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MAY
Encceja 2026: inscrições em exame que certifica conclusão de ensinos fundamental e médio começam nesta segunda
Inscrições do Encceja começam nesta segunda (4). Divulgação As inscrições para o Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja) 2026 começam nesta segunda-feira (4). Por meio dessa prova, quem não concluiu os estudos na idade certa pode pleitear um diploma de conclusão de ensino fundamental e de ensino médio. Para participar, é preciso preencher os dados pessoais neste link até às 23h59 de 15 de maio. Abaixo, tire suas dúvidas: 💸Qual é a taxa de inscrição? A prova é gratuita. Mas, se o candidato se inscreveu para o Encceja do ano passado e não compareceu ao local de avaliação, só conseguirá participar em 2026 caso tenha feito a justificativa da ausência em 2025. Se não houver uma explicação, será necessário pagar uma taxa de R$ 40. Vídeos em alta no g1 🧾A partir de que idade é possível participar? Para buscar um diploma de ensino fundamental, é preciso ter a partir de 15 anos. Para o de ensino médio, 18 anos. 🖊️Quando as provas serão aplicadas? Em 23 de agosto de 2026, seguindo os horários abaixo: Manhã (ciências naturais e matemática) Abertura dos portões: 8h Fechamento dos portões: 8h45 Início das provas: 9h Término das provas: 13h Tarde (língua portuguesa, redação e disciplinas de ciências humanas) Abertura dos portões: 14h30 Fechamento dos portões: 15h15 Início das provas: 15h30 Término das provas: 20h30 📝Quais os formatos de prova? O Encceja é composto por quatro provas objetivas, cada uma com 30 questões de múltipla escolha. Os candidatos também devem escrever uma redação de até 30 linhas, no formato dissertativo-argumentativo (o mesmo do Enem). As provas para certificado do ensino fundamental são: ciências naturais; matemática; língua portuguesa, língua estrangeira, artes, educação física e redação história e geografia; No ensino médio, são provas de: ciências da natureza e suas tecnologias; matemática e suas tecnologias; linguagens, códigos e suas tecnologias e redação; ciências humanas e suas tecnologias. 📐Qual conteúdo será cobrado? O que devo estudar? Segundo o MEC, cada área do conhecimento tem uma Matriz de Referência composta por 30 habilidades. As áreas do conhecimento foram estabelecidas a partir do currículo da Base Nacional Comum, de acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN's). 📏Como localizar materiais para estudo? O Inep mantém em seu site uma coletânea. Ela pode ser acessada neste link. 🎓Qual é a pontuação mínima para a aprovação? Para obter o certificado, o participante deverá atingir no mínimo 100 pontos em cada uma das provas, em uma escala de 60 a 180. Na redação, é preciso ter nota igual ou acima de 5. Atenção: se você obtiver a nota necessária em apenas algumas das disciplinas, poderá receber uma declaração de proficiência parcial. No ano seguinte, só precisará fazer as provas nas quais seu desempenho foi insuficiente. 🧑🎓Se eu não tiver diploma do ensino fundamental, posso fazer direto a prova do ensino médio? Sim. Candidatos com mais de 18 anos que não têm o diploma do ensino fundamental podem prestar diretamente o Encceja para o diploma do ensino médio. 🗂️O diploma será concedido pelo governo federal? Não. O Inep é responsável por elaborar e aplicar a prova. A emissão dos diplomas ficará a cargo de instituições certificadoras, secretaria estadual de educação ou instituto federais. O candidato deve indicar uma opção no ato de inscrição.
02
MAY
'Estoy aquí, I’m here, Soc aquí': o que o cérebro de Shakira revela sobre quem fala mais de um idioma (ela domina 6!)
Shakira e o cérebro poliglota Estoy aqui, Estou aqui, I’m here, Io sono qui, Je suis ici, Soc aquí, أنا هنا, diz o g1, pronto para explicar as mudanças que ocorreram no cérebro da cantora colombiana Shakira, diante do fato de ela dominar tantos idiomas: espanhol, sua língua materna; português (impecável); inglês (com direito a um vocabulário vasto e a participações em programas de TV, como o de Jimmy Fallon); italiano, em nível avançado, dispensando tradutores; francês, com um errinho aqui, outro ali, mas total capacidade de se comunicar (é o que importa, afinal de contas); catalão, aprendido durante o período em que morou em Barcelona (“Boig per Tu” é inteira nesse idioma); árabe, pela ascendência libanesa, mas com domínio “apenas” de expressões e frases isoladas. 🎶Whenever, wherever, 🎶 ou melhor, não importa quando nem onde, Shakira consegue rapidamente acessar o vocabulário, as estruturas sintáticas e as expressões populares de cada uma dessas línguas. O cérebro dela, assim como o de todas as pessoas multilíngues, trabalha sob a lógica de “malabarismo mental”, como explica Felipe Barros, médico neurologista do Hospital Sírio Libanês. “Diferentemente do que se acreditava no passado, os idiomas não ficam armazenados em compartimentos isolados; eles permanecem ativos simultaneamente. Quando uma pessoa fala um idioma, o cérebro precisa recrutar mecanismos de inibição para suprimir as palavras e as regras gramaticais das línguas que não estão sendo usadas”, afirma. ➡️Ou seja: no momento em que a cantora estiver dando uma entrevista em italiano, o sistema nervoso dela fará um esforço contínuo para ignorar os outros idiomas “intrusos”, como o português e o inglês. Todo esse processo mantém as redes neurais em estado de alta atividade e coordenação. “É um sistema de controle de ‘chaveamento’”, como define Barros. Conhecido como “code-switching”, em inglês, esse mecanismo cognitivo permite ao bilíngue transitar entre dois ou mais idiomas sem misturá-los de forma caótica. É como se o cérebro não tivesse gavetas separadas para cada língua, mas sim um grande painel de controle. A seleção da língua específica ocorre por meio de um controle executivo. “Esse processo funciona como um semáforo neural: o cérebro sinaliza 'verde' para a língua pretendida e 'vermelho' para a outra, monitorando constantemente a fala para detectar possíveis interferências ou erros de seleção”, explica o neurologista. 🧠Quais regiões são acionadas neste processo? Shakira em performance no Grammy, a premiação mais importante da música, em Los Angeles, em 2025 Kevin Winter/Getty Images for The Recording Academy Como Shakira não fica “Loca, loca, loca” ao saber tantos idiomas? O sistema nervoso dela (e dos bilíngues) é uma estação de rádio ao vivo. Enquanto as áreas neurais da linguagem cuidam do conteúdo, as de controle supervisionam a mesa de som para garantir que as frequências não se cruzem: Área de Broca e Wernicke: Produção e compreensão dos sons e da gramática. Elas criam e codificam as palavras. Córtex Pré-Frontal Dorsolateral: Gerenciamento da memória de trabalho e alternância entre as tarefas linguísticas. Ele escolhe qual língua usar no momento. Córtex Cingulado Anterior: Monitoramento do conflito entre os idiomas. Dá sempre uma mãozinha na detecção de erros. Núcleos da Base: Troca de um idioma para outro. É o “botão biológico”. 💪Musculação cerebral Essa ginástica neural de "ligar e desligar" línguas diferentes transforma o cérebro em uma espécie de academia de alta performance. De acordo com Barros, as neuroimagens revelam que o uso frequente de vários idiomas promove a chamada neuroplasticidade. "Observamos um aumento na densidade da substância cinzenta, onde ficam os neurônios. Além disso, há uma melhoria na integridade da substância branca, as fibras de conexão, o que torna a comunicação entre diferentes partes do cérebro mais rápida e eficiente", explica o médico do Hospital Sírio-Libanês. O cérebro de quem é poliglota, portanto, apresenta conexões mais robustas e resistentes. Os benefícios desse "treino" são percebidos em outras habilidades exigidas no dia a dia: Flexibilidade cognitiva: Capacidade de mudar de estratégia rapidamente diante de um problema. Atenção seletiva: Maior facilidade para focar no que é relevante e ignorar distrações. Memória de trabalho: Processamento de informações complexas com mais agilidade. Efeito coquetel: Superioridade em filtrar o ruído de fundo e isolar a voz de quem fala em ambientes barulhentos. 📢No ritmo da fluência Cida Caltabiano, doutora em Linguística Aplicada (Unicamp) e professora da PUC-SP, ressalta que o segredo é a exposição constante aos diferentes idiomas. Dar play em um hit pode, inclusive, potencializar o processo. "A música é uma das atividades mais prazerosas [para isso]. O indivíduo ouve, canta junto, repete várias vezes... vai aperfeiçoando o ouvido e, consequentemente, a fala", diz a docente. Segundo Caltabiano, pesquisadores relacionam diretamente o desenvolvimento da percepção dos sons a uma produção vocal de qualidade. "Jovens que têm contato com música ou jogos eletrônicos em inglês, por exemplo, têm muito mais facilidade. A percepção dos sons leva a uma melhor produção", afirma. ⏰Quanto antes, melhor Por que algumas pessoas parecem "esponjas" para novos idiomas, enquanto outras travam no verbo “to be”? Para a professora, o fator ambiental e o contato precoce com outra língua são fatores determinantes. "Se há uma relação com o idioma desde a infância, a criança aprende que um objeto pode ser nomeado de diferentes maneiras e passa a ver isso com naturalidade, não importa se é a segunda ou a terceira língua dela", explica. Felipe Barros complementa que, embora adultos possam atingir a proficiência total, exigirão mais do lobo frontal para gerenciar o novo vocabulário. Quem aprende cedo consegue usar as mesmas redes neurais de forma mais instintiva. E faz diferença, do ponto da neurologia, saber dois, três ou quatro idiomas? "O maior salto na reestruturação cerebral ocorre na transição do monolinguismo para o bilinguismo. A partir do terceiro ou quarto idioma, o cérebro se torna um especialista em aprender", diz o neurologista. ⏳Escudo contra o tempo “Oh, baby, when you talk like that… [oh, querido, quando você fala desse jeito]”, em mais de um idioma, os benefícios serão sentidos também a longo prazo. O exercício constante de gerenciar diferentes línguas funciona como um potente fator de reserva cognitiva: esse hábito pode retardar de quatro a cinco anos o aparecimento de sintomas de doenças neurodegenerativas, como o Alzheimer. Não é que o cérebro multilíngue impeça a biologia do envelhecimento, mas é capaz de construir "vias alternativas" que permitem ao órgão funcionar melhor por mais tempo. Mas não esqueça: para obter todo esse sucesso, é preciso manter contato frequente com as diferentes línguas. Pode começar aí a ensaiar a estrofe mais difícil da música latina: “Ahogándome entre fotos y cuadernos Entre cosas y recuerdos Que no puedo comprender”.
01
MAY
Pesquisa revela ideação suicida de quase 1 em cada 5 universitários
Pesquisa revela ideação suicida de quase 1 em cada 5 universitários Agência RBS Infelizmente, a sensação de encontrar estudantes universitários deprimidos deixou de ser exceção para se tornar parte do cotidiano acadêmico. Embora ainda menos frequentes, os casos de suicídio entre universitários têm aumentado nos últimos anos, acendendo um sinal de alerta importante para instituições de ensino e pesquisadores. A literatura científica tem mostrado de forma consistente que depressão e ideação suicida frequentemente caminham juntas. No entanto, esse não é um vínculo absoluto. A ideação suicida — isto é, pensamentos sobre morrer, sobre pôr fim à própria vida ou ferir-se — pode emergir mesmo na ausência de sintomas depressivos intensos. Esse dado, aparentemente paradoxal, revela um ponto crucial: outros fatores, para além da depressão, também participam desse fenômeno complexo. Foi a partir dessa lacuna que nós, pesquisadores da Universidade Federal Fluminense (UFF), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), decidimos investigar, de forma mais ampla, os fatores associados à ideação suicida na comunidade acadêmica brasileira. Os resultados desse esforço acabam de ser publicados no periódico The Lancet Regional Health – Americas e oferecem uma visão mais abrangente e necessária sobre o tema. Muito além da depressão O objetivo central do estudo foi examinar fatores psicossociais de vulnerabilidade e proteção relacionados à ideação suicida, indo além da explicação tradicional centrada apenas na depressão. Para isso, analisamos diferentes dimensões da experiência humana, como sentimentos de solidão, otimismo, histórico de maus-tratos emocionais na infância e características demográficas. Essa abordagem mais integrada permite compreender a ideação suicida não como um fenômeno isolado, mas como resultado de múltiplas influências que se entrelaçam ao longo da vida. Ao fazer isso, acreditamos que nosso estudo contribui não apenas para o avanço científico, mas também para a criação de estratégias mais eficazes de identificação precoce e prevenção. Vídeos em alta no g1 Retrato da comunidade acadêmica A pesquisa contou com a participação de 3.828 pessoas, recrutadas por meio de e-mails, WhatsApp e redes sociais. A maioria dos respondentes era formada por mulheres (67,63%) e indivíduos brancos (66,74%), com predominância de jovens adultos entre 18 e 39 anos. Todas as informações demográficas foram autorrelatadas, seguindo categorias do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A categoria “negros”, por exemplo, incluiu tanto pessoas pretas quanto pardas. Além disso, os participantes informaram se já haviam recebido diagnóstico de transtornos mentais, como depressão, ansiedade ou transtorno bipolar. Esses dados ajudaram a compor um panorama mais completo da saúde mental da amostra. O estudo faz parte do projeto PSIcovidA, uma investigação longitudinal sobre saúde mental na comunidade acadêmica brasileira. Ao final da participação, todos os voluntários receberam orientações e contatos para apoio psicológico. Como medir o invisível: tecnologia e saúde mental Para analisar os dados, recorremos a ferramentas de aprendizado de máquina, capazes de identificar padrões complexos em grandes volumes de informação. O modelo escolhido foi o Multiple Kernel Learning _(MKL), já utilizado em estudos anteriores e conhecido por pela capacidade de integrar diferentes dados com acurácia e por permitir melhor interpretação dos resultados. Esse tipo de abordagem permite integrar diferentes variáveis, que incluem desde sintomas psicológicos até características demográficas, em um único modelo preditivo. No estudo, foram incluídas medidas de depressão, solidão, otimismo e experiências adversas na infância. A ideação suicida, por sua vez, foi avaliada por meio de uma pergunta direta sobre pensamentos de morte ou autolesão nas últimas duas semanas. Qualquer resposta diferente de “nenhuma vez” já era considerada um indicativo de risco, seguindo protocolos amplamente utilizados na literatura científica. Números preocupantes Os resultados revelaram que 18,86% dos participantes apresentaram ideação suicida, ou seja, quase um em cada cinco pessoas da amostra. Trata-se de um dado expressivo, que reforça a urgência de olhar com mais atenção para a saúde mental nas universidades. Os modelos de análise mostraram que é possível distinguir, com boa precisão, indivíduos com e sem ideação suicida. Como esperado, os sintomas depressivos foram os principais preditores. No entanto, eles não contaram toda a história. Outros fatores como otimismo, sentimentos de solidão e histórico de maus-tratos emocionais tiveram peso relevante na classificação, respondendo por cerca de metade da explicação do fenômeno. Dor e esperança: o equilíbrio entre risco e proteção Um dos achados mais interessantes diz respeito ao papel do otimismo. Diferentemente dos fatores de risco, ele apareceu com peso negativo no modelo — ou seja, quanto maior o nível de otimismo, menor a probabilidade de ideação suicida. Esse resultado sugere que o otimismo funciona como um importante fator de proteção. Pessoas que tendem a enxergar o futuro de forma mais positiva parecem estar mais protegidas contra pensamentos suicidas, mesmo diante de dificuldades. Essas conclusões dialogam com a chamada teoria dos três passos do suicídio, que propõe que a ideação suicida surge da combinação entre dor psicológica e desesperança. Nesse contexto, fatores como solidão e maus-tratos emocionais na infância contribuem para a dor, enquanto o otimismo atua como um amortecedor contra a desesperança. MEC proíbe educação à distância (EAD) em Direito e em outras 4 graduações Marcas da infância que atravessam o tempo Outro ponto relevante foi o impacto dos maus-tratos emocionais na infância. Experiências como abuso e negligência emocional responderam por cerca de 22% do peso total no modelo. Um valor expressivo e preocupante. Esses achados reforçam evidências já conhecidas: vivências adversas na infância podem deixar marcas duradouras na saúde mental. Em nosso estudo, sentimentos como “ter sido uma criança indesejada” ou “ter sofrido abuso emocional” estiveram fortemente associados à ideação suicida. Mesmo quando os sintomas depressivos são considerados, essas experiências continuam exercendo influência, mostrando que o passado emocional pode moldar profundamente a forma como lidamos com o sofrimento no presente. Solidão: o risco silencioso A solidão também apareceu como um fator relevante, ainda que com peso moderado. A sensação de falta de companhia, mais do que o isolamento físico em si, foi um dos indicadores mais importantes. Estudos anteriores já apontam que a solidão está associada à ideação suicida em diferentes populações, inclusive entre estudantes brasileiros. Ela pode intensificar o sofrimento emocional e aumentar a sensação de desconexão, tornando o indivíduo mais vulnerável. Ao mesmo tempo, a solidão desperta o desejo de pertencimento — um paradoxo que evidencia a importância de estratégias que fortaleçam vínculos sociais e reduzam o sentimento de ser um fardo para os outros. O que fazer com esses achados? Os resultados do estudo apontam para uma conclusão clara: não é suficiente olhar apenas para a depressão ao avaliar o risco de ideação suicida. É preciso adotar uma abordagem mais ampla, que considere múltiplos fatores emocionais, sociais e biográficos. Isso tem implicações diretas para políticas de saúde mental nas universidades. Protocolos de rastreamento mais completos, intervenções que promovam otimismo e pertencimento, e ações de apoio psicológico podem fazer diferença. Ao mesmo tempo, é importante reconhecer os limites do estudo. As principais são o delineamento transversal, que impede estabelecer relações causais, e a limitada generalização dos achados, em função da amostra acadêmica e do contexto específico da pandemia. Além disto, a maioria das pesquisas ainda se concentra em países de alta renda, e os resultados podem variar em diferentes contextos culturais. Portanto, investigar a realidade brasileira representa um passo fundamental. No fim das contas, o que este estudo revela é algo profundamente humano: o sofrimento psíquico não tem uma única causa. E, portanto, também não terá uma única solução. Compreender a ideação suicida exige escutar histórias, reconhecer vulnerabilidades e, sobretudo, identificar caminhos de proteção. Entre eles, talvez um dos mais poderosos seja justamente aquele que o estudo destacou: a capacidade de ainda esperar que coisas boas possam acontecer. **Participaram da produção deste estudo os seguintes pesquisadores: Priscila Maria de Oliveira da Fonseca (Uerj), Débora Christina Muchaluat Saade (UFF), Isabel de Paula Antunes David (UFF), Eliane Volchan (UFRJ), Fátima Erthal (UFRJ). **A pesquisa que provocou este artigo contou com financiamento da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (FAPERJ) e da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). *Orlando Fernandes Junior recebe financiamento da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (FAPERJ). *Arthur V. Machado recebe financiamento da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (FAPERJ). *Letícia de Oliveira recebe financiamento da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (FAPERJ) e da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). *Liana Portugal recebe financiamento da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (FAPERJ). *Mirtes Garcia Pereira recebe financiamento da FAPERJ, CNPq e CAPES