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O que já existia no Brasil antes de 1500? Milho, cavalo, café? Faça quiz e 'descubra'
Famosa pelos cenários deslumbrantes, a Costa do Descobrimento fica no sul da Bahia Devanir Gino/ TG Certamente, você já leu ou ouviu esta frase: "O descobrimento do Brasil ocorreu em 22 de abril de 1500, com a chegada da esquadra de Pedro Álvares Cabral". Mas, como se discute há décadas, o uso do verbo "descobrir" não é adequado, já que o território era habitado por indígenas mesmo antes de os navios portugueses atracarem no Monte Pascal, em Porto Seguro (BA). 📖Você sabe o que já ocorria por aqui nesta época? O que fazia parte do "cardápio" dos moradores do nosso território? Que animais eram encontrados? Havia conflitos? Neste 22 de abril, teste seus conhecimentos a partir do quiz abaixo. O que já existia no Brasil antes de 1500?
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Por que dizemos ‘sapatos laranja’, mas ‘calças vermelhas’? Entenda por que algumas cores variam em número e gênero, e outras não
Por que algumas cores variam em número e gênero, e outras não Adobe Stock Imagine que você está em uma loja de roupas, precisa descrever o que precisa para o atendente, mas trava: o correto é "blusas cinza" ou "blusas cinzas"? Se você já ficou na dúvida, saiba que não está sozinho. De acordo com professoras ouvidas pelo g1, a concordância das cores na língua portuguesa é um dos temas que mais gera insegurança nos alunos. A confusão acontece porque, enquanto algumas cores mudam a depender do gênero ou do número do objeto, outras permanecem iguais. 🔴 Vermelho, vermelha, vermelhos, vermelhas (sapatos vermelhos, camisa vermelha) 🟡 Amarelo, amarela, amarelos, amarelas (shorts amarelos, flor amarela) 🔵 azul, azuis (agasalho azul, calças azuis) 🟢 verde, verdes (salada verde, olhos verdes) 🟠 laranja (lenço laranja, peças laranja) Veja os vídeos que estão em alta no g1 As especialistas que explicam a lógica por trás das cores que "mudam" e das que ficam sempre iguais. Confira abaixo: O segredo está na origem da palavra A regra de ouro é simples: a gramática diferencia as cores que nasceram como adjetivos (aquilo que caracteriza ou qualifica algo) daquelas que são "emprestadas" de substantivos (que nomeiam seres, objetos, lugares etc.). Cores/adjetivos: Palavras como vermelho, azul, branco e amarelo são adjetivos por natureza. Por isso, elas devem concordar com o substantivo em gênero (masculino/feminino) e número (singular/plural). Exemplo: "calças vermelhas" ou "cadernos brancos". Cores/substantivos: Cores como laranja, rosa, vinho, cinza e café têm origem em nomes de frutas, flores ou objetos. Nesses casos, existe uma expressão "invisível" que fica implícita: "cor de...". Quando você diz "sapatos laranja", na verdade está dizendo "sapatos (da cor de) laranja". Por ser um substantivo exercendo papel de adjetivo, a palavra tende a ficar invariável. E quando a cor é composta? Se uma cor já é difícil, imagine duas! No caso de cores compostas por dois adjetivos, como "azul-claro" ou "verde-escuro", apenas o segundo elemento varia: "sapatos azul-claros" ou "blusas verde-claras". Por outro lado, se um dos elementos da cor composta for um substantivo — como em "azul-turquesa" ou "amarelo-ouro" —, a expressão inteira fica invariável: "camisas azul-turquesa". Caneta e papel ou teclados? Estudo revela o que alunos preferem "Sapatos rosas" é erro? A língua é viva e está em constante transformação. Um exemplo clássico é a cor rosa. Embora tenha origem em uma flor (substantivo), o uso no dia a dia é tão frequente que muitos gramáticos já aceitam a variação "blusas rosas". “É comum tratar essas palavras como adjetivos e fazer a concordância. Ou seja, é um caso em que a forma pode variar dependendo da interpretação e do contexto”, explica Cynthia Pichini, professora do curso de Letras e Tradutora - Intérprete da Universidade São Judas. O mesmo fenômeno começa a acontecer com o laranja. Na oralidade, já é comum ouvirmos "sapatos laranjas" ou "azuis claros". “A língua está em constante movimento. Quando uma forma começa a aparecer com frequência entre os falantes, ela pode indicar uma tendência de mudança, ainda que não seja reconhecida como padrão pela gramática”, Kelly Pitança, professora de Língua Portuguesa do Colégio Matriz Educação, complementa. Dica para não errar A professora Kelly Pitança sugere que reforçar a conexão das cores com sua classe gramatical, utilizando exemplos claros e referenciando os elementos das quais se originam (como frutas), é uma ótima maneira de não errar. Trabalhar com exemplos do dia a dia ajuda bastante, porque é possível perceber de forma prática a diferença no uso, sem precisar decorar a regra de forma isolada. Cynthia Pichini, da Universidade São Judas, reforça a dica. Ela lembra que, devido à influência de outras línguas como o inglês (onde adjetivos não variam), a tendência atual é de maior aceitação das formas invariáveis em contextos reais, o que ajuda a reduzir a confusão. Ainda assim, avaliações escolares, situações formais e vestibulares exigem um respeito mais rígido à regra, especialmente em questões de concordância nominal ou em produções de texto. Por isso, é importante saber identificar e diferenciar os aspectos da regra.
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Universidades estabelecem regras para o uso de IA na educação
Universidades estabelecem regras para uso de IA por alunos O aumento do uso de inteligência artificial em universidades brasileiras obrigou instituições de ensino a estabelecer regras de conduta para os alunos. "Escreva um TCC completo sobre aceleração de partículas, mencionando três autores." Isso eu não posso fazer na universidade. Mas, se o pedido for, por exemplo: "Faça uma revisão gramatical do meu texto, com sugestões pontuais de melhoria", aí tudo bem. Essas regras estão em manuais e guias que as universidades estão publicando para orientar os alunos e os professores no uso da inteligência artificial. O que elas querem é evitar que a tecnologia acabe atrapalhando a aprendizagem. Quem explica é o professor que elaborou o guia da Federal da Bahia. "O que a gente quer é justamente que o aluno aprenda, que ele desenvolva um senso crítico, que ele saiba utilizar", diz Adriano Peixoto, professor e membro da comissão de IA da UFBA. A Universidade Estadual Paulista, a Unesp, por exemplo, aceita que o aluno use a inteligência artificial para traduzir textos, elaborar resumos, criar cronogramas, mas não que o estudante só copie e cole o que a IA responder. Usar essas ferramentas durante uma prova, sem a autorização do professor, é considerado fraude acadêmica. Resumindo: você pode ter um assistente, mas não um robô que faça todo o trabalho no seu lugar. "É muito mais fácil você auxiliar o aluno de como você usa ferramenta para ser uma potência no seu estudo e uma potência na sua pesquisa do que só deixar o aluno solto e o aluno simplesmente copiar coisas", conta Isabela Silverio, estudante. A regra é jogar limpo: sempre que o aluno tiver usado a IA em um trabalho, precisa deixar isso claro no fim do texto. "Eu peço para inteligência artificial fazer uma varredura de artigos ou de textos que digam respeito à proposta do trabalho que eu estou fazendo. A IA ela nem sempre está certa", diz Felipe Sarlo, estudante. Na Federal da Bahia, o professor pode exigir que o estudante conte qual foi o comando que ele deu para a IA e qual resposta recebeu. A Unifesp, por exemplo, determina que todos os pesquisadores da pós-graduação digam qual ferramenta foi utilizada e com que finalidade. Mas como fiscalizar se todos estão seguindo as regras: "Existem ferramentas hoje disponíveis que indicam se o texto foi gerado por IA ou não. O problema é que isso pode gerar falsos positivos. Ou seja, ele pode dizer que um texto foi gerado por IA, mas ele não foi", comenta Luiz Leduíno de Salles Neto, professor do ICT/Unifesp. O caminho, segundo especialistas, é contar com a ética de todos - alunos e professores - e, aos poucos, entender que as avaliações e as aulas não podem continuar como eram antes. "A sociedade vai se transformar com advento do uso da inteligência artificial. Então evidente que a prática pedagógica muda. Eu acho que tem que ter dinâmicas em sala de aula em que os alunos se expressem. Os alunos têm que conversar entre si e apresentar os resultados dessas interações com essas ferramentas", comenta Fernando Floriano, professor e pesquisador da Unesp. O Conselho Nacional de Educação está formulando as regras sobre uso de IA para todas as etapas de ensino. A versão final das diretrizes deve ser publicada até o meio do ano. Universidades estabelecem regras para o uso de IA na educação Reprodução/TV Globo