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25/05 - 'Nunca recebi influência de pastor', diz presidente do FNDE sobre liberação de verbas
Marcelo Lopes da Ponte deu declaração em audiência pública na Câmara. Denúncias de atuação de pastores levaram à queda do ministro da Educação em março. Marcelo Lopes da Ponte, presidente do FNDE, durante audiência em comissão da Câmara dos Deputados nesta quarta (25) Reprodução/TV Câmara O presidente do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), Marcelo Lopes da Ponte, afirmou nesta quarta-feira (25) que "nunca" sofreu influência de pastores de ou de quaisquer outras pessoas na gestão do órgão. Ponte deu a declaração ao participar de uma audiência pública na Comissão de Educação da Câmara dos Deputados. Ele foi chamado a dar explicações sobre denúncias de que pastores intermediavam a liberação de recursos no Ministério da Educação por meio do FNDE. Em audiência no Senado, em abril, Ponte já havia relatado ter encontrado os pastores em quatro ocasiões. Nesta quarta (25), citou novamente esses encontros, mas afirmou que não houve influência dos pastores em suas decisões e reiterou que não os autorizou a usar seu nome em negociações. "Quero deixar claro que nunca recebi influência de pastor ou de qualquer pessoa. Nosso trabalho é eminentemente técnico", afirmou Ponte aos deputados. "Nesses atendimentos em que houve a presença de pastores, quero esclarecer ainda que eles nunca viajaram conosco na aeronave da FAB ou nas comitivas de aviões comerciais e que nunca arcamos com qualquer despesa relacionadas a eles", acrescentou o presidente do FNDE. Em 22 de março, se tornou conhecida uma gravação na qual o então ministro da Educação, Milton Ribeiro, dizia a prefeitos que, a pedido do presidente Jair Bolsonaro, repassava verba a municípios indicados por pastores. Após a gravação ter se tornado conhecida, Ribeiro disse que Bolsonaro não pediu atendimento preferencial a pastores. O episódio gerou uma crise política e levou à demissão de Milton Ribeiro (relembre no vídeo mais abaixo). Ao Senado, prefeitos denunciaram a suposta atuação dos pastores Arilton Moura e Gilmar Silva. O g1 não localizou Arilton Moura quando o Senado ouviu os prefeitos; Gilmar Silva negou envolvimento em irregularidades. Nesta quarta, aos deputados, o presidente do FNDE disse que "sempre" atendeu às pessoas que o procuraram. "Minhas agendas são públicas e estão divulgadas no site do FNDE. Independente do partido político sempre atendi a todas as pessoas que me procuraram nesses quase dois anos de gestão, sejam prefeitos, secretários municipais de educação, deputados, senadores, governadores entre outros”, declarou Ponte. Denúncias de corrupção no MEC derrubam Milton Ribeiro 'Onde há fumaça, há fogo' Ainda durante a audiência desta quarta-feira, Marcelo Lopes da Ponte disse ter levado suspeitas de irregularidades na atuação dos pastores ao então ministro Milton Ribeiro e ao secretário-executivo da pasta, Victor Godoy, atual ministro, em agosto de 2021. O presidente do FNDE afirmou que, após voltar de uma viagem a Nova Odessa (SP), ouviu "conversas tortas" e levou imediatamente as suspeitas aos gestores, embora não tivesse provas. "Não recebi, não me foi oferecido valores, mas onde há fumaça há fogo e eu achei por bem, falei: 'Ministro, queria que o senhor tomasse uma providência', e ele, ainda em agosto do ano passado, mandou esse relato à CGU", disse. "Eu fui ouvido, prestei os esclarecimentos necessários e, nesse próprio depoimento, eu coloquei meu sigilo fiscal, bancário e telefônico à disposição das autoridades. Não tinha porque ter medo, não fiz nada errado”, declarou Ponte. TCU manda governo suspender compra de kits de robótica Kits de robótica Na audiência desta quarta-feira na Câmara, o presidente do FNDE também negou irregularidades na compra de kits de robótica para escolas em Alagoas e Pernambuco. O jornal "Folha de S.Paulo" revelou indícios de irregularidades na destinação de R$ 26 milhões, pelo Ministério da Educação e pelo FNDE, para aquisição de kits de robótica por municípios de Alagoas, no valor individual de R$ 14 mil. Somados a outros dois municípios pernambucanos, as compras chegaram a R$ 31 milhões. Após a publicação da reportagem, o ministro Walton Alencar Rodrigues, do Tribunal de Contas da União (TCU), determinou ao governo federal que suspendesse os contratos. Os repasses foram feitos por meio das emendas de relator, conhecidas como "orçamento secreto" pela falta de transparência. As emendas de relator são uma modalidade de repasses considerada mais difícil de ser fiscalizada e com critérios menos claros de aplicação. "Todos os kits que foram liberados foram por critérios técnicos. As emendas de relator são públicas e estão disponibilizadas no site da CMO. Tudo o que foi pago, foi pago após os municípios licitarem, apresentarem os contratos de licitações, as notas fiscais, dentro dos preços cadastrados", afirmou Ponte aos deputados. Podcast Ouça o episódio do podcast O Assunto sobre "O esquema dos pastores no MEC":
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25/05 - Ufes repudia PEC que propõe cobrar mensalidade em universidades públicas: 'retrocesso'
PEC chegou a constar na pauta desta terça-feira (24) da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC), que é a primeira fase de tramitação, mas não foi debatida devido a ausência do relator. Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) Luciney Araújo/TV Gazeta A Administração Central da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) divulgou um texto em que manifesta repúdio ao projeto que prevê o fim da gratuidade nas instituições públicas de ensino superior. Entenda o que diz o texto que propõe cobrar mensalidade em universidades públicas A proposta de emenda à Constituição (PEC) chegou a constar na pauta desta terça-feira (24) da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC), que é a primeira fase de tramitação, mas não foi debatida devido a ausência do relator, deputado federal Kim Kataguiri (União Brasil). Cabe colegiado analisar apenas questões técnicas. Isto é, se o texto fere algum princípio constitucional para autorizar ou não a sua tramitação. De autoria do deputado federal General Peternelli (União Brasil), a PEC tem parecer favorável pela sua tramitação do relator. O texto divulgado pela Ufes, assinado pelo reitor Paulo Vargas e pelo vice-reitor Roney Pignaton, diz que "mesmo ressalvando da cobrança de mensalidades os estudantes de menor renda", o projeto "é um grande retrocesso e se coloca na direção contrária da universalização do ensino superior, quesito em que o Brasil está bem distante de outros países da América do Sul e do mundo". "A gratuidade da educação pública no Brasil tem sido um fator de qualificação de sua população, permitindo formação científica e humanística de alto nível, acesso à graduação, à pós-graduação, à pesquisa e à extensão, bem como aos programas de ciência e tecnologia, gerando de oportunidades para inúmeros jovens e ascensão social numa sociedade marcada pelas desigualdades sociais e de renda. A universidade pública e gratuita, que também deve se caracterizar pela qualidade e pela inclusão, é um meio de promoção do direito à educação, previsto no artigo 205 da Constituição Federal", diz parte do comunicado. Segundo a Administração Central da Ufes, os aspectos estruturais e as "questões conjunturais de um país que registra uma inflação ascendente, com uma população com perda acentuada de emprego e renda e em processo de precarização das condições de vida" já seriam suficientes para "preservar e fortalecer esse instrumento tão importante de promoção da cidadania que é a universidade pública e gratuita". "Conclamamos nossos senadores e senadora, deputados e deputadas a se perfilarem em favor da permanência da gratuidade nas universidades públicas brasileiras e defenderem esse patrimônio que é de todos, contribuindo também para continuar assegurando o financiamento estatal que essas instituições tanto necessitam para continuarem prestando seus serviços com qualidade", diz outro trecho do texto. Entenda a PEC que propõe que universidades públicas cobrem mensalidade PEC 206 Durante a sessão desta terça, foi aprovado por unanimidade um requerimento para realizar uma audiência pública para discutir o assunto antes da votação pela tramitação da pauta. A audiência ainda não tem data para acontecer. Se aprovada na CCJ, a proposta será, então, encaminhada para uma comissão especial, ainda a ser criada, que terá a responsabilidade de discutir o mérito. Depois, a PEC precisará ainda de duas votações no plenário da Câmara antes de seguir para o Senado. Os argumentos de quem defende O General Peternelli, autor da proposição, disse que a PEC não causa prejuízo à educação pública, já que só quem possui condição financeira de pagar as mensalidades arcará com a cobrança e os que não puderem pagar "continuarão usufruindo da gratuidade". "A gratuidade generalizada, que não considera a renda, gera distorções gravíssimas, fazendo com que os estudantes ricos – que obviamente tiveram uma formação mais sólida na educação básica – ocupem as vagas disponíveis no vestibular em detrimento da população mais carente, justamente a que mais precisa da formação superior, para mudar sua história de vida", escreveu ele na proposta. O relator Kim Kataguiri também defendeu o texto em uma rede social, onde afirmou que o dinheiro público deveria ser investido nos mais pobres. "A educação brasileira não pode continuar sendo uma máquina de desigualdade social (tirando dos pobres e dando pros ricos). Precisamos investir na educação básica e ampliar o acesso dos pobres na universidade", disse. Os argumentos de quem critica Um dos partidos que fazem oposição à proposta, o PSB a considera polêmica e que possivelmente agrava o problema no ensino superior brasileiro. O partido alertou para o risco de redução de investimento público nas universidades federais, além da falta de critérios específicos que determinem o público alvo da cobrança e como ela seria feita. "A Constituição Federal tem por princípio a gratuidade do ensino público como instrumento de promoção social, de desenvolvimento humano e científico do país. Criar subgrupos nas universidades, dos alunos que podem pagar e dos alunos que não podem pagar, irá criar 'castas' nas universidades, enfraquecendo os estudantes quando da busca por melhores condições de ensino, por exemplo", defendeu o partido em nota. O PSOL também critica o projeto por entender que pode dificultar o acesso de estudantes com menos poder aquisitivo ao ensino superior público, bem como reforça a ideia de que os gastos com educação superior pública são supérfluos. "O projeto ignora a ampliação de cotas sociais e raciais para o ensino superior, ignora a discussão de políticas públicas a fim de viabilizar a matrícula e permanência de estudantes provenientes das classes sociais mais vulneráveis, buscando apenas criar embaraços para o regular funcionamento das instituições de ensino públicas como, justamente, órgãos públicos", disse. Projeto quer mensalidade em universidades públicas VÍDEOS: tudo sobre o Espírito Santo Veja o plantão de últimas notícias do g1 Espírito Santo
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25/05 - Mensalidade na universidade pública? O que está em debate no Congresso
Deputado autor da proposta de emenda à Constituição que institui cobranças diz que acesso às instituições é desigual entre ricos e pobres e que gratuidade será mantida para quem não puder pagar. Especialistas afirmam que desigualdade tem sido reduzida com cotas e que mensalidades podem ser nova barreira de acesso aos mais pobres e levar a cortes de recursos no futuro. PEC que institui mensalidades está em debate na Câmara Getty Images, via BBC Um projeto de emenda à Constituição Federal (PEC) reacendeu o debate sobre a possibilidade de cobrança de mensalidades em universidades públicas brasileiras. A PEC 206 foi apresentada pelo deputado federal General Peternelli (União-SP) e estava na pauta de terça-feira (24) da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, onde poderia ser votada. Mas foi retirada de última hora, porque o relator do projeto, o deputado Kim Kataguiri (União-SP), está de licença médica. Kataguiri se manifestou a favor da proposta em seu relatório. Mesmo sem a PEC na pauta, integrantes de movimentos sociais ocuparam o plenário da comissão enquanto deputados do PT, PSOL, PCdoB e PSD usaram suas falas para criticar a medida e acusaram de ser uma tentativa de privatizar o ensino superior público do país. O deputado Peternelli também falou na sessão e justificou sua proposta. "Quem paga mais imposto é o pobre, é a classe assalariada, e quem paga a universidade pública? É o dinheiro público. Essa pessoa humilde pagou para financiar o curso de Medicina do cara que vai estudar com carro Mercedes. É inconcebível termos uma oportunidade de dividirmos recursos e não querermos nem ouvir a proposta." Ao fim do debate, foi aprovada a realização de uma audiência pública sobre a PEC antes que ela seja votada. Ainda não há data para a audiência. À BBC News Brasil, Peternelli negou que sua proposta busque privatizar as universidades públicas e disse que o objetivo é corrigir distorções do ensino superior e obter mais recursos para melhorar as instituições. No entanto, especialistas ouvidos pela reportagem dizem que a medida não resolverá a desigualdade social nas universidades públicas, pode dificultar o acesso de pessoas mais pobres a estes cursos e abre caminho para que o financiamento das instituições seja reduzido no futuro. O que diz o projeto? A PEC 206 faz referência um relatório do Banco Mundial de 2017 que recomendou o fim de gratuidade nas universidades públicas do país e a um estudo da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) que apontou em 2018 que, em 20 de 29 países estudados, havia cobranças em universidades públicas. O projeto afirma que, no Brasil, "a maioria dos estudantes dessas universidades acaba sendo oriunda de escolas particulares e poderiam pagar a mensalidade". "O gasto público nessas universidades é desigual e favorece os mais ricos", diz o texto da PEC. "A gratuidade generalizada, que não considera a renda, gera distorções gravíssimas, fazendo com que os estudantes ricos - que obviamente tiveram uma formação mais sólida na educação básica - ocupem as vagas disponíveis no vestibular em detrimento da população mais carente, justamente a que mais precisa da formação superior, para mudar sua história de vida. General Peternelli: 'É justo que os mais humildes paguem a faculdade dos mais ricos?' Agência Brasil A proposta estabelece que a Constituição passaria a prever que "as instituições públicas de ensino superior devem cobrar mensalidades, cujos recursos devem ser geridos para o próprio custeio, garantindo-se a gratuidade àqueles que não tiverem recursos suficientes, mediante comissão de avaliação da própria instituição e respeitados os valores mínimo e máximo definidos pelo órgão ministerial do Poder Executivo". O texto da PEC traz como sugestão que o valor máximo da mensalidade seja o equivalente a 50% do preço médio cobrado pelos cursos particulares dentro de uma determinada região. Mas seu autor afirma que os reitores teriam autonomia para determinar os valores e critérios usados para cobrar as mensalidades. De acordo com Peternelli, a comissão que avaliaria a condição econômica de cada estudante seria formada por alunos, professores e assistentes sociais. Seria então tomada a decisão sobre a concessão de bolsas, que variariam entre 30% e 100% do valor da mensalidade, para os alunos mais pobres. "Quem pode paga, quem não pode não paga", diz Peternelli. "Acho isso natural. É justo que os mais humildes paguem a faculdade dos mais ricos?" O relator da proposta reforçou esse argumento em nota enviada à imprensa, ao dizer que os mais pobres são "reféns de escolas públicas subfinanciadas e pagam pela universidade pública frequentada, em regra, por pessoas com renda superior". Kim Kataguiri reafirmou ainda que a PEC prevê que a gratuidade será garantida a quem não tiver condições financeiras suficientes e negou, assim como Peternelli, que a medida seja uma privatização da universidade pública. O autor da PEC afirma que o texto institui mensalidades, mas não altera outros elementos básicos de uma instituição desse tipo. "Não tem nada a ver. A universidade privada tem o componente do lucro, não depende de concurso público para contratar professor, o reitor é escolhido pelo dono e não pela coletividade", diz Peternelli. "Esse dinheiro vai ser investido em ciência, pesquisa e tecnologia, vai ser tudo revertido para melhorar as condições das universidades públicas." O que dizem os especialistas? No entanto, a posição de Peternelli não se reflete nas opiniões de especialistas ouvidos pela reportagem. Cláudia Costim, diretora do Centro de Políticas Educacionais da Fundação Getúlio Vargas (FGV), diz não ser contra a cobrança de mensalidades, especialmente na pós-graduação, e afirma que esse assunto poderia ser revisitado no futuro. Mas o considera inoportuno agora, em meio à crise que o país atravessa, por ser uma proposta "absolutamente desvinculada de qualquer tipo de solução para os problemas emergenciais e estrurais da educação no país". Para além do momento imediato, Costim avalia que a cobrança de mensalidades poderia se tornar uma nova barreira de acesso para estudantes de baixa renda. "O efeito disso, ao meu ver, seria o aprofundamento da crise do ensino superior, porque estaríamos correndo o risco de cobrar de quem não pode pagar ou de endividar famílias que teriam que contrair empréstimos", diz. Outra consequência a médio prazo poderia ser uma redução dos recursos públicos destinados às universidades. "É verdade que há países que cobram mensalidades em universidades públicas, mas em nenhum deles é a principal fonte de financiamento", explica Costim. "Corremos o risco, ao fantasiar que vai ter financiamento importante por meio de mensalidades, de os governos se desvencilharem do seu papel de financiar as universidades, porque sofrem pressão de cortar gastos, e os investimentos em Educação e Ciência não geram resultado no curto prazo e são mais difíceis do político capitalizar." Embora o autor da PEC afirme que a cobrança de mensalidades seria um recurso extra e não levaria a cortes de orçamento, Costim afirma que "não dá para colocar na Constituição que não vai ter cortes". "Seria muito fácil no futuro alguém dizer que a universidade tem outras fontes de financiamento e cortar". Renato Janine Ribeiro, presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), afirma que a argumentação apresentada pela PEC 206 para a cobrança de mensalidades está "desatualizada". Projeto na Câmara reacendeu o debate sobre a possibilidade de cobrança de mensalidades em universidades públicas brasileiras Getty Images, via BBC "A ideia de cobrar poderia fazer sentido no passado, mas não faz mais porque a Lei de Cotas mudou o perfil da universidade. Não é mais verdade que não tem negros e pobres, porque hoje metade das vagas são reservadas a quem vem de escola pública", afirma Ribeiro, que foi ministro da Educação no governo de Dilma Rousseff. Uma pesquisa de 2019 aponta que, hoje, 70,2% dos estudantes das universidades federais é de baixa renda. O levantamento da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) apontou que esses estudantes têm uma renda familiar mensal de até 1,5 salário mínimo per capita. Ribeiro considera ainda que seria difícil instaurar um sistema de avaliação capaz de dar conta da complexidade das diferentes situações econômicas dos estudantes. "Imagina uma pessoa de 25 anos que mora com os pais, qual renda vai ser levada em consideração: a dela ou da família? E se uma pessoa de 18 anos é independente e mora sozinha? E uma pessoa de 40 anos que mora com o pai e recebe uma mesada?", afirma. "Sem falar que vai ser preciso criar todo um sistema burocrático para colocar tudo isso em prática e obter um ganho muito pequeno. Não vale a pena." Ribeiro defende que uma forma melhor de obter mais recursos para o ensino superior seria cobrar mais imposto de renda de quem é mais rico e passar a tributar lucros e dividendos distribuídos por empresas, por exemplo. "A solução está na tributação e não em transformar a educação em mercadoria", diz o presidente da SBPC. Compromisso Renato Janine Ribeiro diz ainda ter escrito para o General Peternelli para cobrar um compromisso assumido por escrito com a SBPC de que, em sua atuação parlamentar, defenderia o ensino público superior gratuito. "A PEC viola esse compromisso. Talvez o deputado tenha se esquecido que o assumiu." Peternelli diz que não rompe com esse compromisso, porque está garantindo a gratuidade do ensino superior a quem precisa na PEC. "Estamos contribuindo com a universidade para que ela tenham melhores condições de ensino e pesquisa e que propicie ensino de qualidade a quem não pode pagar", diz o deputado. Peternelli acredita que a polêmica em torno da proposta é despropositada. "Não entendo por que essa repercussão toda. Estou simplesmente defendendo um posto de vista. Eu, por exemplo, tenho um filho que estudou na UnB [Universidade de Brasília]. Eu posso pagar, então, eu pago esse dinheiro. Isso faz parte dessa ideia de quem tem mais recursos paga." Peternelli explica que seu filho desistiu do curso de Arquitetura na UnB para cursar Educação Física em uma universidade privada. Questionado se ter um filho que estudou em uma universidade pública não contraria de certa forma a essência de sua proposta, Peternelli responde que não. "Aí você estaria tirando minha liberdade. Eu matriculo meu filho onde ele tem direito, onde for necessário. Tem que colocar um filho nas melhores instituições. Não é porque pode pagar que não vai colocar lá", diz o deputado. "Você está desvirtuando, não leve por esse lado. Leve pelo lado bom."
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25/05 - Cursos gratuitos e pagos oferecem formação para quem quer trabalhar com tecnologia
Há chances para quem deseja entrar no mercado de trabalho, além de escolas voltadas exclusivamente para mulheres e pessoas negras, com o objetivo de promover a diversidade na TI. Formandas do Reprograma em 2019: projeto dá aulas para mulheres de baixa renda Josiane Santiago/Arquivo pessoal O mercado de trabalho para desenvolvedores não para de crescer. Interessados em investir nessa carreira e que não têm meios de pagar por um curso, pode se candidatar tanto para uma bolsa gratuita. O g1 reuniu algumas opções; veja abaixo. Entre as opções, há algumas voltadas para mulheres e outras para pessoas negras, com o objetivo de promover a diversidade na TI. Também é válido buscar informações em órgãos como as secretarias de educação de prefeituras e governos estaduais sobre bolsas e programas de capacitação. GUIA DA CARREIRA EM TI: profissões, salários, por onde começar e como se desenvolver em tecnologia SALÁRIOS EM TI: veja quanto paga cada carreira na área, segundo consultoria Plataformas e projetos gratuitos +1 Code O projeto tem como objetivo transformar jovens de periferia em programadores por meio de cursos gratuitos. Os interessados podem fazer um cadastro e passam por uma entrevista. As aulas são semanais e promete um professor exclusivo por aluno. Os treinamentos duram seis meses. Site: https://mais1code.com.br/ Coursera O Coursera conta com uma série de cursos gratuitos preparados por universidades e empresas. Há cursos tanto instituições como USP, Unicamp e ITA quanto de empresas como Cisco, Intel e Microsoft, entre várias outras. As aulas são gravadas e, via de regra, os conteúdos são legendados. Além de materiais para assistir e ler, os alunos precisam realizar testes ao final de cada lição. Cursos: para quem se interessa por programação, a plataforma oferece conteúdo de Python, Java, PHP, lógica de programação e desenvolvimento de apps para celulares, por exemplo. Há ainda conteúdo focado em certificações para gerenciamento de dados, segurança da informação, gestão de infraestrutura em nuvem e outras áreas aquecidas da TI. Site: https://www.coursera.org/ Generation Brasil Generation é uma organização sem fins lucrativos fundada em 2014 pela consultoria McKinsey que oferece cursos gratuitos de curta duração (até 3 meses) para pessoas entre 18 e 30 anos que não estejam empregadas. Há turmas abertas para desenvolvimento web, mobile e na plataforma .NET. Site: https://brazil.generation.org/ Khan Academy Assim como o Coursera, o site oferece vários cursos em diferentes níveis sobre linguagens como HTML, CSS, SQL e JavaScript. Há ainda cursos com noções básicas de lógica e conteúdo de matemática, português, ciências e história, para quem precisa reforçar os conhecimentos do ensino fundamental e médio. Site: https://pt.khanacademy.org Programadores do Amanhã O projeto pretende capacitar jovens negros para atuarem no mercado de tecnologia. Os cursos são totalmente online e ensinam como desenvolver sites e programas. Os estudantes ainda recebem aulas de inglês e de metodologias ágeis. Cada jovem possui um mentor, responsável por acompanhar o aprendizado e ajudar com a inserção no mercado. Estudantes de qualquer escola pública do Brasil podem se candidatar para as 50 vagas do curso. Site: https://programadoresdoamanha.org/ Reprograma Iniciativa voltada para mulheres que não têm recursos ou oportunidades para aprender a programar, a Reprograma oferece um curso online, livre e gratuito de tecnologia para meninas de 14 a 18 anos. As interessadas passam por um mês de oficinas e 400 são selecionadas para o curso sobre tecnologia, que envolve desde conhecimentos de desenvolvimento de produtos digitais até aulas de marketing. Site: https://www.reprograma.com.br/ Santander Becas O programa de bolsas do Santander oferece oportunidades de formar talentos em desenvolvimento de software, que podem ser contratados pelo próprio banco. Uma das ofertas disponíveis é o Santander Bootcamp 2022: programa online gratuito para quem deseja aprender programação para web ou mobile. São 50.000 bolsas para todo o Brasil. Site: https://www.becas-santander.com/pt_br/index.html Soul Bilíngue A ONG Soul Bilíngue oferece bolsas de estudo internacional, imersão na língua inglesa, mentorias e acolhimento emocional para jovens de baixa renda. Em um formato gamificado, os selecionados para o programa ficam imersos durante seis meses em atividades diversas envolvendo o inglês com aulas semanais e mentorias com estrangeiros e brasileiros proficientes no idioma. Os alunos mais comprometidos e assíduos ganham bolsas de estudo de inglês no exterior. Site: https://www.soulbilingue.com/ GANHAR EM DÓLAR OU EM EURO: as lições de quem tem carreira internacional; CARREIRA EM TI: por onde começar a buscar o primeiro emprego. Cursos pagos Alura A plataforma de aulas online oferece 1.200 cursos divididos pelas principais carreiras em tecnologia. Cada curso requer um projeto final de formação e dá direito a um certificado e o estudante pode completá-lo no próprio ritmo. As aulas são gravadas em vídeo e o aluno pode tirar dúvidas em um fórum. Cursos: programação, front-end, ciência de dados, devops (infraestrutura de redes, computação em nuvem, internet das coisas), design, desenvolvimento mobile e gestão. Preço: por R$ 1.020 à vista ou em 12 vezes de R$ 85 no pacote Premium. Há uma versão Pro, que custa R$ 1.440 à vista ou pode ser parcelada em 12 vezes de R$ 120 e inclui aulas de inglês. Site: https://www.alura.com.br/ Awari A escola tem cursos com aulas online e uma plataforma de acompanhamento individual dos alunos. No pacote de assinatura anual, os estudantes têm direito a agendar mentorias com profissionais de empresas como Itaú, Loft, Nubank, Vivo, Magazine Luiza, dentre outros. Por conta do formato ao vivo, as aulas têm horários fixos. Cursos: design, ciência de dados, programação e gestão de produtos. Preço: assinatura anual custa R$ 3.200 e pode ser parcelada em 12 vezes de R$ 267. Ela dá acesso aos cursos de forma ilimitada. Site: https://awari.com.br/ Digital House A escola oferece aulas ao vivo, com 2 professores (um generalista e um assistente) e cada turma tem até 50 pessoas. Para conseguir o certificado, os alunos precisam realizar atividades práticas e entregar um projeto ao final do curso, além de manter 90% de presença. Um departamento de carreiras faz a ponte entre os estudantes e vagas no mercado de trabalho. A escola diz que tem 97% Cursos: ciência de dados, análise de dados, experiência do usuário (UX), desenvolvimento web, marketing digital. Preço: o valor varia de acordo com o horário das aulas e duração do curso. Um curso de desenvolvimento para a web, de cinco meses, por exemplo, custa a partir de R$ 8.768 (para o horário da manhã) e pode ser parcelado em até 12 vezes. A escola também oferece bolsas e opções de financiamento estudantil para pagamento de cursos em até 36 vezes. Site: https://www.digitalhouse.com/ Eu Programo (PrograMaria) O curso online da startup PrograMaria tem como objetivo guiar mulheres durante os primeiros passos no mundo da programação. Dividido em seis módulos, tem duração de 4 semanas. Os conteúdos abordados são as linguagens HTML, CSS e JavaScript, além de Lógica de Programação. Curso: introdução à programação (desenvolvedor web). Preço: a partir de R$ 74,20. Com o valor mínimo é possível acessar o curso completo durante o período de quatro semanas a partir do início da turma. Há ainda duas faixas de preço: R$ 104,90, no pacote “Ideal”, e R$ 149,90, no pacote “Ajude outra mulher”. Em ambos, o valor excedente é direcionado para uma bolsa para quem não tem condições de pagar por ele. Site: https://www.programaria.org/curso-online-euprogramo/ Sirius A edtech oferece um estilo de curso que promete acelerar a carreira de seus alunos. Com formato intensivo e duração de 6 meses, as aulas são online e focam na prática. A ideia é que o aluno possa construir um portfólio de projetos para facilitar sua entrada no mercado. Cursos: desenvolvimento web e ciência de dados. Preço: R$ 22.000 à vista. O valor pode ser parcelados em até 24 vezes com juros. A escola oferece bolsas de até 100% para estudantes e, no caso de alunos de baixa renda, há a chance de aplicar para recebimento de um auxílio financeiro. Site: https://www.sirius.education/ APRENDER A PROGRAMAR AOS 50: as histórias de quem trocou outras áreas pela TI Como decidir? O presidente da Associação Brasileira de Startups e fundador da edtech Sirius, Felipe Matos, indica uma lista de temas e perguntas que ajudam no processo de decisão por uma escola online. Conteúdo dos cursos: em geral, as escolas publicam uma lista de tópicos que são abordados durante as aulas. Verifique se os temas estão alinhados com o que você precisa saber para entrar no mercado. Por exemplo, esses conhecimentos são cobrados em entrevistas e testes para as vagas desejadas? Formato: antes de investir, fique atento se o curso é apenas playlist de vídeos e textos, se eles oferecem experiências de aprendizado no seu próprio tempo ou têm aulas ao vivo. E fique atento para identificar se o curso possui apenas teoria ou reserva tempo para projetos e exercícios práticos? Comunidade: o curso promove algum tipo de troca e interação com os outros alunos, seja por meio de um fórum ou grupo em aplicativo ou rede social? A escola promove algum evento ou oferece a possibilidade de mentoria com profissionais do mercado? Parcerias e empregos: a escola oferece parcerias com empresas para desenvolvimento de conteúdo ou ações de relacionamento? Existe algum tipo de apoio para o aluno conseguir emprego? "Uma boa dica é sempre falar com outras pessoas que passaram pelo curso para entender mais sobre ele e se é para você", comenta Matos. Qual linguagem escolher? A resposta é depende do seu objetivo. Existem mais de 700 linguagens de programação, o que pode confundir a cabeça de quem se interessa pela área. Para quem tem interesse por escrever códigos de computação, a dica é focar no básico. Ou seja, entenda como funciona a lógica de programação, como criar funções e variáveis que são as instruções que o programador dá para o computador realizar. Em seguida, pesquise qual a linguagem mais usada na área desejada. Por exemplo, os interessados em ciência de dados precisam de conhecimentos em linguagens como Python, Linguagem R, SAS e Java. Já um desenvolvedor front-end vai se focar mais em HTML e CSS. Segundo o Github, que é uma espécie de rede social para programadores, as linguagens mais populares entre os programadores brasileiros em 2021 foram: Javascript; Sass CSS; Blade; Linguagem de configuração HashiCorp; Elixir; Typescript; Kotlin; Go; Lua; Python. Vídeo: 5 dicas para dar os primeiros passos profissionais na área de TI 5 dicas para começar na carreira de TI
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24/05 - PEC 206: entenda o que diz o texto que propõe cobrar mensalidade em universidades públicas
Proposta está na pauta da Comissão de Constituição e Justiça, mas não será votada nesta semana. Atualmente, a Constituição garante gratuidade a todos os estudantes de instituições públicas. PEC consta da pauta da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara Reprodução/JN Uma proposta de emenda à Constituição (PEC) apresentada na Câmara dos Deputados estabelece a cobrança de mensalidades em universidades públicas brasileiras. Polêmico, o tema enfrenta resistência de partidos de oposição e tem gerado controvérsia nas redes sociais. A matéria chegou a constar na pauta desta terça-feira (24) da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC), que é a primeira fase de tramitação, mas não foi debatida devido a ausência do relator, deputado Kim Kataguiri (União-SP) (saiba mais abaixo). Cabe colegiado analisar apenas questões técnicas. Isto é, se o texto fere algum princípio constitucional para autorizar ou não a sua tramitação. Compartilhe esta matéria no WhatsApp Compartilhe esta matéria no Telegram De autoria do deputado federal General Peternelli (União-SP), a PEC tem parecer favorável pela sua tramitação do relator, deputado Kim Kataguiri (União-SP). No entanto, Kataguiri informou ao g1 que não será votada nesta semana. Segundo o gabinete parlamentar dele, o deputado estará ausente da Câmara nesta semana e só retornará na próxima. Pelas regras regimentais, o relator deve estar presencialmente na comissão. Durante a sessão desta terça-feira, foi aprovado por unanimidade um requerimento para realizar uma audiência pública para discutir o assunto antes da votação pela tramitação da pauta. A audiência ainda não tem data para acontecer. Em uma rede social, o relator se defendeu dos ataques argumentando que a proposta prevê a cobrança de mensalidade "só dos mais ricos". "Sim, sou a favor de que os ricos paguem mensalidade de Universidades Públicas (mantendo a gratuidade para os pobres). Ou você acha justo que os pobres, que não estão na faculdade e que são os que mais pagam impostos no Brasil, continuem pagando a faculdade dos mais ricos?", escreveu Kataguiri. Se aprovada na CCJ, a proposta será, então, encaminhada para uma comissão especial, ainda a ser criada, que terá a responsabilidade de discutir o mérito. Depois, a PEC precisará ainda de duas votações no plenário da Câmara antes de seguir para o Senado. Você vai ver abaixo: Como é o acesso à universidades públicas atualmente O que a PEC 206 propõe Como é a tramitação O que diz quem defende a proposição O que diz quem critica proposição PEC 206 repercute entre famosos 1. Como é hoje Atualmente, a gratuidade das universidades públicas é garantida pelo artigo 206 da Constituição Federal, que estabelece a "gratuidade do ensino público em estabelecimentos oficiais". Assim, nenhum estudante aprovado em universidade pública, independentemente de renda, raça, cor ou gênero, paga mensalidade nestas instituições. Volte ao topo 2. O que prevê o texto A PEC 206/2019 prevê alterar um trecho da Constituição para estabelecer que as universidades públicas passem a cobrar mensalidades, mas garanta a gratuidade para estudantes que não tiverem recursos suficientes. O corte de renda será definido pelo Poder Executivo e caberá a uma comissão da própria universidade a análise das gratuidades, respeitando os valores estabelecidos. A PEC não detalha como este controle será feito. Assim, ficaria: Artigo 206: gratuidade do ensino público em estabelecimentos oficiais, ressalvada a hipótese do art. 207, § 3º; Artigo 207, parágrafo 3º: As instituições públicas de ensino superior devem cobrar mensalidades, cujos recursos devem ser geridos para o próprio custeio, garantindo-se a gratuidade àqueles que não tiverem recursos suficientes, mediante comissão de avaliação da própria instituição e respeitados os valores mínimo e máximo definidos pelo órgão ministerial do Poder Executivo. Volte ao topo 3. Como é a tramitação A primeira etapa da tramitação de uma PEC é a CCJ, que avalia aspectos formais e se a proposta não fere a Constituição, autorizando ou não a sua tramitação. Se for autorizada, uma comissão especial será criada e ficará responsável por debater o mérito da proposta, podendo fazer alterações no texto. Depois disso, ela terá que ser votada no plenário da Câmara em dois turnos e, caso seja aprovada, segue para o Senado. Se houver mudanças substanciais na proposta, ela volta à Câmara e depois retorna ao Senado. Quando aprovada, a proposta é promulgada em forma de emenda constitucional em sessão do Congresso Nacional. Volte ao topo 4. Os argumentos de quem defende O General Peternelli, autor da proposição, diz que a PEC não causa prejuízo à educação pública, já que só quem possui condição financeira de pagar as mensalidades arcará com a cobrança e os que não puderem pagar "continuarão usufruindo da gratuidade". "A gratuidade generalizada, que não considera a renda, gera distorções gravíssimas, fazendo com que os estudantes ricos – que obviamente tiveram uma formação mais sólida na educação básica – ocupem as vagas disponíveis no vestibular em detrimento da população mais carente, justamente a que mais precisa da formação superior, para mudar sua história de vida", escreveu ele na proposta. O relator Kim Kataguiri também defendeu o texto em uma rede social, onde afirmou que o dinheiro público deveria ser investido nos mais pobres. "A educação brasileira não pode continuar sendo uma máquina de desigualdade social (tirando dos pobres e dando pros ricos). Precisamos investir na educação básica e ampliar o acesso dos pobres na universidade", disse. Volte ao topo 5. Os argumentos de quem critica Um dos partidos que fazem oposição à proposta, o PSB a considera polêmica e possivelmente agrava o problema no ensino superior brasileiro. O partido alerta para o risco de redução de investimento público nas universidades federais, além da falta de critérios específicos que determinem o público alvo da cobrança e como ela seria feita. "A Constituição Federal tem por princípio a gratuidade do ensino público como instrumento de promoção social, de desenvolvimento humano e científico do país. Criar subgrupos nas universidades, dos alunos que podem pagar e dos alunos que não podem pagar, irá criar 'castas' nas universidades, enfraquecendo os estudantes quando da busca por melhores condições de ensino, por exemplo", defende o partido em nota. O PSOL também critica o projeto por entender que pode dificultar o acesso de estudantes com menos poder aquisitivo ao ensino superior público, bem como reforça a ideia de que os gastos com educação superior pública são supérfluos. "O projeto ignora a ampliação de cotas sociais e raciais para o ensino superior, ignora a discussão de políticas públicas a fim de viabilizar a matrícula e permanência de estudantes provenientes das classes sociais mais vulneráveis, buscando apenas criar embaraços para o regular funcionamento das instituições de ensino públicas como, justamente, órgãos públicos", diz. Volte ao topo 6. PEC 206 repercute A notícia de que a autorização da tramitação da PEC 206 pudesse ocorrer hoje causou repercussão nas redes sociais e levou famosos a se manifestar contra a proposição. A campeã do BBB 21 Juliette foi uma das pessoas que criticou o texto e defendeu o acesso gratuito ao ensino superior público. "Eu juro que pensei que era 'brincadeira', mas não é. A Câmara dos Deputados discute hoje a PEC sobre cobrança de mensalidade em Universidades Públicas. Existe isso?! Sou filha do ensino público e sei o quanto isso mudou a minha história. O acesso às universidades públicas deve ser gratuito e é nosso direito", escreveu ela, que é formada em Direito. A também ex-BBB e professora Jessilane Alves escreveu em uma publicação que a proposição é um "retrocesso". "Eu defendo a universidade pública e gratuita como um direito de todos. A PEC 206 é retrocesso ao direito constitucional à educação pública. Precisamos continuar lutando por uma educação gratuita e de qualidade para todos". A cantora Anitta também interagiu com uma publicação da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES) sobre um assunto. "Está em curso hoje na CCJ da Câmara dos Deputados um projeto que institui, pasmem, a cobrança de mensalidades na nas universidades públicas. Inacreditável, mas esse é o país que estamos vivendo", escreveu a entidade. VÍDEOS
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24/05 - Direito e administração são cursos superiores mais procurados pelos alunos em 2022; veja lista
Dados são do Observatório da Educação Superior, divulgados nesta terça-feira (24). Levantamento mostra que matrículas na graduação aumentaram 35% em 2022, em relação ao primeiro semestre de 2021. Estudante; estudo; educação; graduação; ensino superior; curso profissionalizante; livros; ensino Reprodução Os cursos de direito, na modalidade presencial, e administração, no modelo à distância, foram os mais procurados pelos estudantes que se matricularam em instituições de ensino superior no Brasil, neste primeiro semestre de 2022 (veja lista completa abaixo). Os dados são da pesquisa "Observatório da Educação Superior: o que atrai mais os estudantes", realizada pela Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (Abmes) e a Educa Insights, e divulgada nesta terça-feira (24). O estudo também revela que o número de matrículas em instituições de ensino superior aumentou 35% para cursos iniciados no primeiro semestre deste ano, em relação ao mesmo período de 2021. Em 2022, foram 23,7 mil alunos, contra 17,5 mil do ano passado. LEIA TAMBÉM: Pela 1ª vez na história, graduações à distância têm mais alunos novos do que as presenciais, diz Inep Cursos a distância representam 54,3% das matrículas em graduação, aponta levantamento Presencial X EAD Segundo a pesquisa, os cursos semipresenciais e híbridos tiveram o maior avanço, com 43% dos novos ingressantes, em comparação com o ano passado. Os presenciais vêm logo atrás, com aumento de 39%. Já para as graduações à distância, as matrículas cresceram 22%. De acordo com o presidente da Abmes, Celso Niskier, o crescimento representa a "demanda reprimida" por cursos presenciais, causada pela pandemia de Covid-19, nos últimos dois anos. "Em 2020, parte dos alunos migrou para o EAD, por não haver oferta na modalidade presencial. Não é que a busca pelo ensino à distância cresceu pouco, e sim que o presencial estava com a demanda reprimida", explica. "A pesquisa mostra que os dois anos da pandemia mudaram a cabeça dos estudantes a respeito da oferta de EAD. O interesse deles pelas graduações não presenciais quase dobrou. Continuamos percebendo que os cursos à distância vão continuar crescendo mais rápido do que os tradicionais. Os jovens provaram do modelo híbrido e gostaram e, portanto, hoje têm mais interesse nessa modalidade não presencial do que tinham antes da pandemia", afirma Niskier. Cursos mais procurados O estudo também apurou que 80% da demanda se concentra em um rol de 12 cursos no modelo tradicional, e de 23 cursos em EAD. Veja os mais procurados: Top 10 cursos presenciais Top 10 cursos EAD Segundo a pesquisa, no ranking das 10 formações mais procuradas, a área de saúde marca presença significativa, com 70% entre os cursos presenciais, com destaque para enfermagem (11,8%), psicologia (11,8%) e odontologia (6,8%). Na modalidade à distância, a área representa 50% da procura, com os cursos de biomedicina (6,7%), fisioterapia (4,9%) e educação física (4,6%). Perfil dos alunos A pesquisa também fez uma análise sobre os estudantes do ensino superior. Eles foram divididos em grupos: os que já tinham interesse na modalidade à distância independente da pandemia, e aqueles que passaram a considerar a opção após o contexto de restrição sanitária. Em comum, os grupos têm em sua maioria mulheres. A maior parte dos alunos já trabalha, e possui renda média de 1,5 a 3 salários-mínimos. Entre os que já desejavam fazer cursos não presenciais, a maioria busca por mais capacitação, pois têm ensino superior completo e mais de 40 anos. Os grupos potenciais, que passaram a ter o ensino a distância como opção depois da pandemia, têm perfil mais jovem. Boa parte dos estudantes está na faixa etária até 24 anos, com ensino médio completo e buscando a primeira graduação. De acordo com o levantamento, a modalidade era considerada como opção por 40% dos futuros universitários no contexto de pré-pandêmico, e se tornou uma alternativa para 78% depois desse período. Perfil dos alunos matriculados em instituições de ensino superior no primeiro semestre de 2022 Abmes/Reprodução Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.
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24/05 - Cursinho popular da UFSJ abre inscrições para educadores em São João del Rei
Há vagas para as áreas de Filosofia, Física, Gramática, História, Literatura, Matemática, Sociologia e Redação. Cursinho Popular Edson Luis da Universidade Federal de São João del Rei (UFSJ) - imagem de arquivo UFSJ/Divulgação O Cursinho Popular Edson Luis da Universidade Federal de São João del Rei (UFSJ) está com inscrições para educadores . Os interessados devem consultar o edital e preencher os formulários no site da instituição para seleção até sexta-feira (27). As vagas para educadores são nas áreas de Filosofia, Física, Gramática, História, Literatura, Matemática, Sociologia e Redação. Há oportunidades também para atuação nos núcleos de Acompanhamento dos Educadores, Acompanhamento dos Educandos, Comunicação, Formação, Material Didático e Documentário-Memória. O Cursinho Popular Edson Luís, idealizado pelos militantes do Levante Popular da Juventude, foi criado em 2014 e visa preparar estudantes de baixa renda para realização do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e, com isso, os auxiliar no acesso às universidades, principalmente federais, em todo o país. O nome do cursinho homenageia o estudante secundarista Edson Luís de Lima Souto, morto por policiais militares durante a ditadura. As aulas ocorrem presencialmente no turno da noite, na sala 2.17 do Campus Dom Bosco, das 19h às 22h15. A equipe conta com aproximadamente 40 professores. O formulário de inscrição está disponível na internet, assim como o edital completo com as especificações para cada uma das vagas disponíveis. VÍDEOS: veja tudo sobre a Zona da Mata e Campo das Vertentes
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24/05 - Inscrições para o Movimento LED estão abertas; desafio distribuirá R$ 300 mil a universitários que sugiram soluções para problemas na educação
Em parceria com a Mastertech, escola de pensamento digital, concurso organizará oficinas para que candidatos aprimorem suas ideias ao longo do processo seletivo. Imagem de divulgação do Movimento Luz na Educação Reprodução As inscrições para o "Desafio LED - Me dá uma luz aí!" começarão nesta terça-feira (24) e irão até 29 de maio, às 23h59. Este novo projeto do "Movimento LED - Luz na Educação", iniciativa da Globo e da Fundação Roberto Marinho, premiará universitários que desenvolvam soluções criativas para problemas educacionais. Serão R$ 300 mil distribuídos aos 10 finalistas. Para participar, é necessário: ter mais de 18 anos; estar vinculado a alguma instituição de ensino superior; preencher um formulário on-line e responder ao seguinte questionamento: “Conte qual o maior problema que você enfrentou ou enfrenta na sua trajetória educacional e crie uma solução para resolvê-lo.” Em uma parceria com a Mastertech, escola de pensamento digital, o Movimento LED organizará oficinas para que as ideias dos candidatos sejam lapidadas a cada uma das três fases do processo seletivo. Quem chegar até a final apresentará seu projeto no Festival LED, em 8 e 9 de julho, no Rio de Janeiro. Dúvidas Se você tiver dúvidas sobre as inscrições, pode procurar a Mastertech: e-mail: oi@mastertech.com.br Whatsapp: +55 (11) 99801-1661 Vídeos
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24/05 - Encceja 2021: prazo de inscrição começa nesta terça
Neste ano, inscritos que se ausentaram na edição passada não precisam justificar falta. Encceja, exame em busca de certificação de ensino Rede Globo/Reprodução Começa nesta terça-feira (24) o prazo de inscrição para o Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja) 2021. Os interessados devem se inscrever até 4 de junho no portal do Encceja. O exame, que serve para certificar jovens e adultos que não concluíram os estudos na idade apropriada, está marcado para 28 de agosto, é voluntário e gratuito. As provas correspondem à edição de 2021, que foi adiada devido à pandemia de Covid-19. Você ainda verá abaixo: Como as provas são compostas Como o dia de provas é dividido Cronograma completo Horário das provas Neste ano, quem faltou ao Encceja 2020 não precisa justificar a ausência para se inscrever na edição de 2021. A medida leva em conta que muitos inscritos se ausentaram em razão da pandemia de Covid-19. A certificação para o ensino fundamental é feita para estudantes acima de 15 anos. Para o ensino médio, é preciso ter mais de 18 anos. O edital prevê que as provas sejam aplicadas em todos os estados e no Distrito Federal. Sobre as provas O exame é composto por quatro provas objetivas, cada uma com 30 questões de múltipla escolha. O exame também inclui uma redação de até 30 linhas. O modelo é de texto dissertativo-argumentativo, o mesmo do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). As provas para certificado do ensino fundamental são: ciências naturais; matemática; língua portuguesa, língua estrangeira, artes, educação física e redação história e geografia; No ensino médio, são provas de: ciências da natureza e suas tecnologias; matemática e suas tecnologias; linguagens, códigos e suas tecnologias e redação; ciências humanas e suas tecnologias; Voltar ao topo Divisão das provas Todas as provas são aplicadas no mesmo dia, de manhã e à tarde. No ensino fundamental, das 9h às 13h: Ciências Naturais e Matemática; das 15h30 às 20h30: Língua Portuguesa, Língua Estrangeira Moderna, Artes, Educação Física, Redação, História e Geografia. No ensino médio, das 9h às 13h: Ciências da Natureza e suas Tecnologias e Matemática e suas Tecnologias; das 15h30 às 20h30: Linguagens, Códigos e suas Tecnologias e Redação e Ciências Humanas e suas Tecnologias. Para obter o certificado, o participante deverá atingir no mínimo 100 pontos em cada uma das provas, em uma escala de 60 a 180. Na redação, é preciso ter nota igual ou acima de 5. Voltar ao topo Cronograma do Encceja 2021 Período de inscrições: 24 de maio a 4 de junho Solicitação de atendimento especializado e tratamento pelo nome social: 24 de maio a 4 de junho Resultado das solicitações: 8 de junho Recurso: 8 a 14 de junho Resultado do recurso: 17 de junho Prova: 28 de agosto Voltar ao topo Horário das provas Manhã Abertura dos portões: 8h (horário de Brasília) Fechamento dos portões: 8h45 Início das provas: 9h Término das provas: 13h Tarde Abertura dos portões: 14h30 Fechamento dos portões: 15h15 Início das provas: 15h30 Término das provas: 20h30 VEJA VÍDEOS DE EDUCAÇÃO
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23/05 - Enem 2022: iniciativas pagam inscrição de participantes; confira
Apresentador Fábio Porchat e fãs de Juliette, do BBB21, também encabeçaram iniciativas que custearam a inscrição de centenas de participantes. Taxa de R$ 85 deve ser paga até sexta-feira (27). Passo a passo: como fazer a inscrição no Enem 2022 Os inscritos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2022 que não obtiveram isenção têm até sexta-feira (27) para pagar a taxa de R$ 85. Uma alternativa para quem precisa pagar a taxa, mas não tem condição financeira é recorrer a inciativas coletivas que vão arcar com a inscrição de alguns inscritos. O Movimento Amplia é uma delas e recebe até 23h59 de quarta-feira (25) boletos de participantes pretos, pardos e indígenas. Os interessados devem preencher este formulário com informações pessoais e com o boleto em PDF. As informações são analisadas e o pagamento pode ser feito de duas maneiras: Amplia paga diretamente o boleto, com o dinheiro arrecadado através de doações; ou envia o boleto para um voluntário que quer apadrinhar um participante. Interessados em ser um voluntário da iniciativa podem preencher o mesmo formulário, selecionando a opção "Quero ser apoiador(a)". O objetivo é garantir a inscrição de mil estudantes na edição de 2022 do Enem. LEIA TAMBÉM Entrada na universidade: veja TUDO o que você pode fazer com a nota do Enem Redação nota mil: professores analisam estrutura de textos Outra ação que tem o mesmo objetivo é o "Projeto Enem LGBTQIAP+", organizado pelo podcast Kill, Bixa, pela ONG Casinha, pela página Bissexuality e pelo Fio Podcasts. A ação busca ajudar participantes que fazem parte da sigla, mas não têm estabilidade financeira para arcar com a taxa de inscrição. Os interessados devem preencher o formulário até 21h de sexta-feira (27), prazo máximo para o pagamento do inscrição. A ação acontece pelo terceiro ano consecutivo e na edição de 2022 mais de 50 pessoas já foram beneficiadas. "Até o momento, recebemos 54 pedidos de ajuda e 57 pessoas se dispondo a pagar uma ou mais taxas de inscrição. Já conseguimos finalizar 28 matches (ou seja, 28 taxas de inscrição pagas). Como a taxa de inscrição é R$ 85,00, são R$ 2.380,00 em taxas já pagas, cuja movimentação não passa pela organização da Campanha". explica Gerônimo Granja, o GG, idealizador do projeto. O apresentador e humorista Fábio Porchat encabeçou o "Quebra Essa, Porchat", que beneficiou 200 inscritos no exame. A iniciativa já foi encerrada, mas o apresentador comentou sobre sua importância: "Essa ação ano passado rendeu muitas matrículas na universidade. Acredito em vocês, bora [sic] lá que só a educação muda o mundo!", escreveu ele Fãs da ex-BBB Juliette que comandam o perfil Cactos Pela Vida nas redes sociais também encabeçaram uma campanha de arrecadação e pagamento de boletos que foi encerrada no domingo (22). O grupo arrecadou um total de R$ 1.530,00, que custeou a inscrição de 18 participantes. "Nós usamos todo o poder de influência de Juliette para ajudar o 'fandom' da melhor forma possível", explica Nicole Vasconcelos, uma das representantes do grupo, que defende a importância de incentivar e ajudar os jovens fãs da artista. "Assim como no Enem, fizemos campanha também para os jovens tirarem o título de eleitor, arrecadação para os impactados pela enchente no Sul da Bahia, entre várias outras [iniciativas]. Sempre procuramos estar com alguma campanha ativa, e o tema varia conforme vemos no dia a dia das pessoas". Sobre o Enem 2022 O Enem 2022 vai acontecer nos dias 13 e 20 de novembro, tanto na versão impressa quanto na digital. As inscrições aconteceram de 10 a 21 de maio. Quem não obteve isenção da taxa deve fazer o pagamento no valor de R$ 85 até 27 de maio. A partir deste ano, o pagamento da taxa poderá ser feito também via PIX ou cartão de crédito, além de via boleto bancário, como em outros anos. Outra novidade é que o Inep aceitará documentos digitais de identificação nos locais de prova, como: e-Título, Carteira Nacional de Habilitação (CNH) Digital; e RG Digital. O candidato deve apresentar o aplicativo oficial ao fiscal --- capturas de tela não serão válidas. Após a entrada na sala de aula, o uso do celular continuará vetado. Disciplinas e horários Como nos últimos anos, o Enem será aplicado em dois domingos. 13 de novembro O candidato deverá fazer: 45 questões de linguagens (40 de língua portuguesa e 5 de inglês ou espanhol); 45 questões de ciências humanas; e redação. 20 de novembro A prova trará: 45 questões de matemática; e 45 questões de ciências da natureza. Veja os horários de aplicação (no fuso de Brasília): Abertura dos portões: 12h Fechamento dos portões: 13h Início das provas: 13h30 Término das provas no 1º dia: 19h Término das provas no 2º dia: 18h30 VÍDEOS
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23/05 - Movimento LED distribuirá R$ 300 mil a universitários que apresentem as melhores soluções para problemas da educação
Em parceria com a Mastertech, escola de pensamento digital, concurso organizará oficinas para que candidatos aprimorem suas ideias ao longo do processo seletivo. Inscrições começarão nesta terça-feira (24). Imagem de divulgação do Movimento Luz na Educação Reprodução O "Movimento LED - Luz na Educação", iniciativa da Globo e da Fundação Roberto Marinho, premiará universitários que desenvolvam soluções criativas para problemas educacionais. Serão R$ 300 mil distribuídos aos 10 finalistas. As inscrições para o "Desafio LED - Me dá uma luz aí!" começarão nesta terça-feira (24) e irão até 29 de maio, às 23h59. Para participar, é necessário: ter mais de 18 anos; estar vinculado a alguma instituição de ensino superior; preencher um formulário on-line e responder ao seguinte questionamento: “Conte qual o maior problema que você enfrentou ou enfrenta na sua trajetória educacional e crie uma solução para resolvê-lo.” Em uma parceria com a Mastertech, escola de pensamento digital, o Movimento LED organizará oficinas para que as ideias dos candidatos sejam lapidadas a cada uma das três fases do processo seletivo. Quem chegar até a final apresentará seu projeto no Festival LED, em 8 e 9 de julho, no Rio de Janeiro. Dúvidas Se você tiver dúvidas sobre as inscrições, pode procurar a Mastertech: e-mail: oi@mastertech.com.br Whatsapp: +55 (11) 99801-1661 Vídeos
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21/05 - Por dentro de escola secreta para meninas no Afeganistão
As aulas são um pequeno ato de resistência depois que o Talibã privou a maioria das adolescentes do direito à educação. 'Se você for valente, ninguém pode te deter', diz uma das alunas BBC Escondida em um bairro residencial, está uma das novas escolas "secretas" do Afeganistão — um pequeno, mas poderoso ato de resistência ao Talibã. Cerca de uma dúzia de meninas adolescentes estão assistindo a uma aula de matemática. "Sabemos das ameaças e nos preocupamos com elas", diz a única professora, acrescentando que a educação das meninas vale "qualquer risco". Em quase todas as províncias do país, as escolas secundárias para meninas receberam ordens do Talibã para permanecerem fechadas. Na escola que visitamos, foi feito um trabalho impressionante na tentativa de reproduzir uma sala de aula convencional, com fileiras de carteiras azuis e brancas. "Fazemos o nosso melhor para fazer isso em segredo", diz a professora, "mas mesmo que me prendam, me batam, vale a pena". Quando as meninas chegaram às escolas secundárias em março, foram informadas que seriam fechadas mais uma vez BBC Em março, parecia que as escolas para meninas estavam prestes a reabrir. Mas cerca de uma hora depois que as alunas começaram a chegar, a liderança do Talibã anunciou uma mudança repentina na política. Para as alunas da escola secreta e muitas outras adolescentes, a dor ainda é intensa. "Já se passaram dois meses e as escolas ainda não reabriram", diz uma jovem de 19 anos na sala de aula improvisada. "Isso me deixa muito triste", ela acrescenta, cobrindo o rosto com as palmas das mãos para conter as lágrimas. Mas há também um clima de resistência. Outra estudante de 15 anos diz que gostaria de enviar uma mensagem para outras meninas no Afeganistão: "Seja valente, se você for valente, ninguém pode te deter." As escolas primárias para meninas reabriram sob o regime do Talibã — e houve , na verdade, um aumento na frequência após a melhoria da segurança nas zonas rurais do país. Mas não está claro quando ou se as meninas mais velhas vão poder voltar às aulas. O Talibã disse que o "ambiente islâmico" correto precisa ser criado primeiro, embora as escolas já sejam segregadas por gênero, então ninguém parece ter certeza do que isso significa realmente. Autoridades do Talibã insistiram repetidas vezes em público que as escolas para meninas serão reabertas, mas também admitiram que a educação feminina é uma questão "sensível" para eles. Durante a passagem anterior do Talibã no poder, na década de 1990, todas as meninas foram impedidas de ir à escola, ostensivamente devido a "preocupações de segurança". Agora, várias fontes disseram à BBC que um punhado de indivíduos linha-dura, mas altamente influentes no grupo, parece ainda se opor a isso. Em particular, outros membros do Talibã manifestaram sua decepção com a decisão de não abrir as escolas para meninas. O Ministério da Educação do Talibã parecia tão surpreso quanto qualquer um quando a liderança anulou seus planos em março, e alguns altos funcionários do Talibã estariam educando suas filhas no Catar ou no Paquistão. 'Nenhuma justificativa' Nas últimas semanas, vários estudiosos religiosos ligados ao Talibã emitiram fatwas, ou decretos religiosos, apoiando o direito das meninas de aprender. O xeque Rahimullah Haqqani é um clérigo afegão, baseado em grande parte do outro lado da fronteira, em Peshawar, no Paquistão. Ele é muito respeitado pelo Talibã e, durante uma viagem a Cabul no mês passado, conheceu figuras importantes dentro do regime. Ele tem o cuidado de não criticar o fechamento contínuo das escolas, mas, falando em sua madrassa (escola islâmica) em Peshawar, com o celular na mão, ele percorre o texto de sua fatwa, que compartilha decretos de estudiosos anteriores e relatos da vida do profeta Maomé. "Não há justificativa na sharia [lei islâmica] para dizer que a educação feminina não é permitida. Nenhuma justificativa", diz ele à BBC. "Todos os livros religiosos afirmam que a educação feminina é permitida e obrigatória, porque, por exemplo, se uma mulher fica doente, em um ambiente islâmico como o Afeganistão ou o Paquistão, e precisa de tratamento, é muito melhor se ela for tratada por uma médica mulher." Fatwas semelhantes foram emitidas por clérigos nas províncias de Herat e Paktia, no Afeganistão. É um símbolo do amplo apoio à educação das meninas agora no país, mesmo entre círculos conservadores, mas não está claro o impacto que os decretos terão. O Talibã formou um comitê para analisar a questão, mas várias fontes ligadas ao Talibã disseram à BBC que, embora até ministros do Talibã estivessem de acordo com a reabertura das escolas para meninas em março, a oposição a ela se concentrava na liderança do grupo na cidade de Kandahar, onde seu líder supremo, mulá Haibatullah, está baseado. Depois de adotar inicialmente uma atitude mais flexível ao assumir o poder em agosto passado, o Talibã vem emitindo recentemente decretos cada vez mais rígidos, incluindo tornar o véu facial obrigatório para as mulheres e encorajá-las a ficar em casa. Talibã determina que mulheres voltem a cobrir o rosto e o corpo quando estiverem em público, no Afeganistão Enquanto isso, sua tolerância à dissidência, mesmo em sua própria hierarquia, está se dissipando. Um membro do Talibã com muitos seguidores nas redes sociais tuitou criticando o fechamento das escolas para meninas — e as novas regras que ordenam que funcionários do governo deixem a barba crescer. No entanto, de acordo com uma fonte, ele foi chamado para interrogatório pelo departamento de inteligência do Talibã, excluindo depois os tuítes e pedindo desculpas por seus comentários sobre o uso de barba. Parece haver muito pouca oposição popular à educação feminina no Afeganistão, mas algumas figuras do Talibã citam preocupações em relação ao grupo extremista autodenominado Estado Islâmico usar a questão como uma ferramenta de recrutamento, se as escolas para meninas forem abertas. Autoridades do ocidente também deixaram claro, no entanto, que o avanço em relação aos direitos das mulheres é fundamental para que o Talibã possa acessar alguns dos bilhões de dólares em reservas estrangeiras que estão congeladas. Enquanto isso, ativistas de direitos das mulheres afegãs estão tentando garantir que uma geração de meninas não seja deixada para trás. Na escola secreta que visitamos, elas têm aula durante uma ou duas horas por dia, focadas em matemática, biologia, química e física. A professora responsável sabe que há muitas outras meninas que gostariam de participar, mas há uma limitação pela falta de espaço e recursos, assim como pela necessidade de permanecer fora do radar. Ela não está otimista com a perspectiva de abertura de escolas regulares tão cedo, mas está determinada a fazer o que for possível. "Como uma mulher educada, é meu dever", diz ela à BBC. "A educação pode nos salvar desta escuridão." Talibã volta atrás e proíbe educação para meninas
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21/05 - Enem 2022: prazo de inscrição termina neste sábado; saiba como se inscrever
Versões impressa e digital serão aplicadas em 13 e 20 de novembro. Taxa é de R$ 85 e pode ser paga via boleto, cartão de crédito ou PIX. Quem obteve isenção da taxa também precisa se inscrever. Passo a passo: como fazer a inscrição no Enem 2022 O prazo de inscrição para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2022 termina às 23h59 deste sábado (21). As provas nas versões impressa e digital serão aplicadas em 13 e 20 de novembro, de acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pelo exame. LEIA TAMBÉM: REDAÇÕES NOTA MIL: leia 8 exemplos do Enem 2021 RAIO X DO SUCESSO: professores analisam estrutura de textos nota mil Quem não obteve isenção da taxa de inscrição deve fazer o pagamento de R$ 85 até 27 de maio. Veja abaixo detalhes sobre os seguintes pontos: Inscrição Passo a passo Novidade na aplicação Inglês ou espanhol? Prova impressa ou digital? Cronograma Disciplinas e horários 1. Inscrição O prazo para inscrição para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2022, nas versões impressa e digital, teve início nesta terça-feira (10) e vai até 21 de maio. A inscrição deve ser feita na página do participante do Enem. A taxa para quem não conseguiu isenção é de R$ 85 e deve ser paga até 27 de maio, por boleto, PIX ou cartão de crédito. Atenção: os estudantes que obtiveram o direito à isenção desse valor (como os alunos da rede pública) também devem se inscrever. Caso contrário, não poderão prestar o Enem. LEIA REDAÇÕES NOTA MIL DO ENEM 2021 RAIO X DE REDAÇÕES NOTA MIL FÁBIO PORCHAT PAGA ENEM PARA 200 PARTICIPANTES 2. Passo a passo 1. Acesse a página do participante e clique em 'Inscrição' Passo 1 - inscrição no Enem 2022 Reprodução 2. Selecione a imagem indicada nas orientações do desafio Passo 2 - Inscrição no Enem 2022 Reprodução 3. Informe o CPF, data de nascimento e clique em 'Iniciar a inscrição' Passo 3 - inscrição no Enem 2022 Reprodução 4. Leia as orientações e clique em 'Próximo' Passo 4 - inscrição do Enem 2022 Reprodução 5. Informe o nome do pai ou selecione 'Não quero declarar' Passo 5 - inscrição Enem 2022 Reprodução 6. Preencha os dados de sexo, raça/cor, estado civil e nacionalidade 7. Informe o município de nascimento 8. Insira o CEP e clique em 'Próximo' Passo 8 - inscirção no Enem 2022 Reprodução 9. Confirme o endereço e complemento 10. Informe se precisa de recurso de acessibilidade e diga qual Passo 10 - inscrição no Enem 2022 Reprodução 11. Escolha o idioma da língua estrangeira (Inglês ou Espanhol) 12. Informe a situação de ensino médio Passo 12 - inscrição no Enem 2022 Reprodução 13. Responda o questionário socioeconônico Passo 13 - Inscrição no Enem 2022 Reprodução 14. Informe telefone e e-mail para contato 15. Escolha o formato da prova (impresso ou digital) Passo 15 - inscrição no Enem 2022 Reprodução 16. Escolha o município de aplicação da prova Passo 16 - Inscrição no Enem 2022 Reprodução 17. Envie uma foto do participante Passo 17 - Inscrição no Enem 2022 Reprodução 18. Confirme as informações pessoais e clique em 'Enviar Inscrição' 19. Confira o comprovante e o número de inscrição Passo 19 - Inscrição no Enem 2022 Repridução 20. Acesse as informações de pagamento da taxa de inscrição na página do participante. Faça login com CPF e senha no gov.br 21. Escolha a forma de pagamento e pague a taxa de inscrição. Passo 21 - inscrição no Enem 2022 Reprodução 3. Novidade na aplicação Pela primeira vez, o Inep aceitará documentos digitais de identificação nos locais de prova, como: e-Título, Carteira Nacional de Habilitação (CNH) Digital; e RG Digital. O candidato deve apresentar o aplicativo oficial ao fiscal --- capturas de tela não serão válidas. Após a entrada na sala de aula, o uso do celular continuará vetado. 4. Inglês ou espanhol? Prova impressa ou digital? O candidato deve escolher, no ato da inscrição, se deseja que as cinco questões de língua estrangeira sejam em inglês ou em espanhol. Também precisa sinalizar se quer fazer o Enem impresso (tradicional) ou o digital. É importante lembrar que a versão informatizada: também é aplicada nos locais de prova — não existe a opção de prestar o exame em casa; traz 180 questões a serem respondidas digitalmente, mas com redação manuscrita. 5. Confira o cronograma Inscrições: 10 a 21 de maio Pagamento da inscrição: 10 a 27 de maio Pedido de atendimento especializado: 10 a 21 de maio Pedido de tratamento pelo nome social: 23 a 28 de junho Provas: 13 e 20 de novembro 6. Disciplinas e horários Como nos últimos anos, o Enem será aplicado em dois domingos. 13 de novembro O candidato deverá fazer: 45 questões de linguagens (40 de língua portuguesa e 5 de inglês ou espanhol); 45 questões de ciências humanas; e redação. 20 de novembro A prova trará: 45 questões de matemática; e 45 questões de ciências da natureza. Veja os horários de aplicação (no fuso de Brasília): Abertura dos portões: 12h Fechamento dos portões: 13h Início das provas: 13h30 Término das provas no 1º dia: 19h Término das provas no 2º dia: 18h30 Vídeos Redação do Enem em 1 Minuto: jovem que tirou nota mil dá dicas para escrever um bom texto
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20/05 - Brasil tem desde 2017 programa de internet que Musk propõe para escolas em regiões remotas
Projeto inaugurado pelo presidente Michel Temer utiliza o satélite SGDC-1 para prover internet banda larga às regiões mais remotas do país e beneficia quase 9 milhões de pessoas. Elon Musk anuncia lançamento do Starlink para conectar 19 mil escolas e monitoramento da Amazônia O bilionário Elon Musk anunciou nesta sexta-feira (20), via Twitter, que lançará a rede Starlink para conectar escolas em áreas rurais e monitorar a Amazônia. O Brasil tem desde 2017 um programa semelhante, tocado pela Telebras e pela Viasat Comunicações em parceria com o Ministério das Comunicações. O projeto --que foi batizado inicialmente de Governo Eletrônico - Serviço de Atendimento ao Cidadão (Gesac) e depois foi renomeado de Wi-Fi Brasil pelo presidente Jair Bolsonaro-- foi lançado pelo então presidente Michel Temer. Ele utiliza o Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC-1) com o principal objetivo de prover internet banda larga às regiões mais remotas do Brasil. Em setembro de 2020, a Agência Espacial Brasileira (AEB) informou que o SGDC-1 fornece "cobertura de serviços de internet a 100% do território nacional". LEIA TAMBÉM Enem 2022: prazo de inscrição termina no sábado; saiba como se inscrever Homeschooling: entenda o que diz o projeto de lei aprovado pela Câmara Matemática básica: em teste, estudantes do ensino médio acertam apenas 27% das questões De acordo com informações divulgadas pela Telebras em maio deste ano, 15.705 pontos de internet haviam sido instalados em 3.055 municípios brasileiros em 5 anos de projeto, totalizando quase 9 milhões de beneficiários. A região mais beneficiada pelo programa até maio é a Nordeste, com 7.544 pontos instalados em 1.412 municípios, seguida pela região Norte, com 4.060 pontos em 386 municípios. Em nota enviada ao g1, a Viasat informou que cumpre seu papel de fornecer infraestrutura terrestre para receber e distribuir o sinal recebido por satélite, e que conecta mais de 10 mil escolas pelo projeto Wi-fi Brasil desde 2018. E disse ainda que está "instalando pontos de acesso em outras 5 mil escolas, ajudando assim a reduzir a brecha digital na educação brasileira." A empresa não informou qual o prazo para finalizar a instalação dos novos pontos. Segundo nota da Telebras ao g1, os principais obstáculos enfrentados ocorrem justamente no deslocamento de profissionais e equipamentos. Para atender às comunidades ribeirinhas da Amazônia por exemplo, os grupos chegam a enfrentar até 3 dias de percurso por rios. "São poucas as estradas que dão acesso às comunidades e por inúmeras vezes os equipamentos chegaram aos locais de instalação transportados no lombo de burros e com a ajuda de moradores locais, como no caso da maioria dos atendimentos em áreas indígenas", diz a Telebras. Já Elon Musk chegou ao Brasil nesta sexta-feira e não deu detalhes sobre os serviços que pretende prestar, nem quando isso aconteceria, mas disse na publicação que a Starkink deve beneficiar 19 mil escolas em áreas rurais que não possuem conexão. Mensagem publicada por Elon Musk no Twitter ao chegar no Brasl Reprodução/Redes Sociais Falta computadores nas escolas - não conexão, diz pesquisa Segundo a "Pesquisa sobre o uso das tecnologias de informação e comunicação nas escolas brasileiras" (TIC Educação 2020), o Brasil possui 21.119 escolas sem acesso à internet na zona rural, número um pouco maior do que o que Musk pretende alcançar. O menor percentual de instituições de ensino sem acesso à internet está na Região Norte: Centro-Oeste: 98% têm acesso Sul: 97% Sudeste: 94% Nordeste: 77% Norte: 51% A mesma pesquisa evidenciou que o problema não é apenas a falta de acesso à rede, mas também a baixa porcentagem de colégios da região Norte com computadores: só 63% têm alguma máquina para os alunos e funcionários usarem. A média nacional está bem acima disso (87%). Em dezembro passado, o governo federal lançou o Programa Internet Brasil, criado para dar acesso gratuito à banda larga móvel para alunos carentes de escolas públicas — a iniciativa tinha sido vetada por Bolsonaro e depois foi criada por meio de Medida Provisória Com investimento previsto de R$ 140 milhões, ela atenderá inicialmente somente seis municípios, todos no Nordeste, e exigirá que o estudante tenha aparelho celular, já que o acesso será pela distribuição de chips. O leilão da internet 5G, realizado no ano passado, também tem como contrapartida o investimento na conexão das escolas. Foram garantidos R$ 3,1 bilhões para esse fim junto das operadoras que vão explorar o serviço: menos da metade do esperado, que era R$ 7,6 bilhões. O empresário chegou ao Brasil na manhã desta sexta-feira (20) para encontro com o presidente Jair Bolsonaro, políticos e empresários. VÍDEOS DE EDUCAÇÃO ,
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20/05 - Homeschooling: projeto de lei federal aprovado na Câmara divide pais de crianças e especialistas na Bahia
Texto principal foi aprovado nesta quinta-feira (19), pelos deputados. Proposta altera Lei de Diretrizes e Bases da Educação e segue para o Senado. Câmara aprova projeto que regulamenta homeschooling O projeto que regulamenta a prática do ensino domiciliar, conhecida como "homeschooling", aprovado na quinta-feira (19), na Câmara dos Deputados, divide opiniões de pais que têm divergências sobre a forma em que os filhos devem estudar. Com a conclusão, o texto segue para o Senado, e se aprovado, ainda precisa ser sancionado pelo presidente Jair Bolsonaro para entrar em vigor. O texto-base da proposta já havia sido aprovado na quarta (18), mas, para concluir a votação, os deputados precisavam votar os destaques, isto é, propostas que visam modificar a redação do projeto. Os destaques, então, foram analisados nesta quinta e todos acabaram rejeitados. Entenda: o que é o 'homeschooling' Saiba mais: os detalhes do projeto Repercussão: entidades criticam Desde 2013 que pais ou responsáveis devem, obrigatoriamente, matricular seus filhos, de 4 a 17 anos, nas escolas, devido à uma alteração feita na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) por meio da Lei nº 12.796. Anteriormente ao ano de 2013, os pais eram obrigados a colocar as crianças na escola a partir dos 6 anos. O que dizem as pessoas a favor? O projeto que regulamenta a prática do ensino domiciliar, conhecida como "homeschooling", foi aprovado nesta quinta-feira (19) Reprodução/JN O professor Higor Paiva, que trabalha em Salvador na formação dos pais que optaram pelo homeschooling, faz cronogramas anuais, orientações de indicações bibliográficas para os estudantes e ensina alguns conteúdos específicos para as crianças. "Também faço a formação de pais e professores que atuam nessa mentalidade educacional", diz. Para Higor, através de instruções de um tutor que tenha capacitação na área educacional, é possível que as famílias pratiquem homeschooling. "Trabalho como instrutor de famílias que praticam homeschooling. Eles dão conta de ensinar algumas coisas e as outras que eles não têm condições temporais ou intelectuais, eu ensino", explica. Assim como Higor, uma arquiteta paulista que está morando na Bahia é a favor do ensino em casa com apoio familiar. A mulher prefere não se identificar já que no Brasil, o ensino é obrigatório entre 4 e 17 anos. A arquiteta ensina as filhas de 6 e 8 anos, e já começa a inserir a prática na educação do filho mais novo, de 3 anos. "A gente tem uma rotina de estudos. Elas estudam pela tarde, enquanto o irmão mais novo dorme. Pela manhã a gente procura fazer atividades com outras crianças, natação, caminhada ao ar livre, ir no parquinho", conta. O fator que faz com que a ela apoie o ensino domiciliar é a mudança de cidade, que ocorre com uma certa constância, devido ao emprego do marido. Além disso, para a arquiteta, a família é responsável pela educação dos filhos, tanto escolar quanto espiritual e emocional. "Eu queria passar os valores que eu creio para elas, de forma completa e, em casa, eu consigo passar isso da forma que o governo pede junto com o que eu acredito", diz. As meninas nunca foram para escola e a mãe detalha que não tem formação na área de educação, mas diz que consegue fazer o acompanhamento do conteúdo das filhas. "Como elas ainda estão com idade de Ensino Fundamental, segundo a ABCC, pela idade, todo o conteúdo aplicado a elas eu tenho conhecimento e consigo aplicar", afirmou a mãe das meninas. A arquiteta conta ainda que faz um cronograma anual para as meninas, detalhado por semana. "Quando chega um assunto que eu não me lembre, eu faço uma pesquisa, vou estudar. Leio livros sobre o homeschooling e pesquiso em materiais didáticos para atualizar o que precisa". As crianças estudam português e matemática com materiais diferentes. Já os assuntos das outras disciplinas são passados na mesma aula. "Cada uma faz o que compete a sua idade", afirma. A mãe conta que fez um planejamento pedagógico até o final do ano e pensa se haverá possibilidade de matricular os filhos em 2023. "Ainda não excluí a ideia de matricular elas em uma escola". O que dizem as pessoas contra? Débora Irineu tem um filho de 4 anos e é contra o ensino domiciliar Arquivo Pessoal Em Salvador, a professora Débora Irineu, de 30 anos, mãe do pequeno Theo, de 4 anos, é contra o ensino domiciliar. Para a educadora, que tem um filho com Transtorno do Espectro Autista (TEA), o homeschoolig não funciona e a escola é muito importante para as crianças. "A gente pode concordar que há um problema no nível educacional do nosso país, mas a gente não pode apresentar uma solução individual para um problema coletivo. Além disso, a escola tem um papel social que vai muito além aprender um conteúdo específico", opina Débora. Para a professora, a escola é responsável pela sociabilidade na convivência com os pares. "O próprio processo de construção do conhecimento se dá a partir da troca, da diversidade. Fica muito mais enriquecedor a troca, a diversidade, a cultura, saber conviver com o outro, encontrar alternativa em conjunto". "A gente já vive em um mundo com tanta rispidez, polarização. A gente precisa aprender a lidar com as divergências, com as pessoas diferentes, e para isso é preciso ocupar outros espaços, outras instituições", concluiu. Outra preocupação de Débora é a formação e preparação dos pais que vão ensinar os filhos. "É obvio que a gente vai ter vários pais e mães que vão ter o conhecimento sobre determinada áreas, mas a didática não é a mesma do que ter o conteúdo. As pessoas passam cinco anos na faculdade para aprender a como ensinar para as crianças", afirmou a professora. Por último, a mãe de Théo também lembrou da suspensão das aulas presenciais durante a pandemia da Covid-19 e considerou que a mudança para o ensino remoto não foi eficaz para as crianças. "Óbvio que não é na perspectiva do homescholling, mas o que a gente conversa com os outros pais é que o nível de aprendizagem foi muito baixo. Esse tipo de atividade sobrecarrega as mães, que trabalham as vezes em mais de uma jornada e vão ter que amparar os filhos", conta. A psicóloga Claudia Cavalcante, especializada em psicopedagogia, diz não ver vantagens no homeschoolig. "Não acho que os pais estão preparados para favorecer a aprendizagem significativa das crianças. A não ser que os pais sejam extremamente especializados". Claudia Cavalcante contou que não acredita que a preparação feita por um professor para os pais da criança seja definitiva e conclusiva. "Você passa por cinco anos na faculdade, aonde você ver várias teorias, abarca uma série de conhecimentos, como é que esse professor vai preparar esse pai em tão pouco tempo? Que formação é essa que não é acadêmica?", questionou. Ensino domiciliar Atualmente, o ensino domiciliar não é permitido no país por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) — leia detalhes mais abaixo. O texto aprovado pela Câmara altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) para admitir o ensino domiciliar na educação básica (pré-escola, ensino fundamental e médio). A educação domiciliar é uma das bandeiras do presidente Jair Bolsonaro e de seus apoiadores. O tema estava entre as metas prioritárias para os primeiros 100 dias de governo. 'Homeschooling' no Brasil O ensino domiciliar não é permitido no país porque, em 2018, o Supremo Tribunal Federal (STF) entendeu que não há lei que regulamente o "homeschooling". No julgamento, a maioria dos ministros entendeu que é necessária a frequência da criança na escola, de modo a garantir uma convivência com estudantes de origens, valores e crenças diferentes, por exemplo. Câmara aprova urgência para agilizar PL sobre ensino em casa O que diz o projeto aprovado Pelo projeto aprovado pela Câmara, passa a ser admitida a "educação básica domiciliar, por livre escolha e sob a responsabilidade dos pais ou responsáveis legais pelos estudantes". Para optar por esta modalidade de ensino, os responsáveis deverão formalizar a escolha junto a instituições de ensino credenciadas, fazer matrícula anual do estudante e apresentar os seguintes documentos: Comprovação de escolaridade de nível superior ou em educação profissional tecnológica, em curso reconhecido nos termos da legislação, por pelo menos um dos pais ou responsáveis legais pelo estudante; Certidões criminais da Justiça Federal e Estadual ou Distrital dos pais ou responsáveis; Relatórios trimestrais com a relação de atividades pedagógicas realizadas no período; Acompanhamento com um docente tutor da instituição em que a criança estiver matriculada e que sejam realizados encontros semestrais com o estudante e os responsáveis; Avaliações anuais de aprendizagem; Avaliação semestral do progresso do estudante com deficiência ou transtorno de desenvolvimento. A proposta estabelece também um período de transição em relação à exigência de comprovação de escolaridade de nível superior, caso os responsáveis escolham "homeschooling" nos dois primeiros anos após a regulamentação entrar em vigor. Confira mais notícias do estado no g1 Bahia. Assista aos vídeos do g1 e TV Bahia 💻 Ouça 'Eu Te Explico' 🎙
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20/05 - Unicef critica aprovação do homeschooling: crianças não são 'objetos de propriedade dos pais'
Entidade cita preocupação com a fiscalização do modelo, impacto à saúde psicológica e segurança física de crianças e adolescentes. Projeto foi aprovado pela Câmara e segue para votação no Senado. Câmara deve agilizar votação de projeto sobre educação domiciliar O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) divulgou nesta sexta-feira (20) uma nota em que critica a aprovação pela Câmara do projeto de lei que regulamenta a educação domiciliar no país. Segundo a organização, o modelo priva crianças e adolescentes do direito de aprender. "Autorizar a educação domiciliar significa privar crianças e adolescentes do seu pleno direito de aprender. Família e escola têm deveres diferentes e complementares na vida de meninas e meninos. A família é o lugar do cuidado e de aprendizagens não curriculares, dentro de um ambiente privado. A escola é o lugar da aprendizagem curricular e é o principal espaço público em que o estudante interage com outras pessoas, socializa e aprende", diz trecho da nota. A entidade afirma ainda que "crianças e adolescentes são sujeitos de direito – e não objetos de propriedade dos pais" e que se preocupa com a aprovação do projeto que desobriga a presença da criança na escola se os pais e responsáveis optarem pelo modelo de educação domiciliar. PROJETO DE LEI: entenda o que diz o texto aprovado na Câmara DIREITOS: para professor, proposta ataca direito universal à educação O Unicef é um braço da Organização das Nações Unidas (ONU) que trabalha pela garantia dos direitos das crianças e adolescentes pelo mundo, dando foco aos mais vulneráveis, especialmente aos que são vítimas de violência extrema. Veja abaixo as críticas feitas pelo Unicef: Fiscalização por conselheiros tutelares Uma das críticas feitas pelo Unicef na nota é o repasse da responsabilidade de fiscalizar o ensino domiciliar aos conselheiros tutelares. O texto do projeto sugere que os profissionais verifiquem se e como as crianças e adolescentes em homeschooling estão aprendendo. "A medida preocupa, uma vez que coloca a responsabilidade em profissionais que não têm formação para esse tipo de avaliação, e já têm uma série de outras atribuições", diz o Unicef. Impactos psicológicos A entidade argumenta que a escola é um ambiente importante para a criança e adolescente, já que é onde aprendem a socializar e a conviver com as diferenças. "Por mais que a criança tenha irmãos, esse convívio com colegas faz com que a criança desenvolva a capacidade de dialogar, conviver, respeitar em uma sociedade diversa e plural", pondera na nota. "A escola representa um lugar de interações sociais e aprendizagens pela convivência com a diversidade e o respeito à diferença; é ainda o lugar de formação da cidadania, de ampliação de experiências, de encontro com o outro." O Unicef destaca ainda o impacto negativo que a ausência prolongada de um local de convivência como a escola causou nos estudantes durante a pandemia, algo que pode ser intensificado com o homeschooling. Riscos de violência Outro ponto que preocupa a entidade é o risco de exposição à violência contra crianças e adolescentes na modalidade de ensino, assim como a inutilização da escola como um espaço de segurança para os alunos vítimas de violência. O Unicef ainda lembra que grande parte da violência contra crianças e adolescentes acontece dentro de casa, com agressores conhecidos, e que estar na escola pode garantir à elas a convivência com adultos de confiança a quem podem pedir ajuda. "Estar na escola, aprendendo, é um fator crucial de proteção. Crianças e adolescentes fora da escola ou com menos anos de estudo se tornam mais vulneráveis e vítimas da violência". Sobre o projeto de lei O plenário da Câmara dos Deputados aprovou na quinta-feira (19) um projeto de lei que autoriza o ensino domiciliar (homeschooling) no Brasil. Atualmente, a prática não é permitida no país por uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). O projeto ainda precisa ser analisado pelo Senado, onde poderá sofrer mudanças. Se for alterado, o texto volta à Câmara. Caso contrário, segue para sanção ou veto do presidente Jair Bolsonaro. A educação domiciliar é uma das bandeiras do presidente Jair Bolsonaro e de seus apoiadores. O tema estava entre as metas prioritárias para os primeiros 100 dias de governo. De acordo com o projeto em discussão, a família precisa preencher alguns critérios para adotar a modalidade, como um dos responsáveis ter ensino superior e não possuir antecedentes criminais. Entidades do setor da educação têm criticado o projeto por entenderem que o foco do governo deve ser o ensino regular. Elas argumentam ainda que o texto aprovado pela Câmara é elitista e exclui famílias que não têm as mesmas oportunidades. VÍDEOS
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20/05 - Elon Musk anuncia lançamento do Starlink para conectar 19 mil escolas e monitoramento da Amazônia
Bilionário chegou ao Brasil na manhã desta sexta-feira (20) para encontro com Bolsonaro, políticos e empresários. Ele não detalhou como pretende prestar os serviços e nem quando. Elon Musk anuncia lançamento do Starlink para conectar 19 mil escolas e monitoramento da Amazônia O bilionário Elon Musk anunciou, via Twitter, que lançará a rede Starlink para conectar 19 mil escolas em áreas rurais e monitorar a Amazônia. O empresário chegou ao Brasil na manhã desta sexta-feira (20) para encontro com o presidente Jair Bolsonaro, políticos e empresários. Elon Musk fez anúncio na manhã desta sexta-feira (20), via Tweeter. Reprodução "Superanimado por estar no Brasil para o lançamento da Starlink em 19 mil escolas não conectadas em áreas rurais e também para o monitoramento ambiental da Amazônia", disse Musk na publicação. O encontro ocorreu em um evento no interior de São Paulo. A informação foi antecipada na última quinta (19) pelo colunista Lauro Jardim, de "O Globo". Musk não deu detalhes sobre os serviços que pretende prestar e nem quando isso aconteceria. Bolsonaro disse, após o evento, que o acordo é 'início de um namoro' e não informou detalhes, prazos nem valores. O Brasil já tem mecanismos tecnológicos para monitoramento da Amazônia. Desde 1988, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), vinculado ao Ministério da Ciência e Tecnologia, recebe e processa os dados sobre perda de floresta. As imagens são obtidas via satélite e o nível de precisão é de 95%, segundo o próprio instituto. Especialistas ouvidos pelo g1 apontam que Amazônia não precisa dos satélites de Musk, mas de fiscalização. E o Brasil tem, desde 2017, o programa de internet semelhante ao que Musk propõe para escolas em regiões remotas, numa parceria da Telebras com a americana ViaSat. SAIBA MAIS: Internet via satélite: serviço que Musk oferece é a nova 'corrida' dos bilionários Quem é Elon Musk? QG da reeleição quer usar encontro com Elon Musk como peça de campanha de Bolsonaro Conheça o hotel de luxo onde ocorre o encontro Quem é Musk Bolsonaro e Elon Musk posam para foto no interior de SP Reprodução/Redes sociais Elon Musk, que em abril anunciou acordo de compra do Twitter por cerca de US$ 44 bilhões (aproximadamente R$ 215 bilhões), é o homem mais rico do mundo e tem um patrimônio avaliado em US$ 219 bilhões (cerca de R$ 1 trilhão), segundo ranking da "Forbes". Ele é dono da empresa de transporte espacial SpaceX, onde opera também o serviço de internet via satélite, e comanda a Tesla, fabricante de carros elétricos. Na véspera da vinda ao Brasil, ele se defendeu de uma acusação de assédio sexual contra uma funcionária da SpaceX. Starlink já opera em parte do país Em janeiro, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) concedeu o direito de exploração no Brasil de satélite estrangeiro não-geoestacionário de baixa órbita para a Starlink, sistema de satélites da SpaceX, de Musk. Com isso, a empresa vai poder oferecer seu serviço de internet em todo o território brasileiro, com direito de exploração até 2027. Primeiros satélites Starlink sobrevoam o observatório CTIO no Chile Tim Abott/CTIO A autorização da Anatel foi concedida após reunião do ministro Fábio Faria com Musk nos Estados Unidos, em novembro do ano passado. Em fevereiro deste ano, o governo do Amazonas também informou manter contato com a SpaceX para a instalação de tecnologia da empresa do bilionário no estado. Musk já havia manifestado interesse em iniciar operações da Starlink na região. Em seu site, a Starlink informa que a internet via satélite já está sendo oferecida em partes dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Para o estado do Rio Grande do Sul e quase todo o Nordeste, a previsão da empresa é de que ele esteja disponível no quarto trimestre de 2022. E que as regiões Norte e Centro-Oeste receberão o serviço no primeiro trimestre de 2023. A nova 'corrida' dos bilionários O fornecimento de internet via satélite para locais remotos é outro ramo em que os bilionários Musk e Jeff Bezos, dono da Amazon, concorrem, além do turismo espacial. Ambos trabalham nas chamadas "constelações de satélites", que têm o objetivo de levar conexão para áreas remotas em todo o planeta. Elon Musk e Jeff Bezos são os dois homens mais ricos do mundo, segundo ranking da Bloomberg Reuters A SpaceX, de Musk, está à frente na corrida e já lançou mais de 1.800 satélites. A empresa quer chegar a uma rede com 42.000 equipamentos em operação no espaço, mas precisa do sinal verde da Comissão Federal de Comunicações (FCC), equivalente americana da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Já a Amazon trabalha no Project Kuiper. A companhia não tem satélites em operação, mas, em novembro de 2021, recebeu autorização da FCC para operar uma constelação com 3.236 unidades. Bezos também é dono de uma empresa de transporte aeroespacial, a Blue Origin — a mesma que levará o brasileiro Victor Hespanha ao espaço. Mas por que Musk e Bezos investem na internet via satélite quando já existe fibra óptica? A resposta pode estar na própria fibra óptica: para oferecerem esse tipo de internet, as empresas precisam criar uma grande rede de cabos, o que não é viável financeiramente para qualquer local. É comum que esse tipo de infraestrutura se concentre nas cidades onde os provedores entendem que terão um retorno considerável. Em regiões remotas, a oferta desses serviços é limitada e, em alguns casos, é preciso recorrer ao serviço de internet via satélite, que já é oferecido por várias empresas. 'Constelação' de satélites ocupará órbita terrestre baixa e ficará bem mais próxima da Terra que os satélites geoestacionários Arte/g1 Foco em regiões distantes A internet via satélite existe há anos, mas Musk, Bezos e outros investem em outro modelo do serviço. Hoje, a maioria dos provedores desse tipo de rede usa grandes satélites em órbita geoestacionária, isto é, que acompanham a rotação da Terra e permanecem sobre uma mesma região. No caso do Starlink e do futuro serviço da Amazon, os satélites ficam na chamada órbita terrestre baixa, mais próxima da Terra. Eles estão próximos à Estação Espacial Internacional e ao telescópio Hubble. Elon Musk chega no Hotel Fasano Boa Vista, São Paulo Com uma distância menor, os novos satélites prometem diminuir a latência, que indica quanto tempo uma informação leva para sair de um ponto e chegar ao seu destino. Nos dois casos, porém, o foco está em regiões distantes de grandes centros. Nas escolas, também falta computador Segundo a "Pesquisa sobre o uso das tecnologias de informação e comunicação nas escolas brasileiras" (TIC Educação 2020), o Brasil possui 21.119 escolas sem acesso à internet na zona rural, número um pouco maior do que o que Musk pretende alcançar. O menor percentual de instituições de ensino sem acesso à internet está na Região Norte: Centro-Oeste: 98% têm acesso Sul: 97% Sudeste: 94% Nordeste: 77% Norte: 51% A mesma pesquisa evidenciou que o problema não é apenas a falta de acesso à rede, mas também a baixa porcentagem de colégios da região Norte com computadores: só 63% têm alguma máquina para os alunos e funcionários usarem. A média nacional está bem acima disso (87%). O Brasil tem desde 2017 um programa de internet via satélite prover internet banda larga às regiões mais remotas do Brasil. Tocado pela Telebras e pela californiana Viasat Comunicações, em parceria com o Ministério das Comunicações, ele utiliza o Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC-1) — do tipo que fica em altitudes bem maiores que os da Starlink. De acordo com informações divulgadas pela Telebras em maio deste ano, 15.705 pontos de internet haviam sido instalados em 3.055 municípios brasileiros em 5 anos de projeto, totalizando quase 9 milhões de beneficiários. A região mais coberta pelo programa até maio é a Nordeste. Em dezembro passado, o governo federal lançou o Programa Internet Brasil, criado para dar acesso gratuito à banda larga móvel para alunos carentes de escolas públicas — a iniciativa tinha sido vetada por Bolsonaro e depois foi criada por meio de Medida Provisória. Com investimento previsto de R$ 140 milhões, ela atenderá inicialmente somente seis municípios, todos no Nordeste, e exigirá que o estudante tenha aparelho celular, já que o acesso será pela distribuição de chips. O leilão da internet 5G, realizado no ano passado, também tem como contrapartida o investimento na conexão das escolas. Foram garantidos R$ 3,1 bilhões para esse fim junto das operadoras que vão explorar o serviço: menos da metade do esperado, que era R$ 7,6 bilhões. Monitoramento da Amazônia O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), vinculado ao Ministério da Ciência e Tecnologia, conta com três tipos de sistemas de monitoramento da Amazônia atualmente: o Programa de Monitoramento da Floresta Amazônica Brasileira por Satélite (Prodes); o Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter); e o TerraClass, que mapeia o uso da terra após o desmatamento, em parceria com a Embrapa. Apesar da alta taxa de desmatamento detectada, com mais de 13 mil km² de desmatamento pela plataforma Prodes, o monitoramento não resulta em fiscalização: dados divulgados em fevereiro deste ano apontam que apenas 1,3% dos alertas resultaram em ações do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama). Entenda como funcionam satélites que monitoram desmatamento na Amazônia Para Tasso Azevedo, coordenador do Mapbiomas e especialista em monitoramento ambiental, a oferta de Musk seria bem vinda, mas não substitui o que já existe. "Não são satélites óticos, eles não conseguem enxergar coisas na superfície, no território, o que é usado para fazer monitoramento do desmatamento", explica. "O monitoramento do desmatamento está sendo feito com excelência pelo Inpe e várias outras organizações, o Mapbiomas é uma delas também. Não é por falta de achar desmatamento e monitorar, que a gente não tem fiscalização e controle do desmatamento. Pelo contrário, o que falta é essa parte da fiscalização e do controle", afirma. "(Os Starlink) são satélites de comunicação, para prover internet em alta velocidade, e isso sim é muito bom. Vai permitir ter internet em qualquer lugar basicamente do planeta."
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20/05 - Senac em Divinópolis abre inscrições para cursos técnicos a distância; veja como participar
São 114 vagas ofertadas em cinco cursos, são eles: técnico em administração, técnico em logística, técnico em recursos humanos, técnico em qualidade e técnico em secretariado. Senac em Divinópolis; imagem de arquivo Diego Tomaz/Senac Divulgação O Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) em Divinópolis está com inscrições abertas para cursos técnicos e formato de Ensino a Distância (EAD). As inscrições devem ser feitas até o dia 6 de junho e as aulas começarão no dia 20 de junho. São 114 vagas ofertadas em cinco cursos, são eles: técnico em administração, técnico em logística, técnico em recursos humanos, técnico em qualidade e técnico em secretariado. "Por meio dos cursos técnicos gratuitos a distância, o Senac democratiza o conhecimento e oferece ensino de qualidade, levando técnica, excelência e profissionalização para além dos grandes centros urbanos. Além de flexibilizar o tempo de estudo para adequar às demandas e desafios da atualidade, o Senac possibilita a formação de profissionais qualificados e aptos a empreender em todo o estado", disse o diretor do Senac em Divinópolis, Alexandre Carvalho. Veja abaixo a quantidade de vaga por curso: Técnico em administração - 38 vagas, 1.000 horas Técnico em logística - 18 vagas, 800 horas Técnico em recursos humanos - 18 vagas, 800 horas Técnico em qualidade - 20 vagas, 800 horas Técnico em secretariado - 20 vagas, 800 horas Inscrição Os interessados em participar devem ter idade mínima entre 16 e 17 anos, conforme o curso escolhido. Precisa ter, no mínimo, ou estar cursando, o 2º ano do ensino médio, ser estudante e/ou trabalhador empregado ou desempregado; é necessário que a renda familiar mensal per capita do interessado, ou seja, a renda bruta dos componentes do grupo familiar dividida pelo número de pessoas, não ultrapasse o valor de dois salários mínimos. A inscrição deve ser feita no site do Senac. Mais informações podem ser solicitadas pela Central de Relacionamento pelo telefone (37) 3229-6400. Por ser EAD, a aprendizagem se dá de forma autônoma e com horário flexível. Os conteúdos dos cursos e atividades serão acessados em ambiente virtual. VÍDEOS: veja tudo sobre o Centro-Oeste de Minas
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20/05 - Homeschooling ataca direito universal das crianças e adolescentes de frequentarem escola, avalia professor
Projeto que permite educação domiciliar das crianças de acordo com a vontade das famílias foi aprovado pela Câmara dos Deputados e vai ao Senado. O projeto que regulamenta a prática do homeschooling no Brasil foi aprovado pela Câmara dos Deputados nesta quinta (19) e agora segue para o Senado. Atualmente, o ensino domiciliar não é permitido no país por decisão do STF. Com base na Constituição, os ministros argumentam que o dever de educar implica cooperação entre Estado e família, sem exclusividade dos pais. Governo tem projeto com regras para a educação em casa Reprodução/JN Este também é o argumento do professor de Direito e Políticas Públicas Salomão Ximenes, da Universidade Federal do ABC. Segundo Ximenes, o projeto vai na contramão dos direitos das crianças e adolescentes à escola pois o transfere aos pais. "A gente fala em direito intransponível universal de frequentar uma escola como direito próprio da criança e do adolescente, e não um direito de seus pais ou responsáveis", explica. "Ao aprovar esse projeto se cria uma regra geral em que praticamente qualquer pai que cumpra requisitos bastante amplos pode livremente optar por levar ou não seus filhos à escola. Isso é um ataque do ponto de vista da construção do direito à educação no Brasil." OCDE: Brasil está entre países que não aumentaram recursos para educação na pandemia Salomão Ximenes é autor do livro "Direito à qualidade na educação básica: teoria e crítica" e compõe a diretoria da Ação Educativa e da Campanha Latino-Americana pelo Direito à Educação. Em entrevista à Renata Lo Prete, o professor ainda avalia que o projeto aprovado pela Câmara dos Deputados modifica toda a estrutura do direito à educação básica para atender às demandas de um número de famílias "bastante limitado" em relação à população brasileira no total. "Fala-se em 7 a10 mil famílias que praticam esta modalidade - hoje ilegal - de educação domiciliar. Em nome de atender uma demanda de um número limitado, quase irrelevante, ataca-se dois pilares fundamentais do direito à educação." Ouça a entrevista completa no episódio #710 do podcast O Assunto. Episódios anteriores Política de cotas completa 10 anos: 'Ideia de que lei exclui brancos pobres é completamente equivocada', explica especialista O peso da inflação: Após comprar cesta básica, brasileiro fica com R$ 74,00 do salário mínimo
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20/05 - O Assunto #710: Por que 'homeschooling' é contra os pobres
A Câmara dos Deputados concluiu nesta quinta-feira a aprovação da lei que introduz o ensino domiciliar no país. O texto, que agora vai ao Senado, torna realidade uma bandeira levantada por Jair Bolsonaro e alguns de seus apoiadores mais ferrenhos desde o início do governo. Você pode ouvir O Assunto no g1, no GloboPlay, no Spotify, no Castbox, no Google Podcasts, no Apple Podcasts, no Deezer, na Amazon Music, no Hello You ou na sua plataforma de áudio preferida. Assine ou siga O Assunto, para ser avisado sempre que tiver novo episódio. A Câmara dos Deputados concluiu nesta quinta-feira a aprovação da lei que introduz o ensino domiciliar no país. O texto, que agora vai ao Senado, torna realidade uma bandeira levantada por Jair Bolsonaro e alguns de seus apoiadores mais ferrenhos desde o início do governo. Em conversa com Renata Lo Prete, Salomão Ximenes, professor de Políticas Públicas da Universidade Federal do ABC, critica duramente o projeto. Ele entende que, sob pretexto de atender ao desejo de algumas milhares de famílias, estão sendo retirados direitos consolidados de milhões de estudantes, colocando em risco a dura e tardiamente conquistada universalização do ensino básico no Brasil. “É um ataque frontal a pilares da educação pública”, afirma, mencionando a Lei de Diretrizes e Bases e o Estatuto da Criança e do Adolescente. O professor diz ainda que, negligenciando custos, a medida “empurra para os estados e municípios a responsabilidade pela implementação”. Também participa do episódio Maria Celi Vasconcelos, pesquisadora da UERJ e autora de livro sobre o tema. Para ela, o projeto atende a uma demanda legítima, mas regras de transição seriam bem-vindas. “Passamos da proibição para uma regulamentação semelhante à de países que a educação domiciliar para há muitas décadas contam com ensino domiciliar”, diz. O que você precisa saber: 'Homeschooling': entenda o modelo de aprendizagem domiciliar 2018: STF decide que pais não podem tirar filhos da escola Projeto de Lei: entidades criticam texto para o ensino domiciliar Blog da Sadi: Bolsonaristas agem para liberar homeschooling O podcast O Assunto é produzido por: Mônica Mariotti, Isabel Seta, Tiago Aguiar, Gabriel de Campos, Luiz Felipe Silva, Thiago Kaczuroski, Gustavo Honório e Eto Osclighter. Apresentação: Renata Lo Prete. Comunicação/Globo
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20/05 - Enem 2022: prazo de inscrição termina no sábado; saiba como se inscrever
Versões impressa e digital serão aplicadas em 13 e 20 de novembro. Taxa é de R$ 85 e pode ser paga via boleto, cartão de crédito ou PIX. Passo a passo: como fazer a inscrição no Enem 2022 O prazo de inscrição para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2022 termina às 23h59 de sábado (21). As provas nas versões impressa e digital serão aplicadas em 13 e 20 de novembro, de acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pelo exame. LEIA TAMBÉM: REDAÇÕES NOTA MIL: leia 8 exemplos do Enem 2021 RAIO X DO SUCESSO: professores analisam estrutura de textos nota mil Quem não obteve isenção da taxa de inscrição deve fazer o pagamento de R$ 85 até 27 de maio. Veja abaixo detalhes sobre os seguintes pontos: Inscrição Passo a passo Novidade na aplicação Inglês ou espanhol? Prova impressa ou digital? Cronograma Disciplinas e horários 1. Inscrição O prazo para inscrição para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2022, nas versões impressa e digital, teve início nesta terça-feira (10) e vai até 21 de maio. A inscrição deve ser feita na página do participante do Enem. A taxa para quem não conseguiu isenção é de R$ 85 e deve ser paga até 27 de maio, por boleto, PIX ou cartão de crédito. Atenção: os estudantes que obtiveram o direito à isenção desse valor (como os alunos da rede pública) também devem se inscrever. Caso contrário, não poderão prestar o Enem. LEIA REDAÇÕES NOTA MIL DO ENEM 2021 RAIO X DE REDAÇÕES NOTA MIL FÁBIO PORCHAT PAGA ENEM PARA 200 PARTICIPANTES 2. Passo a passo 1. Acesse a página do participante e clique em 'Inscrição' Passo 1 - inscrição no Enem 2022 Reprodução 2. Selecione a imagem indicada nas orientações do desafio Passo 2 - Inscrição no Enem 2022 Reprodução 3. Informe o CPF, data de nascimento e clique em 'Iniciar a inscrição' Passo 3 - inscrição no Enem 2022 Reprodução 4. Leia as orientações e clique em 'Próximo' Passo 4 - inscrição do Enem 2022 Reprodução 5. Informe o nome do pai ou selecione 'Não quero declarar' Passo 5 - inscrição Enem 2022 Reprodução 6. Preencha os dados de sexo, raça/cor, estado civil e nacionalidade 7. Informe o município de nascimento 8. Insira o CEP e clique em 'Próximo' Passo 8 - inscirção no Enem 2022 Reprodução 9. Confirme o endereço e complemento 10. Informe se precisa de recurso de acessibilidade e diga qual Passo 10 - inscrição no Enem 2022 Reprodução 11. Escolha o idioma da língua estrangeira (Inglês ou Espanhol) 12. Informe a situação de ensino médio Passo 12 - inscrição no Enem 2022 Reprodução 13. Responda o questionário socioeconônico Passo 13 - Inscrição no Enem 2022 Reprodução 14. Informe telefone e e-mail para contato 15. Escolha o formato da prova (impresso ou digital) Passo 15 - inscrição no Enem 2022 Reprodução 16. Escolha o município de aplicação da prova Passo 16 - Inscrição no Enem 2022 Reprodução 17. Envie uma foto do participante Passo 17 - Inscrição no Enem 2022 Reprodução 18. Confirme as informações pessoais e clique em 'Enviar Inscrição' 19. Confira o comprovante e o número de inscrição Passo 19 - Inscrição no Enem 2022 Repridução 20. Acesse as informações de pagamento da taxa de inscrição na página do participante. Faça login com CPF e senha no gov.br 21. Escolha a forma de pagamento e pague a taxa de inscrição. Passo 21 - inscrição no Enem 2022 Reprodução 3. Novidade na aplicação Pela primeira vez, o Inep aceitará documentos digitais de identificação nos locais de prova, como: e-Título, Carteira Nacional de Habilitação (CNH) Digital; e RG Digital. O candidato deve apresentar o aplicativo oficial ao fiscal --- capturas de tela não serão válidas. Após a entrada na sala de aula, o uso do celular continuará vetado. 4. Inglês ou espanhol? Prova impressa ou digital? O candidato deve escolher, no ato da inscrição, se deseja que as cinco questões de língua estrangeira sejam em inglês ou em espanhol. Também precisa sinalizar se quer fazer o Enem impresso (tradicional) ou o digital. É importante lembrar que a versão informatizada: também é aplicada nos locais de prova — não existe a opção de prestar o exame em casa; traz 180 questões a serem respondidas digitalmente, mas com redação manuscrita. 5. Confira o cronograma Inscrições: 10 a 21 de maio Pagamento da inscrição: 10 a 27 de maio Pedido de atendimento especializado: 10 a 21 de maio Pedido de tratamento pelo nome social: 23 a 28 de junho Provas: 13 e 20 de novembro 6. Disciplinas e horários Como nos últimos anos, o Enem será aplicado em dois domingos. 13 de novembro O candidato deverá fazer: 45 questões de linguagens (40 de língua portuguesa e 5 de inglês ou espanhol); 45 questões de ciências humanas; e redação. 20 de novembro A prova trará: 45 questões de matemática; e 45 questões de ciências da natureza. Veja os horários de aplicação (no fuso de Brasília): Abertura dos portões: 12h Fechamento dos portões: 13h Início das provas: 13h30 Término das provas no 1º dia: 19h Término das provas no 2º dia: 18h30 Vídeos Redação do Enem em 1 Minuto: jovem que tirou nota mil dá dicas para escrever um bom texto
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20/05 - Taxa de abandono escolar no ensino médio na rede pública mais que dobra em 2021, aponta Inep
Percentual de estudantes que abandonaram instituições saltou de 2,3%, em 2020, para 5%, em 2021. Números integram os resultados finais da segunda etapa do Censo Escolar da Educação Básica. Dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) mostram que a taxa de abandono escolar no ensino médio na rede pública mais do que dobrou no ano passado. Em 2020, o percentual de estudantes que abandonaram instituições foi de 2,3%, enquanto que, em 2021, a taxa foi de 5,6%. LEIA TAMBÉM: ENEM 2022: prazo de inscrição termina no sábado; veja tutorial HOMESCHOOLING: entenda o que diz o projeto de lei aprovado pela Câmara PEDAGOGIA: com notas baixíssimas no MEC, faculdades caçam alunos com mensalidades abaixo de R$ 200 Os números foram divulgados nesta quinta-feira (19) pelo Inep e integram os resultados finais da segunda etapa do Censo Escolar da Educação Básica 2021. A primeira fase foi divulgada no início deste ano (veja mais abaixo). No ensino fundamental, a taxa de abandono escolar subiu de 1%, em 2020, para 1,2%, em 2021. A única rede que não apresentou elevação foi a privada. Ainda segundo o levantamento, a região Norte do país foi a que mais sofreu com o abandono dos alunos. Enquanto o país teve um índice de 5% no ensino médio, os estados do Norte, juntos, acumularam uma taxa de 10,1% de abandono. Já na etapa do ensino fundamental, o valor foi de 2,5% nesta região. Novo ensino médio: entenda o que deve mudar a partir de 2022 Taxas de aprovação e reprovação A segunda etapa do Censo apontou ainda para uma redução da taxa de aprovação na rede pública em todas as etapas de ensino em comparação com o ano de 2020. Os dados vêm após uma certa estabilidade nas taxas de aprovação e reprovação dos alunos em decorrência da pandemia de covid-19 e das estratégias para o seu enfrentamento — como a adoção do “contínuo curricular”, medida que “juntou” os anos letivos de 2020 e 2021 para evitar o aumento da reprovação. Ensino fundamental Em 2020, a taxa de aprovação nos anos iniciais do ensino fundamental (1º ao 5º ano), na rede pública, foi de 98,9%. Já em 2021, esse percentual caiu para 97,6%. Foi a primeira vez que houve queda, considerando os últimos 5 anos. Nos anos finais do ensino fundamental, os índices de aprovação caíram em todas as dependências administrativas da rede pública. Em 2020, essa taxa foi de 97,8%. No ano passado, as aprovações diminuíram para 95,7%. As taxas de reprovação nessa etapa também aumentaram, passando de 0,8% para 2%. Ensino médio Já no ensino médio, a taxa de aprovação caiu de 95% para 90,8% em relação ao ano de 2020. Esse movimento tem reflexo no índice de reprovação: no ano passado, a taxa nessa etapa de ensino foi de 4,2%, um aumento de 1,5 ponto percentual em comparação com 2020 (2,7%). Censo Escolar O Censo Escolar é a principal pesquisa estatística do governo federal sobre a educação básica. O levantamento, coordenado pelo Inep e realizado, em regime de colaboração, entre as secretarias estaduais e municipais de educação, serve de base para o repasse de recursos. Os dados abrangem as diferentes etapas e modalidades da educação básica: ensino regular, educação especial, educação de jovens e adultos (EJA) e educação profissional. VÍDEOS: notícias sobre educação
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20/05 - Em teste, estudantes do ensino médio acertam apenas 27% das questões de matemática básica
Dados da pesquisa foram divulgados nesta quinta-feira (19) pelo Ministério da Educação. Teste foi aplicado pela primeira vez em 2021. Resultados de testes mostram impacto da pandemia em alunos do ensino médio Os estudantes do ensino médio da rede pública e privada que foram submetidos a uma pesquisa para avaliar a educação no país acertaram apenas 27% das questões de matemática básica. Os dados foram revelados nesta quinta-feira (19) pelo Ministério da Educação. Ao todo, mais de três milhões de alunos da rede pública e privada foram submetidos a avaliação. O teste foi aplicado pela primeira vez no ano passado. Nesta sexta-feira (20), está prevista a divulgação dos dados dos alunos do ensino fundamental. Com relação à língua portuguesa, os alunos acertaram 57% das questões relacionadas ao tema. Já nas questões que diferenciam fato e opinião, o nível de acerto foi de apenas 50%. Os resultados reforçam um quadro preocupante que vêm sendo apontado e discutido por especialistas em educação nos últimos anos. As pesquisas de avaliação feitas pelos estados mostram que antes da pandemia os alunos das redes pública e privada estavam entrando no ensino médio com dois anos de defasagem, ou seja, ingressando no 1º ano do Ensino Médio sem dominar as habilidades do 8º do ensino fundamental. O teste divulgado nesta quinta-feira (19) reforçou os indicativos de que essa defasagem pode ser ainda maior.
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19/05 - Enem 2022: confira o passo a passo de como se inscrever e o cronograma das provas
Versões impressa e digital serão aplicadas em 13 e 20 de novembro. Taxa é de R$ 85 e pode ser paga via boleto, cartão de crédito ou PIX. Passo a passo: como fazer a inscrição no Enem 2022 O prazo de inscrição para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2022 termina às 23h59 de sábado (21). As provas nas versões impressa e digital serão aplicadas em 13 e 20 de novembro, de acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pelo exame. Quem não obteve isenção da taxa de inscrição deve fazer o pagamento de R$ 85 até 27 de maio. Confira abaixo como se inscrever no exame: LEIA REDAÇÕES NOTA MIL DO ENEM 2021 RAIO X DE REDAÇÕES NOTA MIL FÁBIO PORCHAT PAGA ENEM PARA 200 PARTICIPANTES Passo a passo 1. Acesse a página do participante e clique em 'Inscrição' Passo 1 - inscrição no Enem 2022 Reprodução 2. Selecione a imagem indicada nas orientações do desafio Passo 2 - Inscrição no Enem 2022 Reprodução 3. Informe o CPF, data de nascimento e clique em 'Iniciar a inscrição' Passo 3 - inscrição no Enem 2022 Reprodução 4. Leia as orientações e clique em 'Próximo' Passo 4 - inscrição do Enem 2022 Reprodução 5. Informe o nome do pai ou selecione 'Não quero declarar' Passo 5 - inscrição Enem 2022 Reprodução 6. Preencha os dados de sexo, raça/cor, estado civil e nacionalidade 7. Informe o município de nascimento 8. Insira o CEP e clique em 'Próximo' Passo 8 - inscirção no Enem 2022 Reprodução 9. Confirme o endereço e complemento 10. Informe se precisa de recurso de acessibilidade e diga qual Passo 10 - inscrição no Enem 2022 Reprodução 11. Escolha o idioma da língua estrangeira (Inglês ou Espanhol) 12. Informe a situação de ensino médio Passo 12 - inscrição no Enem 2022 Reprodução 13. Responda o questionário socioeconônico Passo 13 - Inscrição no Enem 2022 Reprodução 14. Informe telefone e e-mail para contato 15. Escolha o formato da prova (impresso ou digital) Passo 15 - inscrição no Enem 2022 Reprodução 16. Escolha o município de aplicação da prova Passo 16 - Inscrição no Enem 2022 Reprodução 17. Envie uma foto do participante Passo 17 - Inscrição no Enem 2022 Reprodução 18. Confirme as informações pessoais e clique em 'Enviar Inscrição' 19. Confira o comprovante e o número de inscrição Passo 19 - Inscrição no Enem 2022 Repridução 20. Acesse as informações de pagamento da taxa de inscrição na página do participante. Faça login com CPF e senha no gov.br 21. Escolha a forma de pagamento e pague a taxa de inscrição. Passo 21 - inscrição no Enem 2022 Reprodução Confira o cronograma Inscrições: 10 a 21 de maio Pagamento da inscrição: 10 a 27 de maio Pedido de atendimento especializado: 10 a 21 de maio Pedido de tratamento pelo nome social: 23 a 28 de junho Provas: 13 e 20 de novembro Disciplinas e horários Como nos últimos anos, o Enem será aplicado em dois domingos. 13 de novembro O candidato deverá fazer: 45 questões de linguagens (40 de língua portuguesa e 5 de inglês ou espanhol); 45 questões de ciências humanas; e redação. 20 de novembro A prova trará: 45 questões de matemática; e 45 questões de ciências da natureza. Veja os horários de aplicação (no fuso de Brasília): Abertura dos portões: 12h Fechamento dos portões: 13h Início das provas: 13h30 Término das provas no 1º dia: 19h Término das provas no 2º dia: 18h30 Vídeos Redação do Enem em 1 Minuto: jovem que tirou nota mil dá dicas para escrever um bom texto
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19/05 - UNE, UBES e ANPG condenam aprovação do projeto que libera homeschooling pela Câmara: 'retrocesso para a educação brasileira'
Projeto ainda precisa ser analisado pelo Senado, onde poderá sofrer mudanças. Depois, segue para sanção ou veto do presidente Jair Bolsonaro. Câmara deve agilizar votação de projeto sobre educação domiciliar A União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES), a União Nacional dos Estudantes (UNE) e a Associação Nacional de Pós-graduandos (ANPG) divulgaram nesta quinta-feira (19) uma nota conjunta que condena a aprovação pela Câmara dos Deputados do projeto de lei que regulamenta a educação domiciliar no Brasil. O projeto ainda precisa ser analisado pelo Senado, onde poderá sofrer mudanças. Se for alterado, o texto volta à Câmara. Caso contrário, segue para sanção ou veto do presidente Jair Bolsonaro. No documento, as entidades criticam que o projeto de lei em defesa do homeschooling seja priorizado sobre a necessidade de investimentos na educação regular. (Confira a íntegra da nota abaixo). "É inaceitável que com tantos obstáculos enfrentados pelos estudantes, incluindo os cortes orçamentários e a ausência de soluções, o governo Bolsonaro coloca como prioridade esta pauta de costumes - um projeto que está em total desconexão das urgências dos estudantes e dos brasileiros". LEIA TAMBÉM Entenda: o que é o 'homeschooling' Saiba mais: os detalhes do projeto Repercussão: entidades criticam A nota defende ainda que a escola é fundamental para a formação do indivíduo, assim como é uma ferramenta de identificação e proteção contra violências e abusos, que muitas vezes ocorrem nas casas de crianças e jovens. "A aprovação do PL 2.401/2019 é mais um retrocesso para a educação brasileira, que não contempla a realidade e necessidades dos estudantes do país, mas satisfaz aos interesses de apoiadores do governo Bolsonaro, esse que tem operado a destruição do projeto educacional brasileiro", conclui o documento. Estudante de Sorocaba (SP) é proibida pela Justiça de cursar faculdade por fazer 'homeschooling' Reprodução/TV TEM Entenda o caso O plenário da Câmara dos Deputados aprovou nesta quinta-feira (19) um projeto de lei que autoriza o ensino domiciliar (homeschooling) no Brasil. Atualmente, a prática não é permitida no país por uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). O texto-base da proposta já havia sido aprovado nesta quarta (18), mas, para concluir a votação, os deputados precisavam votar os destaques, isto é, propostas que visam modificar a redação do projeto. Os destaques, então, foram analisados nesta quinta e todos acabaram rejeitados. O texto aprovado pela Câmara altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) para admitir o ensino domiciliar na educação básica (pré-escola, ensino fundamental e médio). A educação domiciliar é uma das bandeiras do presidente Jair Bolsonaro e de seus apoiadores. O tema estava entre as metas prioritárias para os primeiros 100 dias de governo. Confira a íntegra da nota das entidades "Nota da UBES, UNE e ANPG: Entidades Estudantis condenam a aprovação do projeto de homeschooling União Brasileira dos Estudantes Secundaristas, UBES, a União Nacional dos Estudantes, UNE, e a Associação Nacional de Pós-graduandos, ANPG, condenam a aprovação pela Câmara dos Deputados do PL 2.401/2019, que sanciona o ensino domiciliar, conhecido como Homeschoolin Alertamos desde da criação do projeto citado, que a educação escolar (regular) necessita de mais investimentos, principalmente para superar os desafios históricos e intensificados na pandemia. É inaceitável que com tantos obstáculos enfrentados pelos estudantes, incluindo os cortes orçamentários e a ausência de soluções, o governo Bolsonaro coloca como prioridade esta pauta de costumes - um projeto que está em total desconexão das urgências dos estudantes e dos brasileiros. É preciso lembrar que a modalidade de ensino domiciliar ataca as finalidades da educação previstas no artigo 205 da Constituição Federal e amplia a desobrigação do Estado com a garantia do direito humano à educação de qualidade para todas as pessoas. E ressaltamos a importância da escola para formação do indivíduo, para ampliar sua visão crítica e plural na sociedade. E ainda, como um espaço de proteção, quanto à identificação de violências e abusos, que muitas vezes ocorrem nas casas de crianças e jovens. Além disso, as entidades estudantis, assim como outras instituições acompanharam esse debate no Congresso Nacional. Alertamos sobre as fragilidades argumentativas em torno de sua operacionalização e dos riscos que apresenta ao direito e prioridade absoluta da criança e do adolescente. Ressaltamos que o aparelhamento ideológico do MEC, nesses anos do Governo Bolsonaro, tem gerado danos ao futuro da educação, em todos os níveis educacionais, que levarão anos para serem corrigidos. A aprovação do PL 2.401/2019 é mais um retrocesso para a educação brasileira, que não contempla a realidade e necessidades dos estudantes do país, mas satisfaz aos interesses de apoiadores do governo Bolsonaro, esse que tem operado a destruição do projeto educacional brasileiro." VEJA VÍDEOS DE EDUCAÇÃO
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19/05 - Homeschooling: entenda o que diz o projeto de lei aprovado pela Câmara sobre ensino domiciliar
Proposta segue para análise do Senado, que pode fazer alterações no texto. Entidades do setor criticam a prática, que atualmente não é permitida no país. STF discute sobre a educação domiciliar, o homeschooling, nesta quinta (30) O plenário da Câmara dos Deputados aprovou nesta quinta-feira (19) um projeto de lei que autoriza o ensino domiciliar (homeschooling) no Brasil. Atualmente, a prática não é permitida no país por uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). O projeto ainda precisa ser analisado pelo Senado, onde poderá sofrer mudanças. Se for alterado, o texto volta à Câmara. Caso contrário, segue para sanção ou veto do presidente Jair Bolsonaro. Entidades do setor criticam a medida por, entre outros pontos, entenderem que representa um risco à garantia do direito fundamental à educação, além de restringir a troca de ideias e visões de mundo contraditórias e impactar na socialização dessas crianças e jovens O Código Penal também condena a adoção da educação domiciliar, considerando-a abandono intelectual. Em junho do ano passado, a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara (CCJ) chegou a aprovar uma outra proposta que impede que pais que adotem o modelo sejam processados por abandono intelectual. Esse texto, porém, ainda precisa passar pelo plenário da Câmara. Veja quais deputados votaram a favor ou contra a proposta Entidades criticam projeto de lei Mãe relata a rotina de estudos do filho em casa Jovem avalia que não é para 'todo mundo' Entenda abaixo o que diz o projeto aprovado pela Câmara: Quais etapas do ensino poderiam ser feitas em casa? O texto aprovado pelos deputados prevê que a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) seja alterada para admitir o ensino domiciliar na educação básica, isto é: pré-escola, ensino fundamental e médio. Qualquer família poderia fazer? Pelo projeto, nem todas as famílias poderão aderir ao ensino domiciliar. Para optar por esta modalidade, os responsáveis deverão formalizar a escolha junto a uma instituição de ensino credenciada, fazer matrícula anual do estudante e apresentar os seguintes documentos: comprovação de escolaridade de nível superior, inclusive em educação profissional tecnológica, em curso reconhecido nos termos da legislação, por pelo menos um dos pais ou responsáveis legais pelo estudante; certidões criminais da Justiça Federal e Estadual ou Distrital dos pais ou responsáveis. Estudante de Sorocaba (SP) é proibida pela Justiça de cursar faculdade por fazer 'homeschooling' Reprodução/TV TEM A proposta estabelece um período de transição em relação à exigência de comprovação de escolaridade de nível superior, caso os responsáveis escolham homeschooling nos dois primeiros anos após a regulamentação entrar em vigor. A transição prevista no projeto permite: a comprovação, ao longo do ano da formalização da opção pela educação domiciliar, de que pelo menos um dos pais ou responsáveis legais está matriculado em curso de nível superior; comprovação anual de continuidade dos estudos, com aproveitamento, por pelo menos um dos pais ou responsáveis legais, no curso de nível superior em que estiver matriculado; conclusão, por pelo menos um dos pais ou responsáveis legais, do curso de nível superior em que estiver matriculado, em período de tempo que não exceda em 50% do limite mínimo de anos para sua integralização. Quais seriam as obrigações? A proposta aprovada na Câmara estabelece também regras para as instituições de ensinos e responsáveis legais no desenvolvimento da educação domiciliar, como: manutenção de cadastro, pela instituição de ensino dos estudantes em educação domiciliar nela matriculados, a ser anualmente informado e atualizado junto ao órgão competente do sistema de ensino; cumprimento de conteúdos curriculares referentes ao ano escolar do estudante, de acordo com a Base Nacional Comum Curricular, admitida a inclusão de conteúdos curriculares adicionais; realização de atividades pedagógicas que promovam a formação integral do estudante, contemplando seu desenvolvimento intelectual, emocional, físico, social e cultural; manutenção, pelos pais ou responsáveis legais, de registro periódico das atividades pedagógicas realizadas e envio, à instituição de ensino em que o estudante estiver matriculado, de relatórios trimestrais dessas atividades; acompanhamento do desenvolvimento do estudante por docente tutor da instituição de ensino em que estiver matriculado, inclusive mediante encontros semestrais com os pais ou responsáveis, o educando e, se for o caso, do profissional que acompanha o ensino domiciliar; garantia, pelos pais ou responsáveis legais, da convivência familiar e comunitária do estudante; realização de avaliações anuais de aprendizagem e participação do estudante nos exames do sistema nacional de avaliação da educação básica e nos exames do sistema estadual ou sistema municipal de avaliação da educação básica. VEJA OUTROS VÍDEOS DE EDUCAÇÃO
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19/05 - 'Homeschooling': Câmara conclui aprovação de projeto que regulamenta educação domiciliar
Texto principal do projeto já havia sido aprovado na quarta (18), mas faltava análise dos destaques. Proposta altera Lei de Diretrizes e Bases da Educação e segue para o Senado. Câmara aprova projeto que regulamenta homeschooling A Câmara dos Deputados concluiu nesta quinta-feira (19) a aprovação do projeto que regulamenta a prática do ensino domiciliar, conhecida como "homeschooling". Com a conclusão, o texto segue para o Senado. O texto-base da proposta já havia sido aprovado nesta quarta (18), mas, para concluir a votação, os deputados precisavam votar os destaques, isto é, propostas que visam modificar a redação do projeto. Os destaques, então, foram analisados nesta quinta e todos acabaram rejeitados. Entenda: o que é o 'homeschooling' Saiba mais: os detalhes do projeto Repercussão: entidades criticam Atualmente, o ensino domiciliar não é permitido no país por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) — leia detalhes mais abaixo. O texto aprovado pela Câmara altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) para admitir o ensino domiciliar na educação básica (pré-escola, ensino fundamental e médio). A educação domiciliar é uma das bandeiras do presidente Jair Bolsonaro e de seus apoiadores. O tema estava entre as metas prioritárias para os primeiros 100 dias de governo. 'Homeschooling' no Brasil O ensino domiciliar não é permitido no país porque, em 2018, o Supremo Tribunal Federal (STF) entendeu que não há lei que regulamente o "homeschooling". No julgamento, a maioria dos ministros entendeu que é necessária a frequência da criança na escola, de modo a garantir uma convivência com estudantes de origens, valores e crenças diferentes, por exemplo. Os ministros, na ocasião, também argumentaram que, conforme a Constituição, o dever de educar implica cooperação entre Estado e família, sem exclusividade dos pais. Câmara aprova urgência para agilizar PL sobre ensino em casa O que diz o projeto aprovado Pelo projeto aprovado pela Câmara, passa a ser admitida a "educação básica domiciliar, por livre escolha e sob a responsabilidade dos pais ou responsáveis legais pelos estudantes". Para optar por esta modalidade de ensino, os responsáveis deverão formalizar a escolha junto a instituições de ensino credenciadas, fazer matrícula anual do estudante e apresentar os seguintes documentos: Comprovação de escolaridade de nível superior ou em educação profissional tecnológica, em curso reconhecido nos termos da legislação, por pelo menos um dos pais ou responsáveis legais pelo estudante; Certidões criminais da Justiça Federal e Estadual ou Distrital dos pais ou responsáveis; Relatórios trimestrais com a relação de atividades pedagógicas realizadas no período; Acompanhamento com um docente tutor da instituição em que a criança estiver matriculada e que sejam realizados encontros semestrais com o estudante e os responsáveis; Avaliações anuais de aprendizagem; Avaliação semestral do progresso do estudante com deficiência ou transtorno de desenvolvimento. A proposta estabelece também um período de transição em relação à exigência de comprovação de escolaridade de nível superior, caso os responsáveis escolham "homeschooling" nos dois primeiros anos após a regulamentação entrar em vigor.
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19/05 - O bem-sucedido método para acabar com o bullying nas escolas
O bullying pode tornar a vida das crianças um inferno e causar problemas de saúde, mas cientistas estão descobrindo maneiras poderosas de combatê-lo. Bullying na infância gera consequências na saúde mental e no desempenho escolar dos alunos Getty images Lady Gaga, Shawn Mendes, Blake Lively, Karen Elson, Eminem, Kate Middleton e Mike Nichols — estas são apenas algumas pessoas que falaram sobre suas experiências como vítimas de bullying na escola e a dor que isso causou a elas na infância e em etapas posteriores da vida. Meus algozes na escola eram uma dupla de Daniels, na zona rural de Yorkshire. Eles tinham o hábito de imitar e zombar de tudo o que eu dizia, de modo que eu mal ousava falar em sala de aula. Qualquer pessoa que tenha sido vítima de bullying quando criança entenderá os sentimentos de vergonha que este tipo de experiência pode trazer. E as consequências não param por aí. Pesquisas recentes sugerem que os efeitos do bullying infantil podem durar décadas, com mudanças duradouras que podem nos colocar em maior risco de problemas de saúde mental e físicos. Tais descobertas estão levando um número cada vez maior de educadores a mudar seu ponto de vista sobre o bullying — de um elemento inevitável do crescimento para uma violação dos direitos humanos das crianças. "As pessoas costumavam pensar que o bullying nas escolas é um comportamento normal e que, em alguns casos, poderia até ser algo bom — porque forma o caráter", explica Louise Arseneault, professora de psicologia do desenvolvimento da Universidade King's College London, no Reino Unido. "Demorou muito tempo para [os pesquisadores] começarem a considerar o comportamento de bullying como algo que pode ser realmente prejudicial". Diante desta mudança de mentalidade, muitos pesquisadores estão testando vários programas para combater o bullying — com algumas estratégias novas animadoras para criar um ambiente escolar mais gentil. Mente inflamada, corpo inflamado Pode haver pouca dúvida de que o bullying é um sério risco para a saúde mental das crianças a curto prazo, com as consequências mais notáveis ​​sendo ansiedade elevada, depressão e pensamento paranoico. Embora alguns destes sintomas possam desaparecer naturalmente quando o bullying acaba, muitas vítimas continuam sofrendo um risco maior de problemas de saúde mental. De acordo com um artigo recente da Harvard Review of Psychiatry, uma mulher que sofreu bullying quando criança tem 27 vezes mais chance de ter transtorno de pânico no início da vida adulta. Entre os homens, o bullying na infância resultou em um aumento de 18 vezes em pensamentos e comportamentos suicidas. "Existem todas essas associações, que são sólidas e reproduzidas em diferentes amostras", diz Arseneault. O bullying também tem consequências prolongadas para a vida social das pessoas: muitas vítimas acham mais difícil fazer amigos na vida adulta e são menos propensas a viver com um parceiro de longo prazo. Uma possibilidade é que tenham dificuldade de confiar nas pessoas ao seu redor. "As crianças que sofreram bullying podem interpretar as relações sociais de uma forma mais ameaçadora", observa Arseneault. Por fim, há os custos acadêmicos e econômicos. O bullying prejudica as notas das vítimas, o que, por sua vez, reduz suas perspectivas de emprego — o que significa que são mais propensas à instabilidade financeira e ao desemprego no início da vida adulta e na meia-idade. A pesquisa de Arseneault sugere que o estresse resultante pode afetar o corpo por décadas após o ocorrido. Ao analisar dados de um estudo longitudinal de 50 anos, ela descobriu que o bullying frequente entre os sete e 11 anos estava associado a níveis acentuadamente mais altos de inflamação aos 45 anos. É importante ressaltar que a relação permaneceu mesmo depois que ela controlou uma série de outros fatores, incluindo alimentação, prática de atividade física e tabagismo. Isso é importante, uma vez que a inflamação elevada pode prejudicar o sistema imunológico e contribuir para o desgaste dos nossos órgãos, levando a condições como diabetes e doenças cardiovasculares. Redes de proteção Juntas, estas descobertas sugerem que as tentativas de eliminar o bullying não são apenas um imperativo moral para aliviar o sofrimento imediato das crianças, como podem oferecer benefícios a longo prazo para a saúde da população. Quando eu estava na escola no Reino Unido nos anos 1990 e início dos anos 2000, não havia campanhas sistemáticas para combater o bullying de forma mais ampla. Os professores puniriam certos comportamentos — se fossem observados. Mas a responsabilidade era do aluno de relatar o problema, o que significa que muitos casos foram ignorados. Alguns professores endossariam tacitamente o bullying, fechando os olhos para questões óbvias, enquanto outros — uma minoria rara, mas tóxica — se aliaram ativamente aos agressores. Certos tipos de bullying também podem ser tolerados porque refletem preconceitos sociais mais amplos. Por exemplo, uma proporção significativa de filhos de mães lésbicas relatou em um estudo longitudinal ser alvo de provocações ou bullying por causa do seu arranjo familiar, embora o apoio parental tenha amortecido o impacto. Os jovens LGBTQ também são mais propensos a sofrer bullying e outras agressões na escola. As escolas, no entanto, tendiam a ignorar o bullying homofóbico no passado. Felizmente, pesquisas em andamento podem fornecer agora algumas estratégias antibullying comprovadas que podem ajudar. O Olweus Bullying Prevention Program é um dos programas mais amplamente testados. Foi desenvolvido pelo falecido psicólogo sueco-norueguês Dan Olweus, que liderou grande parte das primeiras pesquisas acadêmicas sobre vitimização infantil. O programa se baseia na ideia de que casos individuais de bullying são muitas vezes produto de uma cultura mais ampla que tolera a vitimização. Como resultado, tenta abordar todo o ecossistema escolar para evitar que o mau comportamento prospere. Como muitas outras intervenções, o Programa Olweus começa com o reconhecimento do problema. Por este motivo, as escolas devem preparar um questionário para perguntar aos alunos sobre suas experiências. "Saber o que está acontecendo é muito importante e pode orientar seus esforços de prevenção ao bullying", diz Susan Limber, professora de psicologia do desenvolvimento da Universidade Clemson, na Carolina do Sul, nos EUA. O Programa Olweus incentiva a escola a estabelecer expectativas muito claras do que é um comportamento aceitável — e as consequências se violarem essas regras. "As [sanções] não devem ser uma surpresa para a criança", diz Limber. Os adultos devem atuar como exemplos positivos a seguir, que reforçam os bons comportamentos e mostram tolerância zero para qualquer forma de vitimização. Também devem aprender a identificar os locais dentro da escola onde o bullying é mais provável de ocorrer e supervisioná-los regularmente. "Todos os adultos da escola precisam de algum treinamento básico sobre bullying — as pessoas que trabalham na cantina, os motoristas de ônibus, os inspetores", indica Limber. Nas salas de aula as próprias crianças realizam reuniões para discutir a natureza do bullying — e as formas como podem ajudar os alunos que são vítimas deste mau comportamento. O objetivo, com tudo isso, é garantir que a mensagem antibullying esteja enraizada na cultura da instituição. Ao trabalhar com Olweus, Limber testou o programa em vários cenários, incluindo a implementação em larga escala em mais de 200 escolas na Pensilvânia. Suas análises sugerem que o programa resultou em 2 mil casos a menos de bullying em dois anos. É importante ressaltar que os pesquisadores também observaram mudanças na atitude geral das populações escolares em relação ao bullying, incluindo maior empatia pelas vítimas. Os resultados de Limber não são os únicos a mostrar que campanhas sistemáticas contra o bullying podem gerar mudanças positivas. Uma meta-análise recente, que analisou os resultados de 69 ensaios, concluiu que as campanhas antibullying na escola não apenas reduzem a vitimização, como também melhoram a saúde mental geral dos alunos. Curiosamente, a duração dos programas não pareceu prever suas chances de sucesso. "Até mesmo algumas semanas de intervenção foram eficazes", diz David Fraguas, do Instituto de Psiquiatria e Saúde Mental do Hospital Clínico San Carlos, em Madri, na Espanha, que foi o principal autor do estudo. Apesar das fortes evidências, estas intervenções ainda não foram incorporadas aos programas nacionais de educação da maioria dos condados. "Não estamos fazendo o que sabemos agora ser eficaz", diz ele. Compartilhar é cuidar O bullying não acaba na escola, é claro, e Limber argumenta que os pais e cuidadores devem estar atentos a sinais que indicam que pode haver um problema. "Você deve ser proativo e puxar o assunto — não espere que ele apareça", diz ela. "Você pode fazer isso como parte de uma conversa do tipo: 'Como vão as coisas com seus amigos? Você tem algum problema?'." Ela enfatiza que o adulto deve levar a sério as preocupações da criança — mesmo que pareçam triviais de uma perspectiva externa —, ao mesmo tempo que mantém a cabeça fria. "Ouça atentamente e tente manter suas emoções sob controle enquanto escuta." O cuidador deve evitar fazer sugestões precipitadas de como a criança pode lidar com o problema, já que isso às vezes pode dar a sensação de que a vítima é de alguma forma culpada pela experiência. Se for o caso, o pai ou responsável deve iniciar uma conversa com a escola, que deve elaborar imediatamente um plano para garantir que a criança se sinta segura. "A primeira coisa é se concentrar nessa criança e em suas experiências." Crescer raramente será fácil: as crianças e os adolescentes estão aprendendo a gerenciar as relações sociais e isso virá acompanhado de mágoa e aborrecimento. Mas, como adultos, podemos fazer um trabalho muito melhor ensinando às crianças que certos tipos de comportamento nunca são aceitáveis: não há ninguém para culpar, a não ser os próprios agressores. Estas lições poderiam ter um impacto generalizado na saúde e na felicidade de muitas gerações futuras.
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19/05 - Câmara aprova texto-base de projeto que autoriza ensino domiciliar
Câmara aprova texto-base de projeto que autoriza ensino domiciliar A Câmara dos Deputados aprovou projeto que cria regras para a prática do ensino domiciliar no Brasil. Veja principais pontos. O chamado homeschooling é prioridade para Bolsonaro. Para o presidente, educar crianças em casa é uma forma de evitar supostas ideologias que, segundo ele, são propagadas por professores. Especialistas em educação e entidades do setor consideram a medida equivocada, que pode prejudicar a educação das crianças e agravar desigualdades. Leia mais. O homeschooling não é permitido no Brasil por uma decisão do STF, que em 2018 entendeu não haver uma lei que regulamente esse tipo de ensino. O projeto agora segue para votação no Senado
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18/05 - Homeschooling: entidades criticam projeto de lei que libera o ensino domiciliar no país
Nesta quarta-feira (18), a Câmara dos Deputados aprovou um requerimento de urgência para agilizar a tramitação do PL. Câmara deve agilizar votação de projeto sobre educação domiciliar Mais de 400 entidades assinaram um manifesto contra a liberação do ensino domiciliar (homeschooling) que está sendo debatida pelo Congresso Nacional em um projeto de lei. O documento assinado na terça-feira (17) é assinado pela União Nacional dos Estudantes (UNE), União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES), e a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), entre outras instituições. A proposta teve a tramitação agilizada pela Câmara dos Deputados, que aprovou nesta quarta-feira (18) um requerimento de urgência. Com isso, o projeto de lei será votado diretamente no plenário, sem precisar passar pelas comissões. Leia também Homeschooling: entenda o que propõe o PL em discussão no Congresso Notas baixas no MEC: faculdades de pedagogia caçam alunos com mensalidades baixas #LancheiraDoDia: mães bombam nas redes sociais montando as lancheiras dos filhos O manifesto das entidades é em relação ao projeto original apresentado pelo Poder Executivo. No entanto, durante a tramitação, o texto poderá sofrer alterações. Se for aprovado, seguirá ainda para análise do Senado. As entidades signatárias do manifesto defendem que a aprovação do projeto representa um risco à garantia do direito fundamental à educação e pode intensificar as desigualdades já existentes. "Tal regulamentação pode aprofundar ainda mais as imensas desigualdades sociais e educacionais, estimular à desescolarização por parte de movimentos ultraconservadores e multiplicar os casos de violência e desproteção aos quais estão submetidos milhões de crianças e adolescentes", diz trecho do documento. (Leia aqui a íntegra do manifesto.) O documento diz ainda que o projeto não respeita a Constituição Federal. "A educação escolar (regular) necessita de mais investimentos e de efetivo regime de colaboração para superar os desafios históricos e atuais impostos pela pandemia e não da regulamentação de uma modalidade que ataca as finalidades da educação previstas no artigo 205 da Constituição Federal, amplia a desobrigação do Estado com a garantia do direito humano à educação de qualidade para todas as pessoas e fere os direitos das crianças e adolescentes." O Todos Pela Educação também se posicionou contra ao projeto de lei em uma nota divulgada na segunda-feira (16). Para a organização, o modelo inibe o pleno desenvolvimento de crianças e jovens e inviabiliza aprendizados inerentes à convivência coletiva. A nota diz ainda que tornar a educação domiciliar uma prioridade na gestão educacional "é equivocado e o assunto não deveria ser um tema de debate do Congresso Nacional neste momento. Afinal, passa longe do que precisa ser feito para melhorar a Educação no Brasil e evidencia uma inversão de prioridades do Governo Federal". VEJA VÍDEOS DE EDUCAÇÃO
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18/05 - Homeschooling: entenda o que propõe o projeto em discussão no Congresso sobre ensino domiciliar
Câmara aprovou o texto-base do projeto nesta quarta. Agora Senado analisa o projeto, que pode sofrer alterações antes de ser enviado para sanção presidencial. STF discute sobre a educação domiciliar, o homeschooling, nesta quinta (30) Umas das bandeiras do governo Bolsonaro, o projeto de lei que regulamenta a prática do ensino domiciliar (homeschooling) no Brasil teve seu texto-base aprovado pela Câmara nesta quarta-feira (18). Agora, o Senado vai analisar o projeto, que pode sofrer alterações, antes de passar pela sanção presidencial. Polêmica, a proposta foi apresentada pelo Executivo há mais de três anos e estava entre as metas prioritárias para os primeiros cem dias de governo. No entanto, o tema ficou sem avançar desde então por conta da resistência por parte dos parlamentares. Entenda abaixo o que prevê o projeto do governo: Ensino domiciliar será permitido Atualmente, o ensino domiciliar não é permitido por decisão do Supremo Tribunal Federal, que em setembro de 2018 entendeu não haver uma lei que regulamente o ensino domiciliar no país. Embora a lei não proíba explicitamente a prática, ela também não a respalda. Além da decisão do STF, o Código Penal também condena a adoção da educação domiciliar, considerando abandono intelectual. O CP define o crime como deixar, sem justa causa, de prover à instrução primária de filho em idade escolar e prevê detenção, de 15 dias a um mês, ou multa. Em junho de 2021, a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara (CCJ) aprovou uma proposta que impede que pais que adotem o modelo sejam processados por abandono intelectual. O texto também aguarda análise do plenário. Se o projeto for aprovado pelo plenário da Câmara dos Deputados, o texto será enviado para votação em Senado. Se for alterado, o texto volta à Câmara. Caso seja aprovado na íntegra, segue para sanção ou veto do presidente, que terá 15 dias úteis para vetar o projeto na íntegra ou parcialmente. Se ele não se manifestar, a lei é sancionada automaticamente após esse período sem vetos e o homeschooling passará a ser permitido no país. Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) será alterada Em caso de aprovação, o homeschooling será oficializado com uma alteração da Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), que orienta o ensino regular e passará a admitir o ensino domiciliar na educação básica (pré-escola, ensino fundamental e médio). A proposta exige que, assim como a educação escolar, o ensino domiciliar esteja vinculado ao mundo do trabalho e à prática social. Estudante de Sorocaba (SP) é proibida pela Justiça de cursar faculdade por fazer 'homeschooling' Reprodução/TV TEM Pais e responsáveis poderão aderir à modalidade Conforme o projeto, “é admitida a educação básica domiciliar, por livre escolha e sob a responsabilidade dos pais ou responsáveis legais pelos estudantes”. O Poder Público deverá atuar, junto aos pais ou responsáveis, para garantir o desenvolvimento adequado da aprendizagem do estudante. Para optar por esta modalidade de ensino, os responsáveis deverão formalizar a escolha junto a instituições de ensino credenciadas, fazer matrícula anual do estudante e apresentar: comprovação de escolaridade de nível superior, inclusive em educação profissional tecnológica, em curso reconhecido nos termos da legislação, por pelo menos um dos pais ou responsáveis legais pelo estudante; certidões criminais da Justiça Federal e Estadual ou Distrital dos pais ou responsáveis. Período de transição A proposta estabelece um período de transição em relação à exigência de comprovação de escolaridade de nível superior, caso os responsáveis escolham homeschooling nos dois primeiros anos após a regulamentação entrar em vigor. A transição prevista no projeto permite: a comprovação, ao longo do ano da formalização da opção pela educação domiciliar, de que pelo menos um dos pais ou responsáveis legais está matriculado em curso de nível superior; comprovação anual de continuidade dos estudos, com aproveitamento, por pelo menos um dos pais ou responsáveis legais, no curso de nível superior em que estiver matriculado; conclusão, por pelo menos um dos pais ou responsáveis legais, do curso de nível superior em que estiver matriculado, em período de tempo que não exceda em 50% do limite mínimo de anos para sua integralização. Escolas e responsáveis legais vão trabalhar juntos A proposta estabelece também regras para as instituições de ensinos e responsáveis legais no desenvolvimento da educação domiciliar, como: manutenção de cadastro, pela instituição de ensino dos estudantes em educação domiciliar nela matriculados, a ser anualmente informado e atualizado junto ao órgão competente do sistema de ensino; cumprimento de conteúdos curriculares referentes ao ano escolar do estudante, de acordo com a Base Nacional Comum Curricular, admitida a inclusão de conteúdos curriculares adicionais; realização de atividades pedagógicas que promovam a formação integral do estudante, contemplando seu desenvolvimento intelectual, emocional, físico, social e cultural; manutenção, pelos pais ou responsáveis legais, de registro periódico das atividades pedagógicas realizadas e envio, à instituição de ensino em que o estudante estiver matriculado, de relatórios trimestrais dessas atividades; acompanhamento do desenvolvimento do estudante por docente tutor da instituição de ensino em que estiver matriculado, inclusive mediante encontros semestrais com os pais ou responsáveis, o educando e, se for o caso, do profissional que acompanha o ensino domiciliar; garantia, pelos pais ou responsáveis legais, da convivência familiar e comunitária do estudante; realização de avaliações anuais de aprendizagem e participação do estudante nos exames do sistema nacional de avaliação da educação básica e nos exames do sistema estadual ou sistema municipal de avaliação da educação básica. 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18/05 - 'Homeschooling': Câmara aprova texto-base de projeto sobre educação domiciliar
Texto altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação para admitir ensino domiciliar na educação básica. Governistas apoiam texto. Para ONG, medida é 'equivocada'. Câmara aprova projeto que regulamenta homeschooling A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (18) o texto-base do projeto de lei que regulamenta a prática do ensino domiciliar (homeschooling). A análise dos destaques, sugestões de alteração na proposta, está prevista para esta quinta-feira (19). Saiba como votaram os deputados Na mesma sessão, os deputados aprovaram o regime de urgência para a tramitação do projeto na Câmara. Na prática, isso evitou que o texto fosse analisado em uma comissão especial e permitiu a votação direto em plenário. O texto altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) para admitir o ensino domiciliar na educação básica (pré-escola, ensino fundamental e médio). A educação domiciliar é uma das bandeiras do presidente Jair Bolsonaro. O tema estava entre as metas prioritárias para os primeiros cem dias de governo, mas ainda não foi votado. Para Bolsonaro e apoiadores do governo, a educação domiciliar é uma forma de pais e responsáveis legais blindarem seus filhos de supostas ideologias transmitidas dentro da sala de aula. Já a ONG Todos Pela Educação classifica a medida como "equivocada". LEIA TAMBÉM: 'HOMESCHOOLING': entenda o modelo de aprendizagem domiciliar ENSINO DOMICILIAR: entidades criticam projeto de lei PRINCIPAIS PONTOS: projeto exige curso superior de um dos responsáveis O deputado Bacelar (BA), líder do PV na Câmara, se posicionou contra o projeto. "As famílias já têm o seu direito garantido para a escolha da educação de crianças e adolescentes. A lei permite aos pais, mães ou tutores que escolham qual escola, linha pedagógica e o que consideram mais adequado para a educação dos seus filhos. A educação familiar desvaloriza a profissão dos docentes e a ciência", disse. A deputada Alice Portugal (PC do B-BA) também discursou pela rejeição da proposta. "O que está sendo feito é isolar crianças. A escola é majoritariamente plural, generosa, com processo de elaboração do cognitivo e do emocional, onde você aprende a ganhar e perder", declarou. Por outro lado, partidos da base do governo se posicionaram à favor da pauta. Capitão Alberto Neto (AM), vice-líder do PL, afirmou que a autorização é uma forma de regularizar a condição de famílias que já adotam a prática. "Mais de 11 mil crianças praticam o homeschooling, queremos apenas regulamentar. Nosso objetivo é trabalhar por todos". "Eu sou um pai educador, um pai que durante a pandemia fez a opção pelo homeschooling", afirmou o deputado Diego Garcia (Republicanos-PR). "A educação domiciliar permite o favorecimento dos vínculos familiares." Novas regras Atualmente, o ensino domiciliar não é permitido por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que em setembro de 2018 entendeu não haver uma lei que regulamente o ensino domiciliar no país. Embora a lei não proíba explicitamente a prática, ela também não é permitida. STF discute sobre a educação domiciliar, o homeschooling, nesta quinta (30) Pelo projeto, fica “admitida a educação básica domiciliar, por livre escolha e sob a responsabilidade dos pais ou responsáveis legais pelos estudantes”. Para optar por esta modalidade de ensino, os responsáveis deverão formalizar a escolha junto a instituições de ensino credenciadas, fazer matrícula anual do estudante e apresentar: Comprovação de escolaridade de nível superior, inclusive em educação profissional tecnológica, em curso reconhecido nos termos da legislação, por pelo menos um dos pais ou responsáveis legais pelo estudante; Certidões criminais da Justiça Federal e Estadual ou Distrital dos pais ou responsáveis; Relatórios trimestrais com a relação de atividades pedagógicas realizadas no período; Acompanhamento com um docente tutor da instituição em que a criança estiver matriculada e que sejam realizados encontros semestrais com o estudante e os responsáveis; Avaliações anuais de aprendizagem; Avaliação semestral do progresso do estudante com deficiência ou transtorno de desenvolvimento. A proposta estabelece também um período de transição em relação à exigência de comprovação de escolaridade de nível superior, caso os responsáveis escolham "homeschooling" nos dois primeiros anos após a regulamentação entrar em vigor. VÍDEOS: notícias sobre política
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18/05 - Projeto que proíbe uso de linguagem neutra em escolas de Juiz de Fora recebe pedido de vista
Objetivo da matéria é garantir o direito ao aprendizado da língua portuguesa de acordo com as normas e orientações legais de ensino. Entenda como funciona e o que é. Projeto que proíbe uso de linguagem neutra em escolas de Juiz de Fora recebe pedido de vista Reprodução/TV Câmara Municipal de Juiz de Fora O Projeto de Lei (PL) que proíbe o uso de linguagem neutra em escola de Juiz de Fora recebeu pedido de vista na reunião ordinária de terça-feira (17). A solicitação para que a proposta não fosse votada na Câmara Municipal foi feita pelo vereador Vagner de Oliveira (PSB). Leia também: Saiba o que é linguagem neutra, que usa, por exemplo, 'todxs' e 'amigues' Após aprovação em 1ª discussão, projeto que proíbe uso de linguagem neutra em escolas de Juiz de Fora volta à pauta na Câmara; entenda O PL nº 117/2021, de autoria do vereador Sargento Mello Casal (PTB), voltou ao plenário do Legislativo para a 2ª discussão. O objetivo da matéria é garantir “aos estudantes do município de Juiz de Fora o direito ao aprendizado da língua portuguesa de acordo com as normas e orientações legais de ensino”. Na justificativa do projeto, o vereador ressaltou que apesar das mudanças no comportamento da população, o ensino da língua padrão deve ser respeitado. “Muito embora a sociedade possa a vir passar por alterações de comportamento, a linguagem da norma padrão não é mutável como o comportamento humano, devendo ser mantido mesmo diante das transformações sociais. (...) o projeto em epígrafe é de suma importância uma vez que visa a garantia de direito ao acesso a língua portuguesa padrão dentro das normas e orientações emanadas pelos órgãos dos entes federativos responsáveis pelo ensino dentro da esfera de competência de cada um”. A proposta foi aprovada pela Câmara Municipal em 1ª discussão no dia 28 de abril. Antes de ser aceito, a matéria havia recebido três pedidos de vista e um de sobrestamento. Na mesma data, ele retornou ao plenário para a 2ª discussão, mas novamente recebeu pedido de vista. No retorno à pauta do Legislativo, o PL contou com duas emendas substitutivas, ambas de autoria do vereador Sargento Mello. Uma delas prevê aplicação de multa de R$ 1.000 para quem violar a lei e a outra determina que as denúncias sejam encaminhadas à ouvidoria geral do município. A expectativa é que a proposta volte a ser discutida nas próximas reuniões. Mas o que é o gênero neutro? É a substituição dos artigos feminino e masculino por um "x", "e" ou até pela "@" em alguns casos. Assim, "amigo" ou "amiga" virariam "amigue" ou "amigx". As palavras "todos" ou "todas" seriam trocadas, da mesma forma, por "todes", "todxs" ou "tod@s". A mudança, como é popular principalmente na internet, ainda não tem um modelo definido. Os defensores do gênero neutro também defendem a adoção do pronome "elu" para se referir a qualquer pessoa, independente do gênero, de maneira que abranja pessoas não-binárias ou intersexo que não se identifiquem como homem ou como mulher. VÍDEOS: veja tudo sobre a Zona da Mata e Campos das Vertentes
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17/05 - Após aprovação em 1ª discussão, projeto que proíbe uso de linguagem neutra em escolas de Juiz de Fora volta à pauta na Câmara; entenda
Objetivo da proposta é garantir o direito ao aprendizado da língua portuguesa de acordo com as normas e orientações legais de ensino. Saiba o que é linguagem neutra, que usa, por exemplo, 'todxs' e 'amigues'. Sede da Câmara Municipal de Juiz de Fora Fellype Alberto/g1 O Projeto de Lei (PL) que proíbe o uso de linguagem neutra em escolas de Juiz de Fora voltará à pauta da Câmara Municipal na reunião ordinária desta terça-feira (17). A proposta foi aprovada em 1ª discussão no dia 28 de abril, quando recebeu pedido de vista da vereadora Cida Oliveira (PT) na discussão seguinte. Leia também: Saiba o que é linguagem neutra, que usa, por exemplo, 'todxs' e 'amigues' O PL nº 117/2021, de autoria do vereador Sargento Mello Casal (PTB), voltará ao plenário do Legislativo para a 2ª discussão. O objetivo do projeto é garantir “aos estudantes do município de Juiz de Fora o direito ao aprendizado da língua portuguesa de acordo com as normas e orientações legais de ensino”. Na justificativa do projeto, o vereador ressaltou que apesar das mudanças no comportamento da população, o ensino da língua padrão deve ser respeitado. “Muito embora a sociedade possa a vir passar por alterações de comportamento, a linguagem da norma padrão não é mutável como o comportamento humano, devendo ser mantido mesmo diante das transformações sociais. (...) o projeto em epígrafe é de suma importância uma vez que visa a garantia de direito ao acesso a língua portuguesa padrão dentro das normas e orientações emanadas pelos órgãos dos entes federativos responsáveis pelo ensino dentro da esfera de competência de cada um”. A proposta foi aprovada pela Câmara Municipal em 1ª discussão no dia 28 de abril. Antes de ser aprovado, o projeto havia recebido três pedidos de vista e um de sobrestamento. Na mesma data, ele retornou ao plenário para a 2ª discussão, mas novamente recebeu pedido de vista. No retorno à pauta do Legislativo, o PL contará com duas emendas substitutivas, ambas de autoria do vereador Sargento Mello. Uma delas prevê aplicação de multa de R$ 1.000 para quem violar a lei e a outra determina que as denúncias sejam encaminhadas à ouvidoria geral do município. A 2ª Reunião Ordinária do 5º Período Legislativo está prevista para ter início às 17h30 desta terça-feira, quando o projeto será levado para discussão em plenário. Mas o que é o gênero neutro? É a substituição dos artigos feminino e masculino por um "x", "e" ou até pela "@" em alguns casos. Assim, "amigo" ou "amiga" virariam "amigue" ou "amigx". As palavras "todos" ou "todas" seriam trocadas, da mesma forma, por "todes", "todxs" ou "tod@s". A mudança, como é popular principalmente na internet, ainda não tem um modelo definido. Os defensores do gênero neutro também defendem a adoção do pronome "elu" para se referir a qualquer pessoa, independente do gênero, de maneira que abranja pessoas não-binárias ou intersexo que não se identifiquem como homem ou como mulher. VÍDEOS: veja tudo sobre a Zona da Mata e Campos das Vertentes
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17/05 - 'Homeschooling': Câmara pode agilizar tramitação de projeto sobre educação domiciliar; entenda
Urgência para regulamentação da modalidade está na pauta desta terça; proposta proíbe adesão de pais condenados por alguns crimes. Governistas apoiam texto; medida é 'equivocada', diz ONG. A Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira (17) um requerimento de urgência para agilizar a tramitação do projeto de lei que regulamenta a prática do ensino domiciliar (homeschooling). Se a urgência for aprovada, o texto poderá ser votado em plenário sem passar pela análise de uma comissão especial da Câmara. A regra permite, inclusive, que o conteúdo do projeto seja analisado na mesma sessão, ainda nesta terça. A educação domiciliar é uma das bandeiras do presidente Jair Bolsonaro. O tema estava entre as metas prioritárias para os primeiros cem dias de governo, mas ainda não foi votado. Para Bolsonaro e apoiadores do governo, a educação domiciliar é uma forma de pais e responsáveis legais blindarem seus filhos de supostas ideologias transmitidas dentro da sala de aula. Já a ONG Todos Pela Educação classifica a medida como "equivocada". LEIA TAMBÉM: 'HOMESCHOOLING': entenda o modelo de aprendizagem domiciliar PRINCIPAIS PONTOS: projeto exige curso superior de um dos responsáveis; veja detalhes Atualmente, o ensino domiciliar não é permitido por decisão do Supremo Tribunal Federal, que em setembro de 2018 entendeu não haver uma lei que regulamente o ensino domiciliar no país. Embora a lei não proíba explicitamente a prática, ela também não a respalda. Além do projeto que regulamenta a prática, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) aprovou em junho de 2021 uma proposta que impede que pais que adotem a educação domiciliar sejam processados por abandono intelectual. O texto também aguarda análise do plenário. Veja detalhes sobre o projeto que pode ser votado na Câmara nesta terça na reportagem abaixo, de 2019: Governo pretende aprovar regulação do ensino domiciliar O projeto O texto altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) para admitir o ensino domiciliar na educação básica (pré-escola, ensino fundamental e médio). A proposta exige que, assim como a educação escolar, o ensino domiciliar esteja vinculada ao mundo do trabalho e à prática social. Conforme o projeto, “é admitida a educação básica domiciliar, por livre escolha e sob a responsabilidade dos pais ou responsáveis legais pelos estudantes”. O Poder Público deverá atuar, junto aos pais ou responsáveis, para garantir o desenvolvimento adequado da aprendizagem do estudante. Para optar por esta modalidade de ensino, os responsáveis deverão formalizar a escolha junto a instituições de ensino credenciadas, fazer matrícula anual do estudante e apresentar: comprovação de escolaridade de nível superior, inclusive em educação profissional tecnológica, em curso reconhecido nos termos da legislação, por pelo menos um dos pais ou responsáveis legais pelo estudante; certidões criminais da Justiça Federal e Estadual ou Distrital dos pais ou responsáveis. A proposta estabelece um período de transição em relação à exigência de comprovação de escolaridade de nível superior, caso os responsáveis escolham homeschooling nos dois primeiros anos após a regulamentação entrar em vigor. A transição prevista no projeto permite: a comprovação, ao longo do ano da formalização da opção pela educação domiciliar, de que pelo menos um dos pais ou responsáveis legais está matriculado em curso de nível superior; comprovação anual de continuidade dos estudos, com aproveitamento, por pelo menos um dos pais ou responsáveis legais, no curso de nível superior em que estiver matriculado; conclusão, por pelo menos um dos pais ou responsáveis legais, do curso de nível superior em que estiver matriculado, em período de tempo que não exceda em 50% do limite mínimo de anos para sua integralização. Relembre no vídeo abaixo, de 2018, a decisão do STF que proibiu o ensino domiciliar no país até que haja legislação sobre o tema: STF considera educação domiciliar ilegal Obrigações A proposta estabelece também regras para as instituições de ensinos e responsáveis legais no desenvolvimento da educação domiciliar, como: manutenção de cadastro, pela instituição de ensino dos estudantes em educação domiciliar nela matriculados, a ser anualmente informado e atualizado junto ao órgão competente do sistema de ensino; cumprimento conteúdos curriculares referentes ao ano escolar do estudante, de acordo com a Base Nacional Comum Curricular, admitida a inclusão de conteúdos curriculares adicionais; realização de atividades pedagógicas que promovam a formação integral do estudante, contemplando seu desenvolvimento intelectual, emocional, físico, social e cultural; manutenção, pelos pais ou responsáveis legais, de registro periódico das atividades pedagógicas realizadas e envio, à instituição de ensino em que o estudante estiver matriculado, de relatórios trimestrais dessas atividades; acompanhamento do desenvolvimento do estudante por docente tutor da instituição de ensino em que estiver matriculado, inclusive mediante encontros semestrais com os pais ou responsáveis, o educando e, se for o caso, do profissional que acompanha o ensino domiciliar; garantia, pelos pais ou responsáveis legais, da convivência familiar e comunitária do estudante; realização de avaliações anuais de aprendizagem e participação do estudante nos exames do sistema nacional de avaliação da educação básica e nos exames do sistema estadual ou sistema municipal de avaliação da educação básica. Profissão Repórter: pais que defendem educação domiciliar mostram rotina de aprendizado dos filhos em casa Avaliações e ‘recuperação’ O projeto acrescenta dispositivos à Lei de Diretrizes e Bases da Educação para estabelecer avaliações da qualidade do ensino sob responsabilidade dos responsáveis legais, para fins de certificação de aprendizagem pelas instituições de ensino. Segundo o texto, a avaliação dos estudantes da pré-escola será feita anualmente com base nos relatórios trimestrais de atividades pedagógicas enviados pelos pais às instituições de ensino em que o estudante for matriculado. Para os alunos do ensino fundamental e médio, será considerada na avaliação, além dos relatórios trimestrais de atividades pedagógicas, uma avaliação anual do conteúdo previsto na Base Nacional Comum Curricular. Em relação ao estudante com deficiência ou transtorno global de desenvolvimento, a avaliação será adaptada à sua condição. Se o desempenho dos alunos não for considerado satisfatório, o texto prevê a aplicação de uma prova de “recuperação”. Proibições A proposta diz que é proibida a opção pelo ensino domiciliar nos casos em que o responsável legal direto da criança ou adolescente for condenado ou estiver cumprido pena pelos crimes previstos: no Estatuto da Criança e do Adolescente; na Lei Maria da Penha; na parte especial do Código Penal, que dispõe sobre crimes contra a liberdade individual, como ameaça, perseguição, cárcere privado, entre outros; na Lei Antidrogas; na Lei dos Crimes Hediondos. De acordo com o texto, os pais ou responsáveis por alunos da pré-escola também perderão o direito de optar pelo ensino domiciliar, caso o progresso do estudante seja considerado insuficiente por dois anos consecutivos na avaliação anual; ou em dois anos consecutivos ou em três anos não consecutivos, no caso de alunos do ensino fundamental e médio. Os estudantes com deficiência ou transtorno global do desenvolvimento passarão por avaliações semestrais. Os responsáveis não poderão mais optar pelo homeschooling se for atestada a insuficiência de progresso por duas vezes consecutivas ou três vezes não consecutivas. Se aprovado, o texto estabelece prazo de 90 dias para que as normas previstas entrem em vigor. Debates Segundo o líder do governo na Câmara, deputado Ricardo Barros (PP-PR), um acordo costurado com líderes da base do governo prevê a votação do mérito ainda nesta semana. De acordo com ele, cabe apenas ao presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL), colocar em votação o projeto. A assessoria da deputada Luísa Canziani (PSD-PR), relatora do texto, também disse haver um acordo para a votação do mérito entre terça e quinta-feira. O líder da minoria na Câmara, deputado Alencar Santana (PT-SP), afirmou que a oposição vai obstruir “tudo” e não entrará em acordo sobre a votação do mérito. “Somos contra. É mais um desmonte da educação, que leva à exclusão dos estudantes”, afirmou. Em nota, a ONG Todos Pela Educação afirmou que a medida é ‘equivocada e absolutamente fora do tempo”. “A restrição do convívio com crianças e adultos fora do círculo íntimo da família, a ausência de ideias e visões de mundo contraditórias as que são expostas em casa, bem como de troca de experiências e interações mais diversas, inibem o pleno desenvolvimento dessas crianças e jovens”, afirma a organização. Mônica: ‘Governo Bolsonaro não tem legado para deixar na educação’
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16/05 - Encceja 2021: edital é publicado; veja datas de inscrição e de aplicação das provas
Neste ano, inscritos que se ausentaram na edição passada não precisam justificar falta. Encceja, exame em busca de certificação de ensino Rede Globo/Reprodução O Ministério da Educação (MEC) publicou nesta segunda-feira (16) o edital do Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja) 2021, que serve para certificar jovens e adultos que não concluíram os estudos na idade apropriada. O exame, que está marcado para 28 de agosto, é voluntário e gratuito. As provas correspondem à edição de 2021, que foi adiada devido à pandemia de Covid-19. A inscrição deve ser feita de 24 de maio a 4 de junho no portal do Encceja. Você ainda verá abaixo: Como as provas são compostas Como o dia de provas é dividido Cronograma completo Horário das provas Neste ano, quem faltou ao Encceja 2020 não precisa justificar a ausência para se inscrever na edição de 2021. A medida leva em conta que muitos inscritos se ausentaram em razão da pandemia de Covid-19. A certificação para o ensino fundamental é feita para estudantes acima de 15 anos. Para o ensino médio, é preciso ter mais de 18 anos. O edital prevê que as provas sejam aplicadas em todos os estados e no Distrito Federal. Sobre as provas O exame é composto por quatro provas objetivas, cada uma com 30 questões de múltipla escolha. O exame também inclui uma redação de até 30 linhas. O modelo é de texto dissertativo-argumentativo, o mesmo do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). As provas para certificado do ensino fundamental são: ciências naturais; matemática; língua portuguesa, língua estrangeira, artes, educação física e redação história e geografia; No ensino médio, são provas de: ciências da natureza e suas tecnologias; matemática e suas tecnologias; linguagens, códigos e suas tecnologias e redação; ciências humanas e suas tecnologias; Voltar ao topo Divisão das provas Todas as provas são aplicadas no mesmo dia, de manhã e à tarde. No ensino fundamental, das 9h às 13h: Ciências Naturais e Matemática; das 15h30 às 20h30: Língua Portuguesa, Língua Estrangeira Moderna, Artes, Educação Física, Redação, História e Geografia. No ensino médio, das 9h às 13h: Ciências da Natureza e suas Tecnologias e Matemática e suas Tecnologias; das 15h30 às 20h30: Linguagens, Códigos e suas Tecnologias e Redação e Ciências Humanas e suas Tecnologias. Para obter o certificado, o participante deverá atingir no mínimo 100 pontos em cada uma das provas, em uma escala de 60 a 180. Na redação, é preciso ter nota igual ou acima de 5. Voltar ao topo Cronograma do Encceja 2021 Período de inscrições: 24 de maio a 4 de junho Solicitação de atendimento especializado e tratamento pelo nome social: 24 de maio a 4 de junho Resultado das solicitações: 8 de junho Recurso: 8 a 14 de junho Resultado do recurso: 17 de junho Prova: 28 de agosto Voltar ao topo Horário das provas Manhã Abertura dos portões: 8h (horário de Brasília) Fechamento dos portões: 8h45 Início das provas: 9h Término das provas: 13h Tarde Abertura dos portões: 14h30 Fechamento dos portões: 15h15 Início das provas: 15h30 Término das provas: 20h30 VEJA VÍDEOS DE EDUCAÇÃO
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16/05 - Notas no MEC: como descobrir o conceito de um curso ou faculdade?
Estudantes devem consultar sistema eletrônico e-MEC e verificar como uma instituição é avaliada em determinada graduação. Especialistas ressaltam que índices teriam de ser mais rigorosos. "Faculdade 5 estrelas no MEC!", "Avaliação máxima em medicina; matricule-se!". Como saber se propagandas assim são verdadeiras? De que forma verificar as notas que determinado curso ou instituição de ensino já recebeu do Ministério da Educação? LEIA TAMBÉM: Mesmo com notas baixíssimas no MEC, faculdades de pedagogia caçam alunos com mensalidades abaixo de R$ 200 Veja o tutorial a seguir. Como descobrir as notas de faculdades e cursos? Como exemplo fictício, vamos pesquisar sobre a Faculdade Sorriso (privada) e os cursos que ela oferece em São Paulo (SP). 1- Entre em https://emec.mec.gov.br/. 2- Clique na opção “Instituição de ensino superior”. Como consultar nota no MEC - passo 1 Reprodução 3- No campo seguinte, “Nome, Sigla ou Código da Instituição”, preencha com o nome da faculdade. No nosso caso: “Faculdade Sorriso”. 4- Em UF, digite o estado onde fica o campus. Colocamos SP. Como consultar nota no MEC - passo 2 Reprodução 5- O site já carregará a lista de municípios do estado. Marcamos “São Paulo” no nosso exemplo. Todos os campos seguintes são opcionais. Quanto mais informações você der, mais refinada será a sua pesquisa. Vamos fazer tudo completo por aqui: 6- Categoria administrativa: a instituição é municipal, estadual, federal ou privada? Se souber, escolha uma das opções. Caso não tenha essa informação, não se preocupe. Pode pular a etapa. 7- Em seguida, é hora de informar o tipo de instituição: faculdade, universidade, instituto federal etc. Não sabe? Sem problemas. Pode deixar em branco. Como consultar nota no MEC - passo 3 Reprodução 8- Agora, uma etapa que ajudará bastante a refinar os resultados. Em alguns casos, a instituição oferece cursos nas duas modalidades: presencial e à distância. Se você já assinalar uma das duas, chegará a índices mais específicos. Se deixar em branco, vai ter acesso a ambas (imagem acima). 9- Em “índice”, o preenchimento depende da sua intenção. Se você quiser saber todos os cursos oferecidos na Faculdade Sorriso com nota 4, preencha com “4”. Mas, caso a intenção seja justamente ver os índices de todas as graduações da faculdade, deixe em branco. Assim, acessará a lista completa (dos que receberam 1, 2, 3, 4 e 5). 10- Por último, digite o código que vê na imagem, para atestar que você não é um robô. 11- Para finalizar, clique em “Pesquisar”. Observação: o site costuma apresentar um problema. Se a sua busca não tiver resultados, em vez de o sistema dar um aviso como “busca inválida”, ele informa que você digitou o código de verificação de forma errada. Tente, então, deixar a busca mais generalista, preenchendo apenas com o nome da instituição, por exemplo. E tenha paciência. A tela de “carregando dados” vai ficar visível por um tempinho (o processo é lento mesmo). Resultados da busca - nota da instituição de ensino Os resultados vão aparecer lá no fim da página, abaixo de todos os campos que você já preencheu. Veja só: Como consultar nota no MEC - passo 4 Reprodução Chegamos aqui a um resultado. Você vê três índices: IGC: Índice Geral de Cursos - É uma média das notas (CPC) de todos os cursos de graduação e pós-graduação (mestrado e doutorado) oferecidos em uma instituição de ensino. A divulgação é anual. CI e CI-EaD: Conceito Institucional - Conceitos definidos após visita presencial do MEC para avaliar instalações físicas da instituição, políticas de gestão e plano de desenvolvimento. Resultados da busca - nota de um curso específico da instituição 1- Para ver o Conceito Preliminar de Curso (CPC) de uma graduação específica, clique na lupa, à direita. Como consultar nota no MEC - passo 5 Reprodução 2- Você vai ser direcionado a uma tela com todos os dados da universidade (como CNPJ, telefone e endereço). Veja primeiro se a instituição está ativa. Como consultar nota no MEC - passo 6 Reprodução 3- Mais para baixo, há o histórico de índices da instituição de ensino. Quais foram os últimos IGCs? Como consultar nota no MEC - passo 7 Reprodução 4- Para saber as notas de um curso, clique no menu superior, em “graduação”. Vai aparecer a lista de todos os cursos oferecidos por esta instituição de ensino: Como consultar nota no MEC - passo 8 Reprodução 5- Vamos clicar aqui em “enfermagem”. Veja só os resultados: Como consultar nota no MEC - passo 9 Reprodução Veja o que significam os índices mostrados: Enade: nota da avaliação que mede o conhecimento dos alunos que se formam naquele curso. Cada graduação recebe essa avaliação de 3 em 3 anos. CPC: nota que considera o desempenho dos alunos no Enade, qualificação do corpo docente e recursos didático-pedagógicos (como laboratórios). CC: Se um curso tirar 1 ou 2 (desempenhos insatisfatórios) no CPC, deverá receber uma visita presencial de representantes do MEC, para que uma nova avaliação seja feita, de forma definitiva (que leva ao Conceito de Curso - CC). Quando, mesmo depois desta segunda chance, a nota continua baixa, o curso é descredenciado. IDD: O Indicador de Diferença entre os Desempenhos Observado e Esperado representa a diferença entre o desempenho dos alunos concluintes (Enade) e dos alunos ingressantes (Enem) de um curso. Clicando no nome do curso, você terá acesso ao histórico de índices: Como consultar nota no MEC - última etapa Reprodução O importante é considerar o mais recente: neste exemplo, olhemos para 2019. O CPC foi 4 (acima da média). O CPC é uma boa forma de avaliar o curso? O CPC vai de 1 a 5. Se um curso tirar 1 ou 2 (desempenhos insatisfatórios), deverá receber uma visita presencial de representantes do MEC, para que uma nova avaliação seja feita, de forma definitiva (que leva ao Conceito de Curso - CC). Quando, mesmo depois desta segunda chance, a nota continua baixa, o curso é descredenciado. Em exemplos citados pelo g1 nesta reportagem, dois cursos que haviam tirado nota 2 não receberam a tal visita (ou ela não foi formalizada no sistema). Resultado: continuam funcionando, por falha do MEC. E não é só a falta de fiscalização e de transparência que são alvos de críticas no CPC. Mesmo as graduações que recebem nota 3, 4 ou 5 não necessariamente têm qualidade atestada. Em 2019, o relatório “Repensando a Garantia da Qualidade do Ensino Superior”, produzido pela OCDE, elencou os motivos disso: o índice dá um peso grande para o Enade, que é uma prova apenas teórica e pouco eficaz para critérios de comparação; faltam aspectos importantes no cálculo do conceito, como empregabilidade dos formados e taxas de evasão dos alunos ao longo do curso; não há mecanismos de avaliação específicos para EAD. “Precisa afinar a ponta do lápis nessas avaliações de qualidade. Não dá para dizer que são confiáveis. Acabaram virando instrumento para uma disputa de quem venderá mais [matrículas]”, afirma Luiz Aguilar, professor titular da Faculdade de Educação da Unicamp. “Precisamos aprimorar os conceitos para saber o que, de fato, os egressos dos cursos aprenderam.” Ele faz uma analogia para mostrar a fragilidade do CPC: é como se uma turma inteira fosse fazer uma prova importante já sabendo exatamente o que vai ser cobrado nela. A probabilidade de notas altas vai ser muito maior (e mascarará o real nível de conhecimento da classe). “O MEC precisa criar mecanismos mais dinâmicos para impedir que esses dados sejam maquiados.” Ivan Gontijo, coordenador de políticas educacionais da ONG Todos Pela Educação, cita possibilidades de burlar o CPC. “Uma universidade que tenha ido mal no Enade pode contratar mais professores com doutorado, por exemplo, para tentar compensar na nota final.” Raquel Lazzari Barbosa, do departamento de estudos linguísticos, literários e da educação da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Assis, complementa: “A gente sabe que existem artimanhas, como só colocar os melhores alunos para prestar o Enade. Tudo para conseguir um conceito melhor e depois vender matrículas. É a lógica de mercado: o aluno virou um consumidor. Quanto mais aluno, mais lucro. A educação atualmente é uma mercadoria.” Vídeos
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16/05 - Acesso à plataforma Currículo Lattes sofre mudanças a partir desta segunda (16), diz CNPq; veja como fazer login
Páginas de acesso aos sistemas Diretório de Grupos de Pesquisa (DGP) e Plataforma Integrada Carlos Chagas (PICC) também foram modificadas. Para evitar perdas de dados, grupos científicos orientaram que todos os usuários fizessem backup de seus dados. O acesso à plataforma Currículo Lattes passou por modificações nesta segunda-feira (16), afirma o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). A intenção é deixar o sistema mais seguro, após o apagão de dados registrado em julho de 2021. Compartilhe no Whatsapp Compartilhe no Telegram Para acessar a página (na qual cientistas registram dados de formação acadêmica, palestras ministradas, congressos frequentados e artigos publicados, por exemplo), uma nova senha deve ser registrada pelo usuário (veja o passo a passo mais abaixo). Também é possível usar os dados da conta gov.br. "Não haverá qualquer mudança interna aos sistemas ou às suas bases de dados", diz o CNPq. LEIA TAMBÉM: RELEMBRE: O que houve no apagão do CNPq no ano passado? CURSOS DE PEDAGOGIA: Mesmo com notas baixíssimas no MEC, faculdades caçam alunos com mensalidades abaixo de R$ 200 Receosas de que as alterações pudessem trazer perdas de dados, comunidades científicas recomendaram nas redes sociais, neste domingo (15), que os usuários fizessem backup de seus currículos antes da mudança tecnológica. Até a última atualização desta reportagem, não havia queixas de prejuízos após a transição. As páginas de outros dois sistemas -- Diretório de Grupos de Pesquisa (DGP) e Plataforma Integrada Carlos Chagas (PICC) -- também mudaram, com o mesmo objetivo de aumentar a segurança no login. Como acessar o novo Lattes? 1. Acesse o site do CNPq. A página está com um novo visual: Página inicial do CNPq Reprodução 2. Digite o seu CPF e a senha cadastrados no sistema antigo. 3. Logo, você verá uma janela de mudança de senha. Digite um novo código, seguindo os critérios de segurança exigidos. Mudança de senha no CNPq (há um erro na crase em "8 a 70 caracteres") Reprodução 4- Confirme a senha e clique em "ok". Você será direcionado à página inicial do portal do CNPq. Para atualizar seu currículo, basta clicar em "Seu Currículo Lattes", no menu à esquerda. Tela final após troca de senha Reprodução Vídeos
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16/05 - Unicamp 2023: prazo para pedir isenção na taxa do vestibular começa nesta segunda; veja regras
Candidatos podem solicitar gratuidade para comissão organizadora até 7 de junho. Nesta edição, quem não for contemplado paga R$ 192; inscrições ficam disponíveis entre agosto e setembro. Candidatos durante vestibular da Unicamp Felipe Mateus / Unicamp A Unicamp abriu às 9h desta segunda-feira (16) o período para pedido de isenção na taxa de inscrição do vestibular 2023. Ele deve ser realizado pelo candidato interessado até 7 de junho, por meio do site da comissão organizadora (Comvest), e a universidade estadual impõe pré-requisito para a concessão em quatro modalidades - veja abaixo detalhes e cronograma do processo seletivo. A taxa neste ano subiu para R$ 192, o que significa acréscimo de R$ 12 no comparativo com a edição anterior. A isenção também ficará disponível ao estudante que tenha o perfil indicado e se inscreva na modalidade do vestibular que usa notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para a seleção. A expectativa da Comvest é receber pelo menos 8 mil inscrições. Neste ano, além de oferecer concessão para os três grupos beneficiados em edições anteriores, a universidade também decidiu incluir a modalidade de bolsistas em escolas particulares, que sejam de famílias de baixa renda. Quem pode solicitar? Candidatos de famílias de baixa renda - até um salário mínimo e meio bruto mensal por morador do domicílio (até 6.680 benefícios); Bolsistas em escolas particulares, mas de famílias de baixa renda (até 150 benefícios); Funcionários da Unicamp/Funcamp (até 100 benefícios); Candidatos dos cursos noturnos de licenciatura ou tecnologia (ilimitado); Pré-requisito Todos os candidatos precisaram concluir ou já ter finalizado em 2022 o ensino médio, informou a comissão. A lista de candidatos será divulgada também no site da Comvest, em julho. Na edição anterior do vestibular, a Unicamp concedeu 8,3 mil isenções. Quando serão as provas? A a primeira fase do vestibular 2023 terá provas em 6 de novembro, e a segunda fase será realizada pela primeira vez no mês de dezembro, nos dias 11 e 12 - período em meio à realização da Copa do Mundo no Catar, entre 21 de novembro e 18 de dezembro. O calendário foi definido de maneira conjunta entre responsáveis pelos vestibulares das universidades públicas de São Paulo, para evitar que datas coincidam e facilitar a participação de candidatos. LEIA MAIS Entenda quem pode conseguir isenção na taxa do vestibular, como pedir e qual prazo Unicamp registra queda no desempenho médio em português, e alta para matemática Unicamp tem queda de aprovados da rede pública, mas alta de negros Unicamp quebra paradigma e prevê lista de livros no vestibular com 'Alice', Cartola, Krenak e Chimamanda Saiba por que a Unicamp terá pela 1ª vez nos vestibulares obras escritas em outros idiomas além do português Obras literárias A lista de obras literárias obrigatórias no vestibular 2023 é a mesma do exame anterior: "Carta de Achamento do Brasil" - Pero Vaz de Caminha; "Niketche – uma História de Poligamia" - Paulina Chiziane; "Tarde" - Olavo Bilac; "Bons dias" - Machado de Assis; "Sonetos escolhidos" - Luís de Camões; Sobrevivendo no inferno" - Racionais MC's; "O seminário dos ratos" - Lygia Fagundes Telles (ficou de fora em 2021 após redução); "O marinheiro" - Fernando Pessoa; "A falência" - Júlia Lopes de Almeida; "O ateneu" - Raul Pompeia; VÍDEOS: tudo sobre Campinas e região Veja mais notícias da região no g1 Campinas.
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15/05 - Mesmo com notas baixíssimas no MEC, faculdades de pedagogia caçam alunos com mensalidades abaixo de R$ 200
Controle de qualidade desses cursos, que formam os professores da educação infantil e do ensino fundamental 1, é falho, segundo especialistas. Expansão do ensino à distância (que já ultrapassa o presencial em número de alunos) traz preocupação adicional. Fachada da Unisan, em São Paulo Reprodução "Aproveite! Campanha especial! Faça sua matrícula e garanta mensalidades fixas de R$ 180!”, anunciam as propagandas da Faculdade Álvares de Azevedo (FAATESP), instituição privada de São Paulo que busca alunos para a graduação presencial em pedagogia. Compartilhe no WhatsApp Compartilhe no Telegram “Vou conversar com o diretor e tentar te incluir nesta promoção. Você pode fazer o vestibular em casa e aí passar [as respostas] para a folha oficial aqui na faculdade”, explicou a atendente, por mensagem de voz, quando a repórter pediu informações (sem se identificar). Em 2017, última vez em que o Ministério da Educação (MEC) avaliou esse curso, foi atribuído a ele o conceito 2 de qualidade – considerado insatisfatório. Também em São Paulo, os estudantes que quiserem se tornar professores de crianças podem prestar pedagogia na Unisan - Centro Universitário. Em apenas 3 anos, com aulas à distância, é possível obter o diploma e, em mais 6 meses, receber o título de pós-graduado em psicopedagogia. Tudo isso com mensalidades de R$ 98. A avaliação pelo MEC? Conceito Preliminar de Curso (CPC) 2. Insatisfatório, portanto. “É só a senhora fazer uma redação [para entrar na faculdade]. Mas o resultado dela não te impede de fazer a matrícula”, explica a atendente. Os dois cursos acima listados estão entre os cerca de 90 que receberam notas baixas no último CPC e que continuam em atividade. Neles, serão formados profissionais que atuarão na educação infantil e no ensino fundamental 1 – ou seja, que ensinarão os alunos a ler e a escrever nos próximos anos e que serão responsáveis pelo primeiro contato das turmas com a matemática, por exemplo. LEIA TAMBÉM: FALTA DE APOIO: 40% dos professores de ensino médio não são formados na disciplina que ensinam aos alunos EX-BBB ARTHUR PICOLI: 'Uma publi de cerveja rendeu mais do que 5 anos do meu salário como professor' Após índices tão ruins, a FAATESP e a Unisan deveriam ter recebido uma segunda avaliação (Conceito de Curso - CC), a partir de uma visita presencial do MEC. Se os desempenhos continuassem insatisfatórios, as graduações seriam descredenciadas. No sistema e-MEC, no entanto, o campo no qual deveria ser informado esse novo índice está em branco. Nem o ministério, nem as instituições de ensino responderam ao g1 se houve a tal visita, mesmo após serem procuradas por e-mail e telefone, ao longo de mais de uma semana. O que está acontecendo com a formação dos pedagogos é um escândalo, define Ivan Gontijo, coordenador de políticas educacionais da ONG Todos Pela Educação. Segundo ele e outros especialistas ouvidos pela reportagem, a crise é desencadeada pelos seguintes fatores: crescimento desenfreado de cursos com aulas à distância, com a maioria dos alunos em EAD, em uma graduação que exigiria mais prática e contato presencial em sala; aulas extremamente teóricas, que não preparam os profissionais para a realidade das escolas; mecanismos de avaliação de qualidade do MEC falhos, somados à falta de regulação na abertura/fechamento de cursos; preponderância de uma lógica mercantil, em que mensalidades baixas, promoções e ligações de televendas para angariar mais alunos sobrepõem-se à preocupação com a qualidade acadêmica. Entenda abaixo: 'Não tinha noção do que fazer': cursos de pedagogia com muita teoria e pouca prática “Quando comecei a ser professora, não tinha noção do que fazer. Aprendi sozinha, na prática, a preparar os planos de aula. Sinto que, se não tivesse feito faculdade [de pedagogia], conseguiria fazer o mesmo que faço hoje”, diz Paloma Ottwil, formada em uma instituição privada do Recife. Ela dá aulas particulares a crianças e jovens, enquanto procura uma vaga fixa em algum colégio. Segundo Gontijo, os currículos do curso de pedagogia precisariam ser repensados: há uma carga grande de teoria, sem atividades e reflexões que de fato preparem o futuro docente para a realidade das escolas. “Tanto os cursos presenciais quanto os à distância são muito teóricos. O estudante lê sobre os grandes pensadores da educação e tem aulas expositivas, mas, em geral, com poucas oportunidades de estágios supervisionados de qualidade e raras discussões de casos reais”, afirma. “A universidade está cada vez com menos diálogo com a realidade, justamente em uma profissão que é essencialmente prática.” O novo regulamento do curso de pedagogia, aprovado em 2019, reconhece que a formação de professores está associada à prática, que “precisa ir muito além do momento de estágio obrigatório, devendo estar presente, desde o início do curso, tanto nos conteúdos educacionais e pedagógicos quanto nos específicos". “É um documento bom, mas que precisa chegar às universidades com apoio técnico e financeiro”, diz Gontijo. Paloma, por exemplo, conta que um de seus estágios, em gestão escolar, não serviu para praticamente nada. “Eu ficava na direção, observando o trabalho dos outros, para depois pensar em resolver alguma dificuldade da escola. Mas ficava totalmente escanteada lá, sem orientação, diz. Uma das iniciativas eficazes para dar mais experiência aos estudantes é o Pibid, programa que oferece bolsas de iniciação à docência aos alunos de cursos presenciais. Mas ele tem sido enxugado nos últimos anos. Um levantamento do Todos Pela Educação, com base em relatórios da gestão Capes, mostra que, em 2016, eram 89.905 alunos beneficiados. Em 2020, foram 29.856 – redução de 67%. Ao g1, a Capes afirmou que, em 2018, foi criado um segundo programa voltado aos estudantes de licenciatura: o "Residência Pedagógica". "Somados a outros três programas destinados a formação de atuais e futuros professores da educação básica (UAB [focado em EAD], Parfor e Proeb [para pós-graduação]), a CAPES concede mais de cem mil bolsas em cursos de graduação e pós-graduação lato e stricto sensu", afirma, em nota. O relatório do Todos Pela Educação mostra que, somando o Pibid e o "Residência Pedagógica", foram 64.324 bolsas em 2020. Em 2018, era quase o dobro disto: 132.932 vagas. Nas faculdades privadas, 80% dos alunos de pedagogia estão em EAD Danilo é professor de matemática e se formou em pedagogia Arquivo pessoal Danilo Henrique já era professor de matemática quando, em 2016, começou a estudar pedagogia em uma universidade particular de São Paulo, no formato semipresencial (aulas on-line, com encontros na instituição apenas aos sábados, a cada 15 dias). “Tive dificuldade de achar um curso 100% presencial. Pesquisava esses nomes de faculdades que saem na mídia e só encontrava EAD”, afirma. De fato, houve uma elevação significativa no número de graduações de pedagogia à distância, como mostra o Censo da Educação Superior, do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep): Número de cursos de pedagogia EAD mais do que triplicou em 10 anos Arte/g1 Como uma sala de ensino à distância pode ter um número muito mais alto de alunos do que uma turma física, os índices de matriculados são ainda mais alarmantes, como mostra o gráfico abaixo. Nas faculdades privadas, a proporção de estudantes de pedagogia no formato EAD é de 80%. Maior parte dos estudantes de pedagogia está em EAD, mostra o Censo Arte: g1 “O MEC libera a abertura dos cursos EAD, que são mais baratos. É uma proposta interessante para quem precisa conciliar faculdade e trabalho, mas a regulamentação é muito frágil”, afirma Gontijo, do Todos Pela Educação. “Nos cursos à distância, a faculdade monta o material uma vez só e vende depois. Não precisa contratar mais professores ou liberar mais salas.” O problema é que, segundo o especialista, o mais rentável pode trazer um impacto significativo na formação de quem alfabetizará as crianças futuramente. Segundo um relatório do Inep de 2017, formulado a partir das notas mais recentes do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade), os egressos dos cursos de pedagogia da EAD tiveram um desempenho pior em relação aos da modalidade presencial: 40,5 pontos x 44,4 pontos, respectivamente. "É uma diferença estatisticamente significativa", afirma o texto. “A gente não admite médico ou piloto de avião que seja formado em EAD. Por que pedagogos, tão estratégicos para o Brasil, podem se formar à distância? Isso é um escândalo. Eles precisam se preparar para a vivência na própria sala de aula, com experiência prática”, complementa Gontijo. Danilo conta que, nos raros encontros presenciais com a turma de pedagogia, era procurado por colegas curiosos. “Eles sabiam que eu já dava aula de matemática, então me perguntavam como era o dia a dia de uma escola. Ali, percebi como essa vivência é importante para um profissional em início de carreira. Na EAD, é tudo basicamente em fórum on-line.” Segundo Raquel Lazzari Barbosa, do departamento de estudos linguísticos, literários e da educação da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Assis, "o ensino presencial é muito importante na pedagogia, porque muda significativamente a qualidade da formação dos professores". "Não podemos negar que muitas pessoas que não conseguiriam fazer faculdade estão estudando por causa da EAD. Só que precisaríamos de mais investimentos e fiscalização. Abrem-se cursos de monte, e as avaliações [pelas quais eles passam] estão descontextualizadas", afirma. Luiz Aguilar, professor titular da Faculdade de Educação da Unicamp, concorda: "É um grave problema, porque os cursos estão bombando em termos de demanda, mas os currículos não são objeto de análise ou de preocupação. O que essas pessoas estão aprendendo? As redes municipais e estaduais vão sentir, daqui a alguns anos, o impacto de receberem docentes menos preparados", diz. Pela resolução do Conselho Nacional de Educação (CNE), de 2019, das 3.200 horas do curso à distância, fora o estágio, 400 horas devem ser de prática pedagógica presencial (em um cálculo geral, seria por volta de uma manhã a cada 15 dias, por exemplo). Cursos 5 estrelas: classificação do MEC é garantia de qualidade? Em anúncios nas redes sociais ou em banners espalhados pela cidade, instituições de ensino definem seus cursos como “cinco estrelas na avaliação do MEC”. Dá para confiar nessa classificação? Ela é feita, em geral, a partir do Conceito Preliminar de Curso (CPC), índice considerado frágil por especialistas. Ele leva em conta, a cada três anos: o desempenho dos alunos no Enade; a qualificação do corpo docente; os recursos didático-pedagógicos (como laboratórios). A nota vai de 1 a 5. Se um curso tirar 1 ou 2 (desempenhos insatisfatórios), deverá receber uma visita presencial de representantes do MEC, para que uma nova avaliação seja feita, de forma definitiva (que leva ao Conceito de Curso - CC). Quando, mesmo depois desta segunda chance, a nota continua baixa, o curso é descredenciado. Nos dois exemplos citados no início da reportagem, não houve divulgação do conceito definitivo, e os cursos continuam em funcionamento. O g1 entrou em contato com o MEC e com as próprias faculdades para entender se não houve a visita presencial e por que o CC não foi divulgado, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem. E não é só a falta de fiscalização e de transparência que são alvos de críticas no CPC. Mesmo as graduações que recebem nota 3, 4 ou 5 não necessariamente têm qualidade atestada. Em 2019, o relatório “Repensando a Garantia da Qualidade do Ensino Superior”, produzido pela OCDE, elencou os motivos disso: o índice dá um peso grande para o Enade, que é uma prova apenas teórica e pouco eficaz para critérios de comparação; faltam aspectos importantes no cálculo do conceito, como empregabilidade dos formados e taxas de evasão dos alunos ao longo do curso; não há mecanismos de avaliação específicos para EAD. “Precisa afinar a ponta do lápis nessas avaliações de qualidade. Não dá para dizer que são confiáveis. Acabaram virando instrumento para uma disputa de quem venderá mais [matrículas]”, afirma Luiz Aguilar, da Unicamp. “Precisamos aprimorar os conceitos para saber o que, de fato, os egressos dos cursos aprenderam.” Ele faz uma analogia para mostrar a fragilidade do CPC: é como se uma turma inteira fosse fazer uma prova importante já sabendo exatamente o que vai ser cobrado nela. A probabilidade de notas altas vai ser muito maior (e mascarará o real nível de conhecimento da classe). “O MEC precisa criar mecanismos mais dinâmicos para impedir que esses dados sejam maquiados.” Ivan Gontijo, do Todos Pela Educação, cita possibilidades de burlar o CPC. “Uma universidade que tenha ido mal no Enade pode contratar mais professores com doutorado, por exemplo, para tentar compensar na nota final.” Barbosa, da Unesp, complementa: “A gente sabe que existem artimanhas, como só colocar os melhores alunos para prestar o Enade. Tudo para conseguir um conceito melhor e depois vender matrículas. É a lógica de mercado: o aluno virou um consumidor. Quanto mais aluno, mais lucro. A educação atualmente é uma mercadoria.” Danilo, por exemplo, já se formou, mas continua recebendo ligações de telemarketing das faculdades. “Explico que já terminei o curso, aí tentam me encaixar em outra coisa, como se a formação não fosse uma escolha minha.” Alternativas Como garantir que os cursos de pedagogia tenham mais qualidade? Veja alternativas propostas pelos entrevistados: investir mais no Pibid (o programa que insere os alunos de licenciatura no mercado, por meio de bolsas); calibrar o Enade, melhorar o cálculo do CPC e do CC e fechar mais rapidamente os cursos considerados insatisfatórios; condicionar bolsas do Prouni e do Fies, que são interessantes para as instituições de ensino, apenas às que ofertarem também a modalidade presencial, não só a EAD; apoiar as universidades na implementação das diretrizes do MEC para o curso; criar um exame nacional para ingresso na carreira docente: a ideia é implementar uma espécie de Enem ou de exame da OAB para professores. Depois de formados, os alunos prestam a prova e, com a nota que obtiverem, podem ser selecionados para vagas no Brasil inteiro. Isso economizaria dinheiro (dispensaria os milhares de concursos públicos) e ajudaria a mensurar quantos são aprovados em cada instituição. Seria um termômetro para medir a qualidade das faculdades. Vídeos
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