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FEB
Após problemas, inscrições para o Pé-de-Meia Licenciaturas são adiadas para 20 de fevereiro; incentivo mensal é de R$ 1.050
As inscrições para o Pé-de-Meia Licenciaturas, programa do Ministério da Educação (MEC) que dá um incentivo mensal de R$ 1.050 a estudantes da graduação que se formarão professores, deveriam ter sido abertas no domingo (17), de acordo com o edital original publicado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), mas foram adiadas para quarta-feira (20). A alteração ocorreu depois que candidatos entraram na plataforma oficial, entre domingo e segunda-feira (18), e foram surpreendidos com um aviso de adiamento do cronograma, sem qualquer aviso prévio do MEC (veja mais abaixo). O novo prazo foi publicado no Diário Oficial da União desta terça (19). Os interessados poderão se inscrever ao longo de todo o ano, de 20 de fevereiro a 19 de dezembro de 2026. Atenção: não há pagamento retroativo. Mesmo que você tenha direito ao benefício desde já, caso preencha seus dados apenas em junho, por exemplo, não receberá o dinheiro dos meses anteriores. Pé-de-Meia Licenciaturas teve inscrições adiadas sem aviso prévio Arquivo pessoal O g1 entrou em contato com o MEC e a Capes para saber o motivo da mudança de datas. Os órgãos não haviam respondido até a última atualização desta reportagem. Tire suas dúvidas sobre o programa abaixo: ✏️Como fazer a inscrição? É preciso preencher o cadastro na Plataforma Freire, da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes): O aluno deve enviar seus dados pessoais, o currículo e o termo de concordância assinado. Em seguida, tem de informar em qual instituição de ensino está matriculado. ✏️Quem pode participar? O programa exige que o aluno tenha: sido aprovado em um curso de licenciatura presencial no segundo semestre de 2025 ou no primeiro de 2026, no Sistema de Seleção Unificada (Sisu), no Programa Universidade para Todos (Prouni) ou no Fundo de Financiamento Estudantil (Fies); obtido nota igual ou superior a 650 no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Não há critérios de renda. ✏️De quanto é a bolsa? O auxílio pago aos estudantes aprovados será de R$ 1.050 por mês, do início ao fim do curso. Dessa quantia, R$ 700 poderão ser sacados imediatamente e R$ 350 serão depositados em uma poupança (liberada após a formatura). As bolsas são pagas pelo MEC, por meio da Capes, e beneficiarão até 12 mil alunos em 2026. ✏️Quando saem os resultados? Eles são divulgados mensalmente, até o dia 30 de cada mês, a partir de março. Sala de aula vazia de faculdade de SC Unisul/Divulgação Vídeos de Educação Pé-de-meia Licenciatura: entenda mais sobre benefício para estudantes do ensino superior
19
FEB
Milena, do BBB, erra crase e fica fora da festa do líder; você também se confunde? Faça QUIZ
Não bastando ter de copiar centenas de vezes uma frase com o nome do seu rival no Big Brother Brasil 26, a participante Milena ainda encontrou um obstáculo maior, que confunde brasileiros mais do que as dinâmicas da semana apresentadas por Tadeu Schmidt: a crase. Em algumas linhas, a jovem escreveu "Quero muito ir à festa do Jonas" com o sinal gráfico trocado pelo acento agudo: "á festa do Jonas". Consequentemente, foi reprovada no desafio. ✏️Como BBB também é cultura, vamos aproveitar esse deslize de Milena para ajudar você a revisar os casos em que a crase deve ser usada. Faça o quiz abaixo e descubra se você atingiria pontuação suficiente para curtir a festa do líder: 10 perguntas rápidas sobre crase: você iria à festa do líder? 📝O que é crase? Milena errou o uso da crase no desafio e foi barrada na festa do líder. Reprodução/Redes sociais Em termos mais técnicos, a crase é a junção da preposição "a" (como em "vou a algum lugar") e do artigo "a" ("a praia é bonita"). Quando essa dupla se aproxima, forma o famoso "à". Exemplo: "Vou à (a + a) praia bonita que você me recomendou outro dia". É diferente do acento agudo (á), que indica o som aberto das vogais “a”, “e” e “o” (como em “café” e “avó”). 📝Quais são as regras gerais para utilizar a crase? O acento grave só pode ser usado, em geral, antes de palavras femininas (já que, antes das masculinas, o artigo "a" não existe). A duplinha "a + a" fica sem uma de suas integrantes, e a crase deixa de ser usada. Exemplo: Eu vou à praia (praia é feminino, tem crase). E vou ao hotel em seguida (hotel é masculino, não tem crase). ➡️Exceções: Em alguns casos pontuais, a crase pode aparecer antes de um substantivo masculino. Como em: "Ele está com um tanquinho à Cauã Reymond." A crase é usada porque um termo no feminino ("à moda de") está implícito. Seria um "Ele está com um tanquinho (à moda de) Cauã Reymond". O mesmo ocorre em expressões como “bife à milanesa”, “frango à passarinho” e “gol à Pelé”. A crase aparece tanto no singular (“vou à aula”) quanto no plural (“vou às aulas”), desde que haja a soma de preposição + artigo feminino. Exemplo: "Abri uma exceção às regras combinadas no início do ano." Em locuções formadas por substantivos femininos no plural, também haverá crase. Exemplos: "Às vezes, gosto de comer um sanduíche." "Ela o traiu às claras!" 📝Outras regras: As situações de uso da crase não se restringem aos exemplos citados acima. Há outras regras, como: não usar antes de verbos no infinitivo: "Ela está tentada a comer um doce"; não usar antes de pronomes pessoais (mesmo que no feminino): "Vou entregar isso a ela" [afinal de contas, não existe artigo para "ela", certo? Ninguém diz "A ela foi ao shopping".); não usar antes de pronomes de tratamento: "Refiro-me a vossa senhoria." (não importa se a pessoa é um homem ou uma mulher. Não haverá crase.); não usar antes dos pronomes relativos "que", "quem", "cuja': "A explicação a que me refiro é esta aqui"; não usar antes de palavras repetidas: “Cara a cara"; “Frente a frente"; “Dia a dia"; usar antes de horas determinadas: “A prova começa às 14h.” “O programa vai ao ar à 1h.”; escolher entre usar ou não usar quando estamos falando de nomes próprios (vai depender da sua intimidade com o sujeito): "Ela referiu-se à Maria, nossa irmã" ou "Ela referiu-se a Dilma Rousseff, ex-presidente."; escolher entre usar ou não usar antes de pronomes possessivos femininos: "A juíza rebateu as alfinetadas à sua decisão/a sua decisão". Vídeos de Educação Projeto Educação: professor tira dúvidas sobre uso da crase
19
FEB
Cansaço físico x habilidade técnica: estudo revela impactos de substituir caneta e papel por teclados nas escolas
Caneta e papel ou teclados? Estudo revela o que alunos preferem Na Austrália, os alunos do 2º ano do ensino fundamental estão se preparando para passar do papel e caneta para os teclados e plataformas digitais, e uma pesquisa nacional com mais de 500 alunos revelou que os estudantes têm conexões e reações diferentes a depender do modo como escrevem. A partir do 3º ano, os alunos australianos realizam avaliações nacionais de maneira digital, e, para se preparar para os testes, passam a utilizar plataformas digitais de maneira mais assídua durante as aulas. A pesquisa, liderada pela Dra. Anabela Malpique, professora sênior de alfabetização da Faculdade de Educação da Edith Cowan University (ECU), buscou entender se a mudança na forma de escrever trazia impactos para os alunos. "Os exames nacionais manuscritos foram descontinuados nas escolas primárias australianas. Os alunos são obrigados a fazer testes online de alfabetização e matemática a partir do 3º ano — por isso, é importante entender a diferença no desempenho da escrita entre as modalidades em papel e em computador", explicou a professora em um comunicado divulgado pela universidade no começo deste ano. O resultado, divulgado em novembro de 2025, aponta que, apesar de os alunos demonstrarem atitudes muito positivas em relação ao uso de computadores, eles ainda se sentem mais "capazes" quando escrevem à mão. O impacto da motivação e da habilidade Os pesquisadores examinaram como a atitude e a motivação dos escritores iniciantes influenciam a qualidade de seus textos. Um dos achados principais é que a postura positiva em relação à escrita à mão impacta diretamente no sucesso no trabalho em papel. De acordo com a Dra. Malpique, atitudes negativas ou falta de confiança na escrita à mão também impactam o resultado final dos textos, que tendem a ter qualidade inferior. Criança estuda em computador Thomas Park/ Unsplash No entanto, o mesmo não ocorre no ambiente digital: gostar de usar o computador não garante um texto melhor. Para o sucesso na escrita digital, o fator determinante é a chamada "automaticidade no teclado" — ou seja, a habilidade técnica e a rapidez ao digitar — e não apenas a motivação do aluno. “Em contrapartida, atitudes específicas em relação à escrita de textos em computador não contribuíram de forma única ou estatisticamente significativa para prever a qualidade e a produtividade da composição em computador”, afirmou a especialista. Cansaço físico vs. dificuldades técnicas As entrevistas realizadas com os estudantes trouxeram perspectivas sobre os desafios de cada formato: Escrita à mão: Frequentemente associada à fadiga física. Relatos de crianças mencionam que "dói a mão" ou que se sentem "cansadas" ao fazer o esforço psicomotor. Escrita digital: Associada a dificuldades técnicas. Os alunos relataram dificuldades em coordenar os movimentos e em localizar as letras no teclado, o que torna o processo mais lento e frustrante para alguns. Equilíbrio no ensino Diante dessa mudança de comportamento e da crescente digitalização das avaliações escolares, a recomendação dos especialistas é que as escolas adotem uma abordagem equilibrada. Segundo a Dra. Malpique, os professores devem focar no desenvolvimento de ambas as competências: as habilidades psicomotoras necessárias para a caligrafia e a fluência técnica no teclado, além de estimular crenças motivacionais positivas nos alunos. A recomendação para as escolas é que não ignorem a transição: é preciso equilibrar o suporte às habilidades psicomotoras com o estímulo a crenças positivas, garantindo que os estudantes consigam migrar do papel para o digital sem perdas na qualidade do aprendizado. O estudo faz parte do projeto "Escrita para Todos", que investiga como a alfabetização se transforma na era digital. Fala de Edilson sobre Boneco no BBB expõe ignorância sobre dislexia; entenda transtorno