Notícias
09
MAY
O que a Academia Brasileira de Letras e a USP têm a ver com o 'Parabéns' brasileiro?
O que a ABL e a USP têm a ver com o Parabéns brasileiro 🎂 Parabéns a você Nessa data querida Muita felicidade Muitos anos de vida A letra acima é um pouco diferente daquela cantada por milhões de pessoas todos os anos país afora. Mas, por mais estranha que possa parecer, é a versão escolhida por Imortais da Academia Brasileira de Letras na década de 1940 como a letra oficial do “Parabéns” brasileiro. A composição é uma trova, que é o nome dado a uma poesia com uma única estrofe de quatro versos (quadra), e em que cada verso contém sete sílabas (redondilha maior). Ela foi criada pela paulista Bertha Celeste Homem de Mello. Na ocasião, Bertha soube de um concurso de rádio a nível nacional para eleger o “Parabéns” brasileiro, que substituiria a versão em inglês (veja mais abaixo) que era cantada até então. Festa de aniversário infantil; imagem ilustrativa. Prostooleh/Magnific A farmacêutica compôs a trovinha e a submeteu ao concurso. Mesmo concorrendo com mais de 5 mil outras composições, os versos de Bertha foram os escolhidos por nomes como Cassiano Ricardo, Múcio Leão e Olegário Mariano. Hoje, mais de 80 anos depois, a música marca o ponto alto das festas de aniversário no Brasil. E a letra é quase totalmente fiel à original. "O que vemos é uma adaptação, uma popularização, da letra. O sentido permanece o mesmo e as mudanças observadas fazem sentido se consideramos o dinamismo das festas brasileiras, a maneira como as rimas são cantadas", avalia a linguista Luísa Albuquerque. A especialista explica que a versão popular, inclusive, tem uma progressão mais natural. "A letra começa e termina com plurais [parabéns e muitos anos], mas muda para o singular no meio [muita felicidade]. Para o cérebro, é mais fácil seguir uma única lógica, então parece natural essa adaptação para 'muitas felicidades.'" Em 1997, aos 95 anos, Bertha disse em entrevista à TV Globo que ficava comovida ao saber que pessoas de todo o país cantavam seus versos em comemorações — mesmo com as mudanças 'extraoficiais'. Mas fazia questão: em casa, com a família, a versão cantada era sempre a composta por ela. (Veja no vídeo abaixo.) Relembre a história da autora do 'Parabéns a Você' 🎈 Pique-pique ou big-big? A versão brasileira de Bertha Celeste geralmente é complementada por outro trecho muito popular: "É pique, é pique / É hora, é hora, é hora / Rá-tim-bum". A origem deste trecho remete à década de 1930 e a um grupo de alunos da Faculdade de Direito do Largo São Francisco, da Universidade de São Paulo (USP). Ou seja, antes mesmo da versão brasileira existir. Os trechos nada mais são do que gritos de guerra dos então estudantes de Direito: É pique, é pique: apelido de Ubirajara Martins de Souza, conhecido como Pic-Pic. Histórias da época dizem que o estudante sempre estava com uma tesourinha para aparar a barba e o bigode. O apelido faz referência ao barulho da tesoura. É hora, é hora, é hora: dizem que os estudantes de Direito viviam em bares da região da faculdade, onde era comum que esperassem meia hora até que uma nova rodada de cerveja gelasse para ser servida. Ao final desse tempo, os alunos gritavam repetidamente aos garçons que era a hora de servir a bebida. Rá-tim-bum: originalmente, o grito era ra-já-tim-bum, uma referência a um rajá (título de um governante indiano) chamado Timbum que visitou a faculdade à época. Tempos depois, o "já" deixou de ser cantado, restando o grito de "rá-tim-bum". Além disso, no Rio de Janeiro, é comum que o "pique-pique" seja substituído por "big-big". "Variações regionais também podem acontecer, especialmente porque algumas regiões têm os próprios costumes, que podem se fundir com um canto tão popular quanto esse", diz Luísa Albuquerque. E há também versões mais obscenas que substituem os cantos uspianos por palavras de baixo calão. 🎉 "Happy Birthday To You" As irmãs americanas Mildred e Patty Smith Hill compuseram a melodia original do parabéns no final do século 19. Em tradução livre, o título seria “Feliz Aniversário Para Você” (Happy Birthday to You). Além de um ritmo mais lento e menos efusivo, a letra da versão internacional é mais simples do que a cantada pelo Brasil, e seria algo como: Feliz aniversário para você (Happy birthday to you) Feliz aniversário para você (Happy birthday to you) Feliz aniversário, querido/a (nome do aniversariante) (Happy birthday dear [aniversariante]) Feliz aniversário para você (Happy birthday to you).
08
MAY
'6 7', 'six seven': astro do BTS dança música em português que virou 'pesadelo' para professores brasileiros
J-Hope, do BTS, entrou na 'trend' do 6-7, ao ritmo da musiquinha viral em português Se os professores brasileiros nutriam alguma esperança de que a "trend" do 6-7 acabasse em breve, podem esquecer. J-Hope, artista sul-coreano integrante da banda BTS, postou um vídeo no TikTok nesta semana dançando a versão em português da música que viralizou. ➡️O que é "6-7"? Esses dois números, pronunciados em inglês (six-seven), levam uma sala de aula abaixo graças a um meme completamente sem sentido. Qualquer referência a esses algarismos provoca uma reação em cadeia: crianças e adolescentes começam a rir, a gritar e a balançar as mãos alternadamente, com as palmas voltadas para cima, como se estivessem representando uma gangorra. Se os alunos tiverem de abrir o livro na página 67; se forem 6h07 da manhã; se alguém tirar 6,7 na prova; se os exercícios da apostila naquele dia forem justamente o 6 e o 7… já era. Não demorou para que compusessem até uma música como "trilha sonora" dos gestos: "Professora, que conta é essa? 20 + 20 + 20 + 7, é muito fácil, professor, é six seven!". Ela chegou até a Coreia do Sul. É claro que, nos comentários, há milhares de brasileiros analisando a performance (muitos reprovaram o desempenho de J-Hope e reclamaram de falhas na coreografia). Mas por que “6-7”? ‘6 7’ ou ‘six seven’: os dois números que viraram pesadelo para professores de inglês Essa brincadeira é do tipo “brain rot” (“cérebro podre”, em inglês) — conteúdo superficial, viciante e sem sentido específico, como memes absurdos, vídeos curtos com sequências repetitivas e frases que inexplicadamente são “engraçadas”. O ponto principal é entender que… não há o que entender. A origem do “6-7”, por exemplo, é uma mistura de fatos aleatórios: uma música de drill (gênero do sul de Chicago) chamada “Doot Doot”, do rapper Skrilla, em que ele repete “six seven” no refrão de forma bem marcante e ritmada; a altura do jogador de basquete LaMelo Ball, da NBA, de exatamente 6 pés e 7 polegadas de altura (1,98 m); um menino americano que apareceu em um vídeo sobre basquete em que olha para a câmera, faz um gesto com as mãos e grita bem alto: “six-seven!”. Ele virou o rosto oficial do meme. 'Six seven' tomou salas de aula Reprodução
08
MAY
Provas 'Anti-Valentina' e 'Anti-Enzo II' testam se você é adulto 'raiz' e domina truques analógicos
Você se incomoda quando está escutando música pelo celular, mas a internet cai? É um problema gigante para Enzos e Valentinas que não têm nenhum álbum baixado naqueles aplicativos de áudio. Pois bem: no passado, Maurícios e Patrícias que curtiam os embalos de sábado à noite tinham de apelar para outro recurso quando o vinil travava na vitrola. Sabe qual? É esse tipo de conhecimento "retrô" que vai ser testado abaixo, na nova versão da Prova Anti-Enzo, criada pela página "Geração 35+ Original" e cedida ao g1. E ainda há uma faixa bônus: a Prova Anti-Valentina. Teste abaixo se você domina os macetes dos 35+ e pode ser considerado um adulto raiz. Aos pais e mães que escolheram dar ao filho ou à filha o nome de Enzo, Maurício, Valentina ou Patrícia: não se sintam diminuídos. Toda geração tem seus memes (que, em algum momento, são esquecidos!). Prova 'Anti-Valentina' Ligue as duas colunas e veja se conhece os macetes abaixo. As respostas estão no fim da matéria. Do mesmo criador da Prova Anti-Enzo, outro teste relembra truques do passado Reprodução/Geração 35+ Original Prova Anti-Enzo (parte 2) A parte 1 está neste link. Confira o gabarito mais abaixo. Prova Anti-Enzo, parte 2: quem é adulto raiz? Reprodução/Geração 35+ Original Respostas: Prova 'Anti-Valentina' Galinho de Cerâmica e a nuvem de chuva (1-D): O nosso "Climatempo" raiz mudava de cor quando previa chuva. Faca de Serra e Lápis (2-E): Antes do apontador (um item gourmet para os 35+), o jeito era usar uma faca de cozinha. Máquina de Costura e carro (3-B): O primeiro simulador de corrida da história era imaginário: o pedal da máquina virava o acelerador. Pasta de Dente e CD (4-C): O suporte técnico oficial da época — se o disco riscou, era só "escovar" o CD para nivelar a superfície. Moeda e Vinil (5-A): A nossa engenharia avançada usava uma moedinha de 10 centavos como peso, para a agulha não pular na melhor parte da música. Prova 'Anti-Enzo' (parte 2) Pilha e geladeira (1-C): Pois é, para a pilha ganhar uma sobrevida, passava um pouco de frio, coitada. Mouse e bolinha (2-D): Essa pequena esfera ficava dentro do mouse e era um "ímã" de sujeira. Depois de limpá-la, o deslize ficava perfeito. Feijão no pote de sorvete (3-B): Talvez você conheça alguém que tenha ficado traumatizado após procurar um sorvete no congelador e... encontrar feijão guardado. Bala soft e perigo (4-E): Essa balinha engasgou muita gente. Tazo no salgadinho (5-A): Esse disquinho de plástico vinha todo engordurado no pacote de batatas e servia para "bater bafo". Vídeo Prova Anti-Enzo: teste seus conhecimentos analógicos