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08/12 - Brasil é o 9º país que mais envia estudantes aos Estados Unidos
País superou o México e subiu uma posição em ranking anual divulgado pelo Instituto de Educação Internacional dos EUA; no ano letivo 2018-2019, 16 mil brasileiros estudavam no país norte-americano. China e Índia espondem por 52% dos intercambistas em universidades dos Estados Unidos Ana Carolina Moreno/G1 O Brasil superou o México e subiu para a 9ª posição na lista de países que mais enviam estudantes para os Estados Unidos. No ano letivo de 2018-2019, 16.059 brasileiros estavam matriculados em cursos de instituições de ensino do país norte-americano. O número representa um avanço de 9,8% em relação ao ano anterior, mas ainda está abaixo do recorde de 23.675, registrado no ano letivo de 2014-2015 (leia mais abaixo). Os dados são do relatório Open Doors, divulgado anualmente pelo Instituto de Educação Internacional (IIE, na sigla em inglês) e pelo departamento de Estado do governo americano. Veja, no vídeo abaixo, reportagem da GloboNews com histórias de brasileiras que estudaram fora do país: Brasil é o 9º país que mais envia estudantes aos EUA Segundo o relatório, divulgado no fim de novembro, 1.095.299 estrangeiros estudavam nos Estados Unidos no ano letivo que terminou em meados de 2019. Trata-se de um recorde histórico, diz o IIE. O número representa 5,5% do total de universitários no país, e contribuíram US$ 44,7 bilhões (cerca de R$ 180 bilhões) para a economia americana em 2018. Desse total, 52% são cidadãos da China e da Índia. A China, que há dez anos assumiu o posto de país com o maior número de intercambistas nos Estados Unidos, respondeu sozinha por quase 370 mil estudantes, ou um terço do total. Intercambistas nos Estados Unidos - TOP 25 O Brasil no ranking Desde 2015, a única movimentação no "top 10" dos países com mais estudantes matriculados nos EUA foi a escalada do Brasil da 10ª para a 9ª posição. O país recebeu destaque de Marie Royce, secretária-adjunta de Estado para Assuntos Educacionais e Culturais dos EUA. "Países de mercados emergentes mostraram alguns dos crescimentos mais fortes ano após ano, especialmente Bangladesh (aumento de 10%), Brasil (9,8%), Nigéria (5,8%) e Paquistão (5,6%)", afirmou ela. No entanto, apesar do segundo ano de crescimento consecutivo, o Brasil ainda não se recuperou da queda entre 2014 e 2016, quando o número de intercambistas brasileiros matriculados no ensino superior americano recuou 44,7%, de 23.675 para 13.089. Na última década, os dados do relatório Open Doors mostram uma variação maior no número de brasileiros nos EUA do que o contrário: americanos escolhendo estudar no Brasil. Compare o nº de brasileiros estudando nos EUA e o nº de americanos estudando no Brasil na última década Ana Carolina Moreno/G1 Os cursos mais procurados De acordo com o IIE, mais da metade dos estudantes estrangeiros que buscam cursos em um universidades americanas se matriculam nas carreiras conhecidas como STEM, sigla que representa os cursos de ciências, tecnologia, engenharia e matemática. No ano letivo 2018-2019, essa porcentagem foi de 51,6% e, segundo o relatório, um dos motivos é o fato de o governo americano permitir que cidadão estrangeiros com diploma nesses cursos tenham um visto com duração maior para buscar emprego no país. "Mudanças na política que permitem que estudantes de STEM permaneçam nos Estados Unidos por 36 meses após terminarem seus estudos para oportunidades de Treinamento Prático Opcional [OPT, na sigla em inglês] provavelmente continua a incentivar o aumento de estudantes nesses programas, que foi de 9,6% para 223.085", afirmou o instituto. Veja quais são os níveis de ensino mais procurados pelos estudantes estrangeiros matriculados nos Estados Unidos Ana Carolina Moreno/G1
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07/12 - Vestibular unificado UFSC e UFFS 2020: Primeiro dia tem índice de abstenção de 17,71%
Segundo a Comissão Permanente do Vestibular, dos 25.667 inscritos, 4.546 não fizeram a prova deste sábado. Primeiro dia da prova do vestibular unificado da UFSC e UFFS Pipo Quint/ UFSC O primeiro dia do Vestibular Unificado 2020 de verão da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) registrou o índice de abstenção de 17,71%. Segundo a Comissão Permanente do Vestibular (Coperve), dos 25.667 inscritos, 4.546 não fizeram a prova deste sábado (7), que teve questões de línguas, literatura, matemática e biologia. Confira galeria de fotos do primeiro dia Os portões foram fechados às 13h45 deste sábado (7), mas a prova iniciou às 14h. Segundo a organização, não houve nenhuma ocorrência antes do início das provas. Os primeiros candidatos podem sair às 16h30 e o exame termina às 18h. No domingo (8), serão contempladas: ciências humanas e sociais, física e química. Já no último dia de prova, estão agendadas a redação e quatro questões discursivas. Veja horários e o que levar para fazer as provas As questões envolvem os conteúdos previstos nos programas das disciplinas e podem ter caráter interdisciplinar, segundo a Coperve. De acordo com os organizadores, o gabarito oficial será divulgado na segunda-feira (9), às 20h, conforme o edital. No total são 5.174 vagas, sendo 4.513 para a UFSC e 661 para a UFFS. Os candidatos têm à disposição em 145 opções de cursos distribuídos em 11 campi. Entrada de candidatos em Florianópolis no primeiro dia de prova Pipo Quint/ UFSC O concurso irá preencher 70% das vagas de cada um dos cursos de graduação da UFSC e 30% das vagas de cada um dos cursos de graduação da UFFS para o ano letivo de 2020. Ambas as instituições manterão o sistema de cotas já estabelecido e a proporção de vagas destinadas ao Sistema de Seleção Unificada (Sisu) por cada universidade. Os candidatos têm à disposição em 145 opções de cursos distribuídos em 11 campi na região Sul. Em Santa Catarina, serão Florianópolis, Araranguá, Blumenau, Curitibanos e Joinville, pela UFSC, e Chapecó, pela UFFS. No Paraná, serão os campi de Laranjeiras do Sul e Realeza, ambos da UFFS. Já no Rio Grande do Sul, serão Cerro Largo, Erechim e Passo Fundo, todos também pela UFFS. Veja mais notícias do estado no G1 SC Vestibular unificado UFSC e UFFS 2020: Veja fotos do primeiro dia Vestibular unificado UFSC e UFFS 2020 começa neste sábado Vestibular unificado UFSC e UFFS 2020: veja horários e o que levar para fazer as provas Vestibular unificado UFSC e UFFS: Veja lista com os cursos mais concorridos
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07/12 - Vestibular unificado UFSC e UFFS 2020: Veja fotos do primeiro dia
Os portões foram fechados às 13h45, mas a prova iniciou às 14h. Segundo a organização, não houve nenhuma ocorrência antes do início dos exames. Candidatos conferem os locais de prova na UFSC Pipo Quint/ UFSC Mais de 25 mil candidatos se inscreveram para o exame que, pela primeira vez, foi unificado entre a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS). Os portões foram fechados às 13h45 deste sábado (7), mas a prova iniciou às 14h. Segundo a organização, não houve nenhuma ocorrência antes do início das provas. Os primeiros candidatos podem sair às 16h30 e o exame termina às 18h. Portões foram fechados às 13h45 para o início das provas Ângela Prestes/ NSC Neste primeiro dia de prova, os candidatos responderão questões de língua portuguesa e literatura brasileira ou libras, segunda língua, matemática e biologia. No domingo (8), serão contempladas: ciências humanas e sociais, física e química. Já no último dia de prova, estão agendadas a redação e quatro questões discursivas. Veja horários e o que levar para fazer as provas De acordo com os organizadores, o gabarito oficial será divulgado na segunda-feira (9), às 20h, conforme o edital. No total são 5.174 vagas, sendo 4.513 para a UFSC e 661 para a UFFS. Os candidatos têm à disposição em 145 opções de cursos distribuídos em 11 campi. Veja fotos deste sábado Vestibular unificado UFSC e UFFS 2020 começa neste sábado Pipo Quint/ UFSC Entrada de candidatos no primeiro dia de provas do vestibular unificado da UFSC/ UFFS Pipo Quint/ UFSC Centro Socioeconômico (CSE) na UFSC em Florianópolis Pipo Quint/ UFSC Entrada de candidatos em Florianópolis Pipo Quint/ UFSC Primeiro dia da prova do vestibular unificado da UFSC e UFFS Pipo Quint/ UFSC Preparativos para o início do primeiro dia de prova Pipo Quint/ UFSC Vestibular unificado UFSC e UFFS 2020 começa neste sábado Pipo Quint/ UFSC Veja mais notícias do estado no G1 SC Vestibular unificado UFSC e UFFS 2020 começa neste sábado Veja horários e o que levar para fazer as provas Confira lista com os cursos mais concorridos UFSC e UFFS anunciam vestibular unificado de verão; inscrições abrem em 11 de setembro
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07/12 - Vestibular unificado UFSC e UFFS 2020 começa neste sábado
No total são 25.667 inscritos na disputa por 5.174 vagas. Candidatos verificam a lista e informações das salas de aula na UFSC Pipo Quint/ UFSC O Vestibular Unificado da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) começa na tarde deste sábado (7). No total são 25.667 inscritos na disputa por 5.174 vagas, sendo 4.513 para a UFSC e 661 para a UFFS. Confira galeria de fotos do primeiro dia Veja horários e o que levar para fazer as provas Os candidatos têm à disposição em 145 opções de cursos distribuídos em 11 campi na região Sul. Em Santa Catarina, serão Florianópolis, Araranguá, Blumenau, Curitibanos e Joinville, pela UFSC, e Chapecó, pela UFFS. No Paraná, serão os campi de Laranjeiras do Sul e Realeza, ambos da UFFS. Já no Rio Grande do Sul, serão Cerro Largo, Erechim e Passo Fundo, todos também pela UFFS. Neste sábado, os candidatos responderão questões de língua portuguesa e literatura brasileira ou libras, segunda língua, matemática e biologia. No domingo (8), serão contempladas: ciências humanas e sociais, física e química. Já no último dia de prova, estão agendadas a redação e quatro questões discursivas. Chegada dos candidatos na UFSC em Florianópolis Ângela Prestes/ NSC Pontos de informação Vestibulandos que chegam a Florianópolis de ônibus dispõem de um ponto de informações no Terminal Rodoviário Rita Maria. Outro local de atendimento foi instalado no Terminal de Integração do Centro. Há ainda oito pontos de informação no campus da UFSC. As provas irão ocorrer das 14h às 18h. Porém, os portões de acesso estarão abertos somente das 13h às 13h45. Ao entrar no setor de aplicação das provas, o vestibulando deve se dirigir imediatamente à sala em que está alocado. Veja mais notícias do estado no G1 SC Vestibular unificado UFSC e UFFS 2020: veja horários e o que levar para fazer as provas Vestibular unificado UFSC e UFFS: Veja lista com os cursos mais concorridos UFSC e UFFS anunciam vestibular unificado de verão; inscrições abrem em 11 de setembro
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06/12 - UFJF divulga resultado de recursos de questões e gabaritos do Pism 2020
Após análise da banca examinadora algumas questões tiveram respostas alteradas. Confira as atualizações. UFJF, Universidade Federal de Juiz de Fora Clara Downey/UFJF A Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) divulgou na tarde desta sexta-feira (6) o resultado dos recursos referentes às questões e aos gabaritos das provas dos três módulos do Programa de Ingresso Seletivo Misto (Pism) 2020. Segundo informações da Coordenação Geral de Processos Seletivos (Copese), foram feitas retificações em duas questões da prova discursiva de Química do Módulo III. As modificações foram nas perguntas 3 e 5, que passaram a considerar novas respostas. A UFJF revelou que as alterações foram feitas após as bancas examinadoras analisarem os 70 pedidos de recursos interpostos na última segunda-feira (2). Os gabaritos com todas as alterações foram disponibilizadas para consulta no site da instituição. As notas serão disponibilizadas a partir do dia 7 de janeiro para os candidatos ao Módulo III do Pism. Novas datas para recursos serão divulgadas e o resultado final está previsto para ser publicado no dia 16 do mesmo mês. Para os módulos I e II as notas têm previsão de divulgação para o dia 10 de março e o resultado final, após recursos, será publicado no dia 18.
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06/12 - Fuvest divulga nota de corte da segunda fase do vestibular 2020
Cursos de medicina em SP e no interior do estado tiveram as notas mais altas. Fuvest divulga as notas de corte de todas as carreiras A Fuvest divulgou na manhã desta sexta-feira (6) a nota de corte da segunda fase do vestibular 2020. Veja as notas de corte de todos os cursos A nota de corte mais alta é para o curso de medicina. No campus de São Paulo, o candidato deve ter acertado no mínimo 78 pontos para passar. Os cursos de medicina em Bauru e Ribeirão Preto, tiveram a segunda nota de corte mais alta, de 75 pontos. Na sequência, aparece o curso de engenharia aeronáutica, em São Carlos, com 70 pontos. A nota do curso de relações internacionais foi de 64 pontos e aparece na terceira posição do ranking. A lista de convocados para a segunda fase será divulgada no dia 9 de dezembro. A lista de aprovados no vestibular será divulgada no dia 24 de janeiro. Serão selecionados 8.317 candidatos para os cursos de graduação da Universidade de São Paulo (USP). A primeira fase da Fuvest foi realizada em 24 de novembro. O exame foi aplicado em 35 cidades do estado de São Paulo. Foram 90 questões de múltiplas escolhas sobre biologia, física, geografia, história, inglês, matemática, português e química (eleita a prova mais difícil pelos candidatos), além de questões interdisciplinares. O gabarito oficial foi divulgado no dia 25 de novembro. Inscritos Ao todo, 129.148 candidatos foram inscritos na primeira fase do vestibular. De acordo com os organizadores, esta edição do exame apresentou redução da taxa de abstenção na 1ª fase da prova, que passou de 8,1% dos candidatos ausentes para 7,9%. As maiores taxas de abstenção foram nas regiões de Registro (25%) e Itapeva (19,5%). Serão reservadas 45% das vagas (5% a mais do que no ano passado) de cada curso para alunos que fizeram todo o ensino médio em escola pública. Outras 2.830 vagas são voltadas para o Sistema de Seleção Unificada (Sisu) que fizerem o Enem. Candidatos fazem a prova da primeira fase da Fuvest em São Paulo Marina Pinhoni/G1 Calendário da Fuvest 2020 9 de dezembro de 2019 – Divulgação da lista de convocados e dos locais de prova da 2ª Fase 13 e 17 a 20 de dezembro de 2019 – Prova de Habilidades Específicas – Música – ECA 17 de dezembro de 2019 – Prova de Habilidades Específicas – Artes Visuais 17 a 21 de dezembro de 2019 – Prova de Habilidades Específicas – Música – Ribeirão Preto 5 e 6 de janeiro de 2020 – Provas de 2ª Fase 8 a 10 de janeiro de 2020 – Prova de Habilidades Específicas – Artes Cênicas 24 de janeiro de 2020 – Divulgação da 1ª Chamada 25 de janeiro a 28 de janeiro de 2020 – Período da Matrícula Virtual – 1ª Chamada 31 de janeiro de 2020 – Divulgação da 2ª Chamada Cursos mais concorridos Medicina (Pinheiros) - 129,46 candidatos por vaga Medicina (Bauru) - 124,21 candidatos por vaga Medicina (Ribeirão Preto) - 89,04 candidatos por vaga Psicologia (São Paulo) - 73,67 candidatos por vaga Relações Internacionais - 58,6 candidatos por vaga Curso Superior do Audiovisual - 46,92 candidatos por vaga Psicologia (Ribeirão Preto) - 43,24 candidatos por vaga Medicina Veterinária - 42,91 candidatos por vaga Ciências Biomédicas - 37,21 candidatos por vaga Design - 32,36 candidatos por vaga Publicidade e Propaganda - 31,20 candidatos por vaga Fisioterapia - 31,17 candidatos por vaga Jornalismo - 29,10 candidatos por vaga Artes Visuais - 26,57 candidatos por vaga Arquitetura (FAU) - 25,94 candidatos por vaga Candidatos saem da prova da primeira fase do vestibular Fuvest 2020 Thaisa Figueiredo/G1
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06/12 - Unicamp libera lista de aprovados para a 2ª fase do vestibular 2020 e notas de corte por curso
Comissão diz que 13,5 mil estão classificados para continuidade do processo seletivo, em janeiro. Próxima etapa terá, pela primeira vez, dois dias de provas dissertativas; veja calendário. Candidatos durante a 1ª fase do vestibular 2020 da Unicampc Eduardo Rodrigues/EPTV A Unicamp liberou nesta sexta-feira (6) a lista com os nomes dos 13.589 candidatos aprovados para a 2ª fase do vestibular 2020. Para acessar, o estudante deve digitar o nome ou parte inicial dele, ou número de inscrição no processo. Acesse site da comissão organizadora (Comvest) para conferir. A universidade estadual também decidiu divulgar, pela primeira vez, as notas de corte para cada um dos 69 cursos de graduação disponíveis na instituição. Nesta edição, são oferecidas 2,5 mil oportunidades. "Trata-se um compromisso com a transparência, queremos que os estudantes tenham clareza sobre os caminhos possíveis. A nota padronizada é importante e atende aos princípios estatísticos de seleção. Porém, ao mostrar as notas por cada curso, os candidatos sabem o que encontrar", falou o diretor da Comvest, José Alves de Freitas Neto, ao ponderar que a medida pode fazer com que candidatos com tendência a não fazer a prova "se animem e percebam que não é impossível estar na Unicamp". O exame da 1ª fase foi aplicado em 17 de novembro para 66,8 mil candidatos em 30 cidades paulistas, além de Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Curitiba (PR), Fortaleza (CE) e Salvador (BA). As notas obtidas pelos candidatos serão divulgadas em 19 de dezembro, informou a Comvest. Veja como foi a cobertura em tempo real da prova Confira a correção comentada Veja o gabarito oficial do exame Prova teve questão igual a da Fuvest 2019 Cursinho elege e comenta as 10 questões mais difíceis 2ª fase A 2ª fase do vestibular 2020 está marcada para os dias 12 e 13 de janeiro. Está será a primeira vez em que o formato passa a ter dois dias de prova dissertativa com cinco horas de duração cada um, enquanto que até a edição anterior eram três dias, cada um deles com até quatro horas para término. Primeiro dia: oito questões de português, duas de inglês e uma redação. Segundo dia: seis questões de matemática, duas de ciências da natureza e duas de ciências humanas (interdisciplinares), além de 12 questões específicas da área escolhida pelo candidato. As avaliações de habilidades específicas (exigidas aos candidatos de arquitetura e urbanismo, artes cênicas, artes visuais e dança) serão entre os dias 20 e 24 de janeiro. A divulgação da primeira chamada ocorre em 10 de fevereiro, enquanto que a matrícula (não presencial) dela será em 11 de fevereiro. Cursos mais concorridos Medicina (integral) - 11,86 candidatos por vaga (c/v) Ciências do esporte (integral) - 8,38 c/v História (integral) - 6,78 c/v Engenharia de produção (integral) - 6,34 c/v Farmácia (integral) - 6,23 c/v Nesta sexta-feira, a Comvest também divulgou os locais onde serão aplicadas as avaliações. Ela ressalta que não são necessariamente os mesmos onde o candidato fez a 1ª fase e há as seguintes mudanças: Cidades com vestibular da Unicamp As provas da 2ª fase serão em Bauru (SP), Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Campinas (SP), Curitiba (PR), Fortaleza (CE), Guarulhos (SP), Jundiaí (SP), Limeira (SP), Mogi Guaçu (SP), Osasco (SP), Piracicaba (SP), Presidente Prudente (SP), Ribeirão Preto (SP), Salvador (BA), Santos (SP), São Bernardo do Campo (SP), São Carlos (SP), São José do Rio Preto (SP), São José dos Campos (SP), São Paulo (SP) e Sorocaba (SP). Calendário Provas de Habilidades Específicas - 20 a 24/1 Divulgação da 1ª chamada (para matrícula não presencial) - 10/2 Matrícula não presencial - 11/2 2ª chamada - 13/2 Matrícula não presencial da 2ª chamada - 14/2 Período para cancelamento de matrícula - 17 a 19/2 3ª chamada - 18/2 Matrícula não presencial da 3ª chamada - 19/2 4ª chamada - 21/2/2020 Matrícula presencial da 4ª chamada - 2/3 "A matrícula presencial da 4ª chamada deve ser feita, também, por todos os candidatos convocados nas três primeiras chamadas e que realizaram a matrícula virtual pela internet", informa nota da Comvest. Segundo a comissão, a vaga só estará garantida após realização deste procedimento, entre 9h e 12h. Unicamp entre as melhores da América Latina Ao lado da USP, a Unicamp aparece entre as cinco melhores instituições no Ranking QS de Universidades da América Latina 2020 divulgado em outubro pela consultoria britânica Quacquarelli Symonds (QS). Para fazer a avaliação, a consultoria britânica usa oito critérios diferentes, sendo que os dois principais são a "reputação acadêmica" e a "reputação de empregabilidade" de cada universidade. USP e Unicamp estão na lista das melhores universidades da América Latina Initial plugin text Veja mais notícias da região no G1 Campinas.
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06/12 - Encceja 2019: resultados são divulgados
Prova pode fornecer certificado de conclusão do ensino fundamental e do ensino médio, para pessoas que não se formaram na idade correta. Encceja, exame em busca de certificação de ensino Rede Globo/Reprodução Os resultados individuais do Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja) foram divulgados nesta sexta-feira (6) e já podem ser consultados pelos candidatos (http://enccejanacional.inep.gov.br/encceja/#!/inicial). A prova, organizada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), avalia habilidades e saberes de jovens e adultos que não se formaram na idade adequada. Aqueles que obtiveram as notas mínimas em todas as áreas de conhecimento e na redação terão direito ao certificado de conclusão do ensino fundamental ou do ensino médio. Caso o candidato só tenha atingido o patamar exigido em algumas das provas - e não nas quatro -, ganhará um certificado parcial de proficiência. Por exemplo: se a pessoa só tirou a nota mínima em matemática, receberá um documento que ateste sua habilidade na disciplina. No ano que vem, só precisará prestar as demais três provas do Encceja. A edição de 2019 teve recorde de participação. Segundo o Inep, foram 1.185.945 candidatos - 45% a mais que no do ano passado. Quem pode participar Para o ensino fundamental: jovens e adultos com no mínimo 15 anos na data de realização da prova, que não tenham concluído a etapa de ensino. Para o ensino médio: jovens e adultos com no mínimo 18 anos no dia do exame, que não tenham o diploma. Estrutura das provas Ensino fundamental Ciências naturais Matemática Língua portuguesa, língua estrangeira moderna, artes, educação física Redação História e geografia Ensino médio Ciências da natureza e suas tecnologias Matemática e suas tecnologias Linguagens, códigos e suas tecnologias Redação Ciências humanas e suas tecnologias Vídeos sobre Encceja: Professor dá dicas para revisão do Encceja em Ribeirão Preto Pedagoga dá dicas para se preparar para a prova do Encceja
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06/12 - Quase 4 milhões de trabalhadores com ensino superior não têm emprego de alta qualificação
Estudo mostra que país tem mais trabalhadores com faculdade concluída do que ocupações que exigem curso ensino superior. Descompasso cresce desde o início de 2014, quando a crise econômica começou a dar os primeiros sinais. Brasil tem 18,3 milhões de pessoas que terminaram a faculdade Amanda Perobelli/Reuters O Brasil não tem dado conta de absorver todos os trabalhadores que fazem uma graduação em postos de trabalhos adequados. Hoje, quase 4 milhões de brasileiros que cursaram faculdade não encontram uma profissão que exija a conclusão do Ensino Superior. Isso significa que essas pessoas estão em vagas de menor qualificação, ou desocupadas – a taxa de desemprego é de 6% entre a população com ensino superior completo. Brasil não tem empregos suficientes para graduados Atualmente, o Brasil tem 18,3 milhões de pessoas que terminaram a faculdade para 14,5 milhões de ocupações com exigência de curso de Ensino Superior. O levantamento foi realizado pela consultoria iDados, com base nos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua. O número de trabalhadores com faculdade começou a superar a quantidade de vagas disponíveis no primeiro trimestre de 2014, quando a crise econômica começou a dar os primeiros sinais no país. Ao longo dos últimos anos, com o período recessivo e a lenta retomada, esse descasamento só aumentou. "Muita gente está tendo de trabalhar fora da sua área de formação, está acontecendo um desencontro", diz Guilherme Hirata, pesquisador do iDados. "É um problema que tende a se agravar se a morosidade na economia continuar." Sobram trabalhadores, faltam vagas Arte/G1 Hoje, o país tem 12,4 milhões de desempregados, de acordo com a última divulgação do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com a crise do mercado de trabalho e sem espaço no setor privado, muitos brasileiros partiram para o trabalho por conta própria e para a informalidade. Formada em desenho industrial, Lívia Fumie Koreeda, de 34 anos, foi demitida de uma rede varejista em 2017. Sem emprego formal, decidiu abrir a sua própria empresa para trabalhar com freelancer. No primeiro ano, chegou a conseguir um rendimento mensal até superior ao que recebia no emprego anterior. No segundo ano como freelancer, no entanto, o quadro mudou. Os rendimentos passaram a cair e ela passou a atuar como tatuadora. "A partir do segundo ano e meio é que a renda foi diminuindo e, então, tive de rever meu posicionamento e escolhas de como atuar no mercado", diz. Hoje, Livia ganha menos do que recebia no emprego com carteira assinada. Da renda mensal, 70% ainda vem dos trabalhos que realiza na área de desenho industrial, e o restante tem como origem o que ganha como tatuadora. Nos próximos anos, o objetivo dela é inverter essa relação. Lívia passou a complementar a renda como tatuadora Arquivo pessoal Impacto na produtividade A piora na qualidade do emprego traz uma série de consequências para a economia brasileira. Ela tem um impacto crucial na produtividade do país, por exemplo. O indicador é considerado fundamental para a melhora da atividade econômica e da renda da população brasileira. Nos últimos anos, no entanto, com o emprego formal em queda, a produtividade brasileira está estagnada porque milhões de trabalhadores tiveram de recorrer a bicos e a trabalhos por conta própria para conseguir alguma renda. Com isso, passaram a agregar menos valor para a economia. "O Brasil não tem criado ocupações sem setores dinâmicos há muito tempo. Então, há uma dificuldade para que as pessoas que se formam em profissões altamente qualificadas encontrem uma vaga equivalente", afirma o professor titular da Cátedra Ruth Cardoso no Insper, Naercio Menezes. Embora os dados sejam negativos, cursar uma faculdade ainda é bastante vantajoso no país. Um trabalhador com mais anos de estudo sempre vai ter vantagem numa disputa por emprego, mesmo que a vaga não exija uma elevada qualificação. "Mesmo que o desemprego esteja afetando várias classes, ele ainda é menor entre quem tem ensino superior completo", afirma Naercio. No Brasil, a taxa de desemprego é de 6% entre a população que tem ensino superior completo, de acordo com Naercio. Ela sobe para 14% no grupo que só cursou até o Ensino Médio. Há uma diferença nos salários também. Quem tem faculdade ganha em média R$ 5 mil. A média de quem cursou ensino médio é de R$ 2 mil. "Esse diferencial salarial ainda é muito alto, o que mostra como a faculdade é importante", diz o professor do Insper.
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06/12 - Vestibular unificado UFSC e UFFS 2020: Veja horários e o que levar para fazer as provas
Exame ocorre de sábado a segunda-feira. Portões de acesso ficam abertos das 13h às 13h45. Candidatos conferem locais de prova no CCS da UFSC Joana Caldas/G1 De sábado (7) a segunda-feira (9), ocorrem as provas do vestibular 2020 unificado da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS). O exame será aplicado nos três estados do Sul do país. Confira abaixo os horários e o que levar para as provas. Horários Abertura dos portões: 13h Fechamento dos portões: 13h45 Início das provas: 14h Candidatos podem sair da sala a partir das 16h30 Término das provas: 18h O que preciso levar? documento de identidade informado no requerimento de inscrição confirmação de inscrição definitiva caneta esferográfica de tinta preta (preferencialmente) ou azul, com tubo transparente Itens permitidos lápis borracha sem capa lapiseira de tubo transparente garrafa de água sem rótulo lanche Itens proibidos aparelhos eletrônicos como celulares, controle remoto, chave eletrônica de veículos, calculadora, tablet e pen drive relógio fone de ouvido acessórios para serem usados na cabeça, como chapéus e gorros e turbantes óculos escuros material didático Durante as provas, os aparelhos eletrônicos devem ser desligados. Provas podem ter questões abertas, objetivas ou de múltipla escolha (somatórias) sábado: primeira língua, segunda língua, matemática e biologia domingo: ciências humanas e sociais, física e química segunda-feira: redação e quatro questões discursivas Veja mais notícias do estado no G1 SC Veja lista com os cursos mais concorridos UFSC e UFFS anunciam vestibular unificado de verão
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05/12 - ITA divulga lista de aprovados para segunda fase do vestibular 2020
Prova da primeira fase reuniu mais de 11,4 mil inscritos. ITA divulga lista de aprovados para segunda fase do vestibular 2020 Daniel Corrá/G1 O Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) divulgou nesta quinta-feira (5) a lista dos candidatos aprovados para a segunda fase do vestibular 2020. Veja lista dos candidatos aprovados para segunda fase do ITA A primeira fase, realizada no domingo, teve mais de 11,4 mil inscritos. O vestibular do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) é um dos mais concorridos do país e oferece seis cursos de engenharias: aeroespacial, aeronáutica, civil-aeronáutica, de computação, eletrônica e mecânica-aeronáutica. A duração de cada curso é de cinco anos, sendo que os dois primeiros são comuns a todas as especialidades. Além de São José dos Campos (SP), sede do ITA, o vestibular aplica prova do vestibular em 23 cidades em 17 estados e no Distrito Federal. A segunda fase das provas será aplicada nos dias 12 e 13. A relação dos candidatos classificados para a terceira e última fase, a inspeção de saúde, será disponibilizada no dia 24 a partir das 10h.
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05/12 - Novo sistema de pagamento é testado no restaurante do Campus Santa Mônica da UFU em Uberlândia
Os usuários poderão comprar crédito via boleto que, posteriormente, será convertido em vouchers. O valor da refeição para os estudantes não mudou. Usuários do restaurante universitário da UFU, no campus Santa Mônica, estão em fase de transição de crédito refeição Milton Santos/Divulgação A Universidade Federal em Uberlândia (UFU) deu início aos testes do novo sistema de pagamento que será utilizado pelo restaurante universitário do Campus Santa Mônica. A UFU avalia a possibilidade de expansão do projeto para outro campi e cidades. Pelo novo sistema, os universitários poderão adquirir créditos via pagamento de boleto, e a partir daí terão o valor convertido em vouchers para serem utilizados nas compras. Não houve alteração no valor da refeição, que continua sendo de R$ 3. O sistema totalmente digital, denominado SISRU, está ativo para os universitários no Campus Santa Mônica, desde segunda-feira (2). O intuito é que os vouchers substituam os tíquetes gradativamente. Segundo a assessoria do UFU, haverá um período de transição até o início do semestre letivo de 2020, para não prejudicar aqueles que já adquiriram os antigos tíquetes. Para garantir o conforto dos usuários, o sistema atual de compra física e o digital permanecerão funcionando de forma conjunta até que o novo sistema seja implementado em sua totalidade. Voucher digital Os vouchers, que vão substituir os atuais tíquetes, serão disponibilizados de forma totalmente digital. Os usuários pode optar por salvar o código em um celular ou tablet e ainda imprimir. Para ter acesso ao novo sistema, os estudantes devem fazer o cadastramento no portal de serviços de graduação da UFU. A partir daí é possível gerar o boleto de pagamento dos vouchers. Nesse sistema, os estudantes podem acompanhar o andamento das compras e disponibilização de boletos compensados e ter acesso ao cardápio do restaurante. Forma de pagamento Estudante da UFU compra voucher para poder ter acesso a refeição do restaurante universitário Milton Santos/ Universidade Federal de Uberlândia Para adquirir o crédito, os usuários do Restaurante Universitários (RU) têm duas opções. Primeiro, se o valor for de até R$ 50, será emitida uma Guia de Recolhimento da União (GRU), que pode ser paga apenas no Banco Brasil, de forma presencial ou por aplicativo. A segunda opção é para aqueles que fizerem compras de crédito acima de R$ 50. A partir dai, será emitida uma GRU que pode ser paga em qualquer banco, lotérica ou plataforma digital. De acordo com a UFU, em ambos os casos os clientes deverão ficar atentos ao prazo entre 24h e 48h de compensação do pagamento e liberação dos vouchers. Por isso, a universidade recomenda que a compra seja feita com antecedência para não haver transtornos. Outra novidade é que a validade do crédito online passou para 90 dias, no ano vigente. No sistema anterior era de 30 dias. Regulamentações A UFU ressaltou que cada usuário deve comprar o próprio voucher, pois ele é intransferível. E nele será registrado um QR Code, que deve ser apresentado via celuar/tablet ou impresso para ter acesso à refeição. A Divisão de Restaurantes Universitários (DIVRU) está esclarecendo dúvidas e questionamento via online ou pelo telefone (34)3239-4272. A Pró-reitora de Assistência Estudantil (Proae) também vai implantar um atendimento aos alunos no início do próximo semestre, nos locais dos caixas de compra física. Valores O valor da refeição para os estudantes permanece em R$ 3,00. Para servidores e outros usuários, no entanto, passou para R$ 10. Isso de deve em decorrência Ofício Circular nº 1/2019/DIFES/SESU/SESU-MEC de 30 de julho de 2019, em que apresenta o Acórdão nº 1464/2019, proferido pelo Plenário do Tribunal de Contas da União (TCU) recomendando a vedação legal do fornecimento de refeição com preço subsidiado a servidores de forma acumulada com o pagamento de auxílio e vale alimentação.
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05/12 - Universidade Positivo é vendida para Cruzeiro do Sul Educacional
Finalização da transação está sujeita à aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Os valores da negociação não foram revelados pelas empresas. A Universidade Positivo tem 1,6 mil colaboradores e 33 mil alunos. Universidade Positivo/Divulgação A Universidade Positivo (UP) foi vendida para o grupo paulista de ensino Cruzeiro do Sul Educacional. A aquisição foi anunciada nesta quinta-feira (5) pelo grupo educacional. De acordo com a Cruzeiro do Sul, a finalização da transação está sujeita à aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Os valores da negociação não foram revelados pelas empresas. A Universidade Positivo tem 1,6 mil colaboradores e 33 mil alunos. Em maio, o Grupo Positivo vendeu seu sistema de ensino para o grupo Arco Educação, pelo valor de R$ 1,65 bilhão. O presidente da Positivo Educacional, Lucas Guimarães, afirmou que a negociação encerra a "redefinição do portfólio do grupo". Em um comunicado distribuído aos professores e funcionários da universidade, o Grupo Positivo afirma que nenhuma outra empresa do grupo curitibano será vendida. De acordo com o comunicado, a negociação inclui a venda da operação do Teatro Positivo e da ExpoUnimed. No entanto, o grupo continua como proprietário dos imóveis, assim como do terreno do campus Ecoville. A Cruzeiro do Sul Educacional é o quinto maior grupo de ensino do país em número de alunos, com 350 mil, de acordo com o próprio grupo. Segundo o grupo, a UP passa a ser a 12ª instituição de ensino superior a integrar a Cruzeiro do Sul Educacional. O diretor de planejamento da Cruzeiro do Sul Educacional, Fábio Figueiredo, afirmou que a expectativa é que todos os trâmites legais da aquisição sejam finalizados no primeiro semestre de 2020. "Até lá, a Cruzeiro do Sul não tem nenhuma ingerência na universidade", afirmou. "De qualquer modo, o que nos atraiu na Universidade Positivo foram as próprias características dela, então seria uma incoerência dizer que alguma coisa substancial vai mudar", disse Figueiredo. De acordo com o diretor do grupo, o objetivo é aumentar o nível de investimento, especialmente com maior oferta de cursos de graduação e pós-graduação, e reforçar as operações de ensino à distância. Em setembro, o grupo anunciou a aquisição do Centro Educacional Brás Cubas, de Mogi das Cruzes (SP). Veja mais notícias do estado no G1 Paraná.
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05/12 - Rodrigo Maia recria comissão para discutir projeto Escola Sem Partido
Projeto provocou polêmica no ano passado, e comissão encerrou trabalhos sem discutir parecer do relator sobre o tema. Ao G1, Maia disse ter recriado grupo a pedido de alguns deputados. O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ) Pablo Valadares/Câmara dos Deputados O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), recriou a comissão especial responsável por discutir o projeto conhecido como Escola Sem Partido. O anúncio foi feito na noite desta quarta-feira (4), durante a sessão de votações. A decisão de Rodrigo Maia foi tomada um ano após a comissão que discutia a mesma proposta ter encerrado os trabalhos sem sequer ter votado o parecer do relator. Polêmico, o projeto proíbe professores de se manifestarem posicionamentos políticos ou ideológicos. Também os proíbe de discutir questões de gênero em sala de aula. >> Leia detalhes sobre o projeto mais abaixo Ao G1, Rodrigo Maia disse que decidiu recriar a comissão a pedido de alguns deputados, mas acrescentou que não há compromisso em votar a proposta. Indagado se vê risco de o tema, por ser controverso, desviar o foco de outras pautas consideradas mais prioritárias pelos parlamentares, especialmente na área econômica, o presidente da Câmara disse que não. "Não, pois não há compromisso de votar, e existe o direito de existir o debate", afirmou. >> Relembre no vídeo abaixo quando a comissão foi encerrada, no ano passado: Comissão da Escola sem Partido encerra trabalhos sem votar parecer Comissão A comissão especial responsável por discutir o Escola Sem Partido será composta por 34 deputados titulares e mais 34 suplentes. O início dos trabalhos depende, ainda da indicação dos integrantes, feita pelos líderes partidários. O que diz o projeto O projeto foi apresentado pelo ex-deputado Erivelton Santana (Patriota-BA) e propõe alterar a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Pelo texto, será especificado que o ensino será ministrado tendo como princípio o "respeito às convicções do aluno, de seus pais ou responsáveis, tendo os valores de ordem familiar precedência sobre a educação escolar nos aspectos relacionados à educação moral, sexual e religiosa, vedada a transversalidade ou técnicas subliminares no ensino desses temas.” Críticos ao texto argumentam que o projeto não permitirá o pensamento crítico em sala de aula. Defensores alegam que a proposta tem como objetivo evitar a "doutrinação" nas escolas. No ano passado, a comissão que discutiu o projeto era presidida pelo então deputado Marcos Rogério (DEM-RO), atualmente senador. A relatoria foi de Flavinho (PSC-SP), que não é mais deputado.
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05/12 - MEC lança material para incentivar pais a lerem para os filhos
Guia, baseado no conceito de 'literacia familiar', ligado ao método fônico de alfabetização, traz orientações para estimular o hábito à leitura, diz pasta. Mec lança um programa pra incentivar os pais a lerem para os filhos O Ministério da Educação lançou, na tarde desta quinta-feira (5), um guia para incentivar que pais leiam para os filhos em casa. Batizado de "Conta pra Mim", o documento, segundo o MEC, faz parte da Política Nacional de Alfabetização (PNA), lançada em abril. A falta de materiais concretos de implementação da PNA foi alvo de um relatório elaborado pela Câmara dos Deputados e divulgado de forma preliminar no fim de novembro (leia mais abaixo). O MEC disse, ainda, que pretende destinar no ano que vem R$ 45 milhões para implementar 5 mil espaços em creches, museus e bibliotecas para "ensinar os pais e receber as crianças instalados". Professores das redes municipais e estaduais que desenvolverem atividades nesses espaços poderão receber bolsas de entre R$ 300 e R$ 400. Além disso, uma série de 40 vídeos instrutivos foram produzidos. Os cinco primeiros foram divulgados nesta quinta, e os demais devem ir ao ar até o fim do ano, segundo afirmou o secretário de Alfabetização do MEC, Carlos Nadalim. "São R$ 20 milhões para os tutores, R$ 17 milhões destinados à elaboração desses kits de literacia familiar. O material elaborado pelo Instituto Maurício de Sousa vai ser distribuído aos alunos do 1º e 2º ano, e o segundo [material] são os kits de literacia familiar do Conta para Mim", afirmou Nadalim. Ilustrações do Instituto Maurício de Sousa Segundo o ministério, o programa prevê dois tipos de materiais. O primeiro é um kit voltado para os pais que participarem do cantinho de leitura, com foco em famílias de baixa renda. Preparado pelo MEC, esse material já tem contratos de impressão assinados, segundo o ministro. Os números dessa contratação não foram divulgados. O segundo material é uma coleção de livros para uso em sala de aula, nas escolas públicas de estados e municípios que aderirem ao projeto. As ilustrações ficarão a cargo do Instituto Maurício de Sousa, que também vai formular o texto em parceria com o MEC. “[Serão] Historinhas bonitinhas, historinhas do Brasil", afirmou o ministro Abraham Weintraub, em entrevista coletiva. "Vai ser só historinha bonitinha, fica tranquila. Folclore do Brasil... a preocupação de trazer o Maurício de Sousa é pra trazer esse ar de brasilidade. Sem doutrinar, sem nada, respeitando todas as diferenças que tem no Brasil. A gente tá lidando com criança pequena, mais cuidado ainda.” 'Literacia familiar' De acordo com ele, o programa está ligado ao conceito de “literacia familiar” – um termo ligado ao método fônico, que aposta nos sons e nas sílabas como ponto de partida para a alfabetização (entenda mais sobre os métodos de alfabetização no vídeo abaixo). Alfabetização: saiba as diferenças entre método fônico e método global “Os pais, por meio dessas práticas, vão melhorar a compreensão dessas crianças da linguagem oral. Por meio disso, as crianças vão falar com mais clareza, e aprender a ler e escrever com mais autonomia. Para formarmos bons leitores, precisamos formar bons ouvintes”, disse Nadalim. Apesar de usar diversos termos ligados ao método fônico, como “kit de literacia”, “consciência fonológica” e “consciência fonêmica”, Nadalim afirmou durante o evento que não aposta em uma “bala de prata” capaz de resolver o problema da alfabetização. Segundo ele, a proposta envolve uma “combinação de estratégias”. Segundo informações divulgadas nesta quinta, a pasta diz que o guia contém informações sobre a técnica chamada de "literacia familiar", e inclui ações como “interagir durante a contação de histórias, ler em voz alta, olhar olho no olho". Ainda segundo o MEC, "são gestos simples, mas capazes de influenciar significativamente no desenvolvimento intelectual já na fase pré alfabetização, antes do começo das primeiras aulas na escola", e "meninos e meninas que são estimulados desde cedo à leitura e à brincadeira dentro de casa tendem a chegar mais aptos e habilitados nos anos iniciais do ensino fundamental”. O material e vídeos didáticos podem ser acessados no site do MEC e, segundo o ministério, também podem ser adaptados para a sala de aula. Guia de literacia familiar lançado pelo Ministério da Educação Divulgação/MEC Política Nacional de Alfabetização O Conta pra Mim faz parte da Política Nacional de Alfabetização (PNA), a principal ação da nova Secretaria de Alfabetização do MEC (Sealf), lançada em abril. De adesão voluntária, a PNA fez parte das metas dos 100 primeiros dias do governo Bolsonaro. Mas ela foi criticada por especialistas tentar impor um método de alfabetização às redes e por tentar antecipar a idade prioritária da alfabetização. Após uma disputa de versões do rascunho da política, ela foi assinada por Bolsonaro mantendo a meta atual do Plano Nacional de Educação (PNE). O decreto de abril prevê, entre outras mudanças, que o ensino infantil reforce as atividades de pré-alfabetização, e que haja esforço extra para concluir o ensino da leitura já no primeiro ano do ensino fundamental. "A PNA não determina nenhum método especificamente. A adesão dos entes federados aos programas e às ações da PNA será voluntária", explicou a pasta, na época. "O MEC está finalizando um caderno que explicará as diretrizes, os princípios e os objetivos da PNA." Depois disso, porém, a Sealf levou mais quatro meses para divulgar o caderno prometido. A expectativa era de que o material detalhasse as diretrizes apresentadas na política, mas especialistas em educação avaliaram o documento apresentado em agosto deste ano como muito teórico e pouco efetivo. Exonerações na Sealf No fim de novembro, a falta de programas e materiais para embasar a PNA foi um dos pontos criticados pelo relatório da Comissão Externa de Educação da Câmara dos Deputados. Na semana passada, o Ministério da Educação informou ao G1 que lançará "em breve" esse material. Dias depois, dois funcionários da Sealf foram exonerados. Renan de Almeida Sargiani e Josiane Toledo Ferreira Silva estavam alocados na Diretoria de Alfabetização Baseada em Evidências e eram, respectivamente, coordenador-geral de Neurociência Cognitiva e Linguística e coordenadora-geral de Avaliação Pedagógica. Segundo o MEC, ambos pediram a exoneração por motivos pessoais.
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05/12 - Reitores pedem na Justiça que ministro da Educação explique fala sobre drogas em universidades
Ministro Weintraub disse que federais têm plantações de maconha e produção de drogas em laboratório. Associação de reitores entrou na Justiça para pedir retratação. MEC informou que ainda não foi notificado. A Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições de Ensino Superior (Andifes) entrou na Justiça para pedir que o ministro da Educação, Abraham Weintraub, explique as alegações de que há "plantação de ervas para produção de drogas” nas universidades federais brasileiras. Ministério da Educação informou ao G1 que ainda não foi notificado. Sem apresentar provas, Weintraub afirmou que algumas universidades teriam "plantações extensivas" de drogas durante uma entrevista ao canal no YouTube do "Jornal da Cidade" no dia 22 de novembro. O ministro falou também que haveria produção de drogas sintéticas em laboratórios de química. "Então o que você tem? Você tem plantações de maconha, mas não é três pés de maconha, você tem plantações extensivas de maconha em algumas universidades." - Abraham Weintraub, ministro da Educação, em 22/11. Desfechos de casos citados isentaram universidades de ligação com drogas Reitores criticam ataques do ministro A interpelação judicial foi apresentada pela Andifes nesta quarta-feira (4) e ressalta o "teor depreciativo em relação às universidades federais, e em consequência a seus reitores" da fala do ministro. A Andifes pede ainda que o ministro "preste esclarecimentos e informações sobre as provas que ampararam suas declarações". A medida foi protocolada na 9ª Vara da Justiça Federal do Distrito Federal. No pedido, os reitores lembram que o ministro destacou, em sua conta pessoal no Twitter, alguns trechos da entrevista falando sobre federais. Na rede social, Weintraub também citou dois casos de drogas encontradas em universidades para sustentar sua alegação, um na Universidade Federal de Brasília (UnB) e outro na de Minas Gerais (UFMG). "As postagens indicadas pelo ministro como exemplo de prática de delitos nas universidades federais são, respectivamente, de 2017 e de maio deste ano de 2019, e citam a Universidade de Brasília (UnB) e a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)", diz a Andifes. No entanto, as universidades federais UnB e UFMG não foram consideradas responsáveis ou mesmo diretamente envolvidas em casos envolvendo plantação ou produção de drogas. "Ambos os casos postados pelo senhor ministro já foram apurados pelas autoridades policiais, devidamente debelados por suas reitorias e não servem de exemplo negativo para as instituições", diz a Andifes na interpelação judicial. Nesta quarta-feira (4), o ministro foi convocado pela Comissão de Educação da Câmara dos Deputados para esclarecer a acusação de que a estrutura das universidades federais estaria sendo usada para produção de drogas. Fragilidades de planejamento e gestão Na semana passada, outro relatório, elaborado por deputados federais da Comissão Externa de Educação da Câmara e divulgado em caráter preliminar, apontou fragilidades de planejamento e gestão dentro do MEC (assista mais no vídeo abaixo). Relatório de comissão da Câmara critica gestão do Ministério da Educação
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05/12 - Você passaria na prova de matemática do Pisa? Teste seus conhecimentos com 6 questões
Foi nessa competência que alunos brasileiros tiveram o pior desempenho, segundo resultados recém-divulgados; objetivo da prova é avaliar o uso da matemática no dia a dia, em situações práticas. Pisa 2018: 68% dos estudantes brasileiros (contra 2% nas cidades chinesas) não conseguem "interpretar e reconhecer como uma situação simples pode ser representada matematicamente" Reprodução/TV Gazeta No ano passado, 11 mil estudantes brasileiros de 15 anos participaram da prova do Pisa, exame internacional realizado em 79 países e regiões que tenta medir o sucesso da educação ao redor do mundo — mais especificamente, se as escolas estão sendo bem-sucedidas em preparar seus alunos para o futuro. Segundo resultados divulgados nesta semana, das três áreas avaliadas (matemática, leitura e ciências), o Brasil teve pior desempenho em matemática: apenas um terço dos estudantes brasileiros alcançou o nível básico nessa competência. 43,2% dos brasileiros de 15 anos sabem menos que o básico em leitura, ciência e matemática Em leitura, os dados do Brasil apresentam estagnação nos últimos dez anos Argentina tem pior resultado entre países da América do Sul Portanto, 68% dos estudantes brasileiros (contra 2% nas cidades chinesas medidas no Pisa) não conseguem "interpretar e reconhecer como uma situação simples pode ser representada matematicamente", aponta o relatório produzido pela OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), entidade responsável pelo teste. E você, acha que se sairia bem em uma prova de matemática do Pisa? As questões da prova de matemática de 2018 não foram divulgadas, mas é possível exercitar seus conhecimentos com base em algumas perguntas feitas a alunos do mundo inteiro na prova de 2012 (e das quais a BBC News Brasil fez uma tradução livre e não oficial do original em inglês para o português). Se você não se lembra muito das fórmulas matemáticas que aprendeu na escola, não faz mal: a ideia não é medir esse conhecimento específico. A OCDE diz que a intenção da prova é avaliar a capacidade dos alunos de "formular, usar e interpretar a matemática" para seu cotidiano — desde controlar seus gastos no mercado até medir quantidades para uma receita, compreender estatísticas ou avaliar custos de um projeto. O objetivo, diz a organização, é que as escolas formem alunos capazes de "refletir e entender o papel da matemática no mundo". Entenda o que é o Pisa, a avaliação mundial de educação Ao fim de cada pergunta (algumas divididas em blocos temáticos, assim como na prova original), veja qual a habilidade específica que o Pisa queria avaliar nos alunos. E, no fim do texto, veja as respostas para as perguntas: PINGUINS PERGUNTA 1) O fotógrafo de animais Jean Baptiste partiu para uma expedição de um ano e tirou inúmeras fotos de pinguins e seus filhotes. Ele ficou especialmente interessado no crescimento de tamanho de diferentes colônias de pinguins. Normalmente, um casal de pinguins produz dois ovos por ano. Geralmente, o filhote do maior dos dois ovos é o que sobrevive. Com os pinguins da espécie saltador-da-rocha, o primeiro ovo pesa cerca de 78g e o segundo ovo pesa cerca de 110g. Em quanto por cento, aproximadamente, o segundo ovo é mais pesado que o primeiro ovo? A - 29% B - 32% C - 41% D - 71% (Objetivo da pergunta: avaliar a capacidade do aluno em calcular porcentagem em um contexto real) Jean se pergunta o quanto o tamanho da colônia de pinguins mudará ao longo dos próximos anos. Para determinar isso, ele faz as seguintes presunções: - No começo do ano, a colônia consiste em 10 mil pinguins (5 mil casais) - Cada casal de pinguins cria um filhote na primavera de cada ano - Ao final de um ano, 20% de todos os pinguins (adultos e filhotes) vão morrer PERGUNTA 2) Ao final do primeiro ano, quantos pinguins (adultos e filhotes) haverá na colônia? (Objetivo da pergunta: avaliar se o aluno é capaz de entender uma situação real para calcular um número concreto baseado em alterações, incluindo aumento e decréscimo de porcentagens) CONSTRUÇÃO COM DADOS Na imagem abaixo, uma construção foi feita usando sete dados idênticos, de faces numeradas de 1 a 6. Imagem para resolução de questão do Pisa Reprodução Quando a construção é vista do alto, somente cinco dados podem ser vistos. PERGUNTA 3) Qual o total de pontinhos de dados que podem ser avistados quando a construção é vista do alto? (Objetivo da pergunta: avaliar a capacidade de interpretar a perspectiva exigida da foto de uma construção tridimensional) TV A CABO A tabela abaixo mostra dados sobre domicílios que têm televisores (TVs) em cinco países. Ela também mostra a porcentagem desses domicílios que possuem TVs e que assinam serviços de TV a cabo: Exercício - TV a cabo Fonte: ITU, World Telecom Indicators 2004/2005 PERGUNTA 4) A tabela mostra que 85,8% de todos os domicílios na Suíça têm TVs. Com base na informação da tabela, qual a estimativa mais próxima do número total domicílios na Suíça? A - 2,4 milhões B - 2,9 milhões C - 3,3 milhões D - 3,8 milhões (Objetivo da pergunta: avaliar capacidade de aplicar proporção com base em um conjunto de dados) Kevin olha as informações da tabela sobre a França e a Noruega. Kevin diz: "Como a porcentagem de domicílios que têm TVs é quase a mesma nesses dois países, a Noruega tem mais domicílios que assinam TV a cabo". PERGUNTA 5) Explique por que essa observação é incorreta. Dê um motivo para a sua resposta. (Objetivo da pergunta: analisar se o aluno entende proporção com base em dados disponíveis em uma tabela) MOLHO DA SALADA Você está preparando seu próprio molho de salada. Eis uma receita para fazer 100 mililitros (ml) de molho: AZEITE - 60 ml VINAGRE - 30 ml MOLHO DE SOJA - 10 ml PERGUNTA 6) De quantos mililitros (ml) de azeite você vai precisar para fazer 150 ml desse molho? (Objetivo da pergunta: avaliar a capacidade de aplicar conceitos de proporção em situações da vida cotidiana, para calcular a quantidade de ingredientes necessários em uma receita) RESPOSTAS: 1) 41% ; 2) 12 mil pinguins ; 3) 17 ; 4) 3,3 milhões ; 5) Kevin tem de levar em conta, na verdade, o número real (e não a porcentagem) de domicílios com TV em cada país. Eles mostram que o número de domicílios na França é cerca de 10 vezes maior que o da Noruega. Portanto, o número casas com TV é maior e o número de assinaturas de TV a cabo, também. 6) 90 ml Entenda o que é o Pisa, a avaliação mundial de educação Initial plugin text
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05/12 - Países no topo do Pisa dão aos alunos oportunidades iguais e valorizam professores, diz analista da OCDE
Programa Internacional de Avaliação de Estudantes foi aplicado a 79 países e regiões do mundo; Brasil segue abaixo dos índices básicos em ciência, matemática e leitura. Brasil está estagnado entre os países com pior nível de aprendizado básico Os países que lideram o ranking mundial da educação, de acordo com o Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa, na sigla em inglês), investem na valorização de professores e em ações para diminuir a desigualdade entre alunos e escolas. A análise é da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), responsável pelo teste. E as estratégias, se replicadas por aqui, poderiam ajudar o Brasil a melhorar o índice nacional, avalia Camila de Moraes, analista de educação da entidade. 43,2% dos brasileiros de 15 anos sabem menos que o básico em leitura, ciência e matemática Em leitura, os dados do Brasil apresentam estagnação nos últimos dez anos Argentina tem pior resultado entre países da América do Sul "Países têm estratégias diferentes para melhorar seus sistemas de educação. Porém, podemos observar alguns pontos em comum entre os países com melhor desempenho no Pisa, entre eles estão uma maior equidade entre alunos e escolas de níveis socioeconômicos diferentes e a valorização da carreira docente." – Camila de Moraes, da OCDE O Pisa é aplicado a cada três anos e avalia a aprendizagem em leitura, matemática e ciência. Os resultados do Pisa 2018 para o Brasil indicam que 68% dos estudantes de 15 anos não sabem o básico de matemática; 55,3% apresentam baixo desempenho em ciência e 50,1% têm baixo desempenho em leitura. Comparativo Brasil x melhores do Pisa 2018 Já entre os 13 países que se revezaram no "top 10" da edição mais recente do Pisa, apenas uma minoria de estudantes ocupam a escala mais baixa de proficiência. Eles também estão bem acima do Brasil em relação a outras variáveis, como investimento por aluno e salário dos professores. Relatório do Pisa 2018 comparou o total acumulado de investimento por aluno dos 6 aos 15 anos de idade Ana Carolina Moreno/G1 Além disso, boa parte deles apresentou menor variação entre as notas médias dos alunos mais pobres e as dos mais ricos. Equidade Um dos pontos do relatório da OCDE é a variação de desempenho entre estudantes de diferentes escolas e regiões do país. Reduzir a desigualdade entre elas seria uma das estratégias para melhorar a educação do Brasil, afirma a analista de educação da OCDE. Em leitura, os brasileiros de família de alta renda tiveram média 97 pontos mais alta do que os de baixa renda. A média da OCDE é de 89 pontos. Embora a OCDE afirme que essa desigualdade no Brasil não é estatisticamente pior do que a média dos países do grupo, o relatório ressalta que, entre 2009 e 2018, a variação no Brasil aumentou 13 pontos, enquanto a mudança na OCDE foi menor, um aumento de apenas 2 pontos. "O status socioeconômico foi um forte instrumento de previsão do desempenho em matemática e ciência em todos os países que participaram do Pisa. Ele explicou 16% da variação no desempenho em matemática no Pisa 2018 no Brasil", afirmou a OCDE, ressaltando que, na média dos países do bloco, esse indicador respondeu por 14% da mesma variação. Por causa dessa diferença, a OCDE afirmou que apenas 10% dos estudantes de baixo nível socioeconômico foram capazes de tirar notas equivalentes aos 25% melhores desempenhos em leitura. Na média da OCDE, esse índice foi parecido, de 11%. Na comparação com os países que ficaram no topo do ranking do Pisa 2018, o Brasil, além de estar muito atrás na nota média, também é um dos que apresentou maior desigualdade na nota do grupo de 25% de alunos mais pobres e do grupo com os 25% de alunos mais ricos Ana Carolina Moreno/G1 Professores Para a analista de educação da OCDE, Camila de Moraes, há investimentos "muito forte" de valorização de professores em Singapura, por exemplo, um dos países que são estão no topo do ranking do Pisa 2018. Segundo ela, o país consegue atrair e reter talentos. "Eles conseguem atrair os melhores candidatos para a profissão graças a salários competitivos e um status privilegiado na sociedade. Após entrarem na carreira, professores têm acesso a desenvolvimento profissional contínuo. Além disso, existe uma cultura forte de mentoria, com professores mais experientes ensinando e motivando professores mais novos", afirma, em entrevista ao G1. Especialistas ouvidos pelo G1 também apontam a valorização dos professores como uma das estratégias para melhorar a educação brasileira. Outro ponto apresentado por eles é a política a longo prazo, para que possam surtir efeito. "O que nos diferencia dos países com alto desempenho [no Pisa] é que não colocamos ainda a profissão docente e políticas para estes profissionais como ponto central", afirma Olavo Nogueira Filho, diretor de políticas educacionais do Todos pela Educação. Além disso, ao contrário do que se costuma pensar, ter classes com menos alunos por professor não é uma variável com impacto comprovado na melhoria da qualidade da educação. Segundo o relatório do Pisa 2018, a OCDE explica que, em geral, diminuir o tamanho das turmas exige aumentar o número de professores, mas "os resultados sugerem que aumentar o número de professores em uma escola poder ser ineficaz, se isso acontece às custas da qualidade média desses professores". Pisa 2018 traz informações sobre o salário inicial anual dos professores Rodrigo Sanches/G1 Clima nas escolas Outro ponto que a OCDE analisa é o clima nas escolas. Para Camila de Moraes, o desempenho dos estudantes deve ser analisado tanto em relação aos resultados, quanto em relação a bem-estar dos estudantes. "É muito importante considerar tanto o desempenho quanto o bem-estar dos alunos. O Pisa mostra que um melhor desempenho não precisa vir acompanhado de mais ansiedade e de um pior bem-estar dos alunos. Países como Bélgica, Estônia, Finlândia e Alemanha atingiram tanto um alto desempenho quanto um alto nível de bem-estar dos alunos", afirma. No Brasil, os resultados do Pisa 2018 apontaram que os casos de bullying, indisciplina e solidão dentro das escolas do Brasil ocorrem em percentuais acima da média internacional. Para 29% dos estudantes brasileiros que participaram da avaliação, há ofensas nas escolas. Outros 41% dizem perder tempo de aula por causa da indisciplina e 13% relataram se sentir sempre sozinhos durante o período escolar. Na análise dos dados, é possível ver que 50% dos estudante faltaram a pelo menos um dia de aula e 44% chegaram atrasados na quinzena que antecedeu o Pisa. A média da OCDE é 21% e 48%. "Sabemos que alunos que sofrem bullying, por exemplo, tendem a faltar mais às aulas", afirma Camila. Com isso, eles perdem mais conteúdo e auto-confiança para realizar os testes. Análise do Japão Autora de tese premiada analisa resultado do Pisa do Brasil e do Japão Um dos países que estão entre os 10 melhores na avaliação de ciências, o Japão foi objeto de estudo para a tese "Letramento científico no Brasil e no Japão a partir dos resultados do Pisa", feita pela doutora em educação Andriele Ferreira Muri. Ela ganhou o Grande Prêmio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) de Humanas na edição de 2018, analisando as edições do Pisa que tiveram como foco a análise de ciências (2006 e 2015). O G1 entrevistou Andriele sobre o tema no início deste ano. Andriele afirma que, entre as ações do Japão, estão: Não reprovar estudantes tem impacto positivo na aprendizagem no Japão; O Japão tem um currículo nacional comum; A formação dos professores faz diferença: no Japão, os professores têm as aulas analisadas por outros colegas. Esta troca permite aperfeiçoar o método, “acelerando a disseminação das melhores práticas em toda a escola ou comunidade”, diz Muri; O uso do tempo em sala de aula é mais otimizado no país asiático: 20% do tempo de aula no Brasil é perdido com questões como orientações gerais, recados administrativos e controle de alunos em sala. No Japão, o índice é de 2%. Entenda o que é o Pisa, a avaliação mundial de educação Initial plugin text
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04/12 - Sisu 2020 terá inscrições entre 21 e 24 de janeiro; veja cronograma
Cronograma da primeira edição do Sisu 2020 foi divulgado nesta quarta-feira (4) pelo MEC. A edição do primeiro semestre de 2020 do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) abrirá as inscrições em 21 de janeiro. O cronograma foi divulgado pelo Ministério da Educação nesta quarta-feira (4). Datas de inscrição do Sisu 2020: Abertura das inscrições: 21 de janeiro Fim das inscrições: 23h59 de 24 de janeiro Resultado: 28 de janeiro O Sisu é o sistema do MEC que reúne centenas de milhares de vagas de graduação em universidades públicas brasileiras. Para participar do Sisu em 2020, é preciso ter feito o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) neste ano, e não ter tirado nota zero na prova de redação. Com a nota no exame, os candidatos podem se inscrever, no site do Sisu, para até duas opções de vaga. Durante o período de inscrição, o Sisu divulga notas de corte parciais, para os candidatos verificarem suas chances de aprovação e poderem remanejar suas inscrições. O MEC também mantém no ar um simulador de notas de corte do Sisu, com as notas de corte de edições anteriores, para os candidatos consultarem antes da abertura do período de inscrições (veja mais no vídeo abaixo). Entenda como a nota do Enem influencia no Sisu com simulador A edição regular do Enem 2019 aconteceu nos dias 3 e 10 de novembro. Já a reaplicação do exame para pessoas privadas de liberdade ou candidatos que tiveram o Enem prejudicado por problema de logística dos exames acontece em 10 e 11 de dezembro. A nota do Enem 2019 será divulgada em meados de janeiro, segundo informou o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pela execução do exame. Initial plugin text
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04/12 - UFSJ lança edital para elaboração da lista tríplice para reitor
A escolha dos nomes será feita pelo Colégio Eleitoral da instituição na próxima semana. Campus Tancredo Neves em São João del Rei da Universidade Federal de São João del Rei (UFSJ) UFSJ/Divulgação A Universidade Federal de São João del Rei (UFSJ) está com edital aberto para candidatos ao cargo de reitor ou reitora da instituição para mandato de 2020 a 2024. Os candidatos escolhidos vão compor a lista tríplice a ser encaminhada ao Ministério da Educação (MEC). O edital foi lançado esta semana pelo presidente do Conselho Universitário e reitor da UFSJ, Sérgio da Gama Cerqueira, e determina que a escolha dos nomes que comporão a lista será realizada no dia 9 de dezembro de 2019. De acordo com o Estatuto da instituição, a definição é feita em uma reunião dos Órgãos Colegiados Superiores da UFSJ, compostos por Conselho Universitário, Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão e Conselho Diretor, que constituem o Colégio Eleitoral. Podem compor a lista tríplice para reitor da UFSJ, de acordo com as normas previstas no Decreto Federal nº 1.916/96, docentes da própria Universidade ocupantes de cargos de Professor Titular ou de Professor Associado IV, ou que sejam portadores do título de doutor, neste caso independentemente do nível ou da classe do cargo ocupado. O candidato deverá formalizar o pedido de inscrição na Secretaria dos Órgãos Colegiados da UFSJ nesta quarta e quinta (5), das 14h às 17h. O edital completo está disponível no site da UFSJ.
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04/12 - Votação de relatório final que aponta 'fragilidade' na gestão do MEC é adiada em Comissão na Câmara
Tema deve voltar à pauta da comissão na semana que vem; documento traz 53 sugestões para melhorar a condução das políticas educacionais. A votação do relatório final que analisa dos trabalhos do Ministério da Educação (MEC), feita por deputados da Câmara, foi adiada nesta quarta-feira (4) após pedido de vista do deputado Diego Garcia (PODE/PR). O tema deve voltar à pauta da Comissão Externa de Acompanhamento do MEC na próxima semana. Se aprovado, o texto será apresentado formalmente ao Ministério da Educação, com 53 sugestões de ação para a área. O relatório final confirma o conteúdo do documento preliminar, divulgado na semana passada, mas com alterações nas sugestões para a pasta (veja mais no vídeo abaixo). Relatório de comissão da Câmara critica gestão do Ministério da Educação O texto aponta "fragilidade do planejamento e da gestão" do MEC, em 2019, o que "impactou diretamente a formulação e implementação das políticas educacionais", segundo o documento. A análise do trabalho do ministério é resultado de "38 Requerimentos de Informação, 12 reuniões técnicas com o MEC e suas autarquias, 9 audiências públicas", além consultas a especialistas e análise de documentos oficiais. O documento traz 53 sugestões para melhorar a condução das políticas educacionais. Entre os temas que são alvos de críticas dos deputados está a Política Nacional de Alfabetização (PNA), colocada pelo governo como prioridade. Segundo os deputados, a PNA não foi implementada e nem houve um plano de ação. A comissão ainda criticou a falta de formação de professores e a baixa execução orçamentária. A implementação de políticas de Educação de Jovens e Adultos (EJA) teve execução de orçamento próxima de 1%. Para o relator deputado Felipe Rigoni (PSB/ES) a falta de planejamento estratégico é o ponto mais preocupante. "Naturalmente a pior de todas é a falta de planejamento estratégico, porquê é do planejamento que vem o plano tático e, naturalmente, a execução”, disse. O relator também destacou a falta de articulação com os sistemas de ensino estaduais e municipais. “Seja na formação de professores, na Base Nacional Comum Curricular, na alfabetização, tudo isso depende de uma coordenação federativa muito bem feita. Como não temos mais uma secretaria que faz isso, isso se dissolveu ao longo das outras e ficou comprometida essa execução”, disse. A Coordenadora da Comissão Deputada Tabata Amaral (PDT/SP) ressaltou que a apresentação do relatório final foi a primeira etapa e agora é preciso diálogo para melhorar a educação. “O MEC cruzou os braços, o ministro cruzou os braços. A gente teve vários debates, embates, demissões e coisas ideológicas, mas aluno e professor continuam desassistidos. Então o que a gente quer fazer é ter uma conversa madura, responsável, de quem não está aqui para marcar posição para falar de questões partidárias, mas dizer [que] a gente pode discordar em várias coisas, mas quem está lá, aluno e professor, não está nem aí para isso”, disse.
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04/12 - Comissão da Câmara aprova convocação do ministro da Educação, Abraham Weintraub
A audiência está prevista para quarta-feira (11). Constituição fixa que, caso não compareça nem justifique a ausência, o ministro pode responder por crime de responsabilidade. A Comissão de Educação da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (4) cinco requerimentos de convocação do ministro da Educação, Abraham Weintraub. Os pedidos são de deputados do PT, PSOL, PSB e Podemos para que o ministro preste esclarecimentos aos parlamentares sobre declarações que deu. Pela Constituição Federal, a convocação por comissões do Congresso obriga o ministro a comparecer na audiência pública. Se não se apresentar e não prestar justificava adequada para a falta, o ministro pode responder por crime de responsabilidade. Segundo a comissão, a vinda do ministro está prevista para a próxima quarta-feira, dia 11, às 10h. A reportagem entrou em contato com o Ministério da Educação, mas não recebeu uma resposta sobre a convocação de Weintraub até a última atualização deste texto. Quatro requerimentos pedem esclarecimentos sobre as declarações do ministro ao "Jornal da Cidade" em que afirmou haver "extensas plantações de maconha" em universidades federais e de “laboratórios de desenvolvimento de droga sintética” nas instituições. Um dos requerimentos pede também explicações sobre ações do ministro na internet, como a divulgação do telefone da deputada Tábata Amaral (PDT-SP), e as críticas a Paulo Freire e a professores de universidades federais. Relatório da Câmara aponta fragilidade no MEC: falta investir em planejamento e gestão
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04/12 - Weintraub é convocado a explicar declarações na Comissão de Educação da Câmara
Deputados aprovaram requerimentos por 24 votos a 8. Segundo o colegiado, a previsão é de que Weintraub preste os esclarecimentos na próxima semana. O ministro da Educação, Abraham Weintraub, em evento sobre implantação de escolas cívico-militares em novembro Wilson Dias/Agência Brasil A Comissão de Educação da Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (4), a convocação do ministro da Educação, Abraham Weintraub. Ele terá de esclarecer, aos deputados, a acusação de que a estrutura das universidades federais estaria sendo usada para produção de drogas. Reitores criticam ataques do ministro Desfechos de casos citados isentaram universidades de ligação com drogas A declaração sobre drogas foi dada em entrevista ao “Jornal da Cidade”, e divulgada pelo próprio Weintraub em redes sociais. Segundo ele, as universidades se tornaram “madraças de doutrinação” e abrigam “plantações extensivas de maconha”, além da suposta produção de drogas sintéticas em laboratório. O ministro é obrigado a comparecer à comissão, mas pode agendar o melhor dia. Segundo o colegiado, a previsão é de que Weintraub preste os esclarecimentos na próxima semana. O requerimento foi aprovado por 24 votos a 8. O ministro é obrigado a comparecer à comissão, mas pode agendar o melhor dia. Segundo o colegiado, a previsão é de que Weintraub preste os esclarecimentos na próxima semana. As declarações de Weintraub geraram forte reação da comunidade acadêmica. Em nota, a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) disse que o ministro "parece nutrir ódio pelas universidades" e que "ultrapassa todas as fronteiras que devem limitar, sobretudo, os atos de um gestor público". O G1 entrou em contato com o Ministério da Educação no dia 22 de novembro, quando a entrevista foi publicada. Até o fechamento deste texto, a assessoria ainda não tinha enviado comentário sobre o tema. Casos concluídos No fim de novembro, o G1 mostrou que a investigação dos casos citados por Weintraub, em meio à polêmica, não apontou qualquer responsabilidade das universidades federais nos casos. Em um desses episódios, pés de maconha foram apreendidos em uma área de cerrado próxima ao campus Darcy Ribeiro da Universidade de Brasília (UnB). Dois estudantes foram detidos, fizeram acordo e cumpriram penas alternativas. Nenhum professor ou diretor da UnB foi implicado na acusação. No outro, 140 “buchas” de maconha e 1 kg de haxixe foram apreendidos na Universidade Federal de Minas Gerais. No mesmo dia da ação, a Polícia Civil negou que os traficantes fossem alunos ou funcionários da UFMG. Fragilidades de planejamento e gestão Na semana passada, outro relatório, elaborado por deputados federais da Comissão Externa de Educação da Câmara e divulgado em caráter preliminar, apontou fragilidades de planejamento e gestão dentro do MEC (assista mais no vídeo abaixo). Relatório de comissão da Câmara critica gestão do Ministério da Educação
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04/12 - O que são os fractais, padrões matemáticos infinitos apelidados de 'impressão digital de Deus'
Os fractais são ferramentas importantes em diversas áreas — desde estudos sobre as mudanças climáticas e a trajetória de meteoritos até pesquisas sobre o câncer. Computação gráfica mostra uma imagem fractal tridimensional 'espiral', derivada do conjunto de Julia, inventado e estudado durante a Primeira Guerra Mundial pelos matemáticos franceses Gaston Julia e Pierre Fatou Science Photo Library/BBC O que as galáxias, as nuvens, o sistema nervoso, as montanhas e o litoral têm em comum? Todos contêm padrões intermináveis conhecidos como fractais. Os fractais são ferramentas importantes em diversas áreas — desde estudos sobre as mudanças climáticas e a trajetória de meteoritos até pesquisas sobre o câncer (ajudando a identificar o crescimento de células mutantes) e a criação de filmes de animação. O que é a matemática? Um modelo da realidade ou a própria realidade? Por que você deve parar de acreditar que 'não nasceu pra matemática' Estes são apenas alguns exemplos e há quem acredite que, devido à sua natureza altamente complexa e misteriosa, ainda não foi descoberto todo seu potencial. Infelizmente, não existe uma definição simples e precisa dos fractais. Como tantas outras questões na ciência e na matemática moderna, discussões sobre a "geometria fractal" podem gerar confusão para quem não está imerso nesse universo. O que é uma pena, porque há um poder e uma beleza profunda no conceito dos fractais. Hoje é dia de Jardim Botânico: Fractais O pai da geometria fractal O termo foi cunhado por um cientista pouco convencional chamado Benoit Mandelbrot, um matemático polonês nacionalizado francês e, depois, americano. Mandelbrot não cursou os dois primeiros anos de escola e, como judeu na Europa devastada pela guerra, sua educação sofreu interrupções graves. Em grande parte, ele foi autodidata ou ensinado por familiares. Nunca aprendeu formalmente o alfabeto, tampouco foi além da tabuada de multiplicação por 5. Mas tinha um dom para enxergar os padrões ocultos da natureza. Benoit Mandelbrot tinha um dom com o qual revolucionou nossa compreensão do mundo Getty Images/BBC Era capaz de ver regras onde todo mundo vê anarquia. Era capaz de ver forma e estrutura onde todo mundo vê apenas uma bagunça disforme. E, acima de tudo, era capaz de ver que um novo e estranho tipo de matemática sustentava toda a natureza. Celebrando o caos Mandelbrot passou a vida inteira procurando uma base matemática simples para as formas irregulares do mundo real. Parecia cruel para ele que os matemáticos tivessem passado séculos contemplando formas idealizadas, como linhas retas ou círculos perfeitos. "As nuvens não são esferas, as montanhas não são cones, os litorais não são círculos e as cascas das árvores não são lisas, tampouco os raios se deslocam em linha reta", escreveu Mandelbrot. A forma das nuvens é complicada e irregular: o tipo de forma que os matemáticos costumavam evitar, privilegiando as regulares, como as esferas, que eles eram capazes de domar com equações Getty Images/BBC O caos e a irregularidade do mundo — que chamava de "aspereza" — era algo a ser celebrado. Para ele, seria uma pena se as nuvens fossem realmente esferas e as montanhas, cones. No entanto, ele não tinha uma maneira adequada ou sistemática de descrever as formas ásperas e imperfeitas que dominam o mundo real. Ele se perguntou, então, se haveria algo único que poderia definir todas as formas variadas da natureza. Será que as superfícies esponjosas das nuvens, os galhos das árvores e os rios compartilhavam alguma característica matemática comum? Pois parece que sim. Autossimilaridade Imagine nuvens, montanhas, brócolis e samambaias... suas formas têm algo em comum, algo intuitivo, acessível e estético. Se você observar com atenção, vai descobrir que a complexidade deles ainda está presente em uma escala menor. Subjacente a quase todas as formas no mundo natural, existe um princípio matemático conhecido como autossimilaridade, que descreve qualquer coisa em que a mesma forma se repete sucessivamente em escalas cada vez menores. Um bom exemplo disso são os galhos de árvores. À esquerda, a silhueta de uma árvore. À direita, as figuras de Lichtenberg, que nada mais são que descargas elétricas ramificadas... Curiosamente são parecidas, não? Science Photo Library/BBC Eles se bifurcam várias vezes, repetindo esse simples processo sucessivamente em escalas cada vez menores. O mesmo princípio de ramificação se aplica à estrutura dos nossos pulmões e à maneira como os vasos sanguíneos são distribuídos pelo nosso corpo. E a natureza pode repetir todos os tipos de formas dessa maneira. Veja este brócolis romanesco. Sua estrutura geral é composta por uma série de cones repetidos em escalas cada vez menores. A estrutura geral do brócolis romanesco é composta por uma série de cones repetidos Getty Images/BBC Mandelbrot percebeu que a autossimilaridade era a base de um tipo completamente novo de geometria, a que deu o nome de fractal, mas que também costuma ser chamada de "a impressão digital de Deus". O fim é o começo O que aconteceria se essa propriedade da natureza pudesse ser representada na matemática? O que aconteceria se você pudesse capturar sua essência para fazer um desenho? Como seria esse desenho? A resposta viria do próprio Mandelbrot, que aceitou um emprego na IBM no final da década de 1950 para obter acesso ao incrível poder de processamento da companhia e deixar fluir sua obsessão pela matemática da natureza. Munido de um supercomputador de última geração, ele começou a estudar uma equação muito curiosa e estranhamente simples que poderia ser usada para desenhar uma forma bastante incomum. A ilustração a seguir é uma das imagens matemáticas mais notáveis ​​já descobertas. É o Conjunto Mandelbrot. Este é o fractal mais famoso gerado por computador: uma paisagem turbulenta, emplumada e aparentemente orgânica que lembra o mundo natural, mas é completamente virtual Science Photo Library/BBC Quanto mais de perto você examinar esta imagem, mais detalhes verá. Cada forma dentro do conjunto contém um número de formas menores, que contêm um número de outras formas ainda menores... e, assim por diante, sem fim. Uma das coisas mais surpreendentes sobre o conjunto de Mandelbrot é que, em teoria, ele continuaria criando infinitamente novos padrões a partir da estrutura original, o que demonstra que algo poderia ser ampliado para sempre. No entanto, toda essa complexidade vem de uma equação incrivelmente simples. E isso nos obriga a repensar a relação entre simplicidade e complexidade. Há algo em nossas mentes que diz que a complexidade não surge da simplicidade, que deve surgir de algo complicado. Mas o que a matemática nos diz em toda essa área é que regras muito simples dão origem naturalmente a objetos muito complexos. Essa é a grande revelação. É um conceito surpreendente. E isso parece se aplicar ao nosso mundo como um todo. Algo para ter em mente Pense nas revoadas de pássaros. Cada pássaro obedece a regras muito simples. Mas o grupo como um todo faz coisas incrivelmente complicadas, como evitar obstáculos e viajar pelo planeta sem um líder específico ou um plano consciente. É impossível prever como a revoada vai se comportar. Ela nunca repete exatamente o que faz, mesmo em circunstâncias aparentemente idênticas. Os padrões das revoadas de pássaros são semelhantes, mas não idênticos Getty Images/BBC Cada vez que partem em revoada, os padrões são ligeiramente diferentes: semelhantes, mas nunca idênticos. O mesmo vale para as árvores. Sabemos que elas vão produzir um certo tipo de padrão, mas isso não significa que somos capazes de prever as formas exatas, pois algumas variações naturais, causadas pelas diferentes estações do ano, pelo vento ou por um acidente ocasional, as tornam únicas. Isso quer dizer que a matemática fractal não pode ser usada para prever grandes eventos em sistemas caóticos, mas pode nos dizer que tais eventos acontecerão. A matemática fractal, juntamente com o campo relacionado da teoria do caos, revelou a beleza oculta do mundo e inspirou cientistas de muitas áreas, incluindo cosmologia, medicina, engenharia e genética, além de artistas e músicos. Mostrou que o universo é fractal e intrinsecamente imprevisível.
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04/12 - UFJF recebe 70 pedidos de recursos do Pism 2020
Resultado da análise dos pedidos de revisão e gabarito oficial serão divulgados nesta sexta-feira (6) no site da Copese. Candidatos fizeram as provas no último fim de semana. Iago de Medeiros/UFJF Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) informou, nesta quarta-feira (4), que recebeu 70 pedidos de recursos, referentes a questões do Programa de Ingresso Seletivo Misto (Pism) 2020. As provas ocorreram no último fim de semana, nas cidades de Juiz de Fora, Governador Valadares, Muriaé, Petrópolis e Volta Redonda. Confira, abaixo, os pedidos de recursos por módulos: Módulo I: 25 recursos (oito questões de Biologia, uma de Física, uma de Geografia, duas de História, duas de Literatura, sete de Língua Portuguesa e quatro de Matemática); Módulo II: 29 recursos (uma questão de Biologia, uma de Física, seis de Geografia, uma de História, três de Literaturas, sete de Matemática, cinco de Língua Portuguesa e cinco de Química); Módulo III: 16 recursos (oito questões de Biologia, duas de Física, cinco de Literatura e uma de Língua Portuguesa). Segundo a Coordenação Geral de Processos Seletivos (Copese), houve redução em relação aos pedidos de recursos do Pism 2019, quando foram protocolados 87 requerimentos. Os gabaritos das questões objetivas e as provas dos módulos I, II e III estão disponíveis no site da Copese. O gabarito final e a análise dos recursos estará disponível na sexta-feira (6). Resultado final Os candidatos ao Módulo III poderão ter acesso às notas a partir do dia 7 de janeiro, e o resultado final, após recursos, está previsto para ser divulgado no dia 16. Já os demais módulos devem ter suas notas divulgadas no dia 10 de março. O resultado final está previsto para o dia 18.
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04/12 - Unesp divulga lista de aprovados para a segunda fase do vestibular
Prova ocorre nos dias 15 e 16 de dezembro. Universidade oferece 7.725 vagas para 2020. 1ª fase do vestibular da Unesp em Araraquara Felipe Lazzarotto/EPTV A Universidade Estadual Paulista (Unesp) divulgou na manhã desta quarta-feira (4) a lista de aprovados para a segunda fase do vestibular. A segunda fase ocorre nos dias 15 e 16 de dezembro. Veja a lista de aprovados no site da Unesp São oferecidas 7.725 vagas, sendo 50% das vagas por curso (total de 3.878 vagas) destinadas ao Sistema de Reserva de Vagas para Educação Básica Pública. Dessas vagas do sistema, reserva 35% a quem se autodeclara preto, pardo ou indígena. A Unesp divulga em 27 de janeiro os nomes dos aprovados. A matrícula deverá ser realizada entre os dias 27 e 28 de janeiro. Na primeira fase, dos 95.440 candidatos inscritos, 88.194 fizeram a prova em 35 cidades, sendo 31 no estado de São Paulo. Eles responderam a 90 questões de múltipla escolha. Prova A segunda fase do vestibular terá 36 questões discursivas e uma redação em gênero dissertativo e será realizada em dois dias: 1º dia: 24 questões, sendo 12 de Ciências Humanas (elementos de História, Geografia, Filosofia e Sociologia) e 12 de Ciências da Natureza e Matemática (elementos de Biologia, Química, Física e Matemática). 2º dia: 12 questões de Linguagens e Códigos (elementos de Língua Portuguesa e Literatura, Língua Inglesa, Educação Física e Arte) e Redação. Duração: 4 horas e 30 minutos. Gabarito Veja o gabarito da prova da primeira fase abaixo: Veja o gabarito oficial da versão 1 da prova da primeira fase da Unesp 2020 Divulgação
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04/12 - Bullying, indisciplina e solidão: o clima nas escolas brasileiras revelado pelo Pisa 2018
Brasil não avançou em índice internacional da avaliação da educação e o ambiente escolar pode estar relacionado a este quadro. Pisa 2018: Para a OCDE, o ambiente pouco receptivo afeta o desempenho dos estudantes. Na imagem, sala de aula do CEM 10, em Ceilândia, no DF. Divulgação Os casos de bullying, indisciplina e solidão dentro das escolas do Brasil ocorrem em percentuais acima da média internacional, de acordo com o Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa, na sigla em inglês). Os dados foram divulgados nesta terça-feira (3) pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Para a OCDE, o ambiente pouco receptivo afeta o desempenho dos estudantes. Os resultados do Pisa 2018 do Brasil apontam que 68% dos estudantes não sabem o básico de matemática; 50,1% apresentam baixo desempenho em leitura e 55,3%, baixo desempenho em ciência. "As escolas não são apenas locais onde se aprende conteúdo, mas também espaços de desenvolvimento social e emocional", aponta o documento da OCDE. Pisa 2018: dois terços dos brasileiros de 15 anos sabem menos que o básico de matemática Motivos para o Brasil ir mal no Pisa vão além da falta de conhecimento sobre as disciplinas, diz pesquisador Valorização do professor é caminho para reverter cenário, dizem especialistas Para 29% dos estudantes brasileiros que participaram da avaliação, há ofensas nas escolas. Outros 41% dizem perder tempo de aula por causa da indisciplina e 13% relataram se sentir sempre sozinhos durante o período escolar. O Pisa é uma avaliação mundial com provas de leitura, matemática e ciência. Além disso, os estudantes, professores, diretores de escolas e pais respondem a questionários. São estes questionários que trazem o diagnóstico das escolas. A mais recente edição, de 2018, foi aplicada a 10.691 alunos de 638 escolas do Brasil. De acordo com os dados do Pisa 2018: 29% dos estudantes brasileiros relataram terem sofrido bullying. A média da OCDE é de 23% 41% dos estudantes disseram que há indisciplina nas salas: os professores precisam esperar muito tempo até a sala se acalmar. No Brasil, eles tiveram 19 pontos a menos em leitura do que os estudantes que não relataram este cenário 50% dos estudante faltaram a pelo menos um dia de aula e 44% chegaram atrasados na quinzena que antecedeu o Pisa. A média da OCDE é 21% e 48% 23% dos estudantes no Brasil concordam ou concordam plenamente que se sentem sozinhos na escola. A média da OCDE é 16%. 13% dos estudantes brasileiros afirmam que se sentem sempre tristes na escola Camila de Moraes, analista de educação da OCDE, ressalta que os estudantes que relataram ter indisciplina em sala de aula tiveram desempenho 19 pontos abaixo dos demais. "Alunos de escolas com mais disciplina tendem a ir melhor em provas de leitura, porque o tempo escolar é gasto com aprendizagem, e não para conter os estudantes. Quem sofre bullying tende a faltar mais à escola e, por isso, perdem mais conteúdo" – Camila de Moraes, analista de educação da OCDE De acordo com Camila, é possível ter um melhor clima disciplinar, por exemplo, graças a uma relação mais positiva entre alunos e professores. Para a OCDE, não basta que os estudantes atinjam altos níveis de proficiência nas áreas de conhecimento, mas também é importante que se sintam felizes, confidentes e integrados. Neste ano, a série especial 'Diário de escola', do SPTV, mostrou a experiência de uma escola de São Paulo que criou um grupo de teatro e conseguiu reduzir casos de bullying entre os alunos. Confira no vídeo abaixo: Diário de Escola: Alunos de escola da Zona Sul de SP fazem teatro para combater bullying Como o Pisa avaliou o ambiente escolar? A OCDE avaliou como os estudantes se sentem no ambiente escolar considerando três dimensões: o senso de pertencimento à escola, a habilidade de superar falhas e a satisfação com a vida. Sobre indisciplina, no questionário os estudantes responderam a perguntas como: "Os alunos não ouvem o que o professor diz ”; "Há barulho e desordem"; “O professor precisa esperar muito tempo para os alunos se acalmarem”; “Os alunos não podem estudar bem"; e "Os alunos não começam a estudar após um longo tempo após o início da aula". "Um clima escolar positivo é pré-requisito para o melhor desempenho dos alunos e um forte indicador de desenvolvimento social e emocional", afirma o documento. O desenvolvimento da habilidade emocional é, inclusive, uma das competências gerais da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), que pretende orientar a educação no Brasil. A BNCC do ensino infantil e fundamental foi aprovada em 2017 e, do ensino médio, em 2018. Como é feito o Pisa? O Pisa é uma avaliação mundial feita em dezenas de países, com provas de leitura, matemática e ciência, além de educação financeira e um questionário com estudantes, professores, diretores e escolas e pais; O resultado é divulgado a cada três anos – a edição mais recente foi aplicada em 2018 com uma amostra de 600 mil estudantes de 15 anos de 80 países diferentes. Juntos, eles representam cerca de 32 milhões de pessoas nessa idade; No Brasil, 10.691 alunos de 638 escolas fizeram a prova em 2018. São 2.036.861 de estudantes, o que representa 65% da população brasileira que tinha 15 anos na data do exame; O mínimo de escolas exigidas pela OCDE é 150; A prova é aplicada em um único dia, é feita em computadores, e tem duas horas de duração. As questões são objetivas e discursivas; A cada edição, uma das três disciplinas principais é o foco da avaliação – na edição de 2018, o foco é na leitura; O Brasil participou de todas as edições do Pisa desde sua criação, em 2000, mas continua muito abaixo da pontuação de países desenvolvidos e da média de países da OCDE, considerada uma referência na qualidade de educação. Entenda o que é o Pisa, a avaliação mundial de educação Initial plugin text
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04/12 - Motivos para o Brasil ir mal no Pisa vão além da falta de conhecimento sobre as disciplinas, diz pesquisador
Dados do Pisa 2018 mostram que país segue estagnado em nível bem abaixo da média da OCDE. Naercio Menezes Filho, professor do Insper, é coautor de estudo sobre o Pisa 2015 que explica fatores por trás dos fracos resultados brasileiros. Os resultados negativos do Brasil na edição 2018 do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa, na sigla em inglês), divulgados nesta terça-feira (3), podem não ser uma consequência apenas da falta de conhecimento por parte dos estudantes que fizeram a prova. Segundo Naercio Menezes Filho, professor do Insper, em São Paulo, na edição de 2015, a maioria dos brasileiros nem sequer abriu todas as questões para respondê-las. Ele aponta que os estudantes podem desistir da resolução da prova porque encontram dificuldade no nível das perguntas, porque não são estimulados a se dedicar ao teste, ou porque não têm habilidades socioemocionais, como garra e resiliência. Os dados do Pisa apontam que 68% dos estudantes não souberam o básico de matemática; 50,1% apresentaram baixo desempenho em leitura e 55,3%, baixo desempenho em ciência. Pisa 2018: dois terços dos brasileiros de 15 anos sabem menos que o básico de matemática MEC afirma que vai buscar integração com estados e municípios para reverter resultados Bullying, indisciplina e solidão: o clima nas escolas brasileiras revelado pelo Pisa 2018 Menezes e outros três pesquisadores publicaram, no ano passado, um estudo com base nos dados do Pisa 2015, a primeira edição em que a prova foi aplicada no Brasil totalmente no computador. Na edição mais recente, a mesma metodologia foi reaplicada. "Nós descobrimos que os alunos brasileiros vão mal no Pisa em parte porque nem abrem as questões para respondê-las", afirmou Naercio Menezes, do Insper, sobre os dados da edição 2015 da prova. O que é o Pisa? O Pisa é uma avaliação mundial feita pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) em dezenas de países, com provas de leitura, matemática e ciência, além de educação financeira e um questionário com estudantes, professores, diretores e escolas e pais; O resultado é divulgado a cada três anos – a edição mais recente foi aplicada em 2018 com uma amostra de 600 mil estudantes de 15 anos de 80 países diferentes, que representam cerca de 32 milhões de pessoas nessa idade; A prova é aplicada em um único dia, é feita em computadores, e tem duas horas de duração. As questões são objetivas e discursivas. A cada edição, uma das três disciplinas recebe um tempo maior de prova; No Brasil, 10.691 alunos de 638 escolas fizeram a prova, representando 65% da população brasileira que tinha 15 anos na data do exame; Os resultados mostram que o Brasil caiu no ranking mundial em matemática e ciências, e ficou estagnado em leitura. A pior situação é em matemática, área em que o Brasil segue entre os dez piores do mundo; Na América do Sul, a Argentina foi o país com o pior desempenho considerando as três provas. Veja a comparação do Brasil com os demais países da América Latina, considerando a margem de erro da nota média de cada um deles Aparecido Gonçalves/G1 Brasileiros x coreanos e finlandeses No Pisa, a primeira hora da prova é dedicada às questões da disciplina "foco" naquele ano. Depois, os alunos fazem um intervalo, e retornam para as questões das outras duas disciplinas. Segundo Menezes, "os blocos de questões são sorteados entre os alunos, de forma que o nível de dificuldade das questões é o mesmo ao longo da prova". No entanto, segundo ele, os dados mostram que a maior parte dos estudantes sequer vê todas as questões aplicadas antes do intervalo. "O nosso estudo mostra que 60% dos alunos brasileiros nem abrem as últimas questões antes do intervalo da prova. Além disso, eles gastam muito tempo em cada questão em comparação com os alunos coreanos e finlandeses. Depois do intervalo eles tentam responder novamente, mas logo desistem" –Naercio Menezes, do Insper "É importante que a sociedade brasileira entenda por que os alunos brasileiros não tentam responder todas as questões do Pisa da mesma forma que os coreanos, chineses e finlandeses", continuou ele. Menezes aponta para uma série de possibilidades para responder essa diferença no computador dos estudantes brasileiros e de outros países com desempenho melhor. "Pode ser que isso aconteça porque o Pisa não vale nota para os alunos e os brasileiros só se esforçam quando tem um retorno claro no curto prazo" , diz Naercio Menezes, do Insper. "Pode ser que eles desistam da prova quando percebem que não conseguem responder as questões. Pode ser que os próprios professores não estimulem os alunos a responderem, porque não concordam com as avaliações. Pode ser que isso seja um sinal de falta de habilidades socioemocionais dos alunos brasileiros (resiliência, garra, conscienciosidade, etc..)." Apesar de não ser possível descobrir o motivo exato para esse fenômeno, Menezes diz que "a conclusão do estudo é que o desempenho ruim dos alunos brasileiros no Pisa não reflete somente falta de conhecimento, mas também outros fatores". Entenda o que é o Pisa, a avaliação mundial de educação Initial plugin text
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04/12 - Escola vira desafio e conquista para quem precisa concluir estudos em meio às pressões da vida adulta
Neste ano, a prova do Encceja, espécie de Enem para alunos do Ensino de Jovens e Adultos, teve recorde de participantes. Conheça a história de estudantes e educadores que buscaram no EJA a oportunidade de aprender e ensinar. Quando mesa, cadeira, lápis e caderno não fazem parte da infância de uma forma natural, ter um diploma escolar se torna um desafio e uma conquista. A realidade daqueles que embarcam nessa empreitada é de pessoas que precisam trabalhar duro durante o dia e decidem encarar de frente uma dupla jornada para estudar à noite. Para muitos estudantes do Ensino de Jovens e Adultos, o abandono da escola não acontece por vontade própria, mas por contextos tão diversos quanto complexos. Foi a violência que afastou a cineasta Julia Katharine da escola. "Eu sempre fui muito boa aluna, sempre gostei muito de estudar, mas eu era a única pessoa na escola que se via como aluna. Os outros alunos e toda a equipe do colégio me entendia como menino. Um menino que acreditava que fosse uma menina", conta. A cineasta Julia Katharine superou a transfobia, voltou a estudar e hoje realiza o sonho de fazer filmes. Fábio Rocha / Globo Após sofrer uma agressão na escola aos 12 anos de idade, Julia ficou hospitalizada durante um mês e não conseguiu mais voltar a estudar. "Nós, mulheres transexuais ou travestis, não abandonamos a escola porque nós queremos, nós somos expulsas de uma forma indireta, mas muito cruel", declara. Julia conta que ao longo dos anos buscou sozinha toda a educação que pode. "Os filmes e os livros foram me dando suporte para eu aguentar tudo", conta. Só em 2015, quando conheceu o Programa Transcidadania da prefeitura de São Paulo, ela se motivou a retomar o caminho da escola. O projeto auxilia na reinserção de travestis e transexuais na escola. "Foi lá que eu entendi o quanto era importante estar em um ambiente escolar, poder trocar, conviver, porque a nossa sociedade começa na escola". Atualmente Julia Katharine faz filmes e não apenas os assiste. "Hoje eu sou uma mulher realizada, eu trabalho com isso [cinema], já ganhei alguns prêmios e tenho viajado o mundo com meus filmes", declara. Apoio dos professores A gravidez na adolescência foi o que afastou Fernanda Duarte dos estudos. Ela tinha 14 anos. “Meu mundo desabou. Eu era uma criança que ia cuidar de uma outra criança”, conta. Mesmo acolhida pela família e pela escola, ela teve dificuldades para frequentar as aulas e interrompeu os estudos no nono ano. Após o nascimento do filho, se matriculou em uma escola do EJA. Fernanda Duarte se afastou dos estudos quando ficou grávida aos 14 anos. Fábio Rocha / Globo “Eu fui toda feliz no meu primeiro dia de aula. Só que quando eu entrei (na sala) e sentei, era uma realidade totalmente diferente. Eu não tinha mais os meus amigos de 15 anos. Era só eu, o professor e um monte de gente muito mais velha”, lembra Fernanda. Apoiada pelos professores, ela conseguiu terminar o ensino fundamental. Após anos se esforçando para seguir os estudos, enquanto trabalhava para sustentar o filho, Fernanda prestou o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que na época fornecia o certificado de conclusão do ensino médio. “Quando eu peguei o resultado eu já sabia que poderia ser negativo, mas eu queria tanto, que foi uma decepção”, lamenta. Em 2017, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisa (Inep) decidiu retomar a aplicação do Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja) como prova de certificação do ensino médio. “Quando eu soube do Enceeja, que era uma prova com uma linguagem bem mais com a cara do EJA, eu pensei: ‘vai dar tudo certo, vou conseguir, e vou realizar o meu sonho que era me formar’.” Aos 23 anos, Fernanda estava prestes a dar um passo muito importante: “Dias antes do resultado eu estava uma pilha de nervos. Quando eu vi que tinha conseguido passar eu falei: ‘Pronto. Realizei o meu sonho. Me formei. E aí eu me reconectei com aquela Fernanda lá do passado que queria tantas coisas”. Em 2019, o Encceja bateu recorde de participantes. Mais de um milhão de candidatos de 613 municípios de todo o país realizaram a prova, 45% a mais do que em 2018. “Isso mostra que quando existe um caminho e as informações chegam às pessoas, elas abraçam. Elas querem a oportunidade”. Essa é a avaliação do professor Thiago Dias, que após anos formando alunos em turmas presenciais de EJA, viu no ambiente digital a oportunidade de ampliar o acesso à informação para pessoas que buscam um diploma de conclusão. “Termine seus estudos” é um site na internet dedicado a orientar pessoas que não conseguiram concluir o ensino médio no tempo regular. Thiago Dias formou diversos alunos em turmas presenciais do ensino de jovens e adultos. Fábio Rocha / Globo O primeiro contato de Thiago Dias com o EJA foi como estagiário durante sua formação de licenciatura. “Eu me vi numa sala com 30 alunos. Pessoas de 18, 30, 40 e 60 anos. O que mais me chamou a atenção nesse primeiro momento era o tamanho do desafio deles”. Com o tempo, Thiago pode presenciar mais um aspecto da realidade dos alunos do EJA: a evasão escolar. “Conforme iam passando as semanas, meses e os bimestres, a gente só via o número de carteiras vazias aumentar”. Os altos índices de abandono na modalidade chamam a atenção de educadores e têm servido como pretexto para o fechamento de muitas classes. Em dez anos o Brasil perdeu um terço da oferta de EJA, segundo os dados do Inep divulgados em 2019. Especialistas ouvidos pelo G1 explicam que a queda na oferta não está apenas relacionada ao aumento da escolarização dos adultos, que provocaria menor demanda. Apesar dos avanços, eles estimam que o número de brasileiros sem diploma do ensino médio varia entre 30 e 40 milhões de pessoas. O país tem hoje 3,5 milhões de alunos matriculados no EJA, sendo que 59% deles estão no nível fundamental, de acordo com o Censo Escolar de 2018. De volta às aulas após abuso e trabalho escravo Aos 59 anos, Neide Santos não concluiu o ensino médio. A história dela é mais um exemplo de quem volta para a sala de aula após uma série de adversidades. Quando criança, foi entregue pelos pais à uma família com a promessa de ter educação e uma vida melhor. Ao chegar a São Paulo com seis anos de idade, foi parar em uma oficina de costura onde sofreu maus tratos, abuso e trabalho escravo. Neide Duarte voltou a estudar aos 59 anos Fábio Rocha / Globo Após uma denúncia, ela foi acolhida por uma família. “Eu tive meu registro de nascimento. Eu pertencia a uma sociedade. E eu senti um pouco dessa coisa de felicidade, porque aos 11 anos eu fui pra escola”, conta. Neide conta que na aula de Educação Física, descobriu sua paixão pelo esporte. “Era voltar à minha infância”. Durante um campeonato colegial, ela foi chamada para substituir uma aluna num revezamento 4x100 e venceu. “Aquela medalha foi incrível na minha vida. Foi a primeira vez que eu ganhei algo, que eu conquistei algo novo, porque até lá eu sempre tinha usado algo de alguém”. Tudo mudou quando ela tinha 16 anos. “Minha mãe biológica apareceu. Fiquei super feliz, só que éramos cinco irmãos. E aí todos os meus sonhos se foram. Eu desisti do meu esporte, do meu sonho olímpico e desisti de estudar”. Após anos de trabalho para sustentar a família, ela ainda viveu as dores de perder o marido e mais tarde, o filho mais velho. “Ao enterrar meu filho eu prometi pra mim mesma que eu iria reescrever a minha história. Foi daí que nasceu o Projeto Vida Corrida”. Desde 1999, Neide lidera voluntariamente a ONG, que promove inclusão social, saúde e qualidade de vida aos moradores do bairro do Capão Redondo, em São Paulo. “Depois desse tempo todo eu comecei a me questionar: ‘Eu estou sempre fazendo algo por alguém. Tenho que me permitir realizar meu maior sonho’. Então me dei esse direito e aos 59 anos eu fui pra uma sala de aula”. Neide conta com emoção sobre a volta à escola. “Foi incrível! Foi como quando você é adolescente e vive seu primeiro amor. Meu coração parecia que ia sair pela boca! E olha que eu sou a mais velha da classe”. A importância do professor foi o tema do primeiro texto que Neide escreveu ao retomar os estudos. “Eu escrevi professor com pê maiúsculo, e o professor me corrigiu. Eu disse: ‘Por favor, deixa meu professor com pê maiúsculo. Porque o professor é meu mestre, é quem me ensina, é quem me educa, é a pessoa por quem eu tenho mais respeito”. Neide sonha em ir para a faculdade justamente para um dia ser professora, profissão de Eda Luiz há 52 anos. Atualmente diretora do Centro Integrado de Educação de Jovens e Adultos (CIEJA) Campo Limpo, na Zona Sul de São Paulo, ela percorreu todas as modalidades de ensino até se deparar com o EJA. “Aquilo me encantou, mas eu também comecei a questionar muitas coisas: ‘Como aquele público tão diferenciado, com tanta sabedoria, com tanta aprendizagem, tinha que ter aquele modelo de escola regular?”. Construção coletiva da escola Em 1998 ela foi convidada para implementar um projeto de uma educação diferenciada para o EJA no Capão Redondo, na Zona Sul da cidade de São Paulo. “Resolvi abrir os portões e convidar os moradores para construirmos juntos a escola”. Eda conta que seu maior desafio foi atender ao pedido da comunidade. “Eles queriam uma escola que não tivesse carteiras, nem professores ou matérias!”. A educadora explica que eles queriam se olhar e resolver as questões coletivamente; que o planejamento de estudo fosse discutido e elaborado em conjunto; e queriam estudar uma disciplina por mês. Hoje o Centro Integrado de Educação de Jovens e Adultos (CIEJA) Campo Limpo, situado na zona sul da cidade de São Paulo, é referência na educação de jovens e adultos no Brasil e mantém um vínculo permanente com a comunidade e incentiva a participação dos alunos em todo o funcionamento da escola. “A opção do Cieja Campo Limpo priorizou a escuta, o acolhimento, a resolver os conflitos com a cultura da paz, respeitar a comunidade e ser inserido nesse território”, avalia Eda Luiz, diretora do Centro. Foi no Cieja Campo Limpo que Bruno Pereira dos Santos conseguiu concluir o ensino médio em 2006 e a realizar um de seus sonhos: “Era ser lixeiro. Quando eu consegui pegar o uniforme da coleta de lixo, olhei e disse: ‘se eu consegui ser lixeiro eu posso ser o que eu quiser. E aí eu comecei a sonhar mais alto’. Bruno nasceu no Capão Redondo e sua relação com o lixo vem da infância. “O lixo era o lugar onde eu brincava. Então, eu não entendia direito, até os meus sete, oito anos, o que acontecia com os meus brinquedos, depois que caminhão ia embora com a montanha de lixo. Eu cresci com isso na cabeça”. Aos 15 anos, quando cursava o ensino fundamental, Bruno saiu da escola com um aparelho de telefone roubado pelo grupo de amigos . Ele conta que era um dia de reunião de pais e havia uma movimentação em frente à escola. “A polícia abordou a gente e quando minha mãe chegou na escola eu já estava dentro da viatura. Bruno foi preso na Fundação Casa do Tatuapé, antiga Febem, e lá concluiu o ensino fundamental. Após seis meses, durante uma megarrebelião, ele fugiu com outros 500 menores e ficou um mês escondido. Com o apoio dos pais, decidiu se entregar e terminar de cumprir a pena. “Depois de quatro meses de prisão eu saí pela porta da frente. A diferença é que da primeira vez que eu fiquei preso eu estava preso também dentro de mim, e da segunda vez, só meu corpo ficou preso, porque minha cabeça já estava aqui fora, sonhando tudo o que eu queria fazer quando saísse de lá. Eu tinha uma listinha de sonhos. No topo dela estava voltar a estudar”. Formado em gestão ambiental, Bruno hoje é empreendedor social. “Atuo na comunidade onde eu moro, no Capão Redondo, em alguns bairros mais vulneráveis, que é onde estão os outros Brunos, que precisam de mãos e precisam desse olhar e dessa oportunidade, que foi a mesma que eu tive”. "Segunda chamada": o poder da educação Repercutindo Histórias - Segunda Chamada: Dona Eda transforma vidas pela educação em escola . Em São Paulo, na mesma sala de aula que serviu de cenário para a série 'Segunda Chamada', da Globo, pessoas reais contaram suas experiências com a escola, a educação e com os estudos. Todos esses depoimentos podem ser vistos no projeto da Responsabilidade Social da Globo: REP - Repercutindo Histórias. A série da Globo ‘Segunda Chamada’ é um convite à reflexão sobre o poder transformador da Educação. As personagens revelam as vivências e os exemplos de força de vontade de pessoas que compõem o ensino noturno para jovens e adultos. A atriz Debora Bloch que faz parte do elenco, interpreta Lúcia, uma professora de Língua Portuguesa. No lançamento da série para a imprensa em São Paulo a atriz comentou sobre a preparação para a sua personagem. “Para compor a Lúcia, fui a muitas escolas de ensino para jovens e adultos; e conversei com muita gente. O que me tocou muito foi ver como os professores são comprometidos com o trabalho e especialmente com os alunos. Só reforçou minha esperança vê-los ensinar. Saber que tem gente que acredita que este trabalho vai transformar o país em algo melhor só me fez bem. Acredito que essa seja uma série a ser dedicada aos professores, a esses heróis”. O último episódio da série vai ao ar na terça-feira, 17 de dezembro de 2019.
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03/12 - Ministro da Educação confirma as quatro escolas cívico-militares de SC
Unidades serão em Chapecó, Itajaí, Biguaçu e Palhoça. EEB Professora Irene Stonoga, em Chapecó Coordenadoria Regional de Educação de Chapecó/Divulgação O ministro da Educação, Abraham Weintraub, confirmou em vídeo nesta terça-feira (3) o nome das quatro escolas que terão o modelo cívico-militar em Santa Catarina. Em Chapecó, no Oeste, será a Escola de Educação Básica (EEB) Professora Irene Stonoga. Em Itajaí, Escola Básica Melvin Jones. Já haviam sido anunciadas a EEB Professor Ângelo Cascaes Tancredo, em Palhoça, e a EEB Emérita Duarte Silva e Souza, em Biguaçu, ambas na Grande Florianópolis. A confirmação do ministro foi feita em um vídeo publicado na rede social da deputada Caroline de Toni (PSL). Escola Básica Melvin Jones, em Itajaí Prefeitura de Itajaí/Divulgação De acordo com a Secretaria de Estado da Educação, em Chapecó o governo federal vai investir na estrutura e o governo do estado ficará responsável pelos policiais militares e bombeiros militares da reserva que atuarão na escola. A unidade atende 599 alunos do ensino fundamental e médio, que estudam pela manhã e à tarde. Em Itajaí, 1,1 mil alunos estudam na escola, do pré ao nono ano, pela manhã e à tarde. Segundo a diretora do Ensino Fundamental da Secretaria Municipal de Educação, Jaqueline Rosa, na próxima semana três representantes do município irão a Brasília para conversar sobre a parceria com o governo federal para a escola. Grande Florianópolis A Escola Professor Ângelo Cascaes Tancredo, em Palhoça, começará a funcionar no ano letivo de 2020. A unidade atenderá 400 alunos por turno, do sexto ao novo ano do ensino fundamental e ensino médio. A estrutura tem área total de 5.960 metros quadrados em um terreno de aproximadamente 10 mil metros quadrados, conforme a secretaria. A primeira escola catarinense a adotar o modelo cívico-militar foi a Escola de Educação Básica Emérita Duarte Silva e Souza, em Biguaçu. Com a adesão à proposta do MEC, a unidade, que tem 845 alunos do ensino fundamental, terá também turmas no ensino médio a partir de 2020. Recursos de R$ 1 milhão por escola Para o primeiro ano do programa, em 2020, o MEC estabelece como critérios o ingresso de duas escolas por unidade da federação, com 500 a mil alunos, com ênfase no atendimento de anos finais do ensino fundamental e ensino médio, nas capitais ou nas regiões metropolitanas. Segundo o MEC, cada escola selecionada receberá um aporte do governo federal de R$ 1 milhão para ser investido em infraestrutura, laboratórios e suporte à implantação do novo modelo. O objetivo do MEC é estabelecer novas 216 escolas cívico-militares em todo o país até 2023 – a iniciativa piloto, em 2020, contemplará 54. Como funciona o modelo O modelo das escolas cívico-militares abrange áreas didático-pedagógicas, com atividades que pretendem melhorar o processo de ensino-aprendizagem, mas preservando as atribuições exclusivas dos docentes. Todas as atribuições dos profissionais da educação previstas na Lei de Diretrizes e Bases (LDB) serão preservadas. As escolas contempladas podem contar com militares da reserva das Forças Armadas para trabalhar nas unidades, em uma parceria entre MEC e Ministério da Defesa. A duração mínima do serviço é de dois anos, prorrogável por até 10 anos. Os profissionais vão receber 30% da remuneração que recebiam antes de se aposentar. Há ainda a opção dos estados destinarem policiais e bombeiros militares da reserva para apoiar na administração das escolas. Nesse caso, o MEC repassa a verba ao governo estadual, que, em contrapartida, investirá na infraestrutura das unidades. Veja mais notícias do estado no G1 SC
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03/12 - Relatório da CGU aponta irregularidades em licitação do Programa Educação Conectada
Auditoria finalizada em outubro analisou pregão eletrônico do FNDE para a compra de equipamentos num valor estimado em R$ 3 bilhões; órgão diz que gestão atual suspendeu licitação em setembro. Um relatório da Controladoria-Geral da União (CGU) do início de outubro deste ano apontou irregularidades em uma licitação do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) referente ao Programa Educação Conectada. O valor da licitação é de R$ 3 bilhões. O documento recomendou ao órgão, ligado ao Ministério da Educação (MEC), que suspendesse a licitação, entre outras conclusões. O G1 e a TV Globo entraram em contato com a assessoria de imprensa do MEC e do FNDE. Na noite desta terça-feira (3), o FNDE disse que a atual gestão, que assumiu o órgão em 2 de setembro, suspendeu a licitação em 4 de setembro nas etapas iniciais do processo licitatório, e que a "etapa de oferta de lances e de seleção de empresa sequer chegou a ocorrer" (leia a íntegra da nota abaixo). A CGU afirma que, alertada pelo sistema de Análise de Licitações e Editais, batizado de Alice, que envia alertas automatizados sobre problemas encontrados em licitações, realizou uma auditoria de "análise preventiva" do Pregão Eletrônico nº 13/2019, que o FNDE organizou para comprar equipamentos para escolas municipais, estaduais e federais. O valor total estimado da aquisição é de R$ 3.023.869.395,50. Entre os "riscos" apontados pela CGU estão: Inconsistências entre a demanda prevista e os quantitativos dos equipamentos licitados; Ausência de ampla pesquisa de preços; Elaboração da cotação com empresa de porte incompatível com a contratação; Indícios de acordo prévio entre empresas participantes; Indícios de "planejamento meramente formal da contratação", o que, segundo a CGU, pode "ocasionar restrição de competitividade"; Falta de autorização da Secretaria de Governo Digital do Ministério da Economia para "o devido prosseguimento da licitação". CGU recomendou suspender a licitação O documento afirma que os auditores encontraram falhas na fase interna da licitação, decorrentes principalmente da etapa de planejamento da contratação. "No exame dos estudos técnicos preliminares verificaram-se inconsistências entre a demanda prevista e os quantitativos dos equipamentos licitados, bem como a ausência de motivação de especificações tecnológicas com possível restrição de competitividade", afirma a CGU. Na conclusão, o relatório recomenda "suspender o certame e submeter o processo para autorização da SGD/ME [Secretaria de Governo Digital do Ministério da Economia] para prosseguimento da licitação". As outras recomendações incluem "rever os quantitativos licitados, incluir no Estudo Técnico Preliminar a justificativa detalhada das especificações técnicas adotadas e análise pormenorizada de projetos similares, discriminar o valor de cada item que compõe o objeto licitado, incluir todas as comunicações realizadas por e-mail com os possíveis fornecedores e realizar ampla pesquisa de preços". Leia a íntegra da nota do FNDE: “Esclarecemos que o processo de licitação, iniciado há duas gestões, foi suspenso preventivamente no dia 4 de setembro de 2019 pela nova gestão do FNDE, que assumiu a autarquia no dia 2 de setembro. A medida foi tomada para que fosse feita análise dos questionamentos ao edital, e no dia 9 de outubro o pregão eletrônico nº 13/2019 foi revogado. Destaca-se que a etapa de oferta de lances e de seleção de empresa sequer chegou a ocorrer, uma vez que a licitação foi revogada ainda durante a fase de esclarecimentos e impugnações ao edital do pregão eletrônico. Esclarecemos, ainda, que o Relatório Preliminar da CGU apontou algumas inconsistências no levantamento dos quantitativos, que foram corroboradas pela própria equipe técnica do FNDE. Enquanto instrumento de fomento ao uso de tecnologia digital na Educação Básica, o Programa Educação Conectada, do Ministério da Educação, é essencial para apoiar a universalização do acesso à internet e, portanto, a disponibilização de atas para aquisição dos equipamentos educacionais digitais apresenta-se como fundamental para o desenvolvimento da educação. Todavia, informamos que o novo edital será construído pelo FNDE, em conjunto com a Secretaria de Educação Básica do Ministério da Educação. É importante destacar que o FNDE, órgão executor das políticas públicas do MEC, assim como qualquer outra entidade da Administração Pública, sempre se pauta pelos princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência.” Educação Conectada O programa Educação Conectada foi lançado em novembro de 2017 pelo então presidente Michel Temer, com aporte de R$ 271 milhões para equipar 22,4 mil escolas com internet de alta velocidade. A meta não foi cumprida, e a iniciativa foi retomada pelo ministro Abraham Weintraub. No início de novembro, o MEC anunciou o repasse de R$ 115 milhões no programa, sendo R$ 82,6 milhões para alcançar "11,6 milhões de estudantes em 4.545 municípios e no Distrito Federal" e 24,5 mil escolas urbanas. Outros R$ 32 milhões foram anunciados para a manutenção de equipamentos instalados em 2018. Um terceiro montante, no total de R$ 60 milhões, segundo o MEC, foi repassado ao Ministério de Ciência e Tecnologia para conectar 50% das escolas rurais do país, usando internet por satélite. Somados, esses R$ 385,6 milhõ anunciados desde 2017 representam apenas 12,76% dos R$ 3,02 bilhões citados na licitação avaliada pela CGU. Desde que os recursos foram anunciados, o ministro Abraham Weintraub já declarou que usará essa rede conectada para solucionar uma série de problemas da educação básica. A lista inclui: Realização do Enem Digital, que, segundo o MEC, deve substituir a versão de papel até 2026; Formação continuada de professores nos 5,5 mil municípios do país; Aferição do desempenho das escolas das redes municipais e estaduais, complementar a avaliações como a Prova Brasil. Fragilidades de planejamento e gestão Na semana passada, outro relatório, elaborado por deputados federais da Comissão Externa de Educação da Câmara e divulgado em caráter preliminar, apontou fragilidades de planejamento e gestão dentro do MEC (assista mais no vídeo abaixo). Relatório da Câmara aponta fragilidade no MEC: falta investir em planejamento e gestão
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03/12 - É preocupante que 50% dos alunos brasileiros não tenham nível básico de leitura, diz analista da OCDE
Resultados do Pisa 2018 de 80 países foram divulgados na manhã desta terça-feira (3), e Brasil registrou tendência de estagnação em um patamar muito abaixo da média de países da OCDE. Ministro da Educação fala sobre Pisa: 'Estamos estagnados desde 2009' Os resultados do Pisa 2018 (Programa Internacional de Avaliação dos Estudantes), publicados nesta terça-feira (3), indicam que o ensino no Brasil está estagnado desde 2009, com nível de desempenho muito abaixo da média dos países da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento (OCDE). A analista de educação da OCDE Camila de Moraes destaca, em entrevista à RFI, que a desigualdade no desempenho dos alunos brasileiros é um fator preocupante. "Há muitos países que conseguem ter alto desempenho [dos alunos] e baixa desigualdade. No caso do Brasil, estamos do lado contrário, temos um desempenho abaixo da média e uma desigualdade acima da média", afirma. A avaliação usa uma escala de seis níveis para classificar o desempenho dos estudantes de 15 e 16 anos nas provas de leitura, matemática e ciências, sendo que o nível 1 é considerado insuficiente e o nível 2 é o mínimo de proficiência. No Pisa 2018, 50% dos brasileiros não atingiram o nível 2 em leitura, ou seja, são incapazes de identificar a ideia geral de um texto, encontrar informações explícitas ou analisar a finalidade daquele material. Situação preocupante De acordo com o estudo, 43% dos jovens do Brasil não atingiram o nível mínimo em leitura, nem em matemática, nem em ciências. "Isso é preocupante, ainda mais quando estamos em uma sociedade que valoriza cada vez mais níveis elevados de habilidades e conhecimentos", avalia Moraes. A analista salienta que há uma relação forte entre o valor do investimento por aluno e o desempenho dos estudantes na avaliação. Com um pouco mais de investimento, o Brasil poderia melhorar seus resultados. "Investimentos mais altos por alunos estão associados a resultados melhores no Pisa. Para quem está no começo da curva – caso do Brasil que tem um investimento baixo –, um pequeno aumento no investimento por aluno estaria associado a uma melhora significativa na performance dos alunos em leitura, por exemplo." Os resultados do Brasil no Pisa 2018 mostram que a maioria dos estudantes continua no nível abaixo do considerado básico em leitura, matemática e ciências Juliane Monteiro e Aparecido Gonçalves/G1 Indisciplina e faltas são razão para alerta A edição mais recente da avaliação internacional trouxe ainda informações sobre o comportamento, o bem-estar e a satisfação dos jovens de 15 e 16 anos com a escola. Camila de Moraes destaca os altos níveis de indisciplina e de ausência nas aulas como temas que devem receber atenção do governo. A metade dos estudantes brasileiros que fizeram a avaliação internacional disse ter faltado à escola ao menos um dia nas duas semanas anteriores ao teste. O índice é mais que o dobro dos países da OCDE, onde 21% dos estudantes afirmaram ter perdido algum dia de aula. A indisciplina toma bastante tempo dos professores no início das aulas, segundo 41% dos estudantes brasileiros. Os professores gastam parte da aula para deixar a turma em silêncio. Nos países da OCDE, 26% dos alunos relataram o mesmo problema em classe. "O Brasil ficou abaixo da média no índice de satisfação com a vida. Entre 2015 e 2018, houve um aumento significativo de alunos que se consideraram não satisfeitos com a vida e uma diminuição daqueles que se consideram satisfeitos. Além disso, o Brasil está acima da média em relação à ocorrência de bullying. São fatores que devem ser investigados mais a fundo", avalia a analista de educação da OCDE. Ranking de educação A prova, realizada a cada três anos, avalia os conhecimentos de adolescentes de 15 e 16 anos em leitura, matemática e ciências em dezenas de países. O resultado brasileiro nas três disciplinas em 2018 foi melhor do que o de três anos atrás, quando o país apresentou pela primeira vez queda nas médias. No entanto, as notas dessa avaliação estão no mesmo patamar das obtidas pelo Brasil em 2009, indicando estagnação no desempenho dos alunos na última década. Na prova de leitura, os brasileiros tiveram, em média, 413 pontos. O resultado coloca o Brasil em 57º lugar dentre 78 economias avaliadas, à frente da Colômbia (412), da Argentina (402) e do Peru (401), mas muito atrás dos 487 pontos de média da OCDE. Em ciências, a média brasileira foi de 404 pontos, deixando o Brasil em 66° lugar no ranking da disciplina. Já em matemática, a média dos alunos brasileiros foi de 384 pontos, enquanto a média dos países desenvolvidos é de 489 pontos. Essa foi a pior nota brasileira, que coloca o Brasil em 70° lugar no ranking de matemática, dentre 78 países, atrás dos vizinhos Chile (417), Peru (400) e Colômbia (391). A primeira posição do ranking das três disciplinas ficou com as províncias chinesas de Pequim, Xangai, Jiangsu e Guangdong, ultrapassando os alunos de Singapura. Os estudantes das províncias chinesas alcançaram, em média, 555 pontos em leitura, 591 em matemática e 590 em ciências. Região chinesa englobando Pequim, Xangai, Jiangsu e Guangdong ficaram no topo do ranking do Pisa 2018 G1  Initial plugin text
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03/12 - MEC afirma que vai buscar integração com estados e municípios para reverter resultados do Brasil no Pisa
Desempenho de estudantes do país em avaliação internacional mostra que não houve avanços nos últimos anos; Ministério da Educação reconhece estagnação e sem apresentar plano de ação cita 'pacto federativo' como solução para melhorias no ensino. Coletiva do MEC sobre o Pisa na manhã de terça-feira (3): Janio Macedo (esq.), Abraham Weintraub e Alexandre Lopes (dir.) Divulgação/Luis Fortes/MEC O Ministério da Educação defendeu nesta terça-feira (3) que o Brasil depende de um trabalho em conjunto com estados e municípios para sair da estagnação apontada pela edição 2018 do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa, na sigla em inglês). "Estamos estagnados desde 2009", disse o ministro da Educação Abraham Weintraub em coletiva de imprensa. "Estamos com o mesmo desempenho, estatisticamente, que 2009." O chefe da pasta prometeu se responsabilizar pelos resultados da próxima avaliação, que será realizada em 2021 e divulgada em 2022: "o próximo Pisa é minha responsabilidade, esse número tem que inflexionar." Brasil estagnado As habilidades de leitura e compreensão de texto seguiram estagnadas na última década no Brasil. O Pisa indicou uma leve melhora em toda a série histórica, que começa nos anos 2000, entretanto a avaliação geral é que pouco mudou na última década. Em 2000, a pontuação do Brasil nas habilidades de leitura era de 396 pontos. Em 2009, chegou a 412. Quase dez anos depois, em 2018, a pontuação foi de 413. As notas dos demais países variam de 340 a 555, na média, sendo que 400 pontos indicaria um nível básico de compreensão. Entenda o que é o Pisa, a avaliação mundial de educação Confira os resultados do Pisa: Dois terços dos brasileiros de 15 anos sabem menos que o básico de matemática Em leitura, os dados do Brasil apresentam estagnação nos últimos dez anos Entre os países da América Latina, o Chile teve o melhor desempenho e a República Dominicana teve o pior desempenho Entre os países da América do Sul, a Argentina tem o pior resultado 'Pacto federativo' O secretário de Educação Básica do MEC, Janio Macedo, disse que espera realizar um trabalho conjunto com estados e municípios para reverter os resultados recentes da avaliação internacional. "Esse pacto federativo é importantíssimo para que a sociedade civil, os políticos do Brasil, quer sejam estaduais ou municipais, congreguem suas forças em torno de uma estratégia que possa trazer frutos positivos para a sociedade brasileira. Macedo ressaltou a importância da criação de uma "política com equidade" para melhorar a distância entre ricos e pobres e as diferencias regionais do país. OCDE: 43% dos estudantes brasileiros têm nota abaixo do esperado no Pisa Políticas recentes Para Alexandre Lopes, o presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), as políticas que foram adotadas nos últimos anos não conseguiram mostrar resultados nas avaliações do Pisa. "A tendência é que a gente está andando de lado, não está evoluindo. É difícil piorar, porque a gente já está no final da tabela", disse. Por sua parte, o ministro da Educação apontou a gestão anterior, sem citar o governo Temer, como responsável pelos resultados apresentados nesta terça. “[A estagnação é] integralmente culpa do PT [Partido dos Trabalhadores], integralmente culpa dessa doutrinação 'esquerdófila' sem compromisso com o ensino. Quer discutir sexualidade, e não quer ensinar a ler e escrever”, disse o ministro. Mercadante rebate crítica O ex-ministro da Educação, Aloizio Mercadante, rebateu em nota as críticas do ministro. Afirmou que a atual gestão trava "guerra ideológica obscurantista" e que os governos do PT patrocinaram uma "extraordinária inclusão educacional". Mercadante listou a implantação do Ideb, o desenvolvimento da Base Nacional Comum Curricular, avanços no Pisa 2015, a ampliação da jornada escolar obrigatória, a Avaliação Nacional da Alfabetização (ANA) e a ampliação da rede federal como marcos e resultados da gestão. Initial plugin text
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03/12 - Valorização do professor e política de longo prazo são essenciais para reverter os resultados do Brasil no Pisa 2018, dizem especialistas
Avaliação internacional de estudantes aponta que o desempenho dos estudantes do país não avançou e país esteve entre os piores em matemática, especialistas apontam profissionalização de docentes como chave para sucesso educacional em países mais desenvolvidos. O Brasil não conseguiu melhorar o desempenho dos estudantes em leitura, matemática e ciências no Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa, na sigla em inglês). A edição de 2018 do relatório foi divulgada na manhã desta terça-feira (3). O Pisa é uma avaliação internacional da educação com provas que atestam o nível de compreensão dos estudantes com 15 anos. Além dos testes de leitura, matemática e ciência, são também aplicados questionários a estudantes, professores, diretores e escolas e pais. O Brasil participa desde os anos 2000 e, na análise histórica, tem tendência à estagnação do desempenho. Brasil cai em ranking mundial de educação em matemática e ciências Há dez anos, nível básico de leitura e compreensão de textos não avança no Brasil Especialistas ouvidos pelo G1 destacaram a valorização de professores como forma de melhorar o resultado brasileiro. Eles também afirmam que é necessário investir em políticas públicas de longo prazo. Os resultados do Brasil no Pisa 2018 mostram que a maioria dos estudantes continua no nível abaixo do considerado básico em leitura, matemática e ciências Juliane Monteiro e Aparecido Gonçalves/G1 Rosalina Soares, assessora de pesquisa e avaliação da Fundação Roberto Marinho, destaca que, mesmo em crise, é importante que o país invista em educação. "Em momento de crise, o melhor investimento é em educação. Isso não vai resolver todos os problemas, mas sem ela, não vamos sair de onde nos encontramos", afirma. "Devemos investir em alfabetização na idade certa para que a trajetória escolar seja bem sucedida, investir em creches. O custo total por aluno, por município, ainda é muito baixo" – Rosalina Soares, da Fundação Roberto Marinho Para o diretor de políticas educacionais do Todos Pela Educação, Olavo Nogueira Filho, a estagnação vem desde 2009 e está em "um patamar muito baixo". Segundo ele, ficar estagnado não é em si um problema e outros países passaram por isso, mas ele considera que o Brasil "bateu no teto muito cedo". "O que nos diferencia dos países com alto desempenho [no Pisa] é que não colocamos ainda a profissão docente e políticas para estes profissionais como ponto central" – Olavo Nogueira Filho, do Todos pela Educação Mozart Neves Ramos, diretor de Articulação e Inovação do Instituto Ayrton Senna, destaca a falta de continuidade nas políticas públicas brasileiras. Ele cita casos como o do estado do Ceará, que está avançando nos índices de educação investindo na alfabetização de crianças, e da Paraíba, que está focando em escolas de tempo integral. "O Brasil vem ampliando o investimento desde 2015, principalmente nos exames finais e no ensino médio, mas a descontinuidade tem atrapalhado o país. O Brasil tem experiências fabulosas no campo da educação, mas está restrito a alguns territórios e estados. Isso deveria ser ampliado" – Mozart Neves Ramos, do Instituto Ayrton Senna Já Ana Lúcia Lima, fundadora da Conhecimento Social e organizadora do Indicador de Alfabetismo Funcional (Inaf), destaca que o domínio da leitura poderia garantir aos jovens a redução da desigualdade social. Os novos dados do Pisa trazem, mais uma vez, um importante alerta: o crescente avanço na escolaridade de nossas crianças, adolescentes e jovens não tem sido suficiente para assegurar o domínio de habilidades de leitura que permitam seu desenvolvimento individual e a construção de uma sociedade menos desigual e mais preparada para os complexos desafios dos nossos tempos", afirma. "Mais do que comparar os resultados do Brasil com o de outros países em rankings de duvidosa utilidade, é preciso pensar que nossos meninos e meninas que participam do Pisa hoje aos 15 anos terão trajetórias de vida menos potentes do que aquelas asseguradas aos cidadãos dos países que nos superam. Até quando vamos conviver com essa realidade sem assumir, como sociedade, a responsabilidade por virar esse jogo?” – Ana Lúcia Lima, organizadora do Indicador de Alfabetismo Funcional (Inaf) Mariana Luz, CEO da Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal, afirma que a solução dos problemas da educação no Brasil não tem somente uma resposta, mas o investimento na educação infantil "é uma estratégia fundamental". "Há inúmeras pesquisas feitas em diferentes países que demostram o impacto da educação infantil de qualidade para a aprendizagem nas etapas seguintes da educação. É uma 'janela de oportunidades'. É nessa fase que se formam as bases de aprendizado que serão utilizadas ao longo de toda a vida. Nesta fase da vida, a evolução do cérebro ocorre em uma velocidade incrível – mais de 1 milhão de conexões por segundo" – Mariana Luz, da Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal Ela cita James Heckman, prêmio Nobel de Economia do ano 2000, cujos estudos mostram que uma educação infantil de qualidade tem efeitos no desenvolvimento emocional e cognitivo ao longo de toda a vida. Outro estudo que ela destaca é o da Associação Americana de Pesquisas Educacionais, de 2017, que revelou que o acesso a uma pré-escola de qualidade diminuía em oito pontos percentuais a reprovação no ensino médio, e aumentava em 11 pontos a conclusão desta etapa nos Estados Unidos. Outro estudo, feito na Etiópia com crianças beneficiárias do programa Save The Children, mostrou que as crianças mais pobres que frequentaram a educação infantil tiveram um ganho de 42% em linguagem. As de classe média, 34%, e as de classes mais altas, 25%. Ya Jen Chang, presidente do Instituto Sidarta, que aplica no Brasil o programa Mentalidades Matemáticas da Universidade de Stanford, afirma que uma das hipóteses que podem explicar o baixo resultado na avaliação em matemática é o modo como se enxerga a disciplina. "Acredita-se que matemática é um dom, para poucos. Mas é possível aprender matemática em alto nível", diz. "O ensino da matemática no Brasil é focado nos procedimentos e na memorização, o que não eleva a aprendizagem e ainda gera alto nível de ansiedade. A matemática deve ser apresentada de forma aberta, criativa e visual, compreensível e aplicável. Em vez de perguntar à criança quanto é 18x5, que tal descobrir de quantas formas diferentes se chega ao resultado de 18x5? E representar visualmente as soluções? É uma matemática mais profunda, que inclusive desafia a ideia de que é preciso ser rápido para ser bom em matemática" – Ya Jen Chang, do Instituto Sidarta Ricardo Henriques, ex-secretário Nacional de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (SECAD) do Ministério da Educação e atual superintendente do Instituto Unibanco, diz que a solução para a educação está na gestão e formação de professores. “O relatório da OCDE mostra que os países que investiram no combate à desigualdade e ofertaram um ensino de excelência para toda a população foram os que mais se destacaram no Pisa. A solução para a Educação não virá de fórmulas mirabolantes, mas de atuação eficiente no ordinário da educação, ou seja, gestão, orçamento, infraestrutura, formação de professores e condições de trabalho. O caminho da transformação é ofertar excelência com equidade para todos” – Ricardo Henriques, do Instituto Unibanco Como é feito o Pisa? O Pisa é uma avaliação mundial feita em dezenas de países, com provas de leitura, matemática e ciência, além de educação financeira e um questionário com estudantes, professores, diretores e escolas e pais; O resultado é divulgado a cada três anos – a edição mais recente foi aplicada em 2018 com uma amostra de 600 mil estudantes de 15 anos de 80 países diferentes. Juntos, eles representam cerca de 32 milhões de pessoas nessa idade; No Brasil, 10.691 alunos de 638 escolas fizeram a prova em 2018. São 2.036.861 de estudantes, o que representa 65% da população brasileira que tinha 15 anos na data do exame; O mínimo de escolas exigidas pela OCDE é 150; A prova é aplicada em um único dia, é feita em computadores, e tem duas horas de duração. As questões são objetivas e discursivas; A cada edição, uma das três disciplinas principais é o foco da avaliação – na edição de 2018, o foco é na leitura; O Brasil participou de todas as edições do Pisa desde sua criação, em 2000, mas continua muito abaixo da pontuação de países desenvolvidos e da média de países da OCDE, considerada uma referência na qualidade de educação. Entenda o que é o Pisa, a avaliação mundial de educação Initial plugin text
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03/12 - Argentina tem os piores desempenhos da América do Sul no Pisa 2018
Brasil supera Argentina e Peru em leitura, fica na penúltima posição em matemática e tecnicamente empatado com os dois vizinhos em ciências. Dos seis países sul-americanos participantes da edição 2018 do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa, na sigla em inglês), o Brasil não está nem entre os primeiros nem em último, considerando o desempenho geral. O único país que ficou consistentemente na última ou entre as últimas colocações foi a Argentina. Já levando em conta os resultados de toda a América Latina, que somam dez nações diferentes, os estudantes brasileiros ficam em uma posição mediana em relação aos demais países da região. Os dados do Pisa foram divulgados na manhã desta terça-feira (3) pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). O Pisa é uma prova feita para que qualquer estudante de 15 anos do mundo possa realizá-la, e é aplicado a cada três anos. Em 2018, 80 países ou regiões econômicas participaram da prova (veja o que é e para que serve o Pisa). Com nota média estimada de 413 em leitura, 384 em matemática e 404 em ciências, o Brasil apresentou uma leve alta em relação aos resultados de 2015, mas sua posição é considerada basicamente estagnada na última década. Esse é um dos motivos para o Brasil ficar parado ou ter caído no ranking dos demais países. A OCDE alerta, porém, que o desempenho histórico deve levar em conta o fato de que não existe uma nota mínima nem máxima fixas do Pisa – a escala é definida a cada edição, com base no desempenho de todos os participantes. Além disso, como a prova usa apenas uma amostra da população e, portanto, há uma margem de erro, que também varia de acordo com o país. Veja, abaixo, a comparação dos países da América Latina no Pisa 2018, considerando a margem de erro: Veja a comparação do Brasil com os demais países da América Latina, considerando a margem de erro da nota média de cada um deles Aparecido Gonçalves/G1 Região subrepresentada Os dados da prova, porém, não dão conta de toda a realidade latino-americana, já que apenas metade dos 20 países da região participaram do Pisa. Ficaram de fora desta edição Bolívia, Cuba, El Salvador, Equador, Guatemala, Haiti, Honduras, Nicarágua, Paraguai e Venezuela. Das nações que entraram nos dados divulgados nesta terça, Chile e Uruguai se revezam nas duas primeiras posições, considerando o ranking regional. O Chile é o que teve melhor desempenho em leitura (média 452) e ciências (média 444), enquanto ambos estão tecnicamente empatados em matemática, com o Uruguai em ligeira vantagem (média 418). No lado oposto da tabela, a República Dominicana é o país latino-americano com o pior desempenho nas três provas, registrando as médias de 342 em leitura, 325 em matemática e 336 em ciências. Nessas duas últimas provas, a ilha caribenha está isolada na posição mais baixa do ranking mundial, que neste ano teve participação de 80 países. Em leitura, ela fica empatada em último lugar com as Filipinas. Mas, considerando a média de países da OCDE, todos os países da região ficam muito aquém. Isso vale também para Chile e México, os dois latino-americanos membros do grupo, que são os últimos colocados do bloco em todas as três provas. O Brasil e a América Latina A posição do Brasil no comparativo regional varia de acordo com a prova. Em leitura, por exemplo, Brasil e Colômbia empatam no meio do ranking, com Argentina, Peru, Panamá e República Dominicana em pior situação. Já em matemática, o Brasil ficou cinco pontos à frente da Argentina, mas, como o país vizinho tem uma margem de erro mais alta, ambos são considerados tecnicamente empatados por uma pequena margem. O Panamá teve mais de 30 pontos a menos, e a República Dominicana ficou com quase 50 pontos de diferença negativa em sua nota média. Em ciências, Brasil, Argentina e Peru ficaram com a mesma nota média (404), mas o Brasil tem margem de erro menor que os demais. Também nesse caso, Panamá e República Dominicana tiveram desempenho pior, com diferença de entre 30 e quase 70 pontos em relação ao Brasil. Entenda o que é o Pisa, a avaliação mundial de educação Initial plugin text
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03/12 - Pisa 2018: dois terços dos brasileiros de 15 anos sabem menos que o básico de matemática
Em leitura e ciências, pelo menos metade dos estudantes também apresentaram níveis de proficiência abaixo do que é considerado básico pela OCDE. Dados foram divulgados na manhã desta terça-feira (3). Educação brasileira praticamente não avançou na última década, aponta Pisa 2018 Mais de dois terços dos estudantes brasileiros de 15 anos têm um nível de aprendizado em matemática mais baixo do que é considerado "básico" pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Os dados são da edição 2018 do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa, na sigla em inglês), divulgados nesta terça-feira (3). O nível 2, considerado o básico, é atingido a partir da nota 420,07 no Pisa. Já para entrar nos níveis considerados de alto desempenho (níveis 5 e 6), é preciso ter uma nota acima de 606,99. Levando em conta essas notas, o Brasil teve 43,2% de participantes demonstrando um aprendizado abaixo do nível 2 em todas as três provas, enquanto apenas 2,5% ficaram no nível 5 ou 6 em leitura, matemática e ciências. Na média da OCDE, essas porcentagens são de 13,4% e 15,7%, respectivamente. Confira outros resultados do Pisa: O Brasil caiu no ranking mundial de educação em matemática e ciências Em leitura, os dados do Brasil apresentam estagnação nos últimos dez anos Entre os países da América Latina, o Chile teve o melhor desempenho e a República Dominicana teve o pior desempenho Entre os países da América do Sul, a Argentina tem o pior resultado Os resultados do Brasil no Pisa 2018 mostram que a maioria dos estudantes continua no nível abaixo do considerado básico em leitura, matemática e ciências Juliane Monteiro e Aparecido Gonçalves/G1 Como é feito o Pisa? O Pisa é uma avaliação mundial feita em dezenas de países, com provas de leitura, matemática e ciência, além de educação financeira e um questionário com estudantes, professores, diretores e escolas e pais; O resultado é divulgado a cada três anos – a edição mais recente foi aplicada em 2018 com uma amostra de 600 mil estudantes de 15 anos de 80 países diferentes. Juntos, eles representam cerca de 32 milhões de pessoas nessa idade; No Brasil, 10.691 alunos de 638 escolas fizeram a prova em 2018. São 2.036.861 de estudantes, o que representa 65% da população brasileira que tinha 15 anos na data do exame; O mínimo de escolas exigidas pela OCDE é 150; A prova é aplicada em um único dia, é feita em computadores, e tem duas horas de duração. As questões são objetivas e discursivas; A cada edição, uma das três disciplinas principais é o foco da avaliação – na edição de 2018, o foco é na leitura; O Brasil participou de todas as edições do Pisa desde sua criação, em 2000, mas continua muito abaixo da pontuação de países desenvolvidos e da média de países da OCDE, considerada uma referência na qualidade de educação. Baixa aprendizagem no Brasil Nas três provas, o Brasil ainda não conseguiu reduzir o número de estudantes com aprendizado abaixo do nível básico para menos da metade. Porém, a situação segue mais crítica em matemática: 68,1% dos estudantes estão nessa situação. "No Brasil, o desempenho médio em matemática melhorou entre 2003 e 2018, mas a maior parte dessa melhora aconteceu nos ciclos iniciais [as primeiras edições do Pisa]. Depois de 2009, em matemática, assim como em leitura e em ciências, o desempenho médio para flutuar ao redor de uma tendência de estagnação", avaliou a OCDE. Porém, mesmo com a melhora no desempenho médio, em toda a série histórica considerada pela OCDE, o Brasil não conseguiu ter menos que dois terços de seus estudantes com nota abaixo de 420,07 em matemática. Além disso, só nas edições de 2003 e 2006 o Brasil teve mais de 1% de jovens com a pontuação acima de 606,99, ou seja, nos níveis 5 e 6, considerados de alto desempenho. Mais de dois terços dos brasileiros não teve nota suficiente para apresentar um aprendizado básico em matemática no Pisa, diz OCDE Ana Carolina Moreno/G1 Desigualdades dentro do Brasil A OCDE apontou, em sua análise específica sobre o Brasil, uma série de indícios de desigualdade de condições para a aprendizagem considerando as diferentes escolas e regiões onde estudam os brasileiros, além de diferenças relacionadas ao gênero de cada um e nível socioeconômico das famílias. Entre as regiões brasileiras, o Sul e o Nordeste tiveram, respectivamente, as maiores e menores médias nas três provas, embora as diferenças entre eles (de 43 pontos em leitura, 38 em matemática e 36 em ciências) não sejam estatisticamente relevantes, segundo os critérios da própria OCDE. Já a diferença entre estudantes de nível socioeconômico foi mais significativa. Em leitura, os brasileiros de família de alta renda tiveram média 97 pontos mais alta do que os de baixa renda. Na média da OCDE, essa diferença foi parecida, de 89 pontos. No entanto, desde 2009, a variação na nota entre as faixas de renda diferentes permaneceu relativamente a mesma na média dos países da OCDE. Ela era de 87 pontos há dez anos. Já no caso do Brasil, essa desigualdade aumentou de 84 para 97 pontos. "O status socioeconômico foi um forte instrumento de previsão do desempenho em matemática e ciência em todos os países que participaram do Pisa. Ele explicou 16% da variação no desempenho em matemática no Pisa 2018 no Brasil", afirmou a OCDE, ressaltando que, na média dos países do bloco, esse indicador respondeu por 14% da mesma variação. Por causa dessa diferença, a OCDE afirmou que apenas 10% dos estudantes de baixo nível socioeconômico foram capazes de tirar notas equivalentes aos 25% melhores desempenhos em leitura. Na média da OCDE, esse índice foi parecido, de 11%. Initial plugin text
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03/12 - Brasil está estagnado há dez anos no nível básico de leitura e compreensão de textos, aponta Pisa 2018
Avaliação internacional de estudantes aponta que, embora os dados indiquem uma leve melhora em 20 anos, na última década o desempenho dos estudantes do país não avançou. Educação brasileira praticamente não avançou na última década, aponta Pisa 2018 As habilidades de leitura e compreensão de texto seguem estagnadas na última década no Brasil, de acordo com os mais recentes dados do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes 2018 (Pisa, na sigla em inglês), divulgado nesta terça-feira (3). Embora numericamente os dados indiquem uma leve melhora em toda a série histórica, que começa nos anos 2000, a avaliação do relatório é que pouco mudou nos últimos dez anos. Em 2000, a pontuação do Brasil nas habilidades de leitura era de 396 pontos. Em 2009, chegou a 412. Quase dez anos depois, em 2018, a pontuação foi de 413. As notas dos demais países variam de 340 a 555, na média, sendo que 400 pontos indicaria um nível básico de compreensão. Confira outros resultados do Pisa: O Brasil caiu no ranking mundial de educação em matemática e ciências Em leitura, os dados do Brasil apresentam estagnação nos últimos dez anos Entre os países da América Latina, o Chile teve o melhor desempenho e a República Dominicana teve o pior desempenho Entre os países da América do Sul, a Argentina tem o pior resultado Mapa ilustra as médias em leitura pelo mundo, segundo o Pisa 2018 – Arte/G1 Os dados do Brasil também apontam que os níveis de proficiência no país estão baixos. Em 2018, 50,1% dos estudantes estavam abaixo do nível 2, em uma escala que vai de 1 a 6. Somente 2% dos participantes tiveram as melhores avaliações, de 5 a 6. O teste é feito a cada três anos e avalia três áreas de conhecimento: leitura, matemática e ciências. As questões são de múltiplas escolhas e discursivas. A cada edição, uma das áreas de conhecimento é analisada em maior profundidade. Na edição de 2018, o foco é a leitura. Pisa 2018, análise de leitura: Brasil está abaixo da média da OCDE em leitura : a média nacional é de 413 pontos, e a da OCDE é de 487 50% dos estudantes do Brasil conseguiram atingir ao menos o nível 2 de proficiência em leitura (a escala que vai de 1 a 6). A média da OCDE é 77%. Neste nível, os estudantes sabem identificar a ideia geral de um texto de tamanho moderado, encontram informações explícitas, e refletem sobre a forma e finalidade daquele material 2% dos estudantes brasileiros atingiram o nível 5 e 6 de proficiência em leitura. A média da OCDE é de 9%. São estudantes que compreendem textos longos, sabem lidar com conceitos abstratos e contra-intuitivos, e diferenciam fato de opinião Meninas têm melhor desempenho em leitura: a avaliação das estudantes foi 26 pontos maior que a dos colegas masculinos, em média, no Brasil. Nos países da OCDE, a diferença é de 29 pontos A prova é coordenada pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e foi aplicada a mais de 600 mil estudantes de 15 anos em 79 países ou regiões diferentes. No Brasil, quem coordena a aplicação do Pisa é o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Entenda o que é o Pisa, a avaliação mundial de educação Leitura no mundo digital O relatório da OCDE aponta que, no mundo digital, a relação com a leitura é constante. "Os estudantes de 15 anos que prestaram a prova cresceram em um ambiente com rápido avanço tecnológico e dependência de dispositivos digitais", afirma o documento. É neste cenário que a leitura se apresenta, seja em conversas com colegas pelas redes sociais, seja por meio de pesquisas na internet. Confira abaixo os principais pontos: 89,8% dos estudantes disseram participar de chats de conversas online 83,3% declararam fazer pesquisas online sobre temas específicos 75,5% leem notícias online, enquanto o jornal impresso foi leitura de 17,9% dos participantes 47% dos jovens brasileiros disseram que a leitura é um dos hobbies favoritos 24,3% dos estudantes brasileiros dizem que só leem por obrigação Como é feito o Pisa? O Pisa é uma avaliação mundial feita em dezenas de países, com provas de leitura, matemática e ciência, além de educação financeira e um questionário com estudantes, professores, diretores e escolas e pais; O resultado é divulgado a cada três anos – a edição mais recente foi aplicada em 2018 com uma amostra de 600 mil estudantes de 15 anos de 80 países diferentes. Juntos, eles representam cerca de 32 milhões de pessoas nessa idade; No Brasil, 10.691 alunos de 638 escolas fizeram a prova em 2018. São 2.036.861 de estudantes, o que representa 65% da população brasileira que tinha 15 anos na data do exame; O mínimo de escolas exigidas pela OCDE é 150; A prova é aplicada em um único dia, é feita em computadores, e tem duas horas de duração. As questões são objetivas e discursivas; A cada edição, uma das três disciplinas principais é o foco da avaliação – na edição de 2018, o foco é na leitura; O Brasil participou de todas as edições do Pisa desde sua criação, em 2000, mas continua muito abaixo da pontuação de países desenvolvidos e da média de países da OCDE, considerada uma referência na qualidade de educação. Em outubro, o diretor de educação da OCDE, Andreas Schleicher, deu uma entrevista ao programa Milênio, da GloboNews, para falar sobre o Pisa. Confira no vídeo abaixo: Milênio entrevista Andreas Schleicher, diretor de educação da OCDE Initial plugin text
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03/12 - Brasil cai em ranking mundial de educação em matemática e ciências; e fica estagnado em leitura
País teve novamente um dos 10 piores desempenhos do mundo em matemática no Pisa 2018, a avaliação mundial de educação. Entenda o que é o Pisa, a avaliação mundial de educação O Brasil não conseguiu registrar avanços significativos no desempenho dos estudantes em leitura, em matemática e em ciências no mais importante ranking mundial de educação. O resultado do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa, na sigla em inglês) divulgado nesta terça-feira (3) aponta ligeiro aumento da nota média, mas os estudantes brasileiros seguem entre os últimos 10 colocados na prova de matemática. O exame, cujas provas foram aplicadas no ano passado, é realizado pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Os resultados negativos para a educação brasileira foram verificados mesmo com a expansão da lista dos países participantes, que passaram de 70 para 80. Em leitura, o Brasil conseguiu manter sua posição de 2015, mas ainda está atrás de mais de 50 países e regiões econômicas. Já em ciência, o país caiu algumas posições, para uma colocação abaixo de pelo menos 65 participantes. Confira os resultados do Pisa: Dois terços dos brasileiros de 15 anos sabem menos que o básico de matemática Em leitura, os dados do Brasil apresentam estagnação nos últimos dez anos Entre os países da América Latina, o Chile teve o melhor desempenho e a República Dominicana teve o pior desempenho Entre os países da América do Sul, a Argentina tem o pior resultado Resultados do Brasil no Pisa 2018, divulgados nesta terça-feira (3) pela OCDE G1  Como é feito o Pisa? O Pisa é uma avaliação mundial feita em dezenas de países, com provas de leitura, matemática e ciência, além de educação financeira e um questionário com estudantes, professores, diretores e escolas e pais; O resultado é divulgado a cada três anos – a edição mais recente foi aplicada em 2018 com uma amostra de 600 mil estudantes de 15 anos de 80 países diferentes. Juntos, eles representam cerca de 32 milhões de pessoas nessa idade; No Brasil, 10.691 alunos de 638 escolas fizeram a prova em 2018. São 2.036.861 de estudantes, o que representa 65% da população brasileira que tinha 15 anos na data do exame; O mínimo de escolas exigidas pela OCDE é 150; A prova é aplicada em um único dia, é feita em computadores, e tem duas horas de duração. As questões são objetivas e discursivas; A cada edição, uma das três disciplinas principais é o foco da avaliação – na edição de 2018, o foco é na leitura; O Brasil participou de todas as edições do Pisa desde sua criação, em 2000, mas continua muito abaixo da pontuação de países desenvolvidos e da média de países da OCDE, considerada uma referência na qualidade de educação. Educação brasileira praticamente não avançou na última década, aponta Pisa 2018 Tendência de estagnação Os resultados seguem muito abaixo da média dos países da OCDE, que foi de 487 em leitura, 489 em matemática e 489 em ciências. Esses valores são usados como referência de educação de qualidade pelo Brasil e demais países. A OCDE concluiu que o Brasil mantém uma tendência de estagnação ao analisar os resultados de sete edições do Pisa em leitura, seis em matemática e cinco em ciências. Embora as notas médias tenham variado alguns pontos para cima e para baixo, no decorrer da última década essa variação não foi considerada estatisticamente relevante para ser considerada uma evolução de patamar. Ampliação das matrículas sem queda Apesar de se manter num patamar estável, a OCDE destacou que o Brasil foi um dos países que conseguiu aumentar consideravelmente o número de adolescentes de 15 anos matriculados na escola, sem que isso fizesse cair sua nota média no Pisa. "Entre 2003 e 2018, Brasil, Indonésia, México, Turquia e Uruguai matricularam muito mais pessoas de 15 anos na educação secundária sem sacrificar a qualidade da educação oferecida", diz o relatório. Resultados do Brasil no Pisa na última década indicam tendência de estagnação, diz OCDE Aparecido Gonçalves/G1 Atualmente, o patamar do Brasil deve ser comparável em leitura com a Bulgária, a Jordânia, a Malásia e a Colômbia. Em matemática, com a Argentina e a Indonésia. Já em ciências, os países que estão no mesmo grupo do Brasil no ranking mundial são Peru, Argentina, Bósnia e Herzegovina e a região de Baku, no Azerbaijão. Regiões da China superam Singapura Já no topo do ranking internacional, a China, embora não participe como um único país, mas sim apenas com regiões específicas, conseguiu liderar o ranking nas três provas. A região compreendendo Pequim-Xangai-Jiangsu-Guangdong (chamada de P-X-J-G pela OCDE) ficou nas primeiras colocações. Mas Macau e o território semiautônomo de Hong Kong conseguiram entrar no top 10 em todas as provas, e Taipei ficou entre os dez melhores em matemática e ciências. Outras duas potências asiáticas, Coreia do Sul e Japão também figuram entre os melhores países do mundo no Pisa 2018. As demais posições são ocupadas por países eupeus e o Canadá (veja abaixo): Regiões chinesas englobando Pequim, Xangai, Jiangsu e Guangdong ficaram no topo do ranking do Pisa 2018 G1  Veja abaixo o ranking completo do Pisa 2018 na prova de LEITURA, considerando a margem de erro (para cima e para baixo) verificada em cada país ou região econômica: Pisa 2018 - LEITURA - ranking mundial *Países que não atingiram a participação mínima, mas, segundo a OCDE, puderam ter seus resultados validados e incluídos no ranking comparativo Initial plugin text
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02/12 - MEC libera mais de R$ 5 milhões para universidades federais da Zona da Mata e Vertentes
De acordo com o Ministério da Educação, o dinheiro deverá ser investido em energia renovável e na conclusão de obras. G1 entrou em contato com as instituições das regiões. Campus em Juiz de Fora da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) Carlos Mendonça/Prefeitura de Juiz de Fora O Ministério da Educação (MEC) liberou, ao todo, R$ 5.432.100 para as universidades federais da Zona da Mata e Campo das Vertentes. Veja abaixo a quantia que cada local vai receber. O anúncio da liberação, foi realizado na última sexta-feira (29), em uma entrevista coletiva, em Brasília (DF). Ao todo, R$ 125 milhões foram liberados para 63 instituições de todo o país. De acordo com o MEC, o dinheiro deverá se investido em energia limpa e na conclusão de obras que tragam melhoria no ensino, na pesquisa e na extensão dos campi. A medida visa aumentar a autonomia financeira das instituições de ensino superior por meio do fomento à captação de recursos próprios e do empreendedorismo. O G1 entrou em contato com as instituições para saber mais detalhes sobre o repasse, mas até a última atualização desta matéria, somente a Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) se pronunciou sobre o assunto. (Veja abaixo) Verba Conforme um documento enviado pelo MEC ao G1, a Universidade Federal de São João del Rei (UFSJ) vai receber R$ 2.901.235. A Universidade Federal de Viçosa (UFV), R$ 1.358.025. Já a Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), R$ 1.172.840. Em nota, a UFJF informou que a quantia será investida em energia fotovoltaica. Não foi informado qual projeto será realizado na instituição. Campus da Universidade Federal de Viçosa UFV/Divulgação Para transferir o orçamento às instituições, a Secretaria de Educação Superior (Sesu) do MEC definiu alguns critérios. Confira: Universidades que estiverem melhor classificação em qualidade; desempenho acadêmico; e que sejam mais eficientes, ou seja, que tenham um menor custo por aluno. O objetivo é beneficiar universidades que tenham menores condições orçamentárias de realizar esse tipo de investimento e privilegiar o bom trabalho de gestão. Segundo o MEC, a implementação de painéis solares deve gerar uma economia nas contas de energia elétrica de até R$ 25,5 milhões ao ano para as universidades. Campus Tancredo Neves é uma das três unidades em São João del Rei da UFSJ UFSJ/Divulgação
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02/12 - Vestibular da UFRGS tem abstenção de 19,83% nos quatro dias de concurso; listão sai dia 16
Mais de cinco mil candidatos inscritos não compareceram às provas nos últimos dois finais de semana. Médias das provas de matemática e história também foram divulgadas. Listão com os aprovados será divulgado no dia 16 de dezembro Gustavo Diehl/UFRGS O vestibular da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) teve uma abstenção total de 19,83% nos dois finais de semana de provas. O total de candidatos presentes foi de 21.337 e ausentes de 5.279. A instituição também informou as médias das provas de história (13,1092) e de matemática (10,1166), que foram realizadas no domingo (1). Em história, 18 candidatos gabaritaram a prova. Já em matemática, 232 pessoas acertaram todas as questões. O gabarito pode ser conferido aqui. No fim de semana anterior, a abstenção de sábado foi de 14,27% e a de domingo, 15,46%. Já neste sábado (30), a abstenção ficou em 19,30%. Os dados completos sobre os quatro dias de provas estão disponíveis no site da universidade. O listão com os aprovados será publicado no dia 16 de dezembro na página do vestibular, também no site da UFRGS. A primeira fase das matrículas, que corresponde à entrega dos documentos, ocorre dos dias 17 a 23 de dezembro.
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