica do Paraná (UTFPR) classificou a situação como de "extrema gravidade". De acordo com o ofício do MEC, o projeto de lei orçamentária para a educação previa R$ 74,6 bilhões para as "programações condicionadas à aprovação legislativa", mas foram aprovados R$ 71,9 bilhões – corte de R$ 2,7 bilhões. Ofícios colocam gestão em suspenso Em 8 de janeiro, o MEC enviou uma circular às universidades e institutos federais informando que elas não poderiam contratar professores substitutos até que a Lei Orçamentária Anual (LOA) fosse sancionada – o que ocorreu em 20 de janeiro. A circular do MEC citava uma portaria publicada em agosto de 2019 que estabelece que os secretários da Secretaria de Educação Superior e da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica são quem vão informar as universidades sobre "os limites de provimentos de cargos" – ou seja, se poderão ou não contratar os professores. "Embora seja do conhecimento de todos, cumpre-nos reiterar que não estão autorizados, até a presente data, provimentos de cargos de docentes e técnicos nas universidades federais para o ano de 2020", diz o texto da circular. "Serão considerados nulos de pleno direito os atos referentes às despesas de pessoal e encargos sociais que forem autorizados", diz outro trecho. A situação também não era comum em anos anteriores e deixou os professores aprovados em concursos apreensivos. Em 10 de fevereiro, a Secretaria de Ensino Superior (Sesu) encaminhou outro ofício informando os limites de provimento de cargos para os professores substitutos (equivalentes) e servidores técnicos-administrativos, também condicionando à liberação de recursos. Agora, o recente ofício do MEC traz ainda mais incerteza para a gestão universitária. Nelson Cardoso Amaral, professor de pós-graduação na Universidade Federal de Goiás (UFG), afirma que o orçamento do MEC deste ano "não dá para pagar todas as despesas", incluindo a folha de pagamento, que é despesa obrigatória. "É mais um ataque ás universidades, fazer este tipo de terros. Em geral, se você analisar, nenhum orçamento vai até o fim do ano. Basicamente todos os ministérios estão nesta condição", afirma. Confira abaixo a situação em algumas universidades: UFTPR A Universidade Federal Tecnológica do Paraná afirmou em nota que está suspendendo a contração de profissionais. "Não há disponibilidade orçamentária que autorize a realização de novas despesas com folha de pessoal", afirmam. "Caso procedesse tais pagamentos, a Universidade estaria infringindo a legislação em vigor, mais precisamente o Artigo 167 da Constituição Federal, que veda a realização de operações de créditos que excedam o montante de despesas de capital, norma conhecida como “Regra de Ouro”; o que poderia gerar, por consequência, a responsabilização dos gestores da instituição por crime de responsabilidade fiscal e improbidade administrativa", diz o documento. De acordo com a instituição, as progressões de carreira irão ocorrer normalmente, mas não vão constar na folha de pagamento dos profissionais. Segundo a nota, "a universidade classifica como de extrema gravidade a situação". Para a UTFPR a "gestão é posta entre cometer uma das duas ilegalidades: o não pagamento dos direitos legais dos seus servidores, que pode ser revestido por suplementação orçamentária ou por decisão judicial, ou o cometimento de crime de responsabilidade fiscal e improbidade administrativa, que poderia acarretar a penalização dos agentes públicos da instituição." IFSP O Instituto Federal de São Paulo afirmou em nota ao G1 que suspendeu "qualquer autorização de gasto com pessoal", o que inclui: progressão de qualquer natureza; promoção; aceleração da promoção; retribuição por titulação; incentivo à qualificação; RSC; adicional noturno; adicional de insalubridade (inclusão de novas); adicional de periculosidade (inclusão de novas); substituições de chefia; novas solicitações de auxilio transporte; novas solicitações de ressarcimento à saúde; auxilio natalidade e pré-escolar. UFOB A Universidade Federal do Oeste da Bahia informou que estão ratificadas as vagas já definidas em 2019, mas novas contratações estão suspensas porque teriam efeito nulo. Eles afirmam que avaliam o impacto da medida. UFTM Em nota, a Universidade Federal do Triângulo Mineiro informou que começou a fazer estudos para verificar qual o impacto do ofício do MEC, "primando pelos direitos dos servidores e observando as legislações pertinentes". O comunicado diz ainda que a universidade está se empenhando para que a situação seja revista. UFAC A Federal do Acre também emitiu um comunicado, citando os ofícios de 8 de janeiro e 14 de fevereiro. De acordo com a universidade, os dois documentos trazem risco às aulas. "Considerando que as matrículas curriculares estão previstas no calendário acadêmico, de 17 a 21 de fevereiro, a Reitoria e a Prograd estão cientes dos prejuízos e danos acadêmicos que poderão ser gerados em virtude do condicionamento da contratação de professores substitutos à dotação orçamentária específica e suficiente da Ufac, visto que o semestre letivo depende que os provimentos ocorram, em sua maioria, até o início de março." A Ufac diz que está trabalhando junto à Andifes para que a Secretaria de Ensino Superior reveja o posicionamento. Unila A Universidade Federal de Integração Latino-Americana também emitiu nota informando que "continuará as discussões com as diferentes instâncias envolvidas" Segundo a instituição, a ideia é "somar forças com as instituições que lutam pelo estabelecimento de soluções que, concomitantemente, primem pela garantia dos avanços previstos em regramentos de carreiras, pela responsabilidade orçamentária e pela universidade pública", diz o texto. VÍDEOS Matéria de setembro mostra a previsão de redução de orçamento para o MEC; reveja: Verba para infraestrutura na educação vai sofrer corte de 54% Em dezembro, o Congresso aprovou o Orçamento de 2020, reveja no vídeo: Congresso aprova o orçamento da União para 2020
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18/02 - Infestação de pulgas em escola faz Campinas interditar salas e suspender aulas para 450 alunos
Caso ocorreu nesta terça-feira (18) na Escola Municipal de Ensino Fundamental Professor Benevenuto de Figueiredo Torres, no Jardim São José. Aulas devem ser retomadas dia 27. Infestação de pulgas em escola municipal de Campinas Pâmela Dias / Arquivo Pessoal Campinas (SP) suspendeu nesta terça-feira (18) aulas para os 450 alunos matriculados na Escola Municipal de Ensino Fundamental Professor Benevenuto de Figueiredo Torres, no Jardim São José, por causa de uma infestação de pulgas. Segundo a Secretaria da Educação, um grupo com cerca de 120 chegou a ser levado para o ginásio da unidade no período da manhã e três salas foram interditadas. As aulas foram interrompidas por volta das 9h30, enquanto que as aulas do período da tarde foram suspensas. A escola tem alunos do 1º ao 9º ano e a previsão é de que as aulas sejam retomadas dia 27. A dona de casa Pamela Dias explicou que chegou à escolas por volta das 6h50, quando recebeu a informação de que as crianças ficariam no ginásio por causa da infestação. "No dia anterior meu filho não foi, mas outras mães contaram que a escola enviou um bilhete para informar o problema, mas sem recomendações. Hoje eu acabei não deixando meu filho [...] Todas as pessoas estão expostas", falou lembrar que muitas famílias estavam preocupadas com a possibilidade de ser "pulga de rato". Ela alegou decepção com a falta de explicações da direção da unidade. "É a primeira vez que passamos por essa situação. É uma das melhores escolas do bairro", destacou. O que será feito? Em nota, a administração alegou que todas as providências sendo sendo adotadas e as aulas perdidas serão repostas. "Neste momento, técnicos da Vigilância em Saúde Sul e da Unidade de Vigilância de Zoonoses estão fazendo uma vistoria nas dependências do prédio para identificar a extensão da infestação, a origem do foco, detectar a espécie de inseto presente no local e, a partir daí, orientar a direção da escola sobre as medidas de controle a serem adotadas", informa texto da assessoria. A Secretaria de Saúde informou que ninguém precisou de atendimento médico por causa da infestação. Veja mais notícias da região no G1 Campinas.
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18/02 - MEC envia ofício às universidades com alerta sobre aumento de gastos; instituições suspendem contratações
Ministério diz que aviso é resultado do corte foi feito no Orçamento e afirma que trabalha para atender todas as previsões. O Ministério da Educação (MEC) enviou um ofício às universidades federais em que diz que elas não devem promover qualquer ato que resulte em aumento dos gastos com pessoal. A pasta alega que o alerta é resultado da perda de R$ 2,7 bilhões para pagamento de despesas que estavam previstos no Orçamento do ministério. A verba foi retirada durante a aprovação da Lei Orçamentária Anual (LOA) 2020 no Congresso Nacional. Fundeb: relatora propõe aumentar participação da União e tornar fundo permanente Algumas universidades começaram a tomar medidas, como cancelar contratações já previstas, pagamento de hora extra e até de adicional noturno. Na Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), que tem mais de 33 mil alunos, as medidas já passam a valer na folha de pagamento de fevereiro. Estão suspensas, por exemplo, novas promoções, aumentos por títulos, como pós-graduação concluída a partir de agora, adicional noturno, horas extras, e até bônus pagos no nascimento do filho do servidor público, de R$ 659 e o auxílio para filhos em idade pré-escolar, que podia chegar a R$ 321 por mês. A UTFPR, que tem quase 4 mil servidores públicos, diz que direitos como férias e décimo terceiro salário estão garantidos. O ofício foi enviado pelo MEC em 4 de fevereiro. Ao citar a redução de R$ 2,7 bilhões, o ministério afirma que as instituições de ensino federais, ao promover novos atos que aumentem as despesas com pessoal, devem abster-se de realizá-las sem que o total esteja devidamente autorizado. A Universidade de Brasília disse em nota que vai avaliar as medidas que vai tomar. A UNB informou que tem 80 vagas para professores em aberto. O ofício do MEC não atinge só universidades. O Instituto Federal de São Paulo suspendeu toda e qualquer autorização de gastos com pessoal, mesmo que previstas em lei, até entender os impactos da medida na sua folha de pagamento. O Ministério da Educação lembra que o corte foi feito na lei orçamentária anual, para 2020, que reduziu o orçamento para este tipo de despesa para cerca de R$ 72 bilhões. O MEC disse, em nota, que está trabalhando para ajustar o orçamento, o mais breve possível, para atender todas as previsões. Associação busca o TCU A Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições de Ensino Superior (Andifes) informou que já se reuniu na segunda-feira (17) com o presidente do Tribunal de Contas da União (TCU). "A complexidade e o caráter inusitado da situação foi posição unânime. Não há inovação legal; porém, existe alerta do MEC sobre decisões que, anos a fio e até o momento, eram pura e simplesmente rotineiras", afirma a Andifes em nota. "Fomos, então, orientados a formular uma representação ao TCU com as questões relevantes. Por exemplo, quais as contradições legais que afligem os dirigentes das ifes e quais as implicações derivadas a depender de qual decisão for implementada? Estamos formulando a Representação, que também será encaminhada aos Poderes Executivo e Legislativo", esclarece a Andifes. VÍDEOS Veja vídeos sobre o financiamento da educação: Educação básica ameaçada: novo Fundeb entra em discussão no Congresso Nacional Ministério da Educação detalha destino de quase R$ 2 bilhões desbloqueados do Orçamento
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18/02 - Fundeb: relatora propõe aumentar participação da União e tornar fundo permanente
Professora Dorinha apresentou parecer nesta terça (18) em comissão especial na Câmara. Pelo texto, o governo federal deve dobrar percentual de repasses até 2026. A deputada federal Professora Dorinha Seabra (DEM-TO), relatora de proposta de emenda à Constituição (PEC) sobre o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), propôs nesta terça-feira (18) que o fundo seja permanente e o aumento do percentual de participação da União nos recursos. Ela leu parecer na comissão especial da Câmara dos Deputados que trata do tema. Porém, o relatório não foi votado devido a um pedido de vista coletiva (mais tempo para analisar a matéria). A primeira a fazer o pedido foi a deputada Chris Tonietto (PSL-RJ), acompanhada em seguida por outros parlamentares. Os deputados marcaram a votação para o dia 4 de março. Uma das justificativas de Tonietto, da ala governista do PSL, é a de que o texto de Dorinha só foi disponibilizado no sistema da Câmara na manhã desta terça-feira, o que dificultou a análise dos outros deputados. "O governo, de fato, está de acordo com esse pedido de vista pelo mesmo motivo, a gente precisa recorrer à área técnica", disse. Pela proposta da relatora, a União vai dobrar, de forma escalonada até 2026, sua participação no fundo. Atualmente, o governo federal arca com 10% dos recursos. Caso a proposta seja aprovada, o montante será de 15% em 2021 e aumentará um ponto percentual por ano até chegar em 20% em 2026. Desses 20%, a relatora sugere que 2,5% sejam distribuídos de acordo com o desempenho das escolas, seguindo o Sistema Nacional de Avaliação de Educação Básica. Além disso, a proposta de Dorinha altera a forma de distribuição do fundo para, segundo a relatora, reduzir distorções. Dorinha chama a proposta de “modelo híbrido” já que, além de garantir o montante para nove estados do Norte e Nordeste com baixo custo por aluno, como é feito atualmente, o projeto permite que municípios pobres em outros estados também possam receber o recurso. Além disso, a proposta altera a forma de distribuição do fundo. A distribuição passará a ser feita a partir de indicadores de nível socioeconômico e de disponibilidade e capacidade fiscal, que reduzam distorções. “Em vez de olhar estados, vamos olhar as redes. Isso vai permitir que estados que nunca receberam complementação, vão poder ter municípios e redes que vão poder ser complementadas”, disse a relatora. A deputada prevê, ainda, uma revisão deste percentual após seis anos de vigência do fundo – ano em que também haverá uma revisão da emenda constitucional do Teto dos Gastos. O G1 entrou em contato com o Ministério da Economia e pediu à pasta uma avaliação sobre a proposta da relatora. No entanto, não recebeu resposta até a última atualização desta reportagem. O Fundeb entrou em vigor em 2007, mas as regras atuais expiram no fim deste ano. O fundo reúne parte dos impostos arrecadados pelos estados, pelo Distrito Federal e pelos municípios ao longo do ano. A União reforça esse caixa, com uma complementação de 10% das receitas dos estados todos os anos – a distribuição desse recurso extra obedece a critérios que, na prática, priorizam os estados mais pobres. Com o pedido de vista, o tema volta para análise da comissão após o intervalo de duas sessões no plenário da Casa. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), já disse a deputados que quer pautar a PEC do Fundeb em março para o plenário. Por ser tratar de uma PEC, após a análise na comissão especial da Câmara, o texto passa por duas sessões no plenário e precisa ser aprovado por, ao menos, 308 dos 513 deputados. Em seguida, vai à análise do Senado, onde também precisa ser aprovado por três quintos dos senadores. Outras propostas Em uma versão preliminar do seu relatório, apresentada em setembro do ano passado, a deputada chegou a propor que a participação federal fosse para 40%, também de forma escalonada. A proposta não teve consenso entre os deputados e foi criticada por técnicos da Economia. O ministro da Educação, Abraham Weintraub, afirmou que esse texto “feria o equilíbrio fiscal” da União. Já neste ano, Weintraub defendeu a apresentação de uma nova PEC, de autoria do governo, que aumentaria a participação da União dos atuais 10% para 15%. A discussão acontece em meio a um atrito entre o Congresso e o ministro. No fim de janeiro, Maia afirmou que Weintraub “atrapalha o Brasil” e “está comprometendo o futuro de muitas gerações”.
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18/02 - A polêmica das creches noturnas: 'Tive que sair do trabalho por não ter onde deixar minha filha'
A Câmara Municipal de São Paulo aprovou um projeto de lei que cria as chamadas 'creches noturnas', voltadas para filhos de pessoas que trabalham ou estudam até mais tarde. Por outro lado, especialistas e até uma cidade que já implantou o modelo (e desistiu dele) afirmam que o horário estendido não é bom para as crianças. A Câmara Municipal de São Paulo aprovou um projeto de lei que autoriza o horário estendido em creches públicas Getty Images via BBC Desempregada, a operadora de caixa Bruna Reche, 28, tem recusado ofertas de trabalho nos últimos meses. Não que a situação financeira da família esteja confortável, pelo contrário: as contas atrasadas estão se avolumando e as compras para a casa, ficando mais raras. O problema é outro: como conciliar o serviço no comércio com o horário da creche de Alice, sua filha de três anos? "Só tenho experiência em comércio. E as vagas que consigo são todas para o período da tarde e da noite, em shoppings. Já recusei várias ofertas boas, porque preciso buscar minha filha às 16h30 na creche. Não tenho com quem deixá-la", conta Bruna, que vive na Brasilândia, na zona norte paulistana. Seu marido, que atua na área de tecnologia da informação, também não consegue buscar Alice, pois chega por volta das 20h em casa. Histórias como a de Bruna são comuns entre mães e pais que trabalham em períodos que não se encaixam com o horário de entrada e saída de creches e escolas públicas — na rede particular normalmente há mais flexibilidade de horário, embora encontrar unidades noturnas seja difícil. Mas como resolver essa questão? O Estado deveria proporcionar vagas para crianças no período noturno? Deixar uma criança na escola até tarde funciona do ponto de vista educacional? Investimento do governo federal em creches e pré-escolas é o mais baixo em 10 anos Brasil tem 1.085 obras de creches e pré-escolas paradas e menor repasse de verbas desde 2009 Na semana passada, a Câmara Municipal de São Paulo aprovou um projeto de lei que autoriza a Prefeitura a criar mais um turno em creches da cidade — algumas unidades ficariam abertas até as 23h, recebendo crianças cujos pais trabalham até mais tarde. A nova lei, porém, ainda precisa da sanção do prefeito Bruno Covas (PSDB). Caso haja aprovação, seria a primeira vez que a maior cidade do país teria um serviço como esse para crianças tão novas. 'Pedi demissão' Bruna Reche precisou deixar o emprego porque não tinha com quem deixar a filha de três anos Arquivo Pessoal Para Bruna, uma creche que funcione até as 23h resolveria parte do problema. "Para mim, uma creche assim seria ideal, pois eu poderia ficar com Alice em casa até as 14h. Depois, eu a buscaria à noite", explica. A comerciária, que esperou dois anos por uma vaga para a filha em uma unidade municipal, conta que a incompatibilidade de horários a obrigou a pedir demissão de seu último emprego, há pouco mais de um ano. "Eu saía às 22h do shopping, mas a aula da Alice acabava às 16h30. Eu precisava pagar uma babá para ficar com ela até meu marido chegar, o que custava R$ 500 por mês. Eu ganhava R$ 1.200. Fiz as contas e vi que não valia a pena. Isso sem contar que eu trabalhava todos os fins de semana. Pedi demissão por não ter onde deixá-la", diz. Desempregada, agora Bruna só participa de seleções para vagas que sejam compatíveis com a creche da filha — mas ela não tem tido sucesso. Por outro lado, a situação financeira da família piorou bastante apenas com a renda do marido. "Estamos com duas contas de água e uma de luz atrasadas. Antes de falar com você, tomei um café sem açúcar porque não temos dinheiro para comprar", diz. A comerciante Maria Aline Macedo, 21, vive situação semelhante com seu filho de dois anos. Ela tem uma loja em Paraisópolis, maior favela de São Paulo, além de estudar à noite. "Meu filho sai às 16h30 da creche. Mas depois eu vou estudar. Preciso deixá-lo com uma babá e com minha mãe", diz. "É ruim você depender de outras pessoas para ficar com seu filho, mesmo que seja um parente. Minha mãe está mais velha e tem os afazeres dela. Também não quero deixar com uma pessoa que não é preparada, que não é um profissional da área. Eu fico receosa", diz. Déficit de vagas em creches A cidade de São Paulo tem um déficit de 9.670 vagas em creches para crianças de zero a cinco anos. Essa fila já foi bem maior e diminuiu nos últimos anos, principalmente com a expansão massiva das unidades conveniadas — creches administradas por entidades privadas que recebem dinheiro da Prefeitura para educar crianças. O sistema foi adotado tanto pelo ex-prefeito Fernando Haddad (PT) quanto pelo atual, o tucano Bruno Covas. Se por um lado as conveniadas são uma maneira mais fácil e rápida de criar vagas, por outro, ele tem sido alvo de críticas por apresentar mais problemas estruturais, irregularidades e falhas em planos pedagógicos em comparação com a rede municipal. O novo projeto de lei aprovado em São Paulo autoriza o período noturno nos dois modelos. Inicialmente, o programa funcionaria em caráter de testes em seis ou dez unidades de bairros mais pobres — o horário começaria às 14h para crianças que fiquem até mais tarde. A partir daí, caso a procura aumente, ele poderia se expandido para outros pontos. Segundo Secretaria Municipal da Educação, o projeto de lei ainda será analisado pelo prefeito, "que pode decidir ou não por sua sanção". Creche conveniada no Distrito Federal Mary Leal/SEEDF/Divulgação Para o vereador Gilberto Nascimento Jr. (PSC), autor do texto, há uma demanda importante pelo turno da noite em escolas infantis, principalmente entre a população mais pobre. "Se existe essa procura, essas crianças não podem ficar abandonadas pelo poder público", explica o parlamentar, que é membro da Comissão de Educação da cidade. "Andando pelos bairros pobres, nós vemos muitas mulheres solteiras que têm filhos e que trabalham no comércio ou estudam à noite. Elas não têm onde deixar as crianças e acabam pagando para outras pessoas, na maioria das vezes sem qualificação. Quais os riscos que essas crianças estão expostas e quais os problemas pedagógicos que elas enfrentam?", questiona. Segundo ele, ainda não há uma estimativa do tamanho da demanda pelo serviço da cidade serviço, nem quanto custaria aos cofres públicos estender o horário — novos educadores teriam de ser contratados, além de vigilantes particulares para o apoio de segurança. "Nós acreditamos que esses dados serão coletados conforme o período de testes comece", afirma o vereador. Para ceder uma vaga, a Prefeitura teria de analisar individualmente cada caso. "Não é uma vaga para a pessoa que quer ir para balada e não tem onde deixar o filho. É uma vaga permanente, com plano pedagógico com são as outras", diz o parlamentar. 'Não funcionou' São Paulo não seria a primeira cidade a adotar as creches com horário estendido — países como Suécia contam com o serviço há décadas. No Brasil, uma das pioneiras no modelo foi a cidade de Pomerode, no interior de Santa Catarina. Há alguns anos, a Prefeitura implantou uma unidade que funcionava até à meia-noite em uma área industrial, onde, em tese, haveria uma grande demanda pelo serviço. Porém, o município decidiu encerrar as atividades da creche noturna no ano passado. Por quê? Porque ela não funcionou, segundo Jorge Luiz Buerger, secretário de Educação de Pomerode. "Primeiro, não tinha demanda. Havia apenas três crianças no período da noite. Do ponto de vista econômico não fazia sentido, pois nós gastávamos muito para manter a unidade funcionando até tarde, com mais funcionários. Preferimos investir o dinheiro em outras melhorias", diz. O outro motivo do fechamento, explica Buerger, foi educacional: não houve ganhos pedagógicos. Na maior parte do tempo, os educadores não podiam realizar atividades, pois já era tarde e as crianças estavam cansadas. Na foto, bebês da CEI Indianópolis tomam café da manhã. Marcelo Brandt/G1 "A gente percebeu que não era bom para as crianças. Elas estavam sendo privadas do direito à convivência familiar e comunitária no momento da noite. Também havia sempre a preocupação com a segurança: o diretor da creche, mesmo em casa, precisava ficar sempre alerta", explica Buerger. A cidade, que tem 32 mil habitantes, encontrou uma alternativa — difícil de aplicar em São Paulo diante do tamanho da população. "Nós negociamos com os empresários para que os funcionários pudessem sair mais cedo do trabalho. Deu certo. Mas, claro, nosso município é pequeno, então, esse tipo de conversa é possível", diz Buerger. Já no interior de São Paulo, a cidade de Botucatu também estendeu o horário de duas unidades conhecidas "creches do comércio" — na maioria, os alunos são filhos de trabalhadores do setor. Durante a semana, elas funcionam até às 18h — também são as únicas que abrem aos sábados. "Elas também ficam abertas até às 22h em datas comemorativas, como Dia das Mães ou dos Namorados, quando o comércio na cidade fica aquecido", explica Valdir Paixão, secretário municipal de Educação de Botucatu. Segundo ele, já houve pedidos para que as unidades funcionem até mais tarde todos os dias. "Mas nós fizemos estudos mostrando que não havia tanta demanda. Nesse ano vamos realizar uma nova pesquisa, mas, do meu ponto de vista, a creche não deveria privar as crianças do convívio com a família", diz Paixão. Alternativas para creches Para Cláudia Costin, diretora do Centro de Excelência e Inovação em Políticas Educacionais da Fundação Getulio Vargas, as creches noturnas não são uma solução para o problema, pois elas atendem às demandas dos pais, não das crianças. "A creche surgiu para suprir a necessidade das mães, que começaram a entrar no mercado de trabalho. Mas, depois, ela mudou para um perfil educacional, pois percebemos a importância da criança já receber estímulos desde pequena", explica. "Hoje, a creche não pode funcionar com um hotelzinho. Ela precisa ter um caráter educacional. Além disso, até do ponto de vista da saúde, não é bom para uma criança se deslocar de um lugar para o outro tarde da noite", diz. Anna Maria Chiesa, consultora técnica da Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal, concorda que o sono e o bem-estar da criança devem ser prioridade para o poder público. "Como fica o sono de uma criança em uma creche que funciona até tarde? Nessa idade, ela precisa dormir 11 horas por noite, e mais alguns cochilos durante o dia", diz. Mas o que fazer, então, com as famílias que não têm onde deixar os filhos durante à noite? Para a Costin, o rol de alternativas deveria ser ampliado. Ela cita um aumento do tempo de licenças maternidade e paternidade. No Brasil, esse período fora do trabalho é de no mínimo três meses e no máximo seis para as mulheres — para os pais, são apenas cinco dias obrigatórios, com possibilidade de ampliar para 20 caso o empregador seja cadastrado como "empresa cidadã". "Em alguns países, como a Suécia, o pai e a mãe têm direito ao mesmo tempo de licença, de maneira alternada. Isso ajuda o pai a também criar vínculos com a criança", afirma. Uma alternativa polêmica, cita Costin, seria a incorporação pelo poder público das chamadas "mães crecheiras", mulheres que abrigam crianças durante o trabalho dos pais — serviço informal comum em comunidades mais pobres. "Há alguns países em que essas pessoas são treinadas pelo Estado e remuneradas para ficar com as crianças. Como hoje é informal no Brasil, não há preparo e regulamentação para que esse serviço seja de qualidade". Já Chiesa aponta uma consciência maior da corresponsabilidade pela educação das crianças — e ela não viria apenas dos pais, mas também do restante da família, do Estado e até das empresas. "Há empregadores que já se conscientizaram e trocam mães para horários melhores, aumentam o home office, ampliam o tempo de retirada de leite e até dão mais tempo de licença-paternidade", diz. "Hoje, um bom lugar para trabalhar não é apenas aquele que cria um lugarzinho para você deixar sua bicicleta, mas também aqueles que dão mais condições para pais e mãe criarem seus filhos", afirma. VÍDEOS SOBRE CRECHES Investimento do governo federal em creches e pré-escolas em 2019 foi o menor em dez anos Mães esperam até nove meses por vaga em creche no RJ Mais de 70% das crianças mais pobres do país não estão em creches
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18/02 - Prouni 2020 divulga resultado da segunda chamada
Candidatos terão até o dia 28 de fevereiro para comprovar as informações junto às instituições. Prouni divulga resultados da segunda chamada Reprodução/Prouni/MEC O Ministério da Educação (MEC) divulgou nesta terça-feira (18) o resultado da segunda chamada do Programa Universidade para Todos (Prouni) . Para consultar, é preciso acessar o site do Prouni: http://siteprouni.mec.gov.br/ Os candidatos terão até 28 de fevereiro para entregar os documentos que comprovem o cumprimento dos requisitos. De acordo com o MEC, quem ainda não foi pré-selecionados, nem na primeira e nem na segunda chamada, poderá manifestar interesse na lista de espera entre os dias 6 e 9 de março (veja abaixo o calendário). O Prouni oferece bolsas de estudo parciais e integrais em cursos de graduação de instituições particulares no Brasil. Para concorrer às bolsas, era necessário ter feito o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2019 e tirado, no mínimo, 450 pontos na média da prova. Quem zerou a redação está eliminado do processo. A atual edição do Prouni vai selecionar estudantes para 251.139 bolsas parciais e integrais para faculdades privadas com base nas notas do Enem. Cronograma do Prouni 2020 Segunda chamada: 18 de fevereiro de 2020 Entrega dos documentos para garantir a matrícula: 18 a 28 de fevereiro de 2020 Adesão à lista de espera: 6 a 9 de março de 2020 Como funciona o Prouni? O Prouni é um sistema que seleciona candidatos do Enem para vagas em cursos de graduação de instituições privadas com bolsa de estudos parcial ou integral, segundo a nota do exame. Cada candidato pode selecionar até duas opções de curso durante o período de inscrições pela internet. Ao final da seleção, os candidatos aprovados devem levar até as instituições os documentos para comprovar que atendem os requisitos de bolsistas. Quem pode se inscrever no Prouni? Para participar, o candidato precisa ter feito a edição 2019 do Enem e não pode ter um diploma do ensino superior. Também é preciso se enquadrar em um dos seguintes critérios de renda: Para concorrer às bolsas integrais: renda familiar bruta mensal per capita de até 1,5 salário mínimo (R$ 1558,5 - pelo salario mínimo nacional) Para concorrer às bolsas parciais: renda familiar bruta mensal per capita de até 3 salários mínimos (R$ 3117 - pelo salario mínimo nacional) Além disso, é preciso se encaixar em pelo menos uma das seguintes situações: ter cursado o ensino médio completamente em escola pública ter cursado o ensino médio completamente em escola privada, desde que na condição de bolsista integral ter cursado o ensino médio parcialmente em escola privada, desde que na condição de bolsista integral ser portador de uma deficiência ser professor do quadro permanente de uma escola pública (nesse caso, o critério de renda familiar não se aplica) VÍDEOS Justiça libera divulgação do resultado do Sisu e inscrições do Prouni Antonio Gois: ‘As pessoas precisam voltar a confiar no Prouni e no Sisu’
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18/02 - Unicamp divulga lista de aprovados em 3ª chamada no vestibular 2020
Universidade liberou nesta terça-feira (18) nova relação de convocados no exame tradicional, na modalidade via Enem, e para vagas destinadas a premiados em olimpíadas de conhecimento. Estudantes durante 2ª fase do vestibular 2020 da Unicamp Antoninho Perri / Unicamp A Unicamp divulgou nesta terça-feira (18) os nomes dos aprovados em 3ª chamada no vestibular 2020. A lista tem 445 convocados no exame tradicional, 144 na modalidade que usa a nota obtida pelo candidato no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) como critério de classificação, e 24 para vagas destinadas a premiados em olimpíadas ou competições de conhecimentos. Confira abaixo as três listas: Convocados no vestibular tradicional Chamados por desempenho via Enem Convocados para vagas olímpicas Quem foi convocado, deve fazer, até 17h desta quarta-feira (19), a matrícula não presencial pelo site da comissão organizadora do vestibular (Comvest). "Os candidatos deverão carregar uma foto para o cadastro de estudante e sua carteira estudantil, cuja primeira via é gratuita", diz nota da assessoria. No portal da comissão estão indicados detalhes sobre como deve ser a imagem usada no registro. Matrícula presencial A matrícula presencial deve ser realizada em 2 de março, nos respectivos campi - Campinas, Limeira ou Piracicaba - das 9h às 15h. A vaga só estará garantida após a realização deste procedimento. As orientações de matrícula e documentos necessários estão disponíveis no manual de ingresso. Durante as matrículas presenciais, os candidatos selecionados pelo sistema de cotas étnico-raciais passam pela Comissão de Averiguação. A validação da autodeclaração apresentada pelos candidatos que optaram pelas cotas é confirmada somente após a avaliação realizada pelo grupo. O candidato convocado em duas listas (em primeira ou segunda opção) pode optar por uma das modalidades na inscrição, mas isso significa a exclusão na outra. A medida está prevista no edital. Segunda opção Os candidatos convocados para o curso escolhido como segunda opção devem realizar a matrícula pela internet e, optar ou não, por aguardar possível vaga para o curso de primeira opção (remanejamento). Candidatos de segunda opção que não fizerem a matrícula pela internet perdem esta vaga, mas seguem concorrendo ao curso de primeira opção, podendo, assim, serem convocados nas próximas chamadas, de acordo com os critérios de classificação. Vestibular 2020 A disputa por uma das 2.585 vagas por meio do sistema tradicional de seleção contou com 12,1 mil candidatos na 2ª fase. Nesta edição, os exames foram aplicados em 17 municípios paulistas, além de Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Curitiba (PR), Fortaleza (CE) e Salvador (BA). Enem A Unicamp recebeu 17,3 mil inscrições para as 639 vagas oferecidas em cursos de graduação que usam como critério de seleção a nota obtida pelo candidato na realização do Enem 2019 ou em 2018. É a segunda vez em que a universidade estadual realiza este tipo de modalidade de seleção. Vagas olímpicas As oportunidades contemplam vencedores de competições de conhecimentos aprovadas pela universidade. Confira lista de instituições contempladas. Olimpíada Brasileira de Biologia (OBB) Olimpíada Brasileira de Física (OBF) Olimpíada Brasileira de Física de Escola Pública (OBFEP) Olimpíada Brasileira de Informática (OBI) Olimpíada Brasileira de Matemática (OBM) Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP) Olimpíada Brasileira de Química (OBQ) Olimpíada Brasileira de Robótica – Modalidade Teórica (OBR) Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA) Olimpíada Nacional de História do Brasil (ONHB) Competição Iberoamericana de Informática e Computação (CIIC) Olimpíada Iberoamericana de Biologia (OIAB) Olimpíada Iberoamericana de Física (OIbF) Olimpíada Iberoamericana de Matemática (OIM) International Olympiad on Astronomy and Astrophysics (IOAA) International Chemistry Olympiad (IChO) International Mathmatical Olympiad (IMO) International Olympiad in Informatics (IOI) International Biology Olympiad (IBO) International Physics Olympiad (IPhO) A Unicamp Fundada em 1966, a universidade estadual conta com 34 mil alunos matriculados em cursos de graduação e programas de pós-graduação. Os campi reúnem 24 unidades de ensino e pesquisa. Initial plugin text Veja mais notícias da região no G1 Campinas.
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18/02 - UTFPR anuncia suspensão de promoções e novos gastos com horas extras
Universidade afirma que cumpre um ofício do MEC que alerta para o cumprimento da "Regra de ouro" e classificou como 'de extrema gravidade' a situação. Ofício suspende novos gastos na folha de pagamentos a partir de fevereiro. UTFPR/Divulgação A Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) anunciou a suspensão novos gastos na folha de pagamento dos servidores da instituição, como pagamento de horas extras e promoções. O ofício foi expedido pela Diretoria de Gestão de Pessoas da universidade na sexta-feira (14). De acordo com a UTFPR, a medida cumpre um ofício enviado pelo Ministério da Educação (MEC) que diz que as universidades devem cumprir os limites de gasto com pessoal impostos pela legislação brasileira. Segundo a UTFPR, o ofício encaminhado pelo MEC no dia 4 de fevereiro cita o cumprimento da chamada "Regra de Ouro", que proíbe a realização de operações de créditos que excedam o montante de despesas de capital. A circular emitia pelo MEC também afirma que os gestores das universidades federais "devem observar as legislações pertinentes e abster-se de realizá-las em montantes cujos totais não estejam devidamente autorizados" A UTFPR informou que até o momento não há disponibilidade orçamentária que autorize a realização de novas despesas com folha de pessoal. "Caso procedesse tais pagamentos, a universidade estaria infringindo a legislação em vigor", afirmou a instituição em nota. De acordo com a determinação da UTFPR, além dos pagamentos de horas extras e promoções, os pagamentos de novas progressões, adicionais noturnos, de periculosidade e insalubridade, auxílios natalidade e pré-escola também estão suspensos. Segundo a instituição, os novos processos devem tramitar normalmente, com emissão de portaria, mas não serão incluídos em folha. A suspensão vale a partir da folha de pagamento de fevereiro. O ofício com a suspensão dos gastos determina que o controle dos processos que ficarem paralisados sem pagamento "deve ser rigoroso, visando possível pagamento futuro". O documento afirma que não devem ser abertos novos editais para seleção de servidores e que não estão autorizadas as contratações de aprovados em processos seletivos já realizados. Orçamento O Ministério da Educação informou que na Lei Orçamentária Anual (LOA) 2020, aprovada pelo Congresso Nacional, foram retirados do orçamento R$ 2,7 bilhões para pagamento de despesas. "A pasta trabalha para ajustar, o mais breve possível, as dotações de modo a atender todas as projeções", afirmou. O MEC afirmou que parte do orçamento de pessoal depende de aprovação legislativa para sua utilização. 'Extrema gravidade' A UTFPR afirmou que classifica a situação como "de extrema gravidade". "A gestão é posta entre cometer uma das duas ilegalidades: o não pagamento dos direitos legais dos seus servidores, que pode ser revestido por suplementação orçamentária ou por decisão judicial, ou o cometimento de crime de responsabilidade fiscal e improbidade administrativa, que poderia acarretar a penalização dos agentes públicos da instituição", afirmou. A universidade afirmou também que "lamenta profundamente ter que tomar uma posição que, por mais cautelosa que seja, afeta a carreira daqueles que fazem da instituição uma das maiores e melhores universidades públicas do Brasil: seus servidores". O que dizem os servidores A Seção Sindical dos Docentes da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (Sindutf-PR) informou que repudia a suspensão da implantação em folha do pagamento de novas despesas na UTFPR. "Ressalta-se que isso é parte de um contexto de ataques às universidades e aos servidores federais, que prevê inclusive a possibilidade de corte de 25% dos vencimentos", afirmou o sindicato O Sindicato dos Trabalhadores em Educação das Instituições Federais de Ensino Superior no Estado do Paraná (Sinditest) classificou a medida como um "ataque à universidade e os servidores". De acordo com o sindicato, enquanto a maioria das universidades ainda estudam os impactos e consequências das medidas, "a reitoria da UTFPR, lamentavelmente, alinha-se com aqueles, que pretendem congelar as nossas carreiras, atacar os nossos direitos e desvalorizar aqueles que constroem a UTFPR todos os dias". Veja mais notícias do estado no G1 Paraná.
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17/02 - USP São Carlos e Pirassununga tem semana de recepção aos calouros com várias atividades
Programação com pais, oficinas, palestras, bate-papos e almoço com veteranos estão entre as atrações até sexta (21). Universidade recebe denúncias de trotes violentos por telefone e app. Volta às aulas da USP São Carlos conta com programação para receber calouros A Universidade de São Paulo (USP), em São Carlos e Pirassununga, começou nesta segunda-feira (17) a Semana de Recepção aos Calouros, com o tema 'Você faz parte disso tudo'. Atividades com pais, oficinas, palestras, bate-papos e almoço com veteranos estão entre as atrações até sexta-feira (21). (Veja abaixo a programação em cada unidade). O calouro que ingressar neste ano deve confirmar a matrícula presencialmente na terça (18) e na quarta (19). A USP também promove o Disque-Trote para denúncias de trotes violentos. USP recebe calouros com diversas atividades até sexta em São Carlos e Pirassununga Reprodução/EPTV Atividades Após a maratona de vestibulares, os estudantes aprovados chegam à universidade com uma série de dúvidas e inseguranças. Pensando nisso, as unidades da USP prepararam a semana com atividades de integração e ações culturais e recreativas. Entrada do campus da USP em São Carlos Felipe Lazzarotto/EPTV Para participar, o aluno pode acompanhar a programação específica para cada unidade. Veja a programação na USP de São Carlos e Pirassununga: Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) Instituto de Arquitetura e Urbanismo (IAU) Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) Instituto de Física de São Carlos (IFSC) Instituto de Química de São Carlos (IQSC) Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos (FZEA) - Pirassununga Disque-Trote Na semana, a USP também promove o Disque-Trote, canal para o calouro denunciar agressões ou constrangimentos que ocorrerem no ambiente universitário. O trote, proibido na USP desde 1999, pode ser comunicado pelo telefone 0800-012-1090 até o dia 6 de março, de segunda a sexta-feira, das 9h às 21h. Também é possível fazer a denúncia por aplicativos nas plataformas Apple e Android. Estudantes participam de recepção na USP de São Carlos Reprodução/EPTV Manual do Calouro A USP também desenvolveu o Manual do Calouro, um portal que reúne as informações sobre os auxílios disponibilizados, como moradia, alimentação, transporte e livros, além de baixar diversos aplicativos desenvolvidos pela USP para facilitar a vida universitária. Matrícula A matrícula ocorrerá de forma unificada nos campi de São Paulo, Ribeirão Preto e São Carlos, o que significa que haverá um único local para a matrícula de todos os cursos nesses campi. Em São Carlos, a matrícula será realizada no Anfiteatro de Convenções Jorge Caron. Em Pirassununga, a matrícula será no Anfiteatro do Prédio Central do campus Fernando Costa. Campus da USP em Pirassununga Divulgação/USP Veja mais notícias da região no G1 São Carlos e Araraquara.
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17/02 - Deputados querem aprovar novo Fundeb nesta semana em comissão especial na Câmara
Deputados federais vão revisar nesta segunda-feira (17) os detalhes do texto do novo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica, o Fundeb, para tentar aprovar a proposta em comissão especial nesta semana, antes do carnaval. O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), tem dito a parlamentares que quer pautar o tema em plenário em março. Mas, para isso, combinou com os deputados que o texto deve ser revisado com atenção antes de ele ser aprovado na comissão especial, para evitar contestações. A ideia é votar a proposta entre terça (18) e quarta-feira (19) no colegiado, mas pode haver pedido de vista. Ao blog, o presidente da comissão especial, deputado Bacelar (Pode-BA), afirmou nesta segunda que “há um consenso grande” entorno do tema. O congressista acredita que, se a proposta for aprovada no colegiado nesta semana, será pautada em plenário na segunda quinzena de março. O texto está sendo elaborado sem a participação do ministro da Educação, Abraham Weintraub. O ministro foi alvo recentemente de duras críticas do presidente da Câmara (veja no vídeo abaixo), mas já havia inviabilizado sua interlocução com o Congresso em 2019. Rodrigo Maia critica gestão do ministro da Educação, Abraham Weintraub Para deputados e senadores, Weintraub é um dos ministros que alimenta a militância digital que ataca o Congresso e cria polêmicas desnecessárias para o governo. Os parlamentares também avaliam que ele não tem capacidade de gestão em caso de problemas como os registrados no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e no Sistema de Seleção Unificada (Sisu). Diante desse quadro, congressistas veem como inviável o diálogo com Weintraub para a aprovação no Congresso de temas relacionados à Educação – como o novo Fundeb. Os recursos do fundo são repassados pela União às secretarias estaduais e municipais. Os recursos são uma complementação para a educação básica, que vai do ensino infantil ao médio. A lei atual prevê o fim do fundo em 2020 e, por isso, o Congresso discute um novo formato para restabelece-lo. O tema é analisado em uma comissão especial da Câmara e, em seguida, terá de ser aprovado no plenário da Casa e no Senado Federal. O projeto é de emenda à Constituição (PEC) e, por isso, precisa do aval de três quintos dos deputados e dos senadores para entrar em vigor.
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17/02 - MP da ID Estudantil perde validade; mais de 300 mil estudantes vão poder usar o documento até dezembro
Medida não tramitou no Congresso dentro do prazo. Simulação do ID Estudantil Divulgação/MEC A medida provisória que criou a carteirinha estudantil do Ministério da Educação (MEC), chamada de ID Estudantil, perdeu a validade no domingo (16) porque o tema não entrou em votação no Congresso. Entretanto, quem tirou a carteirinha poderá continuar usando até dezembro – como a MP tem efeito imediato, quem fez o documento tem o respaldo de que ela estava vigente quando foi emitida. O documento dá acesso à meia-entrada em eventos culturais e esportivos. Como a MP não foi votada, a ID Estudantil não poderá mais ser expedida. A alternativa será recorrer às entidades estudantis ou instituições de ensino que já emitiam o documento (leia mais abaixo). Meia-entrada: veja perguntas e respostas sobre o tema Questionado pelo G1, o MEC não deu retorno sobre qual ação vai tomar após o fim da vigência da MP. Por lei, o governo não pode apresentar outra medida provisória sobre o mesmo tema dentro do ano de vigência. No fim de semana, o ministro da Educação, Abraham Weintraub, afirmou em entrevista ao Canal Brasília que a alternativa será enviar ao Congresso um projeto de lei sobre o tema, voltando a tramitação à estaca zero. Para que virasse lei, a MP deveria passar por uma comissão mista – formada por deputados e senadores. Depois, ainda deveria ser apreciada na Câmara e no Senado. Este processo não ocorreu dentro dos 120 dias que a MP teve validade (excluindo o período de recesso parlamentar). A situação levou os estudantes a buscarem o documento nos últimos dias. Até a semana passada, o governo havia emitido 258 mil documentos. Na terça, o total já havia subido para 277 mil. No domingo, por volta das 17h, o número era 325.746. O G1 pediu acesso a dados detalhados do MEC sobre a emissão de IDs, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem. Para o presidente da Comissão de Educação da Câmara, deputado Pedro Cunha Lima (PSDB-PB), a emissão gratuita do documento estudantil é uma iniciativa que deve permanecer. "É um direito, por isso não se cobra", afirmou. O presidente da União dos Estudantes (UNE), Iago Montalvão, vê o vencimento da MP como uma "derrota do governo", já que não houve articulação para priorizar o projeto. "Consideramos que é uma derrota do governo, fruto da postura que eles assumiram, autoritária e monocrática, ao enviar essa medida ao Congresso. Mais uma vez sem diálogo com os parlamentares e sobretudo porque representa uma verdadeira medida de exceção para atacar e perseguir diretamente as entidades estudantis que têm sido importantes espaços de organização de oposição do governo Bolsonaro", afirmou. Custos Após anunciar a ID Estudantil, o MEC divulgou a criação de um aplicativo para emitir o documento. Não foram informados os custos envolvidos no desenvolvimento desta plataforma. No Portal da Transparência da Controladoria-Geral da União, há o registro de um contrato de valor inicial de R$ 12,6 milhões para o desenvolvimento e manutenção do projeto ID Estudantil. Não está claro se todo o valor foi aplicado e nem se estes foram os únicos custos envolvidos na operação. Reportagem do jornal "Folha de S.Paulo" afirma que o MEC gastou R$ 2,5 milhões em publicidade para divulgar a carteirinha estudantil digital – terceiro maior custo da pasta. A primeira é o projeto Conta Pra Mim, que incentiva pais a lerem para os filhos, e o segundo maior custo foi o Enem, que teve 5,1 milhões de estudantes inscritos. Para emitir a ID estudantil, o governo afirma que gasta R$ 0,15 centavos a cada carteirinha. Alternativas Atualmente, uma lei de 2013 prevê que a carteirinha seja emitida por entidades como a União Nacional dos Estudantes (UNE) e a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes). Ambas cobram R$ 35 pela carteira, além do frete. Esse serviço é uma das principais fontes de recursos das entidades. A UNE fica com 20% do valor (R$ 7), e a Ubes, com 25% (R$ 10,50). Além de UNE e Ubes, a Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG), as entidades estudantis municipais e os diretórios estudantis e acadêmicos das faculdades também podem emitir o documento.
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16/02 - Com aulas de empreendedorismo digital e ética, Campinas tem primeiro curso superior do país para formar youtuber
Proposta é capacitar influenciadores digitais que querem trabalhar com a plataforma de vídeos. Aulas abordam também legislação, finanças e linguagem corporal. Campinas (SP) terá a partir deste ano o primeiro curso de graduação para youtuber do Brasil registrado no Ministério da Educação (MEC). De acordo com a coordenadora do curso na Universidade Paulista (Unip), Roberta Matarazzo, a proposta é suprir a demanda crescente de profissionalização nas plataformas de vídeos das redes sociais. A universidade capacitará influenciadores digitais para as técnicas de criação, edição e divulgação de materiais audiovisuais para o Youtube. As aulas começam nesta terça-feira (18) e o curso tem duração de dois anos. "Dá base para que o trabalho de influenciador seja feito com mais consistência. É uma profissão que está crescendo muito graças à tecnologia, que permitiu a abertura para novas áreas. Por isso, estar exposto na mídia também requer embasamentos como a parte de finanças, de imagem, como se portar em vídeo. Os alunos terão à disposição estúdios e laboratórios, com câmeras, iluminação, tudo", explica. Laboratório em Campinas (SP) para técnicas de produção de vídeo para a plataforma do YouTube Karoline Porto/G1 Ainda segundo a coordenadora, o curso contará com disciplinas de empreendedorismo digital, ética, legislação, comunicação, marketing pessoal e profissional, linguagem corporal, além apoiar no desenvolvimento e projeção da capacidade financeira de posts na rede social. "A parte legal é muito importante, porque esses profissionais estão vulneráveis nas redes sociais. Abordamos a monetização dos posts e a apresentação de forma verdadeira e natural. Toda essa estrutura é oferecida para que o estudante tenha base de como se expor melhor na plataforma", explica. As aulas são voltadas para pessoas que pretendem começar a trabalhar com a plataforma de vídeos, como também para profissionais que já atuam na área, mas querem se profissionalizar. A coordenadora explica que as disciplinas práticas abrangem desde o básico de captação de imagens, passando por técnicas de fotografia e iluminação. "Há pessoas que já têm alguns canais, mas que não têm essa base. Elas têm interesse em publicar vídeos, mas não sabem quanto cobrar, quanto vale um post de uma publicidade. Tem muita gente que faz de graça até conseguir a confiança de anunciantes. Para quem já trabalha com isso, daremos a base para alavancar o canal. E quem ainda não tem nenhum canal, vamos orientar como começar", diz. A coordenação informou também que o curso é oferecido em outras unidades da capital e do interior paulista. As aulas dependem de formação de turma. Laboratório da universidade em Campinas (SP) onde alunos em formação para Youtuber poderão desenvolver as técnicas. Karoline Porto/G1 Youtuber diplomado A coordenadora explicou ainda que o curso é no formato tecnólogo e os estudantes que concluírem terão diploma universitário de youtuber. "Será uma formação como todas as outras, onde a pessoa terá o direito depois de fazer uma especialização ou mestrado. A gente vai profissionalizar essas pessoas que estão trabalhando hoje individualmente", afirma Roberta. Foi justamente a qualificação reconhecida em diploma que chamou a atenção de Fernanda Firmino. A jovem é maquiadora, fotógrafa, modelo e também atua como influenciadora digital. Atualmente, Fernanda trabalha com a plataforma do Instagram, mas faz planos de dar um passo adiante na carreira e também produzir materiais audiovisuais. "Tudo o que a gente faz com um diploma dá mais credibilidade no mercado de trabalho. Quando eu vi que estava aberto o curso, achei muito interessante trazer isso de uma forma mais formal, até pelo fato de conseguir ter uma renda e trabalhar com criação de conteúdo dentro da sua própria casa. Imagina você ser uma youtuber graduada. As disciplinas acrescentariam no que eu já faço. Estudar e praticar faz a gente compreender muito mais, porque está na prática", conta. Fernanda Firmino, de Campinas (SP), é maquiadora, fotógrafa e influenciadora digital Ninameoficial/Arquivo Pessoal Veja mais notícias da região no G1 Campinas.
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14/02 - Aprovado em medicina na UFSC, ex-faxineiro uniu plataforma digital, bilhetes e cartas para desenvolver técnica de estudos
Bruno Eulálio Santos, de 20 anos, juntou conteúdos online e criatividade em cards para driblar a falta de tempo. Calouro de medicina da UFSC Arquivo pessoal Em Camboriú, no Litoral Norte de Santa Catarina, o calouro Bruno Eulálio Santos, de 20 anos, conseguiu passar no vestibular para medicina da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Para driblar a rotina entre trabalho e estudos, ele utilizou plataformas digitais e anotava em pequenas cartas um resumo de algumas palavras e perguntas, o que era mais importante em cada lição. Estudante de escola pública, ele terminou o ensino médio em 2016 e foi trabalhar em um lava-jato na favela do Ressaca, em Contagem (MG). Depois, mudou para Santa Catarina com a irmã mais velha, contanto que ele se comprometesse a estudar. Caixa com as cartas e esquema de estudos feitas pelo estudante Arquivo pessoal "No início de 2018, eu estava trabalhando em um hospital particular, em Balneário Camboriú, de faxineiro. Naquela época eu já estudava, mas não queria medicina. Mas, vendo a rotina e convivendo com o pessoal comecei a pensar nessa área. Passou um tempo e o pessoal do hospital me deu a oportunidade de trabalhar de jovem aprendiz na área de gestão de exames do hospital. Tive a oportunidade de trabalhar em uma área menos pesada, que exigia menos tempo. Foi quando vi a oportunidade que eu precisava”, disse. Equipe de trabalho na unidade de saúde em Balneário Camboriú Arquivo pessoal Ele lembra que, para começar, recebeu a indicação da namorada para utilizar uma plataforma por assinatura com um modelo online de estudos, por meio das operações desenvolvidas pela startup EdTech Descomplica. "Não sabia muito bem como estudar, depois que ela me indicou foi tipo um norte para eu estudar para uma prova tão concorrida como a do Enem. Daí comecei a estudar online e recebi o suporte. Eu não tinha tempo para pagar o cursinho e muito menos tempo para fazer o cursinho, porque demanda muito tempo de deslocamento, e eu não tinha como largar o emprego", afirmou. Tecnologia aliada a métodos criativos desenvolvida pelo estudante Arquivo pessoal Durante esse período, ele tentava adaptar o conteúdo para conseguir estudar. Entre os métodos, ele montou um mural com mais de 300 bilhetes colados em um painel no quarto. "Em casa eu estudava todos os dias quando eu chegava do trabalho". Ele também aproveitava o tempo de deslocamento até o local onde trabalhava. "Eu comecei a usar a criatividade para inventar algum método para estudar enquanto estava no ônibus, por exemplo, quando eu saía de casa para fazer algo também dava para estudar". Entre os processos desenvolvidos, Bruno fez mais de 1300 cartas com perguntas direcionadas para lembrar do conteúdo, as chamadas "flash cards", baseadas nas semanas de estudo a partir do conteúdo que estava na plataforma online. Cada bloco de cartas, no formato adaptado para carregar dentro do bolso da calças, tinha recomendações práticas para o momento da prova e frases de incentivo. Bloco para uma semana de estudo Arquivo pessoal Bruno explica que quando terminou o contrato com o hospital, em março do ano passado, ele se dedicou aos estudos com a ajuda da irmã para manter a casa. "Resolvi focar nos estudos e tive mais tempo para trabalhar a mente. Eu não recomendo para ninguém essa jornada de estudante e de trabalho. Eu acho que tudo depende de uma necessidade, eu não posso falar que foi fácil e que 'nossa, foi flores fazer isso concomitantemente'. Mas, se é uma necessidade da pessoa, igual foi uma necessidade minha, a pessoa pode ter recursos e tem como fazer. Agora se ela pode escolher em ficar em casa e estudar para prestar um curso concorrido, eu não posso falar para ela ir trabalhar porque será a mesma coisa, porque não vai". Rotina de estudos para o Enem 2019 Arquivo pessoal Com dois anos de estudo, Bruno conseguiu passar no vestibular no processo seletivo pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu) 2020. As lições que aprendeu durante os estudos para o vestibular, ele também passou a divulgar nas redes sociais, com dicas e orientações. Até o início do curso, ele explica que irá precisar voltar ao mercado de trabalho. "Preciso arrumar algo que bate até com o horário da faculdade como dar aulas particulares", disse. Na UFSC, em Florianópolis, o curso começa em agosto para o segundo período. "Estou esperando abrir os editais de bolsa permanência do segundo semestre para poder ficar na moradia estudantil", planeja. Veja mais notícias do estado no G1 SC Calouro de medicina da UFSC Arquivo pessoal
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14/02 - Fies 2020 encerra nesta sexta inscrições para a seleção do 1º semestre
Após prorrogação, inscrições terminam às 23h59. Programa oferece 70 mil contratos de financiamento para estudante pagar mensalidade em cursos de graduação em universidades privadas. As inscrições para o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) e para o Programa de Financiamento Estudantil (P-Fies) do primeiro semestre de 2020 se encerram nesta sexta-feira (14). Os interessados poderão se candidatar até as 23h59. A data foi prorrogada pelo Ministério da Educação (MEC) na quarta-feira (12). MEC prevê reduzir número de vagas do Fies a partir de 2021 MEC anuncia prorrogação do Fies e P-Fies até esta sexta-feira No primeiro semestre, são ofertados 70 mil contratos a juro zero. Já no segundo semestre de 2020, serão oferecidos 30 mil novos contratos. Estudantes que fizeram o Enem a partir de 2010 podem se candidatar ao financiamento. Fies teve inscrições prorrogadas até a sexta-feira(14) Reprodução site Fies Diferença entre Fies e P-fies Na modalidade Fies, são oferecidas vagas com juro zero para os estudantes com uma renda per capita mensal familiar de até três salários mínimos (R$ 3.135 – pelo salário mínimo nacional). Já a modalidade P-Fies se destina a estudantes com renda per capita mensal familiar de até cinco salários mínimos (R$ 5.225 – pelo salário mínimo nacional). Eles podem receber um empréstimo a juros relativamente baixos, variando de acordo com o banco que atua como agente financeiro. Vale lembrar que, em dezembro de 2019, o governo anunciou mudanças nos dois programas, mas elas só serão válidas no segundo semestre deste ano para o P-Fies e a partir de 2021 para o Fies. Como se inscrever no Fies As inscrições são feitas pela internet no endereço: http://fies.mec.gov.br/ Basta inserir CPF, data de nascimento e o código de verificação que aparece na tela O candidato não pode ter zerado a redação e tem que ter tirado mais que 450 nas provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) De acordo com o Ministério da Educação (MEC), serão oferecidos 70 mil contratos para o Fies, enquanto para o P-Fies não há limite pré-estabelecido de vagas. Cronograma do primeiro semestre do Fies 2020: Pré-seleção: 26 de fevereiro Complementação da inscrição na modalidade Fies: 27 de fevereiro a 2 de março de 2020 Chamada da lista de espera: 26 de fevereiro a 31 de março Vídeos sobre Fies Estudantes têm dificuldades para pagar o Fies Antes do Fies, o aluno deve planejar as finanças pessoais MEC publica resolução que altera regras do Fies
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13/02 - Por causa das chuvas, IF Sudeste MG suspende matrículas do Sisu em São João del Rei
Demais atividades acadêmicas também foram suspensas nesta quinta (13). Novo calendário será publicado. IF Sudeste MG em São João del Rei Ass. de Comunicação IF Sudeste MG/Divulgação O IF Sudeste MG suspendeu todas as atividades no campus de São João del Rei nesta quinta-feira (13), entre elas as matrículas do Sistema de Seleção Unificada (Sisu). A medida foi tomada devido às chuvas que atingiram a cidade e a previsão de novas precipitações. De acordo com a direção da instituição, a suspensão das atividades acadêmicas devido ao risco de interdição de vias por conta de consequências das chuvas. A Coordenação Geral de Registros Acadêmicos informou que um novo calendário para a convocação para a lista de espera do Sisu para o preenchimento das vagas dos cursos de graduação será publicado em breve pelo IF Sudeste MG. Nesta quinta-feira estavam previstas as matrículas para os cursos de Gestão em Recursos Humanos, Gestão Ambiental, Gestão em Tecnologia da Informação, Logística e Letras.
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