Notícias
26
APR
Não é só Medicina: cursos mais caros de Administração têm mensalidades de até R$ 13.500; veja números
Propagandas de cursos superiores de Administração com mensalidades mais altas do que a média nacional Reprodução/Link School of Business/PIB The New College/Saint Paul Escola de Negócios Em cursos “premium” de administração, faculdades particulares costumam reforçar (com muitos termos em inglês) que os professores são founders de empresas e ajudam a formar global leaders. E que os estudantes seguem o learn by doing com imersão em hubs de inovação para fazerem networking e serem, no futuro, os changemakers da nova geração. Segundo o levantamento do g1, 8 instituições de ensino no Brasil cobram de R$ 7 mil a R$ 13.500 de mensalidade para cursos de quatro anos de duração. Sem contar com os reajustes que ocorrem anualmente, os futuros administradores desembolsarão mais de até R$ 648 mil ao longo do período. Ao menos metade dessas faculdades fica no que algumas delas chamam de “Vale do Silício paulistano”, na região da Avenida Faria Lima e do bairro Vila Olímpia, em São Paulo. Veja a lista abaixo, com os valores atuais: Link School of Business (SP): R$ 13.500 PIB The New College (SP): R$ 10.000 Saint Paul Escola de Negócios (SP): R$ 8.900 Insper (SP): R$ 8.300 FGV-EAESP (SP): R$ 7.850 Inteli (SP): R$ 7.780 Ibmec (campus de SP): R$ 7.700 ESPM (SP e RJ): R$ 7.262 Segundo o levantamento do Instituto Semesp (2024), a média nacional cobrada para cursos presenciais desta área no país é de R$ 930. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Como as instituições acima tentam convencer os alunos a pagar valores tão mais altos, comparáveis aos de Medicina? Veja abaixo. 1- Foco em liderança e formação de protagonistas Todas as instituições enfatizam que estimulam o desenvolvimento de líderes, CEOs e empreendedores capazes de impactar a sociedade e a economia. A Link, por exemplo, declara que seu programa é construído para “formar empreendedores”. Já a PIB Education posiciona-se como uma “escola de CEOs”. 2- Internacionalização A experiência internacional é um pilar central de propaganda nesses cursos, indo além de intercâmbios comuns e incluindo imersões em “hubs globais de inovação”. Alguns prometem duplas titulações após a formatura, como a FGV e o Insper. A Link e a PIB realizam imersões em locais como Stanford, Wharton e ecossistemas em Austin (Texas) ou Madrid. Já a Saint Paul mantém conexões com instituições como Harvard Business School Online e ESMT Berlin. 3- Metodologia prática (hands-on) O aprendizado nessas escolas é voltado para a resolução de problemas reais de empresas parceiras — há um foco claro no discurso de combate ao modelo puramente teórico. No Insper, existe o programa REP (Resolução Eficaz de Problemas) com empresas reais, e no Inteli, o ensino é baseado em projetos para organizações e startups. 4- Corpo docente atuante no mercado As escolas afirmam que investem em professores que não são apenas acadêmicos, mas também líderes de mercado, fundadores e executivos experientes. 5- Processos seletivos alternativos Algumas dessas instituições têm processos de seleção que fogem do padrão de vestibular e tentam focar nas habilidades e na personalidade de cada candidato. Na Link, os inscritos encaram o “Link Journey”, com análise de portfólio e apresentação de vídeos motivacionais. O Intelige e a FGV preferem priorizar desafios práticos e entrevistas para avaliar o perfil dos interessados. Vídeos Aluno tira zero na redação da Fuvest ao usar 'palavras difíceis' Gêmeos de 18 anos contam bastidores de aprovação em universidades de elite dos EUA
25
APR
Marmitório, mi-mi-mi, parditude: novas palavras podem entrar no vocabulário oficial da língua portuguesa; veja lista
Parditude, marmitório e mi-mi-mi podem entrar no vocabulário oficial da língua portuguesa Editora Planeta/Freepik/Reprodução/Redes sociais Naquela cordelteca improvisada no fundo do marmitório, o enredista tentava organizar um debate sobre parditude em tempos de policrise, evitando o mi-mi-mi e apostando em ideias pesquisáveis. As palavras destacadas em negrito na frase acima estão passando por um "processo seletivo" para ganhar uma vaga fixa no Vocabulário Oficial da Língua Portuguesa (Volp). Dependendo da decisão dos lexicógrafos da Academia Brasileira de Letras (ABL), elas podem ser incorporadas oficialmente ao idioma. Em 2025, por exemplo, "pejotização" (prática de contratar um trabalhador como pessoa jurídica) e "terrir" (gênero de filme ou obra que mistura terror e humor) estavam na disputa e foram aprovadas com sucesso. LEIA TAMBÉM: Quem é pardo para os comitês que decidem quais alunos podem entrar nas universidades por cotas raciais? 🤔O que significam? cordelteca: coleção, acervo ou espaço dedicado à guarda e divulgação de literatura de cordel. marmitório: local de refeição simples, geralmente associado a trabalhadores que levam marmita, ou espaço de venda desses pratos prontos. enredista: pessoa que cria enredos, especialmente para narrativas, peças, novelas ou desfiles (como no Carnaval). parditude: condição, identidade ou conjunto de características associadas a pessoas pardas; termo ligado a discussões raciais no Brasil. policrise: situação em que múltiplas crises (econômica, social, ambiental etc.) ocorrem simultaneamente e se inter-relacionam. mi-mi-mi: reclamação considerada excessiva ou repetitiva; choramingo. pesquisável: que pode ser pesquisado ou investigado. 📖O que é Volp? É o documento oficial que estabelece qual é a grafia correta de cada palavra na norma padrão do português brasileiro. Ele tem força de lei. LEIA TAMBÉM: Aluno tira zero na redação da Fuvest ao usar 'palavras difíceis' e processa reitor da USP Ao contrário de dicionários como "Houaiss" e "Aurélio", que são mais descritivos e que registram inclusive gírias para mostrar o "uso cotidiano da língua", o Volp privilegia a forma culta. Nos resultados de busca, ele não mostra o significado do termo, e sim a forma certa de escrita, a flexão da palavra (o plural de couve-flor, por exemplo, ou um feminino irregular) e a classe gramatical dela (substantivo masculino, verbo etc.). “O Volp não introduz uma palavra no léxico nem é um censor que autoriza ou não o ingresso de um termo na língua. Quem cria é o falante. O que o VOLP faz é registrar”, explicou Ricardo Cavalieri, da ABL, em entrevista ao g1 em 2025. ✏️Quais os critérios para que uma palavra entre no nosso vocabulário oficial? Um termo que é só “modinha do momento” não pode entrar no Volp — é preciso haver estabilidade e continuidade de uso. Podemos pensar, por exemplo, em “Inshalá”, que dominou as conversas em 2002, durante a transmissão de “O Clone”, na TV Globo, mas que caiu em desuso pouco tempo depois. Fez sentido não entrar no Volp. Os principais critérios levados em conta pela comissão de lexicógrafos para incorporar um novo termo ao nosso vocabulário são os seguintes: Ocorrência em textos escritos: a palavra precisa constar em materiais como reportagens, livros, artigos acadêmicos ou textos doutrinários. "Não basta circular apenas na oralidade, em redes ou em conversas digitais”, afirma Cavalieri. Presença em pelo menos três gêneros textuais distintos: é necessário que o vocábulo apareça em registros diversos — como reportagens jornalísticas, artigos científicos, textos técnicos e obras literárias. Isso mostra que ele não está restrito a um grupo específico de pessoas. Uso estável e uniforme: o termo deve apresentar “homogeneidade de sentido em diferentes contextos”, sem variações de significado. Um neologismo que seja entendido de forma diferente por cada um pode não estar ainda consolidado na língua. Adaptação ortográfica, no caso de estrangeirismos: termos como “deletar”, aportuguesados, podem ser incorporados. Já aqueles que mantêm a grafia original, como “spin-off” e “bullying”, costumam ser registrados em um vocabulário específico de palavras estrangeiras, distinto do Volp. ⏳E quem está na ‘sala de espera’? Para acompanhar essa dinâmica, a ABL mantém o Observatório Lexical, que funciona como uma "sala de espera”. Ali, determinados termos sugeridos por leitores ou por profissionais do Volp ficam no aguardo de uma decisão: são apenas um modismo ou estão sendo usados de forma estável? Chegar à resposta é um processo complexo que envolve pesquisas textuais intensas tanto na internet quanto em obras digitalizadas nas bibliotecas. Também é comum receber contribuições de lexicógrafos de fora da ABL. Não há um prazo estipulado para que a decisão seja tomada. Como explicou Cavalieri ao g1, “a própria palavra faz seu tempo. Cada termo tem sua história até se firmar”. Covid-19, por exemplo, entrou no vocabulário oficial rapidamente, pelo uso massivo durante a pandemia. Outras candidatas Veja a lista com mais palavras que estão sendo analisadas pelos lexicógrafos no momento e descubra o significado de cada uma delas (além das já mencionadas no início da reportagem): ordinarista: relativo ao cotidiano ou ao que é comum; também pode designar alguém que se ocupa de fatos ordinários. preferencialista: que adota ou defende critérios de preferência; ligado a políticas ou práticas de prioridade. reclínio: ato ou efeito de reclinar; posição inclinada ou de repouso. refilável: que pode ser reabastecido (com refil), especialmente embalagens reutilizáveis. Vídeos Aluno tira zero na redação da Fuvest ao usar 'palavras difíceis'
24
APR
Enem 2026: prazo para pedir isenção da taxa de inscrição é prorrogado; veja novas datas
Começa prazo para pedir isenção da inscrição no Enem 2026 Os interessados em participar gratuitamente do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2026 terão até às 23h59 da próxima quinta-feira, dia 30 de abril, para pedir a isenção da taxa de inscrição (que novamente será de R$ 85). O prazo, a princípio, se esgotaria nesta sexta (24), mas foi prorrogado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). 💰Quem tem direito à isenção? Segundo o edital, entra no grupo quem: estiver cursando o último ano do ensino médio no ano de 2026, em qualquer modalidade de ensino, em escola da rede pública declarada ao Censo Escolar da Educação Básica; tiver cursado todo o ensino médio em escola da rede pública ou como bolsista integral na rede privada e ter renda per capita igual ou inferior a um salário mínimo e meio; declarar situação de vulnerabilidade socioeconômica, por ser membro de família de baixa renda, e que está inscrito no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico). Caderno de Provas 1° dia de aplicação do Enem. Angelo Miguel/MEC 💰Passo a passo para solicitar a isenção do Enem Para pedir a isenção de pagamento da taxa de inscrição para o Enem 2026, o participante deve seguir os comandos abaixo: Acesse a Página do Participante (enem.inep.gov.br/participante) e clique no botão “Justificativa de ausência/isenção”. Após responder o desafio de autenticação, informe seus dados pessoais, como CPF e data de nascimento. Na sequência, clique no botão “Iniciar a justificativa de ausência/isenção”. A tela seguinte apresentará os critérios para solicitar a isenção da taxa de inscrição. Caso se enquadre nos requisitos, clique em “Li e concordo” e, depois, em “Próximo”. Confira se seus dados estão de acordo com o cadastro na Receita Federal e clique em “Próximo”. Nesta etapa, você poderá solicitar o tratamento pelo nome social. Preencha o campo CEP e, em seguida, complete as informações do seu endereço e aperte o botão “Próximo”. Se não compareceu aos dois dias de aplicação do Enem 2025, deverá justificar a ausência. É necessário informar o motivo da ausência e enviar a documentação exigida. A etapa seguinte é referente ao ensino médio. Responda ao questionário e, em seguida, informe qual o tipo de escola que frequentou. Por fim, clique em “Próximo”. Caso possua Número de Identificação Social (NIS), informe e clique em “Próximo”. Após confirmar os dados pessoais, responda ao Questionário Socioeconômico. Ao todo, são 23 perguntas. Após responder ao questionário e confirmar as respostas, informe os dados solicitados (telefone, celular e e-mail). Para finalizar, confira as informações, descendo a barra de rolagem da tela, e clique em “Enviar solicitação”. Ver o resultado final do recurso em 22 de maio de 2026. Depois, fazer normalmente a inscrição no Enem 2026, porque a isenção não garante inscrição automática. ✏️ Como justificar a ausência no Enem 2025? Quem estava isento da taxa na última edição da prova e, ainda assim, faltou a um ou dois dias do exame deverá apresentar uma documentação que comprove o motivo da ausência. Só assim terá direito novamente à gratuidade. Para isso, é preciso acessar o mesmo sistema de solicitação de isenção da taxa de inscrição (enem.inep.gov.br/participante) e inserir uma das opções abaixo: boletim de ocorrência comprovando assalto, furto ou acidente de trânsito; certidão de casamento ou contrato de união estável no dia da prova; certidão de óbito comprovando morte na família; certidão e nascimento comprovando maternidade ou paternidade; mandado de prisão que ateste privação de liberdade; documento que comprove mudança de domicílio; documento que comprove exercício de atividade profissional na véspera do exame; documento que comprove intercâmbio acadêmico ou atividade escolar. Não serão aceitos documentos autodeclaratórios ou emitidos por pais ou responsáveis. E não é possível justificar ausência no Enem 2025 sem antes solicitar isenção da taxa de inscrição no Enem 2026. 📅Qual é o cronograma completo? Pedido de isenção da taxa e justificativa de ausência: até 30 de abril Resultado dos pedidos: 13 de maio Prazo para entrar com recurso: de 13 a 19 de maio Resultado dos recursos: 25 de maio ✏️Já dá para fazer a inscrição no Enem? Não. O Inep ainda vai publicar os editais específicos com as regras e datas do Enem 2026. E atenção: ter a aprovação da justificativa de ausência no Enem 2025 e/ou da solicitação de isenção de pagamento da taxa de inscrição para o Enem 2026 não garante a efetivação da inscrição. Os interessados em realizar o Enem 2026, isentos ou não, deverão realizar sua inscrição na Página do Participante, no período que ainda será divulgado.