22/01 -
Salário dos professores será de R$ 5.130,63 em 2026; entenda o reajuste do piso e o que dizem prefeituras
Professores da educação infantil são incluídos ao magistério; entenda
O piso salarial dos professores será de R$ 5.130,63 em 2026. O valor foi oficializado em uma Medida Provisória assinada pelo presidente Lula na quarta-feira (21).
O valor foi definido por MP após as regras em vigor indicarem que o reajuste para este ano seria de apenas 0,37%, o que representaria um aumento simbólico de cerca de R$ 18 — que seria um dos menores aumentos já registrados, além de ficar muito abaixo da inflação do ano passado, que fechou em 3,9%.
Para evitar este cenário, o ministro Camilo Santana havia adiantado nas redes sociais que o governo federal preparava uma MP para alterar as regras de reajuste do piso do magistério.
Com base nas novas regras (entenda mais abaixo), o valor aumentará em R$ 262,86, passando de R$ 4.867,77 para R$ 5.130,63 em 2026. O aumento será de 5,4% em comparação com 2025 — 1,5 ponto percentual acima da inflação acumulada no ano passado.
O piso anunciado é aplicado para os docentes de educação básica da rede pública que trabalham 40 horas semanais. O valor pode variar caso o profissional trabalhe menos ou mais horas. O salário também pode ser maior caso a rede responsável pelo pagamento assim estabeleça, já que o valor anunciado pelo governo é o mínimo.
Professor em sala de aula
Pexels/Imagem ilustrativa
Mudança nos critérios de definição do piso
A medida provisória prevê novos critérios para cálculo do piso salarial da categoria. O texto define que o piso será atualizado a partir da soma do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) do ano anterior e de 50% da média da variação percentual da receita real, com base no INPC, relativa à contribuição de estados, Distrito Federal e municípios ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), realizada nos cinco anos anteriores ao ano da atualização.
Também é previsto que o percentual estabelecido nunca poderá ser inferior à inflação do ano anterior, apurada pelo INPC.
Segundo o Ministério da Educação, a medida pretende adequar a Lei do Piso às mudanças introduzidas pela emenda constitucional que instituiu o novo Fundeb.
A MP tem efeito imediato e o reajuste já entra em vigor no próximo pagamento dos professores. Agora, o texto segue para o Congresso Nacional, que tem 120 dias para aprová-lo para que continue valendo.
Como era o critério anterior
O critério que definia o aumento do piso dos professores está descrito na Lei do Piso do Magistério, de 2008, e está atrelado à antiga Lei do Fundeb, de 2007. E funciona assim:
O Fundeb é o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação. Ele é composto por parte dos impostos arrecadados pelos estados e pelo Distrito Federal ao longo do ano, além de uma parte complementada pela União.
O valor reunido é, posteriormente, redistribuído para os estados, Distrito Federal e municípios, e só pode ser utilizado “na manutenção e no desenvolvimento da educação básica pública, bem como na valorização dos profissionais da educação”, como no salário dos professores da rede pública.
Esse repasse considera também um valor mínimo de investimento em cada aluno matriculado nos anos iniciais do ensino fundamental da respectiva rede. É o Valor Anual por Aluno (VAAF).
A Lei do Piso de 2008 diz que a atualização do salário mínimo dos professores deveria ser calculada considerando “o mesmo percentual de crescimento do valor anual mínimo por aluno” definido pelo Fundeb.
Com isso, supondo que de 2025 para 2026 o gasto mínimo com um aluno do início do ensino fundamental tenha crescido 10%, estes mesmos 10% seriam aplicados para reajustar o piso do magistério.
Para o exercício de 2026, o VAAF terá um acréscimo de 0,37% com relação ao ano passado. Ou seja, seguindo este mesmo percentual, o reajuste no piso dos professores seria de apenas R$ 18,10.
Trabalhadores em educação comemoram reajuste
A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) disse que o reajuste de 5,4% é uma "vitória da categoria" e representa um "avanço concreto na política de valorização dos profissionais da educação pública."
Fátima Silva, que preside a entidade, declarou que a conquista precisa ser celebrada, mas que não se pode perder de vista os desafios estruturais da carreira docente no país.
Segundo dados da OCDE, o Brasil ainda está entre os países que pior remuneram seus professores. Mesmo assim, a conquista de um piso com ganho real representa um avanço importante, fruto da mobilização da categoria e da luta permanente pela valorização da educação pública.
Em nota, a entidade afirmou que o critério de reajuste foi amplamente debatido com base nos princípios da previsibilidade e da sustentabilidade orçamentária.
A CNTE disse ainda que as entidades representativas dos secretários estaduais e municipais de educação concordaram com a proposta, "reforçando o caráter pactuado, responsável e federativo da decisão."
Prefeituras temem possíveis impactos financeiros
Já a Frente Nacional de Prefeitas e Prefeitos (FNP) disse reafirmar seu compromisso com a valorização dos profissionais do magistério, mas ressaltou que que "é preciso olhar para a realidade financeira e as limitações de cada município."
De acordo com a entidade, a extensão territorial do país evidencia as diferenças e demanda cuidado na escuta dos gestores municipais no que diz respeito a decisões que afetam o orçamento dos municípios.
"Os impactos financeiros decorrentes da nova regra do piso do magistério não se distribuem de forma homogênea entre os entes federativos, recaindo de maneira mais intensa sobre municípios estruturalmente subfinanciados, com menor receita corrente por habitante e reduzida capacidade de absorção de aumentos abruptos em despesas obrigatórias continuadas", diz em nota.
Antes da definição do piso, A FNP havia um ofício ao presidente Lula com uma proposta para que a União forneça complementação de recursos aos municípios com menores receitas por habitante para que o piso seja cumprido. A entidade reforçou o pedido.
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22/01 -
Enamed vira disputa judicial: 10 respostas para a crise das notas baixas dos alunos de Medicina
Enamed: Inep reconhece 'inconsistência' em dados, mas mantém resultado
A divulgação dos resultados da primeira edição do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) na segunda-feira (19) acarretou uma série de alegações e divergências que questionam a validade e o impacto do exame.
Instituições de ensino superior, entidades e até o Conselho Federal de Medicina (CFM) debatem sobre as consequências dos resultados do Enamed. O tema chegou a ser judicializado em uma ação da Associação Nacional das Universidades Particulares (Anup), que pede que os cursos com desempenho "insatisfatório" não sejam penalizados.
Há ainda uma discussão sobre se os 13 mil alunos com baixo desempenho no exame deveriam ter permissão para atuar como médicos após a graduação.
Abaixo, entenda o que está em jogo nessa discussão:
1. O que é o Enamed e por que ele se tornou o centro de uma crise jurídica?
O Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) foi instituído em abril de 2025 como uma nova modalidade do Enade específica para Medicina, com o objetivo de aferir competências dos estudantes, avaliar a qualidade da formação médica no país e subsidiar políticas públicas.
A crise estourou quando o MEC divulgou os resultados desta primeira edição e anunciou que aplicaria sanções — como a proibição de abertura de novas classes e redução do número de vagas — aos cursos com avaliações consideradas insatisfatórias.
A Associação Nacional das Universidades Particulares (Anup) tenta contestar na Justiça a decisão do MEC de aplicar sanções com base no resultado por considerar o exame ainda experimental, marcado por erros técnicos e inconsistências.
2. Quais foram os resultados divulgados e qual o impacto para as faculdades?
Os resultados publicados em 19 de janeiro de 2026 indicaram que cerca de 30% dos 351 cursos avaliados tiveram desempenho insatisfatório (Conceitos 1 e 2). Como consequência, essas instituições estariam sujeitas a punições que incluem a suspensão de ingresso de novos alunos, redução de até 50% das vagas e a exclusão de programas como Fies e Prouni.
3. Por que a Anup questiona a metodologia do exame?
A associação argumenta que o Enamed viola a Lei do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (SINAES), que criou o Enade, exame responsável por avaliar os cursos do ensino superior. O Enamed é, atualmente, a versão do Enade que avalia os cursos de Medicina.
A Anup argumenta, de acordo com o SINAES, os cursos devem ser avaliados não só com base no desempenho dos alunos em exames avaliativos, mas também leve em conta o corpo docente e infraestrutura oferecida no curso.
Segundo a entidade, o MEC converteu a avaliação em um indicador unidimensional, focado exclusivamente na nota dos alunos (que equivale a 20% da nota de acordo com a lei da SINAES), ignorando os outros 80% dos componentes que historicamente formavam o conceito de qualidade das instituições.
4. Por que a inclusão de alunos do 11º período no cálculo é contestada?
A Anup ainda questiona o fato de o exame ter convocado alunos que ainda não concluíram o ciclo formativo e o internato médico. A entidade sustenta que é tecnicamente inadequado exigir "proficiência profissional" de quem não cursou toda a grade curricular, e que as notas baixas desses estudantes puxaram para baixo o conceito geral das faculdades.
Além disso, a associação alega que muitos alunos que participaram da prova consideraram que irão refazer o exame no 12º semestre do curso e, portanto, não demonstraram engajamento real com o exame, o que comprometeu as notas finais.
5. Qual foi a polêmica sobre a "mudança das regras" após a prova?
Um dos pontos centrais da alegação da Anup é que os parâmetros de proficiência e a metodologia de cálculo só foram divulgados em dezembro de 2025, dois meses após a realização da prova.
Segundo a entidade, isso fere a segurança jurídica e a previsibilidade, pois estudantes e faculdades foram avaliados por critérios que desconheciam no momento do exame.
Enamed: 10 perguntas e respostas que alunos de medicina precisam saber sobre o Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica
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6. O que foi a "inconsistência de dados" admitida pelo Inep?
Após a divulgação dos resultados, faculdades denunciaram que as notas publicadas eram menores do que os dados que o próprio MEC havia enviado previamente via sistema e-MEC. O Inep admitiu oficialmente que houve uma inconsistência, alegando que os dados preliminares usaram uma nota de corte de 58 pontos (método Angoff), enquanto o resultado final adotou 60 pontos (metodologia TRI), o que rebaixou o conceito de diversas instituições de forma inesperada.
Apesar de ter confirmado a “inconsistência”, a autarquia não indicou que vai reavaliar o resultado divulgado, que deve continuar tendo validade para os fins necessários.
7. O que o CFM pretende fazer com os alunos "reprovados"?
O CFM estuda publicar uma resolução para impedir que os cerca de 13 mil alunos que não atingiram a nota mínima obtenham o registro profissional (CRM). O conselho alega que permitir a atuação desses profissionais coloca em risco a saúde pública.
Advogados alertam que a medida é ilegal, pois o registro é um direito automático de quem possui diploma de curso reconhecido. A legislação em vigor garante o direito de receber o registro profissional a que todo estudante que conclui o curso em Medicina, o que é feito automaticamente sem qualquer avaliação prévia.
A advogada especialista em direito médico, Samantha Takahashi, explica que:
a regulamentação exige o diploma de conclusão de curso de Medicina expedido por Instituição de Ensino Superior, registrada no Ministério da Educação;
que não há brecha que permita que o Conselho inclua novas condições;
e, portanto, o CFM não poderia criar uma resolução com regra própria que se sobreponha à lei.
8. O que a Anup pede na Justiça e qual a situação atual do processo?
A Anup quer:
a suspensão imediata de qualquer sanção às instituições de ensino superior com desempenho considerado “insatisfatório” pelo MEC;
o recálculo dos conceitos, defendendo a substituição de métodos complexos (como a TRI) pelo acerto simples de questões;
a exclusão dos alunos do 11º período da base de cálculo.
Inicialmente, o pedido de suspensão foi negado pela Justiça Federal, que não viu "perigo de dano imediato", mas o processo continua com a apresentação de novos fatos sobre as inconsistências de dados.
9. Quais são os riscos reais para o sistema de saúde e ensino se o imbróglio persistir?
O cenário é de alta insegurança: as instituições alegam dano reputacional irreparável e risco de inviabilidade financeira.
Para a sociedade, o risco é duplo:
por um lado, o CFM alerta para a entrada de médicos supostamente não qualificados no mercado;
por outro, a ANUP e juristas alertam para o risco de hiperjudicialização, com milhares de alunos buscando liminares para garantir o direito de trabalhar após anos de investimento em sua formação.
10. Quais outras possibilidades podem mudar o cenário?
A Câmara e o Senado discutem criar um "Exame de Ordem" para a Medicina, similar ao da OAB. Propostas querem instituir o Exame Nacional de Proficiência em Medicina (Profimed) como requisito obrigatório para que novos médicos obtenham registro profissional nos conselhos regionais de Medicina.
Caso os projetos avancem e a prova seja definida como pré-requisito obrigatório para o exercício da profissão, o CFM teria base legal para barrar registros profissionais dos candidatos mal avaliados.
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21/01 -
Lula assina MP que prevê reajuste de 5,4% no piso dos professores
Mais da metade dos professores terá isenção do IR
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou uma medida provisória nesta quarta-feira (21) que prevê um reajuste de 5,4% no piso dos professores. O valor passará de R$ 4.867,77 para R$ 5.130,63 em 2026.
O percentual representa um ganho real de 1,5 ponto percentual acima da inflação medida pelo INPC de 2025, que foi de 3,9%.
Assim, o reajuste do piso salarial dos professores em 2026 será maior do que o previsto pela regra atual, que indicava um aumento simbólico de cerca de R$ 18.
A medida provisória prevê novos critérios para cálculo do piso salarial da categoria. O piso salarial é o valor mínimo que professores devem ganhar em todo o país. A atualização do piso será publicada em portaria assinada pelo ministro da Educação, Camilo Santana, e foi calculada com base nas mudanças previstas na medida provisória.
O texto define que o piso será atualizado a partir da soma do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) do ano anterior e de 50% da média da variação percentual da receita real, com base no INPC, relativa à contribuição de estados, Distrito Federal e municípios ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), realizada nos cinco anos anteriores ao ano da atualização.
Também é previsto que o percentual estabelecido nunca poderá ser inferior à inflação do ano anterior, apurada pelo INPC.
Segundo o Ministério da Educação, a medida pretende adequar a Lei do Piso às mudanças introduzidas pela emenda constitucional que instituiu o novo Fundeb.
A nova fórmula prevê que o piso salarial nacional mantenha, no mínimo, o poder de compra e busque o ganho salarial real, em consonância com a meta 17 do Plano Nacional de Educação (PNE), que estabelece a valorização dos profissionais do magistério das redes públicas de educação básica.
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21/01 -
CFM quer impedir que 13 mil alunos de Medicina mal avaliados em exame nacional possam atender
Cerca de 30% dos cursos de Medicina vão ser punidos após avaliação ruim no Enamed
O Conselho Federal de Medicina (CFM) estuda impedir que 13 mil estudantes de Medicina do último semestre que não atingirem a nota mínima no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) consigam o registro profissional.
➡️ O Enamed (Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica) é uma prova anual para medir o desempenho dos estudantes e a qualidade do ensino. Ao todo, 351 cursos foram avaliados e 30% estão na faixa considerada insatisfatória.
Veja AQUI lista das universidades com notas insatisfatórias no Enamed
Além dos cursos, também foram avaliados os alunos do último semestre, prestes a concluírem a faculdade. Segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pela aplicação do Enamed, três em cada dez alunos prestes a se formarem não tiveram a nota mínima no exame.
Segundo o Conselho, isso acende um alerta sobre a qualidade da formação e o risco à população. O CFM vem articulando com o legislativo a criação de um exame próprio, que precisa ser liberado por lei, mas os projetos seguem travados.
Com a resposta do Enamed, querem publicar uma resolução exigindo que aqueles que não atingiram a nota mínima não possam ter o registro. Na prática, a medida impediria que esses profissionais atendam pacientes.
Já encaminhamos para o jurídico uma proposta de resolução para que esses alunos prestes a se formarem e que tiveram o desempenho 1 e 2 não consigam o registro. Eu acho que é muito tenebroso colocar pessoas que não têm qualificação para atender.
O Conselho informou também pediu que o Ministério da Educação forneça os dados detalhados dos alunos para que possam ter acesso à lista de nomes e desempenho.
O CFM pode impedir o médico de ter o registro?
➡️ Hoje, todo estudante de medicina ao concluir o curso tem o direito de receber o registro profissional automaticamente sem qualquer avaliação prévia. Isso é feito assim pela determinação de uma lei.
Segundo a advogada especialista em direito médico, Samantha Takahashi, o CFM não poderia criar uma resolução com regra própria que se sobreponha a lei.
Ela explica que a regulamentação exige o diploma de conclusão de curso de Medicina expedido por Instituição de Ensino Superior, registrada no Ministério da Educação, e que não há brecha que permita que o Conselho inclua novas condições.
No sistema que temos hoje, não existe uma brecha para que o conselho impeça que esses 13 mil médicos com diploma tenham o registro.
O advogado especialista em Saúde, Henderson Furst, concorda que não há base legal para que o conselho mude a regra. Mas explica que a resposta pode não ser tão simples e ficar nas mãos do judiciário.
Henderson explica que, caso o CFM insista na resolução, os alunos podem acionar a Justiça e que, na avaliação dele, é possível uma leitura favorável ao conselho porque a resolução protegeria a saúde pública.
Há uma lacuna legal. Sem uma lei que permita a prova e sabendo o judiciário que 13 mil alunos não tiveram nota mínima, isso coloca em risco a saúde da população. Isso poderia fazer com que a Justiça desse ao CFM decisão favorável em manter a resolução até que haja uma lei que permita uma avaliação.
'OAB da Medicina' no Congresso
Atualmente, dois projetos sobre o tema estão mais avançados no Congresso, um na Câmara dos Deputados e outro no Senado Federal.
A ideia segue o modelo de exames de ordem já aplicados em outras áreas, como o da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), exigido de bacharéis em Direito.
➡️ O projeto que tramita no Senado Federal prevê que o exame de proficiência será realizado a todos os egressos do curso de medicina, como pré-requisito para o exercício da profissão no país.
O texto também cria instrumentos para acompanhar a formação médica:
estudantes do 4º ano do curso deverão fazer o Enamed, para medir a qualidade dos cursos;
plano de expansão da residência, com meta de alcançar, até 2035, ao menos 0,75 vaga de residência por médico formado;
competência exclusiva da União para autorizar e supervisionar cursos de medicina.
A proposta foi aprovada na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) em dezembro do ano passado, mas ainda precisa passar por mais um turno de votação no colegiado para a aprovação definitiva. Caso seja aprovado, o projeto seguirá para a análise dos deputados.
➡️ O projeto que tramita na Câmara dos Deputados institui o exame como requisito para o registro de médicos nos Conselhos Regionais de Medicina e para o exercício da profissão médica.
A proposta teve urgência aprovada em julho de 2025 e com isso, vai ser analisado diretamente pelo plenário da Câmara dos Deputados, sem precisar passar pelas comissões temáticas. Para entrar em vigor, o projeto ainda precisa ser aprovado em plenário, depois passar pelo Senado e ser sancionado pelo presidente Lula.
A proposta prevê que o exame seja aplicado de forma seriada aos estudantes de medicina. Os alunos dos 3°, 4°, 5° e 6° anos dos cursos de graduação deverão atingir a nota mínima de 60% da pontuação possível, em cada uma das provas, para aprovação.
O projeto prevê ainda a realização de provas de repescagem para aqueles que não atingirem a nota mínima.
30% dos cursos de Medicina foram mal avaliados
Mais de 100 cursos de Medicina do país foram mal avaliados no Enamed. Os cursos tiveram notas 1 e 2, consideradas insatisfatórias pelo INEP, e vão ser punidos com restrição no Fies e suspensão da abertura de novas vagas. O número foi divulgado no balanço de resultados do exame, em Brasília, nesta segunda-feira (19).
De acordo com a avaliação:
🔴 24 cursos tiveram como resultado o conceito Enade 1, o menor índice;
🔴 83 cursos tiveram como resultado o conceito Enade 2.
De acordo com o Inep, participaram da avaliação cerca de 89 mil alunos entre aqueles que estão concluindo a faculdade e em outros semestres.
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20/01 -
Notas de medicina: Inep reconhece 'inconsistência' em dados enviados às universidades, mas mantém resultado do Enamed
Diretor Executivo do Semesp critica 'divergência' do Enamed
O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) reconheceu, em um ofício enviado para as instituições que participaram do Enamed 2025, que houve inconsistência nos dados enviados às universidades antes da divulgação do resultado do exame.
Segundo o Inep, a falha ocorreu apenas na base liberada para manifestação das instituições e não afetou o resultado publicado em 19 de janeiro, quando o MEC anunciou que cerca de 30% dos cursos de Medicina tiveram desempenho insatisfatório e que 99 deles sofrerão punições, como suspensão ou redução de vagas.
O comunicado foi enviado após instituições de ensino e entidades apontarem divergência entre dados disponibilizados no sistema digital da pasta e o resultado do exame.
O que o Inep admite
No documento, a Diretoria de Avaliação da Educação Superior informa que:
foi identificada “inconsistência na base dos insumos disponíveis no Sistema e-MEC”;
o problema decorreu da utilização de nota de corte diferente da estabelecida na Nota Técnica nº 19/2025;
a informação incorreta será excluída do sistema, mantendo-se válidos os dados sobre número de inscritos e participantes.
O órgão sustenta, porém, que o Conceito Enade divulgado considerou corretamente o número de concluintes proficientes com base na nota de corte oficial e que as instituições podem conferir os dados pelos microdados públicos do exame.
Curso de Medicina
Marcelo Camargo/Agência Brasil
Divergência confirmada
A manifestação do Inep confirma o problema apontado pelo Semesp, entidade que representa mantenedoras privadas. Na segunda-feira (20), a associação havia informado que os dados enviados em dezembro consideravam corte de 58 pontos pelo método Angoff, enquanto o resultado final usou 60 pontos com aplicação da Teoria de Resposta ao Item (TRI)
Entidade vai recorrer à Justiça
Em nota, a Associação Nacional das Universidades Particulares (ANUP) afirmou que voltou a recorrer à Justiça para retardar os "efeitos regulatórios e sancionatórios" do exame. Segundo a entidade, essa inconsistência demonstrou que o exame "necessita de mais tempo para consolidação técnica e institucional".
Íntegra da nota da Anup
A Associação Nacional das Universidades Particulares (ANUP) informa que voltou a acionar a Justiça após a confirmação de divergências entre os dados de insumo disponibilizados pelo Ministério da Educação (MEC) às Instituições de Ensino Superior, em dezembro, e aqueles posteriormente utilizados pelo INEP na divulgação dos resultados e encaminhados à imprensa. A existência de bases de dados divergentes reforça o entendimento da ANUP de que o ENAMED, em sua edição inaugural, necessita de mais tempo para consolidação técnica e institucional antes de produzir efeitos regulatórios e sancionatórios. Diante desse cenário, a Associação solicitou ao Judiciário que sejam considerados exclusivamente os dados oficiais disponibilizados às instituições por meio do sistema e-MEC, bem como a revisão de critérios que impactam diretamente a avaliação, como a inclusão de estudantes do 11º período e a incoerência entre os conceitos do ENAMED e do ENARE.
A ANUP reitera que não é contrária ao ENAMED nem a mecanismos rigorosos de regulação voltados à qualidade da formação médica: pelo contrário, a Associação defende avaliações sólidas, técnicas e transparentes. A entidade compreende que a condução da edição de 2025 está marcada por inconsistências relevantes que precisam ser sanadas para garantir segurança jurídica, isonomia e aderência dos resultados à realidade dos cursos. Por esse motivo, a ANUP seguirá adotando as medidas administrativas e judiciais cabíveis, sempre de forma responsável e institucional.
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20/01 -
Notas de medicina: entidade que representa universidades critica 'divergência', mas diz que Enamed está tecnicamente correto
Diretor Executivo do Semesp critica 'divergência' do Enamed
Uma das entidades que representa mantenedoras de ensino superior no país afirmou que houve “divergência” entre os dados enviados pelo Inep às universidades e o resultado final do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed), mas reconheceu que a metodologia usada pelo governo está tecnicamente correta.
O posicionamento do Semesp é uma reação ao balanço do exame, que apontou desempenho insatisfatório em cerca de 30% dos cursos de Medicina e levou o MEC a anunciar punições como suspensão de vagas e restrições ao Fies.
Veja AQUI lista das universidades com notas insatisfatórias no Enamed
Segundo o Semesp, o problema não está no critério final, mas no fato de que os “insumos” enviados em dezembro consideravam uma nota mínima diferente da usada no resultado publicado. Para a entidade, a mudança na nota de corte surpreendeu instituições que estavam próximas dos limites entre os conceitos e gerou insegurança jurídica, embora a regra adotada na divulgação oficial seja adequada do ponto de vista técnico.
Na segunda-feira (19), outra entidade, a A Associação Nacional das Universidades Particulares (ANUP) disse que análises preliminares realizadas por instituições de todo o país indicam divergências entre os dados reportados como insumos em dezembro passado e os resultados divulgados nesta data. Por isso, a Anup disse que aguardaria esclarecimentos "antes de se manifestar de forma conclusiva sobre os números apresentados".
Enamed: 10 perguntas e respostas que alunos de medicina precisam saber sobre o Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica
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O que diz o Semesp
Segundo o economista Rodrigo Capelato, diretor executivo do Semesp, o problema ocorreu porque o Inep teria usado duas notas de corte diferentes para definir quem era considerado aluno proficiente.
Em um primeiro momento, pelo método Angoff, a nota mínima foi fixada em 58 pontos.
Depois, com a aplicação da Teoria de Resposta ao Item (TRI), o corte subiu para 60 pontos.
De acordo com a entidade, os “insumos” enviados às instituições em dezembro consideravam apenas o limite de 58 pontos. Já o resultado final publicado adotou o critério de 60 pontos, reduzindo o número de estudantes classificados como proficientes e, consequentemente, o conceito de diversos cursos.
Capelato afirma que, do ponto de vista técnico, a metodologia final está correta, mas critica a forma como a mudança foi conduzida:
“A divergência entre os dados previamente enviados e os resultados oficialmente divulgados gerou significativa insegurança para as instituições, inclusive sob o aspecto jurídico”, diz o comunicado.
O departamento jurídico do Semesp avalia medidas que poderão ser adotadas pelas universidades.
Enamed: o que vai acontecer com os 107 cursos que tiveram avaliação ruim no exame
Crítica à escala de conceitos
Outro ponto questionado pelo Semesp é a escala usada para distribuir os conceitos de 1 a 5. Em vez de dividir os cursos por quintis, o MEC adotou faixas desiguais:
Conceito 1: 0% a 40% de alunos proficientes
Conceito 2: 40% a 60%
Conceito 3: 60% a 75%
Conceito 4: 75% a 90%
Conceito 5: 90% a 100%
Para o Semesp, essa distribuição provoca distorções, porque instituições com apenas 5% de proficiência recebem o mesmo conceito que outras com até 39%.
Punições já anunciadas
O MEC havia informado que os cursos com conceito 1 terão suspensão total de novos ingressos, e os com conceito 2 sofrerão redução de vagas, além de restrições em programas federais . O ministro Camilo Santana disse que as instituições terão prazo para defesa e que o objetivo é “garantir a qualidade do ensino”.
O exame avaliou 351 cursos e cerca de 89 mil estudantes. Entre os concluintes, apenas 67% atingiram nível considerado proficiente.
Mais de 30% dos cursos de medicina do Brasil foram reprovados no Enamed
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20/01 -
Medicina tem 7 das 10 maiores notas de corte parciais no primeiro dia de Sisu 2026; confira a lista
g1 em 1 Minuto: Como utilizar a nota do Enem para estudar no Brasil ou no exterior
Das 10 maiores notas de corte parciais do primeiro dia de inscrições do Sisu 2026, 7 são de cursos de Medicina. A informação foi levantada pelo g1 nesta terça-feira (20) após a primeira atualização das notas de cortes do programa.
🎓 Sisu significa Sistema de Seleção Unificada, e é o programa do governo federal que seleciona alunos para universidades públicas por meio de notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). As inscrições para a edição de 2026 começaram na segunda-feira (19) e vão até 23 de janeiro.
🌡️ A nota de corte é a menor pontuação necessária para que o candidato fique na concorrência por uma das vagas disponíveis naquele determinado curso. Ela é atualizada diariamente durante o período de inscrição, podendo aumentar ou diminuir ao longo dos dias (entenda mais abaixo.) A primeira atualização foi disponibilizada às 6h desta terça.
Inscrições do Sisu começam nesta segunda-feira (19)
Reprodução/Sisu
Além de cursos de Medicina, estão entre as maiores notas dois cursos de Inteligência Artificial e um curso de Engenharia Aeronáutica. Confira o top 10 abaixo:
Vale lembrar que os cursos podem ter tipos de vagas diversos com notas de corte diferentes entre si. Vagas reservadas para pretos, pardos e indígenas (PPI) podem ter uma nota de corte diferente das vagas para pessoa com deficiência (PcD) ou ampla concorrência.
No caso de Medicina na Unilab, que está com a maior nota de corte nesta terça na ampla concorrência, há uma vaga reservada para quilombola cuja nota de corte é 683,94 também nesta terça — uma diferença de quase 200 pontos.
No entanto, as notas podem mudar em qualquer categoria, a depender da movimentação dos candidatos ao longo do dia, o que pode fazer a nota de corte aumentar ou diminuir. Isso acontece porque as notas são definidas a partir dos candidatos que se inscreveram naquele determinado curso e categoria de vaga.
Cursos de Medicina no Sisu 2026.
Reprodução
Como as notas de corte parciais são calculadas
A cada dia do período de inscrições, o sistema calcula uma nota de corte parcial para cada curso, com base no número de vagas e no desempenho de quem já se inscreveu até aquele momento.
Por exemplo:
Suponha que Universidade Federal de Pelotas (UFPel) tem 5 vagas para o curso de Odontologia, e, no primeiro dia, 6 candidatos com as seguintes médias se inscreveram para elas:
Candidato 1: 892,13
Candidato 2: 870,79
Candidato 3: 846,45
Candidato 4: 838,62
Candidato 5: 825,09
Candidato 6: 815,80
Quando o sistema atualizou no segundo dia, a nota de corte parcial para as cinco vagas era 825,09, igual a média do quinto candidato, que estava, naquele momento, ocupando a última vaga disponível. Com isso, o sexto candidato estava abaixo da nota de corte parcial.
Ainda no segundo dia, um novo candidato se inscreveu para uma daquelas vagas:
Candidato 1: 892,13
Candidato 2: 870,79
Novo candidato: 865,40
Candidato 3: 846,45
Candidato 4: 838,62
Candidato 5: 825,09
Candidato 6: 815,80
Quando a nota de corte atualizou no terceiro dia, havia aumentou para 838,62, igual a nota do Candidato 4, que estava, então, ocupando a quinta colocação na disputa pelas vagas.
Assim, a nota de corte sempre dependerá da nota do candidato que ocupa a última posição dentro do número de vagas disponíveis.
🚨 Fique atento! Da mesma maneira que a nota de corte parcial pode aumentar ao longo dos dias, também pode diminuir caso um candidato bem colocado mude a opção de curso, por exemplo. Por isso, a dica é conferir diariamente a nota de corte dos cursos escolhidos.
Notas de corte podem ser maiores no Sisu 2026
Neste ano, pela primeira vez, o Sisu permitirá que os candidatos usem notas das três edições mais recentes do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) — 2023, 2024 e 2025 — para buscarem uma vaga em universidades públicas.
De acordo com sete professores e coordenadores de colégios e cursinhos pré-vestibular ouvidos pelo g1, a mudança pode trazer impactos, como:
Notas de corte devem subir nos cursos mais concorridos.
Candidatos veteranos terão vantagem sobre os novatos.
Por um lado, regra pode favorecer quem tem possibilidade de fazer cursinho por anos; por outro, alunos de baixa renda ganham segunda chance de ingresso após terem desistido de fazer o Enem.
Ociosidade pode cair com número maior de candidatos. Ao mesmo tempo, haverá provavelmente mudanças de curso entre quem já estava matriculado — causando o abandono das vagas "originais".
“Colecionadores de aprovação” influenciarão ainda mais as notas parciais.
Acesse a reportagem completa e veja em detalhes os possíveis impactos dessa mudança.
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20/01 -
Estudante da Bahia que tirou nota mil na redação do Enem revela como se preparou para a prova em oito meses
Lucas Rodrigues tirou nota mil na redação do Enem
Arquivo Pessoal
Um estudante de 21 anos da Bahia conseguiu tirar nota mil no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2025, após se preparar para a prova em apenas oito meses.
Morador de Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador (RMS), Lucas Rodrigues já tinha feito o exame outras três vezes, sempre com notas acima de 900, mas decidiu focar em um curso para fechar a prova. Ele quer estudar Medicina.
"Eu sempre tive afinidade com redação, desde novo, desde o Ensino Médio. Mas o curso me colocou no caminho do mil. Minhas notas estavam caindo, o que estava me preocupando, e, por isso, eu procurei eles. A rotina dentro do curso era bem pesada", contou.
O baiano conta que começou a preparação em março do ano passado e estudou até a semana da prova, em novembro. Ele tinha aulas online de teoria e de gramática, e fazia uma redação por semana, com um simulado por mês.
Professor baiano que tirou mil na redação do Enem citou filme 'O Agente Secreto'
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A prática rendeu experiência para a produção textual e também o preparou para o tema da redação: "Perspectivas acerca do envelhecimento na sociedade brasileira".
"Não foi uma surpresa, porque era uma aposta entre muitos professores e o meu também apostou nisso. E, dentro do curso, a gente fez uma redação sobre algo parecido, um tema do mesmo universo. Quando eu cheguei na prova e me deparei com o tema, eu falei: 'Poxa, tô preparado para fazer'", destacou.
Durante a elaboração do texto, Lucas sustentou sua proposta citando uma suposta negligência do estado e das empresas em relação à população.
"Eu usei o repertório de "necropolítica" de Achille Mbembe [filósofo e cientista político camaronês], que fala sobre como o estado decide quem vive e quem é destinado a um projeto de morte, e relacionei isso à parcialidade na distribuição da qualidade de vida, principalmente com os idosos, porque, no geral, faltam políticas públicas deixadas a qualidade de vida da população".
"No segundo desenvolvimento, eu falei da má conduta do setor privado, e usei James Collins, o empresário norte-americano que fala que o egoísmo é a doença do empresário. E eu liguei isso ao fato de, muitas vezes, as pessoas idosas não terem oportunidades de trabalhar", concluiu.
Baiano tirou nota mil na redação do Enem
Arquivo Pessoal
Surpresa com nota
Mesmo com a preparação e chegando à conclusão de que tinha ido bem na redação, o estudante não imaginava tirar a nota mil, por uma série de questões.
"Eu não estava esperando, pela dificuldade que é de tirar o mil. E, além disso, o meu professor já tinha dito que esperava que a correção desse ano fosse um pouco mais rigorosa, como foi a do ano passado, por causa da mudança de banca", explicou.
A conquista gerou muita felicidade na família e entre os amigos, mas também provocou emoção no baiano, que "começou a tremer". Em seguida, comemorou com o professor, que também tirou mil.
"Estou muito feliz porque, realmente, é um feito admirável. Sem contar os meus familiares, todos bastante felizes. Minha mãe me dizendo o quanto está orgulhosa, meu pai, a mesma coisa".
Apesar do mil na redação, a média somada às outras notas não foi muito favorável para o curso escolhido, mas Lucas pretende apostar em outros meios além do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), como Programa Universidade para Todos (Prouni) ou Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) para garantir a tão sonhada vaga em um curso de Medicina.
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20/01 -
Enamed: o que vai acontecer com os 107 cursos que tiveram avaliação ruim no exame
Cerca de 30% dos cursos de Medicina vão ser punidos após avaliação ruim no Enamed
Mais de 100 cursos de Medicina do país foram mal avaliados no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) e estão sujeitos a sanções, de acordo com o balanço do exame divulgado na segunda-feira (19).
Apesar de 107 cursos terem ficado com Conceito Enade 1 ou 2, 99 deles devem ser penalizados diretamente pelo Ministério da Educação (MEC). Isso porque as faculdades estaduais e municipais não estão sob a gerência do ministério.
👉🏾 O Enamed é uma prova anual aplicada pelo MEC por meio do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) para avaliar a formação médica no Brasil. O exame é a versão do Enade (Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes) específica para cursos de Medicina.
O que vai acontecer?
As instituições com conceito 1 ou 2 no exame estarão sujeitas a penalidades. Cursos com conceito 2 terão redução de vagas para ingresso. Já aqueles com conceito 1 terão suspensão total do ingresso de novos estudantes.
Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica
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🔴 O que acontece agora com os cursos:
8 faculdades não vão mais poder receber alunos, estão suspensos do Fies e de outros programas federais;
13 faculdades vão ter que reduzir pela metade o número de vagas e também estão suspensos do Fies e de outros programas federais;
33 faculdades vão ter que reduzir em 25% o número de vagas, além de estarem suspensos do Fies e de outros programas federais;
45 faculdades não podem mais aumentar o número de vagas.
Segundo Camilo Santana, as universidades vão ter um prazo para apresentar uma defesa e reforçou que a proposta da prova é garantir a qualidade do ensino, protegendo a população que, depois, é assistida por esses profissionais.
"É uma maneira de a instituição se aperfeiçoar. É um instrumento para que a gente possa fazer as instituições corrigirem e terem um ensino de qualidade. É uma forma de monitoramento com o único objetivo de melhorar o ensino", disse Camilo.
Por que 8 instituições não serão penalizadas pelo MEC?
Camilo Santana já havia afirmado que os cursos de Medicina mal avaliados no Enamed sofreriam punições. No entanto, as sanções diretas do ministério não se aplicam às instituições que não estão sob a gerência do ministério — o que é o caso das 8 instituições estaduais e municipais que ficaram entre aquelas com piores desempenhos. São elas:
Conceito Enade 1
FACULDADE MUNICIPAL PROFESSOR FRANCO MONTORO DE MOGI GUAÇU - Mogi Guaçu (SP)
UNIVERSIDADE DE RIO VERDE - Goianésia (GO)
UNIVERSIDADE DE RIO VERDE - Formosa (GO)
Conceito Enade 2
UNIVERSIDADE DE RIO VERDE - Aparecida de Goiânia (GO)
UNIVERSIDADE DE RIO VERDE - Rio Verde (GO)
CENTRO UNIVERSITÁRIO DE MINEIROS - Trindade (GO)
CENTRO UNIVERSITÁRIO DE MINEIROS - Mineiros (GO)
UNIVERSIDADE ESTADUAL DE RORAIMA - Boa Vista (RR)
Essas instituições não fazem parte do sistema de ensino gerenciado pela União e estão sujeitas às diretrizes de seus respectivos Conselhos Estaduais de Educação. É o que prevê a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), principal instrumento legal da educação brasileira.
A LDB diz que é função dos Estados “autorizar, reconhecer, credenciar, supervisionar e avaliar, respectivamente, os cursos das instituições de educação superior e os estabelecimentos do seu sistema de ensino”, e “baixar normas complementares para o seu sistema de ensino”.
Para isso, ela faz uma diferenciação clara de quais instituições estão sujeitas a essas regras.
Integram o sistema federal de ensino as instituições de ensino mantidas pela União e as instituições de educação superior mantidas pela iniciativa privada.
Já as instituições de ensino mantidas, respectivamente, pelo Poder Público estadual e pelo Distrito Federal, e as instituições de educação superior mantidas pelo Poder Público municipal são de responsabilidade dos sistemas estaduais de educação.
"É por isso que, embora possa avaliar o desempenho dos alunos no Enamed, [o MEC] não pode impor sanções a tais instituições. Cabe a cada estado em que uma instituição municipal e estadual mal avaliada atue instaurar o respectivo processo de supervisão, sem que seja possível ao MEC fazê-lo, sob pena de violar a distribuição de competências criada pela LDB e, assim, incidir em ilegalidade”, explica Henrique Silveira, sócio de educação escritório de advocacia Mattos Filho.
Como o Conceito Enade é calculado
O Conceito Enade é calculado com base no desempenho dos estudantes no exame. Ele considera quantos alunos fizeram a prova e quantos deles tiveram "resultado proficiente", ou seja, conseguiram mostrar na avaliação conhecimento suficiente.
Por exemplo:
🔴 Nenhum dos 24 cursos que ficaram com Conceito Enade 1 atingiu percentual de proficiência de 40% entre os concluintes que participaram do exame.
🟢 Em contrapartida, todos os 49 cursos com Conceito Enade 5 tiveram percentual de proficiência acima dos 90%. Ou seja, a grande maioria dos concluintes destes cursos demonstrou conhecimento suficiente no exame.
De acordo com o balanço do Enamed, o percentual de proficiência dos cursos por faixa foi:
Conceito 1: < 40%
Conceito 2: 40% a 59,90%
Conceito 3: 60% a 74,90%
Conceito 4: 75% a 89,90%
Conceito 5: > 90%
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20/01 -
163 cursos de Medicina tiveram as melhores avaliações no Enamed; veja quais são
Dos 351 cursos de Medicina avaliados na primeira edição do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed), 163 ficaram com notas 4 ou 5 no Conceito Enade, as maiores de acordo com a faixa de avaliação que vai de 1 a 5.
👉🏾 O Enamed é uma prova anual aplicada pelo MEC por meio do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) para avaliar a formação médica no Brasil. O exame é a versão do Enade (Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes) específica para cursos de medicina.
Entre os cursos com melhores desempenhos, 114 tiveram como resultado o conceito Enade 4 e 49 ficaram com conceito Enade 5. Confira:
Curso de Medicina
Marcelo Camargo/Agência Brasil
Como foi o Enamed 2025?
A participação no Enamed 2025 era obrigatória a todos os estudantes concluintes dos cursos de Medicina, inscritos pelas instituições no Enade.
O exame era composto por:
Prova teórica: 100 questões de múltipla escolha, com igual número de perguntas por área.
Questionário do Estudante (para concluintes de Medicina inscritos no Enade) – obrigatório
Questionário Contextual (para os demais participantes) – obrigatório
Questionário de Percepção de Prova
Vale lembrar que o Enamed teve três questões exatamente iguais a itens do Revalida (exame realizado por profissionais que se formaram em Medicina no exterior e querem atuar no Brasil). As provas foram aplicadas no mesmo dia, em 19 de outubro, mas as questões foram anuladas apenas no Enamed. Relebre o caso aqui.
Além de servir apara avaliar os cursos de graduação em Medicina com base no desempenho dos estudantes — o que resultou no Conceito Enade divulgado na segunda-feira (19) —, a prova também pode ser usada para selecionar candidatos para programas de residência médica (Enare), nas especialidades de acesso direto. Saiba mais aqui.
Como o Conceito Enade é calculado?
O Conceito Enade é calculado com base no desempenho dos estudantes no exame. Ele considera quantos alunos fizeram a prova e quantos deles tiveram "resultado proficiente", ou seja, conseguiu mostrar na avaliação conhecimento suficiente.
Por exemplo:
🔴 Nenhum dos 24 cursos que ficaram com Conceito Enade 1 atingiu percentual de proficiência de 40% entre os concluintes que participaram do exame.
🟢 Em contrapartida, todos os 49 cursos com Conceito Enade 5 tiveram percentual de proficiência acima dos 90%. Ou seja, a grande maioria dos concluintes destes cursos demonstraram conhecimento suficiente no exame.
De acordo com o balanço do Enamed, o percentual de proficiência dos cursos por faixa foi:
Conceito 1: < 40%
Conceito 2: 40% a 59,90%
Conceito 3: 60% a 74,90%
Conceito 4: 75% a 89,90%
Conceito 5: >90%
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19/01 -
Minas tem 12 cursos de medicina em lista de notas baixas no Enamed; saiba quais são as instituições
Minas tem 12 cursos mal avaliados no Enamed
Doze instituições de ensino com cursos de medicina em Minas Gerais estão entre as que serão punidas pelo Ministério da Educação (MEC) após desempenho considerado insatisfatório no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes da Medicina (Enamed).
Em todo o país, mais de 100 universidades foram mal avaliadas, dos 351 cursos analisados. Em Minas, todas as faculdades que aparecem na lista são particulares (veja lista abaixo).
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As penalidades deverão atingir instituições que receberam notas 1 e 2, as mais baixas da avaliação feita pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).
As punições incluem redução ou suspensão de vagas, além do bloqueio do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) e de outros programas federais.
O balanço dos resultados foi divulgado nesta segunda-feira (19), em Brasília. Segundo o MEC, a medida busca garantir a qualidade da formação médica e proteger a população atendida pelos futuros profissionais.
Veja a lista de instituições de Minas Gerais que receberam notas consideradas insatisfatórias:
Faculdade de Medicina de Barbacena – Barbacena – nota 2
Centro Universitário Presidente Antônio Carlos – Juiz de Fora – nota1
Universidade Vale do Rio Doce (Univale) – Governador Valadares – nota2
Universidade de Itaúna – Itaúna – nota 2
Faculdade da Saúde e Ecologia Humana (Faseh) – Vespasiano – nota 1
Centro Universitário Faminas – Muriaé – nota 2
Centro Universitário de Manhuaçu (Unifacig) – Manhuaçu – nota 2
Faculdade Dinâmica do Vale do Piranga – Ponte Nova – nota 2
Faculdade de Minas BH (Faminas) – Belo Horizonte – nota 2
Centro Universitário Univértix – Matipó – nota 2
Faculdade Atenas – Passos – nota 2
Faculdade Atenas – Sete Lagoas – nota 2
Curso de Medicina
Marcelo Camargo/Agência Brasil
De acordo com o MEC, os cursos com conceito 1 terão suspensão total do ingresso de novos alunos. Já aqueles com conceito 2 sofrerão redução no número de vagas.
Segundo Camilo Santana, as instituições ainda terão prazo para apresentar defesa. O ministro reforçou que o objetivo não é punir, mas corrigir falhas e elevar a qualidade do ensino médico no país.
Atualização
Das 12 instituições mineiras citadas com desempenho insatisfatório no Enamed, a Faminas retornou ao g1, nesta terça-feira (20). Em nota o Centro Universitário Faminas — nas unidades de Muriaé e Belo Horizonte — afirmou que acompanha a divulgação dos dados “com responsabilidade institucional, rigor técnico e serenidade” e ressaltou que o exame avalia apenas uma amostra de estudantes concluintes.
A instituição destacou que seus cursos de Medicina possuem reconhecimento do Ministério da Educação com conceito máximo em avaliações presenciais e citou ainda resultados recentes do Enade. A Faminas informou também que o próprio Inep comunicou, em 19 de janeiro, a identificação de uma inconsistência técnica na base de dados do Enamed, o que motivou a retirada temporária das informações para revisão, e disse já ter adotado medidas administrativas, aguardando a consolidação oficial dos resultados.
O g1 fez contato com todas as instituições mineiras que aparecem na lista de mau desempenho.
Ao ser procurado para comentar a lista nacional com as universidades de notas insatisfatórias, a Associação Nacional das Universidades Particulares (Anup) informou que acompanha a divulgação dos resultados do Enamed.
A entidade afirmou que análises preliminares feitas por instituições de diferentes regiões do país apontam divergências entre os dados apresentados como insumos em dezembro e os números divulgados agora.
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Lista das faculdades de medicina com nota ruim no Enamed; veja nomes das entidades com conceito 1 e 2
Cerca de 30% dos cursos de Medicina vão ser punidos após avaliação ruim no Enamed
Piores desempenhos em instituições municipais e privadas
Na lista nacional de desempenho, a análise por tipo de instituição mostra diferenças significativas nos resultados.
Em todo o país, as piores avaliações, nas faixas 1 e 2, estão concentradas principalmente em universidades públicas municipais, onde 87,5% dos cursos ficaram com os conceitos mais baixos.
Também apresentaram desempenho fraco as instituições privadas com fins lucrativos, com 58,4% dos cursos nas faixas 1 e 2, além das chamadas instituições especiais, que somaram 54,6% nesses mesmos conceitos.
Já as privadas sem fins lucrativos tiveram cerca de um terço dos cursos avaliados como insuficientes.
Em contrapartida, os melhores resultados (conceitos 4 e 5) ficaram concentrados nas universidades públicas federais e estaduais. Entre as federais, 87,6% dos cursos alcançaram as notas mais altas; nas estaduais, o índice foi de 84,7%.
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19/01 -
Veja lista e notas dos 351 cursos de Medicina avaliados no Enamed
Enamed x Revalida: questões iguais, gabaritos diferentes
O Ministério da Educação divulgou nesta segunda-feira (19) o resultado da primeira edição do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed). Dos 351 cursos avaliados, 107 ficaram com notas 1 e 2 e vão sofrer sanções.
👉🏾 O Enamed é uma prova anual aplicada pelo MEC por meio do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) para avaliar a formação médica no Brasil.
Abaixo, confira a lista com os cursos avaliados e as respectivas notas.
De acordo com a avaliação:
🔴 24 cursos tiveram como resultado o conceito Enade 1, o menor índice;
🔴 83 cursos tiveram como resultado o conceito Enade 2;
🟢 80 cursos ficaram com conceito Enade 3;
🟢 114 atingiram o conceito Enade 4; e
🟢 49 ficaram com conceito Enade 5.
Além disso, um curso ficou sem conceito (SC) por ter menos de 10 alunos avaliados.
Enamed: 10 perguntas e respostas que alunos de medicina precisam saber sobre o Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica
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O que vai acontecer com os cursos 1 e 2?
As instituições com conceito 1 ou 2 no exame estarão sujeitas à penalidades. Cursos com conceito 2 terão redução de vagas para ingresso. Já aqueles com conceito 1 terá suspensão total do ingresso de novos estudantes.
Em reunião com a imprensa nesta segunda-feira, o ministro Camilo Santa informou que das 107, apenas 99 vão passar por penalidades porque as faculdades estaduais e municipais não estão sob a gerência do ministério.
O que acontece agora com os cursos:
8 cursos não vão mais poder receber alunos, estão suspensos do Fies e de outros programas federais;
13 cursos vão ter que reduzir pela metade o número de cursos e também estão suspensos do Fies e de outros programas federais;
33 cursos vão ter que reduzir em 25% o número de vagas, além de estarem suspensos do Fies e de outros programas federais;
45 cursos não podem mais aumentar o número de vagas.
Segundo o ministro da Educação, Camilo Santana, as universidades vão ter um prazo para apresentar uma defesa e reforça que a proposta com o curso é garantir a qualidade do ensino, protegendo a população que, depois, é assistida por esses profissionais.
"É uma maneira da instituição se aperfeiçoar. É um instrumento para que a gente possa fazer as instituições corrigirem e ter um ensino de qualidade. É uma forma de monitoramento com o único objetivo de melhorar o ensino", disse Camilo.
Veja Mais
19/01 -
Lista das faculdades de medicina com nota ruim no Enamed; veja nomes das entidades com conceito 1 e 2
Enamed x Revalida: questões iguais, gabaritos diferentes
Mais de 100 cursos de Medicina do país foram mal avaliados no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed). Os cursos tiveram notas 1 e 2, consideradas insatisfatórias pelo Inep, e vão ser punidos com restrição no Fies e suspensão de vagas. O número foi divulgado no balanço de resultados do exame, em Brasília, nesta segunda-feira (19).
Disputa judicial
🔴 Neste fim de semana, antes da divulgação, uma entidade que representa universidades particulares entrou na Justiça para barrar a divulgação dos resultados, mas perdeu.
O Enamed (Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica) é uma prova anual para medir o desempenho dos estudantes e a qualidade do ensino. Ao todo, 351 cursos foram avaliados e 30% estão na faixa considerada insatisfatória.
Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica
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De acordo com a avaliação:
🔴 24 cursos tiveram como resultado o conceito Enade 1, o menor índice;
🔴 83 cursos tiveram como resultado o conceito Enade 2.
De acordo com o Inep, participaram da avaliação cerca de 89 mil alunos entre aqueles que estão concluindo a faculdade e em outros semestres.
➡️ Dos alunos concluintes, cerca de 39 mil, que são aqueles que estão perto de chegarem ao mercado de trabalho para atender o público, apenas 67% teve o que o instituto chama de "resultado proficiente", ou seja, conseguiu mostrar na avaliação conhecimento suficiente.
O restante, quase 13 mil alunos, não conseguiu resultado satisfátório.
Melhores e piores resultados
A análise por tipo de instituição revela grandes diferenças de desempenho entre as categorias de universidades.
As piores avaliações, concentradas nas faixas 1 e 2, aparecem principalmente em cursos de instituições públicas municipais, onde 87,5% ficaram nos conceitos mais baixos.
Também tiveram desempenho fraco as instituições privadas com fins lucrativos, com 58,4% dos cursos nas faixas 1 e 2, e as chamadas instituições especiais, que somaram 54,6% nessas mesmas faixas. As privadas sem fins lucrativos registraram um terço dos cursos com conceitos considerados insuficientes.
Já os melhores resultados, nas faixas 4 e 5, ficaram concentrados sobretudo no setor público federal e estadual.
Nas universidades públicas federais, 87,6% dos cursos alcançaram os conceitos mais altos. Entre as estaduais, esse percentual foi de 84,7%.
As instituições comunitárias e confessionais também se destacaram, com quase metade dos cursos na faixa 4, embora tenham presença menor na faixa máxima.
O que vai acontecer?
As instituições com conceito 1 ou 2 no exame estarão sujeitas à penalidades. Cursos com conceito 2 terão redução de vagas para ingresso. Já aqueles com conceito 1 terá suspensão total do ingresso de novos estudantes.
Em reunião com a imprensa nesta segunda-feira, o ministro Camilo Santa informou que das 107, apenas 99 vão passar por penalidades porque as faculdades estaduais e municipais não estão sob a gerência do ministério.
O que acontece agora com os cursos:
8 cursos não vão mais poder receber alunos, estão suspensos do Fies e de outros programas federais;
13 cursos vão ter que reduzir pela metade o número de cursos e também estão suspensos do Fies e de outros programas federais;
33 cursos vão ter que reduzir em 25% o número de vagas, além de estarem suspensos do Fies e de outros programas federais;
45 cursos não podem mais aumentar o número de vagas.
Segundo o ministro da Educação, Camilo Santana, as universidades vão ter um prazo para apresentar uma defesa e reforça que a proposta com o curso é garantir a qualidade do ensino, protegendo a população que, depois, é assistida por esses profissionais.
"É uma maneira da instituição se aperfeiçoar. É um instrumento para que a gente possa fazer as instituições corrigirem e ter um ensino de qualidade. É uma forma de monitoramento com o único objetivo de melhorar o ensino", disse Camilo.
Veja Mais
19/01 -
Cerca de 30% dos cursos de Medicina vão ser punidos após avaliação ruim no Enamed
Mais de 100 cursos de Medicina do país foram mal avaliados no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed). Os cursos tiveram notas 1 e 2, consideradas insatisfatórias pelo INEP, e vão ser punidos com restrição no Fies e suspensão da abertura de novas vagas. O número foi divulgado no balanço de resultados do exame, em Brasília, nesta segunda-feira (19).
Veja AQUI lista das universidades com notas insatisfatórias no Enamed
🔴 Neste fim de semana, antes da divulgação, uma entidade que representa universidades particulares entrou na Justiça para barrar a divulgação dos resultados, mas perdeu.
O Enamed (Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica) é uma prova anual para medir o desempenho dos estudantes e a qualidade do ensino. Ao todo, 351 cursos foram avaliados e 30% estão na faixa considerada insatisfatória.
De acordo com a avaliação:
🔴 24 cursos tiveram como resultado o conceito Enade 1, o menor índice;
🔴 83 cursos tiveram como resultado o conceito Enade 2.
De acordo com o Inep, participaram da avaliação cerca de 89 mil alunos entre aqueles que estão concluindo a faculdade e em outros semestres.
Veja os vídeos que estão em alta no g1
➡️ Dos alunos concluintes, cerca de 39 mil, que são aqueles que estão perto de chegar ao mercado de trabalho para atender ao público, apenas 67% tiveram o que o instituto chama de "resultado proficiente", ou seja, conseguiu mostrar na avaliação conhecimento suficiente.
O restante, quase 13 mil alunos, não conseguiu resultado satisfatório.
Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica
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Melhores e piores resultados
A análise por tipo de instituição revela grandes diferenças de desempenho entre as categorias de universidades.
As piores avaliações, concentradas nas faixas 1 e 2, aparecem principalmente em cursos de instituições públicas municipais, onde 87,5% ficaram nos conceitos mais baixos.
Também tiveram desempenho fraco as instituições privadas com fins lucrativos, com 58,4% dos cursos nas faixas 1 e 2, e as chamadas instituições especiais, que somaram 54,6% nessas mesmas faixas. As privadas sem fins lucrativos registraram um terço dos cursos com conceitos considerados insuficientes.
Já os melhores resultados, nas faixas 4 e 5, ficaram concentrados sobretudo no setor público federal e estadual.
Nas universidades públicas federais, 87,6% dos cursos alcançaram os conceitos mais altos. Entre as estaduais, esse percentual foi de 84,7%.
As instituições comunitárias e confessionais também se destacaram, com quase metade dos cursos na faixa 4, embora tenham presença menor na faixa máxima.
O que vai acontecer?
As instituições com conceito 1 ou 2 no exame estarão sujeitas a penalidades. Cursos com conceito 2 terão redução de vagas para ingresso. Já aqueles com conceito 1 terá suspensão total do ingresso de novos estudantes.
Em reunião com a imprensa nesta segunda-feira, o ministro Camilo Santana informou que dos 107 cursos, apenas 99 vão passar por penalidades porque as faculdades estaduais e municipais não estão sob a gerência do ministério.
O que acontece agora com as faculdades:
8 faculdades não vão mais poder receber alunos, estão suspensos do Fies e de outros programas federais;
13 faculdades vão ter que reduzir pela metade o número de vagas e também estão suspensos do Fies e de outros programas federais;
33 faculdades vão ter que reduzir em 25% o número de vagas, além de estarem suspensos do Fies e de outros programas federais;
45 faculdades não podem mais aumentar o número de vagas.
Segundo Camilo Santana, as universidades vão ter um prazo para apresentar uma defesa e reforçou que a proposta com o curso é garantir a qualidade do ensino, protegendo a população que, depois, é assistida por esses profissionais.
"É uma maneira da instituição se aperfeiçoar. É um instrumento para que a gente possa fazer as instituições corrigirem e ter um ensino de qualidade. É uma forma de monitoramento com o único objetivo de melhorar o ensino", disse Camilo.
Em nota ao g1, a Associação Nacional das Universidades Particulares (Anup) informou que acompanha a divulgação dos resultados do Enamed e que análises preliminares feitas por instituições de diferentes regiões do país apontam divergências entre os dados apresentados como insumos em dezembro e os números divulgados agora.
A entidade disse que vai aguardar esclarecimentos técnicos do Ministério da Educação e do Inep antes de qualquer "manifestação conclusiva sobre o balanço".
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19/01 -
Sisu 2026: inscrições estão abertas; veja como aumentar as chances de garantir uma vaga
Como usar as notas do Enem para estudar no Brasil e no exterior
As inscrições do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) 2026 já estão abertas. Os estudantes têm até o 23h59 de 23 de janeiro para se cadastrar no sistema. As inscrições devem ser feitas por meio do portal Acesso Único.
Serão 274,8 mil vagas em 7.399 cursos de graduação e 136 instituições públicas de ensino superior de todas as regiões do país.
👉🏾 O Sisu é o programa do governo federal que seleciona estudantes para instituições públicas de ensino superior, a partir do desempenho no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). O resultado da chamada regular será divulgado no dia 29 de janeiro.
Em 2026, o programa passará a aceitar as notas das três edições mais recentes do Enem. Neste caso, Enem 2023, 2024 e 2025. Até este ano, podiam se inscrever apenas quem havia feito a última edição do exame.
LEIA TAMBÉM: Resultado do Enem 2025 já está disponível
Além de ter feito o Enem em uma das três edições mais recentes, é preciso que o candidato tenha tirado nota acima de zero na redação e tenha ensino médio completo.
O programa terá apenas uma edição no ano, como tem sido desde 2024. Portanto, quem for selecionado poderá iniciar o ano letivo no primeiro ou no segundo semestre, a depender da abertura de turma e determinação da instituição.
Abaixo, conheça os "truques" que podem fazer a diferença na hora de garantir uma das vagas do programa.
1. Conheça a forma de seleção do Sisu
Os candidatos do Sisu terão cinco dias para escolher até dois cursos de instituições públicas de 26 unidades federativas. Rondônia, na região Norte, é o único estado que não ofertará vagas para suas universidades por meio do Sisu.
Após uma seleção inicial dos cursos, os candidatos também poderão conferir suas colocações no sistema, o que é importante para saber as suas chances de classificação.
As opções podem ser alteradas quantas vezes o candidato quiser, até as 23h59 de 23 de janeiro, quando as inscrições se encerram. Valerão as escolhas que estiverem marcadas no sistema nesse horário.
Consulta de vagas do Sisu
Divulgação
2. Fique atento às notas de corte
É aqui que o candidato deve estar atento, porque as notas de corte, que definem a pontuação mínima que é preciso para garantir uma das vagas disponíveis para aquele determinado curso, são atualizadas diariamente até o último dia do período de inscrições.
Funciona mais ou menos assim:
Imagine um determinado ativo na bolsa de valores. Neste cenário imaginário, o curso de Odontologia pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB), é o ativo. Para "investir" neste ativo no primeiro dia de inscrições e concorrer a uma das 20 vagas, o candidato precisa ter obtido 759,7 de média no Enem.
No primeiro dia, 35 pessoas com notas maiores se candidataram àquele curso, e o candidato X, 20º melhor colocado, tirou 820,5 de média. Como são 20 vagas, a média do candidato X passará a ser considerada a nota de corte no segundo dia. O ativo "valorizou".
Ou seja, paga ficar com uma das vagas, o candidato precisará ter uma nota maior que um dos 20 melhores colocados até ali.
Essa movimentação acontecerá diariamente até a madrugada de 23 de janeiro, quando acontece a última atualização. Neste dia, a nota de corte apresentada será a final.
O candidato que estiver abaixo da nota de corte provavelmente só terá a chance de ficar com uma das vagas se estiver muito bem colocado logo atrás das 20 maiores notas, e caso algum ou alguns dos melhores colocados desista daquele curso.
🚨 Mas fique atento! Da mesma maneira que a nota de corte parcial pode aumentar ao longo dos dias, também pode diminuir caso um candidato bem colocado mude a opção de curso, por exemplo. Por isso, a dica é conferir diariamente a nota de corte dos cursos escolhidos.
"Muitos candidatos veem uma boa posição no primeiro dia, relaxam e acabam sendo surpreendidos no final do período de inscrição, já que o cenário muda constantemente", alerta Heitor Ribeiro, coordenador do Curso Anglo.
3. Mude as opções de curso quantas vezes for preciso
Durante o período de inscrição, o candidato deve se valer da oportunidade de mudar suas opções de curso quantas vezes achar necessário.
Heitor Ribeiro explica que o candidato deve conhecer bem as possibilidades e trabalhar com alternativas reais. Segundo ele, apostar em uma única opção reduz as chances de aprovação.
Portanto, é importante que o candidato selecione suas duas opções de curso principais já no primeiro dia de inscrições, e que esteja aberto e atento a alternativas.
Também por isso, o especialista sugere que listar os cursos e universidades de interesse em ordem de prioridade pode ajudar na hora de avaliar as melhores alternativas para o candidato.
4. Reconheça que as notas do Enem têm pesos diferentes em instituições diferentes
Outro ponto importante que pode pesar na garantia de uma vaga é saber que cada curso e instituição dá pesos diferentes para o desempenho do candidato no Enem.
É mais ou menos assim:
A universidade X que oferece curso de Direito dá mais peso para notas de ciências da natureza.
A universidade Y que também oferece o curso de Direito dá mais peso para notas de linguagens.
Assim, o candidato pode ficar melhor colocado em uma ou em outra a depender da área na qual obteve uma nota maior no Enem.
5. Tenha paciência
A rotatividade do processo seletivo do Sisu é grande, o que faz com que alguns candidatos sejam convocado semanas após o resultado da chamada regular.
Por isso, Heitor Ribeiro sugere que o candidato com uma pontuação mais próxima à nota de corte não perca as esperanças. “Planejamento, informação e calma fazem toda a diferença para transformar essa oportunidade em conquista”, conclui.
Cronograma do Sisu 2026
Inscrições: 19 a 23 de janeiro.
Resultado da chamada regular: 29 de janeiro.
Matrículas: a partir de 2 de fevereiro.
Manifestação de interesse na lista de espera: 29 de janeiro a 2 de de fevereiro.
Tema da redação do Enem é 'Perspectivas acerca do envelhecimento na sociedade brasileira'
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19/01 -
Sisu 2026: inscrições começam nesta segunda; saiba como aumentar as chances de garantir uma vaga
Como usar as notas do Enem para estudar no Brasil e no exterior
As inscrições do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) 2026 começam nesta segunda-feira (19). Os estudantes têm até o 23h59 de 23 de janeiro para se cadastrar no sistema. Serão 274,8 mil vagas em 7.399 cursos de graduação e 136 instituições públicas de ensino superior de todas as regiões do país.
👉🏾 O Sisu é o programa do governo federal que seleciona estudantes para instituições públicas de ensino superior, a partir do desempenho no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). O resultado da chamada regular será divulgado no dia 29 de janeiro.
Para ajudar os alunos interessados no programa, o g1 reuniu 5 dicas que podem fazer a diferença na hora de concorrer a uma vaga:
Conheça a forma de seleção do programa
Se atente às notas de corte
Se preciso, mude as opções de curso
Saiba que notas do Enem têm pesos diferentes em instituições diferentes
Tenha paciência
Em 2026, o programa passará a aceitar as notas das três edições mais recentes do Enem. Neste caso, Enem 2023, 2024 e 2025. Até este ano, podiam se inscrever apenas quem havia feito a última edição do exame.
LEIA TAMBÉM: Resultado do Enem 2025 já está disponível
Além de ter feito o Enem em uma das três edições mais recentes, é preciso que o candidato tenha tirado nota acima de zero na redação e tenha ensino médio completo.
O programa terá apenas uma edição no ano, como tem sido desde 2024. Portanto, quem for selecionado poderá iniciar o ano letivo no primeiro ou no segundo semestre, a depender da abertura de turma e determinação da instituição.
Abaixo, conheça em detalhes os "truques" que podem fazer a diferença na hora de garantir uma das vagas do programa.
1. Conheça a forma de seleção do Sisu
Os candidatos do Sisu terão cinco dias para escolher até dois cursos de instituições públicas de 26 unidades federativas. Rondônia, na região Norte, é o único estado que não ofertará vagas para suas universidades por meio do Sisu.
Após uma seleção inicial dos cursos, os candidatos também poderão conferir suas colocações no sistema, o que é importante para saber as suas chances de classificação.
As opções podem ser alteradas quantas vezes o candidato quiser, até as 23h59 de 23 de janeiro, quando as inscrições se encerram. Valerão as escolhas que estiverem marcadas no sistema nesse horário.
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Consulta de vagas do Sisu
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2. Fique atento às notas de corte
É aqui que o candidato deve estar atento, porque as notas de corte, que definem a pontuação mínima que é preciso para garantir uma das vagas disponíveis para aquele determinado curso, são atualizadas diariamente até o último dia do período de inscrições.
Funciona mais ou menos assim:
Imagine um determinado ativo na bolsa de valores. Neste cenário imaginário, o curso de Odontologia pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB), é o ativo. Para "investir" neste ativo no primeiro dia de inscrições e concorrer a uma das 20 vagas, o candidato precisa ter obtido 759,7 de média no Enem.
No primeiro dia, 35 pessoas com notas maiores se candidataram àquele curso, e o candidato X, 20º melhor colocado, tirou 820,5 de média. Como são 20 vagas, a média do candidato X passará a ser considerada a nota de corte no segundo dia. O ativo "valorizou".
Ou seja, paga ficar com uma das vagas, o candidato precisará ter uma nota maior que um dos 20 melhores colocados até ali.
Essa movimentação acontecerá diariamente até a madrugada de 23 de janeiro, quando acontece a última atualização. Neste dia, a nota de corte apresentada será a final.
O candidato que estiver abaixo da nota de corte provavelmente só terá a chance de ficar com uma das vagas se estiver muito bem colocado logo atrás das 20 maiores notas, e caso algum ou alguns dos melhores colocados desista daquele curso.
🚨 Mas fique atento! Da mesma maneira que a nota de corte parcial pode aumentar ao longo dos dias, também pode diminuir caso um candidato bem colocado mude a opção de curso, por exemplo. Por isso, a dica é conferir diariamente a nota de corte dos cursos escolhidos.
"Muitos candidatos veem uma boa posição no primeiro dia, relaxam e acabam sendo surpreendidos no final do período de inscrição, já que o cenário muda constantemente", alerta Heitor Ribeiro, coordenador do Curso Anglo.
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3. Mude as opções de curso quantas vezes for preciso
Durante o período de inscrição, o candidato deve se valer da oportunidade de mudar suas opções de curso quantas vezes achar necessário.
Heitor Ribeiro explica que o candidato deve conhecer bem as possibilidades e trabalhar com alternativas reais. Segundo ele, apostar em uma única opção reduz as chances de aprovação.
Portanto, é importante que o candidato selecione suas duas opções de curso principais já no primeiro dia de inscrições, e que esteja aberto e atento a alternativas.
Também por isso, o especialista sugere que listar os cursos e universidades de interesse em ordem de prioridade pode ajudar na hora de avaliar as melhores alternativas para o candidato.
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4. Reconheça que as notas do Enem têm pesos diferentes em instituições diferentes
Outro ponto importante que pode pesar na garantia de uma vaga é saber que cada curso e instituição dá pesos diferentes para o desempenho do candidato no Enem.
É mais ou menos assim:
A universidade X que oferece curso de Direito dá mais peso para notas de ciências da natureza.
A universidade Y que também oferece o curso de Direito dá mais peso para notas de linguagens.
Assim, o candidato pode ficar melhor colocado em uma ou em outra a depender da área na qual obteve uma nota maior no Enem.
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5. Tenha paciência
A rotatividade do processo seletivo do Sisu é grande, o que faz com que alguns candidatos sejam convocado semanas após o resultado da chamada regular.
Por isso, Heitor Ribeiro sugere que o candidato com uma pontuação mais próxima à nota de corte não perca as esperanças. “Planejamento, informação e calma fazem toda a diferença para transformar essa oportunidade em conquista”, conclui.
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Cronograma do Sisu 2026
Inscrições: 19 a 23 de janeiro.
Resultado da chamada regular: 29 de janeiro.
Matrículas: a partir de 2 de fevereiro.
Manifestação de interesse na lista de espera: 29 de janeiro a 2 de de fevereiro.
Tema da redação do Enem é 'Perspectivas acerca do envelhecimento na sociedade brasileira'
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18/01 -
Legislação reduz poder da UnB para usar dinheiro de eventual venda de imóveis; entenda
Universidade de Brasília, campus Darcy Ribeiro
Isa Lima/Secom UnB
Prestes a começar mais um ano letivo, a Universidade de Brasília (UnB) entra em 2026 com uma pendência antiga na pauta de discussões: a busca de mais dinheiro para fazer investimentos e ampliar a capacidade de ensino e pesquisa.
A intenção da Universidade de Brasília (UnB) de avançar os estudos e vender parte de seu patrimônio imobiliário para ampliar investimentos enfrenta limites legais que podem, na prática, inviabilizar o uso desses recursos.
A legislação federal permite a alienação de bens considerados desnecessários às atividades acadêmicas – mas impõe regras rígidas sobre como o dinheiro pode ser usado.
Essa verba não pode ser gasta, por exemplo, com o custeio de despesas rotineiras da universidade – compra de insumos de laboratório e material de limpeza ou pagamento de salários, por exemplo.
➡️ Alienação de bens é a transferência de um bem móvel ou imóvel a terceiros por meio de venda, doação, transferência ou cessão de bens.
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Veja abaixo quais são as regras para a venda desses imóveis – e por que o dinheiro pode acabar não ajudando diretamente a UnB.
Imóvel da Universidade de Brasília (UnB), na SQN 212, na Asa Norte.
UnB/Reprodução
O que diz a lei?
A Lei nº 6.120/1974 é a principal referência que regula a alienação de bens imóveis da instituições federais de ensino. Os imóveis podem ser objeto de:
permuta sob condições especiais;
hipoteca para garantia de empréstimos junto a estabelecimentos de crédito oficiais;
e locação.
A venda só pode ser realizada mediante autorização do presidente da República, decreto e aprovação em colegiado superior com quórum de pelo menos dois terços. A lei também proíbe doações ou cessões gratuitas de imóveis.
O dinheiro arrecadado deve ser utilizado na própria universidade, em despesas relativas a edificações, serviços de infraestrutura, instalações, equipamentos e urbanização.
O valor pode ser destinado a despesas de custeio apenas se os campi forem "considerados completos", ou seja:
quando já tiver toda a infraestrutura necessária,
possuir condições adequadas para pleno funcionamento e
não houver mais demandas relevantes de obras ou equipamentos.
A Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e a Nova Lei de Licitações e Contratos também exercem influência direta no patrimônio da universidade por condicionarem controles orçamentários, regras de governança e prestação de contas.
UnB pretende leiloar lotes na última quadra vazia da Asa Norte
Para onde vai o dinheiro?
Como a UnB faz parte do orçamento da União, qualquer recurso obtido — inclusive com a venda de imóveis — entra diretamente no caixa do governo federal.
Ou seja: não há possibilidade de criar um fundo para uso livre da instituição, ou de o dinheiro ser recebido diretamente pela reitoria da UnB.
Daí em diante, a verba passa pelo trâmite comum da execução orçamentária. Precisa ser autorizado pelo Congresso, passa pelo controle do Tesouro Nacional e pode ser até bloqueado para ajudar o governo a equilibrar as contas públicas.
Outro problema é a Desvinculação de Receitas da União (DRU).
Desde 2024, ela permite que até 30% das receitas patrimoniais arrecadadas pelas universidades sejam recolhidas pelo governo federal.
Na prática, isso significa que nem todo o valor obtido com a venda de imóveis fica disponível para a UnB.
Orçamento e fonte de recursos
A Universidade de Brasília (UnB) conta com diferentes fontes de recursos:
Recursos previstos na Lei Orçamentária Anual (LOA)
Receitas arrecadadas por recursos próprios
Acordos, contratos, convênios, entre outros
Emendas parlamentares individuais e de bancadas
A principal delas é o orçamento previsto na Lei Orçamentária Anual (LOA), que define os valores autorizados para execução ao longo de cada exercício financeiro, incluindo despesas obrigatórias e discricionárias.
No Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) 2026, o governo havia previsto R$ 6,89 bilhões para as 69 universidades federais. A base desse valor engloba recursos discricionários, voltados a despesas não obrigatórias como manutenção, bolsas, energia e insumos.
Durante a votação no Congresso, esse montante foi reduzido em R$ 488 milhões — queda de 7,05% —, caindo para R$ 6,43 bilhões.
O professor da Faculdade de Educação, Remi Castioni, explica que o orçamento das universidades públicas foi reduzido em R$ 400 milhões em relação ao apresentado pelo Executivo ao Congresso Nacional.
"Juntos, CAPES e CNPq, tiveram uma redução similar no findar do ano legislativo com a aprovação da LOA de 2026. Ou seja, se juntar tudo dá quase R$ 1 bilhão. É quase a metade do orçamento da UnB. Esta é uma realidade que se repete no sistema de ciência, tecnologia e inovação, que se esperava superado depois que retiramos o FNDCT da alçada do contingenciamento", explica Remi.
Além do orçamento federal, a universidade arrecada recursos próprios.
Essas receitas têm origem, principalmente, no aluguel de imóveis comerciais e residenciais pertencentes à UnB. Há também os valores vindos de projetos de pesquisa, inovação e extensão desenvolvidos pela instituição, muitas vezes em parceria com órgãos públicos ou entidades privadas.
Outra fonte de recursos envolve acordos, contratos e convênios firmados para a realização de pesquisas, consultorias, cursos e a execução de projetos diversos, com ou sem repasse financeiro.
Quando há transferência de recursos para a universidade, os valores são operacionalizados por meio de instrumentos como o Termo de Execução Descentralizada (TED) ou por destaques orçamentários, mecanismos utilizados pela administração pública para viabilizar a execução de políticas e projetos.
A UnB também recebe recursos por meio de emendas parlamentares, tanto individuais quanto de bancada.
Na LOA de 2024, a Universidade de Brasília recebeu sete emendas individuais que somaram cerca de R$ 1,8 milhão. As emendas de bancada somaram outros R$ 52,1 milhões, sendo R$ 24,6 milhões para custeio e R$ 27,4 milhões para investimentos. Ainda não há dados disponíveis de 2025.
O que diz a UnB?
Em nota ao g1, a UnB informou:
que a Desvinculação das Receitas da União (DRU) incide sobre toda a receita patrimonial da UnB, incluindo aluguéis, por exemplo;
que o valor total do patrimônio imobiliário não pode ser informado no momento, por depender de avaliação contábil especializada
que as receitas próprias vêm contribuindo para preservar o funcionamento da instituição.
"Em um contexto de restrição orçamentária que incide sobre os recursos discricionários das universidades federais – fundamentais para contratos essenciais, manutenção da infraestrutura e políticas acadêmicas e de permanência estudantil – essas receitas próprias contribuem para preservar a capacidade operacional da UnB, a previsibilidade administrativa e a continuidade de suas atividades acadêmicas e científicas.", respaldou a instituição ao g1.
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18/01 -
UnB estuda vender parte de seus quase 1,8 mil imóveis para turbinar investimentos
Universidade de Brasília, campus Darcy Ribeiro
Isa Lima/Secom UnB
Prestes a começar mais um ano letivo, a Universidade de Brasília (UnB) entra em 2026 com uma pendência antiga na pauta de discussões: a busca de mais dinheiro para fazer investimentos e ampliar a capacidade de ensino e pesquisa.
O tema envolve múltiplos fatores: ideias para ampliar a receita própria, limitações legais para a venda de bens públicos e as restrições orçamentárias enfrentadas pelo ensino público superior.
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Em nota recente, a UnB afirmou que segue avaliando, "com cautela", a possibilidade de vender lotes na Asa Norte e na área central do Plano Piloto.
Disse que, pra isso, leva em conta "critérios acadêmicos, administrativos e financeiros".
A UnB também ressaltou que não há decisão tomada nem cronograma definido para qualquer eventual venda dessas áreas.
Debate se arrasta há anos
O debate é antigo e avança a passos lentos. Em 2004, a UnB já planejava leiloar os lotes vagos da 207 Norte – última quadra residencial totalmente vazia da Asa Norte. O terreno, com cerca de 8.800 m², tem potencial para abrigar até 12 prédios residenciais, segundo estudos internos.
No mesmo período, a UnB também avaliava a possível alienação — troca — de um terreno no Setor Hoteleiro Norte (SHN) como parte de sua estratégia de gestão patrimonial.
Para embasar as decisões, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) realizava estudos e levantamentos técnicos contratados pela universidade.
UnB pretende leiloar lotes na última quadra vazia da Asa Norte
Qual é o patrimônio da UnB?
Ao todo, a UnB informou possuir aproximadamente 1,8 mil imóveis, entre residenciais e comerciais, distribuídos pelo Distrito Federal, incluindo terrenos vazios em áreas valorizadas.
Parte desse patrimônio gera receita por meio da chamada taxa de ocupação — valor pago pelos ocupantes dos imóveis —, cuja finalidade, segundo a universidade, é o investimento em ensino, pesquisa e extensão.
Já a taxa de manutenção, comparada pela própria instituição a uma taxa de condomínio, é destinada exclusivamente ao custeio dos serviços dos apartamentos, como portaria, limpeza, manutenção predial, água, energia elétrica, elevadores e garagens. As empresas responsáveis por esses serviços são contratadas por meio de processos licitatórios.
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Mesmo desocupados, geram despesas
Mesmo sem ocupação, os imóveis continuam gerando despesas. Em resposta a um pedido via Lei de Acesso à Informação (LAI), a UnB informou que, em dezembro de 2025, havia 8 imóveis desocupados aguardando vistoria inicial para serem disponibilizados ao público.
Segundo a instituição, há 304 servidores cadastrados na fila para imóveis exclusivos. Além disso, em novembro, a universidade informou que 140 imóveis estavam retidos para manutenção, com serviços que incluem revestimentos, reparos hidráulicos e elétricos, entre outros.
Somente com taxas de condomínio, os custos desses imóveis, referentes ao mês de novembro de 2025, somaram R$ 163 mil. Em 2024, a arrecadação com aluguéis, taxas e demais receitas imobiliárias foi de cerca de R$ 58 milhões.
A liberação dessas unidades ocorre de forma gradual, conforme a conclusão das obras e a disponibilidade das equipes técnicas.
O g1 questionou a instituição acerca de uma lista de imóveis disponíveis em 2026. A UnB afirmou que não é possível apresentar uma lista fixa de imóveis, "já que não é possível precisar a rotatividade de ocupação dos imóveis, que depende de desocupações, vistorias e manutenção".
Imóveis para servidores
Atualmente, parte dos imóveis é destinada exclusivamente a servidores da universidade. Essas unidades estão localizadas nas quadras 109, 205, 206 Norte e no conjunto conhecido como Colina, área tradicionalmente ocupada por professores e técnicos administrativos.
No segmento comercial, a Secretaria de Patrimônio Imobiliário (SPI) informou que há 9 imóveis disponíveis para aluguel imediato, todos localizados na Asa Sul, no centro de Brasília.
Já entre os imóveis residenciais, quatro unidades estão disponíveis por meio de concorrência com cadastro virtual — duas na 212 Norte e duas na 214 Norte —, além de um imóvel, disponível sem cadastro, localizado na 310 Norte.
Imóvel da Universidade de Brasília (UnB), na SQN 212, na Asa Norte.
UnB/Reprodução
O que diz a UnB
"A Universidade de Brasília (UnB) informa à comunidade que a reportagem publicada pela Folha de S. Paulo em 4 de janeiro, que trata de suposta venda, em 2026, de projeções localizadas na SQN 207 e na região central do Plano Piloto de Brasília, não contempla avanços e atualizações relevantes no tratamento do tema.
A Reitoria havia sido consultada em agosto de 2025 e informou à Folha que tem realizado reuniões sistemáticas com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no âmbito do contrato firmado em 2023, e que solicitou formalmente ao BNDES a apresentação de uma nova proposta, que contemple contrapartidas consideradas de maior interesse institucional pela Universidade, à luz de critérios acadêmicos, administrativos e financeiros mais adequados à realidade atual da UnB.
Assim que essa nova proposta for apresentada, ambas as versões, a original e a revisada, serão submetidas ao Conselho de Administração (CAD), para conhecimento da comunidade universitária e deliberação colegiada, conforme os princípios de transparência e governança institucional. Cabe destacar que esse procedimento de submissão ao CAD não havia sido adotado anteriormente, quando da apresentação da primeira proposta.
A Reitoria ressalta ainda que qualquer discussão sobre alternativas de ampliação de receitas próprias da Universidade tem sido conduzida com extrema cautela, especialmente em razão dos impactos da Desvinculação de Receitas da União (DRU), que já incide sobre o orçamento federal das universidades. No caso da UnB, eventual aumento de arrecadação por meio de receitas patrimoniais implicaria, automaticamente, a perda de aproximadamente um terço desses recursos. Esse fator tem orientado uma postura responsável e prudente da atual gestão, que busca evitar prejuízos estruturais ao financiamento público da Universidade.
Por fim, a UnB reafirma que não há decisão tomada quanto à alienação da área mencionada, tampouco cronograma definido para tal finalidade.
A Universidade de Brasília permanece comprometida com a transparência, a defesa do interesse público, da autonomia universitária e da gestão responsável de seu patrimônio, sempre em consonância com sua missão acadêmica e social."
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17/01 -
Enem 2025: como três alunos de BH garantiram notas acima de 960 na redação
g1 conta como três alunos de BH garantiram notas acima de 960 na redação
As notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) foram divulgadas nesta sexta-feira (16) e já começam a revelar histórias de dedicação, disciplina e superação.
Três estudantes mineiros que conquistaram médias acima de 800 pontos na prova geral e notas de mais de 900 na redação contaram ao g1 Minas sobre a rotina de estudos desafios e sonhos para a vida acadêmica.
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O Enem é a principal porta de entrada para o ensino superior no Brasil. O exame permite aos participantes concorrer a vagas em universidades públicas e privadas, e até a financiamento e bolsas privadas. Além disso, também é aceito em dezenas de instituições internacionais.
O Sistema de Seleção Unificada (Sisu), programa do Ministério da Educação (MEC) que seleciona estudantes para universidades públicas, começa na segunda-feira (19) e vai até a sexta (23).
UFMG oferta mais de 6 mil vagas em 87 cursos pelo Sisu; veja cronograma e lista de graduações
Nesta reportagem, Júlia Vitória Batista, Naief Lasmar Souza e Mateus Hindi Pires contam suas experiências a partir dos seguintes aspectos:
Somente a noite disponível para estudos
Ajuda de professor e simulados para a redação
Repertório ampliado com interpretação de filmes
'Afeto pelo caminho' do estudo
Júlia Vitória Batista, Naief Lasmar Souza e Mateus Hindi Pires conquistaram notas acima de 900 na redação do Enem e médias superiores a 800 pontos na prova geral.
Acervo Pessoal
Somente a noite disponível para estudos
Uma dessas histórias é a da aluna da Escola Estadual Maria Luiza Miranda Bastos, em Belo Horizonte, Júlia Vitória Batista. Aos 18 anos, ela é um dos destaques da rede pública mineira e viveu uma rotina desafiadora durante a preparação para o Enem.
Com uma rotina de curso pela manhã e trabalho à tarde, Júlia tinha apenas a noite para se dedicar aos estudos para as provas.
“Eu não tinha o dia inteiro para estudar em casa. O tempo que eu tinha era à noite e eu precisava fazer aquilo valer a pena. Sempre que podia, revisava as matérias aos fins de semana. Muitas vezes eu estava cansada, mas sabia que, se quisesse um bom resultado, precisava continuar”, conta.
Segundo Júlia, a experiência como treineira em 2024 foi fundamental para se acostumar com o formato da prova e com o controle do tempo.
“Quando você já passou pela experiência antes, chega mais tranquila. Eu já sabia como era o ritmo da prova, o cansaço, o tempo que precisava administrar. Isso me deu mais segurança para fazer a redação e o restante da prova com calma”, afirma.
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Ajuda de professor e simulados para a redação
O desempenho de 980 pontos na redação está diretamente ligado, segundo Júlia, ao trabalho desenvolvido na escola, especialmente nas aulas de língua portuguesa.
“Tudo o que eu aprendi sobre redação veio do meu professor de Português, Adriano Melo. Ele nos ensinou a estruturar todos os parágrafos, fez indicações de repertórios e nos mostrou como dar uma base mais sólida para nossos argumentos. Outra estratégia foi realizar todos os simulados, tanto os externos quanto os que a escola aplicava.
✅Mande sua denúncia, reclamação ou sugestão para o g1 Minas e os telejornais da TV Globo
Júlia tem o sonho de cursar Engenharia da Computação na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Ela conta que receber o resultado do Exame foi um dos momentos mais marcantes de todo o processo.
Segundo Júlia, apesar de ter dada o seu melhor, não esperava um resultado tão bom quanto o que obteve.
Repertório ampliado com interpretação de filmes
Assim como Júlia, Naief Lasmar Souza, de 19 anos e natural de Lavras (MG), também atribui o bom desempenho na prova a um processo que foi além do conteúdo tradicional.
Para o estudante, que tirou 960 na redação, o caminho até a nota passou também pela interpretação crítica de filmes. O estudante conta que o hábito de analisar obras cinematográficas ajudou não só a ampliar o repertório sociocultural, mas também a desenvolver um olhar mais atento para a construção do texto.
“Eu sempre gostei muito de cinema e comecei a escrever sobre os filmes que assistia, tentando entender as mensagens, os contextos históricos e sociais por trás das obras. Isso acabou me ajudando bastante na redação, porque fui ampliando meu repertório e aprendendo a organizar melhor as ideias”, explica.
Essa foi a terceira vez que Naief participou do Enem. Em 2025, encarou o desafio de sair de sua cidade natal, Lavras, para cursar o pré-vestibular na capital mineira. Para ele, ficar longe da família para morar sozinho em BH e se adaptar a nova rotina foi um processo intenso, mas o foco em passar na prova foi maior.
Com o desempenho, Naief pretende cursar Medicina. Ele conta que, apesar de ter familiares médicos que o influenciaram ao longo do caminho, a escolha pelo curso sempre veio de uma motivação pessoal.
“Eu sempre enxerguei a medicina como uma ciência, mas também como uma arte. Gosto muito dessa ideia do cuidado e contato humano, É isso que me move”
'Afeto pelo caminho' do estudo
Assim como Naief, o belo-horizontino Mateus Hindi Pires, de 18 anos, também alcançou nota 960 na redação. Aluno do 3º ano do ensino médio na escola SEB Unimaster e também estudante do curso pré-vestibular do Bernoulli, ele destaca que o principal diferencial da preparação não esteve apenas na carga horária intensa, mas na forma como passou a se relacionar com o estudo ao longo do processo.
“Eu percebi que, no vestibular, se você não cria algum tipo de afeto pelo caminho, o processo fica muito pesado. É um ambiente competitivo, cansativo, e eu tentei transformar isso em algo mais leve, criando gosto por estudar, por fazer questões e escrever redações. Isso mudou completamente minha forma de encarar a preparação”, afirma.
A rotina, especialmente no último ano, foi puxada. Pela manhã, Mateus tinha aulas regulares; à tarde, dedicava horas à resolução de exercícios e revisões do conteúdo visto no dia. Em média, chegava a 12 horas diárias de estudo, mas faz questão de destacar que o equilíbrio foi essencial.
Na preparação para a redação, Mateus optou por um caminho menos engessado. Ele escrevia, em média, duas redações por semana, mas buscava desenvolver uma escrita mais autoral, sem depender exclusivamente de modelos prontos.
“Eu quis fugir um pouco das fórmulas. Trabalhei muito a construção de argumentos próprios, uma escrita mais pessoal. Acredito que isso fez diferença na correção deste ano”, avalia.
O resultado, segundo ele, veio como uma recompensa.
“Minha mãe me acordou às 7h da manhã dizendo que a nota tinha saído. A sensação foi inexplicável. Dá um sentimento enorme de que tudo valeu a pena. Quando você se entrega de verdade ao processo, o retorno vem”, diz.
Mateus pretende cursar medicina e será o primeiro médico da família.
“Sempre foi um sonho trabalhar com pessoas, se comunicar, cuidar. A medicina, pra mim, é o ponto mais alto desse contato humano”, afirma.
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16/01 -
Unioeste divulga resultado do Vestibular 2026
Unioeste divulgou resultado do Vestibular 2026
José Fernando Ogura/Arquivo AEN
A Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) divulga, nesta sexta-feira (16), a lista dos aprovados no Vestibular 2026.
Os resultados foram divulgados às 17h nos cinco campi da universidade — Cascavel, Foz do Iguaçu, Francisco Beltrão, Marechal Cândido Rondon e Toledo — e estarão disponíveis no site da instituição a partir das 20h.
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Nesta edição, mais de 15 mil candidatos disputaram 1.602 vagas distribuídas em 67 cursos de graduação.
As matrículas vão da próxima segunda-feira (19), até 26 de janeiro, no site da universidade. O envio dos documentos também precisam ser enviados pelo sistema digital e pelos aplicativos da Unioeste.
Os e-mails para contato sobre as matrículas são:
nexo.matriculas@unioeste.br
prograd@unioeste.br
prograd.daa@unioeste.br
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Confira as vagas mais disputadas:
Medicina (Cascavel) - 2.581 candidatos
Medicina (Francisco Beltrão) - 1.612 candidatos
Psicologia (Foz do Iguaçu) - 538 candidatos
Psicologia (Toledo) - 317 candidatos
Direito (Marechal Cândido Rondon) - 246 candidatos
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16/01 -
Sisu 2026: quase 25 mil vagas são ofertadas pelas universidades da Bahia
Cronograma do Sisu 2025 é divulgado
Divulgação
As universidades públicas da Bahia estão ofertando 24,7 mil vagas em cursos de graduação através do Sistema de Seleção Unificada (Sisu).
Os candidatos que fizeram o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2025 poderão concorrer a uma das vagas, gratuitamente, a partir de segunda-feira (19) até 23 de janeiro, no Portal Único de Acesso ao Ensino Superior.
Dessas, 13.099 são disponibilizadas em universidades federais, 3.739 pelos institutos federais e 7.930 pelas universidades estaduais baianas. No total, o Ministério da Educação (MEC) disponibilizou mais de 274 mil vagas em todo o Brasil.
Veja os vídeos que estão em alta no g1
Institutos Federais
Entre as 2.730 vagas ofertadas pelo Instituto Federal da Bahia (IFBA), os cursos com mais oportunidades são jogos digitais e engenharia de energia.
Já o Instituto Federal Baiano (IFBaiano) ofertará 1.009 vagas. Os cursos de agroindústria e ciência da computação aparecem entre os cursos com maior número de oportunidades.
Licenciaturas
No total, os candidatos da Bahia poderão concorrer a 7.469 vagas em cursos presenciais de licenciaturas para receber bolsas do Pé-de-Meia Licenciaturas.
O programa oferta um incentivo financeiro de R$ 1.050, sendo R$ 700 com saque imediato e R$ 350 como poupança, com saque após o ingresso como professor em uma rede pública de ensino.
Para participar, o estudante precisa ter:
obtido nota média igual ou superior a 650 pontos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem);
ser aprovado;
se matricular no curso;
se inscrever, posteriormente, no Pé-de-Meia Licenciaturas.
Universidades
A Universidade Federal da Bahia é a instituição que oferece o maior número de vagas no estado, com 5.991 oportunidades.
Divulgação/Ufba
A Universidade Federal da Bahia (UFBA) é a instituição que oferece o maior número de vagas no estado, com 5.991 oportunidades. Entre os cursos com mais vagas ofertadas na universidade estão:
bacharelado interdisciplinar em humanidades: 300 vagas;
bacharelado interdisciplinar em artes: 200 vagas;
bacharelado interdisciplinar em saúde: 200 vagas;
bacharelado interdisciplinar em ciência e tecnologia: 200 vagas.
Além da UFBA, há as universidades federais do Recôncavo da Bahia (UFRB), do Oeste da Bahia (UFOB), do Sul da Bahia (UFSB), do Vale do São Francisco (Univasf) e a Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab).
No caso das universidades estaduais, as instituições que estão participando do Sisu 2026 são a Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), a Universidade do Estado da Bahia (UNEB), a Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC) e a Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB).
Inscrições
As inscrições para o Sisu 2026 serão abertas no período de 19 a 23 de janeiro e devem ser realizadas, exclusivamente pelo Portal Único de Acesso ao Ensino Superior. O candidato poderá se inscrever em até duas opções de curso.
Assim como em 2025, esta edição do Sisu terá somente uma etapa de inscrição para as vagas ofertadas pelas instituições participantes. Dessa forma, os inscritos concorrerão, em um único processo seletivo, às vagas disponibilizadas para todo o ano letivo.
O resultado da única chamada regular será divulgado em 29 de janeiro. Todos os estudantes selecionados dentro das vagas disponíveis, tanto na chamada regular quanto por meio da lista de espera, deverão realizar a matrícula na instituição no período indicado no edital.
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16/01 -
Redação nota mil no Enem: estudantes do Recife conseguem pontuação máxima e relatam rotinas diferentes de estudo
Estudantes pernambucanos que tiraram mil na redação do Enem comentam rotina de estudos
Ao menos dois dos alunos que atingiram mil pontos na redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) são pernambucanos e moram no Recife. Caio Silva Braga, de 18 anos, e Wellington Ribeiro, de 19, que obtiveram a pontuação máxima, conversaram com o g1 e falaram sobre a rotina de estudos e a grata surpresa na hora de conferir o resultado, liberado nesta sexta-feira (16).
Em 2025, o tema da redação do Enem foi "Perspectivas acerca do envelhecimento na sociedade brasileira". Para ambos os jovens, o assunto foi recebido com conforto e trouxe possibilidades variadas de abordagem (veja vídeo acima).
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“Gostei bastante do tema, me senti bem feliz com a ideia que tive na hora. Sempre parei bastante para pensar antes de escrever as minhas redações. Gostei dos textos de apoio, acho que entendi bem a ideia deles”, disse Caio Braga.
Para Wellington Ribeiro, o assunto da redação foi mais fácil de ser trabalhado que o das últimas edições, que abordaram desafios para a valorização da herança africana; o enfrentamento da invisibilidade do trabalho de cuidado realizado pela mulher; e a valorização de comunidades e povos tradicionais.
“Fiquei muito tranquilo. Primeiro, pela preparação, pelo esforço que tive. Quando eu olhei, de cara, já realmente gostei. Não foi um tema que me trouxe medo. Acho que até é comentado por profissionais da área que foi um tema tranquilo em comparação aos outros anos”, apontou.
Apesar de ambos os estudantes terem atingido a nota máxima, os objetivos de Caio e Wellington foram bem diferentes, assim como a metodologia de estudo, provando que não há “receita de bolo” para se dar bem na redação do Enem.
Tranquilidade e equilíbrio na rotina
Caio Silva Braga, de 18 anos, estuda ciência da computação tirou mil na redação no Enem
Acervo pessoal/Reprodução
Aos 18 anos, Caio Braga já é aluno do terceiro período do curso de Ciência da Computação na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Ele orienta estudantes das áreas de matemática e de linguagens e ainda ministra uma disciplina eletiva na escola onde estudou desde o 9º ano.
Sem interesse em mudar de área ou cursar uma nova faculdade, Caio conta que não seguiu nenhum cronograma de estudos durante 2025 e optou por fazer o Enem como uma forma de trazer visibilidade para o próprio trabalho — além de acompanhar o que vem sendo abordado na prova, já que a ideia é continuar realizando mentorias.
“Acho que faz parte da experiência do professor entrar em contato com a prova. Eu não estudei nesse ano. A única redação que fiz foi a do Enem, não fiz nenhuma outra. Orientei e corrigi outras redações na minha mentoria, mas eu não tinha feito nenhuma redação”, comentou.
Com o ensino médio concluído em 2024 e na faculdade desde o início de 2025, o jovem tutor acredita que estar livre da pressão para ingressar no ensino superior facilitou a concentração na hora de escrever.
Para o universitário, o caminho para um bom desempenho na hora da prova precisa contemplar estudos com profundidade, equilíbrio mental e emocional e uma rotina equilibrada, com tempo adequado para momentos de lazer.
“Nunca me privei de nada. Eu digo para todo mundo que saí todos ou quase todos os fins de semana do meu terceiro ano. Sempre fui de jogar bola, do time do colégio, de fazer academia… Nunca me privei de namorar, sair com meus amigos, de ter tempo de lazer. Sempre prezei por ter pelo menos uma hora de lazer no meu dia”, relembrou.
Em relação ao tema da redação do último ano, o jovem acredita que o principal diferencial foi se ater realmente às perspectivas sobre o envelhecimento, evitando ponderar apenas sobre os desafios, como havia sido proposto nas edições anteriores.
“Muita gente espera um tema que venha com desafios, muito do que é ‘engessado’ de ser praticado na redação. [...] Eu coloquei em cada parágrafo uma perspectiva diferente acerca do envelhecimento do Brasil. No primeiro parágrafo, coloquei uma perspectiva dos povos originários e indígenas. Segundo parágrafo, uma perspectiva histórica. No terceiro, uma perspectiva atual, mais detalhada na abordagem”, disse.
Foco no cronograma de estudos
Wellington Ribeiro, de 19 anos, espera ingressar no curso de direito
Wellington Ribeiro/Divulgação
Wellington Ribeiro, assim como Caio, concluiu o ensino médio em 2024. Mas, aspirando uma vaga no curso de direito, dedicou o ano de 2025 aos estudos, com atenção especial à prática de redação. Para isso, fez aulas online e presencialmente.
“Foi um processo. Eu entrei no presencial, inicialmente, e depois fui para o online. Sempre me dediquei muito ao processo. A redação é um aprendizado, você erra e acerta, erra e acerta. Então, conseguir isso é com esforço e dedicação”, comentou.
Na hora da prova, para ele, a atenção redobrada à gramática foi essencial para não perder pontos preciosos na hora da correção.
“Todo o conhecimento, principalmente gramatical, é uma coisa que fez muita diferença na nota. A questão gramatical, que a pessoa só pode errar duas vezes, tira muito ponto em cima dos alunos. Acho que o meu forte foi esse, a questão gramatical e a argumentação”, apontou.
Tão importante quanto a gramática impecável, o estudante apontou que um bom repertório textual é essencial para trazer robustez ao conteúdo. Em sua redação, Wellington escolheu citar um poema da consagrada escritora Clarice Lispector.
“Eu abordei uma visão histórica e depois trouxe uma visão mais crítica ao governo mesmo. Citei a Lei dos Sexagenários e o poema Feliz Aniversário de Clarice Lispector, que fala exatamente sobre essa questão da exclusão dos idosos”, relembrou.
Além das aulas de redação, o cronograma de estudos de Wellington contemplou uma rotina semanal de simulados para todas as áreas do conhecimento. Com o bom desempenho, o jovem agora administra a ansiedade e espera conseguir a tão sonhada vaga no curso de direito.
“Eu abri [a nota] logo assim que saiu, tipo uns 10 minutos depois. Não consegui dormir. Estou bastante nervoso, porque é uma coisa que não acontece qualquer dia. Significa muito para mim, porque eu treinei muito para isso”, contou.
Caio Braga e Wellington Ribeiro tiraram mil na redação do Enem
Montagem/g1
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16/01 -
Como utilizar a nota do Enem para estudar no Brasil ou no exterior
Como usar as notas do Enem para estudar no Brasil e no exterior
Quem fez o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2025 pode conferir suas notas nesta sexta-feira (16) e terá diversas alternativas para utilizá-las, desde concluir o ensino médio a concorrer a vagas de graduação no exterior.
As notas também podem ser utilizadas para concorrer a vagas em universidades públicas e privadas de todo o Brasil, além de permitir a solicitação de financiamentos ou descontos de mensalidade.
A versatilidade do Enem é uma das principais diferenças do exame para os vestibulares. E, apesar de poder ter a função de vestibular, o Enem é bem mais do que isso.
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Vagner da Silva, coordenador pedagógico do ensino médio do Colégio Agostiniano Mendel, conta que sempre destaca a importância do exame para seus alunos.
Um bom desempenho no Enem pode garantir ao candidato uma vaga em universidades por diferentes caminhos. Utilizando a nota do Enem na plataforma do Sisu, o aluno pode conquistar uma vaga em cursos de várias universidades federais do Brasil. Além disso, há oportunidades de ingresso em processos seletivos de diversas instituições particulares — algumas, inclusive, aceitam notas de edições anteriores do exame. Por fim, a nota pode ser utilizada em processos seletivos de universidades no exterior, especialmente em Portugal.
ENEM 2025 - DOMINGO (16) – RIBEIRÃO PRETO (SP) – Caderno de prova laranja no 2º dia de prova
Érico Andrade/g1
Abaixo, veja os diversos usos possíveis do exame:
Concluir o ensino médio
A partir da edição de 2025, o Enem volta a servir para certificar de conclusão do ensino médio para maiores de 18 anos. Os critérios para a certificação de conclusão do ensino médio são:
Pontuação mínima em cada área do conhecimento igual ou maior a 450 pontos);
Alcançar pelo menos 500 pontos na redação; e
Ter, no mínimo, 18 anos completos no primeiro dia de prova.
Após receber o resultado do Enem, os interessados deverão se dirigir a uma unidade dos Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia ou às instituições estaduais que tenham firmado termo de adesão com o Inep, levando a documentação necessária para solicitar a emissão do certificado.
A prova havia deixado de ter essa função em 2017, por decisão do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Desde então, adultos que não se formaram na idade correta passaram a buscar o diploma do ensino médio (e também do fundamental) por meio do Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja).
Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) de Cruz das Almas
Luis Fortes/MEC
Ensino superior no Brasil
Para quem quer cursar o ensino superior do Brasil aproveitando o desempenho no exame, há algumas alternativas, tanto do governo federal quanto iniciativas privadas. Confira as principais:
Sisu
O Sistema de Seleção Unificada (Sisu) é o programa do Ministério da Educação (MEC) que seleciona estudantes para universidades públicas.
Em 2026, as inscrições para o programa acontecem de19 a 23 de janeiro. Serão 274,8 mil vagas em 7.388 cursos e 136 universidades de todo o país.
Atualmente, o programa tem apenas uma edição por ano, e . Portanto, a edição única seleciona alunos que vão iniciar o período letivo no primeiro ou no segundo semestre.
Em geral, o Sisu tem uma chamada regular seguida pela lista de espera, para preencher eventuais vagas ociosas.
Confira o cronograma completo do Sisu 2026
E atenção para a novidade: Neste ano, pela primeira vez, o programa passará a aceitar as notas das três edições mais recentes do Enem. Neste caso, Enem 2023, 2024 e 2025. Até este ano, podiam se inscrever apenas quem havia feito a última edição do exame.
Como funciona: Na inscrição, é preciso escolher até duas opções de cursos e/ou de instituição. Ao longo do período de inscrição, o candidato pode mudar as opções no sistema quantas vezes quiser, tomando como base as notas de corte parciais divulgadas diariamente. Há vagas para cotistas (as regras variam de instituição para instituição).
Pré-requisitos: ter prestado ao menos uma das três edições mais recentes do Enem e tirado nota superior a zero na redação.
Prouni
O Programa Universidade para Todos (Prouni) é uma iniciativa do MEC que oferece bolsas integrais (100%) e parciais (50% de desconto) em instituições de ensino particulares.
Para participar da edição do primeiro semestre de 2026, é preciso se inscrever de 26 de janeiro até as 23 horas e 59 minutos de 29 de janeiro.
Confira o cronograma completo do Prouni 2026 do 1º semestre
Como funciona: O candidato deve indicar, em ordem de preferência, até duas opções de curso (selecionando a instituição de ensino e o turno). Depois, é necessário marcar se quer participar na modalidade de ampla concorrência ou de cotas. Por fim, precisa monitorar, a cada dia, a nota parcial para aqueles cursos. Se quiser, pode mudar suas escolhas (valerá a última opção marcada no período de inscrições).
Pré-requisitos: O candidato deve ter feito o Enem em uma das duas últimas edições, ter obtido média mínima de 450 pontos nas áreas de conhecimento e nota superior a zero na redação. É preciso também pertencer a uma família com renda per capita de até 3 salários mínimos e ter ensino médio completo (em escola pública ou particular). Há vagas para pessoas com deficiência e professores da rede pública.
Tipos de bolsa: Integral (renda familiar mensal per capita de até 1,5 salário mínimo) e parcial (que cobre 50% da mensalidade, para renda familiar mensal per capita de 1,5 a 3 salários mínimos).
Fies
O Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) é um programa do governo federal que paga parte das mensalidades de estudantes em universidades e faculdades privadas, com a contrapartida de os beneficiários quitarem o financiamento após a formatura.
Como funciona: O crédito pode cobrir de 50% a 100% da mensalidade do curso, com juros que dependem da renda familiar do candidato.
Vagas: Em 2025, foram ofertadas 112.168 novas vagas para o Fies. 67.301 delas no primeiro semestre e 44.867 no segundo semestre.
Descontos e financiamentos privados
Há instituições privadas de ensino superior que usam a nota do Enem no processo seletivo ou que oferecem descontos nas mensalidades a partir do desempenho do candidato nesse exame. As regras e datas variam de universidade para universidade.
Também há instituições e empresas privadas que oferecem financiamentos particulares para o ensino superior. Neste caso, os prazos, condições de pagamento e juros são definidos diretamente com a empresa responsável.
Ensino superior no exterior
O Enem também é um exame reconhecido internacionalmente e aceito em dezenas de instituições internacionais no processo de seleção de seus alunos. Alguns exemplos são Portugal, Reino Unido e Estados Unidos.
Portugal
Em Portugal, pelo menos 23 instituições, incluindo universidades, institutos politécnicos e escolas superiores, aceitam as notas do Enem em seus processos de admissão. O país europeu é o que mais aceita o Enem como vestibular, além do Brasil, graças a um acordo entre os dois governos.
Cada instituição define os próprios regulamentos (como documentos exigidos, calendários e possíveis auxílios estudantis).
As instituições de educação superior portuguesas que aceitam o Enem são:
Universidade Nova de Lisboa
Instituto Politécnico de Beja – IPBeja
Instituto Politécnico de Leiria
Instituto Politécnico do Porto – IPP
Instituto Politécnico de Coimbra – IPC
Universidade da Beira Interior – UBI
Universidade do Minho – Uminho
Instituto Politécnico de Santarém
Instituto Politécnico de Castelo Branco
Instituto Politécnico de Bragança
Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias (ULHT)
Instituto Politécnico de Portalegre
Instituto Politécnico de Viseu
Universidade Católica Portuguesa – UCP
Instituto Universitário de Ciências Psicológicas, Sociais e da Vida – ISPA
Escola Superior Artística do Porto – ESAP
Universidade de Aveiro – UAVEIRO
Escola Superior de Enfermagem de Coimbra – ESSEnfC
Universitário da Maia – UMAI
Instituto Politécnico da Maia e Universidade da Maia
Universidade Europeia
Escola Superior de Saúde do Alcoitão
Escola Superior de Saúde Norte da Cruz Vermelha - Portuguesa
Universidade fica em Coimbra, em Portugal
Divulgação/Universidade de Coimbra
Estados Unidos
Pelo menos duas universidades dos Estados Unidos aceitam a nota do Enem como um dos critérios de ingresso. O processo seletivo para estas instituições também pode envolver outros passos, como o exame de proficiência em inglês e o comprovante de conclusão do ensino médio. São elas a New York University e Universidade Drexel.
A Universidade de New York também aceita o Enem como critério de ingresso.
Divulgação
Reino Unido
Algumas universidades do Reino Unido levam em conta a nota do Enem no processo de admissão. Outros passos também podem ser necessários para ingresso e matrícula.
Birkbeck - Universidade de Londres;
Universidade de Loughborough;
Universidade Nottingham Trent;
Universidade de Hertfordshir.
Canadá
No Canadá, pelo menos a Universidade Metropolitana de Toronto aceita o Enem como parte do processo de ingresso em suas graduações. A universidade também pode estabelecer outras etapas para o processo de admissão.
Por que tirar glitter dá tanto trabalho?
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16/01 -
Enem 2025: resultado já está disponível
Ministro da Educação Camilo Santana informa que notas do Enem 2025 estão disponíveis
O resultado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2025 já está disponível para consulta na Página do Participante. Os resultados foram divulgados nesta sexta-feira, 16 de janeiro, pelo Ministério da Educação (MEC) e pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep).
Para acessar as notas, é preciso usar o login gov.br, com CPF e senha do candidato.
Vale lembrar que os treineiros (alunos que ainda não concluíram o ensino médio e fizeram a prova apenas para testar seus conhecimentos) devem ter suas notas divulgadas em até 60 dias.
O Enem é a principal porta de entrada para o ensino superior no Brasil. O exame permite aos participantes concorrer a vagas em universidades públicas e privadas, e até a financiamento e bolsas privadas. Além disso, também é aceito em dezenas de instituições internacionais.
O Sistema de Seleção Unificada (Sisu), programa do Ministério da Educação (MEC) que seleciona estudantes para universidades públicas, começa na segunda-feira (19) e vai até a sexta (23).
As provas foram aplicadas em 9 e 16 de novembro na versão regular do exame e contou com uma aplicação especial em três municípios do Pará, onde as provas aconteceram em 30 de novembro e 7 de dezembro.
Resultado do Enem 2025 já está disponível.
Reprodução
Como acessar o resultado do Enem 2025
Acesse a Página do Participante em enem.inep.gov.br/participante/ e clique em "Página do Participante - entrar com gov.br".
Insira seu CPF, clique em "Continuar", coloque sua senha e selecione "Entrar".
Clique na aba "Resultado" e selecione a opção correspondente a 2025.
Saiba como utilizar a nota para estudar no Brasil ou no exterior
Como usar as notas do Enem para estudar no Brasil e no exterior
Caderno de prova laranja no 2º dia de prova
Érico Andrade/g1
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15/01 -
Groenlândia é menor do que mostram os mapas
Groenlândia é menor do que mostram os mapas; entenda o motivo
Se você não vê problema no clássico mapa-múndi, talvez esteja sendo enganado. Na verdade, muita gente é enganada por ele desde o século 16.
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Por que Trump diz que a Groenlândia é vital para construir Domo de Ouro; INFOGRÁFICO
Estamos falando da Groenlândia. Ela pode até parecer gigantesca, mas não é tão grande quanto os mapas fazem parecer.
Em muitos mapas, a Groenlândia chega a aparecer maior do que todo o continente africano.
Mas, na realidade, a África tem cerca de 30 milhões de quilômetros quadrados – uma área aproximadamente 14 vezes maior que a Groenlândia.
Icebergs na Baía de Disko, Groenlândia
AP/John McConnico
Essa distorção acontece por causa da chamada Projeção de Mercator, um tipo de mapa criado lá em 1596 para facilitar a navegação marítima.
O problema é que, apesar de ter sido desenvolvido há mais de quatro séculos, esse ainda é o mapa-múndi mais utilizado no mundo.
A projeção preserva ângulos e direções, mas distorce os tamanhos reais dos continentes.
Com isso, regiões próximas aos polos, como a Groenlândia e a Europa, parecem muito maiores do que realmente são, enquanto áreas próximas à linha do Equador – como a África – acabam subestimadas.
Tanto que, no ano passado, a União Africana apoiou uma proposta para substituir o mapa de Mercator por um mapa Equal Earth, que representa com mais fidelidade as áreas reais dos países.
Plataformas como o Google Earth também oferecem uma visão mais realista, ao mostrar o planeta em forma de globo.
Toda essa polêmica sobre a Groenlândia ganhou força depois que Trump falou abertamente que gostaria que o território autônomo dinamarquês fosse integrado aos Estados Unidos.
E essa conversa não é de hoje. Em um livro publicado em 2022, Trump chegou a dizer que o tamanho da ilha é “enorme”.
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15/01 -
Jogos de tabuleiro simples ajudam crianças a avançar em matemática, aponta revisão científica
11 mochilas malucas que abalaram as redes sociais
Jogos de tabuleiro simples, em que as crianças avançam casas numeradas em linha reta, podem melhorar habilidades matemáticas básicas já na educação infantil, segundo um estudo liderado por pesquisadores da Universidade do Oregon.
A análise indica que sessões curtas, de cerca de 10 minutos, são suficientes para fortalecer competências como contagem, reconhecimento de números e compreensão de quantidades em crianças de até 7 anos.
Como brincar pode virar aprendizado
Criança brinca na oficina infantil “Brinquedos e Brincadeiras da Matriz de Cultura Popular” da Estação das Artes.
Lia de Paula
O estudo é uma meta-análise conduzida por pesquisadores da Universidade do Oregon, que reuniu dados de 18 pesquisas internacionais envolvendo mais de 1.700 crianças da pré-escola ao 2º ano do ensino fundamental. Os resultados foram publicados na revista científica "Review of Educational Research".
Segundo os autores, os chamados jogos de tabuleiro numéricos lineares — em que o jogador avança peças ao longo de uma sequência crescente de números — ajudam a criança a criar uma representação mental mais clara da ordem numérica.
“Sessões breves de jogos com números em linha podem melhorar significativamente habilidades fundamentais da matemática inicial”, afirmam os pesquisadores nas conclusões do estudo.
Benefícios com pouco tempo de jogo
Criança faz conta de matemática na escola
Reprodução
Um dos achados centrais é que não é necessário longos períodos de atividade para observar ganhos. Em vários estudos, poucas sessões de aproximadamente 10 minutos já foram associadas a avanços em habilidades como:
Contar corretamente
Reconhecer numerais
Entender que o último número contado representa a quantidade total
A análise aponta que, em contextos semelhantes aos avaliados, há 76% de chance de que a prática leve a melhorias em numeracia.
Para quem os resultados são mais relevante
Os dados dialogam diretamente com educadores, famílias e cuidadores, especialmente por se tratarem de atividades baratas, acessíveis e fáceis de adaptar. A maioria das crianças analisadas frequentava a pré-escola ou o jardim de infância, muitas delas de contextos socioeconômicos vulneráveis.
Metodologia, pontos fortes e ressalvas
A meta-análise avaliou estudos realizados nos Estados Unidos, Canadá e países europeus, além da Ásia. Embora os resultados sejam consistentes, os próprios autores destacam limitações: cerca de 61% dos critérios de qualidade metodológica foram plenamente atendidos, e a maioria das crianças não apresentava deficiências severas de aprendizagem.
Ainda assim, os pesquisadores consideram que os dados sustentam o uso dos jogos como ferramenta complementar, e não substituta, do ensino formal.
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14/01 -
É #FAKE que Lula criou regra para obrigar professores a se aposentarem mais tarde
Lula não alterou regras de aposentadoria para professores
g1
Circula nas redes sociais uma publicação afirmando que o governo Lula (PT) criou uma regra para obrigar professores a trabalharem por um período maior antes da aposentadoria. É #FAKE.
selo fake
g1
🛑 O que diz a publicação?
Publicado em 5 de janeiro no X, onde teve cerca de 20 mil visualizações, o post tem a seguinte legenda: "2026 promete. Lula aumentou a aposentadoria dos professores, o tempo de trabalho. Os professores agora sentiram quem é o Lula, fazuéli... fazuéli".
Na publicação, há o vídeo de um homem dizendo: "Lula agora aumentou a aposentadoria dos professores – aumentando, então, o tempo de trabalho [antes da aposentadoria], como se fosse uma tarefa fácil. Mas, por incrível que pareça, 99% dos professores de escolas estaduais e universidades federais apoiam o Lula, porque são ativistas de esquerda [...]".
Isso não é verdade. Para professores, o tempo de contribuição ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) é de 25 anos para mulheres e 30 para homens – o que não foi sequer alterado pela reforma da Previdência, promulgada em 2019, quando Jair Bolsonaro (PL) era presidente. O que ela instituiu foi a idade mínima para esses profissionais solicitarem o benefício da aposentadoria.
O post viralizou em meio à atualização anual das normas de transição previstas na reforma (leia mais ao final da reportagem). A disseminação também ocorreu em meio à pressão da categoria para que o governo Lula amplie o reajuste de R$ 18 no piso salarial.
⚠️ Por que isso é mentira?
Procurada pelo Fato ou Fake, a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom) afirmou, por e-mail: "O conteúdo é falso. Não houve mudança na idade mínima para aposentadoria de professores e nem alteração no tempo de contribuição".
Luis Lopes Martins, professor de direito da Faculdade Getúlio Vargas (FGV) do Rio, explicou que o aumento no tempo mínimo de contribuição para professores é consequência da reforma:
"Antes, não existia nem idade mínima de aposentadoria para professores. Bastava que eles apresentassem uma atividade mínima de 25 anos de magistério, no caso das mulheres, e de 30 anos, no caso de homens. Se uma professora começasse a lecionar aos 18 anos, era possível se aposentar aos 43. Com o texto de 2019, foi estabelecidade uma idade mínima, equivalente a 57 anos para mulher e 60 anos para homem. São cinco 5 a menos que no regime geral da Previdência".
Em termos gerais, a reforma estabeleceu que, a partir de 2023, a cada ano aumenta em 6 meses a idade mínima para um profissional solicitar aposentadoria.
▶️ Veja como fica a situação, no regime geral, em 2026:
As mulheres precisam ter, no mínimo, 59,5 anos. Os homens, 64,5 anos.
Na regra dos pontos (que soma o tempo de contribuição à idade), o mínimo exigido é 93 pontos para mulheres e de 103 pontos para homens.
▶️ Para professores de nível básico (ensino infantil, fundamental e médio), também valem as atualizações nas regras de transição, mas com um desconto de 5 anos no tempo mínimo de contribuição e de 5 pontos em relação ao regime geral.
O professor Luis Lopes Martins detalhou dois aspectos centrais na regra de transição para professores de nível básico:
Regra de pontos – " Considerando que, em 2026, a regra de transição será de 93 pontos para mulheres e 103 para homens, para professores os requisitos passam a ser de 88 pontos para mulheres e 98 pontos para homens. Lembrando que, nesse caso, exigem-se também 25 anos de contribuição para a mulher e 30 para o homem".
Aumento da idade mínima – "Já na regra da idade mínima progressiva, são 5 anos a menos que a regra geral. Então, em 2026, a idade mínima para as mulheres solicitarem o benefício é de 54 anos e 6 meses. Para os homens, são 59 anos e 6 meses. Desde 2023, essa idade sobe seis meses a cada ano, de maneira que em 2031 o novo regime será plenamente estabelecido".
O professor completou: "Não são mudanças decorrentes de uma alteração legislativa, ou nenhuma mudança do governo, mas, sim, uma implicação automática das regras previstas na reforma de 2019 e que contemplaram a atualização dessas regras de transição".
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13/01 -
Sisu 2026: Ufes e Ifes têm mais de 6.400 vagas para cursos de graduação; confira o cronograma
Sisu 2026: Ufes e Ifes têm mais de 6.400 vagas para cursos de graduação
As inscrições no Sistema de Seleção Unificada (Sisu) de 2026 começam em 19 de janeiro e vai contar com 274,8 mil vagas, distribuídas em 7.388 cursos e 136 universidades de todo o país.
No Espírito Santo, a Universidade Federal do estado (Ufes) e o Instituto Federal (Ifes), vão oferecer mais de 6.400 vagas em um curso superior.
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O Sisu é o programa do governo federal que seleciona estudantes para instituições públicas de ensino superior, a partir do desempenho no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).
SISU 2026: pode usar nota do Enem de outros anos? Veja regras e principais dúvidas
No site do programa, os candidatos podem fazer busca por município, curso ou instituição de ensino. A inscrição é gratuita e feita exclusivamente pela internet.
Desde 2024, o Sisu passou a realizar apenas um processo seletivo por ano, em vez de uma "rodada" a cada semestre.
Sisu 2026 abre consulta de vagas; inscrições começarão em 19 de janeiro
Reprodução
Cronograma do Sisu
📝 Inscrições: 19 a 23 de janeiro
📢 Resultado da chamada única: 29 de janeiro
🏫 Matrículas: a partir de 2 de fevereiro
⏳ Manifestação de interesse na lista de espera: 29 de janeiro a 2 de fevereiro
Vagas no Espírito Santo
No Espírito Santo, apenas a Ufes e o Ifes participam do programa. A Ufes vai ofertar 5.007 vagas, sendo 2.543 destinadas a candidatos autodeclarados pretos, pardos, indígenas e quilombolas e pessoas com deficiência e 2.464 para ampla concorrência.
Prédio da administração central da Ufes, em Vitória
Carlos Alberto Silva/ Rede Gazeta
As oportunidades estão distribuídas em 99 cursos nos campi de Goiabeiras e Maruípe, em Vitória, Alegre e São Mateus, incluindo vagas para o novo curso de medicina no campus de São Mateus, com ingresso a partir do segundo semestre.
Já o Ifes oferta 1.443 vagas para 57 cursos de graduação (bacharelados, licenciaturas e tecnólogos), na modalidade presencial, de 21 campi da instituição.
São eles: Alegre, Aracruz, Barra de São Francisco, Cachoeiro de Itapemirim, Cariacica, Centro Serrano, Colatina, Guarapari, Ibatiba, Itapina, Linhares, Montanha, Nova Venécia, Piúma, Santa Teresa, São Mateus, Serra, Venda Nova do Imigrante, Viana, Vila Velha e Vitória.
Vídeos: tudo sobre o Espírito Santo
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13/01 -
Sisu 2026: pode usar nota do Enem de outros anos? Veja regras e principais dúvidas
g1 em 1 minuto: Sisu 2026 aceitará notas do Enem 2023, 2024 e 2025
As inscrições no Sistema de Seleção Unificada (Sisu) de 2026 começam em 19 de janeiro, e tem muita gente com dúvida sobre algumas mudanças no processo de inscrição e demais informações do programa.
Antes de mais nada, é preciso saber que o Sisu é o programa do governo federal que seleciona estudantes para instituições públicas de ensino superior, a partir do desempenho no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).
Na edição única deste ano, são 274,8 mil vagas para ingresso no ensino superior, válidas para o primeiro ou para o segundo semestre de 2026. (Entenda mais abaixo.)
A seguir, veja as respostas para as principais perguntas sobre o Sisu 2026:
1. Quando acontece o Sisu 2026?
As inscrições para o Sisu 2026 acontecem de 19 de janeiro até as 23h59 de 23 de janeiro. Este período é válido para quem quer concorrer à vagas para qualquer um dos dois semestres letivos do ano, já que, desde 2024, o Sisu tem apenas uma edição por ano.
O resultado da chamada regular será divulgado no dia 29 de janeiro e as matrículas acontecem a partir de 2 de fevereiro.
Quem não for selecionado na chamada regular poderá manifestar interesse na lista de espera de 29 de janeiro a 2 de de fevereiro.
2. Notas de quais anos são aceitas no Sisu 2026?
O processo de seleção do Sisu considera o desempenho do candidato no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), e tem uma novidade neste ano. Pela primeira vez, o programa permitirá o uso das notas das três edições mais recentes do exame — 2023, 2024 e 2025.
Ou seja: o aluno que fez o Enem 2023, por exemplo, e que nem chegou a se inscrever na edição atual da prova também poderá concorrer a vagas por meio do programa.
A regra de usar as últimas edições da prova no Sisu não vale para quem participou como treineiro — ou seja, só as notas válidas no ano de conclusão do ensino médio (ou em posteriores) poderão ser usadas.
3. Como funcionará a seleção?
De acordo com o Ministério da Educação (MEC), será considerada a pontuação que gerar a melhor média ponderada no curso escolhido.
Por que média ponderada? Ao fazer o Enem, os candidatos alcançam determinada pontuação em cada uma das provas (Ciências da Natureza, Ciências Humanas, Matemática, Linguagens e Redação). Ao se inscreverem no Sisu, a média será diferente dependendo do curso e da universidade escolhidos. Por exemplo: é possível que a graduação em Física atribua um peso maior à nota de Matemática do que um de Jornalismo, que dará maior importância para Ciências Humanas.
A novidade busca ampliar as oportunidades de ingresso no ensino superior, permitindo que o candidato escolha o melhor desempenho obtido nas últimas prova
Entrada de candidatos na Universidade Federal de Santa Catarina
Gustavo Diehl/Agecom UFSC
4. Quem pode se inscrever no Sisu 2026?
Além de ter feito ao menos uma das três edições mais recentes no Enem, é preciso que o candidato tenha tirado nota acima de zero na redação e tenha ensino médio completo para se inscrever no Sisu.
5. Como se inscrever no Sisu 2026?
As inscrições acontecerão exclusivamente pelo Portal Acesso Único do governo federal, no link acessounico.mec.gov.br/sisu.
No período de inscrição, o candidato deve selecionar até duas opções de curso. É possível alterar as opções dentro do prazo, mas é preciso estar atento:
Ao longo do prazo de inscrição, o sistema mostra diariamente, sempre à meia-noite, as notas de corte parciais em cada curso. A partir delas, o candidato pode ter uma noção dos cursos em que terá mais chance de ser aprovado. É possível editar suas escolhas quantas vezes quiser.
Mas atenção: o Sisu considerará as duas opções que estiverem marcadas às 23h59 de 23 de janeiro.
6. Posso escolher em qual semestre começo a estudar?
O candidato não tem controle sobre em qual semestre começará a estudar. Neste caso, a decisão depende da abertura de turmas por determinação da instituição de ensino superior.
7. Como está a distribuição de vagas por cursos e instituições?
As 274,8 mil vagas do Sisu 2026 estão distribuídas em 7.388 cursos e 136 universidades de todo o país. Pedagogia lidera o ranking das graduações, com 10.145 vagas, seguida por Administração e Matemática.
Entre as instituições públicas de educação superior, a UFRJ aparece no topo da lista. (Mais abaixo, confira os rankings de cursos e instituições por número de vagas.)
Consulta de vagas no SiSU
Júlia Reis/g1
8. Posso saber quantas vagas há por curso?
Saber a quantidade de vagas disponíveis por curso e campus é importante para avaliar a competitividade por vaga e ajuda o candidato a decidir qual curso escolher no ato de inscrição.
Por isso, o MEC disponibiliza um sistema de consulta que informa quantas serão as vagas disponíveis por curso, por instituição e por município, e quais as regras do processo seletivo de cada universidade (como notas mínimas exigidas ou regulamento para cotas sociais).
A consulta deve ser feita em sisu.mec.gov.br/#/vagas.
9. Rankings — Quais graduações terão mais vagas ofertadas?
Ao todo, haverá oportunidades em 7.388 cursos de 136 instituições públicas em todo o país.
Pedagogia lidera o ranking das graduações, com 10.145 vagas, seguida por Administração e Matemática. Veja a lista abaixo:
Pedagogia – 10.145 vagas
Administração – 9.462 vagas
Matemática – 9.332 vagas
Ciências Biológicas – 8.932 vagas
Direito – 7.834 vagas
Química – 7.647 vagas
Física – 6.773 vagas
Engenharia Civil – 6.704 vagas
Medicina – 5.524 vagas
Agronomia – 5.458 vagas
9.1. Instituições com maior oferta de vagas
Entre as instituições públicas de educação superior, a UFRJ aparece no topo da lista. Confira as dez que mais ofertam vagas no Sisu 2026:
Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) – 9.120
Universidade Federal Fluminense (UFF) – 8.931
Universidade Federal da Paraíba (UFPB) – 8.005
Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) – 7.477
Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) – 7.336
Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) – 6.552
Instituto Federal de São Paulo (IFSP) – 6.470
Universidade Federal do Ceará (UFC) – 6.408
Universidade Federal do Maranhão (UFMA) – 6.098
Universidade Federal da Bahia (UFBA) – 5.991
9.2. Estados com mais vagas
Na distribuição por unidade da Federação, Minas Gerais lidera, com 33.729 vagas, o equivalente a 12,27% do total ofertado no Sisu 2026. Em seguida, aparecem Rio de Janeiro (31.419 vagas) e Bahia (24.768).
Os dez estados com maior número de vagas são:
MG – 33.729
RJ – 31.419
BA – 24.768
PB – 21.988
PE – 15.900
SP – 14.786
RN – 14.253
CE – 14.223
RS – 13.557
PI – 11.537
Cronograma do Sisu 2026
Inscrições: 19 a 23 de janeiro.
Resultado da chamada regular: 29 de janeiro.
Matrículas: a partir de 2 de fevereiro.
Manifestação de interesse na lista de espera: 29 de janeiro a 2 de de fevereiro.
Como usar as notas do Enem para estudar no Brasil e no exterior
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13/01 -
Geólogo explica porque a Groenlândia é rica em recursos naturais
Terras raras e mineração: qual o impacto ambiental?
A Groenlândia, a maior ilha do planeta e na mira de Donald Trump, tem algumas das mais ricas reservas de recursos naturais do mundo.
Isso inclui matérias-primas essenciais — recursos como lítio e elementos de terras raras (ETRs), que são essenciais para tecnologias verdes, mas cuja produção e sustentabilidade são altamente sensíveis — além de outros minerais e metais valiosos e um enorme volume de hidrocarbonetos, incluindo petróleo e gás.
Três dos depósitos de ETRs da Groenlândia, localizados nas profundezas do gelo, podem estar entre os maiores do mundo em volume, com grande potencial para a fabricação de baterias e componentes elétricos essenciais para a transição energética global.
A escala do potencial de hidrocarbonetos e da riqueza mineral da Groenlândia estimulou extensas pesquisas pela Dinamarca e pelos EUA sobre a viabilidade comercial e ambiental de novas atividades, como a mineração. O Serviço Geológico dos EUA estima que a costa nordeste da Groenlândia (incluindo áreas cobertas por gelo) contém cerca de 31 bilhões de barris de petróleo equivalente em hidrocarbonetos – semelhante ao volume total das reservas comprovadas de petróleo bruto dos EUA.
Mas a área livre de gelo da Groenlândia, que tem quase o dobro do tamanho do Reino Unido, representa menos de um quinto da superfície total da ilha – aumentando a possibilidade de que existam enormes reservas de recursos naturais inexplorados sob o gelo.
A concentração de riqueza em recursos naturais da Groenlândia está ligada à sua história geológica extremamente variada ao longo dos últimos 4 bilhões de anos. Algumas das rochas mais antigas da Terra podem ser encontradas aqui, bem como pedaços de ferro nativo (não derivado de meteoritos) do tamanho de caminhões. “Tubos” de kimberlito contendo diamantes foram descobertos na década de 1970, mas ainda não foram explorados, em grande parte devido aos desafios logísticos de sua mineração.
Terras raras: o que são, onde estão e por que os EUA se importam com elas
Geologicamente falando, é altamente incomum (e empolgante para geólogos como eu) que uma área tenha passado pelas três principais formas de geração de recursos naturais – de petróleo e gás a ETRS e pedras preciosas. Esses processos estão relacionados a episódios de formação de montanhas, rifting (relaxamento e extensão da crosta terrestre) e atividade vulcânica.
A Groenlândia foi moldada por muitos períodos prolongados de formação de montanhas. Essas forças compressivas romperam sua crosta, permitindo que ouro, gemas, como rubis, e grafite fossem depositados nas falhas e fraturas. O grafite é crucial para a produção de baterias de lítio, mas continua “subexplorado”, de acordo com o Serviço Geológico da Dinamarca e da Groenlândia, em comparação com grandes produtores como a China e Coreia do Sul.
Mas a maior parte dos recursos naturais da Groenlândia tem origem em seus períodos de rifting — incluindo, mais recentemente, a formação do Oceano Atlântico no início do período Jurássico, há pouco mais de 200 milhões de anos.
Principais províncias geológicas da Groenlândia com tipos e idades das rochas.
Geophysical Research Letters, CC BY-NC-SA
As bacias sedimentares terrestres da Groenlândia, como a Bacia de Jameson Land, parecem ter o maior potencial de reservas de petróleo e gás, algo análogo à plataforma continental rica em hidrocarbonetos da Noruega. Mas os custos proibitivamente altos têm limitado sua exploração comercial. Há também um número crescente de pesquisas sugerindo a existência de extensos sistemas petrolíferos ao redor de toda a costa da Groenlândia.
Metais como chumbo, cobre, ferro e zinco também estão presentes nas bacias sedimentares terrestres (na sua maioria sem gelo) e têm sido explorados localmente, em pequena escala, desde 1780.
Elementos difíceis de obter
Embora não esteja tão intimamente relacionada com a atividade vulcânica como a vizinha Islândia — que, de forma única, se situa na intersecção de uma cordilheira meso-oceânica e uma pluma do manto terrestre —, muitas das matérias-primas críticas lá devem sua existência à sua história vulcânica.
Elementos como nióbio, tântalo e itérbio foram descobertos em camadas de rocha ígnea – semelhante à descoberta (e subsequente mineração) de reservas de prata e zinco no sudoeste da Inglaterra, que foram depositadas por águas hidrotermais quentes que circulavam na ponta de grandes intrusões vulcânicas.
Entre os ETRs, prevê-se também que a Groenlândia possua reservas subglaciais suficientes de disprósio e neodímio para satisfazer mais de um quarto da demanda global prevista para o futuro – um total combinado de quase 40 milhões de toneladas.
Esses elementos são cada vez mais considerados os mais importantes economicamente devido ao seu papel indispensável na energia eólica, nos motores elétricos para transporte rodoviário limpo e nos ímãs resistentes a ambientes de alta temperatura, como nos reatores nucleares, mas são difíceis de obter.
O desenvolvimento de depósitos conhecidos, como em Kvanefield, no sul da Groenlândia — sem mencionar aqueles ainda não descobertos no núcleo rochoso central da ilha —, poderia facilmente afetar o mercado global de ETRs devido à sua relativa escassez global.
Vista de casas em Nuuk, na Groenlândia, em 22 de junho de 2025
Kwiyeon Ha/AP Photo/Arquivo
Um dilema infeliz
A transição energética global é uma necessidade devido ao crescente reconhecimento pelo público das múltiplas ameaças da queima de combustíveis fósseis. Mas as mudanças climáticas têm implicações importantes para a disponibilidade de muitos dos recursos naturais da Groenlândia, que atualmente estão cobertos por quilômetros de gelo – e que são uma parte fundamental dessa transição energética.
Uma área do tamanho da Albânia derreteu desde 1995, e este derretimento provavelmente se acelerará a menos que as emissões globais de carbono caiam drasticamente no futuro próximo.
Avanços recentes em técnicas de pesquisa, como o uso de radar de penetração no solo, nos permitem observar com cada vez mais certeza o que há sob o gelo. Agora somos capazes de obter uma imagem precisa da topografia do leito rochoso sob até 2 km de cobertura de gelo, fornecendo pistas sobre os recursos minerais potenciais no subsolo da Groenlândia.
Mas o progresso na prospecção sob o gelo é lento – e a extração sustentável provavelmente será ainda mais difícil.
Em breve, um dilema infeliz precisará ser resolvido. A riqueza de recursos da Groenlândia deve ser extraída com entusiasmo, a fim de sustentar e aprimorar a transição energética? Mas isso também poderá aumentar os efeitos das mudanças climáticas na Groenlândia e além, incluindo a destruição de grande parte de sua paisagem intocada e contribuindo para o aumento do nível do mar, o que poderia inundar seus assentamentos costeiros.
Atualmente, todas as atividades de mineração e extração de recursos são fortemente regulamentadas pelo governo da Groenlândia por meio de estruturas jurídicas abrangentes que datam da década de 1970. As pressões para flexibilizar esses controles e conceder novas licenças de exploração e exploração, no entanto, podem aumentar em meio ao forte interesse dos EUA no futuro da Groenlândia.
*Jonathan Paul não presta consultoria, trabalha, possui ações ou recebe financiamento de qualquer empresa ou organização que poderia se beneficiar com a publicação deste artigo e não revelou nenhum vínculo relevante além de seu cargo acadêmico.
** Este texto foi publicado originalmente no site The Conversation Brasil.
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12/01 -
Desafio LED 2026 abre inscrições para projetos contra evasão escolar; prêmio soma R$ 300 mil
Desafio LED
Divulgação
A evasão escolar continua entre os principais problemas da educação brasileira e é a partir dessa urgência que a edição 2026 do Desafio LED: Me dá uma luz aí abre seu novo edital. A iniciativa convida jovens de todas as regiões do país a transformarem experiências e ideias em soluções capazes de manter crianças, adolescentes e jovens na escola.
Com o tema “Evasão Escolar”, o desafio busca propostas que dialoguem com a realidade dos territórios, valorizem diferentes vivências e apostem na educação como motor de transformação social. Podem participar estudantes maiores de 18 anos, com matrícula ativa no primeiro semestre de 2026.
Os cinco projetos vencedores serão apresentados no palco do Festival LED e vão dividir um prêmio total de R$ 300 mil.
Segundo a organização, além do prêmio em dinheiro, os selecionados passam por uma jornada de desenvolvimento, com mentorias para estruturar as ideias até chegar a um protótipo pronto para ser colocado em prática. A proposta é fortalecer iniciativas que tragam novos caminhos para reduzir o abandono escolar, seja por meio de metodologias inovadoras, uso criativo da tecnologia, ações comunitárias, engajamento familiar ou estratégias de acolhimento e pertencimento.
Desafio LED
Divulgação
Para Viridiana Bertolini, gerente sênior de Valor Social da Globo, o desafio parte de quem vive o problema. Ela afirma que o LED nasce da convicção de que a educação se transforma quando quem enfrenta os desafios é colocado no centro das soluções e que a escolha da evasão escolar como tema reforça o papel da iniciativa na criação de projetos conectados à realidade dos territórios, com protagonismo jovem e impacto social concreto.
“O LED nasce da convicção de que a educação se transforma quando quem vive os desafios é colocado no centro das soluções. Ao escolher a evasão escolar como tema do Desafio LED 2026, reforçamos nosso papel como agente ativo na construção de iniciativas educacionais que dialogam com a realidade dos territórios, valorizam o protagonismo jovem e geram impacto social concreto.”, afirma Viridiana Bertolini.
Thaísa Coelho, head de Produtos Digitais do g1, destaca que a evasão escolar se manifesta de formas diferentes em cada região do país e que a presença do portal em todo o Brasil permite dar visibilidade a soluções que surgem nos mais variados contextos, tornando o debate sobre educação mais inclusivo e diverso.
“A evasão escolar se manifesta de formas diferentes em cada canto do país, e o g1 está em cada uma dessas regiões. Essa capilaridade permite dar visibilidade a soluções que nascem nos mais variados territórios e contextos, com diversas vozes e sotaques, tornando o debate público de educação mais inclusivo e diverso”, destaca Thaísa Coelho.
A divulgação do Desafio LED 2026 conta com campanha estrelada por Laura Vicente, apresentadora do Multishow, e Jéssica Ellen, atriz, cantora e apresentadora. As duas reforçam a importância da educação como ferramenta de transformação social e ajudam a ampliar o alcance do debate sobre evasão escolar entre jovens de diferentes realidades.
As inscrições são gratuitas e podem ser feitas até 1º de março de 2026 no site oficial do Movimento LED: www.movimentoled.com.br.
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12/01 -
Piso dos professores teria reajuste de apenas R$ 18 em 2026; governo promete mudar regra; entenda o que está em jogo
Professores da educação infantil são incluídos ao magistério; entenda
O reajuste do piso salarial dos professores em 2026 deve ser maior do que o previsto pela regra atual, que indicava um aumento simbólico de cerca de R$ 18.
Diante da repercussão negativa do valor, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve editar uma medida provisória para mudar os critérios de cálculo e garantir ganho real aos docentes.
O reajuste acima de 0,37%, foi anunciado pelo ministro Camilo Santana. Esse percentual deveria ser aplicado caso o Ministério seguisse os critérios em vigor, definidos pela Lei do Piso do Magistério.
A mudança foi anunciada pelo ministro em um vídeo publicado nas redes sociais após ampla repercussão da possibilidade de um reajuste de apenas R$ 18,10, um valor que não garantiria um aumento real no salário dos professores — o que ocorreria caso o aumento do novo piso fosse de apenas 0,37% como esperado.
🤔 Por que 0,37%? A regra atual que define o piso dos professores considera a variação do valor aluno ano do Fundeb, que será de 0,37% em 2026, como detalhado em portaria publicada em 31 de dezembro. (Entenda mais abaixo.)
Com isso, era esperado que o salário mínimo dos professores passasse de R$ 4.867,77 para R$ 4.885,78, o que seria um dos menores aumentos já registrados, além de ficar muito abaixo da inflação do ano passado, que fechou em quase 4%.
A MP de Lula deve sair até 15 de janeiro, segundo o ministro da Educação, mas nada se sabe sobre os critérios que serão adotados e de quanto será o reajuste. Por lei, o novo salário para o ano vigente deve ser anunciado ainda em janeiro.
Professor em sala de aula da rede de ensino do Piauí
Divulgação/Seduc
Histórico de reajuste nos últimos anos
Por lei, o governo federal deve informar o reajuste do salário-base dos professores em janeiro de cada ano. Os valores abaixo foram aplicados para docentes que trabalham 40 horas semanais.
2016: R$ 2.135,64 (+11,36%)
2017: R$ 2.298,80 (+7,64%)
2018: R$ 2.455,35 (+6,81%)
2019: R$ 2.557,74 (+4,17%)
2020: R$ 2.888,24 (+12,84%)
2021: R$ 2.886,24 (+0%)
2022: R$ 3.845,63 (+33,24%)
2023: R$ 4.420,55 (+14,95%)
2024: R$ 4.580,57 (+3,62%)
2025: R$ 4.867,77 (+6,27%)
Nos últimos 10 anos, apenas em 2021, quando não houve reajuste, e em 2024 o percentual de aumento do piso ficou abaixo da inflação do ano anterior. Em 2023, a inflação fechou em 3,71%, contra 3,62% de reajuste em 2024.
Como o reajuste é calculado
O critério que atualmente define o aumento do piso dos professores está descrito na Lei do Piso do Magistério, de 2008, e está atrelado à antiga Lei do Fundeb, de 2007. E funciona assim:
O Fundeb é o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação. Ele é composto por parte dos impostos arrecadados pelos estados e pelo Distrito Federal ao longo do ano, além de uma parte complementada pela União.
O valor reunido é, posteriormente, redistribuído para os estados, Distrito Federal e municípios, e só pode ser utilizado “na manutenção e no desenvolvimento da educação básica pública, bem como na valorização dos profissionais da educação”, como no salário dos professores da rede pública.
Esse repasse considera também um valor mínimo de investimento em cada aluno matriculado nos anos iniciais do ensino fundamental da respectiva rede. É o Valor Anual por Aluno (VAAF).
A Lei do Piso do Magistério diz que a atualização do salário mínimo dos professores deve ser calculada considerando “o mesmo percentual de crescimento do valor anual mínimo por aluno” definido pelo Fundeb.
Com isso, supondo que de 2025 para 2026 o gasto mínimo com um aluno do início do ensino fundamental tenha crescido 10%, estes mesmos 10% são aplicados para reajustar o piso do magistério.
Para o exercício de 2026, o VAAF será de R$ 5.962,79, um crescimento de 0,37% com relação ao ano passado. Ou seja, seguindo este mesmo percentual, o reajuste no piso dos professores seria de apenas R$ 18,10.
Critérios de reajuste em 2026: ainda não se sabe quais critérios serão adotados na medida provisória. O documento passará a vigorar imediatamente após a publicação, mas precisa ser votada pelo Câmara e pelo Senado para continuar a ter valor e, eventualmente, ser convertida a lei ordinária. Caso sejam aprovados no Congresso, os novos critérios substituem os atuais e serão considerados nas definições de piso dos próximos anos.
Propostas de mudanças
Nos últimos anos, entidades como a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) e a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) vinham sinalizando que chegaria o momento em que o critério de reajuste do piso definiria um valor que não representaria um aumento real no salário dos docentes, o que estava prestes a acontecer neste ano.
O MEC consultou essas e outras entidades ligadas a trabalhadores públicos de educação e a gestores para discutir propostas para uma nova maneira de definir o reajuste.
O Consed, que representa os secretários de educação dos Estados e do DF, diz em nota que está comprometido com a valorização do magistério, mas destaca a preocupação com a responsabilidade fiscal e a previsibilidade orçamentária das unidades federativas.
O professor Luiz Miguel Martins Garcia, que preside a Undime, também compartilha da preocupação com as contas públicas. Até por isso, ele defende que a legislação seja atualizada para que os critérios de reajuste do piso sejam mais previsíveis e facilite o processo de planejamento financeiro dos municípios, garantindo um equilíbrio com a valorização do trabalho dos docentes.
O presidente da CNTE, Heleno Araújo, por sua vez, espera que a MP de Lula garanta aos professores um aumento real no salário. Para isso, ele defende que a MP siga uma das propostas apresentadas anteriormente ao MEC, que considera a inflação de 2025 adicionada a 50% da média de crescimento real das receitas do FUNDEB (VAAF) dos últimos 5 anos. Neste caso, o reajuste para 2026 superaria os 6%.
Por ora, as entidades não possuem os detalhes da proposta que será assinada por Lula em caráter emergencial. O ministro Camilo Santana tampouco detalhou do documento que, segundo ele, deve ser tornado público até 15 de janeiro.
Sinais permitem que bebês se comuniquem antes de aprender a falar
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11/01 -
Sisu 2026 abre consulta de vagas; inscrições começarão em 19 de janeiro
g1 em 1 minuto: Sisu 2026 aceitará notas do Enem 2023, 2024 e 2025
Os candidatos do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2025 já podem consultar quantas serão as vagas disponíveis no Sistema de Seleção Unificada (Sisu) deste ano e quais as regras do processo seletivo de cada universidade (como notas mínimas exigidas ou regulamento para cotas sociais).
O Ministério da Educação (MEC) disponibilizou essas informações neste domingo (11), no site do programa. Ao acessá-lo, basta digitar o nome do curso, da instituição de ensino ou do município de interesse.
Mas atenção: por enquanto, é possível apenas fazer essa pesquisa prévia. As inscrições para o Sisu 2026 só começam efetivamente em 19 de janeiro (e vão até as 23h59 do dia 23 do mesmo mês).
O resultado da chamada regular será divulgado no dia 29 de janeiro.
De acordo com o MEC, esta será a maior edição do programa, com mais de 274,8 mil vagas em 7.388 cursos e 136 universidades de todo o país.
Pedagogia lidera o ranking das graduações, com 10.145 vagas, seguida por Administração e Matemática (veja o ranking).
Desde 2024, o Sisu passou a realizar apenas um processo seletivo por ano, em vez de uma "rodada" a cada semestre.
Cronograma do Sisu
Inscrições: 19 a 23 de janeiro.
Resultado da chamada única: 29 de janeiro.
Matrículas: a partir de 2 de fevereiro.
Manifestação de interesse em participar na lista de espera: 29 de janeiro a 2 de de fevereiro.
Sisu 2026 abre consulta de vagas; inscrições começarão em 19 de janeiro
Reprodução
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09/01 -
Resultado do Enem 2025 será divulgado em 16 de janeiro
EXCLUSIVO: Mensagens indicam acesso prévio a mais 2 questões do Enem não anuladas
O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) confirmou na tarde desta sexta-feira (9) que o resultado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2025 será divulgado em 16 de janeiro.
A data de divulgação das notas individuais do exame foi tornada pública a 10 dias do início das inscrições do Sistema de Seleção Unificada (Sisu). Diferente da edição de 2024, o edital do Enem 2025 não informava quando as notas seriam disponibilizadas.
👉🏾 Os gabaritos das provas, que indicam as respostas corretas, já estão disponíveis. Falta agora a disponibilização da pontuação por área do conhecimento e da redação para os participantes. A informação constará na página do participante e deve ser acessada utilizando o login gov.br (CPF e senha).
A prova, aplicada em novembro do ano passado, é usada para aprovar estudantes em universidades por meio de processos seletivos que estão prestes a começar — tanto o próprio Sisu (de 19 a 23 de janeiro) quanto o Prouni (26 a 29 de janeiro) e o Fies (sem cronograma).
O g1 vinha há uma semana questionando o Inep sobre a data de divulgação do resultado, e havia adiantado que a informação seria definida até o fim desta sexta-feira, de acordo com a autarquia.
ENEM 2025 - DOMINGO (16) – RIBEIRÃO PRETO (SP) – Movimentação na saída dos candidatos após cinco horas de prova
Érico Andrade/g1
Histórico de instabilidades
Nas edições de 2023 e de 2024, candidatos queixaram-se de problemas técnicos na divulgação das notas: instabilidades na Página do Participante, erros na imagem de verificação (captcha) e falhas no login.
Em 2025, a prova foi marcada pela polêmica envolvendo Edcley Teixeira, estudante que antecipou ao menos 8 questões que realmente caíram na avaliação. Após reportagem exclusiva do g1, o Inep decidiu por anular três dessas perguntas.
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09/01 -
A 10 dias do Sisu, Inep não confirma data de divulgação das notas do Enem 2025
Candidato leva caderno de questões do Enem 2025 em Ribeirão Preto (SP)
Érico Andrade/g1
A exatos 10 dias do início das inscrições do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) ainda não informou a data de divulgação das notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2025.
Atualização: Na tarde desta sexta-feira (9), o Inep confirmou que as notas individuais serão disponibilizadas em 16 de janeiro.
A prova, aplicada em novembro do ano passado, é usada para aprovar estudantes em universidades por meio de processos seletivos que estão prestes a começar — tanto o próprio Sisu (de 19 a 23 de janeiro) quanto o Prouni (26 a 29 de janeiro) e o Fies (sem cronograma).
➡️O edital do Enem 2025 não informa quando sairão os resultados dos candidatos — apenas diz que "o participante poderá ter acesso [às notas] (...) mediante inserção do número de CPF e senha, em data a ser divulgada posteriormente."
Na edição de 2024, o dia marcado para a publicação dos boletins estava claro desde a publicação do documento, em 13 de maio daquele ano.
➡️Há uma semana, o g1 vem questionando o Inep se realmente a data de divulgação será 16 de janeiro, como especula-se nas redes sociais e em alguns sites jornalísticos.
Nesta sexta-feira (9), o órgão do Ministério da Educação (MEC) respondeu à reportagem que ainda não é possível confirmar o calendário, mas que a informação deve ser definida até o fim do dia.
Histórico de instabilidades
Nas edições de 2023 e de 2024, candidatos queixaram-se de problemas técnicos na divulgação das notas: instabilidades na Página do Participante, erros na imagem de verificação (captcha) e falhas no login.
Em 2025, a prova foi marcada pela polêmica envolvendo Edcley Teixeira, estudante que antecipou ao menos 8 questões que realmente caíram na avaliação. Após reportagem exclusiva do g1, o Inep decidiu por anular três dessas perguntas.
EXCLUSIVO: Mensagens indicam acesso prévio a mais 2 questões do Enem não anuladas
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08/01 -
Prouni 2026: edital do 1º semestre é divulgado; confira as datas
Edital do Prouni 2026 é divulgado.
Patricia Lauris/g1 Tocantins
O edital do Prouni, com as datas e condições para o processo seletivo do primeiro semestre de 2026, foi publicado nesta quinta-feira (8) no Diário Oficial da União (DOU).
As inscrições acontecem de 26 de janeiro até as 23 horas e 59 minutos de 29 de janeiro pelo portal Acesso Único (acessounico.mec.gov.br/prouni), com login gov.br (CPF e senha).
O resultado da primeira chamada será divulgado em 3 de fevereiro. Já a segunda chamada sairá em 2 de março.
👉🏾 O Programa Universidade para Todos é uma iniciativa do governo federal que oferece bolsas integrais (100%) e parciais (50% de desconto) em instituições de ensino particulares.
Pode se inscrever quem participou do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em 2024 ou 2025 e obteve média mínima de 450 pontos nas áreas de conhecimento e nota superior a zero na redação. (Veja mais abaixo.)
Sobre o resultado do Enem 2025: o Inep, responsável pelo exame, ainda não informou a previsão para divulgação das notas individuais do Enem 2025.
Veja os vídeos que estão em alta no g1
📅 Datas do Prouni 2026
Inscrições: 26 a 29 de janeiro
Resultado da primeira chamada: 3 de fevereiro
Resultado da segunda chamada: 2 de março
Manifestação de interesse na lista de espera: 25 e 26 de março
Resultado da lista de espera: 31 de março
📚 Quem pode se inscrever
Além de ter feito o Enem em 2024 ou 2025, ter obtido média de ao menos 450 pontos nas áreas do conhecimento e nota acima de zero na redação, o candidato precisa atender a pelo menos um dos pontos abaixo:
Ter cursado o ensino médio completo em escola da rede pública;
Ter cursado o ensino médio completo em escola privada como bolsista integral;
Ter cursado o ensino médio parcialmente em escola da rede pública e parcialmente em instituição privada, na condição de bolsista integral;
Ter cursado o ensino médio parcialmente em escola da rede pública e parcialmente em instituição privada com bolsa parcial ou sem a condição de bolsista; ou
Ter cursado o ensino médio completo em escola privada com bolsa parcial da respectiva instituição ou sem a condição de bolsista;
Ser pessoa com deficiência, na forma prevista na legislação; ou
Ser professor da rede pública de ensino, exclusivamente para os cursos de licenciatura e pedagogia, destinados à formação do magistério da educação básica.
📝 Como funciona
O candidato deve indicar, em ordem de preferência, até duas opções de curso (selecionando a instituição de ensino e o turno).
Depois, é necessário marcar se quer participar na modalidade de ampla concorrência ou de cotas.
Por fim, precisa monitorar, a cada dia, a nota parcial para aqueles cursos.
Se quiser, pode mudar suas escolhas (valerá a última opção marcada no período de inscrições).
Se o candidato estiver dentro da nota de corte e conseguir uma das vagas ao final do prazo de inscrição, ele constará como pré-selecionado.
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08/01 -
'Sem choro': famílias viralizam ensinando 'sinais' para bebês se comunicarem antes da fala
Sinais permitem que bebês se comuniquem antes de aprender a falar
“Quanto antes o bebê consegue comunicar uma necessidade sem precisar chorar, mais fácil a nossa vida, né?”, diz a influenciadora digital Marina Godward, em vídeo que viralizou nesta semana. Ela conta que virou adepta da chamada “linguagem de sinais”: uma técnica praticada por famílias para ensinar gestos a seus filhos, de modo que eles expressem suas vontades antes mesmo de aprenderem a falar.
Nesta reportagem, você entenderá:
como a estratégia funciona;
em que idade ela pode ser implementada;
se pode atrasar a fala;
se é obrigatória para o desenvolvimento;
quais os riscos e benefícios envolvidos.
‼️E um aviso importante: essa prática não tem relação com a comunidade surda e é totalmente diferente da Língua Brasileira de Sinais (Libras).
“Libras não é gesto. É uma língua, com sistema de sílabas, sintaxe e gramática próprias”, ressalta o otorrinolaringologista e foniatra Gilberto Ferlin, do Hospital Paulista (SP).
“Quando falamos de gestos com bebês ouvintes, estamos falando de sinais mais transparentes, convencionados dentro da família, sempre associados à fala”, diz o especialista, que também é professor da Divisão de Educação, Reabilitação e Distúrbios da Comunicação (Derdic) da PUC-SP.
👶Como a estratégia funciona?
Bebê aprende a 'pedir mais' antes de falar
Reprodução/Redes sociais
Quando o bebê tem de 6 a 8 meses, já desenvolveu a coordenação motora fina a ponto de conseguir fazer certos gestos. “Isso ocorre um pouco antes da coordenação oromotora, necessária para organizar palavras. Ou seja: a criança consegue expressar de forma não verbal o que quer”, explica Anderson Nitsche, neurologista infantil do Hospital Pequeno Príncipe (HP).
Os pais, então, ensinam a ela gestos que representam, por exemplo: “água”, “quero mais”, “mamar”, “trocar fralda” e “dormir”. Há materiais gratuitos disponíveis na internet com sugestões de sinais para cada ação — mas não é um código universal. As famílias podem ter os seus próprios, desde que usem sempre o mesmo padrão com o bebê.
➡️É fundamental que os adultos, ao usarem os sinais, SEMPRE pronunciem as palavras ao mesmo tempo.
Você quer perguntar se seu filho quer mais fruta? Pode juntar as pontas dos dedos, formando uma “conchinha” com cada mão e juntando a esquerda e a direita, desde que fale, no mesmo momento: “Você quer mais fruta?”.
Marina usa este sinal para representar o pedido de "mais"
Reprodução/Marina Godward
A tendência é que o bebê vá construindo a associação entre gesto e mensagem — com a repetição, passará a fazer essa mesma “mímica” quando quiser mais comida, mas ainda não souber falar.
“Foi facilitando nossa rotina, aí nos empolgamos. Quando a Olívia começou a comer, era difícil entender que ela queria água. Com o sinal, fica bem mais prático”, conta Godward, cuja filha, hoje com 1 ano, começou a usar os gestos aos 9 meses.
🍼Pode atrasar a fala?
O gesto deve ser um estímulo extra de comunicação. Em crianças de desenvolvimento típico, se os sinais sempre forem apresentados pelos adultos junto com fala, não causarão atrasos na oralidade, afirmam os especialistas entrevistados pelo g1.
“É bom sempre interpretar o gesto da criança e fazer uma pergunta em seguida, para que ela ouça as palavras e amplie seu vocabulário. ‘Quer comida? Você quer comida?’. Se ela só apontar para algo ou fizer o sinal e já receber o que quer, vai ser menos incentivada a começar a falar”, afirma Mariana Peters, fonoaudióloga da Falafetiva - Espaço de Fonoaudiologia.
A tendência é que, quanto mais palavras o bebê aprender a pronunciar, mais ele abandone naturalmente os gestos.
“Como é mais fácil se expressar pela fala do que fazendo gestos, a criança começa a se desenvolver e usar os braços para brincar, arremessar, engatinhar, alcançar as coisas… Acaba optando pelas palavras com o passar do tempo. Uma coisa não vai atrapalhar outra”, explica Ferlin, da Derdic-PUC-SP.
‼️E atenção: usando ou não a linguagem de sinais para bebês, é fundamental estar atento aos marcos do desenvolvimento.
Ferlin detalha: “Com 1 ano, a criança precisa falar duas ou três palavrinhas. Entre 18 e 24 meses, associar duas palavras. E, por volta dos 3 anos, uma pessoa que não a conheça precisa conseguir entendê-la.”
Não se acomode ao fato de o bebê crescer, não falar, mas conseguir se expressar por sinais.
“Pode acontecer de a criança se comunicar por gestos e os pais pensarem que tudo bem ela não falar. Mas precisa aprender até 1 ano e 4 meses, 1 ano e 6 meses, algumas palavrinhas. Se isso não ocorrer, é importante procurar um pediatra ou um fonoaudiólogo”, diz o neurologista Anderson Nitsche.
👣É obrigatório apresentar os sinais para garantir o bom desenvolvimento cognitivo da criança?
Não! Para os especialistas, a principal mensagem é de equilíbrio. Gestos podem ajudar, mas não substituem o afeto, a interação e a linguagem oral.
“O mais importante não é o método. É o cuidado, o vínculo, a troca, o acompanhamento do desenvolvimento em um contexto de harmonia. Quem não seguir a linguagem de sinais também vai se desenvolver e falar", diz Nitsche.
Ou seja: a técnica não traz prejuízos, mas está longe de ser algo obrigatório.
👩🍼Quais os benefícios?
Filha de Marina Godward sinaliza que quer mais de algo
Arquivo pessoal
A maior parte das pesquisas científicas sobre sinais na infância foca em crianças surdas ou em contextos de bilinguismo em línguas de sinais. Entre os poucos estudos específicos com bebês ouvintes, há a indicação de efeitos positivos.
Uso de gestos pode reduzir frustrações: “A criança consegue se expressar de mais uma forma. Isso melhora a troca com os pais. Aquele choro reativo, por exemplo, pode diminuir com a comunicação”, diz o neurologista.
Relação familiar melhora: “O que chama atenção é que aumenta a qualidade do olhar dos pais para a criança. Eles passam a perceber melhor o que ela tenta comunicar”, afirma o especialista.
Por outro lado, há quem venda a técnica como uma “fórmula mágica” para deixar a criança com QI maior. Não se engane.
“Não há evidências de ganhos em inteligência ou desenvolvimento cognitivo acima do esperado. Não é a grande sacada do desenvolvimento. Pode agregar, mas repito: não é essencial”, afirma o neurologista.
Influenciadora Addie McCracken compartilha o que já ensinou aos filhos em linguagem de sinais
Reprodução/Redes sociais
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06/01 -
Intervenções militares dos EUA na América Latina: quantas questões de vestibular você acertaria sobre o tema?
Nicolás Maduro chega ao Tribunal Federal de Nova York para audiência
Os Estados Unidos lançaram um ataque militar de grande escala contra a Venezuela na madrugada do último sábado (3), com explosões em Caracas e nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira. A ofensiva resultou na captura do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores.
➡️Este episódio reacendeu discussões sobre o histórico de intervenções militares e políticas de Washington em países da América Latina. Será que você acertaria questões sobre o tema? Abaixo, resolva o quiz com 8 perguntas que já caíram em vestibulares brasileiros.
Intervenção militar dos EUA na América Latina: 8 questões que já caíram em vestibular
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05/01 -
Sisu 2026: quais os 10 cursos e as 10 universidades com mais vagas?
Sisu 2026: veja o que muda com nova regra do Enem
O Ministério da Educação (MEC) vai oferecer 274,8 mil vagas no ensino superior a partir do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) 2026 — processo seletivo que toma como base a nota dos candidatos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). As inscrições começam em 19 de janeiro e seguem até o dia 23.
Abaixo, veja em quais cursos, instituições de ensino e estados a oferta de vagas será maior.
➡️E um lembrete: Em 2026, o programa passará a aceitar as notas das três edições mais recentes do Enem (2023, 2024 e 2025). Ou seja: o aluno que fez o Enem 2023, por exemplo, e que nem chegou a se inscrever na edição atual da prova também poderá concorrer a vagas por meio do programa.
Quais graduações terão mais vagas ofertadas?
Alunos de Pedagogia participam de apresentações da Secretaria de Educação
Divulgação/Secop Suzano
Ao todo, haverá oportunidades em 7.388 cursos de 136 instituições públicas em todo o país.
Pedagogia lidera o ranking das graduações, com 10.145 vagas, seguida por Administração e Matemática. Veja a lista abaixo:
Pedagogia – 10.145 vagas
Administração – 9.462 vagas
Matemática – 9.332 vagas
Ciências Biológicas – 8.932 vagas
Direito – 7.834 vagas
Química – 7.647 vagas
Física – 6.773 vagas
Engenharia Civil – 6.704 vagas
Medicina – 5.524 vagas
Agronomia – 5.458 vagas
Instituições com maior oferta de vagas
Entre as instituições públicas de educação superior, a UFRJ aparece no topo da lista. Confira as dez que mais ofertam vagas no Sisu 2026:
Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) – 9.120
Universidade Federal Fluminense (UFF) – 8.931
Universidade Federal da Paraíba (UFPB) – 8.005
Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) – 7.477
Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) – 7.336
Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) – 6.552
Instituto Federal de São Paulo (IFSP) – 6.470
Universidade Federal do Ceará (UFC) – 6.408
Universidade Federal do Maranhão (UFMA) – 6.098
Universidade Federal da Bahia (UFBA) – 5.991
Estados com mais vagas
Na distribuição por unidade da Federação, Minas Gerais lidera, com 33.729 vagas, o equivalente a 12,27% do total ofertado no Sisu 2026. Em seguida, aparecem Rio de Janeiro (31.419 vagas) e Bahia (24.768).
Os dez estados com maior número de vagas são:
MG – 33.729
RJ – 31.419
BA – 24.768
PB – 21.988
PE – 15.900
SP – 14.786
RN – 14.253
CE – 14.223
RS – 13.557
PI – 11.537
Cronograma do Sisu 2026
Inscrições: 19 a 23 de janeiro.
Resultado da chamada regular: 29 de janeiro.
Matrículas: a partir de 2 de fevereiro.
Manifestação de interesse na lista de espera: 29 de janeiro a 2 de de fevereiro.
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02/01 -
Enamed 2025: nota de corte define nível de 'médico minimamente competente'; veja como é calculada
Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica tem nota de corte definida pelo Inep
Adobe Stock
A primeira edição do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed), criado para avaliar a qualidade dos médicos que estão concluindo a graduação, terá uma nota de corte para estipular quem é um "profissional minimamente competente".
A prova foi aplicada em 19 de outubro de 2025 e teve as pontuações individuais divulgadas em 12 de dezembro.
Entenda abaixo os critérios divulgados nesta semana pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).
📌 Qual é a nota de corte do Enamed?
A nota de corte do Enamed é 60,0 pontos, em uma escala de proficiência baseada na Teoria de Resposta ao Item (TRI).
Veja os vídeos que estão em alta no g1
📌 O que significa “médico minimamente competente”?
O conceito foi definido por professores e especialistas em Medicina que participaram da Comissão de Análise de Itens (CAI).
Eles descreveram o perfil de um egresso que:
demonstra compromisso ético;
integra conhecimentos clínicos;
atua adequadamente na atenção primária;
resolve situações comuns de urgência.
📌 Como essa nota de corte foi definida?
A definição da nota de corte envolveu duas etapas principais:
Método de Angoff Modificado
Especialistas estimaram a probabilidade de acerto de cada questão por um médico minimamente competente.
Após a exclusão de 10 itens por razões administrativas ou psicométricas, o ponto de corte ficou em 57,87% de acertos.
Transposição para a escala da TRI
Esse percentual foi convertido para a escala de proficiência da TRI por meio do estimador do Escore Verdadeiro (true-score estimator).
Na escala final — com média de 67,018 e desvio padrão de 17,544 — a nota de corte foi fixada em 60,0 pontos.
📌 A nota do Enamed serve para residência?
Não. A prova é igual à do Enare, exame voltado para a seleção de residentes — com com outros critérios de correção.
No Enare, não haverá TRI. Para que um candidato esteja apto a participar do processo seletivo de vagas de residência, deverá ter ao menos 50% de respostas corretas na prova (percentual simples).
As notas finais serão divulgadas em 21 de janeiro, e as escolhas de vagas começarão no dia seguinte.
📌 Por que a mesma prova gera notas diferentes?
Os exames têm finalidades distintas:
Enamed: avalia a qualidade da formação médica e utiliza a TRI para garantir comparabilidade entre provas.
Enare: seleciona candidatos para residência médica e usa apenas a contagem direta de acertos.
Assim, um mesmo desempenho pode resultar em:
uma nota abaixo de 60,0 na escala TRI (Enamed),
mas acima de 50% de acertos (Enare).
📌 A nota do Enamed interfere na formatura?
Os documentos técnicos divulgados pelo Inep indicam que o Enamed avalia a formação dos concluintes e produz indicadores educacionais.
Eles não afirmam explicitamente que ficar abaixo da nota de corte impeça a colação de grau. O foco está na avaliação da qualidade do ensino e no uso do resultado para fins de seleção no Enare.
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28/12 -
As 'escolas militares' chinesas para adolescentes 'rebeldes': 'castigo corporal está sempre presente'
Jovens falam sobre casos de abuso físico em escolas da China
BBC
Aviso: Este artigo contém detalhes de abuso físico e sexual e menções a suicídio.
O coração de Baobao ainda dispara quando ela sente o cheiro de terra depois da chuva matinal.
A sensação a transporta de volta aos primeiros treinamentos militares, atrás de portões trancados, e ao medo constante que marcava cada um de seus dias na escola chinesa Lizheng Quality Education School.
Durante seis meses, aos 14 anos, ela mal saiu do prédio vermelho e branco localizado em um vilarejo remoto da China, onde instrutores tentavam "corrigir" jovens que suas famílias consideravam rebeldes ou problemáticos.
Os alunos que não obedeciam as regras eram espancados com tanta violência que, segundo ela, ficavam dias sem conseguir dormir de costas ou se sentar.
Veja os vídeos que estão em alta no g1
"Cada momento era agonizante", diz Baobao, hoje com 19 anos, falando sob pseudônimo por medo de represálias.
Ela afirma que considerou o suicídio e disse conhecer outros estudantes que tentaram tirar a própria vida.
'Estuprada e espancada'
Uma investigação da BBC Eye, equipe de jornalismo investigativo da BBC, revelou múltiplas denúncias de abuso físico nessa escola e em outras da mesma rede, além de casos de jovens sequestrados e levados para as instituições.
Embora o castigo corporal seja proibido na China há décadas, a BBC reuniu depoimentos de 23 ex-alunos que afirmam ter sido espancados ou forçados a realizar quantidades extremas de exercícios.
Uma ex-aluna diz ter sido estuprada, e outras duas, entre elas Baobao, relatam ter sofrido agressões ou assédio sexual, todos cometidos por instrutores.
Filmagens secretas expuseram como funcionários se passaram por autoridades para transferir jovens à força para as instituições.
Treze estudantes afirmam ter sido sequestrados, com consentimento dos pais, por funcionários que fingiam ser policiais ou autoridades.
Os relatos, obtidos em entrevistas feitas pelo Serviço Mundial da BBC, declarações reunidas por ativistas, registros policiais e reportagens da imprensa estatal chinesa dizem respeito a cinco escolas.
Elas fazem parte de uma rede de ao menos dez instituições, todas administradas por, ou com vínculos estreitos com, um veterano militar chamado Li Zheng.
Os centros fazem parte de um setor em crescimento que promete a pais ansiosos que a disciplina em estilo militar pode resolver problemas como desobediência, dependência de internet, namoro adolescente e depressão, além de questões de gênero e identidade sexual.
Alguns pais enviam até jovens com mais de 18 anos, já legalmente adultos.
Uma série de denúncias de abusos entrou recentemente para as manchetes na China, tanto em escolas ligadas a Li Zheng quanto em outras instituições.
Em alguns casos, houve prisões ou fechamento de instituições, mas as escolas costumam reabrir rapidamente com outros nomes ou em novos endereços, já que o setor é difícil de regulamentar.
A BBC apurou que Li foi preso no início deste ano, mas descobriu que seus associados abriram recentemente uma nova escola.
As empresas e os indivíduos ligados à rede não foram encontrados ou recusaram comentar. A embaixada da China no Reino Unido disse à BBC que todas as instituições educacionais são obrigadas a cumprir as normas.
Baobao disse que cada momento vivido na escola foi 'agonizante'
BBC
Revista corporal 'profundamente ofensiva'
Baobao contou que a sua mãe a levou à Lizheng Quality Education School, na província de Hunan (China), quando ela começou a faltar às aulas, o que desencadeou brigas que agravaram uma relação já difícil.
Segundo ela, a mãe foi embora enquanto ela conhecia a escola e, então, percebeu que não tinha permissão para sair: "Eles disseram que, se eu me comportasse bem, talvez pudesse ir embora".
Inicialmente, Baobao tentou chutar e socar os instrutores, segundo ela, mas decidiu obedecer quando eles tentaram contê-la com seus próprios cadarços.
Mais tarde, ela foi revistada. Ela descreve a forma como isso aconteceu como assédio sexual.
"Achei profundamente ofensivo... ela [a instrutora que realizou a revista] tocou em todas as minhas áreas sensíveis."
A jovem conta que a mãe pagou cerca de 40 mil yuans (cerca de R$ 28 mil) por seis meses na instituição, e que ela não recebeu nenhuma aula acadêmica.
Poucas escolas disciplinares oferecem esse tipo de ensino, e algumas das que oferecem cobram à parte.
A escola continua em funcionamento, agora com o nome de Quality Education for Teenagers (Educação de Qualidade para Adolescentes, em tradução livre) com cerca de 300 alunos, de 8 a 18 anos.
Imagens secretas foram gravadas ali no início deste ano por uma mulher que se passou por mãe interessada em matricular um filho fictício de 15 anos.
Ela disse que o adolescente fumava, namorava e dirigia o carro dela.
A ela foram mostrados portões trancados em escadarias, grades metálicas ao longo de corredores abertos e câmeras de vigilância monitorando dormitórios onde crianças descansam, trocam de roupa e tomam banho.
Um funcionário disse que seriam necessários pelo menos seis meses para melhorar o comportamento do adolescente, mas que, sob uma "garantia de três anos", ela poderia mandá-lo de volta pagando apenas alimentação e acomodação caso ele retomasse antigos hábitos.
Ela foi orientada a não contar a ele sobre a nova escola. "Quando organizamos as buscas, contamos uma mentira inofensiva", disse uma das pessoas da equipe da instituição.
Segundo ela, instrutores se passavam por funcionários do "órgão regulador da internet" e diziam que precisavam de ajuda em uma investigação e o levariam ao centro. "Se isso falhar, vários instrutores simplesmente o imobilizam e o carregam até o veículo", afirmou.
Outra ex-aluna, Zhang Enxu, hoje com 20 anos, disse ter vivido uma experiência semelhante quando foi levada a uma escola diferente da mesma rede.
Aos 19 na época, ela havia saído de casa, frustrada com a recusa dos pais em aceitar sua identidade transgênero e sua decisão de viver como mulher..
Ela conta que havia voltado para uma visita em família ao túmulo da avó quando três homens que se diziam policiais apareceram, afirmando que seus dados haviam sido usados em uma fraude.
"Eles me arrastaram à força para o carro. Meus pais ficaram parados enquanto eu era levada embora", disse.
Ela foi levada à Shengbo Youth Psychological Growth Training School (Escola de Treinamento para Crescimento Psicológico de Jovens Shengbo, em tradução livre), também em Hunan, onde afirma ter sido espancada, o que lhe causou perda auditiva em um dos ouvidos, e posteriormente estuprada.
Em imagens secretas gravadas disfarçadamente na escola frequentada por Baobao, uma funcionária disse que não há espancamentos.
"Mudamos o comportamento dos jovens com treinamento militar e aconselhamento", diz a funcionária.
Mas Baobao e Zhang descrevem uma experiência muito diferente.
"O castigo corporal é constante", afirmou Baobao. "Se as rotinas de dança ou o boxe militar não forem precisos, ou forem mal executados, você será punido."
Segundo ela, os instrutores usavam um cano, erguendo-o acima da cabeça antes de "baixá-lo com força" sobre seus colegas.
"O local onde batiam ficava preto. Você ficava com hematomas graves."
Vídeos obtidos e verificados pela BBC, gravados em outra das escolas de Li Zheng, mostram instrutores levantando uma vara e atingindo as mãos dos alunos.
Zhang explicou que os estudantes eram obrigados a realizar "quantidades enormes" de treinamento físico. Segundo ela, as ordens para executar exercícios como flexões "podiam começar em mil repetições".
Ela também contou que foi atacada por um instrutor de plantão noturno em seu dormitório: "Ele me agarrou pelo cabelo e me arrastou até o chão, depois me agrediu sexualmente."
Baobao disse que já considerou tirar sua própria vida, mas percebeu que seria descoberta nas horas que levaria para morrer.
Ela diz que uma de suas colegas chegou a tentar se matar, mas, em vez de levá-la ao hospital, os instrutores tentaram eles mesmos fazer uma lavagem estomacal.
Tanto Baobao quanto Zhang descreveram sessões de aconselhamento nas quais havia pouca demonstração de compreensão.
As sessões de Zhang eram gravadas em vídeo para os pais que, segundo ela, pagaram 65.800 yuans (cerca de R$ 46 mil) por seis meses.
"Seja um garoto feliz, saudável e positivo. Está bem?", diz a orientação registrada.
"Você é um garoto, faça o que os garotos fazem… apenas seja feliz."
Baobao disse que, quando disse à conselheira que queria tirar a própria vida, a resposta foi: "Se você fosse morrer, não estaria sentada aqui na minha frente."
"Isso é algo que uma pessoa cuidadosa diria? Eles são humanos?", questionou.
As duas estudantes dizem ter se perguntado como seus pais puderam decidir submetê-las a essa experiência.
A mãe de Zhang chorou ao dizer à BBC que a família havia sido "enganada" pelas promessas da escola: "Vocês não apenas enganaram alguém para tirar seu dinheiro, como também destruíram uma família, provocando o colapso da relação entre pais e filhos."
A pressão social pelo sucesso acadêmico dos filhos pesa de forma decisiva na escolha dos pais, sobretudo de famílias urbanas de classe média, de enviar crianças e adolescentes a escolas disciplinares, afirma o antropólogo Yichen Rao, da Universidade de Utrecht (Holanda).
Ele estuda centros de tratamento para jovens com dependência de internet na China e diz que a falta de apoio no sistema educacional, a ansiedade e os conflitos familiares podem se combinar e levar os pais a "sentirem que não têm outra escolha".
A mãe de Baobao se recusou a comentar. A filha disse que hoje consegue "entender os dois lados".
"Acho que ela foi doutrinada pelos slogans usados para vender a escola. Ela estava desesperada para que eu me tornasse mais obediente… para ser a filha que ela sempre quis."
Baobao conseguiu sair depois de fingir um problema nos olhos. A mãe simplesmente disse "vamos virar a página", o que, segundo ela, a deixou com raiva e confusa.
Os pais de Enxu receberam vídeos dela na escola, participando de exercícios e sessões de aconselhamento
BBC
Cartas que viralizaram
O sofrimento de Zhang terminou após um mês. Seus amigos perceberam que ela havia desaparecido e acionaram a polícia, que então a localizou e divulgou um vídeo dela na escola. A amiga Wang Yuhang identificou a instituição ao perguntar, em grupos online, sobre o uniforme verde que Zhang usava.
Zhang registrou discretamente sua experiência em cartas que foram retiradas clandestinamente da escola e publicadas na internet. As cartas viralizaram e, com o aumento da pressão pública, a polícia interveio e ela foi autorizada a sair.
Doze dias depois, as autoridades anunciaram o fechamento da escola Shengbo, sem fazer referência às agressões relatadas por Zhang, afirmando apenas que a instituição havia violado normas administrativas.
Ela diz que, mais tarde, a polícia informou que Li Zheng havia sido preso, acusado de envolvimento em crime organizado.
A polícia não respondeu aos pedidos de informação da BBC sobre o caso de Zhang e sobre Li. O departamento local de Educação também não se manifestou.
Li mantém um perfil público relativamente discreto. A BBC analisou sua rede e constatou que ela opera escolas disciplinares em quatro províncias, por meio de um complexo conjunto de empresas registradas em seu nome ou no de associados próximos.
Ele fundou seu primeiro centro em 2006 e, em diferentes momentos, foi proprietário de quatro empresas educacionais distintas.
O site de uma de suas organizações diz que ele é formado por uma academia da Força Aérea chinesa no sul do país e que, a partir de 2007, atuou como "diretor de treinamento" e "conselheiro psicológico sênior" em diversas escolas.
Em uma emissora de televisão local da província de Hunan, ele chegou a falar sobre a formação de jovens com "amor e paciência".
As autoridades chinesas já intervieram anteriormente, após denúncias envolvendo escolas da rede.
Em 2019, um instrutor de outra escola ligada a Li Zheng foi detido pela polícia após acusações de ter agredido alunos com canos de água.
Também segundo a imprensa chinesa, a escola frequentada por Baobao foi obrigada a suspender novas matrículas após o suicídio de um estudante, em 2020.
Ela estava na instituição na época e afirmou que a escola continuou operando durante esse período. Pouco depois, a instituição mudou de nome.
Mu Zhou, voluntário baseado na Austrália que tem ajudado a documentar denúncias de abusos, afirmou que "sempre que há comoção pública, ele [Li Zheng] altera o nome ou muda o representante legal". Ele também disse que os alunos são transportados de ônibus entre diferentes unidades para evitar inspeções.
'Lucros enormes'
Dois pesquisadores disfarçados visitaram recentemente o que pode ser a mais nova adição à rede de Li Zheng.
Fingindo ser investidores do setor educacional de Hong Kong, eles marcaram uma reunião com três ex-funcionários das escolas de Li Zheng, em uma nova instituição criada por eles na província de Fujian (no sudeste da China).
"Os lucros nesse setor são enormes", disse Li Yunfeng, diretor de aconselhamento da nova escola. Ele explicou como o modelo de negócios poderia funcionar em Hong Kong, sugerindo mensalidades de pelo menos US$ 25 mil (cerca de R$ 125 mil) por aluno ao ano.
Ele se recusou a revelar o nome do chefe, mas disse que se tratava de "um veterano".
Ainda assim, pareceu se distanciar da rede ao dizer aos pesquisadores disfarçados: "Houve alguns incidentes. Os pais registraram uma reclamação. O grupo… embora ainda não tenha sido formalmente dissolvido, está à beira do colapso. Foi por isso que eu me afastei."
A BBC não conseguiu contato com Li Zheng, Li Yunfeng nem com outras escolas e empresas ligadas a Li Zheng e a seus associados para comentar o caso, apesar de várias tentativas.
A funcionária que conduziu a visita à escola Quality Education for Teenagers se recusou a comentar. O departamento de Educação responsável pela supervisão da instituição também não pôde ser contatado, apesar de diversas tentativas.
A regulamentação desses centros disciplinares é difícil. Alguns não são registrados como escolas.
A responsabilidade é dividida entre as autoridades locais de educação, assuntos civis e regulação de mercado, afirmou à BBC um advogado chinês familiarizado com processos contra esse tipo de instituição, que pediu para não ser identificado.
Rao, da Universidade de Utrecht, afirma que, na ausência de uma regulamentação centralizada sobre as escolas disciplinares, a responsabilidade tende a recair sobre os governos locais.
Ele descreve o setor como "uma indústria obscura que o Estado simplesmente tolera", acrescentando que o governo talvez não queira lhe conferir legitimidade ao estabelecer regras ou diretrizes.
Mas, segundo ele, há um "espectro" de escolas: algumas incorporam psicoterapia para os alunos e treinamento para os pais, ou punem funcionários que aplicam castigos corporais.
A embaixada da China em Londres afirmou que o governo "atribui grande importância ao funcionamento legal das instituições de ensino e à proteção de menores". Segundo a representação diplomática, todas as instituições educacionais "devem cumprir as leis e regulamentos pertinentes".
'Profundamente triste'
Zhang e a amiga Wang defendem o fechamento de todas as escolas disciplinares.
Elas trabalham para reunir vídeos que comprovam abusos e sequestros, acreditando que esse material é fundamental para levar a polícia a investigar e, às vezes, publicam os registros na internet.
Wang recebe com frequência pedidos de ajuda de estudantes. Ela já auxiliou na logística de tentativas de fuga e pressionou escolas a permitir que alunos deixassem as instituições.
Baobao nunca voltou a estudar, o que, segundo ela, a deixa "profundamente triste".
Atualmente, ganha a vida com transmissões online e jogos, mas acredita que poderia ter cursado uma universidade se não tivesse sido enviada à Lizheng Quality Education School.
"Essas escolas são, essencialmente, um golpe", disse.
"O modelo educacional predominante é o da violência gerando mais violência… o próprio conceito é fundamentalmente falho", explicou, acrescentando que elas "simplesmente não deveriam existir".
Reportagem adicional de Alex Mattholie e Shanshan Chen
Se você ou alguém que você conhece foi vítima de assédio ou abuso na internet ou na vida real, confira alguns lugares onde você pode encontrar ajuda:
O Fala.BR é uma plataforma da Controladoria-Geral da União (CGU) do Governo Federal, que permite o registro de manifestações. É possível utilizá-la para denunciar práticas como assédio, abuso e outras irregularidades;
A Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180 é um serviço de utilidade pública oferecido pelo Ministério das Mulheres para fornecer informações sobre os direitos e garantias das mulheres em situação de violência e informar locais e contatos dos serviços mais próximos e apropriados para cada caso;
Outros pontos de contato podem ser o 190, no caso de uma emergência policial, as Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (Deam) e o Disque 100, serviço voltado às denúncias de violações de direitos humanos.
Caso seja ou conheça alguém que apresente sinais de alerta relacionados ao suicídio, ou caso você tenha perdido uma pessoa querida para o suicídio, confira alguns locais para pedir ajuda:
O Centro de Valorização da Vida (CVV), por meio do telefone 188, oferece atendimento gratuito 24h por dia; há também a opção de conversa por chat, e-mail e busca por postos de atendimento ao redor do Brasil;
Para jovens de 13 a 24 anos, a Unicef oferece também o chat Pode Falar;
Em casos de emergência, outra recomendação de especialistas é ligar para os Bombeiros (telefone 193) ou para a Polícia Militar (telefone 190);
Outra opção é ligar para o SAMU, pelo telefone 192;
Na rede pública local, é possível buscar ajuda também nos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), em Unidades Básicas de Saúde (UBS) e Unidades de Pronto Atendimento (UPA) 24h;
Confira também o Mapa da Saúde Mental, que ajuda a encontrar atendimento em saúde mental gratuito em todo o Brasil.
Para aqueles que perderam alguém para o suicídio, a Associação Brasileira dos Sobreviventes Enlutados por Suicídio (Abrases) oferece assistência e grupos de apoio.
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23/12 -
Sisu 2026: inscrições começam em 19 de janeiro; confira o cronograma
g1 em 1 minuto: Sisu 2026 aceitará notas do Enem 2023, 2024 e 2025
As inscrições no Sistema de Seleção Unificada (Sisu) de 2026 acontecerão de 19 de janeiro até as 23h59 de 23 de janeiro. A informação consta no edital do programa publicado nesta terça-feira (23) pelo Ministério da Educação (MEC).
O Sisu é o programa do governo federal que seleciona estudantes para instituições públicas de ensino superior, a partir do desempenho no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). O resultado da chamada regular será divulgado no dia 29 de janeiro.
De acordo com o MEC, está será a maior edição do do programa, com mais de 274,8 mil vagas em 7.399 cursos e 136 universidades de todo o país.
Cronograma do Sisu 2025 é divulgado.
Júlia Reis/g1
Em 2026, o programa passará a aceitar as notas das três edições mais recentes do Enem. Neste caso, Enem 2023, 2024 e 2025. Até este ano, podiam se inscrever apenas quem havia feito a última edição do exame.
👉🏾 Resultado do Enem 2025: O Inep, responsável pelo exame, ainda não informou a previsão para divulgação das notas individuais do Enem 2025.
Além de ter feito o Enem em uma das três edições mais recentes, é preciso que o candidato tenha tirado nota acima de zero na redação e tenha ensino médio completo.
O programa terá apenas uma edição no ano, como tem sido desde 2024. Portanto, quem for selecionado poderá iniciar o ano letivo no primeiro ou no segundo semestre, a depender da abertura de turma e determinação da instituição.
Cronograma do Sisu 2026
Inscrições: 19 a 23 de janeiro.
Resultado da chamada regular: 29 de janeiro.
Matrículas: a partir de 2 de fevereiro.
Manifestação de interesse na lista de espera: 29 de janeiro a 2 de de fevereiro.
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23/12 -
Congresso aprova corte de quase R$ 500 milhões em orçamento das universidades federais para 2026; entidade fala em 'quadro crítico'
UFRJ, maior universidade do país, vive crise financeira
O orçamento das universidades federais terá um corte total de quase R$ 500 milhões em 2026. A informação é da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), que avaliou o Projeto de Lei Orçamentária Anual (Ploa) aprovado pelo Congresso para o ano que vem.
De acordo com a entidade, o valor representa uma redução de 7,05% nos recursos discricionários — referente às despesas não obrigatórias, como contas de luz, de água, bolsas acadêmicas, insumos de pesquisa, compra de equipamentos, etc. — das instituições. O resultado é o agravamento de "um quadro já crítico."
Inicialmente, a projeção do Projeto de Lei Orçamentária Anual (Ploa) para 2026 previa R$ 6,89 bilhões em verba para as 69 universidades federais. No entanto, o projeto aprovado pelo Congresso na sexta-feira (19) detalhou um corte de R$ 488 milhões no valor, deixando cerca de R$ 6,43 bilhões para o próximo ano.
Prédio da Universidade Federal do Piauí em 2025
Lívia Ferreira / g1
Em nota, a Andifes afirma que o corte atinge "todas as ações orçamentárias essenciais ao funcionamento da rede federal de ensino superior."
Um dos principais alvos do corte é a assistência estudantil, que, segundo a entidade, é uma área estratégica para a permanência de estudantes em situação de vulnerabilidade socioeconômica, e compromete diretamente a implementação da nova Política Nacional de Assistência Estudantil (PNAES).
Apenas nessa ação, o corte alcançou aproximadamente R$ 100 milhões, o equivalente a uma redução de 7,3%, comprometendo diretamente a implementação da PNAES (...), e colocando em risco avanços recentes na democratização do acesso e da permanência no ensino superior público.
UFRJ, maior universidade do país, vive crise financeira
Reprodução/TV Globo
Confira a íntegra da nota
A Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) manifesta profunda preocupação com os cortes promovidos pelo Congresso Nacional no orçamento das Universidades Federais durante a tramitação do Projeto de Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026.
De acordo com análise preliminar realizada pela Andifes, o orçamento originalmente previsto no PLOA 2026 para as 69 universidades federais sofreu um corte total de R$ 488 milhões, o que representa uma redução de 7,05% nos recursos discricionários das instituições. Esses cortes incidiram de forma desigual entre as universidades e atingiram todas as ações orçamentárias essenciais ao funcionamento da rede federal de ensino superior.
A situação é ainda mais grave no que se refere à assistência estudantil, área estratégica para a permanência de estudantes em situação de vulnerabilidade socioeconômica. Apenas nessa ação, o corte alcançou aproximadamente R$ 100 milhões, o equivalente a uma redução de 7,3%, comprometendo diretamente a implementação da nova Política Nacional de Assistência Estudantil (PNAES), instituída pela Lei nº 14.914/2024, e colocando em risco avanços recentes na democratização do acesso e da permanência no ensino superior público.
Os cortes aprovados agravam um quadro já crítico. Caso não haja recomposição, o orçamento das Universidades Federais em 2026 ficará nominalmente inferior ao orçamento executado em 2025, desconsiderando os impactos inflacionários e os reajustes obrigatórios de contratos, especialmente aqueles relacionados à mão de obra. O quadro se torna ainda mais preocupante diante de cortes semelhantes ocorridos nos orçamentos da Capes e do CNPq. Estamos, portanto, em um cenário de comprometimento do pleno desenvolvimento das atividades de ensino, pesquisa e extensão nas Universidades Federais, de ameaça à sustentabilidade administrativa dessas instituições e à permanência dos estudantes em situação de vulnerabilidade socioeconômica. A restrição orçamentária também impõe entraves à continuidade do desenvolvimento científico e, portanto, à soberania nacional.
A Andifes reconhece e valoriza o diálogo mantido com o Ministério da Educação, que tem demonstrado sensibilidade em relação à gravidade do cenário orçamentário. No entanto, reafirma que os cortes aprovados pelo Congresso Nacional exigem ações imediatas de recomposição, sob pena de comprometer o funcionamento regular das Universidades Federais e limitar o papel estratégico dessas instituições no desenvolvimento científico, social e econômico do país.
A Andifes seguirá atuando de forma firme e articulada junto ao Governo Federal e ao Congresso Nacional em defesa da recomposição do orçamento das Universidades Federais e da pesquisa científica nacional, da valorização da educação superior pública e do cumprimento do compromisso constitucional do Estado brasileiro com a ciência, a educação e a redução das desigualdades sociais e regionais.
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20/12 -
Batalha de rima entre professora e aluna de 10 anos em escola pública do DF viraliza; veja VÍDEO
Batalha de rima entre professora e aluna de 10 anos em escola pública do DF viraliza
Um vídeo que mostra uma batalha de rima entre uma professora e uma aluna de 10 anos na Escola Classe Vila Nova em São Sebastião, no Distrito Federal, viralizou nas redes sociais.
A disputa, marcada pela desenvoltura e pela rapidez nas respostas da estudante Luísa Magalhães, chamou a atenção na internet.
No começo do vídeo (veja acima), antes de começar a rimar, Luísa diz ser "braba". E logo, comprova ao trocar rimas com a professora Ana Paula Fonseca.
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A "apresentação" faz parte do projeto Groove Online, que utiliza a música para abordar temas como o combate às drogas e ao bullying, a promoção da saúde mental e a valorização da vida em colégios da rede pública do Distrito Federal.
O projeto já visitou pelo menos 80 escolas do DF em 2025 e tem outras 50 agendadas para 2026. A ideia é usar uma linguagem artística e próxima dos jovens para engajá-los em temas sensíveis.
A gravação mostra a professora Ana Paula Fonseca desafiando a aluna Luísa em uma troca de versos improvisados. A estudante, com confiança, responde às investidas da docente, arrancando elogios e aplausos de outros alunos que assistiam à cena.
Luísa Magalhães, de 10 anos, faz batalha de rima em escola pública do DF; vídeo viralizou na web
Reprodução
"Os alunos têm a oportunidade de se expressar, o projeto aumenta a autoestima deles, a confiança. A linguagem deles melhora, porque tem esse jogo de palavras e a valorização da cultura", enumera a diretora da Escola Classe VIla Nova, Gisele Mendes.
"Eu fiquei surpresa com o vídeo viralizando, não esperava. Porque foi só um momento de descontração, uma brincadeira", afirma Gisele.
O projeto Groove Online
O Projeto Groove Online Prevenção se define como uma iniciativa sociocultural e educativa que tem a arte como ferramenta principal de transformação social.
Seu foco é a prevenção de drogas, violência e bullying, trabalhando diretamente com crianças e adolescentes, principalmente em escolas públicas.
A metodologia combina música, teatro, palestras interativas e as famosas batalhas de rima para promover conscientização, autoestima, disciplina e senso de propósito. O objetivo é abordar assuntos complexos de forma acessível e positiva.
"É a arte como forma de transformação social. Foi somente a porta de entrada para que possamos enriquecer, ainda mais, no próximo ano", diz Gisele Mendes.
Projeto leva ioga, música e pintura às escolas públicas do DF
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19/12 -
Por que questões iguais no Enamed e no Revalida foram anuladas pelo Inep em apenas um dos exames?
Por que três questões exatamente iguais do Enamed e do Revalida (provas para formados em Medicina) só foram anuladas pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) em um desses exames?
Nas redes sociais, desde que o gabarito oficial foi divulgado, na última sexta-feira (12), candidatos protestaram contra uma suposta falta de isonomia na correção das provas, aplicadas em 19 de outubro. Afinal de contas, não houve uma explicação imediata que justificasse o tratamento diferente para perguntas que eram idênticas.
➡️Quando questionado pelo g1, o Inep explicou que um dos três itens teve um erro de digitação no Caderno 2 do Enamed, e, por isso, foi cancelado só neste exame — e mantido no Revalida. Os outros dois estavam conceitualmente corretos, mas tiveram de ser anulados (também no Enamed) por causa da TRI.
Veja os vídeos que estão em alta no g1
Mais uma vez, a reportagem pediu uma justificativa mais detalhada e, após receber a resposta do Inep, consultou especialistas externos para analisar o que ocorreu. Antes de entender os esclarecimentos, veja a diferença entre as provas:
Enamed:
Avaliação que mede o desempenho de estudantes de Medicina e que pode ser usada na seleção de vagas para residentes.
É corrigida pela Teoria de Resposta ao Item (TRI), mesmo método do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Ou seja: a nota final não é a simples soma dos acertos, e sim uma medida da "coerência" do desempenho. Se o aluno acertar as perguntas mais difíceis e errar as mais fáceis, terá uma pontuação mais baixa, por provavelmente ter "chutado".
No processo de residência, a prova vai gerar uma classificação: aqueles que tirarem as notas mais altas do grupo serão aprovados.
Revalida:
Prova que avalia médicos formados no exterior para que possam trabalhar no Brasil.
É corrigida pela teoria clássica dos testes: a nota final é a simples contagem de acertos do aluno. Duas pessoas que acertarem 60 questões terão exatamente o mesmo resultado, não importando se as perguntas respondidas corretamente eram fáceis ou difíceis.
Ao contrário do Enamed, não é uma competição entre candidatos. Todos os que atingirem a nota mínima poderão ser classificados para a segunda etapa de validação do diploma. Não há um número máximo de vagas nem uma comparação entre os desempenhos dos estudantes.
✏️Por que a anulação só ocorreu no Enamed?
O primeiro caso é mais simples de ser explicado. A questão 10 tinha uma diferença no texto do caderno 1 e do caderno 2 do Enamed (“palpação na região inguinal direita” (correta)/ “palpação em fossa ilíaca direita”). Para que os alunos que receberam o caderno 2 não fossem prejudicados, ela foi anulada. No Revalida, não houve erro.
As outras duas foram cortadas só do Enamed por "questões técnicas relacionadas à Teoria de Resposta ao Item (TRI)", como "ajustes estatísticos".
✏️Como a TRI pode justificar a anulação?
"Essas duas questões apresentaram desajustes em relação ao modelo da TRI, adotado para cálculo das proficiências, e não foram consideradas para a produção do resultado dos participantes", informou o Inep.
O primeiro passo é entender os três parâmetros da TRI:
nível de dificuldade da habilidade cobrada (valores maiores representam questões mais difíceis);
discriminação (mostra o quanto a questão diferencia participantes que dominam a habilidade daqueles que não dominam);
acerto casual (representa a chance de acertar por “chute”).
Tadeu da Ponte, matemático, especialista em inteligência artificial em avaliações e ex-coordenador do vestibular do Insper, explica que, após a aplicação de um exame, o resultado dos alunos pode mostrar que a TRI teve algum "desequilíbrio" ou "desajuste". Por exemplo:
uma pergunta não "discriminou" corretamente (isso significa que os candidatos mais proficientes não acertaram mais do que aqueles menos proficientes, ou seja, o item não serviu para separar os melhores alunos dos mais fracos);
uma questão apresentou "discriminação" invertida (os mais proficientes acabaram acertando menos do que aqueles que estavam menos preparados. "Isso pode ocorrer por ambiguidade, erro de gabarito, enunciado mal construído ou conteúdo fora do esperado", explica da Ponte.
"Nesse caso, o item não está medindo a proficiência do jeito certo: ele vira ruído e pode deformar a estimação das notas — especialmente em um exame cujo uso envolve comparação fina entre candidatos", completa o matemático.
"Isso não é contradição: é consequência direta das finalidades diferentes dos exames e dos pressupostos diferentes de cada modelo de nota."
✏️Houve algum erro conceitual nas questões?
O g1 ouviu infectologistas para entender se as perguntas anuladas no Enamed e mantidas no Revalida encaixavam-se em alguma possibilidade de erro técnico. Segundo eles, não ocorreu nenhuma falha conceitual. Veja abaixo:
Quimioprofilaxia (pergunta 40)
Item 40 só foi cancelado em um dos exames de medicina
Reprodução
"Na Amazônia, a gente tem o predomínio de Plasmodium vivax, para o qual a quimiprofilaxia é pouco efetiva. Então, de fato, não se recomenda a quimioprofilaxia de rotina para morador de área endêmica, principalmente para um adulto jovem saudável", explica Luana Araújo, médica especialista em doenças infecciosas pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
"Entretanto, ela pode ser considerada em alguns casos excepcionais, como este da questão, de uma indicação para profissionais em áreas remotas, onde a exposição pode ser intensa e prolongada ou cujo acesso ao sistema de saúde pode ser deficitário. E aí, o medicamento mais utilizado para adultos sem comorbidades seria a doxicicilina", afirma.
Marcus Lacerda reforça que é uma avaliação caso a caso, sem apoio de diretrizes nacionais do Ministério da Saúde. "Nessa região amazônica, a profilaxia deve ser direcionada sobretudo ao Plasmodium falciparum, já que para malária vivax é limitada. Hoje, a única opção para vivax é a tafenoquina, que no Brasil está aprovada apenas para tratamento, não para profilaxia", explica.
“Considerando isso, o artesunato é descartado porque não existe em apresentação oral, apenas injetável. A cloroquina também está contraindicada, pois só atua na profilaxia da malária vivax e não é eficaz contra o falciparum, comum na Amazônia. Assim, a melhor e única alternativa viável é a doxiciclina, que tem boa eficácia contra o Plasmodium falciparum e é a opção utilizada na prática quando o benefício da profilaxia supera os riscos.”
Distúrbio ácido básico (pergunta 2):
Questão igual no Revalida e no Enamed só foi anulada neste último
Reprodução
"Não há erro conceitual", afirma Karla Cristina Petruccelli, médica e professora de nefrologia. "O mais comum nos pacientes que vomitam é alcalose, porém, em casos mais graves, há acidose com hipercloremia, por conta da hipoperfusão tecidual."
✏️Por que o Enem nunca teve questão anulada no gabarito pela TRI?
Os gabaritos do Enem são divulgados na mesma semana de aplicação da prova, antes que o desempenho dos candidatos seja aferido. Por isso, nunca foi divulgada uma anulação especificamente causada pela TRI.
Mas isso não significa, segundo o Inep, que questões não tenham sido desconsideradas no cálculo das notas após demonstrarem problemas estatísticos. A diferença é que isso não é divulgado quando acontece.
"Embora o gabarito do Enem não explicite a anulação, visto que é divulgado antes dos procedimentos de cálculo da proficiência, o efeito para o cálculo do resultado é o mesmo", diz o órgão ao g1.
Enamed e Revalida avaliam médicos formados
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16/12 -
Candidato cego é impedido de fazer reaplicação do Enem apesar de liminar da Justiça
Estudante cego recebe prova errada no Enem, tem reaplicação negada pelo Inep e Justiça manda refazer exame
Arquivo pessoal
Apesar de ter obtido uma decisão judicial que garantiu a reaplicação do Enem 2025, o estudante cego Alison Marques, de 31 anos, foi impedido de realizar a nova prova nesta terça-feira (16), após o Inep não informar com antecedência o local e o horário do exame.
Segundo Alison, somente às 12h27 ele recebeu a indicação de que a prova seria realizada em Campo Grande, na Zona Oeste da capital fluminense. A prova estava marcada para começar às 13h.
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A reaplicação havia sido determinada por uma liminar da Justiça Federal, concedida no dia 11 de dezembro, após Alison receber um caderno de prova inadequado durante a aplicação regular do Enem.
Enem 2025: RJ é o estado com mais inscritos acima de 60 anos
A prova entregue ao estudante não tinha a descrição de imagens necessária para candidatos com deficiência visual. No entanto, mesmo com a ordem judicial para a reaplicação do exame, o estudante não conseguiu refazer a prova.
O advogado Alonso Bartolazzi Barbosa, que representa o estudante, disse que vai protocolar uma petição intercorrente junto à Justiça Federal, relatando os fatos ocorridos no dia da prova e pedindo a adoção de medidas urgentes contra o Inep, incluindo eventual reaplicação do primeiro dia do Enem e a responsabilização do instituto pela falha no cumprimento da liminar.
"É inaceitável que Alison, já enfrentando todos os desafios e dificuldades que enfrenta, seja obrigado a passar por uma situação tão constrangedora como essa", afirmou Alonso Bartolazzi Barbosa, Advogado do Alison.
Portões fechados
Segundo relatos enviados ao g1 pela família de Alison, até as 7h20 desta terça-feira o Inep ainda não havia disponibilizado oficialmente o local da reaplicação.
Mais tarde, a família soube “por terceiros” que a prova poderia ser aplicada no CEFET do Maracanã, no Rio de Janeiro. Alison foi ao local e chegou cedo para evitar problemas.
A informação, no entanto, não se confirmou. Somente às 12h27 Alison recebeu a indicação de que a prova seria realizada em Campo Grande, na Zona Oeste da capital fluminense.
Diante da informação tardia, a família seguiu de carro de aplicativo até o novo endereço. O portão de acesso ao local, porém, fechava às 13h.
Já no local onde a prova seria aplicada, o coordenador da unidade, segundo a família do estudante, consultou o Inep sobre a possibilidade de Alison realizar o exame mesmo após o horário previsto.
Às 14h58, a família ainda aguardava uma resposta. Poucos minutos depois, veio a negativa. Às 15h02, o Inep informou que Alison não poderia fazer a prova porque o horário de fechamento dos portões já havia passado.
De acordo com o sogro do estudante, mesmo que a aplicação fosse autorizada naquele momento, Alison terminaria a prova por volta das 21h30, considerando o tempo adicional garantido por lei aos candidatos com deficiência.
No dia seguinte, ele ainda precisaria comparecer novamente ao local para realizar a segunda etapa da reaplicação, marcada para esta quarta-feira (17).
“Não foi permitido ele fazer a prova. A justificativa é que o horário de fechamento do portão já tinha passado”, informou Paccelli, sogro de Alison.
Descaso com candidato com deficiência
A impossibilidade de realização da prova ocorre um dia após o g1 revelar que Alison recebeu o caderno errado no Enem 2025, sem descrição de imagens, gráficos e tabelas, material essencial para que o ledor possa atuar de forma adequada.
À esquerda, uma questão da prova regular do Enem, sem descrição da imagem. À direita, a mesma questão no Caderno Laranja, com descrição da imagem para o ledor da prova.
Reprodução
Mesmo após pedido administrativo, o Inep havia negado a reaplicação, alegando não haver problema logístico. A família, então, recorreu à Justiça, que entendeu que houve erro na execução do exame e determinou a reaplicação imediata, com garantia do Caderno do Ledor.
Na decisão, o juiz federal Wilney Magno de Azevedo Silva afirmou que o Inep violou o direito à igualdade de oportunidades e descumpriu as normas do Estatuto da Pessoa com Deficiência.
A reportagem procurou o Inep para esclarecer por que o local da prova não foi informado com antecedência e por que não houve flexibilização diante da situação excepcional de um candidato com deficiência amparado por decisão judicial. Até a última atualização desta reportagem, o órgão não havia se manifestado.
Problemas na prova original
Alison se inscreveu regularmente no Enem 2025, com o sonho de passar para o curso de Administração, de preferência em uma universidade pública.
O Inep, instituto responsável por organizar a prova, autorizou que Alison tivesse os recursos de acessibilidade previstos no edital, como auxílio de ledor, auxílio para transcrição, sala de fácil acesso e tempo adicional. Esses recursos são direito do candidato com deficiência visual.
Por ser cego, ele deveria ter realizado o exame com o Caderno do Ledor – Caderno 9 (laranja), que contém a descrição textual de imagens, gráficos, tabelas e figuras.
No entanto, nos dois dias de prova, 9 e 16 de novembro, o estudante recebeu o Caderno de Atendimento Especializado, que não possui nenhuma descrição de elementos visuais.
O tipo de caderno que o estudante recebeu é idêntico à prova regular no que diz respeito ao conteúdo gráfico, o que inviabiliza a leitura adequada por parte do ledor.
"Eu percebi que tinha recebido a prova errada no dia que saiu o gabarito do primeiro dia da aplicação da prova, que eu pedi para a minha sogra para ela conferir o gabarito para ver quantas questões eu tinha acertado. Ela conferiu e depois foi comparar as questões e ela viu que não tinha descrição na prova que eu tinha recebido", disse Alison, que relembrou que a namorada também passou pelo mesmo problema em 2019.
Segundo Alison, no primeiro dia do exame, 53 questões continham imagens sem descrição. Já no segundo dia, o problema foi ainda mais grave, quando 77 das 90 questões dependiam de elementos visuais para compreensão.
"Receber a prova certa com descrição é muito importante para os deficientes visuais porque traz detalhes sobre a questão que ajuda a compreender melhor. Ajuda nas tabelas, nos gráficos, nas figuras que têm relação ao texto. É muito importante para poder compreender a questão e poder responder de forma certa", explicou o candidato.
Diferença entre os modelos
De acordo com as regras do Enem, participantes com deficiência visual que utilizam ledor no dia do exame devem realizar a prova com um caderno específico. É esse material que permite ao profissional fazer uma leitura padronizada, objetiva e isonômica das imagens presentes nas questões.
Sem esse caderno, o ledor não tem respaldo técnico para descrever gráficos, mapas ou esquemas, o que compromete o princípio da igualdade de condições entre os candidatos.
"Sem a descrição das imagens, figuras, tabelas, gráficos, (...) o leitor passa a visão que ele está tendo do que ele está vendo na questão. Não passa sobre os detalhes que às vezes tem numa figura, num texto para usar a comparação para poder responder", reforçou Alison.
Na ação judicial, a defesa de Alison anexou comparativos entre o caderno correto (Caderno do Ledor) e o material que foi entregue ao estudante, mostrando que as descrições estavam completamente ausentes.
Inep negou reaplicação
Após a aplicação das provas, Alison solicitou administrativamente a reaplicação do exame com base no edital do Enem 2025, que prevê nova aplicação em casos de “erro de execução de procedimento de aplicação que incorra em comprovado prejuízo ao participante”.
Apesar disso, o Inep indeferiu o pedido, afirmando que o ocorrido “não caracteriza possível problema logístico que justifique nova aplicação”.
"Eu mandei (o pedido de reaplicação) de forma correta, com as provas, dizendo tudo certinho o que tinha ocorrido, e eles, acho que automaticamente, mandaram a resposta, negando, nem se preocuparam em ler", relatou Alison.
A resposta foi considerada genérica pelo estudante, que também registrou reclamação na ouvidoria do órgão. Sem retorno efetivo, a defesa acionou a Justiça Federal por meio de um mandado de segurança.
Justiça aponta falha logística
Na decisão liminar, assinada pelo juiz federal Wilney Magno de Azevedo Silva no dia 11 de dezembro, a Justiça entendeu que houve erro na execução do procedimento de aplicação do Enem.
Candidatos entram para fazer o Enem na sede da Uerj, campus Maracanã
Alexandre Durão/G1
O magistrado destacou que Alison teve os recursos de acessibilidade deferidos no momento da inscrição e que, ainda assim, não recebeu o caderno adequado, o que violou o direito à igualdade de oportunidades e às normas do Estatuto da Pessoa com Deficiência.
Para o juiz, a falha do Inep se enquadra como problema logístico previsto no edital e causou prejuízo comprovado ao estudante, o que justifica a reaplicação.
“Reputo que a conduta do INEP caracteriza a ocorrência de ‘erro de execução de procedimento de aplicação’, nos termos do item 13.4.1 do Edital, já que incorreu em comprovado prejuízo ao participante, ensejando o direito do impetrante à reaplicação da prova”, escreveu o juiz Wilney Magno.
Na sequência, o magistrado afirmou que a aplicação da prova sem o caderno adequado violou o direito à igualdade de oportunidades, garantido por lei às pessoas com deficiência.
“O não atendimento, pelo INEP, das opções feitas pelo impetrante à época da sua inscrição violou o direito à igualdade de oportunidades do estudante, princípio reconhecido na Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência”, dizia parte da decisão.
Além disso, a decisão apontou risco de dano irreparável, já que o edital prevê apenas uma reaplicação do Enem em 2025, nos dias 16 e 17 de dezembro.
"Reputo presente a possibilidade da ocorrência de lesão irreparável ao direito do impetrante, em decorrência da proximidade da realização da reaplicação da prova, a qual ocorrerá apenas uma vez, nos dias 16 e 17 de dezembro de 2025”, completou o magistrado.
Com a decisão, a Justiça determinou que o Inep:
acolha imediatamente o pedido de reaplicação;
inclua Alison na lista de participantes da reaplicação do Enem 2025, junto ao Enem PPL;
assegure a entrega do Caderno do Ledor, com descrição integral de imagens, gráficos e tabelas, viabilizando o trabalho do ledor.
A decisão também prevê o cumprimento imediato da ordem judicial e a intimação das autoridades responsáveis pelo exame.
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16/12 -
Reaplicação do Enem 2025: 'A idade mínima para o trabalho como forma de proteção à infância' é tema da redação
Enem 2025: Renata Ceribelli entrevista estudante alvo de investigação da PF
O tema da redação da reaplicação do Exame nacional do Ensino Médio (Enem) 2025 é "A idade mínima para o trabalho como forma de proteção à infância". A primeira parte da prova está sendo aplicada nesta terça-feira (16).
Na aplicação comum, em novembro, os participantes escreveram sobre as "Perspectivas acerca do envelhecimento na sociedade brasileira". Já na aplicação especial na Grande Belém, o tema foi “A valorização dos trabalhadores rurais no Brasil”.
Tema da redação da reaplicação do Enem 2025.
Reprodução/Inep
As provas acontecem nesta terça (16) e quarta-feira (17) para quem teve o pedido de reaplicação aprovado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), e são válidas tanto para a edição regular quanto para a da Grande Belém.
Tiveram direito à reaplicação que teve problemas logísticos ou doenças infectocontagiosas na aplicação regular e na aplicação de Belém, Ananindeua e Marituba, no Pará.
Os moradores de Rio Bonito do Iguaçu, no Paraná, também realizam o exame nestes dias. A aplicação regular da prova foi suspensa no município após a passagem de um tornado que destruiu a cidade.
Além disso, a prova está sendo aplicada também para as pessoas privadas de liberdade, inscritas no chamado Enem PPL. Neste caso, as provas têm o mesmo nível de dificuldade do Enem regular e ocorrem dentro das unidades prisionais e socioeducativas indicadas pelas unidades da Federação.
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16/12 -
Enem 2025: estudantes da Grande Belém já podem consultar locais de reaplicação da prova
Enem 2025 do Pará teve questões antecipadas por Edcley? Veja semelhanças detectadas
O Inep informou nesta segunda-feira (15) que foram divulgados os locais de prova da reaplicação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2025 para os estudantes da Grande Belém.
Segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), a consulta deve ser feita na Página do Participante.
A reaplicação será feita em dois dias: nesta terça-feira (16) e na quarta-feira (17), conforme o cronograma oficial do exame.
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De acordo com o Inep, a reaplicação será também a aplicação oficial para pessoas privadas de liberdade (Enem PPL).
A prova do Enem 2025 em Belém, Ananindeua e Marituba foi adiada por causa da COP 30. Os exames serão aplicados nos dias 30 de novembro e 7 de dezembro.
Enem na Grande Belém IFPA
Thaís Neves/g1
Entre os 95,7 mil inscritos, 21,7 mil são concluintes do ensino médio, segundo o Ministério da Educação (MEC).
Belém concentra o maior número de participantes, com 69.647; seguida de Ananindeua, que registra 22.183; e Marituba, 3.954.
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g1
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15/12 -
Três questões iguais no Enamed e no Revalida são anuladas pelo Inep em um exame e mantidas no outro
Enamed x Revalida: questões iguais, gabaritos diferentes
Três questões exatamente iguais estavam presentes tanto no Enamed quanto no Revalida (provas para formados em Medicina), mas só foram anuladas pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) em um desses exames. No outro, mesmo com o conteúdo idêntico, continuaram válidas, segundo o gabarito oficial divulgado na última sexta-feira (13).
Enamed: avaliação que mede o desempenho de estudantes de Medicina e que pode ser usada na seleção de vagas para residentes.
Revalida: prova que avalia médicos formados no exterior para que possam trabalhar no Brasil.
Ter conteúdos iguais não é um problema, já que a aplicação dos testes ocorreu no mesmo dia, em 19 de outubro. No entanto, os itens sobre distúrbio ácido básico (pergunta 2), abaulamento progressivo (pergunta 10) e quimioprofilaxia (pergunta 40), apesar de trazerem problemas na formulação do enunciado e das alternativas, só foram anulados no Enamed.
No Revalida, por mais que os textos fossem exatamente idênticos, essas três questões continuaram válidas (veja imagens comparativas mais abaixo).
➡️O g1 entrou em contato com o Inep para saber qual a justificativa de anular as perguntas em apenas uma das provas. Em nota, o órgão alegou que:
a questão 10 tinha uma diferença no texto do caderno 1 e do caderno 2 do Enamed (“palpação na região inguinal direita” (correta)/ “palpação em fossa ilíaca direita”);
as outras duas foram cortadas só do Enamed por "questões técnicas relacionadas à Teoria de Resposta ao Item (TRI)", como "ajustes estatísticos". O Revalida não usa a TRI na correção.
'Queremos que o mesmo critério seja aplicado', diz candidata
"Essa incoerência afeta diretamente a credibilidade do exame e deixa os candidatos com a sensação de que as regras não são iguais para todos. Queremos apenas que o mesmo critério seja aplicado", diz Milena Queiroz, de Foz do Iguaçu, candidata do Revalida.
Outra jovem que fez a mesma prova e que preferiu não se identificar conta que esses 3 pontos das questões não anuladas teriam sido suficientes para que ela conseguisse validar seu diploma.
"Dói na alma. Você passa anos estudando e se preparando, para aí descobrir que a lei não se aplica a todos. Dá vontade de desistir, mas existem pessoas que um dia podem ser salvas por nós, médicos. Elas, sim, valem a nossa luta."
André Assunção também descreve sua revolta. "Esperamos que o Inep se retrate e anule as 3 questões, além, claro, de atualizar a nota dos candidatos na plataforma. Estamos com uma sensação de impotência, de descaso, de desrespeito."
Abaixo, veja as questões:
Distúrbio ácido básico (pergunta 2):
Questão igual no Revalida e no Enamed só foi anulada neste último
Reprodução
Abaulamento progressivo (pergunta 10)
Pergunta com problemas de conteúdo foi mantida no Revalida
Reprodução
Quimioprofilaxia (pergunta 40)
Item 40 só foi cancelado em um dos exames de medicina
Reprodução
Enamed e Revalida avaliam médicos formados
Adobe Stock
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13/12 -
Cotas raciais são constitucionais e têm eficácia comprovada, defendem especialistas
Alesc aprova projeto de lei pelo fim das cotas raciais em universidade do Estado
A decisão da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) de proibir cotas raciais em universidades públicas do Estado trouxe à tona um debate antigo sobre o tema. Apesar disso, especialistas ouvidos pelo g1 acreditam que a proibição não tem apelo legal para se manter.
Essa não é a primeira vez que as cotas raciais em âmbito estadual são antagonizadas em projetos de lei. Em 2019, um PL muito semelhante ao de SC foi protocolado na Alerj pelo deputado estadual Rodrigo Amorim (União Brasil-RJ). O projeto, considerado controverso, gerou ampla repercussão e foi recusado pela Casa.
A ação afirmativa também foi alvo de partidos de direita e extrema direita durante a revisão da Lei de Cotas, em 2023. Criada em 2012, a política tinha sua primeira revisão prevista para dali a 10 anos, mas o Congresso decidiu não analisar o tema em ano eleitoral e a revisão ocorreu em 2023. Na ocasião, 24 senadores pediram a extinção das cotas raciais, mas a emenda foi rejeitada.
Para Delton Felipe, pesquisador visitante e coordenador do Programa de Diversidade da Escola Direito da FGV-SP, o movimento que acontece agora tem as mesmas motivações.
Há um discurso que defende que as cotas raciais são inconstitucionais e ilegais. Os defensores dessa ideia argumentam que somente as cotas sociais, que consideram o aspecto de renda, são suficientes para a defesa da igualdade no ensino superior. O que não é verdade, já que há desigualdade social e racial no Brasil. O Supremo Tribunal Federal (STF), inclusive, já julgou esse mérito.
Nesta reportagem, você poderá conferir o histórico da Lei de Cotas, o funcionamento das cotas raciais e o que especialistas dizem sobre a proibição do recorte racial na política de inclusão.
Com Lei de Cotas, mais pretos, pobres, indígenas e jovens de baixa renda optaram pelo ensino médio público
Getty Images
O surgimento da Lei de Cotas
Antes da criação da Lei de Cotas, diversas instituições públicas de ensino superior implementaram políticas de reserva de vagas para pessoas negras. As primeiras foram a Universidade do Estado da Bahia (Uneb), a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e a Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF), em 2003.
No ano seguinte, a Universidade de Brasília (UnB) se tornou a primeira instituição federal a reservar parte de suas vagas para estudantes negros.
Depois disso, iniciativas como essa se popularizaram nas instituições de ensino superior. Até 2012, das 96 universidades estaduais e federais então existentes, 70 tinham algum programa de inclusão no processo seletivo.
A adoção em massa da política deu origem a um debate sobre se as reservas de vagas por recorte racial eram justas, legais e constitucionais. O tema chegou a ser julgado pelo STF em uma Ação de Descumprimento de Preceito Fundamental, para avaliar se a reserva de vagas para pessoas negras feria o princípio da igualdade descrito na Constituição Federal.
A ADPF 186 foi votada em 2012 e a decisão unânime dos ministros foi de que a iniciativa era constitucional. No mesmo ano, foi sancionada a Lei de Cotas, que garantia a reserva de 50% das vagas em instituições federais para alunos oriundos de escolas públicas. Parte dessas vagas eram direcionadas para alunos pardos, pretos e indígenas.
Como funcionam as cotas raciais
A versão de 2012 da Lei de Cotas já previa que metade das vagas das universidades e instituições federais seriam reservadas para alunos de escolas públicas de baixa renda, pretos, pardos, indígenas e pessoas com deficiência.
Na redação da lei, pretos, pardos e indígenas formavam uma subcota dentro do grupo de ex-alunos da rede pública.
Na revisão da lei em 2023, os estudantes quilombolas foram incluídos nesse grupo.
Câmara inclui estudantes quilombolas como beneficiários da Lei de Cotas em universidades
Jornal Nacional
Outra mudança estabelecida na revisão foi a seguinte: os cotistas primeiro disputariam as vagas gerais, destinadas a todos os estudantes. Se não conseguirem a vaga na chamada ampla concorrência, usariam as notas que tiraram para disputar as vagas previstas nas cotas.
O critério socioeconômico também mudou em 2023. A renda per capita passou de até de um salário mínimo e meio para até um salário mínimo. Além disso, a política de cotas foi ampliada também para a pós-graduação.
Acesso, permanência e sucesso
Especialistas defendem que as cotas raciais são tão importantes atualmente quanto eram em 2003 e em 2012, e, portanto, devem permanecer existindo.
“Uma das características jurídicas e sociológicas da ação afirmativa é elas serem temporárias. No entanto, para que sejam temporárias, elas têm que causar um impacto social em diversas áreas”, explica Delton Felipe.
Segundo ele, para que isso aconteça, a diversidade racial não deve ser garantida apenas para ingresso no ensino superior, mas também em outros aspectos do contexto social.
Não é só a chegada dessas pessoas [alunos negros] nas universidades, mas a chegada delas em todos os cursos, e se desdobrando na chegada delas em outros espaços, como professores, mas também como médicos, juízes e engenheiros.
O antropólogo e diretor do Observatório da Branquitude, Thales Vieira, concorda com a relevância da manutenção das cotas raciais.
“Há um grande lastro de evidências produzidas por universidades, por diferentes governos, em diferentes tempos, sobre a eficácia da política de cotas no Brasil, naquilo que é seu mérito, que é reduzir as desigualdades sociorraciais no acesso à educação, sobretudo a educação superior no país”, diz.
Por isso, os especialistas defendem que não se trata de garantir apenas do acesso, mas também a permanência e o sucesso dos profissionais negros.
“É garantir o acesso ao ensino superior, mas viabilizar também que ele permaneça no curso e se forme. E, depois, tenha sucesso, como a perspectiva de fazer um concurso para juiz, se quiser. É isso que vai garantir a igualdade plena que a Constituição promete”, defende Delton.
Cotas raciais são necessárias
Um levantamento de 2023 do governo federal mostrou que o número de ingressos na educação superior federal por meio de ações afirmativas aumentou 167% em dez anos. O critério étnico-racial era o segundo mais utilizado, atrás apenas dos oriundos de escolas públicas.
Já dados do Censo de 2022, divulgados no início deste ano, revelaram as parcelas de população preta e parda de 25 anos ou mais com ensino superior completo quintuplicaram no Brasil em 22 anos.
Em 2000, a parcela de brancos com ensino superior era quase o quíntuplo da parcela de negros (pretos e pardos). 22 anos depois, a diferença diminuiu consideravelmente, mas ainda é grande: brancos com ensino superior são mais que o dobro de pretos e pardos.
Entre os indígenas de 25 anos ou mais, apenas 8,6% possuíam superior completo em 2022.
Para os especialistas, a manutenção da Lei de Cotas e a ampliação de ações afirmativas são fundamentais para promover a igualdade constitucional.
"As cotas que levam em consideração aspectos raciais são legais e têm eficiência e eficácia naquilo que se propõem e produzem efetivamente uma redução de desigualdade. Portanto, não há fundamentação que se sustente nem juridicamente e nem do ponto de vista avaliativo de políticas públicas que apontem para uma direção em que as cotas raciais precisem acabar em qualquer lugar do país, sobretudo no estado mais branco do país", conclui Thales Vieira.
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12/12 -
Anielle Franco diz que Governo Federal estuda medidas contra lei que acaba com cotas raciais em universidades de SC
Ministério da Igualdade Racial diz que projeto aprovado em SC é inconstitucional
A ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, repudiou a aprovação do projeto de lei de Santa Catarina que extingue as cotas raciais para ingresso na universidade estadual e instituições de ensino que recebem dinheiro do Executivo. O projeto foi votado na Assembleia Legislativa na quarta-feira (10) e para entrar em vigor depende da sanção do governador Jorginho Mello (PL).
Em nota nas redes sociais, Anielle publicou que o Governo Federal está estudando as medidas cabíveis para impedir o que a ministra considerou um "retrocesso absurdo".
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Assim como outras entidades, como o Ministério Público e a Defensoria Pública de Santa Catarina, a ministra questiona se a constitucionalidade da medida.
"Deputados de Santa Catarina querem passar por cima da Constituição e proibir as cotas no estado. Os números comprovam que a política de cotas funciona e ajuda reparar injustiças históricas", escreveu Anielle Franco.
Publicação da ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, sobre lei que extingue cotas raciais em Santa Catarina
Instagram/Reprodução
Entidades questionam constitucionalidade de lei aprovada por deputados; confira manifestações
O Ministério da Igualdade Racial também se manifestou em nota apontando a lei como inconstitucional (confira a nota completa mais abaixo).
O que diz o projeto de lei que acaba com cotas raciais em Santa Catarina?
O projeto do deputado Alex Brasil (PL) foi apresentado em outubro e, mesmo considerado inconstitucional pelo primeiro relator, Fabiano da Luz (PT), recebeu novo parecer e foi aprovado.
O texto proíbe a reserva de vagas com base em critérios raciais. Continuam permitidas cotas para pessoas com deficiência, estudantes de escolas públicas e critérios econômicos.
O fim das cotas raciais deve atingir estudantes da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) e faculdades comunitárias e privadas que custeio do governo de Santa Catarina para oferta de bolsas.
A medida não afeta universidades federais, como a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), nem institutos federais.
Na justificativa, Alex Brasil (PL), do mesmo partido do governador, defendeu que cotas devem considerar apenas critérios econômicos.
“A adoção de cotas fundadas em outros critérios que não o estritamente econômico ou de origem estudantil em escolas públicas suscita controvérsias jurídicas e pode colidir com os princípios da isonomia e da impessoalidade”, disse.
Em nota após a aprovação do projeto, o parlamentar acredita que há, atualmente, um "exagero e abusos na aplicação das políticas de cotas em Santa Catarina".
"Esse estabelecimento exagerado de cotas gera uma distorção do conceito original das ações afirmativas, que, em vez de combater desigualdades sociais, servem para a divisão da sociedade e para o favorecer grupos ideológicos", diz (confira a íntegra da nota ao fim da reportagem).
Votação não consta nomes de deputados favoráveis
A aprovação da lei ocorreu na modalidade simbólica, quando não há a apresentação no painel do plenário dos nomes dos 40 deputados indicando quem votou "sim", "não" e "abstenção".
Questionada pela reportagem do g1, a Alesc afirmou que, conforme o protocolo da casa, nesse tipo de votação os parlamentares que são contrários à matéria devem se manifestar fisicamente, pelo ato de levantar um braço, após o presidente da casa anunciar a votação.
Ainda conforme o legislativo, a decisão foi tomada pela mesa diretora.
Veja quem votou contra o fim das cotas raciais em SC: Fabiano da Luz (PT), Marquito (PSOL), Neodi Saretta (PT), Padre Pedro Baldissera (PT), Paulinha (Podemos), Rodrigo Minotto (PDT), Vicente Caropreso (PSDB).
Confira os deputados que não se manifestaram contrários à lei: Alex Brasil (PL), Altair Silva (PP), Ana Campagnolo (PL), Antidio Lunelli (MDB), Camilo Martins (Podemos), Carlos Humberto(PL), Emerson Stein (MDB), Fernando Krelling (MDB), Ivan Naatz (PL), Jair Miotto (União Brasil), Jessé Lopes (PL), José Milton Scheffer (PP), Júlio Garcia (PSD), Júnior Cardoso (PRD) Lucas Neves (Podemos), Marcius Machado (PL), Marcos da Rosa (União Brasil), Marcos Vieira (PSDB), Mario Motta (PSD), Matheus Cadorin (NOVO), Mauricio Eskudiark (PL), Mauricio Peixer (PL), Napoleão Bernardes (PSD), Nilso Berlanda (PL), Oscar Gutz (PL), Pepê Collaço (PP), Sargento Lima (PL), Sérgio Guimarães (União Brasil), Sérgio Motta (Republicanos), Thiago Zilli (MDB), Volnei Weber (MDB).
O que disse o Ministério da Igualdade Racial?
O projeto de lei aprovado pela Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) proibindo a adoção de cotas e outras ações afirmativas é inconstitucional e entra em flagrante conflito com diversos normativos promotores de igualdade aprovados e aprimorados nos últimos anos pelo Governo do Brasil.
Nós, do Ministério da Igualdade Racial, reafirmamos que o debate sobre questões de igualdade racial e inclusão social não pode retroceder.
As cotas étnico-raciais, que também são cotas sócio-econômicas, representam um dos principais e mais bem-sucedidos instrumentos de enfrentamento às desigualdades. Elas oportunizam acesso e permanência à população que historicamente teve oportunidades reduzidas e/ou negadas. As cotas abrem portas, diversificam e qualificam os espaços em que são aplicadas, promovem reparação e estimulam a equidade.
O simples fato de se discutir a retirada de ferramentas de inclusão, em um país onde as desigualdades raciais seguem profundamente enraizadas, constitui não apenas um retrocesso simbólico, mas um risco concreto de desmonte dos avanços construídos ao longo de décadas no enfrentamento ao racismo.
O Ministério da Igualdade Racial considera o projeto um grave retrocesso e está estudando medidas para conter propostas inconstitucionais como esta, que restringem direitos e atuam para descredibilizar as ações afirmativas e políticas públicas consistentes de promoção da igualdade racial no nosso país.
O que diz o deputado Alex Brasil?
O projeto de lei tem como ponto central o estabelecimento de cotas com base exclusivamente em critérios objetivos, sendo eles o critério econômico e o critério da pessoa com deficiência.
Elaborei essa medida diante do exagero e abusos na aplicação das políticas de cotas em Santa Catarina. Aqui, além das cotas raciais, passaram a ser adotadas ou propostas cotas de gênero, cotas para pessoas de outros estados, para presidiários e para pessoas vinculadas à reforma agrária (MST). Esse estabelecimento exagerado de cotas gera uma distorção do conceito original das ações afirmativas, que, em vez de combater desigualdades sociais, servem para a divisão da sociedade e para o favorecer grupos ideológicos.
Defendo que, para que as cotas cumpram sua finalidade principal, de sanar a desigualdade social, é necessário adotar um critério objetivo, baseado na renda. Nesse modelo, pessoas de baixa renda teriam garantido um número de vagas no ensino superior independente da cor, opção sexual ou outra divisão arbitrária.
Entendo ainda que o ideal seria que todos pudessem cursar o ensino superior. No entanto, isso é inviável devido a limitações orçamentárias atuais. De modo que temos que fazer o melhor com as vagas que temos e o melhor é garantir acesso aqueles que mais precisam, utilizando a renda como critério objetivo.
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12/12 -
Resultado da PND será divulgado nesta sexta
Com mais de um milhão de inscrições, Prova Nacional do Docente acontece neste domingo
O resultado final da 1ª edição da Prova Nacional Docente (PND) será divulgado nesta sexta-feira (12). Inicialmente, o resultado estava previsto para 10 de dezembro, mas o cronograma foi retificado e o prazo foi alterado para esta sexta-feira. Os resultados ficarão disponíveis no Sistema PND (pnd.inep.gov.br/pnd/).
O que é PND? Criada pelo Ministério da Educação (MEC), a PND avalia o nível de conhecimento e a formação de futuros professores nas licenciaturas. Além disso, auxilia estados e municípios na seleção de docentes para suas redes de ensino. O exame integra o programa Mais Professores para o Brasil, que reúne iniciativas de reconhecimento, qualificação do magistério da educação básica e incentivo à docência em todo o país.
O exame foi aplicado nacionalmente em 26 de outubro. Após relatos de problemas na aplicação em pelo menos 9 escolas, o exame foi reaplicado em 30 de novembro para alguns participantes. (Entenda mais abaixo.)
Quase 1,1 milhão de docentes, de 17 áreas da licenciatura, se inscreveram na primeira edição da PND.
Professor em sala de aula da rede de ensino do Piauí
Divulgação/Seduc
Problemas na aplicação e reaplicação
Após relatos de problemas durante a aplicação da prova, em outubro, o Inep anunciou que a PND seria invalidada e reaplicada para participantes alocados em nove escolas do país. A reaplicação aconteceu em 30 de novembro.
Os nove locais de aplicação que registraram problemas no dia do exame foram:
IEMA Pleno Rio Anil - São Luís (MA)
Escola Estadual Professor Guilherme Hallais França - Vespasiano (MG)
EE Brigadeiro Gavião Peixoto - São Paulo (SP)
EE Dr Celso Gama - Santo André (SP)
Unaerp Guarujá - Guarujá (SP)
EE Pastor João Nunes - Guarulhos (SP)
EMEF Antonia E Artur Begbie - São Paulo (SP)
EE Deputado Geraldino Dos Santos - São Paulo (SP)
Eci E.F.M Maria De Lourdes Araújo - Santa Rita (PB)
O exame foi reaplicado na mesma data para os participantes que enfrentaram problemas logísticos no dia do exame.
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11/12 -
Gabarito oficial do Enem 2025 no Pará: Inep divulga provas e respostas do 2º dia na Grande Belém
O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) divulgou, nesta quinta-feira (11), os gabaritos e os cadernos de questões do segundo dia do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2025, aplicado em Belém, Ananindeua e Marituba, no Pará.
A prova foi realizada em 7 de dezembro, após ser adiada por causa da COP 30. Foram 95,7 mil inscritos nos três municípios da Grande Belém. Os candidatos resolveram perguntas de matemática e de ciências da natureza.
Provas e acessibilidade
O material está disponível no portal do Inep, organizado por dia de aplicação, cor e tipo de caderno. Inclui versões adaptadas para leitores de tela, acessíveis via software NonVisual Desktop Access (NVDA), que converte texto em fala, ou Dosvox, com síntese de voz.
Veja os vídeos que estão em alta no g1
Veja abaixo as provas do primeiro dia de Enem e os gabaritos por cor:
PROVA VERDE
🟢 Baixe AQUI o caderno de questões da prova VERDE do 2º dia do Enem 2025
Gabarito Enem 2025 na Grande Belém - prova verde — 2º dia
INEP
PROVA CINZA
⚪ Baixe AQUI o caderno de questões da prova CINZA do 2º dia do Enem 2025
Gabarito Oficial na Grande Belém Enem - Prova Cinza- 2º dia
Foto: Reprodução/Inep
PROVA AZUL
🔵 Baixe AQUI o caderno de questões da prova AZUL do 2º dia do Enem 2025
Gabarito Enem 2025 na Grande Belém - prova azul - Dia 2
Inep
PROVA AMARELA
🟡 Baixe AQUI o caderno de questões da prova AMARELA do 2º dia do Enem 2025
Gabarito Enem 2025 na Grande Belém - prova amarela — 2º dia
Inep
Reaplicação disponível
Inscritos confirmados nessas cidades que não compareceram por problemas logísticos ou doenças infectocontagiosas podem solicitar reaplicação até as 12h (horário de Brasília) desta sexta-feira (12), pela Página do Participante. O Inep analisará os pedidos individualmente, com provas nos dias 16 e 17 de dezembro, apenas para o dia afetado.
Uso das notas
Instituições públicas e privadas utilizam o Enem em processos seletivos, como critério único ou complementar. As notas também valem para universidades portuguesas com convênio ao Inep.
Apesar da divulgação do gabarito, que permite ao candidato saber a quantidade de questões que acertou no Enem, ele só terá acesso à sua nota final em janeiro de 2025.
ENEM 2025 - Caderno de prova laranja no 2º dia de prova
Érico Andrade/g1
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09/12 -
Após 'caso Edcley', Inep testará inteligência artificial na formulação do Enem: 'Menos humanos envolvidos', diz presidente
EXCLUSIVO: Mensagens indicam acesso prévio a mais 2 questões do Enem não anuladas
O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2025 foi marcado pela divulgação antecipada de questões que caíram na prova: só em matemática e em ciência da natureza, 8 perguntas da aplicação principal e 4 da edição da Grande Belém já haviam aparecido em lives, apostilas e grupos de Whatsapp, com números e alternativas basicamente idênticos.
Para evitar que o problema ocorra novamente, o presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Manoel Palacios, afirmou com exclusividade ao g1, nesta segunda-feira (8), que testará ferramentas de inteligência artificial para diminuir o número de humanos envolvidos na formulação da prova.
“Hoje, para fazer um pré-teste de questões, precisamos de 15 mil estudantes reais. O principal desafio disso é manter o sigilo do material”, diz. “Vamos experimentar sistemas já desenvolvidos em que a IA simule ser alunos fortes, medianos e mais fracos respondendo.”
Segundo Palacios, a ideia é que, do outro lado, haja uma equipe de juízes para “alinhar as máquinas e garantir que o processo de calibração seja bastante preciso”. “Parece ser o caminho mais produtivo”, explica.
ENEM DE BELÉM: 4 questões de exatas já haviam sido antecipadas por Edcley Teixeira e colega
Por que os pré-testes estão relacionados ao caso Edcley?
'Não agi de má fé': Fantástico entrevista o universitário que revelou questões do Enem
No modelo atual, todas as perguntas do Enem são retiradas do Banco Nacional de Itens (BNI), uma espécie de “estoque” de questões. Para que o acervo seja abastecido, ocorrem três etapas:
Elaboração dos itens: redação das perguntas feita por educadores e pesquisadores credenciados;
Validação pedagógica: especialistas analisam se o item está alinhado à matriz de referência e às habilidades cobradas;
Pré-testagem: questões são aplicadas a uma população semelhante à que fará o Enem. É aqui que mora a fragilidade do exame.
As pergunta são “disfarçadas” e colocadas em avaliações para que, a partir de análises estatísticas e pedagógicas feitas a partir das respostas dos alunos, três aspectos sejam medidos:
nível de dificuldade da habilidade cobrada (valores maiores representam questões mais difíceis);
discriminação (mostra o quanto a questão diferencia participantes que dominam a habilidade daqueles que não dominam);
acerto casual (representa a chance de acertar por “chute”).
O g1 revelou, em primeira mão, que o estudante de medicina Edcley Teixeira havia descoberto que um concurso da Capes (órgão do governo federal), aplicado para alunos do 1º ano da graduação, era um dos meios de pré-testar perguntas para o banco do Enem. Ou seja: conteúdos dessa prova potencialmente fariam parte do exame oficial em edições futuras.
Edcley passou, então, a pagar para que estudantes participassem desse concurso, memorizassem o máximo de itens que conseguissem e enviassem áudios e mensagens com as informações. Foi assim que o estudante de medicina montou um banco de pré-testes do Enem e passou a vendê-lo.
Resultado: questões idênticas às que estavam em apostilas e lives apareceram na prova oficial.
Mudança de postura
Gabarito do 2º dia de Enem 2025 é divulgado; veja as questões anuladas
Em resumo, a postura do Inep foi a seguinte:
Diante das 8 questões do Enem principal que haviam sido antecipadas por Edcley, o órgão anulou 3 delas e acionou a Polícia Federal.
Depois, o Inep disse que tomou essa decisão ainda em meio a incertezas, sem a clareza da situação. E que, após analisar com mais tempo, percebeu que ninguém teria sido prejudicado. “O fato de se visualizar uma questão que por coincidência caiu em uma prova não altera o resultado de ninguém”, disse Palacios, em novembro.
O presidente do Inep disse ainda, na ocasião, que o esquema de pré-testes não seria modificado.
Nenhuma outra pergunta foi anulada, nem mesmo no Enem de Belém, quando outras 4 perguntas foram “adiantadas”.
Nas redes sociais e em manifestações pelo Brasil, candidatos que não tiveram acesso a esses materiais continuam pedindo a anulação do Enem 2025, alegando falta de isonomia.
Nesta segunda-feira (8), Palacios assumiu ao g1 que é preciso mudar, aos poucos, as técnicas de formulação do Enem. Os pré-testes continuarão existindo, mas com alterações.
Além do uso da inteligência artificial, outra opção a ser analisada é a troca do tipo de prova em que os pré-testes são colocados. No concurso da Capes, por exemplo, qualquer aluno de 1º ano da graduação podia se inscrever — o que já reduzia o sigilo dos conteúdos.
“Aplicar as perguntas nas redes de ensino não envolve inscrição. A dificuldade é o interesse: quem participa precisa estar engajado, querendo o resultado. Se o aluno não receber nenhum benefício, vai faltar ou não se dedicar. Isso compromete as análises de desempenho”, diz Palacios.
A prova da Capes, por exemplo, oferecia um prêmio de R$ 5 mil.
“São problemas universais, presentes em grandes avaliações, e que exigem cautela nas mudanças. Vamos ver se conseguimos resolver nos próximos meses. Aí, dará para inovar mais”, afirma o presidente.
Prints de conversas de Whatsapp mostram que Edcley enviou aos alunos questão quase idêntica à do Enem 2025
Arquivo pessoal
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09/12 -
Unesp 2026: veja as 10 questões consideradas mais difíceis na segunda fase do vestibular
Temas da Unesp 2026: 2ª fase aborda Platão, cálculo de mol e ativismo ambiental
Realizada por 32.835 candidatos no domingo (7) e segunda (8), a segunda fase do vestibular 2026 da Unesp exigiu conhecimento prévio e leitura atenta, mas foi bastante equilibrada, segundo professores ouvidos pelo g1. Veja, abaixo, as 10 questões que foram consideradas as mais difíceis e análise dos professores.
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Wander Azanha, diretor do curso pré-vestibular Oficina do Estudante, afirmou que a segunda fase teve uma dificuldade de média para fácil.
"Não tivemos nada gritante para o aluno fazer, salvo algumas questões com algumas relações em história, algumas relações que têm que ser feitas em humanidades, algumas contas em matemática e também em química, que, em algumas questões, não davam um número exato, o aluno tinha que fazer muita conta", destacou.
VEJA PROVA DO 2º DIA DA 2ª FASE DA UNESP 2026
Na região, as provas foram aplicadas em Araraquara, Rio Claro e São João da Boa Vista. A lista geral de aprovados sai no dia 30 de janeiro de 2026.
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Unesp 2026: 2ª fase tem 2,9 mil candidatos em Araraquara e região
Douglas Braz/g1
Questões mais difíceis
Clique na numeração para ver a questão e a resolução.
Dia 1
Questão de história - 4
Questão de geografia - 7
Questão de humanidades - 10
Questão de química - 18
Questão de física - 21
Questão de matemática: 24
Dia 2
Questão de gramática - 30 - item B
Questão de literatura - 31 - item B
Questão de inglês - 35
Questão de inglês - 36
A seguir, veja análise de professores do Oficina do Estudante sobre o conteúdo das questões consideradas mais difíceis:
Questão de história - 4
Questão de história - 4 da Unesp 2026
Reprodução
“Trouxe uma questão de Brasil, começo do século 19, com texto de produção de um mapa na década de 1940. Essa é uma pergunta um pouco menos previsível", disse Victor Rysovas, professor de história.
Questão de geografia - 7
Questão 7 geografia - Unesp 2026
Reprodução
“A questão mais complexa foi a questão 7, que era uma questão muito específica de geologia, então os candidatos precisam, de fato, lembrar sobre determinado tema", disse Sebastian Fuentes, professor de geografia.
Questão de humanidades - 10
Questão de humanidades - 10 - Unesp 2026
Reprodução
Questão de química - 18
Questão de química - 18 - Unesp 2026
Reprodução
“A questão mais difícil passa a ser uma questão de conta, que não dá um número exato, um valor exato, o que o vestibulando passa a ter um certo trabalho de fazer", disse Carlos André de Aguiar Vitorino, professor de química.
Questão de física - 21
Questão de física - 21 - Unesp 2026
Reprodução
“A questão exigiu associação de resistores e segunda Leo de Ohm, sendo necessários mais passos matemáticos para se encontrar uma relação entre as variáveis do problema", disse Gabriel Gamberini, professor de física.
Questão de matemática - 24
Questão de matemática: 24 - Unesp 2026
Reprodução
“O aluno precisaria considerar a combinatória dos cadeados codificados", disse Rodrigo do Carmo Silva, professor de matemática.
Questão de gramática - 30 - item B
Questão de gramática - 30 - item B - Unesp 2026
Reprodução
“Consideramos o item B mais complexo porque ele trabalha com mais conceitos gramaticais do que as outras questões. Então, aqui ele tem que pensar na função do ‘que’ como pronome, mas também tem que trabalhar conceitos como orações subordinadas, a ideia de um sentido anafórico, e não só o pronome relativo. Assim, o aluno teria que interpretar justamente a função desse ‘que’, não de uma forma simples, mas mais complexa, tentando compreender pela interpretação. Portanto, ele traz mais elementos dentro de uma questão do que as outras", disse Kauan Taiar Schiavon, professor de gramática.
Questão de literatura - 31 - item B
Questão de literatura - 31 - item B - Unesp 2026
Reprodução
“Porque ele pede rima rica, só que o aluno tem que localizar a classe gramatical da palavra. E, no caso da palavra ‘nu’, era necessário perceber que ela não era um substantivo, e sim um adjetivo", disse Vera Ramalho, professora de literatura.
Questões de inglês - 35 e 36
Questão de inglês - 35 - Unesp 2026
Reprodução
Questão 36 - inglês - Unesp 2026
Reprodução
“As questões mais desafiadoras foram a 35 e a 36, ambas relacionadas ao texto sobre Frida Kahlo: a primeira por exigir a identificação precisa de informações mais sutis sobre a construção do ícone cultural, e a segunda por demandar atenção detalhada aos itens do acervo e à referência exata de “more than 80”, o que pode facilmente causar dúvida em quem não lê o texto com muita precisão", disse Carlos Alexandre Torres, professor de inglês.
VÍDEOS DA EPTV:
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08/12 -
Tema da redação da Unesp 2026 é 'Vivemos hoje uma epidemia da solidão?'
Solidão na velhice aumenta o risco de morte precoce em 26%; o de quedas em 30%; e o de desenvolver demência em 50%
Mariza Tavares
O segundo dia da segunda fase da Unesp, realizado nesta segunda-feira (8), trouxe o seguinte tema da redação: 'Vivemos hoje uma epidemia da solidão?'. (veja abaixo o comentário de professor de redação sobre o tema).
Além de um texto dissertativo-argumentativo em prosa sobre o tema, os estudantes responderam 12 questões sobre Linguagens e suas tecnologias. A prova teve duração de 5 horas.
VEJA PROVA DO 2º DIA DA 2ª FASE DA UNESP 2026
No domingo (7), os estudantes responderam 24 questões de Ciências Humanas e Sociais Aplicadas, Ciências da Natureza e suas tecnologias, além de Matemática e suas tecnologias. Chico Mendes, Platão e conflito na Caxemira estavam entre os temas abordados. Veja aqui a reportagem.
No total, 32.835 candidatos disputam 5.867 vagas em 136 cursos de graduação, distribuídos em 24 cidades do estado de São Paulo. A lista de aprovados sai no dia 30 de janeiro de 2026.
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Veja os textos referenciais da redação:
Veja os textos referenciais da redação da Unesp: 'Vivemos hoje uma epidemia da solidão?'
Reprodução
Segundo o professor de redação Victor Matheus dos Santos, do Colégio Oficina do Estudante, a Unesp trouxe um tema importante, atual e que toca a todos nós.
"Dentro da coletânea de textos, poderia ser abordado de uma perspectiva bastante aprofundada e complexa, partindo do princípio de que a solidão tem um aspecto muito mais contemporâneo do que a gente imagina. Ao trazer a ideia de que grupos humanos antigos dependiam da convivência em grupo, dependiam dos seus correlacionados para sobreviver, a prova deixa claro que, ao mesmo tempo em que vivemos hoje uma epidemia de solidão, trata-se de um fenômeno social muito contemporâneo", afirmou.
Ele disse ainda que a coletânea expõe o fenômeno contemporâneo ao qual todos estão sujeitos, perpassando alguns sujeitos de maneiras diferentes, como os idosos.
"(...) É importante fazer essa diferenciação: perceber que a sensação, o sentimento e o fenômeno social da solidão não se tratam necessariamente de estar sozinho, e que muitas vezes estar sozinho não é necessariamente solidão. Então, traz novamente essa percepção de que é um fenômeno social complexo, que não pode ser definido a partir de poucas variáveis".
Ele afirma também que seria interessante que o candidato percebesse esse fenômeno social complexo, suas origens, impactos e nuances.
"(...) trabalhando o porquê vivemos hoje numa epidemia de solidão, já que a Vunesp faz esse trabalho ao construir a coletânea e nos entregar esse viés da pergunta. Ao colocar a pergunta “vivemos hoje numa epidemia de solidão?”, a coletânea de textos constrói a resposta de que sim, vivemos numa epidemia de solidão, delimita o que se trata de solidão e demonstra que esse é um fenômeno social contemporâneo. Cabe ao candidato ou à candidata perceber a complexidade desse processo, tanto suas origens quanto seus impactos e seus desdobramentos".
Quais são os critérios de avaliação da redação?
O texto deve atributos como coerência e coesão e deve estar de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa, segundo o Manual do candidato.
O texto deve ser elaborado a partir da leitura e compreensão dos textos auxiliares que servem de referencial para o candidato.
Tema - A inadequação ao tema proposto pode zerar a nota.
Estrutura – Avalia o respeito à estrutura do texto dissertativo (introdução, desenvolvimento e conclusão). Observa a sustentação da tese, a progressão lógica (sem contradições), o encadeamento articulado e a coerência das ideias. Espera-se o posicionamento pessoal do autor e a defesa clara do seu ponto de vista. A conclusão deve retomar a tese principal e, no caso da Vunesp, sem proposta de intervenção no problema proposto.
Língua – Cobra a modalidade escrita e o registro formal da língua. Avalia os conhecimentos de gramática como concordância, regência, ortografia, pontuação e acentuação. O vocabulário dever ser claro e preciso (não necessariamente rebuscado). Evite seguidas repetições de palavras, uso de clichês e frases feitas. Evite usar a primeira pessoa do singular (eu) e a segunda pessoa do singular ou plural (tu, vós).
Coesão - A redação também avalia os recursos coesivos como conjunções, conectivos e pronomes, e seu uso correto entre frases e parágrafos.
Autonomia – O texto deve ser original, autônomo e completo, sem depender da referência direta à proposta de redação.
Original – Seja autêntico, evite transcrever ou copiar trechos de outras obras ainda que da própria prova.
Nota – A redação pode ser zerada se:
Fugir ao tema e gênero proposto
Apresentar nome ou qualquer sinal que possa identificar o candidato
Estiver em branco
Estiver predominantemente ilegível
For idêntica ou muito semelhante a outras redações de vestibulares ou modelos de internet
Apresentar menos de 8 linhas autorais (trechos não copiados)
Veja aqui como calcular a nota final da Unesp:
Professor explica como calcular a nota da 2ª fase da Unesp
Confira os últimos temas de redação da Vunesp
2026 - Vivemos hoje uma epidemia da solidão?
2025 – MEIO ANO – “Justiça climática” é uma utopia?
2025 - Medicalização da vida: a quem interessa?
2024 – É possível um futuro off-line?
2024 – MEIO ANO - Faz-se necessária a proibição do uso de celular nas escolas?
2023 - A “lógica do condomínio”: o espaço público está em declínio?
2022 - “Tudo bem não estar bem”?: A tristeza em tempos de felicidade compulsória
2021 - Tempo é dinheiro?
2020 - O carro será o novo cigarro?
2019 - Compro, logo existo?
2018 MEIO ANO - Liberar o porte de armas de fogo a todos os cidadãos diminuirá a violência no Brasil?
2018 - O voto deveria ser facultativo no Brasil?
2017 - A riqueza de poucos beneficia a sociedade inteira?
2016 - Banalização do sofrimento ou forma de sensibilização?
2015 - O legado da escravidão e o preconceito contra negros no Brasil
Veja o que professores acharam do 2º dia de prova da 2ª fase:
Vera Ramalho, professora de literatura:
"A prova de Literatura e, na verdade, de Linguagens, está bastante ancorada em interpretação de texto, algumas funções gramaticais e figuras de linguagem. De literatura propriamente dita, caiu uma questão de Romantismo, um poema do Casimiro de Abreu, um dos poetas mais simples do segundo momento romântico brasileiro, e uma pergunta sobre rimas, em que o aluno precisava dizer o que é rima rica e classificar a classe gramatical dessas rimas.
Então, para um aluno que estudou toda a normatização, a cronologia literária, entende sobre figuras de linguagem e gramática, pura mesmo, esse aluno vai se dar muito bem nessa prova.
Ela é uma prova para aquele aluno que tem conhecimento de termos técnicos. Enfim, não apresentou grande dificuldade; um bom estudioso vai muito bem na prova."
Carlos Alexandre Torres, professor de inglês:
"A prova de inglês da UNESP apresentou um conjunto bem articulado de textos e imagens, explorando temas como produção agrícola, clima, arte e cultura, mantendo um nível de dificuldade moderado e exigindo sobretudo interpretação cuidadosa. No geral, o exame foi coerente com o estilo tradicional da banca, privilegiando leitura atenta e compreensão contextual."
Kauan Taiar Schiavon, professor de gramática:
"A prova de Língua Portuguesa da Unesp está bem atrelada, principalmente, como sempre, à interpretação de texto e, como já era esperado, dentro da área de gramática, o que caiu nos anos anteriores vem se repetindo. Então, principalmente quando vemos a questão de discurso direto e indireto, que já caiu outras vezes dentro do vestibular, caiu agora de novo.
Também temos bastante questões que tratam a respeito do referencial de uma palavra ou de um pronome, então o aluno precisa de muita atenção na leitura, precisa trabalhar bem com o texto, interpretar, principalmente quando é poesia ou canção, como foi cobrado pela prova. Fora isso, são questões bem diretas, bem objetivas, tranquilas, que não exigem do candidato um trabalho muito complexo com a linguagem, e por isso os alunos que estudaram, que trabalharam bem a interpretação, inclusive com as provas anteriores do vestibular, vão se dar bem, vão conseguir responder com tranquilidade, até porque vemos questões muito parecidas com os anos anteriores, principalmente as de rimas ricas, de literatura e as de discurso direto e indireto, para trocar para voz ou para discurso.
No geral, a prova está bem tranquila: gramática cai mais do que literatura e menos do que interpretação. A interpretação domina a prova e, a partir das interpretações, os examinadores buscam alguns conceitos gramaticais, principalmente no sentido mais figurado, conotativo, com questões também de figura de linguagem."
VÍDEOS DA EPTV:
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08/12 -
Enem de Belém: 4 questões de matemática e de ciências da natureza já haviam sido antecipadas por Edcley Teixeira e colega
Prova de humanas do Enem também teve questões semelhantes às de Edcley
Assim como em 16 de novembro, na aplicação principal do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2025, a edição específica para candidatos da Grande Belém, no último domingo (7), também trouxe questões basicamente iguais a itens que já haviam sido divulgados anteriormente em apostilas e grupos de Whatsapp.
Foram ao menos quatro perguntas de matemática e de ciências da natureza com números, problemas e alternativas idênticos aos de materiais antecipados:
duas estavam em apostilas do estudante de medicina Edcley Teixeira, de Sobral (CE), que já era investigado pela Polícia Federal;
uma adiantada por Eduardo Vasconcelos, monitor e parceiro de Edcley que deletou os próprios perfis nas redes sociais assim que o caso veio à tona (os dois já trocaram agradecimentos públicos pelo acesso a pré-testes do Enem);
e uma última cuja autoria não foi confirmada, mas à qual o g1 teve acesso mais de uma semana antes do Enem de Belém, por meio de "mentorados" por Eduardo. Procurado pela reportagem, o monitor não havia se manifestado até a mais recente atualização deste texto.
Veja a comparação mais abaixo.
📈COMO TIVERAM ACESSO ÀS PERGUNTAS? O g1 revelou, em primeira mão, que Edcley Teixeira havia descoberto que um concurso da CAPES (órgão do governo federal), aplicado para alunos do 1º ano da graduação, serviria como um “pré-teste” para o banco de questões do Enem— ou seja, traria conteúdos que potencialmente fariam parte do exame oficial em edições futuras. O estudante de medicina passou, então, a pagar para que estudantes participassem dessa prova, memorizassem o máximo de itens que conseguissem e passassem o material ao próprio Edcley, que o vendia.
➡️Na aplicação principal do Enem, em novembro, 8 perguntas foram adiantadas por Edcley. O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), apesar de ter anulado apenas 3 delas, mantém o discurso de que nenhum candidato foi prejudicado.
Veja a similaridade das questões de exatas:
1- Cilindros
As contas exigidas e os números do enunciado são idênticos. A única diferença é que uma pergunta pede o valor de r/R, enquanto a outra exige o de R/r.
Questão do Edcley:
Questão do Edcley - cilindro
Reprodução
Questão do Enem da Grande Belém
Questão do Enem de Belém - cilindros
Reprodução
2- Produtos
Observe que os cálculos exigidos e os números dos enunciados são exatamente iguais. A única diferença entre as questões é que a de Edcley pede o novo preço do produto (após o reajuste), enquanto a do Enem só pede que o candidato especifique de quantos reais foi o reajuste em si (sem a necessidade de fazer a soma).
Questão do Edcley
Questão do Edcley - produtos
Reprodução
Questão do Enem da Grande Belém:
Questão do Enem de Belém - produtos
Reprodução
3- Excreta
Questão de Eduardo Vasconcelos (monitor de Edcley)
Questão de Eduardo Vasconcelos - excretas
Reprodução
Questão do Enem da Grande Belém
Questão do Enem de Belém - excretas
Reprodução
4- Vacinas
Questão de autoria não confirmada, mas enviada ao g1 por clientes de Eduardo Vasconcelos mais de uma semana antes do Enem (a única diferença é a forma de apresentação da resposta: uma em decimal, outra com a fração equivalente a exatamente o mesmo número).
Questão antecipada
Questão antecipada - vacina
Reprodução
Questão do Enem 2025
Questão do Enem de Belém - vacina
Reprodução
Por que Belém fez o Enem depois? E a prova de Humanas?
Por causa da Conferência do Clima (COP30), realizada em Belém na 1ª quinzena de novembro, candidatos da capital paraense e das cidades de Ananindeua e Marituba prestaram a prova nos dois últimos domingos.
Na primeira semana, na prova de Humanas, o g1 analisou apostilas, lives e listas de exercícios publicados pelo cearense e encontrou a mesma tendência observada no primeiro domingo da aplicação oficial: no Enem de Belém, havia duas perguntas com temas próximos, recursos visuais semelhantes e palavras em comum em comparação aos materiais de Edcley. (veja abaixo e compare)
No entanto, essas similaridades ocorrem de forma menos explícita e clara do que as observadas em matemática e ciências da natureza, quando até os números (com frações e decimais) eram exatamente os mesmos. Ainda assim, candidatos sentiram-se injustiçados e protestaram nas redes sociais.
➡️É evidente que, em exatas, qualquer "coincidência" é muito mais improvável: a chance de alguém prever exatamente todas as alternativas de uma pergunta, sendo uma delas "125/216", por exemplo, é quase nula. Já em humanas, os temas abordados podem se repetir — como a citação a Adam Smith, um filósofo que cai com frequência em vestibulares.
Não é possível, portanto, sem investigação da Polícia Federal, "cravar" que as provas de Linguagens e de Ciências Humanas guardam necessariamente alguma relação com os pré-testes descobertos por Edcley. O que os alunos que prestaram o Enem 2025 do Pará alegam, no entanto, é que qualquer proximidade do Enem em relação a conteúdos antecipados em lives e apostilas já seria suficiente para a quebra de isonomia.
Veja abaixo as semelhanças encontradas na reaplicação do Enem na Grande Belém:
Exemplo 1 do Enem de Belém: charge sobre '13 anos' na escola
As questões trazem exatamente a mesma situação-problema, mas em idiomas diferentes. As alternativas corretas têm igual significado, apesar de outra formulação. E um adendo: uma pergunta parecidíssima havia aparecido no simulado de um cursinho pré-vestibular (2023) e em um perfil de Instagram (abril de 2025).
No Enem da Grande Belém:
Questão do Enem 2025 - edição da Grande Belém
Reprodução
Na apostila de Edcley:
Tirinha em português em material de Edcley traz o mesmo conteúdo abordado no Enem
Reprodução
No simulado de cursinho:
Simulado do SAS de 2023
Reprodução
No Instagram:
Post de Instagram em abril de 2025
Reprodução
Exemplo 2 do Enem de Belém - Pequeno Príncipe e indígenas
A semelhança aqui é menos notável: o tema abordado em ambas é a tradução de clássicos da literatura universal para línguas indígenas. No Enem paraense, a questão caiu na parte de espanhol, mencionando diversas obras (como "Patinho Feio" e "Pequeno Príncipe"). A apostila de Edcley tratava do mesmo fenômeno cultural, mas focava apenas neste último livro e estava em português.
Questão do Enem da Grande Belém
Pequeno Príncipe - questão do Enem da Grande Belém
Reprodução
Questão de apostila de Edcley:
Questão da apostila de Edcley trazia abordagem sobre traduções de clássicos para línguas indígenas
Reprodução
Provas de Humanas - Aplicação principal
Veja, a seguir, as semelhanças na prova de humanas da aplicação principal do Enem, em 9 de novembro. Por serem menos significativas que as encontradas em exatas, não entraram na lista do g1 com 8 perguntas antecipadas por Edcley.
Exemplo 3 - Enem principal - parasurf
As perguntas apresentaram alternativas diferentes, mas o mesmo eixo temático: a inclusão de pessoas com deficiência no esporte, por meio do parasurf.
No Enem 2025 (aplicação principal)
Questão sobre parasurf no Enem 2025
Reprodução
Na apostila de Edcley:
Questão de parasurf em apostila de Edcley
Reprodução
Exemplo 4 - Enem principal - Derrida
O filósofo é citado nos dois casos, mas com alternativas diferentes.
Na apostila de Edcley:
Derrida - apostila Edcley (parte 1)
Reprodução
Questão de Derrida - Edcley - parte 2
Reprodução
Questão do Enem 2025 (aplicação principal)
Questão sobre Derrida - Enem principal
Reprodução
Veja mais vídeos sobre o caso:
Estudante indicou respostas do Enem 8 meses antes da prova
Enem: o futuro e as questões antecipadas
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07/12 -
Temas da Unesp 2026: 2ª fase aborda Chico Mendes, Platão e conflito na Caxemira; veja opiniões
Temas da Unesp 2026: 2ª fase aborda Platão, cálculo de mol e ativismo ambiental
O primeiro dia da segunda fase da Unesp 2025, neste domingo (7), trouxe questões variadas e, segundo candidatos de Araraquara (SP), um nível de dificuldade considerado alto em áreas específicas. (Veja abaixo as opiniões de candidatos e de professores sobre a prova).
VEJA AQUI O CADERNO DE PROVA DO 1º DIA DA 2ª FASE DA UNESP 2026
Os candidatos tiveram 5 horas para responder 24 questões de Ciências Humanas e Sociais Aplicadas, Ciências da Natureza e suas tecnologias, além de Matemática e suas tecnologias. Na segunda, serão 12 questões sobre Linguagens e suas tecnologias e uma redação.
Em humanas, apareceram temas como o conflito entre Índia e Paquistão pelo controle de recursos hídricos na Caxemira; uma charge sobre voto de cabresto, ativismo ambiental de Chico Mendes e demarcação indígena, e um mapa da América Latina invertido, associado ao contexto geopolítico da Segunda Guerra Mundial.
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EXEMPLO: Com 4 faculdades, idoso de 66 anos tenta vaga em Letras na Unesp: 'estudar faz bem pra cabeça'
FOTOS: veja galeria do dia de prova da 2ª fase da Unesp em Araraquara
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Já nas áreas de exatas e biológicas, estudantes relataram perguntas envolvendo cálculo de mol (Química), porcentagem e juros do setor financeiro (Matemática) e cadeia alimentar (Biologia). Em Filosofia, Kant e Platão foram os principais referenciais cobrados, enquanto História abordou elementos do Brasil Colônia e da Independência.
Entre expectativas, incertezas e apontamentos sobre lacunas na formação escolar, os candidatos concordam que a diversidade de conteúdos marcou o primeiro dia da segunda fase. A aposta agora é no desempenho nas áreas de Linguagens e Redação para equilibrar o resultado final na segunda-feira (8).
O diretor do cursinho Oficina do Estudante afirmou que a prova, no geral, cobrou do candidato conhecimento prévio, e o aluno tinha que ter base teórica. "As questões exigiam que os candidatos soubessem algo da matéria, do conteúdo, para ser aplicado na prova e dialogar com as questões. Questões que exigiam do candidato, uma leitura atenta, alguns itens A e B com vários comandos dentro do mesmo item, o que elevava o tempo para se fazer a questão. No geral, uma prova típica ao Unesp, do jeito que o Unesp tem cobrado nos últimos anos", afirmou. (veja abaixo opiniões de professores por área).
Veja alguns temas abordados na prova:
Chico Mendes, conflito na caxemira e relevo brasileiro estão entre os temas da segunda fase da Unesp 2026
Reprodução, Mukesh Gupta/Reuters e Reprodução
Revolução Industrial inglesa – condições de trabalho e erosão de padrões de vida.
Transformações econômicas no Brasil (1808–1822) – chegada da Corte portuguesa e impactos na independência.
Charge política de 1946 – reforma da lei eleitoral e contexto político pós‑Estado Novo.
Arte latino-americana (Torres-García, 1943) – Escola do Sul e significados da América Latina.
Conflito Índia–Paquistão – origem histórica, disputa religiosa e questão hídrica na Caxemira.
Déficit habitacional no Brasil – políticas públicas e regularização fundiária.
Relevo brasileiro (Planalto da Borborema) – definição de planalto e efeitos orográficos no clima.
Chico Mendes – luta dos seringueiros, defesa ambiental e criação das reservas extrativistas.
Definição de filosofia – diversidade de conteúdos e atitude filosófica.
Democracia e política – Platão (sofocracia) e Byung-Chul Han (infocracia digital).
Ética kantiana – imperativo categórico versus imperativo hipotético.
Epistemologia moderna – empirismo de John Locke e oposição ao inatismo.
Processo Haber-Bosch – produção de fertilizantes nitrogenados e impactos ecológicos.
Fototropismo em plantas – ação do hormônio AIA e efeito da luz unilateral.
Envelhecimento ovariano – fatores críticos, aneuploidia e síndrome de Down.
Química do alumínio – reações da bauxita, sulfato de alumínio e eletrólise ígnea.
Gasogênio na Segunda Guerra Mundial – produção de “gás de água” e equilíbrio químico.
Ibuprofeno – função orgânica, fórmula molecular e titulação com NaOH.
O que os estudantes acharam da prova
Para muitos candidatos, o nível de dificuldade variou conforme a formação escolar. Beatriz Rosa Azevedo, 17 anos, aluna de escola estadual e candidata a Psicologia em Bauru, disse ter sentido o impacto da falta de disciplinas como Filosofia e Geografia em sua grade curricular.
“Achei bem difícil, porque não fiz cursinho e algumas matérias eu não tive aula. Matemática, física e química deu para responder mais tranquilo, mas filosofia e geografia foram complicadas”, afirmou.
Sobre História, contou que conseguiu se apoiar na interpretação dos textos, mas reconheceu dificuldade ao se deparar com itens sobre economia do Brasil Colônia e pós-Independência. Apesar da primeira prova, mantém boas expectativas para o segundo dia e aposta em um tema de redação ligado a redes sociais ou internet.
A candidata Rebeca Fornazari Lastori, 18 anos, que presta Direito em Franca, avaliou que a parte de humanas estava “bem tranquila”, mas encontrou maior obstáculo nas questões de exatas.
“Eu tive que inventar algumas respostas porque não sabia. Química caiu bastante, principalmente orgânica, e biologia trouxe cadeia alimentar”, relatou.
Candidatos avaliaram a prova da 2ª fase da Unesp Araraquara
Douglas Braz/g1
Para ela, a esperança está no segundo dia, quando aparecem Linguagens e Redação, área em que diz ter mais domínio. Ainda assim, afirma não conseguir prever o tema deste ano.
Já Gabriel Henrique de Oliveira, 18 anos, candidato a Relações Internacionais na Unesp Franca, destacou que o início da prova parecia mais acessível, mas o nível aumentou na parte de exatas.
Ele também mencionou a presença marcante de conteúdos filosóficos: “Falou bastante sobre Kant e outros pensadores”.
O estudante admitiu que não estudou tanto quanto planejava, devido ao acúmulo de provas ao longo do ano, o que acabou elevando a sensação de dificuldade.
Destaques
Já para os amigos Maria Clara Libório, 17 anos, candidata a medicina veterinária em Jaboticabal, e Bruno Rossini, 25, que presta Letras, duas questões da prova se destacaram.
A primeira tratava do ativismo ambiental de Chico Mendes, relacionando sua atuação com a demarcação de terras indígenas e episódios de violência no campo.
A segunda, de filosofia e sociologia, fazia referência a “A República”, de Platão, e abordava debates sobre democracia e redes sociais, especialmente a postura acrítica que, segundo o enunciado, pode levar à alienação, à idolatria de líderes e à transformação da população em massa de manobra.
Veja o que disseram professores do Oficina do Estudante sobre o 1º dia da 2ª fase da Unesp:
Gabriel Gamberini, professor de física:
"Tivemos, no primeiro dia da prova da Unep, a questão 19 trazendo no item A, energia mecânica, uma questão bem tranquila, e o item B, resultante sem tripla, também bem tranquila. A questão 20 cobrou do candidato espelho plano, puxando ali para a ótica geométrica, talvez com alguma relação de triângulos para resolver. E, na questão 21, vimos uma questão de potência elétrica, que envolve a segunda Lei de Ohm. Então, foi uma prova um pouco mais puxada para aplicação de fórmula, mais direta: praticamente aplicar a fórmula e calcular o resultado".
Victor Rysovas, professor de história:
“A prova foi bastante equilibrada, com uma questão de história geral, duas questões de história do Brasil, uma questão de contexto de América Latina. São temas interessantes, falando de trabalho, como é sempre esperado, falando de voto, participação política, que também é um tema clássico: falar das constituições, a participação política.
E eu acho que outra coisa interessante de dizer é que a Unesp usou um mapa que normalmente se trabalha na geografia para contextualizar o momento de produção do mapa, então isso é interessante. Trouxe uma questão de Brasil, começo do século 19, também é um tema interessante. Revolução Industrial, Brasil no século 19, com texto de produção de um mapa na década de 1940. Essa é uma pergunta um pouco menos previsível, mas também interessante. E depois, a questão do voto. Então, uma prova equilibrada, não é uma prova trivial: exige atenção, tem interpretação de charge, tem interpretação de texto. Então, uma prova bastante bonita, bastante equilibrada, que a gente tem na prova de história".
Sebastian Fuentes, professor de geografia:
"Quatro questões de geografia, bem atualizada, não tão bem distribuída, teve uma questão de geografia geral e três de geografia do Brasil. A questão mais complexa foi a questão 7, que era uma questão muito específica de geologia, então que os órgãos precisariam, de fato, lembrar sobre determinado tema. Ao mesmo tempo, a prova abordou temas em que era possível o aluno poder dialogar com muitas discussões atuais, por exemplo, a questão fundiária dentro da parte urbana, ao mesmo tempo sobre conflitos envolvendo a Índia e o Paquistão, e por último, um tema bem interessante, pediu para o aluno relembrar sobre a questão do Chico Mendes e tudo relacionado ao Chico Mendes".
Fábio Vilar de Menezes, professor de biologia:
"A Unesp foi muito feliz na elaboração da prova da 2 fase de seu vestibular 2026. Vários temas da biologia foram contemplados: ecologia, com entrofização e ciclo do nitrogênio; biologia molecular, com ácidos nucleicos; fisiologia vegetal, com auxinas; citologia e ciclo menstrual. Portanto, dentro das 3 questões propostas para a biologia, trouxe uma boa abrangência, além de excelente coerência com os tópicos certamente estudados pelos candidatos."
Silvio Sawaya, professor de humanidades:
“A prova de Humanidades da Unesp foi bem tranquila. Foram quatro questões ligadas ao que foi estudado durante o ano. Ela pedia alguns conceitos estudados, então não estava tudo no texto: era necessário que o candidato tivesse domínio sobre a matéria. Caiu uma questão sobre filosofia e atitude filosófica; uma sobre democracia, ligando a democracia grega antiga com Platão e a democracia, hoje, ligada aos meios digitais e ao consumo; uma questão sobre epistemologia do John Locke; e uma de ética do Kant.
São questões em que o candidato tinha que utilizar o texto, mas, ao mesmo tempo, inserir os conceitos e mostrar que tinha domínio sobre o assunto. A questão mais difícil foi a questão sobre a democracia. Para nós aqui, a da democracia de Platão e a democracia hoje, essa comparação, exigia dos alunos um pouco mais de domínio daquilo que eles aprenderam em filosofia".
Carlos André de Aguiar Vitorino, professor de química:
“A prova de Química veio dentro do esperado, é uma prova tranquila de fazer. É um pouco extensa em relação à quantidade de coisas que devem ser respondidas, porque, embora sejam três questões, o item A e o item B, cada um tem três ou duas coisas a serem respondidas. As coisas não são de aprofundamento elevado.
A prova teve uma gama grande de conteúdos a serem explorados: falou desde distribuição eletrônica, tratamento de água, reações inorgânicas, eletrólitos... como são muitos itens a serem respondidos, a banca acaba abrangendo uma quantidade muito grande de conteúdos. Mas, de novo, nada que o estudante não seja preparado para fazer".
Rodrigo do Carmo Silva, professor de matemática:
“Tivemos uma prova com nível de dificuldade de médio para difícil, mas que manteve a similaridade com os anos anteriores. Tivemos questões cobrando: uma questão de geometria espacial envolvendo tronco de pirâmides e cubos; uma questão envolvendo porcentagem e juros compostos, com ênfase no item B, que trabalha poder de compra (ganho ou perda real frente à inflação); e uma questão envolvendo análise combinatória, com os agrupamentos formados em cadeados codificados".
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06/12 -
'OAB da Medicina': entenda em 7 pontos o exame para médicos recém-formados aprovado em comissão do Senado
Ginecologistas de hospital de SP são flagradas em compras e pilates durante o trabalho
Nesta semana, a Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado aprovou o projeto de lei que estabelece a obrigatoriedade de aprovação no Exame Nacional de Proficiência em Medicina (ProfiMed) para médicos recém-formados. O PL ainda precisa ser votado pelo Senado e pela Câmara de Deputados (entenda mais abaixo.)
Se aprovado, o exame vai representar uma etapa adicional para a obtenção do registro profissional para os graduandos de Medicina. A proposta está sendo chamada por muitos de "OAB da Medicina" por sua semelhança com a prova obrigatória para advogados.
Abaixo, entenda em 7 pontos o que propõe o PL e como a criação do ProfiMed mudará a formação médica no país.
1. O que é o ProfiMed?
O Exame Nacional de Proficiência em Medicina tem como objetivo verificar a qualidade da formação dos concluintes de graduação em Medicina e sua habilitação para a prática médica. A prova está prevista em um projeto de lei que tramita no Congresso. (Veja mais abaixo sobre a tramitação.)
A etapa será obrigatória para a obtenção do registro profissional nos Conselhos Regionais de Medicina (CRMs). Ou seja, mesmo após concluir a graduação, o médico só poderá exercer legalmente a profissão se for aprovado na prova.
Alunos do curso de Medicina da Unoeste durante atividades práticas do internato, vivenciando a rotina real de atendimento sob supervisão docente
Ector Gervasoni
2. Como deve funcionar o ProfiMed?
O PL prevê que o exame seja coordenado e elaborado pelo Ministério da Educação (MEC). A prova deve ser aplicada duas vezes por ano em todos os estados e no Distrito Federal.
O ProfiMed deverá avaliar competências profissionais e éticas, conhecimentos teóricos e habilidades clínicas, com base nos padrões mínimos exigidos para o exercício da profissão.
3. O que muda com o exame?
Atualmente, um médico recém-formado pode solicitar o CRM após a colação de grau e pode atuar profissionalmente a partir da emissão do documento.
Se aprovado, o ProfiMed vai adicionar uma etapa que antecede a emissão do documento, já que o profissional só terá direito ao registro profissional após ser aprovado no exame.
Já para profissionais que se formaram em instituições internacionais e precisam revalidar o diploma para atuar no Brasil, também será possível obter a revalidação do documento por meio do ProfiMed. A prova equivalerá às duas etapas do Revalida.
O que é o Revalida: o Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos Expedidos por Instituição de Educação Superior Estrangeira é a prova realizada por médicos formados fora do Brasil que querem exercer a profissão aqui no país. O exame tem duas etapas — a primeira é uma prova escrita (com questões objetivas e discursivas); e a segunda, prática, para testar as habilidades clínicas do médico — e é considerada difícil: na edição do 2º semestre de 2022, por exemplo, apenas 3,75% dos inscritos foram aprovados nas duas etapas e tiveram seus diplomas revalidados.
4. O que acontece com quem reprovar no exame?
O texto do PL prevê a criação da Inscrição de Egresso em Medicina (IEM), que permite ao recém-formado realizar atividades técnico-científicas enquanto não for aprovado no ProfiMed.
5. Quando o exame passará a ser aplicado?
O ProfiMed segue em discussão no Senado e, em seguida, na Câmara. Uma vez aprovado e sancionado, a iniciativa deve entrar em vigor em um ano.
6. O que diz o CFM
O Conselho Federal de Medicina diz que o exame é “fundamental para aprimorar a qualidade da formação médica no país.”
“A implementação do Exame Nacional de Proficiência representa um avanço estrutural para o país. Não se trata apenas de uma etapa avaliativa, mas de uma política pública que assegura que apenas profissionais realmente preparados recebam o registro para atuar. Isso protege a população e fortalece a fiscalização do exercício médico”, afirmou Alceu Pimentel, conselheiro federal suplente e coordenador-substituto da Comissão de Assuntos Políticos do CFM em reunião do grupo, em novembro.
Em abril, o CFM já havia defendido a criação do ProfiMed, argumentando que a avaliação do médico é fundamental para a segurança da população e, portanto, necessária para a concessão do registro profissional.
7. Tramitação do projeto
Na quarta-feira (3), o PL 2.294 de 2024, de autoria do senador Astronauta Marcos Pontes (PL-SP), foi aprovado pela Comissão de Assuntos Sociais do Senado por 11 votos a 9. Ela ainda precisa passar por um turno suplementar de votação no colegiado antes de seguir para a Câmara dos Deputados.
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04/12 -
Gabarito oficial do Enem 2025 na Grande Belém é divulgado pelo Inep; veja as respostas do 1º domingo
Enem 2025 do Pará teve questões antecipadas por Edcley? Veja semelhanças detectadas
Os gabaritos oficiais do 1º dia de provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2025 na Grande Belém foram divulgados nesta quinta-feira (4) pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).
A prova foi realizada em 30 de novembro, após ser adiada por causa da COP 30. Foram 95,7 mil inscritos em Belém, Ananindeua e Marituba. O 2º dia de Enem na Grande Belém será no dia 7 de dezembro e os candidatos resolverão perguntas de matemática e de ciências da natureza.
Veja abaixo as provas do primeiro dia de Enem e os gabaritos por cor:
PROVA VERDE
🟢 Baixe AQUI o caderno de questões da prova VERDE do 1º dia do Enem 2025
Gabarito Enem 2025 na Grande Belém - prova verde
Inep
PROVA BRANCA
⚪ Baixe AQUI o caderno de questões da prova BRANCA do 1º dia do Enem 2025
Gabarito Oficial na Grande Belém Enem - Prova branca
Reprodução/Inep
PROVA AZUL
🔵 Baixe AQUI o caderno de questões da prova AZUL do 1º dia do Enem 2025
Gabarito Enem 2025 na Grande Belém - prova azul
Inep
PROVA AMARELA
🟡 Baixe AQUI o caderno de questões da prova AMARELA do 1º dia do Enem 2025
Gabarito Enem 2025 na Grande Belém - prova amarela
Inep
PROVA LARANJA (Braile e ledor)
Gabarito Enem 2025 na Grande Belém - prova Laranja (Braile e ledor)
Inep
É possível acessá-los também clicando neste link.
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Tema da redação
O tema de redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) na Grande Belém é “A valorização dos trabalhadores rurais no Brasil”.
O tema é uma oportunidade para discutir um grupo “essencial e historicamente invisível” no país, avalia o professor Ademar Celedônio, diretor de Ensino e Inovações Educacionais do SAS Plataforma de Educação. O tema da redação aplicado às demais cidades paraenses e também do Brasil foi "Perspectivas acerca do envelhecimento na sociedade brasileira".
Número de acertos não determina nota final
Caderno de provas Enem
Reprodução
Apesar da divulgação do gabarito, que permite ao candidato saber a quantidade de questões que acertou no Enem, ele só terá acesso à sua nota final em janeiro de 2025.
Isso acontece por causa da Teoria de Resposta ao Item (TRI), método de correção utilizado no Enem que prioriza a coerência no desempenho dos alunos.
Se alguém acertar as questões muito difíceis, mas errar as fáceis, será "incoerente" — o sistema já detectará um possível "chute" e atribuirá menos pontos à pessoa.
Portanto, dois candidatos que acertarem exatamente o mesmo número de perguntas podem tirar notas diferentes (veja ilustração abaixo).
Dois participantes acertaram 5 respostas. Veja só como aquele que errou justamente as mais fáceis tirou uma nota menor do que o ouro, que errou as difíceis
Montagem/g1
🤔 Para que existe a TRI?
A TRI apresenta as seguintes vantagens em relação ao método clássico de correção:
ao detectar os famosos "chutes", ela premia o aluno que, de fato, se preparou para a prova;
possibilita a comparação entre candidatos que tenham feito diferentes edições do exame;
torna mais improvável que dois concorrentes tirem exatamente a mesma nota, já que o resultado final é divulgado com duas casas decimais (816,48 pontos, por exemplo).
O que caiu no Enem 2025?
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03/12 -
Tarcísio escolhe o novo reitor da USP: Aluísio Segurado irá liderar a universidade pelos próximos 4 anos
Aluísio Segurado será o novo reitor da USP
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, escolheu na terça-feira (2) o professor de medicina Aluísio Segurado para ser o novo reitor da Universidade de São Paulo (USP) e liderar a maior universidade pública do país pelos próximos quatro anos. A posse está prevista para o mês que vem.
Ele foi o mais votado em uma lista tríplice eleita pela comunidade acadêmica na semana passada. Tarcísio segue a tradição e escolheu o primeiro da lista.
Segurado era pró-reitor de graduação e diretor do Instituto Central do Hospital das Clínicas, com atuação destacada no combate à Covid-19.
O novo reitor e vice serão responsáveis pelos rumos de uma instituição com 90 mil alunos e orçamento superior a R$ 9 bilhões. A posse da nova reitoria da USP está prevista para 25 de janeiro de 2026.
Aluísio Segurado é o novo reitor da USP
Reprodução/TV Globo
Praça do Relógio, na cidade universitária da USP
Divulgação
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03/12 -
Quem contratou o Fies até 2017 tem dinheiro a receber e pode ter os juros zerados? Entenda os riscos de propostas virais
Prazo para renegociações de dívidas do Fies segue até 31 de dezembro de 2026
Têm circulado nas redes sociais vídeos que garantem que quem assinou contrato do Fies até 2017 pode ter os juros zerados e ainda pode receber de volta parte dos valores já pagos. Mas o g1 apurou que não é bem assim, e que uma ação judicial pode resultar em ainda mais dívidas para o estudante.
Em geral, os vídeos são publicados em perfis de advogados e escritórios de advocacia, e têm tons alarmistas, generalistas e utilizam de clickbaits (estratégia que utiliza títulos e imagens sensacionalistas e exagerados para atrair cliques) para oferecer serviços.
Advogados prometem renegociação de juros e recebimento de valores já pagos do Fies. Especialista alerta para riscos.
Reprodução/Redes sociais
As duas principais propostas são:
Revisão judicial de contratos do Fies assinados até 2017 para aplicação da taxa de juros zero.
Recuperação de até 40% dos valores já quitados, referentes aos juros.
No entanto, Henrique Silveira, sócio de educação do escritório de advocacia Mattos Filho explica que o precedente legal em vigor é contrário às propostas dos vídeos. Ele diz ainda que, caso não vença a ação judicial, o estudante ainda pode precisar arcar com os custos do processo. (Entenda mais abaixo.)
Procurada pela reportagem, a Advocacia-Geral da União disse em nota que não há possibilidade da revisão judicial das condições de contrato do Fies, bem como não é possível reaver parte do valor já quitado. (Leia a íntegra da nota ao fim da reportagem ou clique aqui.)
Já Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), autarquia responsável pelo Fies, reforçou que os contratos firmados a partir de 2018 têm correção pela inflação, que pode ser superior aos juros fixos dos contratos anteriores. (Clique aqui para ler a íntegra ou vá ao final desta reportagem.)
As propostas dos vídeos
A justificativa apresentada nos vídeos é de que, desde 2018, o Fies, que é o Fundo de Financiamento Estudantil, têm taxa de juros zero para os novos contratos — diferente dos financiamentos contratados até então, nos quais os juros variavam de 3,4% até 6,5% ao ano.
São usados termos técnicos como retroatividade (extensão dos efeitos de uma lei para o passado), taxas abusivas (quando há cobrança exagerada, excessiva, desproporcional ou indevida que não tenha justificativa ou esteja escondida em contratos) e princípio da isonomia (que garante que todos sejam tratados de forma igual perante a lei, sem discriminações) que chamam atenção, mas dependem de interpretação.
Na teoria, o argumento dos advogados é simples: se os novos contratantes não pagam por essas taxas, os antigos contratantes também não devem pagar, e merecem reaver os juros que já pagaram até aqui.
Na prática, não é bem assim: em setembro deste ano, a Advocacia-Geral da União (AGU) conseguiu, por meio de uma decisão da Turma Nacional de Uniformização da Justiça Federal (TNU), derrubar a aplicação da retroatividade da taxa de juros real zero aos contratos do Fies firmados até 2017. A decisão ainda vigora e estabelece um precedente para possíveis casos semelhantes.
Henrique Silveira explica que a decisão favorável à AGU não anula a possibilidade de que o tema seja reavaliado judicialmente. “Basta que os advogados ingressem com ações fora dos juizados especiais (atribuindo à causa valor superior a 60 salários-mínimos ou por meio de outras estratégias, com requerer perícia), que poderão continuar a discutir o assunto.”
No entanto, o prejuízo pode ser alto para quem perde o processo:
As pessoas que não obtiverem gratuidade da justiça, porém, correrão o risco de ter que arcar com honorários de sucumbência caso percam as causas (ou seja: pagar valores à AGU, que podem ser fixados em até 20% sobre o valor da causa, podendo ser menor conforme o valor da ação).
O especialista diz que a vitória da AGU na decisão da TNU dificulta um parecer favorável para os estudantes, e acredita que a mesma lógica deve ser adotada também pelos Tribunais Regionais Federais (TRFs) que recebam eventuais causas semelhantes.
A vitória da AGU
Na ocasião do parecer favorável, a Advocacia-Geral da União celebrou a vitória e disse em nota que a decisão evitava “um prejuízo potencial de mais de R$ 90 bilhões aos cofres públicos”, além de garantir “ a continuidade de um dos principais programas sociais do governo.”
A autarquia havia argumentado que decidir em favor da anulação dos juros dos processos antigos seria inconstitucional e acarretaria problemas fiscais.
Além disso, também contestou a tese de que os contratos a juros zero sejam mais vantajosos que os anteriores:
“Apesar de os contratos do Novo Fies preverem juros zero, eles também estabelecem correção monetária pelo IPCA, o que não garante benefícios para os estudantes, uma vez que em períodos de alta inflação as taxas podem ultrapassar aqueles firmados nos contratos de 2017”, disse em nota.
O Novo Fies
Em 2017, o governo federal anunciou uma série de mudanças na lei do Fies e no funcionamento do programa que valeriam a partir de 2018. O principal objetivo das mudanças era combater a taxa de inadimplência dos estudantes a serem financiados a partir do ano seguinte.
A principal mudança era a anulação dos juros — que, até então, poderiam ser de até 6,5% ao ano — em favor de uma correção monetária do valor do contrato pelo IPCA.
Na ocasião, o Fies já tinha passado por diversas outras mudanças e era alvo de críticas por seu impacto nos gastos do governo federal. Com as mudanças, a ideia era que o programa voltasse a ser considerado vantajoso.
Possibilidades de renegociação
Em 2022, o governo federal anunciou uma medida voltada para os estudantes com contratos do Fies que estavam inadimplentes. A iniciativa permitia que estudantes que formalizaram o contrato de financiamento até 2017 e estavam com mais de 90 dias de atraso no pagamento das parcelas renegociassem as dívidas com descontos de até 92%.
Após o sucesso da primeira edição, as janelas de renegociação aconteceram em outros momentos, com mudanças no público-alvo. Atualmente, podem renegociar as dívidas estudantes com contratos a partir de 2018. Veja mais informações aqui.
Íntegra da nota da AGU
Não há possibilidade de estudantes que assinaram contrato de Fies até 2017 pedirem a revisão das condições judicialmente. Isso porque os contratos possuem regime jurídico próprio, previsto em Lei, e a TNU corroborou isso no julgamento do Tema 381, que discutia a aplicação retroativa [ não prevista em lei] da taxa de juros zero aos contratos firmados até o segundo semestre de 2017.
Tendo isso como base, também não há como reaver parte do valor já quitado.
O regime jurídico do Fies é previsto em Lei e em normas regulamentares editadas principalmente pelo Ministério da Educação (MEC), de modo que orientamos que procurem o referido ministério para mais esclarecimentos.
Volte ao topo da matéria.
Integra da nota do FNDE
A legislação vigente não permite aplicar retroativamente o regime de “juros zero” aos contratos do FIES firmados até o segundo semestre de 2017. Esses contratos continuam sujeitos às taxas fixas previstas na regra antiga, de 3,40% ou 6,50% ao ano. Já os contratos assinados a partir de 2018 têm juros nominais iguais a zero, mas o saldo devedor é corrigido anualmente pelo IPCA, conforme definição do Conselho Monetário Nacional.
É importante destacar que eventual mudança para aplicar o modelo corrigido pelo IPCA aos contratos antigos poderia, inclusive, resultar em encargos superiores aos juros fixos atuais, considerando o histórico de inflação. Além disso, mais de 1,6 milhão de contratos seriam afetados e não há previsão legal para retroatividade.
Os estudantes que contrataram o FIES antes de 2018 já tiveram oportunidade de renegociação por meio do programa Desenrola FIES, que ofereceu descontos de até 99% e condições especiais até dezembro de 2024. No momento, não existe previsão de nova rodada ou programa semelhante para esse público.
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02/12 -
Carlos Nobre cobra aceleração na transição energética pós-COP 30: 'Belém será inabitável em 2070 se ainda houver uso de combustíveis fósseis'
Carlos Nobre, no Festival LED - Luz na Educação, em Belém.
Nay Jinknss / Festival LED
Em Belém, participando do Festival LED - Luz na Educação, o climatologista Carlos Nobre analisou nesta terça-feira (2) os resultados da COP 30, realizada em novembro na capital paraense. Ele destacou a urgência climática e a necessidade de avanços na COP 31, especialmente na desaceleração rápida do uso de combustíveis fósseis e do desmatamento.
"Todos nós esperávamos que esta seria a mais importante de todas as COPs, porque nunca o planeta desde que nós existimos esteve com risco que estamos agora de emergência climática", afirmou, alertando que, "se não houver redução rápida de emissões dos gases do efeito estufa, Belém será inabitável em 2070, com a temperatura global chegando a 2,7°C a 2,8°C - e na cidade chegando a 5ºC".
Ele criticou a falta de consenso sobre os mapas do caminho para zerar combustíveis fósseis e desmatamento, apesar das expectativas iniciais do presidente Lula. "Infelizmente a gente não aprovou os mapas do caminho para zerar os combustíveis fósseis e o desmatamento rapidamente", disse Nobre, explicando que as COPs avançam por consenso, não por maioria, o que bloqueou esses pontos cruciais.
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Avanços em adaptação e inclusão
Apesar das frustrações, Nobre apontou ganhos como a aprovação de 50 pontos de adaptação, criação do Comitê de Belém e um fundo de pelo menos US$ 300 bilhões anuais para populações vulneráveis.
"Foi também a primeira COP com grande número de indígenas. Foi a primeira COP que colocou no seu documento como nós temos que valorizar e proteger todos os afrodescendentes", destacou, elogiando a valorização do conhecimento tradicional pela primeira vez em 500 anos.
O "Pacote de Belém", aprovado por 195 países, incluiu esses itens, além de triplicar financiamentos para adaptação até 2035, embora os recursos imediatos fiquem abaixo da meta. Nobre viu otimismo na liderança brasileira contínua até novembro de 2026.
Desafio dos fósseis
Nobre enfatizou que 75% das emissões vêm de combustíveis fósseis, responsáveis por 7 milhões de mortes anuais por poluição urbana.
"Sem dúvida, o maior desafio é porque nós estamos numa emergência e 75% das emissões dos gases do efeito estufa são queima de combustíveis fósseis", declarou, defendendo o fim do uso até 2040, não ultrapassando 2045, apoiado por cientistas do Pavilhão de Ciência Planetária da COP 30.
Ele ainda citou a viabilidade econômica: "Os painéis solares hoje já são 1/4 do preço da energia termoelétrica, não geram poluentes, energia solar emprega 4 vezes mais pessoas que termoelétricas".
Ele mencionou a iniciativa da criação de painel científico para transição energética, proposto por Ana Toni, secretária executiva da COP 30; e lembrou das reuniões marcadas na Colômbia a fim de preparar relatório para COP 31.
Na próxima COP, sediada na Turquia/Austrália em 2026, Nobre aposta em avanços nos mapas do caminho. "O presidente da COP André Corrêa do Lago, a secretária executiva Ana Toni, eles estão muito motivados [...] e eles querem levar muito essa discussão agora sem parar pra que toda a preparação para a COP 31 [...] ela realmente seja para o que a COP 30 não foi", projetou.
Ele também defendeu a continuidade da presença de indígenas, quilombolas e jovens. "É importante que também na COP 31 em diante todos os povos indígenas, de comunidades locais estejam presentes porque isso marcou muito bem essa COP".
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02/12 -
'Tela não devia entrar em sala de aula', diz Ailton Krenak no Festival LED, em Belém
Ailton Krenak participa do Festival LED em Belém.
Nay Jinknss / Festival LED
O filósofo, ambientalista e imortal da Academia Brasileira de Letras, Ailton Krenak, defendeu uma mudança profunda na forma como o Brasil compreende a educação. Na palestra em formato da entrevista "Um exercício para sonhar o amanhã" no Festival LED – Luz na Educação, nesta terça-feira (2) em Belém, Krenak ele falou sobre a presença cada vez maior das telas no ensino. “Por mim, tela não entrava em sala de aula”.
Para ele, o uso excessivo de dispositivos digitais causa um “abismo entre a experiência de estar vivo e o simples ato de olhar imagens sem noção”.
“Ensinar deve ser um ato de afeto e criatividade, e não uma ferramenta de reprodução do mercado. Não podemos deixar a infância ser capturada pelo imaginário tecnocrata”, disse.
Para Krenak, o ensino tem sido moldado por uma lógica produtivista e corporativa que afasta as crianças da experiência criadora da vida. “Paulo Freire já dizia para evitar uma educação que nos sequestra da experiência criativa e nos transforma em pequenos robozinhos”.
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O pensador destacou que o primeiro ninho da educação é a família, onde nascem as relações afetivas que sustentam o aprendizado. “Estamos terceirizando a experiência de educação afetiva. Ofertamos muito pouca experiência criativa no sistema formal”, afirmou.
Krenak defende que a tecnologia seja entendida como uma extensão da natureza humana, e não como um aparato de consumo. “A mais bela tecnologia é a que a Mãe Terra produz. Nós somos produtos da Terra, a mais fina de todas as tecnologias”, afirmou.
Ele também criticou a cultura do consumo, que associa felicidade à compra de novos produtos. “Vivemos em um mundo que ensina as novas gerações a consumir coisas e chama isso de sonho. Mas sonhar é outra coisa. É buscar sentido no mundo, é sonhar com os outros”, refletiu.
Pertencimento e território
Krenak também falou sobre o sentido de pertencimento e a desconexão entre as pessoas e o território. Para ele, a Amazônia é símbolo da abundância natural que o Brasil insiste em empobrecer.
“Um lugar com comida em abundância, nós destruímos o rio, a floresta, construímos barragens e produzimos pobreza”, criticou, lembrando que o modelo de desenvolvimento atual é o mesmo que incentiva a migração e o consumo de fora, em vez de fortalecer o local.
Para o filósofo, a própria produção da pobreza é uma tecnologia do capitalismo, que reduz a educação à formação de mão de obra. “Essa escola que prepara as crianças para serem caixas de supermercado devia ser fechada. Precisamos correr o risco de ser criativos”, provocou.
Um futuro para sonhar
Ao encerrar a fala, Krenak relacionou o futuro da educação a uma transformação ética e ecológica. “Se a gente melhorar, a gente para de estragar o mundo”, disse. Ele destacou que o conceito de educação varia segundo os contextos culturais e sociais, e que, em países desiguais, ensinar também significa preparar cidadãos conscientes de seus direitos.
O líder indígena lembrou que, aos 30 anos, participou da Constituinte que incluiu o capítulo 231 da Constituição de 1988, que reconhece os direitos dos povos indígenas no Brasil. “Aquele rapaz tinha um sonho de inventar o mundo, de liberdade e autonomia”, recordou.
Para Krenak, educar é um ato de inventar mundos possíveis, e sonhar é um caminho para restabelecer o sentido humano diante das crises do planeta. Ao fim, ele foi aplaudido de pé e reforçou a reivindicação por mais demarcação de terras indígenas no Brasil.
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02/12 -
Presidente do Inep diz que anulação de questões foi uma 'ação preventiva para proteger o Enem'
EXCLUSIVO: Mensagens indicam acesso prévio a mais 2 questões do Enem não anuladas
O presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Manoel Palacios, afirmou que a anulação de três questões do Enem 2025 foi uma medida preventiva proteger o exame. A decisão ocorreu antes da conclusão de uma investigação que comprovou a antecipação de alguns itens cobrados nas provas. (Entenda mais abaixo.)
A declaração foi dada durante uma audiência na Comissão de Educação da Câmara dos Deputados nesta terça-feira (2), para prestar esclarecimentos a respeito das fragilidades do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2025. O convite foi feito pelo deputado Thiago de Joaldo (PP-SE).
Ao menos 8 questões da prova foram divulgadas antecipadamente em lives, apostilas e grupos de Whatsapp (entenda abaixo), como mostrou o g1, em primeira mão.
Navegue por meio dos tópicos abaixo para conferir o que o presidente do Inep afirmou na audiência e para relembrar polêmica que levou à anulação de três questões e á solicitação da audiência pública.
Objetivo da prova e impacto da anulação de itens
Pré-testes
Antecipação de questões do Enem 2025
Anulação das 3 questões
Aplicações regulares e equivalência das notas
O que aconteceu no Enem 2025
Como funcionava o esquema
Por que o Inep só anulou três questões
Por que isso importa para a nota
O que ainda não se sabe
Universitário que revelou questões do Enem 2025 pagava R$ 10 por cada pergunta de pré-teste repassada a ele
Reprodução
Objetivo da prova e impacto da anulação de itens:
De acordo com Palacios, o principal objetivo do Enem como avaliação é obter, com a melhor precisão possível, uma estimativa da proficiência do estudante nas quatro áreas do conhecimento que são avaliadas. Para ele, a prova cumpre essa função e não teve o resultado comprometido pela antecipação ou pela anulação das questões.
"A anulação de 1 item, de 2 ou 3, não altera a precisão dessa medida. Poderia até mesmo dizer que o compromisso do Enem em cumprir o currículo da Base Nacional Comum Curricular é o que faz com que ele tenha mais itens do que são necessários para estimar a proficiência do estudante", disse Palacios.
Voltar ao início.
Pré-testes:
O presidente do Inep ainda afirmou que não há como realizar um exame como o Enem sem a realização de pré-testes.
"São esses pré-testes que fazem com que os resultados se tornem comparáveis. Por meio deles, nós ordenamos os itens por dificuldade, de todos os testes, e as escalas são equalizadas de modo que os testes sejam comparáveis", disse.
"Eu só posso dizer com certeza que quem tirou 500 pontos em uma prova tem um resultado semelhante a quem tirou 500 pontos em outra prova porque são realizados pré-testes".
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Antecipação de questões do Enem 2025:
Manuel Palacios ainda explicou os participantes fazem os pré-testes por meio de computadores, e que eles não têm acesso a celulares ou câmeras fotográficas.
"Se vocês observarem os itens que apareceram na mídia, todos eles são frutos de lembrança e têm diferenças, não tem um igual ao que estava na prova do Enem. Igual, não tem nenhum. Repito, não houve vazamento. O que houve foi uma tentativa de reprodução de itens memorizados a partir de participação no pré-teste, e isso está explícito.
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Anulação de 3 questões:
Segundo o relato do presidente do Inep, uma investigação interna foi iniciada no Inep nas primeiras horas da terça-feira (18), após o início dos relatos de antecipação das questões. Teriam sido chamadas as equipes de especialistas das áreas do conhecimento e a Polícia Federal, além da abertura de uma investigação interna no Inep para apurar os acontecimentos.
Durante a apuração, foi analisada uma apostila com 90 questões cuja criação era atribuída a Edcley Teixeira (veja mais abaixo).
"Essa comissão decidiu anular três itens porque eram os itens que tinham muita semelhança. A Polícia Federal imediatamente entrou em ação e começamos a fazer uma investigação completa do que tinha se passado", disse o presidente do Inep.
A anulação dos três itens foi uma ação preventiva para proteger o Enem. Àquela ocasião, não tínhamos todas as informações.
Palacios disse que foram avaliados 900 itens que compunham os materiais produzidos por Edcley e que, ao final da análise, "ficou evidente de que não havia, primeiro, nenhum vazamento do Enem, e segundo, que o que havia naquelas 900 questões — que certamente aquele jovem usava para sessões de mentoria — não trazia nenhum problema técnico para o Enem. Que não havia razão para anular outros itens."
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Aplicações regulares e equivalência das notas:
Durante sua participação na audiência, Palácios lembrou que haverá duas aplicações regulares do Enem em 2025. A primeira ocorreu nos dias 9 e 16 de novembro, e a segunda é a da Grande Belém, que começou em 30 de novembro e termina em 7 de dezembro. De acordo com ele, os resultados e notas serão equivalentes, mesmo com as três questões anuladas.
Os resultados do Enem são comparáveis. Quem fez a prova no Pará tem resultados que são comparáveis com quem fez a prova no Rio de janeiro ou aqui em Brasília em outra data.
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O que aconteceu no Enem 2025?
Em 18 de novembro, o g1 publicou uma reportagem exclusiva mostrando que 6 questões das provas de Ciências da Natureza e de Matemática já haviam sido divulgadas previamente em lives e em apostilas do estudante de medicina Edcley Teixeira, de Sobral (CE).
O Inep, diante disso, anulou três dessas perguntas.
Dias depois, outras duas questões vieram à tona em prints de grupos de Whatsapp de Edcley, como revelou o g1. Em uma das mensagens, o cearense diz que, se cair determinada alternativa no Enem, "pode marcar sem ler". Exatamente esta opção estava na prova.
Estudantes passaram a defender a anulação integral do Enem por quebra de isonomia.
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Como funcionava o esquema?
Universitário que revelou questões do Enem 2025 pagava R$ 10 por cada pergunta
Edcley descobriu que um concurso da Capes (órgão do governo federal) servia como pré-teste do Enem: ou seja, era usado para calibrar o nível de dificuldade e a viabilidade de itens que poderiam aparecer em edições futuras da prova.
Ele pagava estudantes para que eles participassem do concurso e memorizassem questões (principalmente as de exatas). A partir disso, formulou um banco de pré-testes e vendeu o material em pacotes de "mentoria".
O caso está sob investigação da Polícia Federal.
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Por que o Inep só anulou três questões, das 8 antecipadas por Edcley?
Estudante indicou respostas do Enem 8 meses antes da prova
A anulação das três questões ocorreu logo após as primeiras revelações sobre o caso Edcley, ainda em meio a incertezas. O Inep afirma não tinha clareza sobre o alcance das divulgações antecipadas e, por isso, optou por uma medida imediata de contingência.
Após a anulação, a equipe do Inep afirma ter identificado semelhanças, mas não equivalência total entre os itens antecipados e a prova. Palacios diz que nenhuma questão idêntica apareceu no material divulgado por Edcley.
O Inep considera que a exposição prévia de perguntas não altera o desempenho dos candidatos, porque eles resolvem um alto volume de questões ao longo da preparação para o Enem.
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Por que isso importa para a nota?
Enem 2025: Renata Ceribelli entrevista estudante alvo de investigação da PF
A nota do Enem é calculada pela Teoria de Resposta ao Item (que mede a coerência no desempenho dos candidatos).
Especialistas afirmam que, nesse modelo, anular 5 itens de uma mesma área de conhecimento (como o que poderia ocorrer em matemática) poderia afetar a precisão da prova, dependendo principalmente da dificuldade dessas perguntas.
O impacto maior ocorreria se as 5 questões fossem todas fáceis, todas médias ou todas difíceis — ou seja, “vizinhas” na régua de dificuldade.
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O que ainda não se sabe?
O Inep não divulgou os parâmetros psicométricos desses itens (dificuldade, discriminação e acerto casual), mesmo diante dos pedidos do g1.
Sem esses dados, não é possível confirmar se a prova manteria ou não sua precisão, caso todas as questões antecipadas por Edcley fossem anuladas.
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Veja Mais
01/12 -
Enem 2025 do Pará teve questões antecipadas por Edcley? Veja semelhanças detectadas na prova
Enem 2025 do Pará teve questões antecipadas por Edcley? Veja semelhanças detectadas
Por causa da Conferência do Clima (COP30), realizada em Belém na 1ª quinzena de novembro, candidatos da capital paraense e das cidades de Ananindeua e Marituba prestaram a prova de Ciências Humanas e de Linguagens do Enem 2025 apenas neste domingo (30). A maior dúvida era: será que parte das questões já havia sido antecipada pelo estudante de medicina Edcley Teixeira, de Sobral (CE)?
O g1 analisou apostilas, lives e listas de exercícios publicados pelo cearense e encontrou a mesma tendência observada no primeiro domingo da aplicação oficial: no Enem de Belém, havia duas perguntas com temas próximos, recursos visuais semelhantes e palavras em comum em comparação aos materiais de Edcley. (veja abaixo e compare)
No entanto, essas similaridades ocorrem de forma menos explícita e clara do que as observadas em 8 questões de Ciências da Natureza e de Matemática da aplicação principal, de 16 de novembro, quando até os números (com frações e decimais) eram exatamente os mesmos. Ainda assim, candidatos sentiram-se injustiçados e protestaram nas redes sociais.
➡️É evidente que, em exatas, qualquer "coincidência" é muito mais improvável: a chance de alguém prever exatamente todas as alternativas de uma pergunta, sendo uma delas "125/216", por exemplo, é quase nula. Já em humanas, os temas abordados podem se repetir — como a citação a Adam Smith, um filósofo que cai com frequência em vestibulares.
Não é possível, portanto, sem investigação da Polícia Federal, "cravar" que as provas de Linguagens e de Ciências Humanas guardam necessariamente alguma relação com os pré-testes descobertos por Edcley. O que os alunos que prestaram o Enem 2025 do Pará alegam, no entanto, é que qualquer proximidade do Enem em relação a conteúdos antecipados em lives e apostilas já seria suficiente para a quebra de isonomia.
O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), apesar de ter anulado 3 questões das 8 que eram quase iguais às antecipadas, vem adotando o discurso de que nenhum candidato foi prejudicado com as possíveis antecipações de perguntas.
📈PRÉ-TESTE? O g1 revelou, em primeira mão, que Edcley Teixeira havia descoberto que um concurso da CAPES (órgão do governo federal), aplicado para alunos do 1º ano da graduação, serviria como um “pré-teste” para o banco de questões do Enem— ou seja, traria conteúdos que potencialmente fariam parte do exame oficial em edições futuras. O estudante de medicina passou, então, a pagar para que estudantes participassem dessa prova, memorizassem o máximo de itens que conseguissem e passassem o material ao próprio Edcley, que o vendia.
Veja abaixo as semelhanças encontradas na reaplicação do Enem na Grande Belém:
Exemplo 1 do Enem de Belém: charge sobre '13 anos' na escola
As questões trazem exatamente a mesma situação-problema, mas em idiomas diferentes. As alternativas corretas têm igual significado, apesar de outra formulação. E um adendo: uma pergunta parecidíssima havia aparecido no simulado de um cursinho pré-vestibular (2023) e em um perfil de Instagram (abril de 2025).
No Enem da Grande Belém:
Questão do Enem 2025 - edição da Grande Belém
Reprodução
Na apostila de Edcley:
Tirinha em português em material de Edcley traz o mesmo conteúdo abordado no Enem
Reprodução
No simulado de cursinho:
Simulado do SAS de 2023
Reprodução
No Instagram:
Post de Instagram em abril de 2025
Reprodução
Exemplo 2 do Enem de Belém - Pequeno Príncipe e indígenas
A semelhança aqui é menos notável: o tema abordado em ambas é a tradução de clássicos da literatura universal para línguas indígenas. No Enem paraense, a questão caiu na parte de espanhol, mencionando diversas obras (como "Patinho Feio" e "Pequeno Príncipe"). A apostila de Edcley tratava do mesmo fenômeno cultural, mas focava apenas neste último livro e estava em português.
Questão do Enem da Grande Belém
Pequeno Príncipe - questão do Enem da Grande Belém
Reprodução
Questão de apostila de Edcley:
Questão da apostila de Edcley trazia abordagem sobre traduções de clássicos para línguas indígenas
Reprodução
Provas de Humanas - Aplicação principal
Veja, a seguir, as semelhanças na prova de humanas da aplicação principal do Enem, em 9 de novembro. Por serem menos significativas que as encontradas em exatas, não entraram na lista do g1 com 8 perguntas antecipadas por Edcley.
Exemplo 3 - Enem principal - parasurf
As perguntas apresentaram alternativas diferentes, mas o mesmo eixo temático: a inclusão de pessoas com deficiência no esporte, por meio do parasurf.
No Enem 2025 (aplicação principal)
Questão sobre parasurf no Enem 2025
Reprodução
Na apostila de Edcley:
Questão de parasurf em apostila de Edcley
Reprodução
Exemplo 4 - Enem principal - Derrida
O filósofo é citado nos dois casos, mas com alternativas diferentes.
Na apostila de Edcley:
Derrida - apostila Edcley (parte 1)
Reprodução
Questão de Derrida - Edcley - parte 2
Reprodução
Questão do Enem 2025 (aplicação principal)
Questão sobre Derrida - Enem principal
Reprodução
Veja mais vídeos sobre o caso:
Estudante indicou respostas do Enem 8 meses antes da prova
Enem: o futuro e as questões antecipadas
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01/12 -
Fuvest 2026 divulga lista de aprovados para a segunda fase e locais de prova
Fuvest 2026: veja calendário de datas das provas
A Fundação para o Vestibular (Fuvest) divulgou nesta segunda-feira (1º) a lista dos candidatos aprovados para a segunda fase do Vestibular 2026 da Universidade de São Paulo (USP). Confira aqui. Os locais de exame também foram divulgados e podem ser consultados aqui.
No total, 30.787 estudantes foram chamados para fazer a segunda etapa, que acontece nos dias 14 e 15 de dezembro. Esse número de convocados corresponde a quatro vezes o número de vagas de ingresso da carreira e modalidade.
As provas acontecerão em 36 escolas, localizadas em 21 cidades, além da capital paulista. A abertura dos portões será às 12 horas, com fechamento dos portões e início da aplicação da prova às 13 horas. Em cada um dos dias, o vestibulando terá 4 horas para finalizar a prova.
👉 No primeiro dia, ele responderá a 10 questões discursivas de Português, incluindo interpretação de textos, gramática e literatura (considerando a lista obrigatória de obras), e terá de escrever a redação.
Neste ano, será possível escolher entre duas propostas de redação: uma dissertativa-argumentativa ou uma de outro gênero textual a ser apresentado no momento da prova, ambas originadas a partir de uma coletânea única de textos.
👉Já no segundo dia, o vestibulando terá pela frente 12 questões discursivas, com conteúdo de duas a quatro disciplinas específicas da carreira escolhida (por exemplo: matemática + física + química para cursos de exatas; biologia + química para biológicas; história + geografia para humanas).
As provas de competências específicas, exigidas para os cursos de Música, Artes Visuais e Artes Cênicas, vão ser aplicadas de 9 a 12 de dezembro, conforme o curso. (Veja calendário ao final.)
Notas de corte
Na semana passada, saiu a lista com a nota de corte dos cursos universitários que estão em disputa, que podem ser conferidos no site da entidade: https://www.fuvest.br/vestibular-da-usp.
Como nos anos anteriores, o curso de medicina segue com a maior nota de corte: 80, considerando todas as modalidades Ampla Concorrência (AC), Escolas Públicas (EP) e Pessoas Negras, de Cor Preta ou Parda e Indígenas (PPI).
Em seguida, aparecem os seguintes cursos: engenharias, psicologia SP, relações internacionais e direito (veja abaixo).
Fuvest 2026 – maiores notas de corte
Medicina - corte 80
Engenharia aeronáutica - corte 75
Engenharias - corte 69
Psicologia SP - corte 69
Psicologia Ribeirão Preto - corte 67
Relações internacionais - corte 67
Engenharia mecânica e mecatrônica - corte 67
Direito - corte 66
Engenharia elétrica e de computação - corte 66
Audiovisual - corte 65
Computação - corte 64
Arquitetura - corte 63
Jornalismo - corte 62
Ciências biomédicas - corte 62
Administração - corte 61
Artes visuais - corte 61
👉 Confira aqui um pdf com as notas de corte.
Medicina segue como curso mais concorrido da Fuvest 2026; veja ranking
Vale lembrar que a questão de matemática deste ano foi anulada na 1ª fase e o valor foi atribuído a todos os candidatos presentes no dia da prova.
Calendário do Vestibular Fuvest 2026
2ª Fase: dias 14 e 15/12/2025
Provas de competências específicas - Música: 09 a 12/12/2025
Provas de competências específicas - Artes Visuais: 11/12/20205
Prova de competências específicas - Artes Cênicas: 5 a 9/01/2026
Primeira chamada: 23/01/2026
Fuvest divulga relação de candidatos por vaga; veja cursos mais concorridos
Praça do Relógio e Reitoria da Cidade Universitária, na Zona Oeste de São Paulo.
Cecília Bastos/USP Imagens
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01/12 -
'Isca de raiva' das redes sociais é eleita termo do ano por dicionário britânico
➡️ Você se irrita cada vez mais ao rolar o feed das redes sociais?
Se a resposta for sim, você pode estar caindo na "isca de raiva" (rage bait, em inglês), expressão escolhida pela Oxford University Press como palavra ou frase do ano.
➡️ "Isca de raiva" é um termo que descreve táticas manipuladoras usadas para estimular o engajamento online. Segundo a editora do dicionário, o uso da expressão triplicou nos últimos 12 meses.
"Isca de raiva" superou outros dois finalistas — aura farming (cultivo de aura, em tradução livre) e biohack (intervenção no próprio corpo) — para receber o título. Confira abaixo a explicação dos termos.
Você é viciado no Instagram? Estudo revela que provavelmente não é.
A lista de palavras tem o objetivo de refletir alguns dos estados de espírito e das conversas que marcaram 2025.
O que é 'isca de raiva'?
Mesmo que o termo seja novo para muita gente, quem usa as redes sociais provavelmente já foi alvo de "isca de raiva".
Segundo a Oxford University Press, editora do Oxford English Dictionary, a expressão se refere a conteúdos publicados de forma deliberada para provocar raiva ou indignação, por serem frustrantes, provocativos ou ofensivos.
Esse tipo de postagem costuma ser usada para aumentar o tráfego de sites ou perfis de redes sociais.
O mecanismo lembra o do "clickbait", em que um título atrai o leitor para um artigo ou vídeo. No caso da "isca de raiva", porém, o objetivo é mais específico: irritar o público.
O que significam as outras palavras selecionadas?
Aura farming (cultivo de aura, em tradução livre): construção de uma persona carismática ou atraente, cultivada ao agir ou se apresentar de modo a transmitir, de forma sutil, confiança, charme ou certo ar de mistério.
Biohack: tentativa de melhorar ou otimizar o desempenho físico ou mental, a saúde, a longevidade ou o bem-estar por meio de mudanças na alimentação, em rotinas de exercício ou no estilo de vida, além do uso de drogas, suplementos ou dispositivos tecnológicos.
As três expressões finalistas passaram por votação pública, cujo resultado ajudou a orientar a decisão final dos especialistas em linguagem da Oxford University Press.
"O fato de o termo rage bait existir e ter registrado um aumento tão expressivo de uso mostra que estamos mais atentos às táticas de manipulação que nos capturam online", disse Casper Grathwohl, presidente da Oxford Languages.
"Antes, a internet buscava atrair nossa atenção estimulando a curiosidade em troca de cliques. Agora, há uma mudança clara para o sequestro e a influência das emoções e das respostas do público."
Grathwohl acrescenta que "parece uma progressão natural no debate contínuo sobre o que significa ser humano em um mundo movido pela tecnologia e sobre os extremos da cultura digital."
O termo do ano passado, brain rot, captou o desgaste mental provocado pelo rolar automático de telas no Instagram ou no TikTok.
Grathwohl afirma que as vencedoras de 2024 e 2025 têm um tema comum.
"Juntas, formam um ciclo poderoso: a indignação gera engajamento, os algoritmos ampliam esse movimento e a exposição constante nos deixa mentalmente exaustos", disse.
Entre as vencedoras anteriores da Oxford estão selfie, goblin mode e rizz.
O Cambridge Dictionary escolheu parassocial como palavra de 2025, termo que descreve a relação que alguém sente manter com uma pessoa famosa que não conhece.
Um exemplo é o interesse de fãs quando a cantora Taylor Swift e o jogador de futebol americano Travis Kelce anunciaram o noivado.
Já o Collins Dictionary optou por vibe coding, prática que consiste em criar um aplicativo ou site descrevendo-o a uma inteligência artificial, em vez de escrever o código manualmente.
'Vibe coding' named word of the year by Collins Dictionary
Por que muita gente deixou de postar nas redes sociais
'Rizz' derrota 'swiftie' e é eleita palavra do ano pelo Dicionário Oxford
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30/11 -
Tema da redação do Enem na Grande Belém expõe desigualdade histórica no campo, diz professor: 'escancara paradoxo do Brasil rural'
Momento da abertura dos portões para candidatos que prestarão o Enem em faculdade do Pará
O tema da redação do Enem aplicado neste domingo (30) na Grande Belém — “A valorização dos trabalhadores rurais no Brasil” — é uma oportunidade para discutir um grupo “essencial e historicamente invisível” no país, avalia o professor Ademar Celedônio, diretor de Ensino e Inovações Educacionais do SAS Plataforma de Educação. Segundo ele, a proposta escancara a contradição entre a importância estratégica do trabalho no campo e a baixa valorização social, econômica e simbólica de quem vive dessa atividade.
Ministro da Educação publica tema da redação no Enem na Grande Belém
Redes sociais/Reprodução
O tema é inédito, portanto, diferente o assunto da redação aplicado, no dia 9 de novembro, às demais cidades paraenses e também do Brasil foi "Perspectivas acerca do envelhecimento na sociedade brasileira". A prova na Grande Belém foi adiada por causa da COP 30, realizada em novembro na capital paraense. São 95,7 mil inscritos em Belém, Ananindeua e Marituba. O 2º dia de Enem será no dia 7 de dezembro.
Ao trazer o tema “A valorização dos trabalhadores rurais no Brasil”, o Enem convida o estudante a enxergar o campo como parte concreta da estrutura do país, e não apenas como cenário distante. “A valorização não pode ficar só no discurso. Ela passa por proteção social, condições dignas de trabalho, acesso à educação, à tecnologia e a oportunidades reais de crescimento”, diz.
Segundo o último Censo Agropecuário do IBGE, em 2017 o Brasil tinha 15,1 milhões de pessoas ocupadas nos estabelecimentos agropecuários, sendo que “77% deles foram classificados como agricultura familiar”, segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária.
“No Brasil, esses trabalhadores garantem a segurança alimentar, o abastecimento das cidades, sustentam cadeias industriais inteiras e preservam saberes tradicionais do campo. Mesmo assim, são mais expostos à informalidade, à precarização e a casos de trabalho análogo à escravidão do que a média nacional”, afirma Celedônio.
Educação rural, permanência no campo e transição ecológica
Na análise de Celedônio, o tema abre caminho para que os estudantes abordassem diferentes dimensões do Brasil rural: da educação no campo à conectividade, da permanência das famílias nas comunidades rurais às políticas públicas de formalização e fiscalização. Ele também destaca o papel dos trabalhadores rurais na agenda ambiental.
“Esses profissionais são centrais para qualquer projeto sério de transição ecológica. Falar de sustentabilidade sem falar das condições de trabalho e de vida no campo é incompleto”, avalia.
O professor lembra ainda que o avanço da urbanização contribui para que o papel dos trabalhadores rurais se torne cada vez menos visível para quem vive nas cidades. “A redação cumpre um papel social ao trazer esse grupo para o centro do texto. Obriga o estudante a reconhecer que a comida que chega à mesa, a matéria-prima que movimenta a indústria e parte da cultura brasileira dependem diretamente dessas pessoas.”
Segundo ele, o comando da proposta também estimulou a construção de soluções. “O jovem foi convidado a pensar em caminhos viáveis: programas de formação técnica, incentivo à inovação agrícola, políticas de reconhecimento e campanhas que aproximem o campo da cidade.”
“Foi um tema atual, pertinente e profundamente conectado ao cotidiano do país, alinhado ao que o Enem costuma propor: reflexão crítica e cidadã sobre questões que moldam o desenvolvimento brasileiro”, conclui.
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Inspirada na avó e com apoio da filha, assistente social fará Enem neste domingo em Belém para realizar sonho de ser enfermeira
Momento da abertura dos portões para candidatos que irão prestar o Enem em Belém
Como é o primeiro dia de provas do Enem
No primeiro dia do Enem, a prova tem:
45 questões de Linguagens,
45 questões de Ciências Humanas,
e Redação.
As provas começaram às 13h30 e se encerram às 19h.
No segundo domingo de provas, o exame tem duração máxima de 5 horas — meia hora a menos que o primeiro dia — e vai até as 18h30.
A saída da sala é permitida a partir das 15h30, mas sem o caderno de questões.
Só é possível deixar a sala com o caderno em mãos faltando 30 minutos para o fim do exame: portanto, após as 18h.
A avaliação será diferente?
O MEC informou que o Enem segue a Teoria de Resposta ao Item (TRI), que avalia o desempenho dos participantes considerando o nível de conhecimento individual e as características de cada questão. Isso permite a comparabilidade entre os resultados de provas diferentes.
"Mesmo com provas distintas da aplicação regular, a metodologia garante a equidade e a isonomia para todos os inscritos", informou.
Confira o tema da redação do Enem em outros anos
Enem 2024 - "Desafios para a valorização da herança africana no Brasil"
Enem 2023 - "Desafios para o enfrentamento da invisibilidade do trabalho de cuidado realizado pela mulher no Brasil”
Enem 2022 - "Desafios para a valorização de comunidades e povos tradicionais no Brasil"
Enem 2021 - "Invisibilidade e Registro Civil: garantia de acesso à cidadania no Brasil"
Enem 2020 - "O estigma associado às doenças mentais na sociedade brasileira", na versão impressa; e "O desafio de diminuir a desigualdade entre regiões no Brasil", na digital.
Enem 2019 - "Democratização do acesso ao cinema no Brasil"
Enem 2018 - "Manipulação do comportamento do usuário pelo controle de dados na internet"
Enem 2017 - "Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil"
Enem 2016 - "Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil”
Enem 2015 - "A Persistência da Violência contra a Mulher na Sociedade Brasileira"
Enem 2014 - "Publicidade infantil em questão no Brasil"
VÍDEOS: veja todas as notícias do Pará
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30/11 -
Tema da redação do Enem 2025 na Grande Belém é 'A valorização dos trabalhadores rurais no Brasil'
Ministro da Educação publica tema da redação no Enem na Grande Belém
Redes sociais/Reprodução
O tema de redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) na Grande Belém é “A valorização dos trabalhadores rurais no Brasil”. A informação foi publicada pelo ministro da Educação, Camilo Santana, em uma rede social.
"Hoje, os 95.784 inscritos nas cidades de Belém, Marituba e Ananindeua, no Pará, fazem a prova do Enem 2025. O tema da redação deste domingo é: 'A valorização dos trabalhadores rurais no Brasil'", disse.
O tema da redação aplicado às demais cidades paraenses e também do Brasil foi "Perspectivas acerca do envelhecimento na sociedade brasileira".
O MEC informou que a prova na Grande Belém teria tema inédito de redação, mas que também será corrigida segundo a mesma matriz de correção da prova regular.
A prova na Grande Belém foi adiada por causa da COP 30, realizada em novembro na capital paraense. São 95,7 mil inscritos em Belém, Ananindeua e Marituba. O 2º dia de Enem será no dia 7 de dezembro.
O Enem é a principal porta de entrada para o ensino superior, e permite ao candidato pleitear vagas em universidades públicas e privadas de todo o país.
Ainda não foram divulgados os textos de apoio e os detalhes de quais orientações a prova forneceu como base para os alunos fazerem a redação.
Segundo o último Censo Agropecuário do IBGE, em 2017 o Brasil tinha 15,1 milhões de pessoas ocupadas nos estabelecimentos agropecuários, sendo que “77% deles foram classificados como agricultura familiar”, segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária.
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Como é o primeiro dia de provas do Enem
No primeiro dia do Enem, a prova tem:
45 questões de Linguagens,
45 questões de Ciências Humanas,
e Redação.
As provas começaram às 13h30 e se encerram às 19h.
No segundo domingo de provas, o exame tem duração máxima de 5 horas — meia hora a menos que o primeiro dia — e vai até as 18h30.
A saída da sala é permitida a partir das 15h30, mas sem o caderno de questões.
Só é possível deixar a sala com o caderno em mãos faltando 30 minutos para o fim do exame: portanto, após as 18h.
A avaliação será diferente?
O MEC informou que o Enem segue a Teoria de Resposta ao Item (TRI), que avalia o desempenho dos participantes considerando o nível de conhecimento individual e as características de cada questão. Isso permite a comparabilidade entre os resultados de provas diferentes.
"Mesmo com provas distintas da aplicação regular, a metodologia garante a equidade e a isonomia para todos os inscritos", informou.
Confira o tema da redação do Enem em outros anos
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Enem 2022 - "Desafios para a valorização de comunidades e povos tradicionais no Brasil"
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Enem 2020 - "O estigma associado às doenças mentais na sociedade brasileira", na versão impressa; e "O desafio de diminuir a desigualdade entre regiões no Brasil", na digital.
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28/11 -
Fuvest 2026 divulga notas de corte do vestibular; medicina, engenharias e psicologia lideram ranking
Fuvest 2026: veja calendário de datas das provas
A Fundação para o Vestibular (Fuvest) divulgou nesta sexta-feira (28) a lista com a nota de corte dos cursos universitários que estão em disputa no Vestibular 2026 da Universidade de São Paulo (USP).
Os candidatos inscritos podem conferir as notas de corte dos cursos oferecidos no site da entidade: https://www.fuvest.br/vestibular-da-usp.
Como nos anos anteriores, o curso de medicina segue com a maior nota de corte: 80, considerando todas as modalidades Ampla Concorrência (AC), Escolas Públicas (EP) e Pessoas Negras, de Cor Preta ou Parda e Indígenas (PPI).
Em seguida, aparecem os seguintes cursos: engenharias, psicologia SP, relações internacionais e direito (veja abaixo).
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Engenharia elétrica e de computação - corte 66
Audiovisual - corte 65
Computação - corte 64
Arquitetura - corte 63
Jornalismo - corte 62
Ciências biomédicas - corte 62
Administração - corte 61
Artes visuais - corte 61
👉 Confira aqui um pdf com as notas de corte.
Medicina segue como curso mais concorrido da Fuvest 2026; veja ranking
Segundo a Fuvest, a lista de aprovação para a 2ª fase e os locais de prova serão divulgados no dia 1º de dezembro, a partir das 12h. A 2ª fase acontece nos dias 14 e 15 de dezembro.
Vale lembrar que a questão de matemática deste ano foi anulada na 1ª fase e o valor foi atribuído a todos os candidatos presentes no dia da prova.
Calendário do Vestibular Fuvest 2026
2ª Fase: dias 14 e 15/12/2025
Provas de competências específicas - Música: 09 a 12/12/2025
Provas de competências específicas - Artes Visuais: 11/12/20205
Prova de competências específicas - Artes Cênicas: 5 a 9/01/2026
Primeira chamada: 23/01/2026
Fuvest divulga relação de candidatos por vaga; veja cursos mais concorridos
Praça do Relógio e Reitoria da Cidade Universitária, na Zona Oeste de São Paulo.
Cecília Bastos/USP Imagens
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28/11 -
Unesp 2026: lista de aprovados para 2ª fase do vestibular é divulgada; confira
Portaria 1 da Unesp de Bauru (SP)
Clara Sganzerla/g1
A Universidade Estadual Paulista (Unesp) divulgou nesta sexta-feira (28) o resultado da primeira fase do Vestibular 2026. Ao todo, 65.208 candidatos concorrem a 5.867 vagas em cursos de graduação oferecidos pela universidade.
👉 A consulta está disponível no site da Fundação Vunesp (www.vunesp.com.br), responsável pelo exame (é preciso número de identificação do candidato).
Na página, também é possível conferir o número mínimo de acertos por curso dos candidatos convocados para a próxima etapa.
A segunda fase do vestibular será composta por uma prova comum, aplicada nos dias 7 e 8 de dezembro (domingo e segunda-feira). Os exames ocorrerão em 31 cidades do estado de São Paulo e também em outros estados.
Veja os vídeos que estão em alta no g1
Além dos 24 municípios paulistas que possuem cursos da Unesp, a prova será aplicada em Americana, Campinas, Guarulhos, Jundiaí, Piracicaba, Ribeirão Preto e Santo André. Também haverá aplicação em Brasília (DF), Campo Grande (MS), Curitiba (PR) e Uberlândia (MG).
Para alguns cursos, há ainda a exigência de provas de habilidades específicas. É o caso dos cursos do Instituto de Artes, na capital paulista, e dos cursos de Arquitetura e Urbanismo, Artes Visuais e Design, em Bauru. As datas seguem o calendário previsto no Manual do Candidato, disponível para consulta nos sites da Unesp e da Vunesp.
Distribuição de vagas por cidade
Os cursos da Unesp estão distribuídos em 24 cidades do estado de São Paulo. Confira o número de vagas por município:
Araçatuba: 112 vagas
Araraquara: 678 vagas
Assis: 309 vagas
Bauru: 899 vagas
Botucatu: 478 vagas
Dracena: 62 vagas
Franca: 328 vagas
Guaratinguetá: 243 vagas
Ilha Solteira: 234 vagas
Itapeva: 58 vagas
Jaboticabal: 224 vagas
Marília: 351 vagas
Ourinhos: 46 vagas
Presidente Prudente: 461 vagas
Registro: 56 vagas
Rio Claro: 373 vagas
Rosana: 50 vagas
São João da Boa Vista: 62 vagas
São José do Rio Preto: 344 vagas
São José dos Campos: 96 vagas
São Paulo: 185 vagas
São Vicente: 64 vagas
Sorocaba: 64 vagas
Tupã: 90 vagas
Sistema de reserva de vagas
Metade das vagas de cada curso é destinada a estudantes que cursaram todo o ensino médio em escolas públicas, por meio do Sistema de Reserva de Vagas para a Educação Básica Pública (SRVEBP).
Dentro desse percentual, 35% das vagas são destinadas a candidatos que se autodeclarem pretos, pardos ou indígenas. Esse total inclui 934 vagas do Provão Paulista, reservadas exclusivamente para estudantes da rede pública.
Segundo a Unesp, o sistema de reserva tem garantido, desde o Vestibular 2017, a maioria de ingressantes vindos de escolas públicas.
Unesp reserva vagas para o Enem pela primeira vez no vestibular
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28/11 -
Como aprender qualquer coisa do zero
Paciente com Parkinson toca clarinete enquanto faz cirurgia no cérebro
O fascínio de Tom Vanderbilt pelo processo de aprendizagem ao longo da vida começou com os hobbies da filha: piano, futebol, taekwondo. Ele queria encorajá-la em suas novas atividades e a acompanhava nas aulas e torneios.
Enquanto ela exercitava a mente, ele respondia e-mails, se divertia no celular ou olhava para o nada até a filha terminar. E logo reconheceu a hipocrisia da situação.
"Eu estava incutindo nela a importância de aprender todas essas diferentes habilidades", afirma. "Mas ela poderia facilmente ter me perguntado: 'Por que você não faz todas essas coisas, então?'"
A começar com aulas de xadrez, ele decidiu passar um ano desenvolvendo uma série de novas habilidades. Aprendeu a cantar, desenhar, fazer malabarismos e surfar.
Em nenhum momento, ele esperava dominar totalmente essas habilidades ou mostrar suas proezas com um feito extraordinário, como ganhar uma competição. Em vez disso, ele queria desfrutar do prazer do processo.
"Como adultos, nós imediatamente colocamos pressão sobre nós mesmos com objetivos. Sentimos que não podemos nos dar ao luxo de aprender só pelo aprendizado."
Vanderbilt detalhou sua jornada no livro Beginners ("Principiantes", em tradução livre), em que combina suas experiências pessoais com a ciência de ponta por trás da aquisição de habilidades.
A BBC conversou com ele para entender os mitos da aprendizagem de adultos e os benefícios substanciais que a "mentalidade de principiante" pode trazer para nossas vidas.
As crianças estão programadas para aprender — mas isso não significa que os adultos não sejam capazes
Getty Images/BBC
Como aprender bem
Começando o projeto com quase 40 anos, Vanderbilt sabia que teria dificuldade de corresponder às habilidades de aprendizagem de crianças, como sua filha.
As crianças são especialmente boas em captar padrões implicitamente — entendendo que certas ações levarão a determinados tipos de eventos, sem qualquer explicação ou descrição do que estão fazendo.
Depois dos 12 anos, no entanto, perdemos parte dessa capacidade de absorver novas informações.
Mas não devemos ser muito pessimistas em relação às nossas próprias habilidades.
Embora os adultos possam não absorver novas habilidades tão facilmente quanto uma criança, ainda temos "neuroplasticidade" — capacidade do cérebro de se reprogramar em resposta a novos desafios.
Tom Vanderbilt aprendeu a surfar com quase 40 anos
Getty Images/BBC
Em seu ano de aprendizado, Vanderbilt conheceu muitas pessoas que já passaram da meia-idade e ainda exerciam esse "superpoder".
Além disso, a pesquisa de Vanderbilt revelou alguns princípios básicos de um bom aprendizado que qualquer pessoa pode usar para tornar o aprendizado mais eficaz.
O primeiro pode parecer óbvio, mas esquecemos facilmente: precisamos aprender com nossos erros.
Portanto, em vez de apenas repetir as mesmas ações sem pensar, precisamos ser mais focados e analíticos, refletindo sobre o que fizemos certo e o que fizemos de errado — os psicólogos chamam isso de "prática deliberada".
Vanderbilt notou isso ao jogar xadrez.
Você pode passar horas jogando online, mas isso não seria tão eficaz quanto estudar as estratégias de profissionais ou discutir os motivos de suas derrotas com um professor de xadrez.
O segundo princípio é mais contraintuitivo: precisamos nos certificar de que nossa prática seja variada.
No malabarismo, por exemplo, trocar os objetos, ou mudar a altura em que você os lança, foi útil para ele, que tentou sentado e enquanto caminhava.
Estudos mostraram que idosos que aprenderam novas habilidades apresentaram uma melhora pronunciada em testes cognitivos
Photothek via Getty Images/BBC
Como um cientista disse a Vanderbilt, isso é "repetição sem repetição" e força os padrões aprendidos do cérebro a se tornarem mais flexíveis, permitindo que você lide com dificuldades imprevisíveis — como um erro em um de seus movimentos anteriores que pode fazer com que você perca o controle.
Mais intrigante ainda, Vanderbilt descobriu que muitas vezes aprendemos melhor quando sabemos que teremos de ensinar a mesma habilidade a outros.
Não está claro por que isso acontece, mas essa expectativa parece aumentar o interesse e a curiosidade das pessoas, o que estimula a atenção do cérebro e ajuda a garantir que ele estabeleça traços de memória mais fortes.
Vanderbilt teve muitas oportunidades de ensinar o que havia aprendido, já que frequentemente incluía sua filha em seus projetos.
Portanto, seja o que for que você esteja tentando dominar a nível pessoal, considere compartilhar essa habilidade com alguém que você conhece.
E embora você possa achar proveitoso observar verdadeiros especialistas executando uma habilidade, Vanderbilt descobriu que também pode ser útil acompanhar outros novatos, uma vez que você pode analisar mais facilmente o que eles estão fazendo certo e o que estão fazendo de errado.
Com esse conhecimento, Vanderbilt progrediu bastante em cada uma das habilidades que se propôs a aprender. Cantar, diz ele, era um dos maiores obstáculos, emocionalmente.
"Esse processo de se abrir para um estranho da forma mais crua", explica.
Quando ele superou esse nervosismo, no entanto, cantar também se revelou a atividade mais gratificante.
"É a coisa a que eu provavelmente me doei ao máximo, porque tem um prazer inerente e faz você se sentir tão bem."
Ele acabou se tornando membro do coral de Britpop de Nova York.
Se você está inspirado a começar uma nova atividade sozinho, Vanderbilt aconselha começar com algo que seja fácil de integrar ao seu atual estilo de vida. Você pode se surpreender com a velocidade do seu progresso, diz ele.
"Muitas pessoas ficam presas à ideia de que isso é apenas um grande investimento de tempo — que é um caminho sem fim —, e isso é muito assustador para elas."
Ele descobriu que os traços dos seus desenhos, por exemplo, haviam melhorado significativamente no tempo que normalmente levaria para maratonar uma série de TV.
Vanderbilt descobriu que aprendemos melhor quando sabemos que teremos de ensinar a mesma habilidade a outros
Getty Images/BBC
O fator 'por quê'
Você ainda pode se perguntar por que deveria fazer esse esforço, quando poderia estar à toa no sofá.
Mas Vanderbilt destaca que há muitos benefícios em abraçar qualquer nova habilidade — incluindo algumas mudanças cerebrais de longo prazo que poderiam compensar parte do declínio mental que geralmente vem com o envelhecimento.
Ele cita um estudo com adultos — de 58 a 86 anos — que fizeram vários cursos em áreas como espanhol, música, composição e pintura.
Depois de alguns meses, eles não apenas haviam feito um bom progresso nas respectivas habilidades individuais, como também apresentaram uma melhora pronunciada em testes cognitivos mais amplos — que correspondia ao desempenho de adultos 30 anos mais jovens.
Curiosamente, esses benefícios pareciam ser provenientes da experimentação de várias habilidades, em vez de terem focado exclusivamente em uma em particular.
Como Vanderbilt escreve em seu livro, "em vez de correr uma maratona, você está submetendo seu cérebro a uma variedade de exercícios intervalados de alta intensidade. Cada vez que você começa a aprender essa nova habilidade, você está reconfigurando. Está treinando seu cérebro novamente para ser mais eficiente."
Temos a tendência de ver o 'diletante' como alguém superficial e sem dedicação. Mas parece que aqueles que são 'pau para toda obra' — o eterno principiante — podem ter um cérebro mais aguçado do que os mestres em uma única habilidade.
A busca de vários interesses diferentes ao longo da vida pode até aumentar sua criatividade.
Como David Epstein observou no livro David Robson, os ganhadores do Prêmio Nobel eram muito mais propensos a desfrutar de atividades artísticas como música, dança, artes visuais ou escrita criativa do que outros cientistas.
Conforme você começa a aprender uma nova habilidade, haverá momentos de frustração e de fracasso — mas essas podem ser, na verdade, as experiências mais importantes de todo o processo.
Depois de anos de experiência no jornalismo, Vanderbilt diz que os novos desafios foram uma mudança bem-vinda em seu "comodismo profissional".
"Meio que abriu minha mente e me trouxe de volta essa sensação de não saber", diz ele.
Vanderbilt diz que aprimorar suas técnicas de ilustração exigiu menos investimento de tempo do que ele imaginava
Tom Vanderbilt/BBC
Isso se aplicou especialmente a habilidades que já pareciam de alguma forma familiares — como desenhar.
"O aprendizado da coisa em si era, muitas vezes, diferente do que eu imaginava. Minhas expectativas eram constantemente contrariadas."
Várias pesquisas têm mostrado que a humildade intelectual — a capacidade de reconhecer os limites do nosso conhecimento — pode melhorar fortemente nosso pensamento e a tomada de decisão.
E essa capacidade de reconsiderar nossas ideias preconcebidas e abrir nossas mentes para novas formas de pensar pode ser cada vez mais importante no mundo em rápida mudança de hoje.
Quer estejamos aprendendo por prazer ou tentando aperfeiçoar nossas habilidades profissionais, todos nós podemos ser bem-sucedidos ao cultivar essa "mentalidade de principiante", em que não há certezas, e há tudo para aprender.
Este texto foi publicado originalmente em 17 de abril de 2021.
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28/11 -
Provão Paulista: prazo para escolha de cursos termina nesta sexta
Praça do Relógio, na cidade universitária da USP
Divulgação
O prazo para os estudantes que participaram do Provão Paulista Seriado, avaliação organizada pela Secretaria da Educação do Estado de São Paulo, escolherem os cursos desejados para ingresso em universidades e faculdades públicas paulistas termina nesta sexta-feira (28).
Neste ano, o Provão oferece 15.717 vagas em instituições como Universidade de São Paulo (USP), Unicamp, Unesp, Fatec e Univesp. O sistema avalia os estudantes ao longo das três séries do Ensino Médio, acumulando as notas para a classificação final.
Cada candidato pode selecionar até quatro cursos, respeitando algumas regras:
Máximo de um curso por universidade;
Até dois cursos dentro da mesma instituição;
Alunos do 3º ano do Ensino Médio podem filtrar opções próximas de casa.
👉 A escolha deve ser feita exclusivamente pelo portal provaopaulistaseriado.vunesp.com.br.
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Regras
Antes de registrar as opções, é necessário:
Confirmar os dados pessoais;
Indicar o grupo de pertencimento;
Informar a renda per capita da família.
O acesso é realizado com RA para alunos da rede estadual, municipal e das Etecs, e com CPF para os demais.
A lista completa de cursos está disponível no edital do Provão Paulista 2025.
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28/11 -
'Vou concretizar meu sonho', diz idosa que vai fazer Enem na Grande Belém; Inep afirma que 'manterá padrão de dificuldade'
Estudantes da região metropolitana de Belém que farão o ENEM, se preparam para o 1° dia
As provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2025 em Belém, Ananindeua e Marituba começam no próximo domingo (30). O Enem será em 30 de novembro e 7 de dezembro na região metropolitana da capital do Pará por causa da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças do Clima (COP30).
Apesar de a prova ser realizada duas semanas após o restante do Brasil, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) diz que vai "manter o padrão de dificuldade".
"Os participantes de Belém, Marituba e Ananindeua também terão um tema inédito de redação, esta avaliação corrigida segundo a mesma matriz de correção da prova regular, assegurando a equivalência entre as notas", informou ainda o Inep.
Os candidatos da Grande Belém aproveitaram os dias a mais para estudar. São 95.784 inscritos para o Enem nas três cidades, segundo o Inep. Belém concentra o maior número de participantes, com 69.647 inscritos.
Entre eles está a dona de casa Joana Gonçalvez, de 67 anos, que voltou a estudar e está fazendo um cursinho pré-vestibular oferecido na Universidade Federal do Pará (UFPA). Ela quer cursar terapia ocupacional.
"Tive que cuidar de filhos, depois vieram os netos. Agora tenho tempo, graças a Deus vou concretizar meu sonho de estudar, de cursar uma universidade", comemora.
✅Clique aqui para seguir o canal do g1 Pará
Mutirão emite RG gratuito para estudantes da Grande Belém inscritos no Enem
No mesmo cursinho, o vigilante Alberto Filho voltou a estudar após mais de 30 anos longe de salas de aulas. "É uma forma de ter novos conhecimentos que nunca tive, aula de redaçao de história, filosofia, fisica, matematica", diz.
Segundo o Inep, as provas na região metropolina de Belém seguirá a mesma ordem já aplicada:
Em 30 de novembro serão aplicadas as provas de linguagens, códigos e suas tecnologias, ciências humanas e suas tecnologias, além de redação.
O segundo dia de provas, em 7 de dezembro, será para questões de ciências da natureza, matemática e suas tecnologias.
Os participantes de outras 141 cidades paraenses já realizaram a prova, junto com os demais estados brasileiros, no dia 9 e 16 de novembro. As provas foram realizadas em 86 municípios do Pará a quase 200 mil inscritos.
Enem na Grande Belém: Mulher volta a estudar para realizar sonho de entrar na universidade
TV Liberal/Reprodução
Como conferir local de prova
O cartão de confirmação de inscrição já divulgado pelo Inep informa número de inscrição, data e horário da aplicação, além de ser possível verificar o local da prova.
Para conferir o cartão de confirmação, é preciso acessar a página do participante (enem.inep.gov.br/participante), utilizando o login gov.br (CPF e senha).
Cartão de confirmação de inscrição do Enem 2025 já está disponível.
Reprodução
👉O que é cartão de confirmação? É o documento em que o candidato pode consultar o local de prova. Lá, também estarão escritos o idioma escolhido para a prova de língua estrangeira (inglês ou espanhol), as datas do exame e as solicitações de atendimento especializado (no caso de pessoas com deficiência ou lactantes, por exemplo) e de tratamento por nome social.
A apresentação do cartão de confirmação nos dias de prova não é obrigatória, mas o Inep recomenda que o candidato imprima e leve o documento consigo, para conferir as informações, se necessário.
👉 Após consultar o cartão de confirmação, as dicas são:
pesquisar o endereço do seu local de prova;
verificar a distância e o tempo de deslocamento;
e, se possível, simular o percurso em um domingo, quando o trânsito e o transporte público têm fluxos diferentes.
🚨 O portão fecha às 13h, mas a orientação do Inep é chegar às 12h ao local de prova.
🗓️ Datas das provas
30 de novembro
45 questões de linguagens (40 de língua portuguesa e 5 de inglês ou espanhol);
45 questões de ciências humanas; e
redação.
7 de dezembro
45 questões de matemática; e
45 questões de ciências da natureza.
🖋️ O que levar no dia da prova
RG ou outro documento oficial com foto (documentos digitais também são válidos);
Caneta esferográfica transparente com tinta na cor preta (leve pelo menos duas para o caso de uma falhar);
Cartão de confirmação de inscrição;
Lanche (ideal é levar alimentos que deem energia, como chocolates, castanhas e barras de cereal) e água em garrafa transparente (a embalagem não deve ter rótulo). O lanche poderá ser vistoriado pelo fiscal de sala.
Dica: Como são cinco horas e meia de exame, é recomendado que o candidato vá com uma roupa confortável e calçados que não o apertem.
Exemplos de documentos digitais de identificação que serão aceitos pelo Inep:
e-Título,
Carteira Nacional de Habilitação (CNH) Digital; e
RG Digital.
O candidato deve apresentar o aplicativo oficial ao fiscal --- capturas de tela não serão válidas. Após a entrada na sala de aula, o uso do celular continuará vetado.
Horários de aplicação
Portões abrem às: 12h
Portões fecham às: 13h
Prova começa às: 13h30
Aplicação da prova no 1º dia acaba às: 19h
Aplicação da prova no 2º dia acaba às: 18h30
O candidato só deixa o local de aplicação com o Caderno de Questões nos últimos 30 minutos que antecedem o término da prova.
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Enem: os 7 principais erros que os candidatos cometem na redação
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27/11 -
Anular as cinco questões de matemática antecipadas por Edcley já poderia comprometer o Enem 2025, dizem especialistas
EXCLUSIVO: Mensagens indicam acesso prévio a mais 2 questões do Enem não anuladas
Desde que o g1 revelou que 8 questões quase idênticas às do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2025 haviam sido divulgadas antes da aplicação da prova oficial, estudantes que se sentiram prejudicados passaram a defender a anulação da prova.
O Inep, no entanto, manteve a validade do exame e decidiu cancelar apenas três dos itens que Edcley Teixeira, aluno de medicina, havia antecipado em lives, grupos de Whatsapp e apostilas. (leia as justificativas do órgão aqui).
➡️E se, mantendo a lógica que levou à anulação dessas três perguntas, as oito tivessem sido descartadas? Seria uma quantidade que comprometeria a precisão do Enem 2025?
Segundo matemáticos e especialistas entrevistados pela reportagem, tudo depende das características (principalmente, do nível de dificuldade) de cada um desses itens.
Primeiramente, precisamos ter em vista que os desempenhos são calculados para cada área de conhecimento. Entre essas 8 perguntas sob suspeita, 5 estavam na prova de matemática e 3 na de ciências da natureza.
Focando no caso de matemática, em que o impacto seria maior: se as 5 perguntas forem “vizinhas” na “régua de dificuldade” — ou seja, as 5 consideradas fáceis, as 5 consideradas médias ou as 5 consideradas difíceis —, as notas dos alunos seriam alteradas de maneira a interferir em processos seletivos para universidades.
Por outro lado, caso o grupo de questões esteja mais “espalhado” pela escala, o impacto da anulação seria praticamente nulo, em termos matemáticos.
O g1 entrou em contato com o Inep para solicitar essas informações, mas não havia recebido resposta até a última atualização desta reportagem (leia mais abaixo).
🔴Por que a dificuldade das perguntas importa?
Estudante indicou respostas do Enem 8 meses antes da prova
Suponha que as questões “pulem” de 10 em 10 no grau de dificuldade: 10, 20, 30, 40… 170, 180 etc.
“Se eu perder um item de 20 e outro de 180, talvez não faça tanta diferença. Mas, se eu perder os de 40 e 50, a escala vai ficar com uma lacuna e pular do 30 para o 60”, diz Tadeu da Ponte, matemático, especialista em inteligência artificial em avaliações e ex-coordenador do vestibular do Insper.
“A partir de 5 perguntas anuladas, se elas estiverem concentradas em uma determinada parte da escala, com padrão similar (como todas sendo difíceis), a prova perderá precisão”, afirma.
✏️Mark Reckase, professor emérito da Michigan State University (EUA), especialista em métodos quantitativos e em Teoria da Resposta ao Item (TRI - técnica de correção de exames como o Enem), também explica ao g1 que “não incluir cinco itens poderá ter algum efeito na precisão das notas”.
Isso dependerá dos três parâmetros considerados no Enem:
nível de dificuldade da habilidade cobrada (valores maiores representam questões mais difíceis);
discriminação (mostra o quanto a questão diferencia participantes que dominam a habilidade daqueles que não dominam);
acerto casual (representa a chance de acertar por “chute”).
“Por exemplo, se só itens fáceis forem descartados, o impacto será maior na precisão das estimativas de estudantes com baixo desempenho. Itens com altos parâmetros de discriminação e baixos parâmetros de acerto ao acaso, ou seja, mais difíceis, influenciarão ainda mais na precisão da pontuação.”
🔴Como avaliar se a anulação dessas perguntas comprometeria a prova?
Para saber exatamente quais as características de cada uma dessas perguntas, o Inep precisará analisar tanto as características detectadas nos pré-testes (que já servem para “calibrar” a dificuldade) quanto os desempenhos dos estudantes no Enem 2025 (etapa em que a calibragem do pré-teste é refinada).
Só com o pré-teste, já seria possível ter alguma noção do impacto que as anulações trariam ao Enem, afirmam especialistas. As 5 perguntas de matemática eram “vizinhas” no grupo de dificuldade? Se sim, as notas podem ter sido afetadas de maneira mais significativa.
Bruno Damásio, ex-professor do Departamento de Psicometria da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e fundador da Psicometria Online, reforça a importância de o órgão responsável pelo Enem informar estes dados assim que possível.
“Sem a gente conhecer os parâmetros psicométricos desses itens, não há como dizer se a prova completa está precisa”, afirma.
“Imagine que esses itens antecipados fossem extremamente importantes e estivessem entre os mais difíceis. Anulá-los poderia prejudicar os candidatos. Se forem mais dispersos — alguns fáceis, alguns médios, alguns difíceis — não vai haver prejuízo na estimativa final.”
➡️Informar esses detalhes com transparência pode tranquilizar os estudantes, dizem os especialistas ouvidos nesta reportagem.
Chico Soares, ex-presidente do Inep, concorda que essa divulgação seria essencial para a credibilidade do Enem.
“O governo deveria fazer simulação na universidade X, mostrando que, tirando determinado número de itens, não se alterariam as notas. Não adianta só falar a opinião. É preciso dar uma resposta técnica”, afirma.
Damásio concorda e diz que a população não pode ficar “às cegas”.
“Os candidatos estão às escuras, sem saber o que está acontecendo. Precisamos de um posicionamento técnico, como as informações de como esses itens estavam distribuídos na escala”, diz.
“Uma nota técnica ajudaria substancialmente. O Inep precisa se comprometer em fazer uma investigação extensa, sem medo de cancelar questões que possam ter ferido a isonomia entre os alunos. O órgão consegue estimar com algum nível de clareza o impacto que essas perguntas poderiam ter na estimativa final. Queremos clareza científica, sem querer abafar o caso, porque o que está acontecendo não é situação trivial.”
No mais recente posicionamento oficial, o Inep disse que “a avaliação técnica da autarquia é a de que a eventual memorização parcial e aleatória entre as milhares de questões pré-testadas para o Enem nos últimos anos não compromete a integridade do exame”.
🔴Questões deveriam ou não ser anuladas?
Propaganda do curso de Edcley
Reprodução
📈CONTEXTO: Edcley Teixeira havia descoberto que um concurso da CAPES (órgão do governo federal), aplicado para alunos do primeiro ano da graduação, serviria como um “pré-teste” para o banco de questões do Enem — ou seja, traria conteúdos que potencialmente fariam parte do exame oficial em edições futuras.
Passou, então, a pagar para que estudantes participassem dessa prova, memorizassem o máximo de itens que conseguissem e passassem o material ao próprio Edcley. Ele vendia tudo em pacotes de “mentoria”. O caso está sendo investigado pela Polícia Federal.
“Em uma das mensagens, Edcley diz que os alunos nem precisariam ler determinada pergunta; seria só dividirem 125/216. Quem não teve acesso a esse material perdeu tempo fazendo as contas. É total injustiça com aquele que estudou direitinho”, afirma Fernando Menezes Campello de Souza, professor aposentado da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e doutor em Engenharia de Sistemas pela Cornell University (EUA).
“Uma coisa é olhar questões de edições anteriores do Enem. Isso é natural. Mas o que aconteceu, de antecipar perguntas quase idênticas, descredibiliza a educação. A isonomia foi ferida.”
Manuel Palacios, presidente do Inep, discorda.
“O fato de se visualizar uma questão que por coincidência caiu em uma prova não altera o resultado de ninguém. Até mesmo porque a probabilidade de acertar uma questão ao acaso, na sorte, já é de 20%. Altera muito pouco o fato de eu ter visto [a pergunta antes]”, diz Palacios.
Segundo ele, somente 3 das 8 questões antecipadas por Edcley foram anuladas, porque, na data da decisão do cancelamento desses itens (18 de novembro), “era uma situação desconhecida, sem diagnóstico claro do que estava acontecendo”. Agora, com a análise completa do caso, ficou evidente que “em nenhum momento o Enem esteve em risco”, afirma. 🔴
Abaixo, compare as questões adiantadas por Edcley às que de fato caíram no Enem:
Pergunta sobre fotossíntese (anulada)
Questão 115 na prova cinza; 121 na amarela; 132 na verde; 123 na azul.
Versão de Edcley:
Questão postada por Edcley antes do Enem - fotossíntese
Reprodução/Redes sociais
Questão do Enem 2025
Questão do Enem 2025 sobre fotossíntese
Reprodução
Pergunta sobre espécies (continua válida)
Versão de Edcley:
Questão sobre espécies - Edcley
Reprodução/Redes sociais
Questão do Enem 2025:
Questão sobre espécies - Enem 2025
Reprodução
Pergunta sobre grito (anulada)
Questão 118 na prova cinza; 115 na amarela; 135 na verde; 132 na azul.
Versão de Edcley:
Pergunta sobre grito - Edcley
Reprodução/Redes sociais
Questão do Enem 2025:
Pergunta sobre grito - Enem 2025
Reprodução
Pergunta sobre desvio padrão (continua válida)
Versão de Edcley:
Pergunta sobre desvio padrão - Edcley
Reprodução/Redes sociais
Questão do Enem 2025:
Questão de desvio padrão - Enem 2025
Reprodução
Pergunta sobre parcelamento de R$ 60 mil (anulada)
Questão 172 na prova cinza; 178 na amarela; 168 na verde; 174 na azul.
Live de Edcley:
Live de Edcley mostra questão sobre parcelamento
Reprodução
Questão do Enem 2025:
Questão sobre parcelamento do Enem 2025
Reprodução
Pergunta sobre tijolos (continua válida)
Apostila de Edcley
Questão da apostila de Edcley sobre tijolos
Arquivo pessoal
Questão do Enem 2025
Questão sobre tijolos no Enem 2025
Reprodução
Pergunta sobre probabilidade/lançamento de dados (continua válida)
Questão 178 da prova azul, 176 da cinza, 169 da amarela e 172 da verde.
Mensagem por Edcley em grupo de WhatsApp em março (à esquerda) mostra alternativa correta de prova aplicada 8 meses depois (à direita)
Print de mensagem enviada em março (à esquerda) mostra alternativa correta de prova aplicada 8 meses depois (à direita)
Arquivo pessoal
Pergunta sobre solução com concentração de 99,90% (continua válida)
Questão 140 da prova azul, 144 da cinza, 137 da amarela e 148 da verde.
Mensagem de Edcley
Prints de conversas de Whatsapp mostram que Edcley enviou aos alunos questão quase idêntica à do Enem 2025
Arquivo pessoal
Questão do Enem 2025
Questão de matemática do Enem 2025 sobre solução.
Reprodução
Como Edcley teve acesso às perguntas?
Ele percebeu que o Prêmio Capes de Talento Universitário, voltado a alunos do primeiro ano da graduação, usava questões que funcionavam como um pré-teste para o Enem.
Identificou que esses itens podiam aparecer em edições futuras do exame.
Passou incentivar que universitários participassem do concurso da Capes.
Ofereceu pagamento mínimo de R$ 10 por cada questão que eles conseguissem memorizar.
Com esses relatos, montou um "banco de itens", um acervo de perguntas que usava nas aulas.
Passou a vender o conteúdo em mentorias para estudantes.
Veja Mais
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Questões antecipadas do Enem: por que o Inep anulou apenas 3 das 8 questões divulgadas previamente?
EXCLUSIVO: Mensagens indicam acesso prévio a mais 2 questões do Enem não anuladas
Manuel Palacios, presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), explicou ao g1 e ao Jornal Nacional, nesta terça-feira (25), por que anulou apenas três questões do Enem 2025, apesar de ao menos 8 perguntas muito semelhantes às da prova terem sido divulgadas antes pelo estudante de medicina Edcley Teixeira.
Em resumo, os principais argumentos de Palacios e do Inep são:
CONTINGÊNCIA: A anulação das três questões ocorreu logo após as primeiras revelações sobre o caso Edcley, ainda em meio a incertezas. O Inep não tinha clareza sobre o alcance das divulgações antecipadas e, por isso, optou por uma medida imediata de contingência.
SEMELHANÇAS: Após a anulação, a equipe do Inep afirma ter identificado semelhanças, mas não equivalência total entre os itens antecipados e a prova. Palacios afirma que nenhuma questão idêntica apareceu no material divulgado por Edcley (compare as perguntas abaixo).
"NÃO ALTERA O RESULTADO": Inep considera que a exposição prévia de perguntas não altera o desempenho dos candidatos, porque o impacto seria estatisticamente baixo diante do alto volume de questões que os participantes resolvem ao longo da preparação.
Caso revelado pelo g1
Reportagens publicadas em primeira mão pelo g1 mostram que o estudante de medicina Edcley Teixeira, de Sobral (CE), descobriu que questões de uma prova da CAPES (órgão do governo federal) serviam como pré-teste para o Enem — ou seja, poderiam aparecer em edições futuras do exame.
Ele, então, passou a pagar para que alunos participassem desse concurso da CAPES e memorizassem as perguntas. Assim, montou um material com centenas de itens e começou a vendê-lo para candidatos do Enem.
O g1 mostrou que ao menos 8 perguntas quase idênticas às que caíram na prova de 2025 fora divulgadas antes por Edcley. O universitário expôs os conteúdos em lives, apostilas e grupos de Whatsapp com até 8 meses de antecedência em relação à avaliação.
Repórter do g1 conta como descobriu questões antecipadas do Enem
Sem diagnóstico claro
Segundo Palacios, na data da decisão do cancelamento desses 3 itens (18 de novembro), o órgão enfrentava uma situação desconhecida. "Não sabíamos o que tinha se passado”, disse o presidente do Inep. Agora, com a análise completa do caso, teria ficado evidente que “em nenhum momento o Enem esteve em risco”.
Mesmo diante das comprovações da similaridade das perguntas, o Inep declarou que nenhuma outra questão será anulada, além das três que foram canceladas em 18 de novembro.
“Aí você me pergunta: o que que aconteceu na terça-feira [18]? Nós tínhamos que lidar com uma situação desconhecida. Não sabíamos o que tinha se passado. Estudamos, pesquisamos. Todas as equipes técnicas do INEP foram mobilizadas para ver o que estava sendo oferecido ao público. Hoje, nós temos um diagnóstico claro do que estava acontecendo”, afirma Palacios.
“E é importante repetir que essa decisão [da anulação das 3 perguntas] foi tomada sem se ter um quadro completo do que estava se passando.”
O g1 questionou se o Inep teria desistido de anular as questões caso tivesse aguardado por mais tempo. O presidente respondeu que “bom, a gente lida com circunstâncias da forma como elas aparecem”.
'Esse pacote de perguntas não existe'
Manuel Palacios, presidente do Inep, em entrevista ao g1 e ao JN nesta terça-feira (25)
Reprodução/TV Globo
Para justificar que nenhuma outra pergunta será anulada, Palacios alegou que os candidatos do Enem estão acostumados a resolver centenas de questões ao longo do ano. A probabilidade de eles terem memorizado especificamente as que caíram na prova seria muito baixa, na visão de Palacios.
“As perguntas que alguém [Edcley] analisou (...) não afetam em nada o estudante que se prepara para o Enem, porque ele tem de fazer vários exercícios e analisar diferentes problemas”, diz o presidente do Inep.
“O fato de se visualizar uma questão que por coincidência caiu em uma prova não altera o resultado de ninguém. Até mesmo porque a probabilidade de acertar uma questão ao acaso, na sorte, já é de 20%. Altera muito pouco o fato de eu ter visto [a pergunta antes]”, afirma.
'Podem cair no Enem'
Propaganda do curso de Edcley
Reprodução
Conforme o g1 mostrou, no entanto, o material divulgado por Edcley dizia explicitamente que era formado por “pré-testes que podem cair no Enem” (veja imagem acima). E se os alunos tiverem se dedicado mais a esses conteúdos especificamente, já que possuíam um “diferencial”?
“Esse pacote [de perguntas de Edcley] que teria sido vendido não existe", diz Palacios.
"Colocamos em pré-teste entre 4 mil e 5 mil questões nos últimos anos. Essas questões não estão presentes em nenhuma dessas apostilas de forma representativa. Algumas têm itens semelhantes, porque a matéria prevista para compor os exames é conhecida. Outras têm semelhanças mais significativas. Mas não há uma sequer que seja idêntica”, diz o presidente.
Abaixo, compare as questões adiantadas por Edcley às que de fato caíram no Enem:
Pergunta sobre fotossíntese (anulada)
Questão 115 na prova cinza; 121 na amarela; 132 na verde; 123 na azul.
Versão de Edcley:
Questão postada por Edcley antes do Enem - fotossíntese
Reprodução/Redes sociais
Questão do Enem 2025
Questão do Enem 2025 sobre fotossíntese
Reprodução
Pergunta sobre espécies (continua válida)
Versão de Edcley:
Questão sobre espécies - Edcley
Reprodução/Redes sociais
Questão do Enem 2025:
Questão sobre espécies - Enem 2025
Reprodução
Pergunta sobre grito (anulada)
Questão 118 na prova cinza; 115 na amarela; 135 na verde; 132 na azul.
Versão de Edcley:
Pergunta sobre grito - Edcley
Reprodução/Redes sociais
Questão do Enem 2025:
Pergunta sobre grito - Enem 2025
Reprodução
Pergunta sobre desvio padrão (continua válida)
Versão de Edcley:
Pergunta sobre desvio padrão - Edcley
Reprodução/Redes sociais
Questão do Enem 2025:
Questão de desvio padrão - Enem 2025
Reprodução
Pergunta sobre parcelamento de R$ 60 mil (anulada)
Questão 172 na prova cinza; 178 na amarela; 168 na verde; 174 na azul.
Live de Edcley:
Live de Edcley mostra questão sobre parcelamento
Reprodução
Questão do Enem 2025:
Questão sobre parcelamento do Enem 2025
Reprodução
Pergunta sobre tijolos (continua válida)
Apostila de Edcley
Questão da apostila de Edcley sobre tijolos
Arquivo pessoal
Questão do Enem 2025
Questão sobre tijolos no Enem 2025
Reprodução
Pergunta sobre probabilidade/lançamento de dados (continua válida)
Questão 178 da prova azul, 176 da cinza, 169 da amarela e 172 da verde.
Mensagem por Edcley em grupo de WhatsApp em março (à esquerda) mostra alternativa correta de prova aplicada 8 meses depois (à direita)
Print de mensagem enviada em março (à esquerda) mostra alternativa correta de prova aplicada 8 meses depois (à direita)
Arquivo pessoal
Pergunta sobre solução com concentração de 99,90% (continua válida)
Questão 140 da prova azul, 144 da cinza, 137 da amarela e 148 da verde.
Mensagem de Edcley
Prints de conversas de Whatsapp mostram que Edcley enviou aos alunos questão quase idêntica à do Enem 2025
Arquivo pessoal
Questão do Enem 2025
Questão de matemática do Enem 2025 sobre solução.
Reprodução
Como Edcley teve acesso às perguntas?
Ele percebeu que o Prêmio Capes de Talento Universitário, voltado a alunos do primeiro ano da graduação, usava questões que funcionavam como um pré-teste para o Enem.
Identificou que esses itens podiam aparecer em edições futuras do exame.
Passou incentivar que universitários participassem do concurso da Capes.
Ofereceu pagamento mínimo de R$ 10 por cada questão que eles conseguissem memorizar.
Com esses relatos, montou um "banco de itens", um acervo de perguntas que usava nas aulas.
Passou a vender o conteúdo em mentorias para estudantes.
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26/11 -
Prêmio Jovem Cientista reconhece iniciativas de combate à mudança do clima; conheça os ganhadores
Prêmio Jovem Cientista reconhece iniciativas de combate à mudança do clima
Uma resposta à mudança climática: esse era o desafio do Prêmio Jovem Cientista de 2025. A 31ª edição encorajou jovens pesquisadores a proporem soluções de produtos sustentáveis, resilientes e eficazes para o combate a desastres (veja vídeo acima).
Dos 919 inscritos, 10 pesquisadores e duas instituições foram reconhecidos por seus trabalhos. Desses, um é da região Norte e 4 da região Nordeste – confira na lista abaixo.
Os vencedores vão receber bolsas de estudo, notebooks e uma premiação em dinheiro que vai de R$ 12 mil a R$ 40 mil.
Confira abaixo a lista completa dos ganhadores desta edição – e o resumo dos projetos que podem ajudar o planeta a frear a mudança do clima:
CNPq anuncia os vencedores do 31º Prêmio Jovem Cientista
Categoria Estudante do Ensino Médio
🥇 Raul Victor Magalhães Souza, de 16 anos, do Ceará: chegou a 94,5% de precisão em previsões climáticas no Ceará com os saberes dos "profetas das chuvas" combinado à IA.
🥈Beatriz Vitória da Silva, de 18 anos, de Pernambuco: produziu um filtro à base de cascas de fruta-do-conde que reduz consumo de água e poluentes na produção de casas de farinha.
🥉Gabriel da Silva Santos, de 19 anos, de Pernambuco: criou sistema que monitora o crescimento de plantas de girassol ornamental no agreste de Pernambuco.
Categoria Estudante do Ensino Superior
🥇 Manuelle da Costa Pereira, de 23 anos, do Amapá: a estudante de engenharia florestal criou um kit de energia solar portátil para castanheiros na Floresta Amazônica. Ela foi a primeira do estado a conquistar o prêmio.
🥈Isac Diógenes Bezerra, de 22 anos, do Ceará: o estudante de tecnologia em redes de computadores criou um sistema de monitoramento em tempo real do consumo de água com a Internet das Coisas.
🥉Anna Giullia Toledo Hosken, de 21 anos, do Rio de Janeiro: a estudante de medicina integrou dados clínicos e mapas de riscos aumentando a eficácia de ações preventivas a catástrofes climáticas em Petrópolis.
Pesquisadores que venceram o Prêmio Jovem Cientista 2025 recebem premiação em Brasília
TV Globo/Reprodução
Categoria Mestre e Doutor
🥇 Elizângela Aparecida dos Santos, de 32 anos, de Minas Gerais: a doutora em economia aplicada criou o índice de identificação de municípios brasileiros mais resilientes às mudanças climáticas.
🥈Luíz Fernando Esser, de 33 anos, do Paraná: o biólogo e pós-doutorando em mudanças climáticas desenvolveu um algoritmo para tornar mais acessível a utilização de métodos de alta precisão em projeções climáticas.
🥉Tauany Aparecida da Silva Santa Rosa Rodrigues, de 31 anos, do Rio de Janeiro: a bióloga criou um sistema automatizado que mensura o impacto das alterações térmicas – consequências das mudanças climáticas – em ecossistemas aquáticos continentais.
Ao todo, foram 352 trabalhos inscritos na categoria de Mestre e Doutor, 211 na categoria de Estudante do Ensino Superior e 356 na categoria do ensino médio.
Outras premiações
Prêmio Jovem Cientista 2025
Reprodução
🏅A professora Ana Paula Melo do Departamento de Engenharia Civil da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) foi premiada na categoria Mérito Científico pela sua trajetória acadêmica.
🏅 Na categoria de Mérito Institucional Ensino Superior, a vencedora foi a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Já na categoria Mérito Institucional Ensino Médio, o primeiro lugar ficou com a Escola Técnica Estadual Professor Paulo Freire, de Pernambuco.
O Prêmio Jovem Cientista é uma iniciativa do CNPq e Fundação Roberto Marinho, com patrocínio master da Shell e apoio da Editora Globo e Canal Futura.
Vista aérea da floresta amazôonica. a maior floresta tropical do mundo
Agência Brasil
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26/11 -
Questões do Enem 2025 antecipadas por estudante de medicina ‘não alteram o resultado de ninguém’, diz presidente do Inep
EXCLUSIVO: Mensagens indicam acesso prévio a mais 2 questões do Enem não anuladas
Manuel Palacios, presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), afirmou ao g1 e ao Jornal Nacional, nesta terça-feira (25), que as questões do Enem “antecipadas” pelo estudante de medicina Edcley Teixeira não alterarão em nada as notas de quem prestou a prova.
Como mostrou o g1, com exclusividade, na última semana, Edcley divulgou em lives, apostilas e grupos de Whatsapp perguntas praticamente idênticas às que caíram no Exame Nacional do Ensino Médio— com até 8 meses de antecedência em relação à avaliação.
“O fato de se visualizar uma questão que por coincidência caiu em uma prova não altera o resultado de ninguém. Até mesmo porque a probabilidade de acertar uma questão ao acaso, na sorte, já é de 20%. Altera muito pouco o fato de eu ter visto [a pergunta antes]”, diz Palacios.
📈CONTEXTO: Edcley havia descoberto que um concurso da CAPES (órgão do governo federal), aplicado para alunos do primeiro ano da graduação, serviria como um “pré-teste” para o banco de questões do Enem — ou seja, traria conteúdos que potencialmente fariam parte do exame oficial em edições futuras.
Passou, então, a pagar para que estudantes participassem dessa prova, memorizassem o máximo de itens que conseguissem e passassem o material ao próprio Edcley. Ele vendia tudo em pacotes de “mentoria”. O caso está sendo investigado pela Polícia Federal [entenda mais abaixo]
'Questões foram anuladas quando situação ainda era desconhecida', diz Palacios
Ao longo da entrevista, o presidente do Inep disse também, em resumo, que:
Somente 3 das 8 questões antecipadas por Edcley foram anuladas, porque, na data da decisão do cancelamento desses itens (18 de novembro), “era uma situação desconhecida, sem diagnóstico claro do que estava acontecendo”. Agora, com a análise completa do caso, ficou evidente que “em nenhum momento o Enem esteve em risco”.
“Aí você me pergunta: o que que aconteceu na terça-feira [18]? Nós tínhamos que lidar com uma situação desconhecida. Não sabíamos o que tinha se passado. Estudamos, pesquisamos, todas as equipes técnicas do INEP foram mobilizadas para ver o que estava sendo oferecido ao público. Hoje, nós temos um diagnóstico claro do que estava acontecendo”, afirma Palacios.
“E é importante repetir que essa decisão [da anulação das 3 perguntas] foi tomada sem se ter um quadro completo do que estava se passando.”
O g1 questionou se o Inep teria desistido de anular as questões caso tivesse aguardado por mais tempo. O presidente respondeu que “bom, a gente lida com circunstâncias da forma como elas aparecem”.
Manuel Palacios, presidente do Inep, em entrevista ao g1 e ao JN nesta terça-feira (25)
Reprodução/TV Globo
Os pré-testes do Enem não serão modificados, porque essa é uma “etapa absolutamente necessária que vai continuar sendo feita”. Questionado se o Banco Nacional de Itens (BNI), do qual são retiradas as questões do Enem, teria tamanho insuficiente para “espaçar” os pré-testes de suas aplicações reais, Palacios afirmou:
“O banco do Inep é renovado constantemente. Não há carência de questões”.
Os candidatos do Enem estão acostumados a resolver centenas de questões ao longo do ano. A probabilidade de eles terem memorizado especificamente as que caíram na prova é muito baixa, na visão de Palacios.
“As perguntas que alguém [Edcley] analisou (...) não afetam em nada o estudante que se prepara para o Enem, porque ele tem de fazer vários exercícios e analisar diferentes problemas”, diz o presidente do Inep.
Conforme o g1 mostrou, no entanto, o material divulgado por Edcley dizia explicitamente que era formado por “pré-testes que podem cair no Enem”. E se os alunos tiverem se dedicado mais a esses conteúdos especificamente, já que possuíam um “diferencial”?
Propaganda do curso de Edcley
Reprodução
“Esse pacote [de perguntas de Edcley] que teria sido vendido não existe", diz Palacios.
"Colocamos em pré-teste entre 4 mil e 5 mil questões nos últimos anos. Essas questões não estão presentes em nenhuma dessas apostilas de forma representativa. Algumas têm itens semelhantes, porque a matéria prevista para compor os exames é conhecida. Outras têm semelhanças mais significativas. Mas não há uma sequer que seja idêntica”, diz o presidente.
Abaixo, compare as questões adiantadas por Edcley às que de fato caíram no Enem:
Pergunta sobre fotossíntese (anulada)
Questão 115 na prova cinza; 121 na amarela; 132 na verde; 123 na azul.
Versão de Edcley:
Questão postada por Edcley antes do Enem - fotossíntese
Reprodução/Redes sociais
Questão do Enem 2025
Questão do Enem 2025 sobre fotossíntese
Reprodução
Pergunta sobre espécies
Versão de Edcley:
Questão sobre espécies - Edcley
Reprodução/Redes sociais
Questão do Enem 2025:
Questão sobre espécies - Enem 2025
Reprodução
Pergunta sobre grito (anulada)
Questão 118 na prova cinza; 115 na amarela; 135 na verde; 132 na azul.
Versão de Edcley:
Pergunta sobre grito - Edcley
Reprodução/Redes sociais
Questão do Enem 2025:
Pergunta sobre grito - Enem 2025
Reprodução
Pergunta sobre desvio padrão
Versão de Edcley:
Pergunta sobre desvio padrão - Edcley
Reprodução/Redes sociais
Questão do Enem 2025:
Questão de desvio padrão - Enem 2025
Reprodução
Pergunta sobre parcelamento de R$ 60 mil (anulada)
Questão 172 na prova cinza; 178 na amarela; 168 na verde; 174 na azul.
Live de Edcley:
Live de Edcley mostra questão sobre parcelamento
Reprodução
Questão do Enem 2025:
Questão sobre parcelamento do Enem 2025
Reprodução
Pergunta sobre tijolos
Apostila de Edcley
Questão da apostila de Edcley sobre tijolos
Arquivo pessoal
Questão do Enem 2025
Questão sobre tijolos no Enem 2025
Reprodução
Pergunta sobre probabilidade/lançamento de dados
Questão 178 da prova azul, 176 da cinza, 169 da amarela e 172 da verde.
Mensagem por Edcley em grupo de WhatsApp em março (à esquerda) mostra alternativa correta de prova aplicada 8 meses depois (à direita)
Print de mensagem enviada em março (à esquerda) mostra alternativa correta de prova aplicada 8 meses depois (à direita)
Arquivo pessoal
Pergunta sobre solução com concentração de 99,90%
Questão 140 da prova azul, 144 da cinza, 137 da amarela e 148 da verde.
Mensagem de Edcley
Prints de conversas de Whatsapp mostram que Edcley enviou aos alunos questão quase idêntica à do Enem 2025
Arquivo pessoal
Questão do Enem 2025
Questão de matemática do Enem 2025 sobre solução.
Reprodução
Como Edcley teve acesso às perguntas?
Ele percebeu que o Prêmio Capes de Talento Universitário, voltado a alunos do primeiro ano da graduação, usava questões que funcionavam como um pré-teste para o Enem.
Identificou que esses itens podiam aparecer em edições futuras do exame.
Passou incentivar que universitários participassem do concurso da Capes.
Ofereceu pagamento mínimo de R$ 10 por cada questão que eles conseguissem memorizar.
Com esses relatos, montou um "banco de itens", um acervo de perguntas que usava nas aulas.
Passou a vender o conteúdo em mentorias para estudantes.
Veja Mais
26/11 -
Veja 8 questões do Enem 2025 que foram antecipadas por estudante em live, apostilas ou grupos de WhatsApp
EXCLUSIVO: Mensagens indicam acesso prévio a mais 2 questões do Enem não anuladas
Edcley Teixeira, estudante de medicina sob investigação da Polícia Federal por ter divulgado questões quase idênticas às que caíram no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2025, antecipou, no total, ao menos 8 perguntas que de fato apareceram na prova oficial:
5 questões apresentadas em live no YouTube em 11 de novembro, cinco dias antes da prova (fotossíntese, espécies, grito, desvio padrão e parcelamento R$ 60 mil) – três delas foram anuladas pelo Inep: a da fotossíntese, a do grito e a do parcelamento;
1 questão veiculada em apostilas vendidas por Edcley como parte do serviço de mentoria para estudantes (tijolos);
2 questões enviadas em um grupo de WhatsApp, em março deste ano, a 8 meses da prova oficial (probabilidade/lançamento de dados e solução com concentração de 99,90%).
Veja quais são elas mais abaixo.
➡️Há ainda outros 12 itens circulando nas redes sociais. Três apresentam a mesma situação-problema da prova oficial, mas com números e enunciados diferentes: a pergunta do curso de idiomas, a da queima de carvão e a da produção de vacinas. Como apresentam um grau de semelhança muito menor que as acima listadas, não entraram no balanço geral do g1.
Outros 9 (como o da pergunta "Entra Fernando, sai Pessoa") não foram localizados pela reportagem nas apostilas, vídeos e mensagens de Edcley — apenas em prints de origem desconhecida.
Em nota ao g1, o Inep reitera que nenhuma questão do Enem 2025 será anulada, além das três já divulgadas.
"A avaliação técnica da autarquia é a de que a eventual memorização parcial e aleatória entre as milhares de questões pré-testadas para o Enem nos últimos anos não compromete a integridade do exame", diz Inep em nota enviada nesta terça (25).
As investigações da PF, que já incluíram a apreensão do computador e do celular do cearense, estão em curso.
O g1 também mostrou que o estudante de medicina montou um esquema para "pagar" pela memorização de questões de uma prova na qual as questões do Enem eram "pré-testadas".
Como Edcley teve acesso às perguntas?
Ele percebeu que o Prêmio Capes de Talento Universitário, voltado a alunos do primeiro ano da graduação, usava questões que funcionavam como um pré-teste para o Enem.
Identificou que esses itens podiam aparecer em edições futuras do exame.
Passou incentivar que universitários participassem do concurso da Capes.
Ofereceu pagamento mínimo de R$ 10 por cada questão que eles conseguissem memorizar.
Com esses relatos, montou um "banco de itens", um acervo de perguntas que usava nas aulas.
Passou a vender o conteúdo em mentorias para estudantes.
Veja as 8 questões do Enem 2025 adiantadas por Edcley Teixeira
O g1 teve acesso à live realizada por Edcley no YouTube, apostilas do curso que ele oferece e mensagens trocadas em grupo de WhatsApp com centenas de alunos que haviam contratado seus serviços de monitoria.
A apuração identificou, até o momento, oito questões adiantadas por Edcley. Algumas, inclusive, têm exatamente os mesmos números cobrados na prova.
Abaixo, veja as questões conforme apresentadas por Edcley em seus materiais, em comparação com as questões oficiais do Enem 2025.
Pergunta sobre fotossíntese (anulada)
Questão 115 na prova cinza; 121 na amarela; 132 na verde; 123 na azul.
Versão de Edcley:
Questão postada por Edcley antes do Enem - fotossíntese
Reprodução/Redes sociais
Questão do Enem 2025
Questão do Enem 2025 sobre fotossíntese
Reprodução
Pergunta sobre espécies endêmicas
Questão 122 na prova cinza; 122 na amarela; 117 na verde; 116 na azul.
Versão de Edcley:
Questão sobre espécies - Edcley
Reprodução/Redes sociais
Questão do Enem 2025:
Questão sobre espécies - Enem 2025
Reprodução
Pergunta sobre grito (anulada)
Questão 118 na prova cinza; 115 na amarela; 135 na verde; 132 na azul.
Versão de Edcley:
Pergunta sobre grito - Edcley
Reprodução/Redes sociais
Questão do Enem 2025:
Pergunta sobre grito - Enem 2025
Reprodução
Pergunta sobre desvio padrão
Questão 158 na prova cinza; 157 na amarela; 155 na verde; 165 na azul.
Versão de Edcley:
Pergunta sobre desvio padrão - Edcley
Reprodução/Redes sociais
Questão do Enem 2025:
Questão de desvio padrão - Enem 2025
Reprodução
Pergunta sobre parcelamento de R$ 60 mil (anulada)
Questão 172 na prova cinza; 178 na amarela; 168 na verde; 174 na azul.
Live de Edcley:
Live de Edcley mostra questão sobre parcelamento
Reprodução
Questão do Enem 2025:
Questão sobre parcelamento do Enem 2025
Reprodução
Pergunta sobre tijolos
Questão 148 na prova cinza; 152 na amarela; 137 na verde; 150 na azul.
Apostila de Edcley
Questão da apostila de Edcley sobre tijolos
Arquivo pessoal
Questão do Enem 2025
Questão sobre tijolos no Enem 2025
Reprodução
Pergunta sobre probabilidade/lançamento de dados
Questão 178 da prova azul, 176 da cinza, 169 da amarela e 172 da verde.
Mensagem por Edcley em grupo de WhatsApp em março (à esquerda) mostra alternativa correta de prova aplicada 8 meses depois (à direita)
Print de mensagem enviada em março (à esquerda) mostra alternativa correta de prova aplicada 8 meses depois (à direita)
Arquivo pessoal
Pergunta sobre solução com concentração de 99,90%
Questão 140 da prova azul, 144 da cinza, 137 da amarela e 148 da verde.
Mensagem de Edcley
Prints de conversas de Whatsapp mostram que Edcley enviou aos alunos questão quase idêntica à do Enem 2025
Arquivo pessoal
Questão do Enem 2025
Questão de matemática do Enem 2025 sobre solução.
Reprodução
Veja Mais
25/11 -
Mensagens de Edcley indicam acesso prévio a mais 2 questões do Enem não anuladas pelo Inep: 'Pode marcar sem medo de ser feliz, nem leia'
EXCLUSIVO: Mensagens indicam acesso prévio a mais 2 questões do Enem não anuladas
Edcley Teixeira, estudante de medicina que divulgou em uma live do Youtube, cinco dias antes do Enem 2025, questões quase idênticas às da prova oficial, indicou em um grupo de Whatsapp as respostas corretas de outras duas perguntas de matemática, com uma antecedência ainda maior: em março deste ano, a 8 meses da prova oficial. Veja os detalhes mais abaixo.
Eram as seguintes:
a de probabilidade/lançamento de dados (178 da prova azul, 176 da cinza, 169 da amarela e 172 da verde);
e a da solução com concentração de 99,90% (140 da prova azul, 144 da cinza, 137 da amarela e 148 da verde) .
➡️Ambas continuam consideradas válidas no gabarito divulgado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). O órgão cancelou apenas as três perguntas que haviam sido expostas por Edcley em uma transmissão no YouTube.
Em nota enviada ao g1 nesta terça-feira (25), o Inep diz que nenhuma outra questão será anulada.
A live de Edcley foi revelada em primeira mão pelo g1 na semana passada. O g1 também mostrou que o estudante de medicina montou um esquema para "pagar" pela memorização de questões de uma prova na qual as questões do Enem eram "pré-testadas".
Como Edcley teve acesso às perguntas?
Ele percebeu que o Prêmio Capes de Talento Universitário, voltado a alunos do primeiro ano da graduação, usava questões que funcionavam como um pré-teste para o Enem.
Identificou que esses itens podiam aparecer em edições futuras do exame.
Passou incentivar que universitários participassem do concurso da Capes.
Ofereceu pagamento mínimo de R$ 10 por cada questão que eles conseguissem memorizar.
Com esses relatos, montou um "banco de itens", um acervo de perguntas que usava nas aulas.
Passou a vender o conteúdo em mentorias para estudantes.
Divulgação de questões no grupo de WhatsApp
Enem 2025: Renata Ceribelli entrevista estudante alvo de investigação da PF
Em 17 de março de 2025, Edcley enviou a seguinte mensagem a um grupo com centenas de alunos que haviam contratado seus serviços de monitoria: “Uma coisa eu garanto: se cair no Enem, pode marcar ‘125/216’ sem medo de ser feliz… Nem leia, não”.
Oito meses depois, em 16 de novembro, o Enem 2025 trouxe impressa uma questão de matemática sobre um lançamento de dados cúbicos.
A resposta correta, segundo o gabarito oficial do Inep, era a alternativa “E”: “Artur, com possibilidade de 125/216”.
➡️Esse item (178 da prova azul, 176 da cinza, 169 da amarela e 172 da verde) não está entre os três anulados pelo governo federal [leia mais abaixo]. O Inep cancelou apenas as perguntas que haviam sido expostas por Edcley em uma live do Youtube, a cinco dias do Enem.
Print de mensagem enviada em março (à esquerda) mostra alternativa correta de prova aplicada 8 meses depois (à direita)
Arquivo pessoal
Também em março, no mesmo grupo do Whatsapp, Edcley enviou a seguinte mensagem:
“Você tem 10 ml de uma solução com concentração de 99,95% de água e o restante de cloro. [De] quantos mililitros de água pura você precisaria adicionar a essa solução para que a concentração de água passe a ser de 99,90%?”. A resposta era 5.
📝Mais uma vez, a mesma situação-problema apareceu no Enem oficial, de novembro, com números idênticos aos adiantados por Edcley. Apenas a unidade de medida (litros) é diferente:
“Em um laboratório, um recipiente contém 10 litros de uma solução composta apenas pelas substâncias S1 e S2. Dessa solução, 99,95% é de S1. Uma quantidade de S1 será retirada dessa solução, mantendo a quantidade inicial de S2, de modo que 99,90% da nova solução seja de S1. Qual é a quantidade de S1, em litro, que será retirada?”. Resposta? Alternativa “e”: 5.
➡️Assim como a questão do “125/216”, a dos “10 litros” continua sendo considerada válida pelo Inep, sem anulação. O g1 questionou o órgão a respeito de ambas, mas não havia recebido resposta até a última atualização desta reportagem.
Mensagens de Edcley sobre a questão da concentração:
Prints de conversas de Whatsapp mostram que Edcley enviou aos alunos questão quase idêntica à do Enem 2025
Arquivo pessoal
Questão do Enem 2025:
Questão do Enem 2025 com dados quase iguais aos adiantados por Edcley
Arquivo pessoal
Comemorações no grupo
Edcley relembra mensagem enviada por ele mesmo em março e comemora 'acerto'
Arquivo pessoal
Nos dois casos, Edcley comemorou no grupo de alunos quando soube que havia “acertado” na previsão dessas perguntas.
Logo após a aplicação da prova oficial, ele resgatou as mensagens de março e disse, a respeito da questão do lançamento de dados:
“Olha isso!!! Sei que todos vocês acertaram kakakaka”.
Sobre a outra outra, afirmou:
“A questão da água, que eu mandei no PV [privado] de todos… Mandei no grupo também! E também tem nos nossos pdfs de pré-teste kakakakkaa. Se alguém errou, é porque não fez”.
O g1 teve acesso a todas essas mensagens trocadas no grupo do Whatsapp. Além disso, trechos delas foram repostados pelo próprio Edcley, em stories publicados no Instagram entre 17 e 18 de novembro, antes de o caso tomar maiores proporções.
Edcley diz em grupo de mentorados que vários alunos 'gabaritaram' o Enem
Arquivo pessoal
Gabarito do 2º dia de Enem 2025 é divulgado; veja as questões anuladas
O que diz Edcley?
Em entrevista ao Fantástico, o estudante negou saber antecipadamente que essas questões entrariam no exame oficial. “Eu acho que essas similaridades pontuais foram coincidências”, disse. O g1 já havia mostrado outras 6 perguntas expostas por Edcley antes do Enem. Veja quais aqui.
O gabarito está ‘fechado’?
Segundo o ministro da Educação, Camilo Santana, afirmou à TV Verdes Mares na última semana, o Enem “continua, os dois gabaritos já foram divulgados, e o resultado final sairá em janeiro de 2026”.
Manuel Palacios, presidente do Inep, declarou ao Fantástico no domingo (23) que “não há qualquer risco técnico” de fraude na prova de 2025 e que nenhum candidato foi prejudicado por Edcley.
As investigações da Polícia Federal, que já incluíram a apreensão do computador e do celular do cearense, estão em curso.
Ainda assim, Palacios declarou que “não há a menor chance de que um item memorizado por um estudante afete a segurança do Enem. Não há risco técnico algum nesse episódio”.
Em nota ao g1, o Inep informa que nenhuma outra questão do Enem 2025 será anulada.
"A avaliação técnica da autarquia é a de que a eventual memorização parcial e aleatória entre as milhares de questões pré-testadas para o Enem nos últimos anos não compromete a integridade do exame."
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25/11 -
Enem 2025: Especialista aponta vulnerabilidade em banco de questões da prova; entenda
Presidente do Inep afasta risco de fraude no Enem 2025
Depois que três questões do Enem 2025 foram anuladas após o g1 revelar que o estudante Edcley Teixeira, de Sobral (CE), havia antecipado perguntas da prova em uma live, especialistas em educação relembram críticas ao Banco Nacional de Itens (BNI) — onde o Inep armazena questões que podem ser usadas no Enem.
Segundo a ex-presidente do Inep Maria Helena Castro, responsável pela implementação do Enem no Brasil, o banco apresenta vulnerabilidades que podem comprometer a segurança do exame (veja vídeo acima).
A avaliação ganhou força após o episódio envolvendo o pré-teste de questões que mais tarde apareceram na prova deste ano. A PF apreendeu na manhã de domingo (23) celular e computador de Edcley, além de alguns documentos.
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Enem 2025: Homem que revelou questões fala em 'coincidência' e diz que fez 'publicidade infeliz' para vender curso
'Não há risco técnico': presidente do Inep afasta chances de fraude no Enem 2025, mesmo com investigação da PF
Repórter do g1 explica como descobriu que questões do Enem 2025 foram antecipadas em live
As acusações de fraude começaram a circular na internet logo após o encerramento do segundo dia de provas do Enem, realizado em 16 de novembro, que reuniu quase cinco milhões de estudantes em todo o país.
Maria Helena acredita que o banco de itens deveria ser muito mais robusto.
“Seria muito mais simples se o Enem tivesse um grande banco de itens, com 100 mil ou 110 mil questões calibradas. Assim, não seria necessário fazer pré-testes todos os anos, e a chance de uma questão reaparecer logo em seguida seria mínima”, afirmou.
O Banco Nacional de Itens (BNI) armazena questões que podem ser usadas em provas do Enem.
Reprodução/TV Globo/Fantástico
Maria Helena explica que, por falta de investimento ao longo dos anos, o estoque de questões não cresceu no ritmo esperado. Isso aumenta a necessidade anual de pré-testes — etapa em que itens são aplicados de forma experimental e, portanto, ficam mais expostos.
O presidente do Inep Manuel Palácios reconhece a sensibilidade do tema, mas afirma que qualquer mudança precisa ser feita “com cautela”.
“Qualquer inovação no Enem deve ser introduzida cuidadosamente, porque impacta a vida de muita gente. O Inep vem atualizando suas práticas com as técnicas mais modernas”, disse.
Apesar das críticas, o ministro da Educação, Camilo Santana, garantiu que o Enem 2025 não será anulado.
“Há uma preocupação enorme em garantir a lisura do processo. Quero tranquilizar todos que fizeram o exame: o Enem continua. Os gabaritos já foram divulgados e o resultado final sai em janeiro de 2026. O Enem é um patrimônio do Brasil”, declarou.
O Ministério da Educação (MEC) anulou três questões do segundo dia do Enem 2025.
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24/11 -
USP abre inscrições para 1.500 vagas com notas do Enem a partir desta segunda-feira
Candidatos da Fuvest fazem a prova da primeira fase do vestibular da USP
Gian Dias/TV Globo
As inscrições para o Enem-USP começaram nesta segunda-feira (24) e seguem até as 12h do dia 19 de dezembro. O processo seletivo da Universidade de São Paulo usa as notas do Enem 2025 para ingresso em cursos de graduação. Ao todo, são oferecidas 1.500 vagas regulares em diferentes áreas do conhecimento.
Do total de vagas oferecidas no Enem-USP, 684 são destinadas à Ampla Concorrência, 512, para estudantes de escola pública (EP) e 304, para estudantes pretos, pardos e indígenas (PPI). Todos os candidatos inscritos concorrem automaticamente às vagas de Ampla Concorrência.
A inscrição deve ser feita pela internet, no site da Fuvest, com taxa de inscrição de R$ 11. Têm direito à isenção da taxa os candidatos que obtiveram isenção no vestibular Fuvest 2026, os que se enquadram em outras categorias de vulnerabilidade e inscritos no CadÚnico.
Estão previstas três chamadas regulares, além das convocações por meio da lista de espera. Os candidatos devem acompanhar as publicações e ficar atentos aos prazos de matrícula.
Para garantir a vaga, os aprovados deverão obrigatoriamente realizar duas etapas: a pré-matrícula virtual e, posteriormente, a efetivação de matrícula virtual, que ocorrem em momentos distintos.
➕ Clique aqui para ver o regulamento e para ter mais informações.
Universidade Aberta: USP abre as portas para receber a comunidade
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24/11 -
'Não há risco técnico': presidente do Inep afasta chances de fraude no Enem 2025, mesmo com investigação da PF
Presidente do Inep afasta risco de fraude no Enem 2025
O presidente do Inep Manuel Palácios afirmou em entrevista ao Fantástico deste domingo (23), que "não há qualquer risco técnico" de fraude no Enem 2025, mesmo após a Polícia Federal abrir investigação sobre o vazamento de itens usados em pré-testes do exame.
Segundo ele, a situação, que envolve a antecipação de questões da prova deste ano pelo estudante de medicina Edcley Teixeira “não prejudicou os candidatos” (veja vídeo acima).
“Não há a menor chance de que um item memorizado por um estudante afete a segurança do Enem. Não há risco técnico algum nesse episódio”, declarou.
LEIA TAMBÉM: Enem 2025: Homem que revelou questões fala em 'coincidência' e diz que fez 'publicidade infeliz' para vender curso
Segundo o dirigente não existe possibilidade de algum participante ter obtido vantagem por ter visto previamente a questão.
Apesar da fala, o Inep confirmou que pediu investigação à Polícia Federal. “Há aparentemente um esforço concertado para prejudicar o Enem. Precisamos entender o que está acontecendo”, disse Palácios.
Na manhã de domingo, agentes da PF estiveram na casa de Edcley, no Ceará, em operação de busca e apreensão. Computadores, celulares e documentos foram recolhidos para auxiliar no inquérito.
Universitário que revelou questões do Enem 2025 pagava R$ 10 por cada pergunta de pré-teste repassada a ele
Reprodução
Para especialistas ouvidos pela reportagem, parte do problema está no Banco Nacional de Itens (BNI) — conjunto de questões calibradas que abastece o Enem e outras avaliações. Há anos, o banco é criticado por não ter o volume ideal de itens.
“Seria muito mais simples se o Enem tivesse um banco robusto, com 100 mil itens. Assim, não seria necessário fazer pré-testes anuais, e a chance de repetição seria mínima”, avaliou Maria Helena Castro, ex-presidente do Inep e responsável pela implementação do exame no Brasil.
O atual presidente do Inep afirmou que mudanças no Enem precisam ser “introduzidas com cautela”, já que o exame impacta milhões de estudantes. Segundo ele, o órgão trabalha para atualizar práticas e adotar técnicas mais modernas.
O ministro da Educação, Camilo Santana, também reforçou que o exame está mantido.
“Quero tranquilizar a todos que fizeram o Enem. O exame continua, os dois gabaritos já foram divulgados e o resultado final sairá em janeiro de 2026. O Enem é um patrimônio do Brasil”, afirmou.
O que diz o estudante
Em entrevista exclusiva ao Fantástico, Edcley negou que soubesse que as questões iriam entrar no exame: “Eu acho que essas similaridades pontuais foram coincidências”.
O estudante confessou que as perguntas anuladas pelo Enem estavam em um concurso que ele participou em 2024, o Prêmio Capes Talento Universitário, promovido pelo MEC. "Eu desconfiei que pudesse ser um tipo de pré-teste", ele afirmou, após dizer que teria identificado naquela prova padrões semelhantes aos do Enem.
Os chamados Pré-testes são provas que o Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) cria para testar perguntas que provavelmente cairão no Enem. Eles são aplicados em estudantes do terceiro ano do ensino médio com o objetivo de avaliar o conhecimento dos alunos.
O Inep confirmou que o prêmio serve como uma espécie de laboratório para validar perguntas que podem, ou não, cair no Enem.
A jornalista Luiza Tenente descobriu que Edcley pagava candidatos para memorizar perguntas dessa prova. Em mensagens, ele pedia detalhes de "até dez questões" do exame.
Durante a entrevista, Edcley disse que não vê "má-fé" nessa prática. "Não existia nenhum termo de compromisso, não existia nenhum termo de sigilo, não existia nem um edital".
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24/11 -
Enade: alunos de cursos superiores relatam problemas para descobrir local de prova e ficam sem fazer exame em SP
Enade: alunos de cursos superiores relatam problemas para descobrir local de prova
Diversos estudantes relataram problemas para descobrir o local de prova do Enade, exame que serve para avaliar o desempenho dos alunos de cursos superiores e que foi aplicado no domingo (23).
Muitos foram até as redes sociais do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), responsável pela realização da prova, reclamar das dificuldades.
Vários disseram que estavam sem acesso ao local de prova ou que foram para locais de provas errados e, por isso, acabaram desclassificados.
Entrei no site do Inep, preenchi os dados certos no site para poder fazer a prova. Verifiquei que o questionário de estudante estava respondido, mas, quando fui acessar para ver o endereço, não consegui. Não consegui fazer a prova.
Procurado, o Inep disse que "a consulta ao local de prova do Enade ficou disponível de 3 a 23 de novembro. Na manhã do dia 23, o Inep reforçou a infraestrutura devido ao alto índice de acesso".
Enade
Enade
Reprodução
O Enade reúne questões de formação geral e específicas das áreas avaliadas.
Nesta edição, o exame avaliou estudantes concluintes de cursos de bacharelado e de cursos superiores de tecnologia.
Entre os bacharelados participantes estavam Administração, Ciências Contábeis, Ciências Econômicas, Design, Direito, Jornalismo, Psicologia, Publicidade e Propaganda e Relações Internacionais.
Já no conjunto dos cursos superiores de tecnologia, participaram as áreas de Design Gráfico, Gestão Comercial, Gestão de Recursos Humanos, Gestão Financeira, Gestão Pública, Logística, Marketing e Processos Gerenciais.
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24/11 -
Repórter do g1 explica como descobriu que questões do Enem 2025 foram antecipadas em live
Enem 2025: Renata Ceribelli entrevista estudante alvo de investigação da PF
A jornalista Luiza Tenente, do g1, explicou ao Fantástico como descobriu que algumas questões do Enem 2025 tinham sido antecipadas em uma live transmitida 5 dias antes da prova.
Horas após ela revelar o caso em uma reportagem do g1, o Ministério da Educação (MEC) anulou 3 perguntas do exame, e a Polícia Federal (PF) passou a investigar o estudante Edcley Teixeira, o responsável pela live.
As acusações de antecipação de informações da prova começaram a circular na internet logo após o encerramento do segundo dia de provas do Enem, realizado em 16 de novembro.
"Eu recebi uma mensagem de um aluno me alertando de que, talvez, uma live teria exibido algumas questões muito, muito parecidas com as que, de fato, estavam na prova. E aí eu fui atrás da tal live", afirmou a repórter.
Ela mostrou ao Fantástico trechos da live, que, agora, está com acesso fechado ao público. Luiza explica que comparou o vídeo com o caderno de questões oficial. Na apuração, a repórter encontrou cinco questões com bastante similaridade, mas somente três delas foram anuladas pelo MEC. As perguntas anuladas eram de física, biologia e matemática.
"Eu vi que eram os mesmos números, a mesma situação-problema, muitas vezes as alternativas eram basicamente idênticas", afirmou Luiza. "Então, é muito difícil acreditar que tenha sido sorte. Eu diria que é impossível."
Edcley Teixeira cursa Medicina e ministra cursos online preparatórios para o Enem. Questionado pelo Fantástico, ele chamou de "coincidência" a similaridade entre as questões. Admitiu, contudo, que as perguntas anuladas pelo Enem estavam em um concurso que ele participou em 2024: o Prêmio Capes Talento Universitário, promovido pelo MEC.
"Eu desconfiei que pudesse ser um tipo de pré-teste", ele afirmou, após dizer que teria identificado naquela prova padrões semelhantes aos do Enem.
Os chamados pré-testes são provas que o Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) cria para testar perguntas que provavelmente cairão no Enem. Eles são aplicados em estudantes do terceiro ano do ensino médio com o objetivo de avaliar o conhecimento dos alunos.
O Inep confirmou que o prêmio serve como uma espécie de laboratório para validar perguntas que podem, ou não, cair no Enem.
Outra descoberta da repórter Luiza Tenente revelada pelo g1 é a de que Edcley pagou candidatos desse pré-teste para memorizarem "até 10 perguntas" da prova. Em mensagens, ele pedia detalhes das questões.
"Eu tive acesso às mensagens de grupos com várias pessoas matriculadas nesse curso, nessa mentoria do Edcley", explicou Luiza. Nas mensagens, ele dizia que quanto mais detalhes sobre uma questão do pré-teste fossem fornecidos, maior poderia ser o valor pago.
Trecho de mensagem de Edcley Teixeira, da qual a jornalista Luiza Tentente teve acesso
Reprodução/TV Globo
Edcley nega haver "má-fé" na prática. "Não existia nenhum termo de compromisso, não existia nenhum termo de sigilo, não existia nem um edital".
"É uma forma de publicidade que hoje eu considero infeliz", disse Edcley. Ele também afirmou que, quando fez a prova, não imaginava que estava fazendo um pré-teste. Luiza, no entanto, mostrou que panfletos do curso dele deixam isso explícito.
Para investigar Edcley, a PF apreendeu na manhã deste sábado (23) aparelhos dele como celular e computador, além de documentos do estudante.
Vulnerabilidade no Enem?
Especialistas criticaram a vulnerabilidade do Banco Nacional de Itens (BNI), onde o Inep armazena as questões do Enem. Maria Helena Castro, ex-presidente do Inep, afirmou que a falta de um banco de itens mais robusto (com 100 mil ou 110 mil itens calibrados) faz com que o pré-teste seja necessário todo ano.
Já o atual presidente do Inep, Manuel Palacios, negou que haja alguma vulnerabilidade no sistema de pré-teste.
O Ministro da Educação, Camilo Santana, garantiu que o Enem deste ano não será anulado, reforçando que o exame é "um patrimônio do Brasil".
Luiza Tenente em entrevista ao Fantástico
Reprodução/TV Globo
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23/11 -
Enem 2025: Homem que revelou questões fala em 'coincidência' e diz que fez 'publicidade infeliz' para vender curso
Enem 2025: Renata Ceribelli entrevista estudante alvo de investigação da PF
O Ministério da Educação (MEC) anulou três questões do segundo dia do Enem 2025 e acionou a Polícia Federal nesta semana, após o g1 revelar que o estudante Edcley Teixeira, de Sobral (CE), havia antecipado perguntas da prova em uma live.
Questionado pelo Fantástico, Edcley chamou de "coincidência" a similaridade entre as questões. Ele também admitiu ter pago alunos para memorizar perguntas de um pré-teste do MEC. "É uma forma de publicidade que hoje eu considero infeliz", afirmou ele, que cursa o quarto ano de Medicina.
Para investigar Edcley, a PF apreendeu na manhã deste sábado (23) aparelhos dele como celular e computador, além de documentos. As acusações de fraude começaram a circular na internet logo após o encerramento do segundo dia de provas do Enem, realizado em 16 de novembro, que reuniu quase cinco milhões de estudantes em todo o país.
A denúncia aponta que Edcley Teixeira, que ministra cursos online preparatórios para o Enem, adiantou em uma live para seus alunos (realizada na mesma semana do exame) perguntas "extremamente parecidas" com as que entraram na prova oficial.
Questões quase idênticas
A jornalista Luiza Tenente, do g1, mostrou ao Fantástico trechos da live de Edcley, vídeo que agora está com acesso fechado ao público. Na apuração, a jornalista encontrou cinco questões com bastante similaridade.
"Eu vi que eram os mesmos números, a mesma situação-problema, muitas vezes as alternativas eram basicamente idênticas", afirmou Luiza.
Edcley Teixeira negou que soubesse que as questões iriam entrar no exame: “Eu acho que essas similaridades pontuais foram coincidências”.
"É muito difícil acreditar que tenha sido sorte. Eu diria que é impossível", disse a repórter.
Pré-testes
O estudante confessou que as perguntas anuladas pelo Enem estavam em um concurso que ele participou em 2024, o Prêmio Capes Talento Universitário, promovido pelo MEC. "Eu desconfiei que pudesse ser um tipo de pré-teste", ele afirmou, após dizer que teria identificado naquela prova padrões semelhantes aos do Enem.
Os chamados pré-testes são provas que o Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) cria para testar perguntas que provavelmente cairão no Enem. Eles são aplicados em estudantes do terceiro ano do ensino médio com o objetivo de avaliar o conhecimento dos alunos.
O Inep confirmou que o prêmio serve como uma espécie de laboratório para validar perguntas que podem, ou não, cair no Enem.
A jornalista Luiza Tenente descobriu que Edcley pagava candidatos para memorizar perguntas dessa prova. Em mensagens, ele pedia detalhes de "até dez questões" do exame.
Trecho de mensagem de Edcley Teixeira, da qual a jornalista Luiza Tentente teve acesso
Reprodução/TV Globo
Durante a entrevista, Edcley disse que não vê "má-fé" nessa prática. "Não existia nenhum termo de compromisso, não existia nenhum termo de sigilo, não existia nem um edital".
Vulnerabilidade no Enem?
Especialistas criticaram a vulnerabilidade do Banco Nacional de Itens (BNI), onde o Inep armazena as questões do Enem. A ex-presidente do Inep Maria Helena Castro afirmou que a falta de um banco de itens mais robusto (com 100 mil ou 110 mil itens calibrados) faz com que o pré-teste seja necessário todo ano.
Já o atual presidente do Inep, Manuel Palacios, negou que haja alguma vulnerabilidade no sistema de pré-teste.
O Ministro da Educação, Camilo Santana, garantiu que o Enem deste ano não será anulado, reforçando que o exame é "um patrimônio do Brasil".
Universitário que revelou questões do Enem 2025 pagava R$ 10 por cada pergunta de pré-teste repassada a ele
Reprodução
Ouça os podcasts do Fantástico
ISSO É FANTÁSTICO
O podcast Isso É Fantástico está disponível no g1 e nos principais aplicativos de podcasts, trazendo grandes reportagens, investigações e histórias fascinantes em podcast com o selo de jornalismo do Fantástico: profundidade, contexto e informação. Siga, curta ou assine o Isso É Fantástico no seu tocador de podcasts favorito. Todo domingo tem um episódio novo.
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23/11 -
'Mais fácil que o Enem', 'complexa', 'parecida com a Vunesp': estudantes comentam 1ª fase da Fuvest 2026
Ana Laura Marcelos (à esquerda) e Joelma Manoel Fernandes (à direita) disseram que primeira fase da Fuvest 2026 foi mais fácil em relação ao Enem e ao próprio vestibular da USP do ano passado.
Larissa Vieira/g1
Conhecida pelo alto nível de exigência, a primeira fase da Fuvest 2026 surpreendeu a vestibulanda Ana Laura Marcelos, de 19 anos, pela facilidade acima do esperado. Ela foi uma das 10,4 mil pessoas que prestaram a prova na região de Ribeirão Preto (SP) neste domingo (23).
"Foi bem mais fácil que nos anos anteriores e até mais fácil que o próprio Enem. Achei que facilitaram bastante, com questões focadas em temas muito atuais, de 2021, 2023 e até 2025", afirmou a jovem, uma das primeiras a deixar o campus da Unaerp, em Ribeirão Preto.
Com 90 questões de múltipla escolha, a primeira fase do vestibular da USP foi programada para testar os conhecimentos dos estudantes em arte, educação física, inglês, português, matemática, física, química, biologia, história, geografia, filosofia e sociologia.
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Segundo informações divulgadas pela Fuvest no fim da tarde deste domingo, a prova abordou questões ambientais, sociais e econômicas e que ficaram em evidência nas redes sociais. Demonização da CLT, politização do carnaval e a tentativa de anexação de Essequibo, na Guiana, por parte da Venezuela, foram alguns dos assuntos.
Entre todas as questões da prova, a que tratou da demonização da CLT foi a que mais chamou a atenção do vestibulando Mário Vinícius de Souza, de 20 anos.
A pergunta colocou no mesmo contexto uma reportagem, com postagens de crianças e adolescentes que consideram o trabalho com carteira assinada uma ofensa e algo associado a pobreza e fracasso, além de dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua do IBGE sobre o rendimento mensal dos brasileiros, de acordo com a ocupação e o tipo de contratação.
"Foi muito interessante. É um assunto que está bastante em alta e de forma bem específica. No geral, achei a prova bastante interdisciplinar e conteudista. Estou confiante", afirma o jovem, que sonha em cursar psicologia.
Quem se classificar nessa etapa vai para a segunda fase, prevista para 14 e 15 de dezembro. A primeira chamada dos aprovados deve ocorrer em 23 de janeiro de 2026.
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Em nota divulgada após o término da primeira fase, a Fuvest informou que não havia registrado nenhum problema relacionado ao conteúdo da prova.
"Nenhum candidato apresentou dúvidas formais e, segundo professores de escolas e cursinhos, o exame manteve a proposta anunciada pela Fundação desde o fim do ano passado: uma prova com forte caráter interdisciplinar, reconhecida positivamente por educadores que já comentaram o conteúdo."
Diferente e mais fácil
Entre as questões que mais chamaram atenção, Ana Laura, que tenta uma vaga no curso de química, mencionou uma que tratou do atentado de 11 de setembro de 2001 às Torres Gêmeas, nos EUA.
A pergunta propôs uma reflexão sobre a atuação militar norte-americana na Ásia após os atentados terroristas e o que resultou a partir da chamada "Guerra ao Terror" a partir de então.
Fuvest 2026: estudantes compartilham impressões da 1ª fase
"Achei curioso, porque muitas vezes esse dia é lembrado apenas como um marco triste da história. Mas a prova trouxe uma perspectiva do contexto antes do atentado e do que aconteceu depois", explica.
Em busca de uma vaga no curso de direito, Joelma Manoel Fernandes, de 18 anos, fez a prova pela segunda vez e também a considerou tranquila, mas teve como parâmetro a própria Fuvest do ano passado.
"Achei diferente do ano passado, mas mais fácil. Neste ano, acredito que o destaque foi a interdisciplinaridade. Deu para perceber que muitas questões envolviam mais de duas disciplinas, por exemplo, Filosofia com Artes, Geografia com Sociologia. Para mim, esse foi o diferencial", disse.
Primeira fase da Fuvest 2026 em Ribeirão Preto (SP).
Érico Andrade/g1
'Complexa' e 'parecida com a Vunesp'
Diferente de Ana Laura e Joelma, Guilherme Felipe de Almeida, de 18 anos, avaliou a prova como "complexa e interdisciplinar". Ele prestou a prova pela primeira vez e tenta uma vaga em biologia.
"Achei bem complexa e difícil, mas consegui responder muitas questões. Estava bem preparado", afirma.
Guilherme achou positiva, por outro lado, a forma como as perguntas conectaram diferentes áreas do conhecimento. "Os temas estavam tranquilos, e gostei bastante das questões de inglês, achei bem interdisciplinares também", diz.
RIBEIRÃO PRETO - Guilherme Felipe de Almeida, de 18 anos, considerou a primeira fase da Fuvest como 'complexa e interdisciplinar"
Larissa Vieira/g1
Em busca de uma vaga em medicina, Maria Clara Campos Cruz, de 22 anos, avaliou a prova como "conteudista e interpretativa". "Muitos textos e textos longos, parecido com a Vunesp, e o estilo das alternativas muito semelhante ao da Unicamp", disse.
Leituras obrigatórias fizeram a diferença
Estudantes ouvidos pela reportagem do g1 também comentaram que a prova exigiu conhecimentos prévios que somente poderiam ser obtidos pelas leituras obrigatórias solicitadas pela banca como "Opúsculo Humanitário", de Nísia Floresta.
"Você tinha que ter visto antes de fazer a prova e se você não tivesse um conhecimento sobre aquele livro ou sobre o resumo, você não conseguiria fazer", afirmou Júlia Paulino de Jesus, de 19 anos, que tenta uma vaga em educação física.
De olho em uma vaga em medicina, Lucas Ferreira, 21 anos, também ressaltou a importância dos livros exigidos. "Achei uma prova densa, muita interpretação de texto e bastante questão sobre os livros que eles pediram", disse.
Lucas Ferreira, de 21 anos, prestou a primeira fase da Fuvest neste domingo de olho em vaga em medicina
Larissa Vieira/g1
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23/11 -
Fuvest 2026: veja fotos da primeira fase do vestibular em Ribeirão Preto
Primeira fase da Fuvest 2026 em Ribeirão Preto (SP).
Érico Andrade/g1
A primeira fase da Fuvest 2026 reuniu mais de 10,4 mil candidatos em Ribeirão Preto, Franca (SP) e Barretos (SP) neste domingo (23), número 2,26% maior do que o do ano passado. Contando outras cidades, são mais de 111 mil inscritos para o vestibular da USP, um dos mais disputados do país.
O curso de medicina lidera a lista dos mais concorridos. São 90,7 candidatos na disputa de cada uma das 244 vagas disponibilizadas.
Faça parte do canal do g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp
Nesta fase, são cinco horas para responder 90 questões de múltipla escolha das disciplinas de arte, educação física, inglês, português, matemática, física, química, biologia, história, geografia, filosofia e sociologia. Os portões foram fechados às 13h.
Quem se classificar vai para a segunda fase, prevista para 14 e 15 de dezembro. A primeira chamada dos aprovados deve ocorrer em 23 de janeiro de 2026.
Veja abaixo fotos da primeira fase da Fuvest 2026 em Ribeirão Preto:
Estudantes lotam local de prova na zona sul de Ribeirão Preto na primeira fase da Fuvest 2026
Érico Andrade/g1
Estudantes aproveitam sombra à espera de início da Fuvest 2026 em Ribeirão Preto (SP).
Érico Andrade/g1
Entrada de universidade na zona sul de Ribeirão Preto onde estudantes prestaram primeira fase da Fuvest 2026
Érico Andrade/g1
Ruas do Jardim Nova Aliança ficaram movimentadas por conta da Fuvest 2026 em Ribeirão Preto (SP).
Érico Andrade/g1
Abertura dos portões na Unip em Ribeirão Preto para primeira fase da Fuvest 2026.
Érico Andrade/g1
Entrada da Unip, um dos locais de prova da Fuvest 2026 em Ribeirão Preto (SP).
Érico Andrade/g1
Estudantes prestam primeira fase da Fuvest na Unip em Ribeirão Preto neste domingo (23).
Érico Andrade/g1
Estudantes iniciam provas da primeira fase da Fuvest na Unip em Ribeirão Preto neste domingo (23) após fechamento dos portões..
Érico Andrade/g1
Estudante ameniza o calor antes de entrar para primeira fase da Fuvest 2026 em Ribeirão Preto.
Érico Andrade/g1
Candidatos de diferentes idades prestaram primeira fase da Fuvest 2026 em Ribeirão Preto (SP).
Érico Andrade/g1
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Jovem se hidrata para amenizar calor de Ribeirão Preto antes da primeira fase da Fuvest 2026.
Érico Andrade/g1
Primeira fase da Fuvest 2026 reuniu multidão em local de prova na zona sul de Ribeirão Preto (SP) neste domingo (23).
Érico Andrade/g1
Mais de 100 mil candidatos fazem a 1ª fase da Fuvest neste domingo (23)
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23/11 -
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O clima de carnaval tomou conta da Avenida Costábile Romano, em frente à Universidade de Ribeirão Preto (Unaerp) no fim da manhã deste domingo (23), quando uma bateria de estudantes universitários se reuniu para animar os candidatos para a primeira fase da Fuvest 2026.
Com instrumentos de percussão e coreografia alinhados, o grupo é formado por jovens que já estudam medicina na USP, no interior de São Paulo, e acreditam que uma boa dose de alegria pode ser importante para a preparação de um dos principais vestibulares do país.
A estudante Maria Clara Menezes Zacareli já esteve no lugar dos vestibulandos e reconhece que a bateria a ajudou bastante quando prestou a prova e conquistou a sonhada vaga.
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"Eu fiz a prova nesse prédio, no ano que eu passei, e foi muito bom pra mim ver eles tocando, me deu um gás, e eu sentia que era o que eu queria, porque depois de tanto cansaço, tanto estudo, eu acho que a gente precisa de um pouco de alegria e um pouco de samba pra animar, assim, no dia da prova", afirma.
Bateria universitária anima candidatos para a Fuvest 2026 em Ribeirão Preto (SP)
Larissa Vieira/g1
Entre os cursos da USP, o de medicina segue sendo o mais disputado - este ano com uma relação de até 90 candidatos por vaga -. Para a universitária Marilisa Vareto Lopes, também parte da bateria, acredita que todo estímulo pode fazer a diferença para quem tanto se dedicou aos estudos nos últimos meses.
O grupo, que se apresenta todos os anos em diferentes vestibulares, chega a reunir em torno de 50 estudantes.
"A gente está aqui sempre muito animados, quer contagiar também eles com essa alegria, e a gente fica olhando essas pessoas aqui, pensando quem que vão ser os próximos que vão estar aqui ano que vem tocando com a gente também", afirma.
Primeira fase da Fuvest 2026 em Ribeirão Preto (SP).
Érico Andrade/g1
Fuvest 2026
Ao todo, 10.481 candidatos fazem a prova da primeira fase da Fuvest em Ribeirão Preto, Franca (SP) e Barretos (SP) neste domingo. O número é 2,26% maior do que o do ano passado, quando havia 10.249 inscritos.
O curso de medicina lidera a lista dos mais concorridos. São 90,7 candidatos na disputa de cada uma das 244 vagas disponibilizadas.
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São 90 questões de múltipla escolha das disciplinas de arte, educação física, inglês, português, matemática, física, química, biologia, história, geografia, filosofia e sociologia.
Os candidatos têm ao todo cinco horas para responder as questões depois do fechamento dos portões, que ocorreu às 13h sem atrasados.
Quem se classificar vai para a segunda fase, prevista para 14 e 15 de dezembro. A primeira chamada dos aprovados deve ocorrer em 23 de janeiro de 2026.
Fechamento dos portões na Unaerp, para a primeira fase da Fuvest em Ribeirão Preto (SP).
Larissa Vieira/g1
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23/11 -
Live com questões quase iguais às do Enem 2025 foi ao ar 5 dias antes da prova; Inep anula 3 questões
Live antecipou questões do Enem; 3 foram anuladas
Neste domingo (23), a Polícia Federal fez buscas no endereço de Edcley Teixeira, o influenciador que disse ter "adivinhado" questões que apareceram na edição deste ano do Enem.
A ação da PF ocorreu dias depois do g1 expor o caso e o Inep — órgão do Ministério da Educação responsável pela gestão e aplicação do Enem — comunicar que acionaria as autoridades.
A ação da PF funciona é o último desdobramento sequência de eventos que começou em 11 de novembro, quando Edcley apresentou em uma live no Youtube ao menos cinco questões quase iguais às que caíram no Enem, no dia 16 de novembro.
Algumas, inclusive, têm exatamente os mesmos números cobrados dos candidatos pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Veja as imagens mais abaixo.
Diante de relatos de candidatos nas redes sociais, o Inep afirmou que anulará três perguntas depois de "analisar relatos de antecipação de itens semelhantes aos aplicados nas provas".
Edcley Teixeira, que vende serviços de consultoria a vestibulandos e que se identifica como um estudante de Medicina da periferia, afirma que adivinhou as questões na live dentro dos parâmetros legais, sem nenhum vazamento de material, apenas para "democratizar a educação". Apostilas do curso que ele oferece, obtidas pelo g1, também continham uma sexta questão do Enem 2025, sobre tijolos.
Mentor diz ter decorado questões de 'teste' do Enem
➡️Uma das principais técnicas usadas na "adivinhação", segundo o próprio "mentor", foi memorizar questões do Prêmio CAPES Talento Universitário — prova opcional aplicada em concurso para estudantes do 1º ano de graduações. Edcley teria descoberto que essas perguntas serviriam como "pré-teste" para integrarem futuras edições do Enem [leia mais abaixo].
O Inep jamais confirmou qualquer associação entre esses dois exames.
"Desenvolvi método de algoritmo que dá a resposta de qualquer questão. Os professores precisam estudar a estrutura da prova. Com poucos recursos, consegui revolucionar o Enem sem que ninguém soubesse até hoje. Agora, sabem. Entendi a lógica do Enem e consegui prever as questões", diz o "mentor"
Diante da repercussão da live, alunos que participaram da prova neste ano levantaram, nas redes sociais, a suspeita de um possível vazamento da prova — e manifestaram temor de que a avaliação seja cancelada.
O que o prêmio da CAPES tem a ver com o Enem? Quais as técnicas usadas pelo 'mentor'?
Em seus vídeos e stories postados nas redes sociais, Edcley conta que seguiu as seguintes técnicas para "prever" perguntas do exame:
A convite do MEC, participou do Prêmio CAPES Talento Universitário, programa da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior para premiar estudantes da graduação, e foi um dos vencedores. Segundo ele diz em um dos stories, em afirmação não confirmada pelo governo federal, questões desse prêmio são usadas como base para futuros itens do Enem. Edcley teria memorizado parte dessas perguntas para repassá-las aos seus alunos nas lives.
Um ex-colega de trabalho de Edcley e um ex-aluno dele, que preferiram não ser identificados, disseram à reportagem que o "mentor" estimulava candidatos a participarem do Talento Universitário e decorarem perguntas do teste.
"Eis que a monitoria em questão criou o seguinte método: incentivou alunos a fazerem a tal prova do CAPES, e assim que saíssem da sala, divulgassem as questões cobradas que estivessem frescas na memória deles. Isso porque a prova é feita em um PC; não se sai de lá com caderno de questões", diz uma das fontes.
Um post do MEC, de 22 de maio deste ano, mostra Edcley agradecendo pela participação no Talento Universitário e pelo prêmio de R$ 5 mil:
Post do MEC mostra Edcley em maio de 2025
Reprodução/Redes sociais
Material de Edcley afirma que as questões são 'autorais', mas baseadas em testes da Capes
Reprodução
Edcley argumenta ter descoberto que a prova do prêmio da CAPES serviria como inspiração para o Enem após ler o livro "O Roubo do Enem", escrito pela jornalista Renata Cafardo. Ao g1, a autora diz que explica a elaboração de pré-testes na obra, mas não faz nenhuma referência à CAPES.
Depois, em outro vídeo, Edcley afirma que "não existe isso da CAPES" e que tudo foi previsto em técnicas muito mais apuradas, com base nos "algoritmos" desenvolvidos por ele e em suas análises da Teoria de Resposta ao Item (TRI - método de correção do Enem) feitas ao longo de mais de 10 anos.
O "mentor" também alega ter estudado as chamadas públicas com os nomes das pessoas que produziriam e revisariam as perguntas do Enem. Ele teria as identificado e investigado os artigos científicos já publicados por elas.
"Óbvio que vou acertar o Enem inteiro. O Enem inteiro é repetido. Eu descobri o padrão. Sabe quantas pessoas elaboram o Enem? 25 pessoas. Elas estão no Inep desde 2009. Sigam na rede social. Você vai conseguir saber no que elas estão pensando", afirma.
"Tem o CPF delas nas chamadas públicas. Você facilmente descobre. Jogue no Google, siga a pessoa, veja os artigos científicos. Em geral, são professores universitários, tem lá um falando de endemias [tema que caiu em 2025]. Você imagina: essa pessoa vai querer reciclar seu próprio artigo. Aí, consegue prever seguindo as pessoas."
E, por último, Edcley afirma que descobriu o padrão de questões do Enem, por meio de uma "engenharia reversa" que ele mesmo desenvolveu.
Abaixo, veja as questões que foram adiantadas por Edcley na live e em materiais didáticos vendidos por ele:
Pergunta sobre fotossíntese
Versão de Edcley:
Questão postada por Edcley antes do Enem - fotossíntese
Reprodução/Redes sociais
Questão do Enem 2025
Questão do Enem 2025 sobre fotossíntese
Reprodução
Pergunta sobre espécies
Versão de Edcley:
Questão sobre espécies - Edcley
Reprodução/Redes sociais
Questão do Enem 2025:
Questão sobre espécies - Enem 2025
Reprodução
Pergunta sobre grito
Versão de Edcley:
Pergunta sobre grito - Edcley
Reprodução/Redes sociais
Questão do Enem 2025:
Pergunta sobre grito - Enem 2025
Reprodução
Pergunta sobre desvio padrão
Versão de Edcley:
Pergunta sobre desvio padrão - Edcley
Reprodução/Redes sociais
Questão do Enem 2025:
Questão de desvio padrão - Enem 2025
Reprodução
Pergunta sobre R$ 60 mil
Live de Edcley:
Live de Edcley mostra questão sobre parcelamento
Reprodução
Questão do Enem 2025:
Questão sobre parcelamento do Enem 2025
Reprodução
Pergunta sobre tijolos
Apostila de Edcley
Questão da apostila de Edcley sobre tijolos
Arquivo pessoal
Questão do Enem 2025
Questão sobre tijolos no Enem 2025
Reprodução
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23/11 -
Fuvest 2026: estudantes temem alta concorrência e exatas na primeira fase; veja expectativas
Fuvest 2026: estudantes falam o que esperam da prova da primeira fase em São Carlos.
Alta concorrência e exatas estão entre as principais preocupações dos estudantes na primeira fase da Fuvest, que é aplicada neste domingo (23) para 2.481 candidatos, em São Carlos (SP).
O g1 esteve na Unicep, local de prova com 1.940 inscritos, e ouviu a expectativa de alguns sobre a prova, que terá 90 questões de múltipla escolha, abrangendo disciplinas como arte, educação física, inglês, português, matemática, física, química, biologia, história, geografia, filosofia e sociologia.
AVALIAÇÕES: veja o que os estudantes acharam da prova deste domingo
GABARITO: confira o gabarito oficial da 1ª fase da Fuvest 2026
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Os portões abrem às 12h e fecham às 13h, com a prova durando 5 horas. Os estudantes podem deixar o local a partir das 16h.
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O que os estudantes esperam da Fuvest 2026
Felipe de Moura, Kaike Coladão e Maria Victoria fazem a Fuvest 2026 em São Carlos na Unicep
Claudinei Júnior/g1
O estudante Felipe de Moura, de 20 anos, de Divinópolis (MG) encarou uma viagem de 478 km até São Carlos para prestar engenharia da computação pela primeira vez. "Pelo que eu vi do simulado, eles estão focando bastante compreensão de texto, então eu estou um pouco mais seguro", disse.
A preocupação maior, no entanto, é com a parte de exatas.
"Parte de física mesmo que a Fuvest em especial cobra bastante. Eu começo [a fazer prova] por humanas, português que é mais compreensão de texto", ressaltou."
"Depois eu vou para matemática e tudo. Porque também o a Fuvest funciona mais ou menos como o Enem, porque é uma prova de resistência, né? Então é você ter a a cabeça no lugar e fazer ela tranquila".
Morador de Tabatinga (SP), o estudante Kaike Coladão, de 18 anos, também estreia na prova da Fuvest de olho em uma vaga no curso de psicologia na USP de Ribeirão Preto, o terceiro curso mais concorrido do vestibular com 39,8 candidatos por vaga.
A concorrência grande faz aumentar a ansiedade, segundo ele. A melhor estratégia é começar pelas questões de humanas. "Eu vou por aquelas que eu tenho mais facilidade. Eu acredito que a Fuvest vai ser bem mais complicada que o Enem".
Estudantes olham nome na lista da Fuvest 2026 em São Carlos
Claudinei Júnior/g1
A estudante angolana Maria Victoria Morgado, de 18 anos, que é filha de brasileiros, quer uma vaga em engenharia mecânica fazendo a Fuvest pela primeira vez. Ela se diz tranquila para a prova.
"Não tô me cobrando muito. Vou fazer mais essa prova para conhecer e é isso. Eu começo [a prova] pelas mais curtas. Na minha escola, no Juliano Neto, eu aprendi que primeiro lê-se o que a questão pede e depois vai pro texto para ter mais ou menos uma noção da dificuldade, se eu posso responder aquela questão no momento ou se deixo para depois", ressaltou.
📅 Estrutura e calendário das provas
Primeira fase - 23/11: 90 questões de múltipla escolha, abrangendo disciplinas como arte, educação física, inglês, português, matemática, física, química, biologia, história, geografia, filosofia e sociologia.
Segunda fase: 14/12: 10 questões de português e 1 redação. 15/12: 12 questões interdisciplinares, variando conforme a carreira escolhida.
Provas específicas: entre 9/12 e 9/01, candidatos às carreiras de música, artes visuais e artes cênicas realizam exames práticos e classificatórios.
Resultado da primeira fase: 1º de dezembro de 2025
Primeira chamada de aprovados: 23 de janeiro 2026.
📝 Regras para o dia da prova
Obrigatório: documento de identidade original com foto e caneta esferográfica transparente de tinta preta ou azul.
Permitidos: lápis, lapiseira, borracha, apontador, régua transparente, garrafa de água e alimentos leves.
Proibidos: celulares, equipamentos eletrônicos e relógios. O tempo restante será informado pela própria Fuvest.
VÍDEOS DA EPTV:
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23/11 -
A 3 dias do aniversário, estudante quer vaga em medicina na USP de presente: 'Expectativa muito grande'
RIBEIRÃO PRETO - a vestibulanda Maria Eduarda Ferreira quer vaga em medicina na USP no aniversário
Larissa Vieira/g1
A três dias de completar 18 anos, a vestibulanda Maria Eduarda Ferreira já sabe qual presente quer ganhar neste ano: a tão sonhada aprovação em medicina na USP. Para ela, a data acabou ficando em segundo plano diante da prioridade de chegar bem preparada para a prova em Ribeirão Preto (SP).
A jovem é uma das 111 mil pessoas inscritas para a primeira fase neste domingo (23). O curso tão almejado é o mais concorrido do vestibular, com 90 candidatos por vaga.
“Faz dois anos que faço cursinho preparatório e estou com uma expectativa muito grande. Este ano tive uma rotina de estudos ainda mais intensa. Durante manhã, estudava na escola e, à tarde e à noite, conciliava com as aulas do cursinho, de segunda a segunda”, conta.
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Mais de 100 mil candidatos fazem a 1ª fase da Fuvest neste domingo (23)
Equilíbrio e foco
Maria Eduarda afirma que desde criança pensou em ser médica, principalmente pela ideia de ajudar os outros, embora ninguém da família tenha seguido na área.
"Fui desenvolvendo um amor mesmo, um carinho muito grande. Coloquei na minha cabeça que deve ser muito gratificante você conseguir salvar uma vida", afirma.
Ela afirma que precisou conciliar os estudos de formação em uma escola técnica com os outros períodos do dia para se preparar para a Fuvest, sem abrir mão de momentos de descanso. "Estudo na Etec, então fazia de manhã e o restante do estudo de tarde e de noite."
Além da dedicação nos conteúdos, a jovem confirma que se policiou bastante com relação às redes sociais.
"A gente sempre tem essa noção de que a rede social atrapalha um pouco, então no começo é difícil largar esse vício, mas conforme o ano foi passando fui conseguindo conciliar melhor, focar mesmo na rotina de estudos que criei."
Fuvest 2026
Ao todo, 10.481 candidatos fazem a prova da primeira fase da Fuvest em Ribeirão Preto, Franca (SP) e Barretos (SP) neste domingo. O número é 2,26% maior do que o do ano passado, quando havia 10.249 inscritos.
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Quem se classificar vai para a segunda fase, prevista para 14 e 15 de dezembro. A primeira chamada dos aprovados deve ocorrer em 23 de janeiro de 2026.
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23/11 -
PF faz buscas no Ceará contra homem que divulgou questões parecidas com as do Enem 2025
PF faz buscas contra homem que divulgou questões parecidas com as do Enem 2025
A Polícia Federal cumpre neste domingo (23) um mandado de busca e apreensão no Ceará para investigar uma possível fraude no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2025. Conforme apurado pela TV Globo, o alvo do mandado é Edcley Teixeira.
Em 11 de novembro, 5 dias antes da aplicação das provas de matemática e de ciências da natureza, Edcley fez uma live no Youtube e mostrou ao menos cinco questões quase iguais às que caíram na avaliação oficial. O caso foi revelado pelo g1.
Algumas questões, inclusive, têm exatamente os mesmos números cobrados dos candidatos pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep)
Diante de relatos de candidatos nas redes sociais, o instituto anulou três perguntas depois de "analisar relatos de antecipação de itens semelhantes aos aplicados nas provas". Veja quais as questões anuladas:
Fotossíntese: (115 na cinza; 121 na amarela; 132 na verde; 123 na azul)
Grito: (118 na cinza; 115 na amarela; 135 na verde; 132 na azul)
Parcelamento de R$ 60 mil: (172 na cinza; 178 na amarela; 168 na verde; 174 na azul)
Segundo o Inep, foram identificadas “similaridades pontuais” entre questões divulgadas nas redes sociais e itens presentes na prova, embora nenhuma pergunta tenha sido apresentada exatamente como na versão aplicada em 2025.
O Ministério da Educação e o Inep não vão se manifestar sobre a operação.
Os rumores sobre um suposto vazamento de questões do Enem começaram a circular nas redes sociais na noite de segunda-feira (17), dia seguinte à aplicação das provas de matemática e ciências da natureza, no domingo (16).
Quem é e o que diz Edcley
Edcley Teixeira, que vende serviços de consultoria a vestibulandos e que se identifica como um estudante de Medicina da periferia, afirma que adivinhou as questões na live dentro dos parâmetros legais, sem nenhum vazamento de material, apenas para "democratizar a educação". Apostilas do curso que ele oferece, obtidas pelo g1, também continham uma sexta questão do Enem 2025, sobre tijolos.
PF faz operação para investigar fraude no Enem 2025
Divulgação/Polícia Federal
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23/11 -
Fuvest 2026: mães fazem 'plantão' para acalmar ânimos de estudantes na 1ª fase das provas em Ribeirão Preto
Do lado de fora da Unaerp, Maria Aparecida acompanha a filha, Beatriz Nunes de Souza Jesus, que se prepara para a Fuvest.
Larissa Vieira/g1
Mesmo com a previsão de chuva forte para este domingo (23), Maria Aparecida Nunes promete ficar de prontidão o dia todo do lado de fora da Universidade de Ribeirão Preto (Unaerp) para dar apoio à filha, Beatriz Nunes de Souza Jesus, de 20 anos, que se prepara para fazer a primeira fase da Fuvest.
Aos 20 anos, a jovem tenta pela segunda vez uma vaga no curso de biomedicina. Mais de 111 mil candidatos se inscreveram para a prova. Somente na região de Ribeirão Preto, são mais de 10,4 mil estudantes.
"Vou ficar aqui durante toda a prova. Vim preparada, trouxe até guarda-chuva. É um apoio emocional para ela, para que se sinta mais segura", conta a mãe.
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O apoio tem motivo. Beatriz se preparou bastante, mas não esconde a ansiedade. "Para me acalmar, costumo tirar alguns dias antes para relaxar, ver filmes, porque os meses de estudo foram bem intensos", afirma a vestibulanda.
Mais de 100 mil candidatos fazem a 1ª fase da Fuvest neste domingo (23)
Quem também pretende fazer "plantão" na porta da universidade é Ana Paula Oliveira. Moradora de Bebedouro (SP), ela acompanha Letícia Lavínia Oliveira dos Santos Alves, de 19 anos, que sonha em cursar medicina.
"Estou um pouco ansiosa. Nas outras vezes que fiz a prova, achei bem difícil. Para esse ano fiz cursinho online, trabalhava à noite e conciliava pelo menos três horas de estudo por dia", aponta a jovem.
Para a mãe, a dedicação da filha já é motivo de orgulho e muita torcida. "Geralmente eu e o pai dela acompanhamos, mas hoje só deu para eu vir. A gente apoia do jeito que pode e torce para dar tudo certo", afirma.
RIBEIRÃO PRETO - Ana Paula, de Bebedouro (SP), acompanha a folha Letícia Lavínia Oliveira dos Santos Alves, de 19 anos, que sonha em cursar Medicina.
Larissa Vieira/g1
Fuvest 2026
Ao todo, 10.481 candidatos fazem a prova da primeira fase da Fuvest em Ribeirão Preto, Franca (SP) e Barretos (SP) neste domingo. O número é 2,26% maior do que o do ano passado, quando havia 10.249 inscritos.
O curso de medicina lidera a lista dos mais concorridos. São 90,7 candidatos na disputa de cada uma das 244 vagas disponibilizadas.
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São 90 questões de múltipla escolha das disciplinas de arte, educação física, inglês, português, matemática, física, química, biologia, história, geografia, filosofia e sociologia.
Os candidatos têm cinco horas para responder as questões depois do fechamento dos portões, às 13h.
Quem se classificar vai para a segunda fase, prevista para 14 e 15 de dezembro. A primeira chamada dos aprovados deve ocorrer em 23 de janeiro de 2026.
Candidatos de diferentes idades prestaram primeira fase da Fuvest 2026 em Ribeirão Preto (SP).
Érico Andrade/g1
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23/11 -
Fuvest 2026: o que você precisa saber sobre a prova em Ribeirão Preto, Franca e Barretos
Estudantes durante a Fuvest 2025 em Ribeirão Preto
Érico Andrade/g1
Estudantes da região fazem neste domingo (23) a primeira fase da Fuvest 2026, vestibular que garante acesso à Universidade de São Paulo (USP).
Ao todo, 10.481 candidatos fazem a prova em Ribeirão Preto (SP), Franca (SP) e Barretos (SP). O número é 2,26% maior do que o do ano passado, quando havia 10.249 inscritos.
Para 2026, a Fuvest oferece 8.147 vagas distribuídas da seguinte forma:
4.888 vagas para candidatos na modalidade ampla concorrência, ou seja, aqueles sem exigência de pré-requisito;
2.053 vagas reservadas para egressos da escola pública;
1.206 vagas para egressos de escolas públicas autodeclaradas negras, de cor preta ou parda, e indígenas.
Veja os vídeos que estão em alta no g1
Neste domingo, são 90 questões de múltipla escolha das disciplinas de arte, educação física, inglês, português, matemática, física, química, biologia, história, geografia, filosofia e sociologia.
Os portões dos locais de prova abrem às 12h; o fechamento é às 13h. Os candidatos têm cinco horas para responder as questões.
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O que levar
Documento original de identidade com foto, digital ou físico;
Caneta esferográfica de tinta azul ou preta de corpo transparente;
Água e alimentos leves podem ser consumidos durante a prova.
Segundo a organização, é permitido o uso de lápis ou lapiseira para rascunho, borracha, apontador e régua transparente.
Itens médicos só podem ser utilizados desde que tenham sido autorizados com antecedência.
O que não pode levar
Relógio individual de qualquer tipo;
Equipamento eletrônico, como calculadora, telefone celular, computador, tablet, reprodutor de áudio, máquina fotográfica, equipamento eletrônico do tipo vestível (como smartwatch, óculos eletrônicos, ponto eletrônico), etc;
Material impresso ou para anotações;
Caneta hidrográfica ou outras, diferentes de caneta esferográfica;
Corretivo de qualquer material ou espécie;
Caneta marca-texto, compasso ou lápis com tabuada;
Gorro, boné, chapéu ou similares, óculos de sol;
Protetor auricular, fone de ouvido ou similares;
Quaisquer outros materiais estranhos à realização da prova.
Os aplicadores de prova informarão aos candidatos o tempo restante para o final do exame.
Locais de prova
Para consultar o local de prova, o inscrito deve acessar o site da Fuvest na área do candidato.
A organização ainda recomenda que o candidato estude o endereço antes para calcular rotas, tempo de deslocamento, linhas de ônibus disponíveis para evitar atrasos.
Barretos
Colégio Barretos: Avenida Vinte e Três, 55, Centro
Ribeirão Preto
Unaerp (blocos B, H E G): Avenida Costábile Romano, 2201, bairro Ribeirânia
Unip (blocos A e B): Rua Magda Perona Frossard, s/n, bairro Jardim Nova Aliança
Unip (Bloco C): Rua Magda Perona Frossard, 571, bairro Jardim Nova Aliança
Centro Universitário Estácio: Rua Abrahão Issa Halack, 980, bairro Ribeirânia
Candidatos inscritos para a prova na Unip devem ficar atentos ao bloco porque os prédios ficam na mesma rua, mas em números diferentes.
Franca
Uni-Facef (prédio I): Avenida Major Nicácio, 2433, bairro São José
Uni-Facef (prédio II): Avenida Ismael Alonso Y Alonso, 2400, bairro São José
Concorrência
O curso de medicina lidera a lista dos mais concorridos. São 90,7 candidatos na disputa de cada uma das 244 vagas disponibilizadas.
Cursos mais concorridos e variação de inscritos para 2026 e para 2025:
Medicina: 90,7 → 96,5 (🔻 -6,0%)
Psicologia (São Paulo): 58,6 → 55,6 (🔺 +5,4%)
Psicologia (Ribeirão Preto): 39,8 → 35,3 (🔺 +12,7%)
Relações internacionais: 37,9 → 42,5 (🔻 -10,8%)
Audiovisual: 30,6 → 32,3 (🔻 -5,3%)
Ciências biomédicas: 29,3 → 26,3 (🔺 +11,4%)
Publicidade e propaganda: 27,6 → 28,6 (🔻 -3,5%)
Jornalismo: 25,7 → 26,2 (🔻 -1,9%)
Fisioterapia: 22,9 → 20,3 (🔺 +12,8%)
Engenharia aeronáutica: 22,8 → 22,9 (🔻 -0,4%)
Cronograma
Primeira fase: 23 de novembro
Segunda fase: 14 e 15 de dezembro
Provas de competências específicas – Música: 9 a 12 de dezembro
Provas de competências específicas – Artes visuais: 11 de dezembro
Prova de competências específicas – Artes cênicas: 5 a 9 de janeiro de 2026
Primeira chamada: 23 de janeiro de 2026
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22/11 -
Túneis guardam mapa, armas e cozinhas improvisadas usadas por soldados na Guerra do Vietnã; VÍDEO
Túneis guardam mapa, armas e cozinhas improvisadas usadas por soldados na Guerra do Vietnã
O Globo Repórter desta sexta-feira (21) apresentou uma edição especial para marcar os 70 anos do início da Guerra do Vietnã. A reportagem visitou Cù Chi, na zona rural de Ho Chi Minh, um dos cenários mais emblemáticos do conflito.
Hoje transformada em museu a céu aberto, a região preserva mais de 250 quilômetros de túneis, usados durante a guerra para transporte, comunicação e abrigo de soldados. Essa engenhosa rede subterrânea foi criada na luta contra a França e ampliada para resistir aos Estados Unidos. Veja no vídeo acima.
Aldeias subterrâneas
Esses túneis funcionavam como verdadeiras aldeias subterrâneas, com cozinhas, hospitais e salas de reunião. No auge, cerca de 300 mil pessoas circulavam pelos túneis — crianças chegaram a nascer ali.
“Eles passavam semanas aqui, sobrevivendo de água e raízes”, explica Trinh Cao Thang, guia local.
Um dos destaques é o sistema de cozinhas Hoàng Cầm, projetado para esconder a fumaça e evitar ataques aéreos. Kim é guia nos túneis e cozinha mandioca, alimento básico durante o conflito, como os vietcongs — guerrilheiros comunistas do sul.
"É difícil mexer com as panelas no escuro", afirma Kim.
Estratégia e logística
Além da engenhosidade, os túneis foram fundamentais para a estratégia militar. Armas chegavam do norte pela trilha Ho Chi Minh, atravessavam as matas do Camboja e eram distribuídas por essa rede subterrânea.
Operações secretas
Cù Chi também foi palco de operações secretas. Em casas aparentemente comuns, armas eram escondidas sob alçapões e até sob pilhas de tomates. Em um único porão, mais de duas toneladas de armamentos foram armazenadas - algumas ainda permanecem no local. Ao lado delas, um mapa detalhado da antiga Saigon ajudava os guerrilheiros a planejar ataques e definir estratégias.
Foi ali que um grande plano começou a ser traçado. Lap, que tinha apenas 12 anos na época, lembra:
"Centenas de americanos viviam nesse bairro, e não pensavam que o lugar mais perigoso seria justamente o mais seguro para alimentar as tropas, levar comida pros soldados na floresta. A missão desse quartel era atacar as 5 maiores bases de Saigon", conta.
Veja a íntegra do programa no vídeo abaixo:
Globo Repórter - Saigon: 70 anos da Guerra do Vietnã - 21/11/2025
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22/11 -
Futebol com drones? Conheça jogo que lembra quadribol de Harry Potter, criado no Vietnã
Futebol com drones? Conheça jogo que lembra quadribol de Harry Potter
O Globo Repórter desta sexta-feira (21) mostrou como 70 anos após a guerra com os Estados Unidos, o Vietnã vive uma nova revolução — desta vez tecnológica. Em Ho Chi Minh, a maior metrópole do país, estudantes de escolas públicas e privadas experimentam um método inovador para aprender se divertindo: partidas de “futebol de drones”.
A atividade faz parte das aulas de STEAM, que integram ciência, tecnologia, engenharia e matemática. Duas vezes por semana, estudantes se reúnem para controlar drones em equipe, em um jogo que lembra o quadribol de Harry Potter: vence quem atravessa o arco com a “bolinha high-tech”.
Segundo Huynh Duc Duy, professor da HDFPV Company, a prática vai além da diversão.
“Eles aprendem a trabalhar em equipe, desenvolvem comunicação e raciocínio rápido. Quando voltam para a sala de aula, absorvem melhor o conteúdo”, explica.
O objetivo é despertar paixão pela ciência e mostrar como ela pode melhorar a vida das pessoas.
“É como controlar um carrinho de controle remoto, mas exige prática”, diz o educador.
Para especialistas, iniciativas como essa podem ser um golaço no jogo da educação. O impacto é visível: um estudo internacional revelou que os dez piores alunos do Vietnã tiveram desempenho semelhante aos dez melhores do Brasil.
Veja a íntegra do programa no vídeo abaixo:
Globo Repórter - Saigon: 70 anos da Guerra do Vietnã - 21/11/2025
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21/11 -
Enem 2025 não será cancelado, afirma ministro da Educação
Enem 2025 não será cancelado, afirma ministro da Educação
O ministro da Educação, Camilo Santana, afirmou em post no Instagram nesta sexta-feira (21) que a edição 2025 do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) não será anulada.
"Queria tranquilizar a cada um de vocês que fizeram a prova. O Enem não será cancelado", disse Santana.
O ministro disse que é “um caso de polícia” a live revelada pelo g1 no qual um universitário mostrou ao menos cinco questões quase iguais às que caíram na avaliação oficial.
Por causa desse “esquema”, o Inep anulou três dessas questões “antecipadas” e acionou a Polícia Federal para apurar o caso. Segundo o ministro, foi uma decisão “técnica de prevenção e de isonomia, para não prejudicar nenhum aluno”.
Ele afirmou que, pela primeira vez, o Enem teve detetores de metais em todas as salas — mais de 120 mil salas — como parte das medidas de segurança da aplicação. O ministro citou que o exame mobilizou 585 mil pessoas e registrou quase 5 milhões de inscritos.
Camilo lembrou que os dois gabaritos já foram divulgados e manteve a previsão de que o resultado final será anunciado em janeiro.
Questões anuladas
O gabarito oficial do 2º dia do Enem já está disponível e confirmou a anulação de três questões do exame. Mesmo com com itens a menos, o desempenho final dos participantes não será prejudicado. O principal motivo é que, no Enem a pontuação não é um reflexo direto do total de acertos.
O modelo de correção do Enem (entenda mais abaixo) não estabelece pontuações específicas para as questões ou limites fixos de pontos para a prova como um todo. Logo, os valores máximos e mínimos de cada prova dependem da combinação de questões, refletindo dificuldade e coerência das respostas, e não apenas o número de acertos.
Diante disso, dois participantes podem acertar exatamente o mesmo número de questões e ter notas distintas, porque a pontuação depende de quais questões foram acertadas, e cada uma delas tem um "peso" diferente.
As três perguntas deixarão de valer para a nota final do Enem porque um estudante que presta consultoria para vestibulandos divulgou questões quase idênticas em uma live realizada cinco dias antes do exame. O g1 revelou o caso em primeira mão na manhã de terça-feira (18).
A anulação de três questões dentro de um conjunto de 180 não vai mudar as notas dos candidatos, não vai favorecer um grupo e não vai prejudicar um outro grupo. Porque as outras questões que compõem a prova vão manter a capacidade de avaliação e proficiência do aluno, nas diferentes dificuldades e habilidades que compõem a prova.
As questões anuladas são:
Fotossíntese: (115 na cinza; 121 na amarela; 132 na verde; 123 na azul)
Grito: (118 na cinza; 115 na amarela; 135 na verde; 132 na azul)
Parcelamento de R$ 60 mil: (172 na cinza; 178 na amarela; 168 na verde; 174 na azul)
Por que as anuladas não alteram a nota?
No Enem, a nota não é um reflexo direto do total de acertos. O aluno que acertou 100 questões nos dois dias de provão não vai tirar 100 pontos.
Isso acontece porque o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) é corrigido com base na TRI, a Teoria de Resposta ao Item.
Esse método de correção define que uma questão pode ter pesos diferentes a depender do desempenho geral do candidato.
A TRI apresenta as seguintes vantagens em relação ao método clássico de correção:
ao detectar os famosos "chutes", ela premia o aluno que, de fato, se preparou para a prova;
possibilita a comparação entre candidatos que tenham feito diferentes edições do exame;
torna mais improvável que dois concorrentes tirem exatamente a mesma nota, já que o resultado final é divulgado com casas decimais (816,4 pontos, por exemplo).
Graças a este modelo de correção, a banca do Enem também consegue "redistribuir" a nota de uma eventual questão anulada.
"Se uma questão for anulada, não tem problema, porque a TRI compensa a anulação da questão, sem prejuízo para nenhum dos estudantes. Todos vão ter a nota parametrizada da mesma forma", explica Michel Arthaud, professor de química da Plataforma Professor Ferretto.
Questões foram 'adiantadas' em live
Na terça-feira (17), o g1 revelou que alunos tiveram acesso a questões da prova antecipadamente. Em 11 de novembro, 5 dias antes da aplicação das provas de matemática e de ciências da natureza do Enem 2025, uma live no Youtube mostrou ao menos cinco questões quase iguais às que caíram na avaliação oficial.
Algumas, inclusive, têm exatamente os mesmos números cobrados dos candidatos pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).
Edcley Teixeira, que vende serviços de consultoria a vestibulandos e que se identifica como um estudante de Medicina, afirma que "adivinhou" as questões dentro dos parâmetros legais, sem nenhum vazamento de material, apenas para "democratizar a educação". Apostilas do curso que ele oferece, obtidas pelo g1, também continham uma sexta questão do Enem 2025, sobre tijolos.
"A Polícia Federal foi acionada para apurar a conduta e autoria na divulgação das questões e garantir a responsabilização dos envolvidos por eventual quebra de confidencialidade ou ato de má-fé pela divulgação de questões sigilosas de forma indevida", diz o Inep, em nota.
➡️Uma das principais técnicas usadas na "adivinhação", segundo o próprio "mentor", foi memorizar questões do Prêmio CAPES Talento Universitário — prova opcional aplicada em concurso para estudantes do 1º ano de graduações. Edcley teria descoberto que essas perguntas serviriam como "pré-teste" para integrarem futuras edições do Enem.
O Inep jamais confirmou qualquer associação entre esses dois exames.
"Desenvolvi método de algoritmo que dá a resposta de qualquer questão. Os professores precisam estudar a estrutura da prova. Com poucos recursos, consegui revolucionar o Enem sem que ninguém soubesse até hoje. Agora, sabem. Entendi a lógica do Enem e consegui prever as questões", diz o "mentor".
Diante da repercussão da live, alunos que participaram da prova neste ano levantaram, nas redes sociais, a suspeita de um possível vazamento da prova — e manifestaram temor de que a avaliação fosse cancelada.
ENEM 2025 - DOMINGO (16) – RIBEIRÃO PRETO (SP) – Estudante carrega caderno de prova na saída da Unip
Érico Andrade/g1
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21/11 -
O que Dua Lipa lê: veja os livros indicados pela cantora e como ela mantém o hábito de leitura
A cantora Dua Lipa fundou, em 2023, um clube do livro. Todo mês, ela recomenda uma leitura para os fãs e faz entrevistas com autores.
Service95
Quem ainda não tinha sido cativado por Dua Lipa dificilmente sairá ileso da passagem da britânica pelo Brasil. Conhecida por aproveitar as viagens da turnê para passear e explorar cada destino, a cantora já curtiu um samba com amigos e celebridades em São Paulo e degustou chope e espetinho no Rio de Janeiro – onde apresenta no sábado (22) o segundo show da turnê "Radical Optimism" em solo brasileiro.
A imersão de Dua na cultura local dos países que visita faz parte de um movimento maior da pessoa por trás da diva pop, que valoriza as oportunidades de ampliar seu repertório e visão de mundo. Nessa busca, a leitura é outra ferramenta valiosa para ela.
A paixão pela literatura motivou Dua a fundar seu próprio clube do livro, parte de um projeto maior de curadoria cultural. Batizada de Service95, a plataforma tem meio milhão de seguidores no Instagram e é descrita como um "concierge cultural" global de estilo, artes e sociedade a serviço do leitor. Alimentado com conteúdos de colaboradores, o site conta também com dicas exclusivas de Dua.
📚 Por meio do Service95 Book Club, ela elege todo mês uma obra para leitura e discussão com a comunidade, quase sempre acompanhada de uma entrevista conduzida por ela com o autor. O projeto ganhou força como vitrine de leitura para um público jovem que, em muitos casos, tem o primeiro contato com certos temas por meio das indicações dela.
Veja os vídeos que estão em alta no g1
“Ler um livro é uma das maiores alegrias da vida. A leitura proporciona uma forma de escapismo, uma maneira de compreender a conexão humana e nos ajuda a navegar pelos relacionamentos. Através das páginas de um livro, posso ir a lugares onde nunca estive e sentir como se tivesse vivido lá por toda a vida", afirmou Dua.
A estrela pop busca títulos que ofereçam novas perspectivas: as recomendações incluem ficção contemporânea, histórias de mulheres, imigração e temas sociais, e os autores selecionados são de diversos países e origens. Há também espaço para clássicos: "Cem Anos de Solidão", do colombiano Gabriel García Márquez, já foi escolha do clube.
Como clube do livro de famosas virou fenômeno e passou a influenciar ranking de best-sellers
Dua Lipa recomendou "Cem Anos de Solidão", do colombiano Gabriel García Márquez, em seu clube do livro.
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As recomendações literárias de Dua Lipa
Dua fundou o clube do livro em meados de 2023. Desde então, indicou cerca de 30 obras. Na lista estão autores premiados como David Szalay, canadense de origem húngara e vencedor do Booker Prize, a polonesa Olga Tokarczuk, dona de um Nobel de Literatura, e Percival Everett, americano ganhador do Pulitzer de Melhor Ficção.
Os três já foram entrevistados por Dua, que também conversou com Margaret Atwood, George Saunders e Chimamanda Ngozi Adichie. Veja a lista completa:
"O Conto da Aia", de Margaret Atwood
"Flesh", de David Szalay
"As Árvores", de Percival Everett
"This House Of Grief", de Helen Garner
"Small Boat", de Vincent Delecroix
"Widow Basquiat", de Jennifer Clement
"A Filha Única", de Guadalupe Nettel
"Luto Sem Medo", de Max Porter
"Lá não existe lá", de Tommy Orange
"The Bee Sting", de Paul Murray
"Sobre os ossos dos mortos", de Olga Tokarczuk
"Sobre a terra somos belos por um instante", de Ocean Vuong
"Lincoln no Limbo", de George Saunders
"Mau Hábito", de Alana S. Portero
"Noughts and Crosses: Zeros & Cruzes", de Malorie Blackman
"Não Diga Nada", de Patrick Radden Keefe
"Nadando no Escuro", de Tomasz Jedrowski
"Aos Prantos no Mercado", de Michelle Zauner
"Confiança", de Hernan Diaz
"A Cidade do Sol", de Khaled Hosseini
"A Convidada", de Emma Cline
"A Outra Metade", de Brit Bennett
"Cem Anos de Solidão", de Gabriel García Márquez
"Só Garotos", de Patti Smith
"Meio Sol Amarelo", de Chimamanda Ngozi Adichie
"Pachinko", de Min Jin Lee
"A história de Shuggie Bain", de Douglas Stuart
5 aprendizados sobre hábito de leitura com Dua Lipa
O termo "brain rot" ficou conhecido depois de eleito expressão do ano pelo Dicionário Oxford – na discussão em voga sobre a deterioração mental causada pelo consumo excessivo de conteúdos superficiais, os livros aparecem com frequência como antídoto para desacelerar e tirar os olhos das telas.
Dua compartilha dessa visão: ela conta que criou o hábito da leitura na infância, quando passava tardes na sessão infantil de uma livraria. "Acho que os livros nos permitem desacelerar um pouco", disse ela à Harper's Bazaar.
Deixar de lado os milhares de estímulos disponíveis nas redes sociais e voltar aos livros é um desafio sem resposta mágica. Mas o entusiasmo da artista rende algumas lições:
📖 Escolher livros diversos
A lista de Dua destaca a busca por vozes globais, autores de diferentes origens e que retratam temas múltiplos. Além disso, ela também alterna entre gêneros literários, lendo ficção e não ficção.
Diversificar as leituras tira da zona de conforto, amplia horizontes e reforça a sensação de descoberta. Seguindo os "ensinamentos" de Dua, vale escolher ao menos uma obra que te desafie e provoque a pensar sob outros ângulos.
📖 Sempre carregar um livro
Para encaixar a leitura na rotina atribulada de turnê, Dua contou à Vogue que costuma carregar mais de um livro na bolsa (e outros na mala de viagem). Assim, consegue aproveitar momentos de espera em voos e aeroportos para avançar as páginas.
No mundo real, a vida é menos glamourosa, mas a lógica permanece: ter um livro sempre à mão, na bolsa ou em um aplicativo de leitura no celular, transforma minutos de ócio no transporte público em leitura, em vez de ceder à rolagem infinita das redes, por exemplo.
Dua Lipa diz carregar ao menos dois livros em sua bolsa durante viagens.
Reprodução/Vogue via YouTube
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📖 Ter comprometimento – e compartilhar a experiência
Dua diz que o clube do livro ajuda a manter compromisso com a leitura, mostrando que dedicar-se a uma obra por mês e compartilhar impressões reforça o hábito e aprofunda a experiência. Criar pequenas metas também funciona para estabelecer um ritmo (como ler um livro por mês ou 20 minutos por dia). Elas não precisam ser ambiciosas: reservar um momento fixo do dia, mesmo que curto, já ajuda a construir ou fortalecer o hábito.
"Comecei meu clube do livro para incentivar mais pessoas a lerem. Acho que estamos perdendo um pouco o amor pelas bibliotecas, por pegar um bom livro e compartilhá-lo com outras pessoas. Quero manter esse entusiasmo vivo", disse ela em 2023.
Outro bom ensejo do "caso Dua Lipa" é que clubes do livro estão cada vez mais populares. Fazer parte de algo maior é um estímulo potente, seja participando em uma comunidade de leitores, criando um clube com amigos a partir de interesses em comum ou acompanhando uma plataforma como a da cantora.
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Service95
📖 Aprofundar a obra e refletir
À frente das conversa com autores, Dua se provou uma ótima mediadora. Um artigo do The Guardian publicado em maio segue que ela pode ser a "melhor entrevistadora literária" da atualidade, por ler os livros da maneira como os autores esperam. "O entusiasmo dela é tão contagiante que é difícil não querer ler mais ou melhor", destaca a publicação.
Dua lê com atenção e compreende o livro em um nível profundo. Esse envolvimento é outra lição prática. Antes ou durante a leitura, pesquise sobre o autor, época e contexto da obra, preste atenção a detalhes que vão além da superfície e registre impressões. Isso tornará a leitura mais rica.
📖 Revisitar leituras
A escolha mais recente da artista para o clube foi "O Conto da Aia", obra renomada de Margaret Atwood, que Dua leu pela primeira vez aos 15 anos. Na época, encarou a distopia como apenas mais uma história distante – "um exercício de imaginação; um mundo sombrio, mas fictício", relembra. A releitura aos 30, com novos olhos, foi outra experiência. "Talvez o mundo tenha mudado, talvez eu tenha perdido minha inocência, mas [aquele mundo] já não me parece tão improvável", escreveu.
Ou seja, revisitar um livro em outra fase da vida quase sempre permite algum tipo de ressignificação. As leituras são múltiplas, e cada retorno a uma obra traz novos aprendizados – sobre a narrativa e sobre si mesmo como leitor.
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