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APR
Mesmo obrigatória há mais de uma década, pré‑escola ainda não chega a todas as crianças brasileiras
Creche e pré-escola de Araraquara. Tetê Viviani Mesmo sendo obrigatória por lei desde 2013, a pré‑escola ainda está longe de ser universalizada no Brasil. 16% dos municípios brasileiros têm menos de 90% das crianças de 4 e 5 anos matriculadas em unidades de educação infantil. É o que mostra uma análise do portal QEdu com base em índices de educação básica do país, elaborada pelo Interdisciplinaridade e Evidências no Debate Educacional (Iede), em parceria com a Fundação Bracell, a Fundação Itaú, a Fundação VélezReyes+, a Fundação Van Leer e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). O novo indicador do Iede mede o atendimento à educação infantil em nível municipal, com atualização anual, permitindo acompanhar o acesso de crianças às creches (0 a 3 anos) e pré‑escolas (4 e 5 anos) em todo o país. O cálculo se baseia no cruzamento dos dados de matrículas do Censo Escolar com projeções populacionais do IBGE, estimando a cobertura de atendimento em cada localidade. Atualmente, são 876 municípios com menos de 90% de atendimento e cerca de 329 mil crianças fora da pré-escola. O número de crianças que não frequentam a etapa é significativo, especialmente considerando sua importância para o desenvolvimento cognitivo, social e emocional. Vídeos em alta no g1 Na região Norte, 29% dos municípios não alcançam 90% de atendimento, percentual quase três vezes maior do que o registrado no Sul, onde esse índice é de 11%. São 130 municípios nortistas com cobertura insuficiente, concentrando parte significativa das crianças que não frequentam a pré‑escola no país. Em número de municípios, no entanto, o Nordeste é a região com mais municípios abaixo da faixa de atendimento da etapa, com 104 munícipios (17%). Mapa da desigualdade de atendimento O cenário revela um Brasil marcado por contrastes. Enquanto municípios das regiões Sul e Sudeste apresentam índices mais próximos da universalização, o Norte e parte do Nordeste concentram os piores resultados. Municípios com menos de 90% de atendimento na pré-escola O problema não está restrito a cidades pequenas ou afastadas. Mesmo entre as capitais, há grandes variações no atendimento. Enquanto algumas atingem 100% de matrícula na pré‑escola, outras ainda apresentam cobertura abaixo de 80%, evidenciando que a desigualdade no acesso persiste até mesmo em grandes centros urbanos. Em capitais da região Norte e Nordeste, o percentual de crianças de 4 e 5 anos fora da escola permanece elevado, o que evidencia desigualdades regionais e limitações na oferta de vagas. Atendimento escolar para crianças de 4 e 5 anos Outro fator que segue influenciando o acesso à educação infantil é o local de moradia. Crianças que vivem em áreas rurais têm menos chance de frequentar a pré‑escola do que aquelas que vivem em áreas urbanas. A diferença também aparece quando se cruzam dados de renda e território: famílias mais pobres, especialmente em regiões rurais, ainda enfrentam mais obstáculos para garantir a matrícula das crianças, mesmo quando há previsão legal de vaga. Quase 2,3 milhões de crianças de até 3 anos estavam fora da creche em 2024, por dificuldades de acesso, como falta de vagas ou de unidades próximas Altemar Alcantara/Semcom/Agência Senado Atendimento à criança de 0 a 3 anos permanece abaixo das metas Os dados do novo indicador de atendimento escolar em nível municipal mostram que o maior desafio da Educação Infantil brasileira está concentrado na faixa etária de 0 a 3 anos, correspondente às creches. Segundo o levantamento, 81% dos municípios do país registram taxas de atendimento inferiores a 60%, patamar estabelecido como meta pelo novo Plano Nacional de Educação (PNE) para o período de 2026 a 2036. A situação é ainda mais desfavorável na região Norte, onde 94% dos municípios apresentam cobertura abaixo de 60% para essa faixa etária. O cenário contrasta com outras regiões, mas reforça um padrão nacional de baixa oferta de vagas em creche, mesmo nos territórios com maior densidade populacional e estrutura. Diferentemente da pré‑escola, que é obrigatória por lei, a creche é uma etapa opcional da educação básica, o que se reflete nos índices mais baixos de atendimento. Ainda assim, o novo PNE estabelece metas claras para a ampliação desse acesso, incluindo o compromisso de garantir vaga para 100% da demanda manifesta — ou seja, atender todas as famílias que desejam matricular seus filhos nessa etapa. O indicador evidencia que, na maioria dos municípios brasileiros, a distância entre a situação atual e as metas previstas permanece significativa. Ao estimar anualmente a cobertura de atendimento para crianças de 0 a 3 anos em todos os municípios, os dados permitem acompanhar a evolução desse acesso ao longo do tempo e identificar onde a ampliação da oferta de creche continua sendo mais limitada. Problemas na alfabetização: o que é fluência leitora e por que ler devagar é preocupante Infraestrutura precária nas escolas de educação infantil Além do desafio do acesso, os dados revelam problemas graves na qualidade da oferta. Apenas 17% das escolas públicas de educação infantil no Brasil possuem toda a infraestrutura básica considerada adequada para o funcionamento, segundo o levantamento baseado no Censo Escolar. Embora todas ofereçam alimentação, faltam condições essenciais em muitas unidades. Há escolas sem rede de esgoto, sem coleta regular de lixo e sem abastecimento de água da rede pública, comprometendo o ambiente onde crianças pequenas passam boa parte do dia. A infraestrutura pedagógica também é limitada. A maioria das unidades não dispõe de biblioteca ou sala de leitura, e estruturas fundamentais para a infância seguem sendo exceção: apenas 45% das escolas contam com parque infantil e 36% têm área verde, espaços considerados essenciais para o desenvolvimento físico, motor e emocional das crianças. Os dados sinalizam a importância de garantir a ampliação do acesso em sintonia com condições mínimas de aprendizagem e bem‑estar, evitando que desigualdades sejam perpetuadas desde os primeiros anos de vida.
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APR
Apenas 10% dos jovens têm a graduação como primeira opção para o futuro, mostra pesquisa da Globo
Sala de aula na Universidade Católica Dom Bosco (UCDB) UCDB/Reprodução Apenas 10% dos jovens têm a graduação como primeira opção quando consideram as opções para o futuro. É o que mostra a 3ª edição da pesquisa Decisões e Influências: a Jornada do Jovem para o Ensino Superior, realizada pela Globo e divulgada nesta terça-feira (28). A pesquisa online ouviu mil pessoas que pretendem ingressar no ensino superior, de 16 a 29 anos, de todas as regiões do país, entre outubro de 2025 e janeiro de 2026. Na ocasião, todos os entrevistados haviam cursado, estavam cursando ou queriam cursar o ensino superior. Dentre eles: 27% estão terminando o ensino médio para ingressar, pela primeira vez, no ensino superior. 27% concluíram o ensino médio e, na época, optaram por não cursar uma graduação. 19% já se formaram em outra graduação, mas resolveram fazer um novo curso. 17% estão cursando uma graduação, mas querem trocar antes de concluir. 10% trancaram a graduação que faziam, mas agora pretendem retomar. Vídeos em alta no g1 No entanto, a grande maioria (90%) não considerou a graduação como primeira alternativa, e o ensino superior aparecia em outras colocações de prioridade. Para essa parcela, os principais objetivos eram: Empreender ou abrir o próprio negócio: 28% Ingressar diretamente no mercado de trabalho: 27% Fazer um curso técnico: 27% Realizar cursos livres ou de curta duração: 24% Prestar concurso público ou seguir carreira militar: 23% Fazer intercâmbio ou viajar antes de decidir: 15% Administrar ou trabalhar nos negócios da família: 12% Seguir carreira como influenciador: 12% Desenvolver carreira como autodidata: 11% Virada de chave Mesmo que, inicialmente, o ensino superior não fosse o objetivo principal de boa parte dos entrevistados, o cenário mudou: 40% das pessoas afirmam que, mesmo após concluir a graduação, é fundamental continuar estudando. 38% acreditam que as oportunidades profissionais surgem para pessoas capacitadas, independentemente do tipo de curso que escolham fazer. Além disso, 9 em cada 10 jovens afirmaram que pretendem fazer outro curso, além da graduação, no próximo ano. As principais escolhas foram por curso de idiomas online (43%) ou presencial (30%), e cursos livres online (43%) ou presenciais (33%). Para aqueles que têm interesse em cursos livres, as principais alternativas são: Idiomas: 42% Finanças e Contabilidade: 37% Tecnologia, Desenvolvimento e Software: 36% Desenvolvimento pessoal: 34% Negócios: 33% Marketing: 31% Saúde e fitness: 27% Ferramentas específicas: 27% Gastronomia: 22% Preparatório para Enem ou Vestibular: 21%
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APR
¿Hablas español ou fala o 'portunhol' de Mano Menezes? Descubra no QUIZ
¿Hablas español ou fala o 'portunhol' de Mano Menezes? O importante é acreditar. Provavelmente, esse é o lema de Mano Menezes ao dar entrevistas em espanhol como técnico da seleção do Peru — ele basicamente fala português, mas com uma entonação diferente e um "el balón" no meio de uma das frases (veja vídeo no fim da matéria). Ninguém chamou o VAR nem abriu o dicionário para confrontá-lo quando declarou que: "Para 'mi', o jogador peruano é muito técnico…se assemelha ao jogador brasileiro em muitas circunstâncias. Então, temos que estar próximos para construir e, quando perdemos 'el balón', estar próximo para tomar”. A coletiva de imprensa que revelou a autoconfiança inabalável de Mano ocorreu em 22 de abril, mas os registros da performance do nosso hispanohablante só viralizaram nesta segunda-feira (27). Você é do time de Mano Menezes e fala portunhol sem impedimentos? Ou dribla todos os erros e faz o gol sem precisar de assistência? Descubra no quiz abaixo. ¿Hablas español ou fala o 'portunhol' de Mano Menezes? Assista a trechos da entrevista para a TV peruana: Initial plugin text Vídeos ‘Nn vou p rz’: entenda abreviações ‘jovens’ que confundiram Ingrid Guimarães