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APR
Enem 2026: prazo para pedir isenção da taxa de inscrição termina nesta quinta
Começa prazo para pedir isenção da inscrição no Enem 2026 Termina às 23h59 desta quinta-feira (30) o prazo para solicitar a isenção da taxa de inscrição do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2026. O prazo, que originalmente terminaria em 24 de abril, foi ampliado em uma semana. 💰Quem tem direito à isenção? Segundo o edital do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), entra no grupo quem: estiver cursando o último ano do ensino médio no ano de 2026, em qualquer modalidade de ensino, em escola da rede pública declarada ao Censo Escolar da Educação Básica; tiver cursado todo o ensino médio em escola da rede pública ou como bolsista integral na rede privada e ter renda per capita igual ou inferior a um salário mínimo e meio; declarar situação de vulnerabilidade socioeconômica, por ser membro de família de baixa renda, e que está inscrito no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico). Caderno de Provas 1° dia de aplicação do Enem. Angelo Miguel/MEC 💰Passo a passo para solicitar a isenção do Enem Para pedir a isenção de pagamento da taxa de inscrição para o Enem 2026, o participante deve: Acesse a Página do Participante (enem.inep.gov.br/participante) e clique no botão “Justificativa de ausência/isenção”. Após responder o desafio de autenticação, informe seus dados pessoais, como CPF e data de nascimento. Na sequência, clique no botão “Iniciar a justificativa de ausência/isenção”. A tela seguinte apresentará os critérios para solicitar a isenção da taxa de inscrição. Caso se enquadre nos requisitos, clique em “Li e concordo” e, depois, em “Próximo”. Confira se seus dados estão de acordo com o cadastro na Receita Federal e clique em “Próximo”. Nesta etapa, você poderá solicitar o tratamento pelo nome social. Preencha o campo CEP e, em seguida, complete as informações do seu endereço e aperte o botão “Próximo”. Se não compareceu aos dois dias de aplicação do Enem 2025, deverá justificar a ausência. É necessário informar o motivo da ausência e enviar a documentação exigida. A etapa seguinte é referente ao ensino médio. Responda ao questionário e, em seguida, informe qual o tipo de escola que frequentou. Por fim, clique em “Próximo”. Caso possua Número de Identificação Social (NIS), informe e clique em “Próximo”. Após confirmar os dados pessoais, responda ao Questionário Socioeconômico. Ao todo, são 23 perguntas. Após responder ao questionário e confirmar as respostas, informe os dados solicitados (telefone, celular e e-mail). Para finalizar, confira as informações, descendo a barra de rolagem da tela, e clique em “Enviar solicitação”. Ver o resultado final do recurso em 25 de maio de 2026. Depois, fazer normalmente a inscrição no Enem 2026, porque a isenção não garante inscrição automática. ✏️ Como justificar a ausência no Enem 2025? Quem estava isento da taxa na última edição da prova e, ainda assim, faltou a um ou dois dias do exame deverá apresentar uma documentação que comprove o motivo da ausência. Só assim terá direito novamente à gratuidade. Para isso, é preciso acessar o mesmo sistema de solicitação de isenção da taxa de inscrição (enem.inep.gov.br/participante) e inserir uma das opções abaixo: boletim de ocorrência comprovando assalto, furto ou acidente de trânsito; certidão de casamento ou contrato de união estável no dia da prova; certidão de óbito comprovando morte na família; certidão e nascimento comprovando maternidade ou paternidade; mandado de prisão que ateste privação de liberdade; documento que comprove mudança de domicílio; documento que comprove exercício de atividade profissional na véspera do exame; documento que comprove intercâmbio acadêmico ou atividade escolar. Não serão aceitos documentos autodeclaratórios ou emitidos por pais ou responsáveis. E não é possível justificar ausência no Enem 2025 sem antes solicitar isenção da taxa de inscrição no Enem 2026. 📅Qual é o cronograma completo? Justificativa de ausência no Enem 2025 e solicitação de isenção de pagamento da taxa de inscrição para o Enem 2026: 13/4/2026 a 30/4/2026 (ampliado) Resultado da justificativa de ausência no Enem 2025 e solicitação de isenção de pagamento da taxa de inscrição para o Enem 2026: 13/5/2026 Recurso da justificativa de ausência no Enem 2025 e solicitação de isenção de pagamento da taxa de inscrição para o Enem 2026: 13/5/2025 a 19/5/2026 Resultado do recurso da justificativa de ausência no Enem 2025 e solicitação de isenção de pagamento da taxa de inscrição para o Enem 2026: 25/5/2026 ✏️Já dá para fazer a inscrição no Enem? Não. O Inep ainda vai publicar os editais específicos com as regras e datas do Enem 2026. E atenção: ter a aprovação da justificativa de ausência no Enem 2025 e/ou da solicitação de isenção de pagamento da taxa de inscrição para o Enem 2026 não garante a efetivação da inscrição. Os interessados em realizar o Enem 2026, isentos ou não, deverão realizar sua inscrição na Página do Participante, no período que ainda será divulgado.
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APR
Programa de intercâmbio para estudantes da rede pública do ES abre 500 vagas; saiba como participar
Governo do ES abre 500 vagas para intercâmbio; inscrições até a próxima segunda-feira As inscrições para o Programa de Intercâmbio Estudantil 2026 da Secretaria da Educação do Espírito Santo (Sedu) já estão abertas e seguem até a próxima segunda-feira (5). Ao todo, são ofertadas 500 vagas para estudantes da rede pública estadual. Os interessados devem se inscrever de forma on-line, por meio do portal Seleção Aluno. Clique aqui. 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp Podem participar estudantes matriculados nos cursos de idiomas dos Centros Estaduais de Idiomas (CEI), a partir do nível básico (A2), seguindo os critérios estabelecidos em edital. O programa oferece a oportunidade de um curso intensivo de três meses no exterior, com aulas de inglês ou espanhol. Todas as despesas são custeadas pelo Governo do Estado, incluindo passagens, hospedagem, seguro-saúde e documentação. Os estudantes também recebem uma ajuda de custo de 400 dólares durante o intercâmbio e mais uma parcela no mesmo valor antes da viagem. Programa de avaliação da educação básica do ES será aplicado nos dias 26 e 27 de outubro Divulgação/Sedu LEIA TAMBÉM: VITÓRIA: Vídeo mostra momento em que estudante de 13 anos é atropelada na Leitão da Silva PERIGO: Bebê de 7 meses morre por meningite no ES; estado já soma 14 óbitos em 2026 CARIACICA: Policial militar mata casal de mulheres a tiros durante confusão A secretária de Estado da Educação, Andréa Guzzo, afirmou que a iniciativa amplia o acesso dos alunos a experiências internacionais e contribui para o desenvolvimento acadêmico e cultural. Ela destacou ainda que o aumento no número de vagas está ligado ao fortalecimento do ensino de idiomas na rede estadual. Atualmente, o Espírito Santo conta com 51 unidades dos Centros Estaduais de Idiomas distribuídas em diferentes regiões. A previsão é de expansão para novos municípios ao longo de 2026, além da ampliação da oferta em cidades estratégicas. Programa de intercâmbio para estudantes da rede pública do Espírito Santo abre 500 vagas Reprodução/TV Gazeta Vídeos: tudo sobre o Espírito Santo Veja o plantão de últimas notícias do g1 Espírito Santo
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APR
Mesmo obrigatória há mais de uma década, pré‑escola ainda não chega a todas as crianças brasileiras
Creche e pré-escola de Araraquara. Tetê Viviani Mesmo sendo obrigatória por lei desde 2013, a pré‑escola ainda está longe de ser universalizada no Brasil. 16% dos municípios brasileiros têm menos de 90% das crianças de 4 e 5 anos matriculadas em unidades de educação infantil. É o que mostra uma análise do portal QEdu com base em índices de educação básica do país, elaborada pelo Interdisciplinaridade e Evidências no Debate Educacional (Iede), em parceria com a Fundação Bracell, a Fundação Itaú, a Fundação VélezReyes+, a Fundação Van Leer e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). O novo indicador do Iede mede o atendimento à educação infantil em nível municipal, com atualização anual, permitindo acompanhar o acesso de crianças às creches (0 a 3 anos) e pré‑escolas (4 e 5 anos) em todo o país. O cálculo se baseia no cruzamento dos dados de matrículas do Censo Escolar com projeções populacionais do IBGE, estimando a cobertura de atendimento em cada localidade. Atualmente, são 876 municípios com menos de 90% de atendimento e cerca de 329 mil crianças fora da pré-escola. O número de crianças que não frequentam a etapa é significativo, especialmente considerando sua importância para o desenvolvimento cognitivo, social e emocional. Vídeos em alta no g1 Na região Norte, 29% dos municípios não alcançam 90% de atendimento, percentual quase três vezes maior do que o registrado no Sul, onde esse índice é de 11%. São 130 municípios nortistas com cobertura insuficiente, concentrando parte significativa das crianças que não frequentam a pré‑escola no país. Em número de municípios, no entanto, o Nordeste é a região com mais municípios abaixo da faixa de atendimento da etapa, com 104 munícipios (17%). Mapa da desigualdade de atendimento O cenário revela um Brasil marcado por contrastes. Enquanto municípios das regiões Sul e Sudeste apresentam índices mais próximos da universalização, o Norte e parte do Nordeste concentram os piores resultados. Municípios com menos de 90% de atendimento na pré-escola O problema não está restrito a cidades pequenas ou afastadas. Mesmo entre as capitais, há grandes variações no atendimento. Enquanto algumas atingem 100% de matrícula na pré‑escola, outras ainda apresentam cobertura abaixo de 80%, evidenciando que a desigualdade no acesso persiste até mesmo em grandes centros urbanos. Em capitais da região Norte e Nordeste, o percentual de crianças de 4 e 5 anos fora da escola permanece elevado, o que evidencia desigualdades regionais e limitações na oferta de vagas. Atendimento escolar para crianças de 4 e 5 anos Outro fator que segue influenciando o acesso à educação infantil é o local de moradia. Crianças que vivem em áreas rurais têm menos chance de frequentar a pré‑escola do que aquelas que vivem em áreas urbanas. A diferença também aparece quando se cruzam dados de renda e território: famílias mais pobres, especialmente em regiões rurais, ainda enfrentam mais obstáculos para garantir a matrícula das crianças, mesmo quando há previsão legal de vaga. Quase 2,3 milhões de crianças de até 3 anos estavam fora da creche em 2024, por dificuldades de acesso, como falta de vagas ou de unidades próximas Altemar Alcantara/Semcom/Agência Senado Atendimento à criança de 0 a 3 anos permanece abaixo das metas Os dados do novo indicador de atendimento escolar em nível municipal mostram que o maior desafio da Educação Infantil brasileira está concentrado na faixa etária de 0 a 3 anos, correspondente às creches. Segundo o levantamento, 81% dos municípios do país registram taxas de atendimento inferiores a 60%, patamar estabelecido como meta pelo novo Plano Nacional de Educação (PNE) para o período de 2026 a 2036. A situação é ainda mais desfavorável na região Norte, onde 94% dos municípios apresentam cobertura abaixo de 60% para essa faixa etária. O cenário contrasta com outras regiões, mas reforça um padrão nacional de baixa oferta de vagas em creche, mesmo nos territórios com maior densidade populacional e estrutura. Diferentemente da pré‑escola, que é obrigatória por lei, a creche é uma etapa opcional da educação básica, o que se reflete nos índices mais baixos de atendimento. Ainda assim, o novo PNE estabelece metas claras para a ampliação desse acesso, incluindo o compromisso de garantir vaga para 100% da demanda manifesta — ou seja, atender todas as famílias que desejam matricular seus filhos nessa etapa. O indicador evidencia que, na maioria dos municípios brasileiros, a distância entre a situação atual e as metas previstas permanece significativa. Ao estimar anualmente a cobertura de atendimento para crianças de 0 a 3 anos em todos os municípios, os dados permitem acompanhar a evolução desse acesso ao longo do tempo e identificar onde a ampliação da oferta de creche continua sendo mais limitada. Problemas na alfabetização: o que é fluência leitora e por que ler devagar é preocupante Infraestrutura precária nas escolas de educação infantil Além do desafio do acesso, os dados revelam problemas graves na qualidade da oferta. Apenas 17% das escolas públicas de educação infantil no Brasil possuem toda a infraestrutura básica considerada adequada para o funcionamento, segundo o levantamento baseado no Censo Escolar. Embora todas ofereçam alimentação, faltam condições essenciais em muitas unidades. Há escolas sem rede de esgoto, sem coleta regular de lixo e sem abastecimento de água da rede pública, comprometendo o ambiente onde crianças pequenas passam boa parte do dia. A infraestrutura pedagógica também é limitada. A maioria das unidades não dispõe de biblioteca ou sala de leitura, e estruturas fundamentais para a infância seguem sendo exceção: apenas 45% das escolas contam com parque infantil e 36% têm área verde, espaços considerados essenciais para o desenvolvimento físico, motor e emocional das crianças. Os dados sinalizam a importância de garantir a ampliação do acesso em sintonia com condições mínimas de aprendizagem e bem‑estar, evitando que desigualdades sejam perpetuadas desde os primeiros anos de vida.